Jensen arrancou a agulha do soro, e sentou na cama, tentando levantar, mas a tontura o desequilibrou. Lágrimas de desespero escorriam por seu rosto, não conseguia acreditar que o pior tinha acontecido.
- Onde está... – Jensen tentou perguntar quando Misha apareceu. Para o amigo estar lá, o pior tinha acontecido.
- Jensen! Calma! Presta atenção! O Jared...
- Hey! Ainda não morri. Larga que o loiro é meu! – Falou Jared chamando atenção de Misha que tentava acalmar Jensen, explicando que o moreno estava bem. Porém, o loiro estava tão imerso em sua dor, que não dava atenção a nenhum argumento.
- Jared! – Jensen se soltou de Misha e sem se importar com ninguém correu na direção do moreno, lhe tomando a boca em um beijo apaixonado, aliviado, com gosto de 'não me deixe'.
O beijo foi interrompido pelos bips, do aparelho que ainda se encontrava ligado em Jared, monitorando a pressão e os batimentos do coração.
- A minha CTI já esta virando casa da mãe Joana! Misha, já viu que o teu amigo está bem, pode se retirar. Jensen te controla que ele ainda está se recuperando. – Falou Pileggi.
Jensen e Jared não conseguiam deixar de se olhar, parecia que fazia séculos que não se viam, com as mãos sempre unidas conversavam em silêncio.
Roger e Pileggi sorriram com a cena. – Amanhã, ele será transferido para o quarto. – Disse Roger.
- Hora do banho. – Disse uma enfermeira, entrando no CTI.
- Não se preocupe, cuide dos outros pacientes que o banho desse é minha responsabilidade. – Disse Jensen para a enfermeira.
- Mas é o meu trabalho. – Falou a garota.
- Como é seu nome? – Perguntou Jensen.
- Eve. – Respondeu a enfermeira com a mão na cintura.
- Eve, eu sei que é o seu trabalho, mas eu estou lhe dando essa folga. – Falou Jensen pegando das mãos dela a bandeja com os materiais de limpeza.
- Ok! Precisando de ajuda é só chamar. – Disse saindo do local, mas antes deu um olhar comprido na direção de Jensen e Jared. – Esse dois se agarrando deve ser uma loucura. – Falou baixinho, mas todos os presentes escutaram.
Quando Roger olhou para o filho o mesmo estava vermelho, e começava a passar o pano no corpo do moreno tentando disfarçar a o fato de estar envergonhado por causa de seu pai.
Fim do Flash Back.
- Ei, por que essa tristeza? – A pergunta fez Jensen voltar ao presente.
- Estava lembrando aquele dia. – Respondeu o loiro sorrindo. – Foram os piores momentos da minha vida.
- Mas naquele dia coisas boas também aconteceram. – Jensen abriu mais o sorriso concordando.
- Mas eu poderia ter te perdido para sempre. – Falou dando espaço para Jared sentar por trás dele no sofá da sala de sua casa.
- Porém me ganhou para sempre. – Disse o moreno beijando a boca do marido, enquanto que suas mãos com vontade própria invadiam a camiseta que Jensen vestia, indo em direção a uma dos mamilos fazendo com que o loiro gemesse dentro de sua boca. – Antes de continuar, o que despertou em você essas lembranças? – Jensen mordeu os lábios, e a expressão do seu olhar mostrou preocupação.
- O Jeffrey me ligou. – Disse Jensen se referindo ao seu antigo chefe no FBI. – Jake Abel fugiu. E acham que ele está vindo atrás de mim.
Jared abraçou o loiro fortemente como se o perigo estivesse ali bem ao seu lado, e fechando os olhos voltou para aqueles dias de apreensão.
Flash Back
- Acredito que o que vocês estão fazendo deve ser errado. - A voz do Dr. Gale Harold, interrompeu o beijo, que Jensen e Jared trocavam, o moreno estava agora em um quarto comum do hospital.
- Por quê? – Perguntou o loiro com cara de poucos amigos.
- Com a quantidade de sangue que você doou para ele, devem ter se tornado irmãos e isso é incesto. – Disse o médico, Jensen desfez a cara amarrada e sorriu para o colega de profissão. – Soube que o grandão, amanhã, já deve ter alta.
- E vamos para bem longe dessa cidade. – Disse Jensen. – Obrigado Dr., sei que as suas ações no resgate foram essenciais para salvar a vida do Jared.
- Não fiz nada mais que minha obrigação, e estou muito feliz por vê-lo recuperado. – Disse Gale.
- Obrigado também. – Disse Jared. – Jensen será que já os capturaram? – Perguntou o moreno, depois que o médico saiu.
- Não sei. – Respondeu Jensen.
Misha tinha trazido informações sobre os assassinos, e não foram muito boas. Estavam foragidos, a floresta era território conhecido deles.
- Oi! – Disse Chris abrindo a porta e colocando a cabeça para dentro. – Ele é bonito mesmo Misha. – Disse entrando e dando passagem para o namorado.
- Mais um de olho no meu namorado? Não aguento, basta a enfermeira tarada, que vive querendo dar banho nele. – Falou Jensen brincando.
- HUMMM... Ficastes uma bicha tão ciumenta. – Disse Misha sorrindo.
- Ciumento pode ser, mas não sou gay. – Disse Jensen e todos olharam surpresos para ele. – Sou hétero flexível! – Falou sério.
- Flexível? Por que? Jared pode te colocar em qualquer posição que você fica sem nenhum problema? – Perguntou Chris rindo, quando o amigo ficou vermelho.
- Não idiota! É por que o Jared é o único homem que me atrai. Na verdade se for para ser tachado com algum rótulo, devo ser considerado um Jaredessexual, apenas com atração pelo Jared. – Explicou Jensen olhando nos olhos de Jared.
- Eu te amo. – Disse o moreno antes de lhe beijar, um beijo doce e terno.
- Nós ainda estamos aqui. – Disse Misha os interrompendo.
- Amor, acho esse hospital legal. Você não está sentindo nenhuma dorzinha para ficar internado por aqui? – Falou Kane, pois Jensen estava meio deitado ao lado de Jared. – Aposto que se não estivéssemos aqui, Jared estava na injeção.
- Ou o Jensen. – Falou Misha. Apesar do clima de brincadeiras, a tensão, o fato que o grupo estava ainda foragido, pairava no ar.
- Posso entrar? – Perguntou Tom Welling. Não tinha sido visto desde o momento em que Jared foi resgatado, estava com cara de cansado.
- Entra. – Respondeu Jensen, sentando direito na cama de Jared.
- Até que fim nós conseguimos. Foram três dias de caçadas. Se não fosse a ajuda dos moradores, ainda estaríamos por lá, e com poucas chances. Os Smiths e seus cachorros foram essenciais.
Jared não conseguia acreditar que Danneel e Genevieve estavam envolvidas em algo tão absurdamente macabro. Mas era impossível não se lembrar dos olhos da morena enquanto fazia cortes profundos em seu pulso.
- Você poderia estar salvo, mas eu te amo, e salvarei a tua alma do inferno. – Essas palavras ditas com calmas, soavam em seu ouvido como uma sentença de morte.
- Você poderia ter saído do meu caminho. Jensen se sentiu atraído por mim desde o primeiro momento. Mas você o corrompeu, o fez pecar, o tornou um amaldiçoado igual a ti. – Essas palavras eram ditas por Danneel carregadas de desprezo e despeito.
- Não se preocupe minhas meninas, logo o Dr. Ackles passará por esse processo de purificação. – De todas as palavras ditas por Linda Blair, essas foram as que mais doeram em Jared. Imaginar Jensen passando por tudo aquilo... Nesse momento o moreno gritou de dor, por sentir sua carne queimar e de desespero, por saber dos riscos que o loiro corria.
- Pronto, mãe. Vamos embora, temos que nos esconder para continuar o trabalho que Deus nos encarregou. – Disse Jake Abel, que colocava a página da bíblia na boca de Jared, aplicando algo em sua veia, coisa que Jared soube mais tarde, ser um anticoagulante. – Logo, aquele que foi a tua perdição, terá o mesmo destino.
Eles se embrenharam na floresta se escondendo em uma das muitas minas abandonadas existentes no local. Ficaram juntos até serem descobertos, quando se separam tentando escapar.
Genevieve correu, se aprofundando cada vez mais na mina. No escuro pisou em falso, quebrando a perna, e com medo de morrer, começou a fazer o caminho de volta se arrastando. Os cães de caça a encontraram no meio do percurso, e como a garota tentou defender-se, eles avançaram nela, achando que estava atacando. Encontraram-na desacordada com várias mordidas pelo corpo.
Danneel correndo pela mata, escorregou em um barranco. Durante a queda, perdeu a blusa e parte da pele de suas costas. Encontraram-na gritando de dor no meio do riacho.
Linda ainda correu, mas logo ficou parada no meio de uma clareira com as mãos para o céu, gritando: 'O senhor vai me salvar!' E quando os policiais a algemaram, disse: 'A fúria do céu vai descer sobre suas cabeças, por estarem humilhando o justo! O Senhor é a minha salvação!'
O que deu mais trabalho foi Jake. O treinamento que teve como ajudante do xerife, mais o conhecimento que tinha da região, o fez um inimigo quase que imbatível. Mas Chad Lindberg, também ajudante do xerife, estava à altura do colega de farda. Quando se viu cercado, se ajoelhou, não gritava como a mãe, porém repetia baixinho como uma oração de única frase: 'Senhor! Salva a minha alma!'
Esse foi o relato de Tom para os presentes. Jensen abraçava Jared imaginando o pavor que passou nas mãos desses loucos.
Roger voltou para Califórnia no outro dia, não conformado que o filho não ia trabalhar com ele. A vaga que existia no hospital, que ele administrava, era apenas de cirurgião geral, e Jensen queria exercer a sua especialidade, infectologia.
Mas essa estava preenchida há uma semana. Apesar de ser o principal acionista, o Dr. Ackles tinha uma diretoria a prestar contas e se insistisse em contratar o filho, este poderia não ser bem visto profissionalmente no hospital.
- Pai, o senhor não vai demitir ninguém por minha causa. – Falou Jensen para um Dr. Ackles não conformado.
- Não vou, mas no primeiro deslize... E não consigo admitir um filhote de House, trabalhando na concorrência. – Disse o médico.
- Pai, ser filhote de House não é certeza de ser bem aceito. Na verdade nem enviei a carta de recomendação dele para nenhum hospital, às vezes ela funciona com um efeito contrário.
- É verdade, mas não no Medical Center of Califórnia. Esse rapaz tem um excelente currículo, mas não tem essa carta. Se você apresentasse o seu currículo e essa carta...
- Pai! Tudo ao seu tempo!
- Eu sei, sabe que ele é gay também? Tem um companheiro, escolheu uma bela casa com jardim no condomínio dos médicos. Era para ser sua casa. – Disse ainda não conformado. – Mas a primeira vaga que surgir é tua, e não aceito discussão.
- Tudo bem pai, eu te amo. – Falou Jensen.
- Eu também te amo, e lembre-se que você é motivo de orgulho, para mim, sua mãe e seus irmãos, e não deixe que ninguém diga ao contrário. – Disse o Dr. Ackles. – E você, cuide bem do meu filho, o faça feliz.
- É só ele continuar respirando que eu fico feliz. – Disse Jensen.
Jensen, Jared, Misha e Chris ficaram em Regency. Os quatro resolveram alugar o mesmo chalé que Jensen e Jared tinham ficado na vez em que se hospedaram na cidade.
Jared ainda se encontrava meio fraco, mas estava em plena recuperação. Apenas precisava de descanso.
- Amor, eu queria tanto uma massagem tailandesa. – Pediu o moreno manhoso para Jensen.
- Massagem tailandesa? – Perguntou Misha surpreso. – Mas Jensen você tem peitos para isso?
- Eu te disse que não era uma boa ideia ficar com Misha no mesmo espaço. – Falou Jensen rindo. – Não tenho peitos, mas tenho as minhas compensações.
- Quais? – Perguntou curioso, e curiosidade o moreno tinha de sobra.
- Chris, controla o Misha, por favor. – Pediu Jensen para o amigo que chegava.
- Amor, ele vai fazer uma massagem tailandesa no Jared e sem os peitos. – Falou Misha. – Disse que tem outras compensações, eu quero saber quais sãos.
- Eu sei quais são. – Falou Chris. – Vem que te mostro.
- Sério? – E Misha seguiu feliz com o namorado.
- E eu? – Perguntou Jared.
- Mitt pediu que não te cansasse muito. – Disse Jensen. – E apesar de estar louco para fazer amor com você, vou me controlar e te fazer uma massagem relaxante.
Jensen aplicou uma massagem relaxante no corpo amado. Jared realmente relaxou, mas ele teve que tomar um banho frio e se acalmar, afinal ele era apenas um mortal. O desejo de possuir o moreno era normal, depois de percorrer cada pedacinho deste com as mãos.
Depois aconchegou Jared junto ao seu peito e dormiu, sentindo o peso e calor do moreno, percebendo que estava em paz e acima de tudo feliz. Ainda teriam que passar por julgamentos, mas estariam juntos, e teriam a Jenny.
Seu pai lhe informou que a menina estava bem e o aguardava. Não via a hora de começar em seu novo emprego e sua nova vida.
J&J
Os quatro acordaram umas batidas na porta da frente, eram Jeffrey e Tom. Pediram o café da manhã para os seis. Depois da refeição, Morgan relatou a história que envolvia aquele grupo de serial killer's.
"Linda Blair era a líder do grupo, Ian Somerhalder era seu filho biológico, mas somente as pessoas daquele grupo sabiam. Mark Pelegrino era primo de Linda e a ajudou a ter o filho escondido da sociedade, já que o noivo havia morrido, e a mulher, nesse momento, confessou que tinha o matado.
Elias Campbell, tio avô da Jenny, foi encontrado carbonizado em uma igrejinha no meio da mata. Não ligaram o fato com o caso, pois nunca ficaram sabendo da homossexualidade de Elias, somente agora com as pragas ditas por Linda.
Ian foi concebido em uma tentativa de se firmar como hétero e ter uma família normal, dentro dos padrões da sociedade. Mas Elias se apaixonou e quando resolveu contar para a noiva e dar um basta na história, foi morto.
Ian foi criado como filho de criação de Blair, aos dez anos se encantou com um garotinho de três anos que acabara de chegar ao orfano, Jake Abel. Convenceu a mãe a cria-lo também, era uma família aparentemente feliz.
Aos doze anos, Jake Abel foi abusado pelo irmão, e sua mãe os flagrou. Mas como Ian era seu filho natural, acreditou que o menor era culpado. Tentou manda-lo de volta para o orfanato, mas a pedido do filho, deu mais uma 'chance' ao garoto, que na sua inocência ficou muito agradecido ao irmão.
Com isso, começou a aceitar os abusos como atos de amor. Depois dessas ocasiões, Jake sempre se castigava e pedia perdão a Deus pelos seus pecados, até pedia para Ian chicoteá-lo.
Há dois anos, James Lafferty voltou para Iron e ficou noivo de Danneel, mas a paixão proibida de adolescente por Paul Bennet, se transformou em amor. Em respeito a garota, James confessou tudo.
Danneel ficou desnorteada com a situação. Se sentindo humilhada, traída, foi buscar consolo com a amiga e administradora do orfanato, Linda. Aproveitando-se do desequilíbrio da ruiva, a convenceu de que isso era uma maldição e maneira de acabar com essas maldições, seria praticando o sacrifício do casal, James e Paul.
No primeiro momento ela achou loucura, mas ao ir ao restaurante da Rose, o ódio cresceu em seu peito ao ver os dois juntos, trocando carinhos na cozinha do local. Faziam planos para irem embora, o maior sonho da ruiva.
Genevieve era muito amiga da Dan, e quando soube dessa loucura tentou persuadir a amiga, mas a chegada de Chad, e saber que o loiro estava ali para conquistar o seu grande amor, a fez resolver que participaria, desde que evento fosse para livrar toda a cidade.
Logicamente que Jared, enquanto estivesse ali como seu namorado, não correria perigo, apesar de que o grupo achava que o moreno devia ser sacrificado.
Quando Misha levantou a questão de o crime não ser tão religioso assim, e sim ter razões passionais, Paul Wesley era uma peça de fora do quebra cabeça. Mas com a prisão do grupo, descobriu-se que ele teve um rápido romance com Jake Abel, porém Ian soube, e por ciúmes, conseguiu o incluir na lista a ser eliminada.
Logo após a morte de Paul, Ian se envolveu com Matt, namorado do tio. Jake por vingança começou a incitar a mãe para sacrificá-lo, pois este ia embora e levaria Ian com ele.
Linda Blair há muito queria matar o namorado do primo, não aceitava aquele romance. Mas tinha de se concentrar nas mortes dos outros, pois era importante manter os aliados. E além do mais, Mark estava se afastando do jovem, porém quando Jake levantou a suspeita que Ian podia partir com Matt, e soube que Pelegrino tinha terminado com o engenheiro, resolveu agir.
Mark Pelegrino foi preso para averiguações, mas ficou constatado que ele descobriu os assassinos naquela noite em que Matt foi capturado. Com a confusão, ficou receoso de contar o que sabia e ser envolvido nos assassinatos. Ficou esperando o ex-namorado acordar, e inocentá-lo.
Fim do flash back
- Hey, vai ficar tudo bem. – Disse Jared quando Jensen estremeceu em seus braços. – Nós estamos juntos, vencemos tantas coisas, e essa situação será apenas mais uma batalha.
- Eu sei, mas será que isso nunca vai acabar? – Jensen se virou para olhar nos olhos do marido, que sorriu e beijou os olhos verdes que brilhavam em apreensão. Jared sempre se encantava com o olhar do loiro, sempre tão transparente, sempre demonstrando o que ia a sua alma.
Jared entendia o loiro, pois quando o grupo foi preso, ambos acharam que tudo estava resolvido. Infelizmente estavam enganados.
Flash Back
Jensen e Jared viajaram para Nova Iorque onde se casaram, em uma cerimônia simples, apenas com a presença de Misha e Chris que também oficializaram a união.
- Quem vai carregar quem no colo? – Perguntou Misha sempre provocando o loiro.
- Misha, por que vocês não foram para outro andar? – Perguntou Jensen.
- Por que aqui é o andar das suítes nupciais. – Respondeu Chris que pegou Misha no colo, que protestou. – Você é o submisso da relação, para de posar como dominador. – Falou, calando o moreno de olhos azuis com um beijo, e abriu a porta do quarto, deixando Jensen e Jared decidindo o que fazer.
- Jensen, deixa de bobagem eu sou o maior. – Falou Jared tentando pegar o loiro no colo.
- Por que não entramos os dois andando? – Perguntou Jensen se afastando do marido.
- Por que é tradição. Vem logo deixa de bobagem. – Disse estendendo a mão.
- Tudo bem! Mas na nossa casa você entra no colo. – Disse o loiro, corando quando Jared o pegou no colo como uma garota, pela primeira vez. Geralmente quando o moreno o carregava, o jogava no ombro como um saco de batatas.
- Jensen, faço minhas as palavras do Chris, quem você quer enganar fingindo que não é o submisso? – Disse Jared assim que fechou a porta com os pés. O moreno segurou o loiro usando toda sua força, pois sabia que o mesmo ia reclamar.
- Ora. Eu não... – Falou Jensen querendo sair dos braços de Jared que perdia a força por causa da risada, e fazendo o loiro também rir, percebendo a provocação do moreno. –Vamos ver quem é o submisso. – E Jensen escapou do colo e o jogou contra a parede, começando a arrancar suas roupas.
Passaram a semana em Nova Iorque, em uma curta lua de mel, mas aproveitaram cada minuto. Faziam amor sempre que possível, inclusive no Central Parque.
J&J
Jensen ia trabalhar no hospital do pai. Se candidatou a vaga como qualquer outro, o currículo ia para as mãos da diretoria, apenas numerado e feitas as escolhas, chamavam os candidatos para entrevista. O currículo de Jensen apenas perdia pela falta de experiência comprovada, mas era um dos melhores.
Frank Deveraux era um dos administradores do hospital. Lidava muito mais com a parte burocrática que Roger, e também era padrinho de Jensen. Quando viu o nome do afilhado ligou para ele primeiro, e depois da conversa que teve, descartou os outros candidatos, mas resolveu esconder do compadre.
No começo foi fácil, pois o Dr. Ackles gostava mais de ser médico, porém quando descobriu que Jensen voltaria a exercer a profissão queria demitir o novo contratado e fazer nova seleção.
- Não estou nada satisfeito com o senhor. – Disse Roger assim que Jensen entrou em seu escritório no hospital.
- O que foi que eu fiz? – Perguntou Jensen confuso, era o dia em que ia se apresentar no hospital.
- Casou! E não chamou a família! Isso é certo? – Roger estava magoado com o filho, pois o apoiou e no momento tão importante foi excluído.
- Pai, me perdoa, não foi minha intensão. Mas o senhor sabe a situação do Jared, e ele iria ficar triste por estar sozinho, ia sentir falta da família ao lado dele, mais do que normalmente sente.
- Sei meu filho, tudo bem. – Disse Roger compreendendo Jensen. – Ainda bem que desmarcamos a festa, mas o jantar de hoje a noite está de pé. Todos querem conhecer o Jared. – Jensen chegou naquela madrugada de Nova Iorque.
- Sinto muito pai, mas hoje não vai dar. – Disse Jensen.
- Por quê? – Perguntou Roger.
- Vejo que já conheceu o novato. – Disse Frank entrando e interrompendo a conversa. – Seja bem vindo. E que grande estreia, plantão de 24 horas no pronto socorro. Agradeça a teu pai por isso.
- Se eu soubesse que era você... Tua mãe vai me matar. – Falou Roger. – Podemos trocar isso.
- Não senhor, já foi divulgada a escala e não quero ser conhecido como o protegido do papai, basta o padrinho que eliminou os outros sem nenhuma entrevista. – Disse Jensen.
- Como você conhece o hospital, lhe mostrarei apenas o seu consultório e ao meio-dia entra oficialmente de plantão. – Disse Frank.
- Pai, estou envergonhado, que maldade perseguir o novato por achar que ele estava no meu lugar. Além de ser uma criancice. – Falou Jensen.
- Sou humano, e além do mais ele estava sim no lugar do meu filho. – Disse Roger sorrindo feliz por ter o loiro ali do seu lado.
Jensen sentiu que teria muito trabalho para conquistar o respeito ali. Principalmente com os mais novos, que não o conheciam. Era visto como o filho pródigo e como tal seria mimado e protegido, mesmo tendo ficado de plantão no primeiro dia, coisa incomum no hospital.
Um pouco antes do meio-dia Jensen recebeu um telefonema de Jared pedindo para lhe encontrar na pracinha do hospital.
- Pega, no plantão vocês almoçam certo? – Disse Jared entregando um prato descartável com salada de camarão e um copo de suco, almoçaram ali juntos no banco em baixo de uma árvore.
- Hoje não vai dar para irmos a nossa casa, mas amanhã vamos conhecê-la. – Disse o loiro se despedindo com um beijo rápido.
- Vida de marido de médico. Tenho de me acostumar com algumas noites solitárias. – Disse Jared acariciando o rosto do marido.
- Te amo. – Disse o loiro.
- Também te amo. Vai antes que eu te rapte.
J&J
- Dr. Ackles, espero que durante o plantão não saia para namorar. Não é por que é filho do dono que terá privilégios, pelos menos não comigo. – Disse o Dr. Charles Malik, responsável pelo pronto-socorro. – Estamos aqui para salvar vidas e não para brincar de médicos.
- Dr. Malik, espero que não passe receitas aos seus pacientes da mesma maneira que julga as pessoas. – Respondeu Jensen sem se abalar.
- Se ofendeu? – Perguntou Malik. Jensen balançou a cabeça e saiu, mas não sem antes ouvir o comentário de outro colega que conhecia a vida de Jensen.
- Quem fez residência com House precisa de muito para se ofender.
Durante a tarde as coisas foram tranquilas no pronto-socorro. Porém a noite aconteceu um grande acidente entre dois ônibus e muitas vítimas foram dirigidas aquele hospital, algumas em estado grave.
O caos se instalou, mas Jensen mostrou que não era apenas um filhinho de papai, que realmente o fato de estar entre os dez de Harvard era merecido.
Roger chegou no momento da confusão e se integrou na equipe ajudando os médicos presentes.
J&J
- Pai, não sei o que o senhor veio fazer aqui, mas valeu pela ajuda. – Disse Jensen já pela manhã depois que o último acidentado foi atendido.
- Tua mãe, depois de brigar comigo, me colocou de plantão com você. Mas agradeço; foi maravilhoso trabalhar ao seu lado, tão competente, tão sério, me deu muito orgulho. – Disse Roger abraçando o filho. – E quer saber, acho que vou fazer isso outra vez.
- Devo desculpas. – Disse Malick estendendo a mão para Jensen. – Seja bem vindo.
- Obrigado. – Disse Jensen apertando a mão do seu colega.
- Precisamos de um cirurgião geral na sala número 2, com urgência. – Avisou a voz no sistema de som interno do pronto-socorro.
- Ainda estou de plantão. – Disse Jensen, indo atender o chamado.
- Avisa que o Dr. Jensen Ackles está subindo. – Disse Roger na voz um orgulho evidente.
Jensen nesse dia só pode deixar o hospital às 18h, ainda devido ao acidente da noite anterior. Estava totalmente esgotado, mas feliz. Jared foi buscá-lo, mas em vez de levá-lo para o hotel o moreno o levou para a casa de seus pais.
- Sua mãe foi ontem onde estávamos hospedados e me intimou com as mais baixas chantagens. Imagine, tive o quarto invadido por um furacão loiro, e além do mais a nossa casa fica no mesmo condomínio. Estaremos mais próximos de conhecê-la. Espero que não se incomode. – Disse Jared.
- Não. – Disse o loiro sorrindo, quase dormindo.
J&J
- Meu filho, como você chega e vai para um hotel? Tendo a casa de seus pais, enorme, pronta para recebê-los. – Disse Donna o abraçando. – Teu marido é lindo. – Cochichou no ouvido de Jensen que sorriu. – Jared, preparei o ofurô com sais relaxantes, Jensen está precisando.
O ofurô ficava protegido por um belo jardim, no segundo piso, e todos os quartos davam acesso aquele espaço, inclusive aquele que os dois estavam hospedados.
- Tão molinho. – Jared dizia no ouvido do loiro, que apenas sorria e gemia com o passar das mãos do moreno pelo seu corpo. – Acho que vou me aproveitar de você, mesmo estando na casa da tua mãe.
Jared praticamente carregou Jensen para o quarto, o loiro estava tão cansado que não jantou, apenas se aconchegou nos braços do marido, que com pena não matou o desejo de possui-lo naquele momento.
Pela manhã foram conhecer a casa em que viveriam. Jensen não esqueceu o trato e pegou Jared no colo como uma noiva, o moreno ria dificultado o trabalho do loiro.
- Jared fica quieto. Ainda tenho que te comer. – Disse Jensen rindo e depositando o marido no chão da sala.
Juntos percorreram a casa. Tinha dois pisos, uma garagem para três carros, anexa a casa, com três quartos no andar de cima, sendo todos suítes. Escolheram o quarto deles, o da Jenny, o outro ficou para hóspedes.
No andar de baixo, uma sala que ficou como o cantinho da família, onde ficaria a televisão, o som e o vídeo game.
A sala de estar e jantar, a cozinha, uma biblioteca que serviria como escritório também, era uma casa grande, mas aconchegante. Era característica normal desse condomínio, onde os moradores eram todos médicos.
Contrataram uma decoradora, mas Jared acompanhou todo o processo para deixar a cara deles.
No final de semana foram se encontrar com a Jenny. A garota foi transferida para outro orfanato sem ligação nenhuma com a religião, e ficou mais fácil de a verem, conseguiram passar um dia com a criança.
- Jensen! – Gritou a menina se soltando da mão da assistente social, correndo para os braços do loiro, que a carregou no colo a rodando no ar. Ambos lagrimavam de tanta felicidade. – Você cumpriu, me encontrou, eu te amo! – Dizia a pequena agarrada a ele.
- Eu também te amo, logo ficaremos juntos para sempre. – Disse o loiro enxugando as lágrimas da criança. – Hoje nós vamos passear, almoçaremos juntos e tenho de te contar uma coisa.
- O que? – Perguntou curiosa sem soltar dos braços de Jensen.
Samantha Smith, assistente social responsável pelo caso da Jenny, achou melhor Jensen contar que era casado com um homem e ver a reação da criança. Ela também queria saber qual seria, isso era muito importante para a adoção.
- Vamos sentar ali. – Disse Jensen caminhando para uma praça enfrente ao orfanato, Jared observava de longe aguardando o sinal do loiro. E Samantha se manteve próxima. – Não vou enrolar. – A menina olhava sério para ele aguardando, Jensen percebeu que ela estava apreensiva, pois a vida lhe ofereceu muitas dores em tão pouco tempo de vida, por isso resolveu ser direto. – Eu me casei.
-Ela não me quer... – Disse fazendo um beicinho já tremendo.
- Não é isso meu amor. A pessoa com quem me casei te quer muito. – A menina abriu um sorriso e olhou para o lado e viu Jared.
- Xerife! – Jenny gritou alegre, sempre gostara do moreno. Era um dos poucos adultos que a tratavam bem em Iron. – Olha Jensen, o xerife, ele está tão bonito.
- Foi com ele que me casei. – Disse Jensen de uma vez.
- Ufa! Ainda bem que não foi com a Danneel. – Disse a menina que correu para os braços de Jared.
Samantha sorriu aliviada, tinha gostado dos dois quando os conheceu, torcia para que tudo desse certo.
- Sam. Eu tenho dois pais! – gritou a menina chamando atenção dos presentes no local, uns riram, outros fecharam a cara, mas nada disso importou para os três. O dia estava lindo e tudo corria muito bem.
J&J
Jared conseguiu uma indicação para trabalhar em um parque aquático de pesquisa marítima, a casa estava ficando linda, Jensen ganhando o respeito dos colegas no hospital, a adoção de Jenny correndo a mil maravilhas, e a hora do julgamento chegou.
Jensen e Jared participaram do julgamento de todos os acusados, foram testemunhas. Estavam tensos, mas a condenação era certa, a imprensa de todo país estava presente.
Danneel, Genevieve, Ian e Linda foram considerados culpados e condenados à prisão perpétua.
Jake Abel foi condenado a vive em um hospital psiquiátrico, decisão tomada devido ao seu comportamento durante o julgamento.
- Existe outra pessoa que devia estar no banco dos réus, ele é o mais culpado de todos. – Assim Jake começou o seu depoimento, fazendo os presentes começarem a falar ao mesmo tempo.
- Ordem no tribunal! – A voz da juíza se fez ouvir. – E quem seria essa pessoa Senhor Abel?
- Jensen Ross Ackles. – Disse olhando para o loiro, e ao mesmo tempo apertou seu membro em um visível olhar de desejo.
- Ordem no tribunal! Ordem no tribunal! – Gritava a juíza. – Um novo comportamento igual a esse, mandarei esvaziar a audiência. – Avisou. – Por que o Dr. Ackles deveria estar no banco dos réus?
- Ele corrompe as pessoas, as fazendo pecar. Sua aparência é divina, mas ele foi moldado pelo próprio diabo, para levar as almas humanas para o inferno. – A cada palavra Jensen apertava as mãos de Jared. – Eu estava salvo, a carne não me queimava mais. Porém quando ele chegou à cidade, com sua beleza pecaminosa, seu sorriso, sua voz, sua boca...
- Eu protesto meritíssima! – Gritou o promotor.
- Sr. Jake Abel, limite-se aos fatos. – Disse a juíza.
- Mas esse é o fato. Jared teve de ser purificado por culpa dele! O xerife ia seguir os caminhos de Deus, quando o Dr. Ackles o fez cair! Eu deveria tê-lo matado no dia em que invadi a tua casa, e estava dormindo, mas a tua beleza me encantou e pequei. Eu disse para minha mãe que deveríamos ter te sacrificado desde o primeiro dia.
Eu me escondia na atrás da tua casa e te ouvia cantando e tocando violão. Vi quando chegaram de uma das corridas noturnas, os sorrisos, mas ninguém me ouviu. – Gritou Jake pegando a bíblia, jogando na direção de Jensen, que estava em estado de choque com suas palavras. Jared o abraçava, não acreditando nos perigos que o loiro passou sem perceber.
A imprensa marrom fez tanto sensacionalismo com essas declarações, fotos do Jensen saíram em jornais, internet e televisão com a legenda: A imagem do pecado.
Isso atrapalhou Jensen no trabalho, o hospital lhe tirou do atendimento no pronto-socorro obrigatório no hospital, pois pessoas invadiam o local apenas para lhe ver. Até uma fanática religiosa o encarou na rua afirmando que Jake tinha razão.
Porém o que mais atingiu o loiro foi o juiz, que interrompeu o processo de adoção da pequena Jenny, o proibindo de ver a garota, afirmando que era para a proteção da mesma.
Por sorte o juiz passou mal e nenhum médico conseguiu descobrir o que ele tinha, viajou para Boston em busca de atendimento com House e este o mandou de volta, para ser tratado com Jensen.
- Dr. Ackles, eu estou me sentindo muito bem, nem sei como lhe agradecer; na verdade eu sei. – Disse o juiz lhe olhando sério. – Mande o seu advogado aqui comigo, vou assinar adoção temporária de um ano, procedimento normal. Apenas, a criança não terá o nome dos dois na certidão, isso não é possível.
- Eu sei, mas isso não importa. – Disse Jensen sorrindo, seus olhos lagrimejavam, e rapidamente saiu do quarto do juiz. Voltando quinze minutos depois com o advogado e a papelada para ser assinada.
- O seu advogado estava escondido atrás da porta? – Perguntou o juiz, enquanto assinava.
- Não, estava sentado na sala de recepção. – Respondeu Jensen pegando os documentos. – Quando posso ir buscá-la?
- Assim que terminar o seu trabalho. – Respondeu o juiz. – O que é isso? – Perguntou quando Jensen estendeu um papel para ele.
- Sua alta e todos os procedimentos de repouso e recuperação para ser feito em casa, já expliquei tudo para sua esposa. – Explicou Jensen.
- Essa data é de ontem. – Disse o juiz.
- Eu sei. – Jensen sorriu e saiu do quarto.
Ligou para Jared avisando o que ia fazer. Pegou um táxi, pois estava sem carro, o moreno ia lhe encontrar no orfanato.
Samantha Smith estava por lá, os aguardando com uma Jenny superansiosa.
- Vamos Jensen. – A loirinha saiu puxando a mão do médico, como se alguém a pudesse impedir de sair de lá com ele.
- Calma. Não precisa ter medo, você é minha agora. – Disse abraçando a menina.
- Nossa. – Jared tinha acabado de entrar na sala quando viu a cena.
- Isso mesmo nossa. – Disse o loiro e foi saindo com a pequena na mão.
- Hey! – Chamou Samantha. – Eu irei com vocês.
- Claro. – Disse os dois, sabiam que iam ter de conviver com a assistente social, por pelo menos um ano.
Quando chegaram a casa, subiram para o quarto que seria da menina, Jenny perdeu a voz diante da decoração todo em rosa suave e branco, com animais de pelúcia espalhado pelo quarto, borboletas desenhadas na parede e estrelas que brilhavam no escuro no teto, uma cama de dossel com almofadas, guarda roupa, uma mesinha com o notebook também rosa.
- Jensen, é meu? – Perguntou a menina parado na sua frente depois de um tempo correndo de um lado para o outro no quarto.
- É para a nossa filha. – Disse Jensen.
-Mas eu sou a filha. – Disse Jenny sorrindo, mas sem entender.
- Você é a filha? Então falta alguma coisa. – Falou Jensen, olhando nos olhos da menina.
- Já sei! Pai Jensen, pai Jared adorei o meu quarto. – Disse estendendo os bracinhos e no colo de Jensen laçou o pescoço do moreno e os três trocaram um abraço triplo. – O Retalho gritou correndo para a cama acordando o gato que dormia calmamente.
- Jenny, você é filha de dois pais que te amam, porém na sociedade existem pessoas que não aceitarão a nossa família, podendo até serem maldosas, mas quero que saiba que estamos juntos e é isso que importa. – Falou Jensen com a menina sentada em seu colo.
- já encontrei tanta gente mau quando estava só. – Disse Jenny. – Agora tenho vocês, seremos como os três mosqueteiros.
- Mas os três mosqueteiros, eram quatro na verdade. – Disse Jared.
- E o Retalho? – Perguntou a menina revirando os olhos.
- Um por todos e todos por um. – falaram os três colocando uma mão por cima da outra, incluído a patinha do Retalho que ficou por baixo de todas as outras e com isso um miado também foi ouvido. Samantha saiu da casa, os deixando a sós.
Depois da adoção da Jenny, as coisas melhoraram. Escândalos melhores que o de um médico gostoso que se tornou obsessão para um assassino em série, aconteceram e deixaram Jensen em paz.
E a vida continuou...
Linda Blair se sentindo injustiçada com a condenação, entrou na capela da prisão e se agarrou a cruz ali existente blasfemando contra Deus. Aquela cruz estava recém-colocada e a massa ainda encontrava-se mole, com a força que Blair fazia o adorno se soltou, caindo por cima da mulher.
O prego que prendia o pé da imagem perfurou o seu abdômen, e uma infecção adquirida na enfermaria da prisão, a fez viver com uma bolsa coletora de fezes, pedindo para morrer todos os dias.
Danneel e Genevieve se tornaram amantes de chefonas da cadeia, afinal eram garotas bonitas, mas foram obrigadas a deixar de serem amigas, pois suas companheiras eram rivais. Uma vez que teimaram, foram surradas e abusadas para aprenderem a obedecer, e depois de uma semana na enfermaria prometeram que nunca mais isso aconteceria, se afastaram de vez.
Ian na única noite em que passou na mesma cela com o seu irmão, abusou dele novamente, obrigando Jake a chupá-lo. Em um acesso de raiva arrancou com os dentes parte do pênis do moreno, e o grito de dor acordou toda a casa de detenção. Com boca banhada em sangue a única frase de Jake foi: Agora ele não peca mais!
Castrado, Ian foi obrigado a andar de calcinha na cadeia, pelo seu amante e protetor, mas que às vezes vendia o moreno para conseguir alguns privilégios, isso incluía guardas e prisioneiros.
E Jake foi transferido de vez para um hospital psiquiátrico, a defesa vinha pedindo isso desde o julgamento e com essa atitude conseguiu.
Estava tudo na perfeita ordem: Bandidos presos e castigados e mocinhos felizes.
Fim do Flash Back
- Vamos dormir. – Disse Jared, se levantando e puxando o marido. – Agora a realidade é outra, aquele problemas por qual passamos, não é mais preocupação. – Falou abraçando Jensen pela cintura.
- Eu sei. – Disse o loiro de aconchegando nos abraços do marido, sentindo o cheiro da pele do pescoço moreno. – Mas eu estou com um pressentimento tão ruim. – Completou levantando a cabeça e oferecendo os lábios para um beijo, que foi prontamente atendido, e naquele momento esqueceu os perigos que poderiam esta a sua espreita.
Em um bar de caminhoneiros na estrada...
- Soube que você está indo para a Califórnia. – Disse um rapaz loiro e muito bonito para um caminhoneiro.
- Estou. Quer carona? – Perguntou o homem lhe mediu de alto a baixo.
- Gostaria. – Respondeu o rapaz.
Depois de duas horas de viagem...
- A vida na estrada é muito solitária. – Disse o caminhoneiro apertando a perna do rapaz.
- Você quer parar um pouco? – Perguntou o rapaz.
- Gostaria muito. – E o homem estacionou no encostamento, era madrugada e a rodovia estava calma nesse horário.
- Garoto, você é maravilhoso. – Dizia o homem, estocando bem fundo do rapaz. E urrando de prazer alcançou o orgasmo, e se deitou de olhos fechados ao lado do garoto, os abrindo somente quando sentiu sua garganta ser cortada.
- Calma, você não pecará mais... – E se ajoelhou e começou a orar. – Logo livrarei o mundo da imagem do pecado.
N.A.: OI! Espero que estejam gostando da maneira que esta sendo desenvolvida, mas como dei aquele salto de dois anos, foi a maneira que conseguir contar o que aconteceu nesse intervalo, ainda teremos flash falando dos outros personagens, no capitulo anterior, eu realmente não gostei, mas tive uma leitora a Alice Harvey conseguiu esclarecer o meu pensamento estava corrido, acho que esse também, mas acredito que diferente que aqui era necessário para não ficar cansativo.
Os reviews irei responder, leio e amo cada um deles, estou ainda na correria e queria postar logo, quase arranco as penas da minha Anja por causa da correção! Srsrsr Ela quase deixa de falar comigo, a sorte é que ela me ama! Srsrsrsr Beijos! Te Amo Anja gostosa!
Comentários da beta:
(Nós também achamos! Por isso escrevemos!) Sobre os dois juntos.
(Piadinha infeliz!) Sobre a fala de Gale.
(adorei essa!) Sobre ser hetero flexível, mas essa denominação existe.
(eu também!) sobre a Anja ser uma Jaredsexual.
(Insistente que nem o filho!) Sobre o Roger
(loirão esperto esse também não?) Sobre o Chris, apostos que as taradas de plantão queiam ver a massagem do Chris também, será que ele compensou o Misha legal?
(Ou seja, um bando de loucos e desequilibrados comandados por uma louca, fanática, traída mãe. Que por um acaso não percebeu que podia ficar babando nos olhos lindos do filho ao invés de tentar matar o meu xerife... Resumido? Haha)
(Noooossa! Essa foi demais!) Isso foi pelo Hane, a Anja ama esse casal!
(Você também é o submisso, para de bancar o durão!) A Anja se enganando!
(Loirão esperto, e tão fofo pelo meu xerife...) Viu ele é perfeito!
(Isso que é um pai coruja!) Adoro o Roger coruja!
(Mãezinha inteligente!) Sobre a Donna.
(Que lindo!) No encontro com a Jenny teve um bocado desse (Que lindooo!), então dois aqui!
(Ai tadinha!) também morri de pena da jenny sobre a esposa do Jensen não a querer!
(Ai, coitado!) Com o castigo do Ian, peguei pesado, mas ele mereceu...
(Macabro!) com a cena final, Me inspirei na cena da segunda temporada, quando a Meg mata o dono da Van.
