N/A: Oi, desculpem, eu sofri um acidente essa segunda feira e não estava em condiçoes para escrever. Eu estou com dor e o meu corpo parece não me obedecer. Desculpa de verdade, mas um braço quebrado e uma fissura na costela estavam fora dos meus planos e eu não sei exatamente como vou fazer para acelerar essas historias, mas prometo fazer o possível. É meio ruim digitar com uma mão só e eu estou meio tonta por causa dos remédios... =/

Bem, não revisei o capitulo então desconsiderem erros de português, concordância, ou se esse capitulo não fizer sentido , os analgésicos realmente não me fazem bem.

Jusgleek, eu seu que vc não queria ver a Rachel sofrendo e provavelmente muitas pessoas concordam com vc, mas tudo vai ficar bem no final e todo o casal briga em algum momento. Espero não desaponta-los...

Mel K, esse capitulo é para você, fico feliz que vc goste do trabalho da Quinn e que ele te inspire de alguma forma. :) E também para todos que comentaram nos últimos capítulos, especialmente harglive e Julia, adorei os seus comentários...

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O CONVITE – Amor.

"Você não está bem..." Suspira Quinn contra os lábios de Rachel, segurando o rosto da diva com uma mão enquanto da um passo para trás. A cantora estava sentada em sua mesa e elas estavam aproveitando um momento de privacidade antes que Dave chegasse para acompanhá-las até a casa de uma criança especifica.

Os olhos de Rachel se abrem lentamente, como se ela estivesse se recuperando de um transe. A um segundo atrás Quinn a estava beijando apaixonadamente e agora ela sentia falta dos lábios da loira sobre os seus. "Eu já disse que não é nada." Responde ela, puxando a assistente social de volta para o seu lugar entre suas pernas e beijando seu pescoço.

Ela suspira e deixa a morena marcar sua pele. Ela não sabe por que, mas algo não parece certo. Não tem nada a ver com os beijos ou com o modo como as mãos da diva acariciam seu corpo, mas algo nos olhos de chocolate parece diferente. Como se uma sombra de tristeza os tivesse encoberto. Quinn apóia sua mão na face de Rachel suavemente, guiando-a para mais um beijo antes de se afastar com delicadeza. "Eu não sei o que houve, mas se foi algo que Santana disse..."

"Não." A morena faz que não com a cabeça e põe a mão sobre a da assistente social. "Ela... me fez ver algumas coisas por um outro lado e eu estou pensando sobre isso. Mas não é nada de mais." Um pequeno sorriso de forma em seus lábios. "Você pode parar de se preocupar..."

Quinn quer acreditar, mas não consegue. Porem, insistir nisso seria idiotice de sua parte e ela desiste, envolvendo a diva em um abraço apertado e descansando a cabeça em seu pescoço, seu nariz acariciando a pele macia e bronzeada enquanto ela respira tudo o que consegue de Rachel. "Eu vou sentir tanta saudade esse fim de semana..." Murmura ela baixinho, fechando os olhos quando os dedos da cantora começam a percorrer seus cabelos.

"Eu também... Mas são só dois dias, segunda de noite eu vou estar de volta." Ela também se deixa envolver pelo momento. A proximidade é inebriante e ela se sente segura, como se nada de ruim jamais pudesse acontecer, dês de que Quinn estivesse ao seu lado.

Uma leve batida na porta as trás de volta a realidade e elas se afastam devagar. "Só um minuto." Fala a loira, ajudando Rachel a descer de sua mesa e depositando um ultimo beijo em seus lábios, acompanhado por um sorriso. "Eu te amo." Sussurra ela, espantando alguns fios de cabelo dos olhos de sua namorada e sentando-se em sua cadeira. "Pode entrar!"

A porta se abre revelando Dave Karofsky. Ele entra na sala e arqueia uma sobrancelha assim que seus olhos caem sobre Rachel, que estava em pé em um canto, fingindo ler alguns papeis aleatórios. Ele ri e põe as mãos na cintura. "Ok, sou só eu, vocês podem voltar a fazer o que vocês estavam fazendo..."

"Olá Dave, er... quem disse que nós estávamos fazendo..." Rachel sorri para ele "...alguma coisa?"

Karofsky começa a rir novamente. "Eu não sabia que você podia ler de cabeça para baixo Berry." Ele aponta para os papeis nas mãos dela. "E Quinn, você está totalmente descabelada e eu consigo ver o seu sutiã daqui." Ele arqueia a sobrancelha ainda mais e a cantora exala com força antes de caminhar até sua namorada com um pequeno sorriso no rosto.

"É, acho que ele nos pegou..." Ela gira a cadeira aonde Quinn está sentada e senta no colo da loira, reabotoando sua camisa.

"Acho que nós precisamos praticar a 'saída de emergência'..." Sorri ela, envolvendo a cintura da diva em um abraço solto e deixando que ela arrume seus cabelos. Rachel se inclina e pressiona os lábios contra a têmpora de Quinn, fechando os olhos e se demorando no contato.

"Meu Deus, vocês são tão adoráveis juntas!" Ele exclama, sentindo vontade de apertar as bochechas de Quinn quando ela começa a ficar vermelha. Rachel sorri ainda mais e descansa o corpo contra o de sua namorada, apoiando a lateral de sua cabeça à lateral da cabeça dela e suspirando contentemente. "Carol ligou." Sua voz fica seria e profissional de repente. "Ela vai com nós..."

A assistente social faz que sim com a cabeça e aperta Rachel um pouco mais, virando o rosto e depositando um beijo suave na bochecha da morena. "Bom. Eu sinto falta dela... Nós não nos falamos pessoalmente dês de que o processo de adoção terminou."

Dave faz que sim com a cabeça. "Ela tem estado realmente ocupada com o bebê."

"Carol é uma das minhas melhores amigas." Explica Quinn, virando-se para a cantora. "Ela é psicóloga e nós nos conhecemos ainda na faculdade. Ela é casada há três anos e ela e marido acabaram de adotar um menininho.."

Rachel se vira para ela também e a ponta de seu nariz encontra o nariz da loira. "E o que nós vamos fazer hoje? Por que Dave e uma psicóloga estão indo com nós?"

"Você não falou para ela?" Karofsky cruza os braços e senta-se na cadeira do outro lado da mesa.

"Contou o que?" A cantora se endireita no colo de Quinn, esperando por uma resposta.

"Você sabe como esse caso mexe comigo, Dave."

"Sim, mas ela precisa saber antes que a gente chegue lá..."

"O que eu preciso saber, Quinn?" A loira morde o lábio e rearranja a diva em seus braços, de modo que ela consiga ver seus olhos.

"Eu já te falei sobre esse caso antes, quando estávamos em Connecticut. Você lembra?"

Rachel franze a testa, tentando lembrar. "Eu lembro que houve uma emergência sobre um menino de oito anos e você começou a me explicar, mas nós fomos interrompidas pelo Chris..."

Quinn faz que sim com a cabeça. "Andy e Lilly Kellerman."

"Isso. Você disse que a menina tinha autismo..."

"Sim. Ela foi diagnostica aos dois anos, quando Andy tinha cinco. Acho que já te falei que ele era o único que conseguia acalma-la durante os surtos..." A cantora confirma e Quinn continua. "Nós acompanhamos Lilly dês de então e, da ultima vez que estive na casa dos Kellerman, percebi que ele estava andando estranho e se queixando de dor. Dave foi analisar e..." Ela para de falar, sentindo um nó se formar em sua garganta.

"Existe uma doença chamada Distrofia Muscular Progressiva. Você já ouviu falar sobre isso Rachel?" Dave intervém e Quinn sorri para ele, sabendo que não seria capaz de continuar.

A morena faz que não e beija a testa da loira ao perceber a expressão em seu rosto.

"É uma doença relativamente silenciosa," começa ele, entrando em modo profissonal e fazendo a diva sorrir. "normalmente atinge meninos depois de uma certa idade..." Ele respira fundo, não sabendo exatamente como explicar sem usar termos técnicos. "Andy era um menino normal, ele podia correr, brincar e fazer tudo o que qualquer outra criança de sua idade pode, até que a doença se manifestou. Como eu disse, é silenciosa. É genética e imprevisível. Em um dia ele estava bem e no dia seguinte começou a sentir dores e tem dificuldade para caminhar."

Quinn abre a boca para falar e os dois olham para ela, mas ela não fala nada, só enterra a cabeça no ombro de Rachel, que começa a acariciar os cabelos loiros enquanto espera pelo resto da informação.

"Os músculos dele vão ir se atrofiando cada vez mais até que ele não possa mais andar. A partir do momento em que ele estiver em uma cadeira de rodas... Bom, o progresso da doença pode ser muito rápido, ou não, varia de cada pessoa. A fase inicial pode ser lenta e a final rápida ou vice e versa, ou ainda tudo pode ser lento ou tudo pode ser rápido. Ninguém sabe ao certo." Ele gesticula abertamente com as mãos e a cada palavra, Quinn parece se agarrar mais a morena.

Rachel não sabia o que falar, ela não conseguia imaginar como seria para um mãe ver o seu filho nascer saudável e crescer bem até certo ponto antes de começar a regredir, não parecia justo. Ela sente uma pequena lagrima deslizar por sua face. Ninguem fala por um momento e a diva deixa a realidade ser absorvida.

Dave volta a falar depois de um momento, sua voz agora é baixa e um tanto rouca. "É muito difícil alguém com essa doença passar dos 18 anos." Quinn soluça contra o pescoço de Rachel e a morena apóia o queixo sobre sua cabeça, a envolvendo em um abraço. Ela não faz ideia do que falar, milhões de pensamentos invadem a sua cabeça e ela só quer ver Quinn feliz. Talvez a ideia de trabalhar com isso não seja tão boa. O envolvimento que provem do trabalho social é muito forte e Rachel sente a impotência da loira perante essa situação. Ela entende a necessidade de fazer algo sem poder fazer nada.

Rachel pressiona seus lábios a face da assistente social e as duas permanecem abraçadas. Depois de alguns minutos, Quinn parece mais calma e consegue sorrir para a morena. "Essa é a pior parte do meu trabalho." Sussurra ela, contra os cabelos castanhos. A cantora se afasta um pouco para encontrar os olhos dourados com os seus, secando as lagrimas da loira com o polegar. "Saber que certas coisas não tem volta... Eu queria poder..." Ela morde o lábio e a diva se inclina para a frente, depositando o beijo mais suave de todos em seus lábios. Quinn relaxa e expira com força, levando suas mãos ao rosto de Rachel para mante-la no lugar, não querendo quebrar esse contato que significa mais para ela do que todas as palavras do mundo.

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Nenhum dos três percebem uma leve batida na porta, Dave estava sorrindo para a interação das duas quando a porta se abre atrás dele, fazendo-o pular da cadeira.

"Oi, a secretaria não estava e eu resolvi..." Uma mulher alta, morena, de olhos castanhos e cabelos curtos entra na sala, ajeitando os óculos no rosto.

Rachel e Quinn se separam sem pressa, nenhuma das duas tem energia e vontade para se afastar. A mão da loira continua no rosto da diva quando ela fala. "Carol..."

"Er... É uma hora ruim? Eu achava que estava atrasada, mas posso voltar depois se você quiser..."

"Essa é Rachel Berry, a voluntaria que vai nos acompanhar hoje." Fala Quinn, virando-se para encarar sua amiga, seu rosto não transparece expressão alguma e ela espera a reação da psicóloga.

Carol sorri e atravessa a sala, estendendo uma mão para a cantora. "Caroline Porter, psicóloga e amiga ocasional quando as pessoas lembram de manter contato..."

Quinn solta o ar, e Rachel levanta de seu colo, aceitando a mão da mulher mais alta. "Rachel, namorada da Quinn e atriz nas horas vagas..." O coraçao da loira acelera ao ouvir a palavra 'namorada' e ela se sente aliviada quando Carol continua sorrindo.

"É um prazer conhecê-la." A cantora escaneia o rosto da psicóloga, a primeira vista ela não parece ser um mulher bonita, mas olhando de perto, ela parece outra pessoa. Seus traços e feições são extremamente delicados e seus cabelos escuros envolvem seu rosto desordenadamente, fazendo-a parecer uma pessoa séria e divertida ao mesmo tempo. Carol se vira para Quinn que a essa altura já havia se levantado e sorria com os braços abertos, esperando um abraço.

"Eu não esqueci de manter contato, você sabe o quanto eu tenho andado ocupada ultimamente." Comenta Quinn, enterrando o rosto no ombro de sua amiga.

"Você parece ter tido bastante tempo para arrumar uma namorada..."Ri Carol, se afastando, mas mantendo as mãos nos ombros da loira. "Deus, parece que faz um século que a gente não se vê..."

"Eu senti saudades..." Quinn aperta os braços dela. "Como estão os meninos?"

"Chales está bem, ele está babando em cima do Nicholas como se o bebê fosse realmente dele." Elas se soltam e Carol continua falando. "Você tem que vir visitar o Nick um dia desses, ele é o bebe mais fofo e inteligente que eu já vi... Eu mal posso esperar pra ouvir ele falar as primeiras palavras ou dar os primeiros passinhos..."

"Calma, ele só tem dois meses, vai demorar um pouco para isso acontecer..." Quinn prende o cabelo atrás da orelha. "Nós realmente temos que arrumar um tempo para conversar."

"É, eu acho que você tem muitas coisas para me contar..." Responde a psicóloga, olhando para Rachel e fazendo Quinn corar. "E você também né senhor Hummel." Ela se vira e abraça Dave também.

"As pessoas continuam me chamando de Karofsky..." Murmura ele, sorrindo para a mulher que é quase da sua altura.

"Como foi o casamento?"

"Triste sem você lá..." Ele finge uma cara de triste.

"Eu queria tanto ter ido... Mas com o Nicholas fica difícil, bebes sempre dão trabalho durante os primeiros meses..."

Rachel sorri e pega a mão de Quinn, ela havia ficado um pouco apreensiva em relação a reação da loira quando se apresentou como sua namorada, mas acabou se surpreendendo. Quinn sempre a surpreendia... talvez o que Santana disse não aconteça afinal.

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"E qual foi a reação de Joanne quando você contou para ela?" Quinn pergunta com seriedade do banco de trás do carro.

"Ela já sabia disso." Carol pressiona os lábios juntos com força, ela e Dave estavam nos bancos da frente do carro da prefeitura enquanto Quinn e Rachel ocupavam o de trás. A morena brincava com os dedos da loira e olhava fora da janela enquanto os outros três conversavam. "Mas foi horrivel de qualquer forma. Nós tiramos dela a ultima grama de esperança com o resultado desses testes..."

Quinn morde o lábio.

"Mesmo que ela já soubesse qual iria ser o resultado, nenhuma mãe está preparada ara ouvir uma noticia dessas. Muito menos uma mãe que já tem uma filha doente." Carol fala calmamente, sem olhar para trás.

"O que nós vamos fazer hoje, exatamente?"

"Nós temos que manter um acompanhamento com a família, principalmente em casos assim." Responde Dave, encontrando os olhos dela pelo espelho retrovisor.

"Muitas vezes tudo o que eles precisam é conversar com alguém..." Quinn prende uma mecha de cabelos castanhos atrás da orelha da cantora. "Já imaginou como seria estar passando por algo assim e não ter ninguém com quem conversar?"

A diva faz que sim com a cabeça e entrelaça seus dedos aos de Quinn, repousando suas mãos no banco entre elas.

"E nós chegamos." Anuncia Karofsky, estacionando o carro em frente a um conjunto de casinhas amarelas iguais.

Eles saem do carro e Carol bate palmas em frente ao portão do numero 27.

Uma mulher pequena e de aparência frágil aparece através da porta de vidro. Ela acena antes de dar um passo para fora. "Andy!" Grita ela. "Venha ver quem está aqui!" Os quatro fazem seu caminho até a mulher quando a cabeça de um menino aparece atrás das pernas dele.

"Quinn!" Grita ele, dando um passo para a frente arrastando a perna esquerda de uma forma estranha.

A loira sorri e acelera o passo até ele, ficando de cócoras para poder abraça-lo. Os cabelos castanhos do menino se misturam aos seus fios dourados e ela se levanta, trazendo Andy consigo. "Como é que vai você, heim?" Ela toma cuidado para posiciona- direito em seu colo, de modo que não machuque suas perninhas.

Ele sorri e a abraça de novo. "Tudo bem! Eu só tenho um pouquinho de dor e a mamãe vive se preocupando comigo, mas eu sei que já vai passar..." Responde ele, pressionando sua cabeça contra a da loira. Rachel sente um aperto no peito ao ouvi-lo dizer isso, sabendo que a do não vai passar. Ela tem certeza que Quinn sentiu o mesmo ao ver o sorriso desaparece do rosto dela por um momento. "Você trouxe um monte de gente hoje, né?" Pergunta ele, soltando o abraço e apoiando um só braço nos ombros dela.

"Pois é, hoje eu trouxe um monte de gente, mas você já conhece eles, não é mesmo?" Quinn corre os dedos pelos cabelos escuros e lisos.

"O tio Dave." Ele aponta para Karofsky que sorri para ele. "A moça que vem conversar com a Lilly. Eu esqueci o nome dela." Ele aponta para Carol e murmura a ultima parte no ouvido de Quinn, fazendo-a rir.

"O nome dela é Carol." Responde ela. "E aquela outra moça, você sabe quem ela é?" Ela aponta para Rachel e pisca um olho para a morena.

"Hummm..." Ele bate o indicador contra o queixo algumas vezes antes de chacoalhar a cabeça com força. "Não, mas ela é bem bonita." Ele sorri.

"Eu também acho." Quinn morde o labio. "Essa é a Rachel, ela é nova na equipe."

"Será que ela me da um beijo se eu pedir para ela?" Pergunta ele contra o ouvido da loira novamente, usando suas mãos para abafar o som dessa vez.

Quinn sorri ainda mais e sussurra sua resposta. "Por que você não pergunta para ela?" Ela solta o menino no chão e ele caminha devagar até a diva, fazendo um gesto com a mão e pedindo para ela se abaixar. Ele era muito pequeno para a idade.

Rachel olha para Quinn antes de se abaixar até que seus olhos fiquem na mesma altura que os de Andy. Ele sorri envergonhado. "Possotedarumbeijo?" Ele pergunta de um fôlego só.

"Como?" Provoca a diva, ela tinha entendido, mas queria ouvir ele dizer direitinho.

"Eu pedi se eu posso te dar um beijo." Explica ele, olhando para o chão. "Por favor?"

"Aonde você quer me dar um beijo?" Pergunta ela, sorrindo para ele.

Andy estende um braço e encosta na bochecha dela com o indicador.

"Se eu deixar, você me deixa retribuir o favor?" Ele faz que sim com a cabeça e ela vira o rosto um pouco de lado. O menino envolve o pescoço dela com os braços e lhe da um beijo estralado, se afastando rapidamente.

A cantora sorri e coloca a mão sobre a bochecha. "Agora é a minha vez." Diz ela, depositando um beijo bem mais suave na testa do menininho, fazendo-o corar violentamente.

"Obrigado." Ele da uma risadinha e se vira, voltando a andar em direção a casa. Ele se volta para Quinn. "Vocês vão entrar né?"

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Rachel e Quinn estavam enroladas uma na outra no sofá da diva, Quinn descansava a cabeça no peito da morena enquanto lagrimas mornas ensopavam o tecido rosa bebê de sua camiseta.

"Ele vai morrer." Fala a loira, apertando o tecido com força e se acomodando um pouco mais contra sua namorada.

Rachel descansa o queixo no topo da cabeça de Quinn e suspira. A visita de hoje a tarde foi definitivamente a mais intensa de todas. "Todo mundo morre algum dia Quinn, ele vai ir um pouco antes, mas a morte é inevitável." Ela não tinha certeza se era a melhor coisa a dizer, mas ela simplesmente não podia não dizer nada.

"Eu sei, mas não é justo." Murmura a loira, fungando um pouquinho. A cantora começa a fazer movimentos circulares com as mãos pelas costas de sua namorada em uma tentativa de amenizar seus sentimentos. "E eu não posso fazer nada para ajudar..."

Rachel se endireita e levanta o rosto de Quinn com a ponta dos dedos. "Você já está fazendo Quinn. Mesmo que você não tenha como salva-lo, você mudou a vida dele." Ela pressiona os lábios contra os da assistente social. "Eu já falei o quanto você me deixa orgulhosa?"

A loira faz que não, deslizando seus lábios pelos da morena.

"Eu estou orgulhosa de você." Fala Rachel com um sorriso. "Eu consigo me apaixonar mais a cada minuto, mesmo quando eu achava que não seria possível. Cada pequena coisa que você faz me surpreende."

"Eu também te amo." Responde Quinn, beijando a mandibula de sua namorada. "Que horas é o seu vôo amanha?" Ela muda de assunto. Pensar sobre o futuro de Andy dói de mais, a faz pensar em sua própria filha.

"As seis da manha..."

"E que horas são agora?"

A cantora olha para o relogio no vídeo e se surpreende ao ver que já passa das onze.

"Onze e dez."

Quinn une seus lábios novamente, esse beijo era bem mais profundo do que os outros. "Seria prudente ir dormir agora..." Diz ela, antes de mudar sua posição e ficar de joelhos obre a diva, sua boca parada a milimentros da dela.

"Acho que eu esqueci o significado da palavra prudência..." Rachel respira com dificuldade, a ponta dos cabelos loiros faz cócegas em seu rosto e pescoço. "E já faz algum tempo que eu não me preocupo mais com as oito horas de sono..."

Quinn a silencia com um beijo demorado. Ela aproveita cada segundo para explorar a boca da morena, como se fosse a ultima vez. E de certo modo era, pelo menos por dois dias... "Eu quero memorizar cada centímetro seu..."

"Quem precisa dormir?" Pergunta Rachel, fechando os olhos ao sentir a lingua de Quinn entrar em contato com a pele de seu pescoço.

"Eu não..." Ri a loira, a boca da diva cobre a sua novamente e uma corrente elétrica percorre o seu corpo, como sempre acontece quando elas se beijam. "E você pode dormir no avião..."

"Mmmmm..." Rachel já não consegue pensar claramente.

"Eu te amo." Quinn murmura roucamente, pegando o rosto da diva entre as mãos.

"Eu preciso de você..."

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N/A: Só para deixar claro que eu não pretendo desistir das minhas historias, eu nunca faria isso.

Amo vocês!

Comentem e até mais,

A.