Frozen e seus personagens não me pertencem.
Capítulo 29
Foi com o estômago doendo – e roncando alto – que Anna deixou o quarto de Elsa naquela madrugada e se dirigiu, rápida e ligeira, até a cozinha do castelo. Pensou, a princípio, que a fome exagerada que a atacou tão de repente fosse culpa da sua gravidez, mas lembrou-se de que não comera nada o dia todo, estando nervosa demais para ter apetite.
E como ela não poderia ficar nervosa com tudo o que acontecera?
Chegar em Arendelle e se deparar com Hans a deixou totalmente desestabilizada. Não esperava encontrar o seu ex-noivo ali, e muito menos esperava que todos ao seu redor parecessem defender o ruivo – afinal de contas, ele era um vilão e não merecia ser defendido pelo povo que ele enganara no passado. Tentou, mas tentou de verdade mesmo, entender o motivo dele ter voltado a Arendelle depois de tanto tempo, no entanto, apesar do Duque ter-lhe prometido explicar a situação, nenhuma resposta oferecida lhe satisfizera. Todos falavam que Hans não representava mais perigo algum a Arendelle, mas sempre que ela perguntava como ele fora parar ali, por que ele resolvera voltar ao reino, ou o que ele estava fazendo no quarto de Elsa, as resposta começavam a ficar muito vagas e imprecisas, e Anna sabia que todos ali estavam a esconder alguma coisa dela.
Alguma coisa muito importante.
A sensação de que estava sendo mantida no escuro era horrível e a incomodava muito, e Anna tinha a impressão muito ruim de que ninguém ali queria lhe contar o que estava de fato acontecendo.
Se ela quisesse saber a verdade, deveria descobri-la por conta própria.
No entanto, apesar de todas as suas dúvidas, perguntas e receios, optou por adiar suas investigações e se forçou a deixar um pouco de lado a desconfiança que sentia, pois a presença de Hans em Arendelle não era o seu único problema no momento.
E, muito menos, o maior deles.
"Humm... vejamos o que temos aqui..." Com passos curtos e silenciosos, Anna adentrou a cozinha escura e tateou a mesa até que suas mãos se depararam com uma bandeja cheia de bolinhos de chocolate – naquela tarde, Gerda fizera questão de preparar um banquete daqueles por causa da visita do Doutor Alviss, o tal médico de Elvaram, que mal mal teve tempo de apreciar a famosa, e muito apetitosa, comida da Governanta. Salivando, devorou três quitutes de uma vez só, mastigando tudo com tanta pressa que quase se engasgou. Após lamber a ponta dos dedos, pegou uma bandeja pequena e a encheu com bolinhos. "Acho que vou levar um pouco para Elsa. Aposto que, quando ela acordar, vai estar com muita fome!" Murmurou, esperançosa, preparando-se para deixar a cozinha e retornar ao quarto da irmã mais velha.
Depois que o médico examinou Elsa e admitiu não saber o que fazer para ajudá-la – muito menos o que poderia fazer para despertá-la daquele assombroso estado de inconsciência profunda – Anna decidiu que passaria o restante do dia, bem como da noite, ao lado dela, de vigília. Tinha ainda uma infinidade de perguntas em relação a Hans – e não gostava do fato do príncipe das Ilhas do Sul estar ali no castelo – mas convenceu a si mesma de que não deveria se preocupar com o rapaz enquanto estava mais do que óbvio que era a sua irmã quem mais precisava de ajuda.
No momento, Elsa seria a sua prioridade.
De bandeja em mãos, seguiu pelo corredor escuro do castelo, seus passos sempre silenciosos. Não pretendia parar durante o caminho, pois queria voltar rápido para o quarto da irmã, entretanto, ao chegar no salão principal, estancou ao lado do corrimão da grande escadaria central, seus olhos embotados pela emoção e seu coração pesado. Ao contrário do restante do castelo, o salão não se encontrava imerso na penumbra daquela madrugada, mas sim iluminado pela luz fraquinha de milhares de velas, todas dispostas em um altar improvisado, montado mais cedo naquele dia em homenagem à Rainha. Durante toda a tarde, centenas de pessoas ali se reuniram, umas deixando flores e outras acendendo velas, mas todas orando e rogando a Deus pela recuperação da Rainha Elsa. A própria Anna já tinha acendido duas velas naquela tarde, e já havia até colocado a bandeja de bolinhos sobre um dos degraus da escadaria para, então, poder se aproximar do altar e acender a terceira quando, de repente, o som de passos vindo da outra extremidade do salão a fez mudar de ideia. Por algum motivo, não quis ser vista por quem quer que estivesse ali, e buscou refúgio nas sombras da escadaria, encolhendo-se atrás do corrimão. Atenta, observou um vulto se mover pelo salão, e seus olhos se alargaram quando a misteriosa pessoa se aproximou do altar, tornando-se visível agora que estava iluminada pela luz bruxuleante das pequenas chamas.
"Mas o que é que você está fazendo aqui, Hans...?" Murmurou baixinho para si mesma, seus olhos azuis fixos no rapaz, vigiando-o com cautela e desconfiança. Sorrateiramente, deu alguns passos para frente, tomando muito cuidado para ainda se manter escondida.
Não queria que Hans soubesse que ela estava ali, muito menos que o espionava.
"O que é que você está tramando agora?" Sussurrou, suas finas sobrancelhas tão franzidas que quase se tocavam.
De repente, apoiou sua mão no degrau da escada, e seus dedos tocaram de leve a bandeja de bolinhos que havia colocado ali. Algo se contorceu em seu peito ao se lembrar de que havia deixado Elsa sozinha no quarto, e a Princesa mordeu forte o lábio inferior. Sentia-se dividida entre retornar ao quarto da irmã e permanecer ali vigiando Hans, pois, ao mesmo tempo em que não achava prudente deixar a Rainha sozinha, achava ainda menos prudente deixar Hans perambulando livremente pelo castelo naquela madrugada.
Tinha receio de que o rapaz planejasse fazer algo de ruim enquanto todos no castelo dormiam.
Todavia, por mais que ela o considerasse suspeito – e por mais que ela esperasse algum comportamento suspeito por parte dele – Hans nada fazia. Apenas permanecia ali, parado e silencioso em frente ao altar, seu rosto exibindo um semblante triste e abatido, e seus ombros muito caídos
A melancolia que emanava dele quase a fez sentir pena.
Quase.
E então, ele se moveu, e Anna se espremeu ainda mais contra o corrimão da escada, seguindo-o sempre com os olhos. Viu o rapaz se agachar ao lado de uma caixa que havia no chão e pegar alguma coisa, e ela, curiosíssima, se esforçou para tentar definir o que ele segurava. Viu então quando o ruivo fez um movimento brusco com as mãos e tornou a se aproximar do altar, e foi com perplexidade – e descrença – que a Princesa percebeu que ele acendia uma vela.
"O que pensa que está fazendo?" Murmurou mais uma vez para si mesma, mal acreditando no que via. "Se isso faz parte da sua encenação de vilão arrependido, saiba que não há ninguém aqui além de você para enganar." Sua acusação foi um sussurro que só ela escutou, mas tão logo deixou os seus lábios, tão logo um pensamento perigoso a assaltou assim de pronto.
Afinal, havia sim alguém ali além dele.
Havia ela.
Nervosa e com o coração palpitante, Anna recuou e se espremeu ainda mais contra o corrimão, buscando refúgio nas sombras e cobrindo a boca com as mãos. Assustada, fechou os olhos com força e procurou inspirar e expirar pausadamente, uma única pergunta girando e girando em seus pensamentos, repetindo-se sem parar.
Será que ele sabia que ela estava ali?
Tentando ficar mais calma – ou um pouquinho só menos aflita – abriu os olhos e caminhou lentamente para frente, criando coragem para continuar a observar Hans. Imaginou descobri-lo encarando-a de volta, com um sorriso dissimulado nos lábios e maldade estampada no olhar, mas não foi isso o que a Princesa encontrou quando voltou a pousar nele seus olhos azuis. Ao contrário do que imaginara, Hans parecia estar totalmente alheio ao fato de estar sendo vigiado, e permanecia ali, parado em frente ao altar com aquela mesma expressão triste de antes.
A cena fez Anna se sentir confusa, pois não compreendia bem o que via.
A princípio, não acreditara em absolutamente nada do que ouvira sobre o rapaz. Não acreditara que ele não mais era considerado uma ameaça, e muito menos acreditara que ele pudesse estar mudado.
Então, por quê?
Por que ele parecia mesmo tão mudado?
Seria possível que o que diziam sobre ele era verdade?
"Também não conseguiu dormir?"
A voz grave a sobressaltou, e Anna, assustada, levou uma mão ao peito e tornou a recuar. Seu coração voltou a disparar feito louco, mas a Princesa fez todo o possível para permanecer em silêncio. Ao notar que aquelas palavras não haviam sido dirigidas a ela, comprimiu os lábios numa linha fina e se esgueirou pelas sombras da escadaria. Com o coração batendo forte, viu uma figura que era bem maior do que Hans cruzar o salão e se aproximar do rapaz, o som ritmado de passos fortes ecoando pelo salão vazio e mal iluminado. Assim como o príncipe das Ilhas do Sul fizera, o outro homem também se agachou e pegou uma vela de dentro da caixa que havia no chão, acendendo-a e colocando-a com cuidado sobre o altar. A luz das velas ali dispostas tremeluziu no rosto severo do sujeito, e Anna o reconheceu de pronto.
Uma sensação ruim a percorreu e, se antes ela estava começando a sentir suas suspeitas em relação a Hans minguarem devagarzinho, as sentiu retornarem com força total. Não fazia a menor ideia do por que Hans e o Duque de Grimstad estavam se encontrando durante aquela madrugada, mas foi impossível ignorar a desconfiança que se firmou em seu peito.
Estreitando os olhos, observou os dois homens com muita cautela, sua mandíbula travada e suas mãos suadas agarrando com força o tecido do vestido que usava.
Só faltava o próprio Chefe das Armas de Arendelle estar envolvido em algum esquema sujo de traição.
"Sabe, rapaz, acho que já acendi umas três dessas hoje... mas um pouco de fé nunca é demais, não é mesmo?" A voz do Duque de Grimstad era baixa, mas mesmo assim reverberou pelo salão vazio, chegando com facilidade aos ouvidos muito atentos da Princesa, que deu mais um passo em direção aos dois, não querendo perder nenhum detalhe daquela conversa, para ela, tão suspeita.
"Não. Acho que nunca é demais mesmo." Ela ouviu a voz de Hans logo em seguida, levemente rouca, e o viu se mexer um pouco e se posicionar bem ao lado do General. Por um momento, os dois ficaram apenas observando o altar em silêncio, ambos sérios e pensativos. "O povo de Arendelle a adora. Todos estão muito preocupados."
"Elsa é muito querida por todos nós." O militar afirmou, orgulho e carinho se mesclando à tristeza já presente em sua voz. "E uma excelente Rainha também. Arendelle não seria o mesmo sem ela."
"Acha que ela acordará logo?"
O Duque suspirou fundo, seu corpo rígido e apreensivo. "Tomara que sim. Já está inconsciente há mais de um dia."
"Espero que esteja certo." Hans fez uma pequena pausa, e Anna se permitiu relaxar um pouco. Até então, não conversaram sobre nada suspeito, e ela experimentou uma pontada de remorso por ter imaginado que o General pudesse fazer parte de alguma trama contra Elsa. E então, ouviu quando Hans voltou a falar, e balançou a cabeça, concentrando-se mais uma vez na conversa alheia. "Eu... eu estava pensando..."
"Estava pensando no quê?"
"Estava pensando em partir só depois que Elsa despertasse. Sabe, queria me certificar de que ela ficaria bem, mas... mas agora as coisas mudaram. Não posso mais ficar aqui. Não seria justo."
"E não seria justo com quem exatamente, Hans?"
A postura do rapaz se tencionou um pouco, a coluna dele se estreitando. "Com a Princesa Anna."
Prendeu a respiração ao escutar o seu próprio nome e limpou os ouvidos com o dedo mindinho. Não poderia ter escutado direito, poderia?
"Não acha que está sendo um pouco precipitado? Talvez ela entenderia se você explicasse as coisas. Já tentou... conversar com ela?"
"Claro que não!" O rapaz riu uma risada que era nervosa e triste. "A evitei o dia todo... e eu sei que ela deve ter feito o mesmo. Ela não me quer por perto, General, e nunca poderei culpá-la por isso. Se eu estivesse no lugar dela, também não iria querer um inimigo por perto." O militar correu os dedos pelo cabelo loiro, mas nada disse, e Hans logo retomou a palavra. "Anna já tem muito com o que se preocupar... e eu sei que a minha presença aqui será apenas mais um item numa extensa lista de problemas. Não quero ser um aborrecimento para ninguém."
"Bem, devo admitir que é uma decisão muito nobre e altruísta da sua parte, mas não sei se já levou em consideração o fato do nosso porto estar completamente destruído. Não temos condições de levá-lo às Ilhas do Sul, Hans."
"Eu sei. E já pensei nisso também. Conversei mais cedo com o Doutor Alviss e... e ele me disse que o porto de Elvaram voltou ao normal tão logo a tempestade terminou. Poderei ir até lá a cavalo e embarcar num navio para o arquipélago. Pelo que ele me disse, uma embarcação para as Ilhas do Sul deixa o porto todos os dias pela manhã."
O militar descansou as mãos nos bolsos da calça. "Se é o que quer, vou providenciar uma escolta para acompanhá-lo durante a viagem. Se pudesse, eu mesmo o escoltaria, mas não posso deixar o reino na situação em que está. Sei que a Rainha me pediu para ficar no comando até que a Princesa retornasse de viagem, mas, como você mesmo disse, Anna já tem muito com o que se preocupar. Não seria prudente, e nem justo, colocar tanta responsabilidade assim nos ombros dela. Prefiro ficar por aqui e ajudá-la no que for preciso."
"Acho que é a decisão correta."
Anna ouviu tudo e se sentiu estranha. Havia uma parte dela que queria acreditar em Hans, no entanto, havia também essa outra parte dela que lhe dizia sem parar que tudo não passava de um truque.
Já fora enganada por ele uma vez, e seria muito tola se se permitisse ser engana de novo.
"Mas ainda acho que deveria conversar com a Princesa, Hans" A voz do General chegou até os ouvidos dela mais uma vez. "Sim, Anna tem seus motivos para estar desconfiada, mas acho que se conversarem..."
"E o que exatamente espera que eu diga a ela? Ei, Anna! Lembra-se de mim? Sou eu, Hans, o canalha que mentiu para você e que tentou matar a sua irmã!" Hans o interrompeu, a voz dele subitamente ríspida, e Anna sentiu algo se contorcer em seu peito. "Sabe da novidade? Eu fugi da prisão e voltei a Arendelle para me vingar da sua irmã, mas acabei desistindo da ideia porque eu... porque eu... Droga!" Cansado, exalou um suspirou exasperado e esfregou o rosto com as mãos. "...porque eu me apaixonei por ela."
"Ai, meu Deus!" Anna exclamou baixinho e cobriu a boca com as mãos, a descoberta deixando-a estarrecida.
Ou melhor, em estado de choque.
Ainda ouvia as vozes dos dois homens – sussurros e murmúrios graves se espalhando pelo salão vazio – mas não prestava atenção em mais nada do que diziam. A última frase dita por Hans ainda se repetia em sua mente sem parar e, para Anna, nada mais importava.
Eu me apaixonei por ela.
"Ai, meu Deus..." Ela balbuciou, debilmente, apoiando a mão no corrimão da escada.
Eu me apaixonei por ela.
Isso era mesmo verdade?
Eu me apaixonei por ela.
E se fosse, Elsa, por acaso, sabia disso?
Eu me apaixonei por ela.
E se, por acaso, ela já soubesse disso, o que pensava a respeito?
Eu me apaixonei por ela.
"Acho que foi estupidez da nossa parte, sabe? Começar algo que nunca poderia terminar bem." Ouviu a voz de Hans de repente, rouca e infeliz e desolada, e ergueu o rosto bem a tempo de ver o General se aproximar do rapaz e pousar uma mão sobre o ombro dele. "De qualquer forma, isso não importa mais."
Tinha certeza de que o General respondeu alguma coisa, mas, novamente, experimentou daquela sensação ruim de não conseguir mais compreender as palavras que os dois trocavam. Em seguida, ouviu os sons de passos ficando mais e mais distantes e, quando tornou a olhar para o salão, não viu mais sinal nem de Hans e nem do Duque.
"Ai. Meu. Deus." Murmurou pelo que deveria ser a décima vez. Com dificuldade, subiu as escadas, apoiando-se no corrimão sempre que sentia suas pernas fraquejarem.
Não percebeu quando chegou ao quarto de Elsa. Mas chegou. Abriu a porta sem fazer barulho e caminhou devagar até a cama na qual a Rainha dormia aquele sono terrivelmente profundo. E fitou a irmã, seu peito se comprimindo tanto, apertando tanto, constringindo tanto que chegava a doer.
Muito.
Tanto que ela quis chorar.
"É verdade?" Perguntou, mas a sua resposta foi um silêncio pesado. Opressor, até. "O que ele disse é verdade, Elsa?" Fitou a irmã por um tempo, seus olhos azuis embotados. "É por isso que ninguém queria me contar o que estava acontecendo, não é?" Uma lágrima rolou por seu rosto, mas Anna a secou rápido com as costas da mão. Devagar, sentou-se na beirada do colchão e, logo em seguida, deitou ao lado de Elsa, seus dedos finos penteando com ternura o cabelo da moça. Com delicadeza, segurou entre os dedos a única mecha platinada que restara naquele emaranhado de fios loiro escuros. "Mas você me contaria a verdade, não é? Você confiaria em mim dessa vez?" Fechou os olhos e suspirou fundo, seu corpo cansado e sua voz sonolenta. "Quando você acordar, Elsa, você me contaria o que aconteceu? Eu acho que... acho que estou me sentindo um pouco magoada agora, e um pouco confusa também e... e eu acho que posso até estar um pouco zangada e preocupada, mas eu juro que vou escutá-la. Juro que vou tentar entender o que aconteceu. Eu só preciso que... que você acorde e que... e que confie em mim. Por favor, Elsa... por favor..."
Anna dormiu ali mesmo, deitada ao lado da irmã; com o coração pesado, lágrimas secando em seu rosto sardento e mãos envolvendo cuidadosamente aquela preciosa mecha platinada. E, quando os primeiros raios de sol invadiram o quarto, despertou bem devagar, suas pálpebras se abrindo vagarosamente e seus olhos azuis se deparando com um par de olhos igualmente azuis, que a encaravam com perceptível curiosidade.
"Anna...? O quê...?"
E a felicidade que sentiu ao ver a irmã finalmente desperta foi tanta que toda a mágoa e tristeza sentidas na noite anterior, agora, não pareciam passar de um sonho distante... quase que esquecido.
"Elsa! Você acordou!"
