As revelações continuam...

E nesse capítulo também, enfim, Yuukiko descobre sobre a forma semelhante a humana de Yuki e graças a um plano, consegue faze-la revelar essa aparência.

.

Cap 30 - Revelações. - Parte II

.

Nisso, todos os outros fazem o mesmo e no lado de fora, se dirigem até a área de selamento, pois sentiam pelo chakra, que a Miko-Sensei já encontrava-se ali, começando este a expandir -se e conforme se aproximavam, vêem ela assumindo rapidamente sua forma verdadeira, de uma raposa dourada enorme de nove caudas e grita enquanto corre até o centro da Área de selamento, seus olhos antes azuis, agora reluzindo em um tom dourado e um chakra prateado rodeando seu corpo:

- Fujam agora! Um dos selos vai romper!

Ao ouvi-la, os sacerdotes fogem no momento exato que um dos selos se rompe. É uma espécie de faixa de energia que é liberada, tornando-se uma arma mortal, prestes a fazer vitímas, porém, a Mestra Sacerdotiza já encontrava-se sentada sobre as patas traseiras e já havia alongado seus dedos das patas como dedos de uma mão rudimentar, mas, que mesmo assim, conseguia fazer selos facilmente. A sequência é complexa e faz em menos de um minuto:

- Técnica do escudo sagrado primário! Oito pontas!

Uma espécie de barreira surge em volta do globo, bloqueando a espécie de chicote prateado, que ameaçara acertar alguns sacerdotes que não conseguiram fugir a tempo. Assumira a forma verdadeira, pois a técnica exigia muito poder. Suspira aliviada em ver que o laço de fuuin sumira por completo e então libera o jutsu, que se desfaz em meio a uma névoa argentina, enquanto retornava a forma semelhante a humana, visivelmente cansada, arfando.

Rapidamente, o general e comandante a levam juntos para dentro. Mas, mesmo cansada, fala aos outros que a seguiam:

- Não... não... parem... retornem aos... seus postos... precisamos... deter o... máximo possivél... novos rompimentos...

Todos os sacerdotes e sacerdotizas acenam com as cabeças e corajosamente, retornam as posições anteriores, refazendo ao mesmo tempo a sequência de selos, retornando a tarefa anterior.

.

.

.

Yoruhisame desperta das recordações com Fukaiyoruhonoo o chamando. Ele pisca os olhos algumas vezes e pigarreia, antes de olhar para o comandante:

- Estou chamando o senhor há horas... parecia perdido em pensamentos... - arqueia a sombrançelha, intrigado.

- Estava recordando-me de meses atrás, quando fomos fornecer o relatório à Oujo Sesshou-sama (Princesa regente) e também quando fomos ver a Equipe de selamento...

- Naquele dia assustei-me pelo súbito rompimento. Se a Miko-Sensei não estivesse lá, teríamos tido muitas mortes...

- Sim, graças à ela, encontram-se em segurança... afinal, é a única capaz de usar tal barreira de contenção pelo refinamento em seu chakra senjutsu... - Yoruhisame falou. - por esta habilidade tão preciosa, não demorou para subir de posição na hierarquia, embora também fizera por merecer com seu próprio esforço e dedicação.

- Compreensivél...

- Bem, irei retornar para Tengoku... preciso resolver alguns assuntos que requerem minha atenção imediata.

- Entendo. Boa viagem, Yoruhisame-sama... irei observar Amaterasu Oumikami-sama...

O general olha para ele e fala, preocupado:

- Só olhar... sabes que não podemos nos intrometer, a menos que seja caso de vida ou morte para ambos e mesmo assim, dentro de certos limites, por mais difícil que seja...

- Sim... manterei minha honra...

- Ótimo - apoia a mão no ombro do comandante - Sayounara.

Ao falar isso, desaparece em meio a chamas negras, deixando um Tenshi fitando Yuki na sala, esta junto de Yuukiko que lia um jornal e ela um livro.

.

.

.

Horas mais tarde, ambos se dirigem aos seus quartos, após desejarem boa noite.

Yuukiko retirava suas roupas, ficando só de cueca e indo até o armário pegar uma bermuda folgada, quando perde o equilíbrio ao pisar em falso, batendo com o braço no movél, ouvindo algo cair de encontro ao chão. Então olha para baixo e vê que era uma singela caixinha de veludo vermelho.

Não se lembrava o que era e abre-a, vendo um laço azul com uma joía ornamentada. Começa então a recorda-se, lembrando que pertencia à aquela jovem do baile de cabelos alvos e olhos azuis e que na sua saída tempestiva, acabou perdendo-o e ele que a seguia, encontrou-o no chão caído, sem qualquer sinal da mesma nas imediações.

Pega-o delicadamente e passa a fita-lo atentamente, estalos surgindo em sua mente, oriundos daquela noite que conhecera a mulher misteriosa. A mesma tida como perfeita para o jinchuuriki.

Estranha, quando começa a se recordar de alguns acontecimentos passados, antes daquele Baile Beneficiente, de já tê-la visto mais de uma vez, embora julgasse ser apenas um sonho. Mas, que era esquisito pela frequência com que sonhava e sentia também que estava esquecendo de algo. Esse sentimento fustigava sua mente, forçando-o a querer saber o que era.

Após alguns minutos, se troca, pondo a primeira bermuda que vê e uma camisa, decidido a ir até seu atêlie, pois fizera várias pinturas e precisava certificar-se de algo, para que julgasse não ser fruto de sua imaginação.

Ao chegar em frente ao quarto, abre a porta e acende a luz.

Seus olhos percorrem todas as pinturas e se fixa em uma, da jovem do baile. Pintara como havia se lembrado na época e fixou-se nos olhos azuis como o céu, percorrendo novamente os quadros, detendo-se no de Yuki, observando o olhar dela. Não sabia porque havia olhado para lá, mas, os olhares pareciam estranhamente iguais.

Pega ambos os quadros e põe lado a lado, analisando com seu olhar de artista, ao mesmo tempo que as recordações fluíam ainda mais nitidamente de quando vira a jovem, que julgara ser fruto de sua imaginação, mas, que não era, pelo visto. Freneticamente, pega uma tela em branco e prepara as tintas a serem usadas, começando a pintar a primeria vez que a viu e após horas, termina, já sendo quase de manhã e então, admira seu quadro.

Um tanto incerto, achando loucura no intímo, hesitava em pegar um pincel e as tintas certas. Repetia a si mesmo ser uma insanidade, um absurdo, mas, algo lhe dizia para fazer aquilo, afinal, que mal teria? Senão fosse, só seria mais uma noite de sono perdida. Conseguindo parar de tremer a mão, começa a pintar um par de orelhas que se lembrava nela e termina olhando a garota com orelhas felpudas de raposa. Junta os cenhos e decide continuar, pintando nove caudas alvas atrás desta.

Em seguida, pega o quadro da jovem que conhecera no baile e põe lado a lado com o quadro recém-feito e imagina as orelhas e caudas nesta, notando que ficaria igual, fazendo-o ficar surpreso. Tremendo as mãos novamente, põe o quadro de Yuki no lado da jovem do baile.

Olha até que desaba no chão, sentado, atônito, estarrecido, notando que praticamente eram todas iguais, o mesmo ser, só mudando a forma. Se recorda da fala da jovem misteriosa e da raposa, assim como no dia da festa, as reações desta e a leve presença, quase imperceptivél de chakra senjutsu, julgando na época que era apenas uma impressão sua, mas, que pelo visto não era.

Alguém estava usando energia da natureza naquela área, quando vira a jovem brigando com seu noivo e analisando melhor tal cena, esta parecia aquelas cenas clichês de livros de romance. Também recordava-se do ciúmes da raposa, julgando ser de atenção, mas, não. Era algo maior. Era ciúmes de alguém apaixonado.

Demora alguns bons minutos, até que chegasse a uma conclusão fatídica, assobiando baixinho, enquanto um imenso sorriso crescia em sua face. Tinha a mulher perfeita que sempre sonhara e o melhor, esta encontrava-se ao lado dele, não sendo algo inalcansavél. Sentia seu coração bater emocionado e ao mesmo tempo, xingava a si mesmo por ter sido tão idiota, imbecil, afinal, as vozes eram iguais, assim como as reações, não só da noite do baile, mas, em outras ocasiões, estas denunciando a verdade que encontrava-se escancarada à sua frente, embora talvez seu coração já soubesse, mesmo sem este perceber.

Sentia por Yuki um sentimento muito forte e muitas vezes, tentou não pensar nisso. Pois, por mais que desejasse ficar com ela, questionava-se como, pois era uma raposa e agora via o quanto fora tolo, pois, para o verdadeiro amor, isso não importava. Este pensamento surgiu ao ter que sela-la naquele quartinho, praticamente obrigado pela mesma, mas, que não diminuia em nada sua culpa. Seus sentimentos por ela ganharam uma intensidade absurda e provavelmente com o tempo, a convivência com Yume se tornaria insuportavél e acabaria tendo que se divorciar, apenas para poder ficar com Yuki, que só tivera que ser selada, por causa de seu ciúmes desmedido, que consequentemente, colocava em perigo a vida da sua ex-mulher, que sofria com a presença da raposa naquela casa.

A verdade era agora inevitavél. Não conseguiria mais viver sem ela. Sentira que naquele dia que a selara, também perdera uma parte de seu coração e durante aquele um ano, era uma agonia diária vê-la dormindo e não poder afagar a cabeça felpuda, não poder ouvir a sua voz, ver seu sorriso, encarar sua irritação. Podia ser nervosa, mas, ao mesmo tempo era gentil e podia ser até doce. Lembrava-se do vício de chocolate e como ficava quando ele fazia doces, agindo como uma criança, achando-a muito fofa nesses momentos.

Não concebia mais sua vida sem Yuki, pois seria como faltar uma parte de seu coração e retira-lhe seu ar. Sabia, naquele instante quando a bijuu saiu do fuuin, que a amava e essa era a verdade imutavél. Agora compreendia que o que sentia por Yume era apenas desejo, paixão, lúxuria, não algo forte e duradouro como o amor e ficava feliz de ver que podia assumir uma forma humana. Mas, mesmo que não tivesse, ficaria para sempre com a youma, pois só a presença dela o fazia verdadeiramente feliz, verdadeiramente pleno, em paz consigo mesmo, conforme descobrira naquele um ano de afastamento, pois, seus sentimentos já tinham evoluído muito antes daquilo, naqueles quatro anos sem vê-la, acusando-a de algo, quando na verdade ela era inocente das acusações e que fora um completo idiota por ter se cegado para a verdade inevitavél, de tal sentimento que com os anos fortalecia-se, sem ao menos perceber. A amava, era cativo deste amor e sedento pelo mesmo.

Decidido, vendo que o dia raiava, se levanta e sai do atêlie, apagando a luz e se dirigindo ao quarto em que Yuki dormia e ao chegar lá, abre a porta, vendo a raposa na cama, dormindo sossegadamente, com o focinho sobre as caudas, ressonando tranquilamente.

Senta cuidadosamente próximo da cabeça dela e passa a fita-la, esperando pacientemente que acordasse, afinal, queria apenas confirmar, embora já suspeitasse que sua descoberta era de fato verdade.

Após alguns minutos, ela desperta. Nota que mexe primeiramente as orelhas felpudas e as caudas. E em seguida, abre os olhos azuis como o céu, que passam a fitar o humano, mesmo esta encontrando-se ainda um tanto sonolenta. Boceja, exibindo seus caninos afiados, antes de perguntar:

- Yuukiko-kun? - nisso, a vê coçando os olhos com o dorso das patas e ficando de pé na cama, esticando o corpo e as caudas.

Enquanto a raposa bocejava e espreguiçava, não notava o olhar aturdido do humano para a mesma, pois ao olhar nos orbes azuis, como nunca fez antes, reconheceu o mesmo olhar da jovem do baile e das suas visões.

Com elegância, a raposa salta para o chão e fita o seu jinchuuriki com curiosidade e em seguida, de apreensão, ao vê-lo aturdido, embora também ficasse um tanto enrubescida pelo olhar deste. Se aproxima e pergunta, fitando-o preocupadamente:

- Aconteceu algo? Está tudo bem?

- Hã... - ele é despertado de seus devaneios pela voz doce, porém, em tom preocupado da mesma, vendo a face levemente angustiada para com ele.

Sorri e afagando a cabeça da raposa, fala:

- Não foi nada... só me lembrei que esqueci de comprar algo para fazer seu doce. - finge ficar sem graça.

- Nani? - nota-a rosnando e se levanta, afastando alguns passos para trás, enquanto esta avançava para ele.

- Calma, Yuki-chan... prometo que terá o seu doce especial no almoço... relaxa... - tenta inutilmente aplacar os ânimos desta.

Ainda era cedo para usar um método bem mais eficaz. Afinal, para isso, ambos precisavam sentir o mesmo sentimento em relação ao outro e preferencialmente, ela na forma humana, sem contar que não sabia ainda se esta o amava, na mesma intensidade que ele sentia por ela.

- Yuukiko no baka! - nisso, o teleporta até o lago, dessa vez fazendo questão de congela-lo especialmente para o mesmo.

Erguendo a cabeça, irritada, sai do quarto, dirigindo-se até a cozinha para esperar o café da manhã, sabendo que o humano não ficaria doente só por causa da água fria, afinal, era um jinchuuriki, seu jinchuuriki e a este pensamento, não pode deixar de exibir um sorriso em sua face. Afinal, agora, ele era somente seu novamente e por aquele breve instante, decidiu ignorar a parte racional que gritava-lhe que era errado pensar daquela maneira.

.

.

.

.

Yuukiko sai da água gelada, tremendo levemente e dando um espirro. Nisso, vai até uma pedra perto dali e põe-se a meditar.

O motivo de não ter confrontado Yuki para falar que descobrira seu segredo, foi por não saber os motivos que levaram-na a esconder isso dele. Queria saber o por que, para poder aborda-la. Afinal, podia ser em decorrência de algum trauma. Decide então perguntar para o único que saberia o motivo, pois queria se informar, para saber a melhor forma de confronta-la.

Então, se dirige ao quartinho onde estava o vaso dela e fala, após espirrar mais uma vez:

- Rikudou Sennin-sama... quero pergunta-lhe algo sobre a sua filha.

Após alguns minutos, o mesmo surge, fitando-o atentamente, como se procurasse ler a mente dele, que sente-se incomodado, pois parecia que o mesmo estava radiografando-o.

Após alguns minutos, Rikudou pergunta:

- E o que seria?

Embora algo dizia a Yuukiko, que ele já sabia o que era, mas, decide ignorar tal sensação:

- Por que Yuki-chan escondeu de mim que tinha uma forma semelhante a humana? Também por que me enganou com aquela ilusão? É algum trauma? - a última pergunta sai em tom de preocupação e medo, pois sabia que era tinha lembranças lacradas por serem dolorosas demais a mesma.

- Não tem nada a ver com qualquer trauma... ela esconde, porque este Rikudou pediu-lhe.

Ele demora algum tempo para processar e então, confuso, pergunta:

- Por quê?

- Simples... és um homem... queria que desenvolvesse algum sentimento mais profundo por minha filha... mas, agora, ela mantém este segredo por sua própria convicção e ideias - nisso, suspira cansado.

- Ideias e convicções? Como assim?

- Terás que perguntar para ela... não creio ser certo revela-lhe... na verdade, nem devia ter comentando dos motivos dela para isso...

- Entendo... então, posso aborda-la tranquilamente? Estava preocupado que fosse algum trauma. Era mais isso que queria pergunta-lhe. - nisso, espirra novamente.

Rikudou ri daquilo e fala, em um tom de riso:

- Melhor pisar "mansinho" com minha filha... ou poderás ter mais do que um resfriado... - controla o riso que ameaçara se formar em sua garganta.

- Eu sei disso. - comenta aborrecido, embora, no intímo, tivesse sentido falta de ser atirado por ela em algum lago.

- Bem, irei desaparecer, ainda me resta um pouco de chakra senjutsu... creio que minha filha irá me procurar em breve. - se afasta, mas, para e vira, com um olhar ameaçador, ativando o Rinnegan - É bom cuidar bem dela ou...

Não precisava fala-lhe mais nada, a ameaça já estava implícita naquela voz que se tornara ameaçadora, fazendo Yuukiko engolir em seco, temendo por sua vida, enquanto o vê desaparecer ao se aproximar do vaso de Yuki.

Se retira dali, sem notar a presença de um sapo próximo dali, que olhava-o atentamente e que era estranho dos demais, pelo olhar aguçado, inteligente, evidenciando que não era um mero animal. Então, vendo o humano longe, murmura para si mesmo:

- Preciso avisar Fukasaku-sama disso.

E fazendo uma sequência de selos, se retira dali, desaparecendo em uma nuvem de fumaça.

.

.

.

.

A raposa estava na cozinha com suas caudas abanando tensamente por não ver o café pronto, lembrando-se que atirara Yuukiko no lago gelado e por isso, não havia ainda nada para comer, acabando por ficar extressada.

Olhava para o relógio e o ponteiro dos segundos parecia mover-se lentamente, mais lento do que uma tartaruga na opinião dela, fazendo-a bufar de raiva. Estava tão nervosa, que não percebera Uzumaki entrando e fitando-a por alguns minutos, tendo formado um plano em sua mente. Afinal, segundo Rikudou Sennin, ela agora tinha seus próprios motivos para nega-lhe tal aparência e precisava de um plano para que a mesma acabasse entregando a si mesma e sabia como fazer isso. Afinal, a conhecia muito bem e inclusive suas fraquezas e o momento em que mais ficava "distraída".

- Yo! Ohayou, Yuki-chan! - ele cumprimenta sorridente, tentando ignorar a cara de desagrado desta pelo atraso do café da manhã.

- Ohayou, Yuukiko-kun... estou com fome.- fala secamente, em um tom visivél de irritação.

- Hai, hai... já vou preparar o café. Kage Bushin no Jutsu!

Nisso, surgem vários Uzumakis que se põe a fazer o café da manhã. Volta e meia olhava de relance, o original para a raposa, que se distraira lendo mais um capítulo do romance, acabando de virar mais uma página, completamente absorta com a leitura e não notando o olhar intenso sobre si.

Nisso, ele sai dali, deixando os clones terminarem e vai até seu quarto, subindo as escadas, indo até a cômoda pegar o enfeite que caira no baile e guarda-o no bolso, para depois, sorrindo marotamente, descer as escadas, para ir servir o café da manhã juntamente com os seus clones. Parte de seu plano, era fazer o doce que Yuki mais gostava e na proporção de três, para deixa-la ainda mais animada e satisfeita.

Então, ao terminar de depositar tudo na mesa, seus clones desaparecem e como de costume, ela se põe a devorar gulosamente os doces, com Yuukiko salvando um pedaço para ele, antes que não sobrasse nada e sorria enquanto esta comia animadamente, eufórica, como uma criança. A achava muito fofa nessa hora, um contraste com aquele momento que o olhava com raiva e o arremessara no lago que havia gelado só para ele. Mas, mesmo naquele momento, a achara linda.

- Que gostoso!

Vê ela exclamar feliz, com os orbes cerrados e suas nove caudas abanarem animadamente, demonstrando a felicidade da mesma. Notando esta descontraída, se levanta após tomar o leite com café e pondo a mão no bolso, retira o objeto, apertando-o contra a sua mão e falando, colocando-o em seguida, em cima da mesa, em frente a mesma.

- Aqui está o laço do seu cabelo, achei.

- Obrigada. - agradece e depois arregala os olhos.

Olha do objeto para Yuukiko, depois deste para a joía e por último para o humano, que a fita intensamente, sorrindo. Cora novamente sobre tal olhar, ficando nervosa, tentando negar, gaguejando:

- N-N-N-N-Não sei... não sei... q-q-q-q-q-q-q-que laço... é este. P-P-P-P-Pensei que era... e-e-e-e-e-e-e-e-era outra coisa.

- O que pensou que era, Yuki-chan? - pergunta sorrindo e sentando ao lado dela.

Esta se vê perdida nos orbes dele, sentindo o olhar intenso sobre si, continuando corada por baixo da pelagem. Queria desviar os olhos, mas, não conseguia, pois estava rendida na intensidade daqueles orbes esmeralda. Seu coração batia acerelado e começava a querer saltar pela boca, quando este se aproxima dela, ficando a centímetros do focinho, fazendo-a sentir um frio na barriga, quando o jinchuuriki leva as mãos gentis até a pelagem alva da cabeça, acariciando-a e sorrindo. O sorriso que fazia ela se derreter, enquanto descargas elétricas passavam por sua coluna.

- Por que escondeu isso de mim, Yuki-chan?

- N-N-N-Não e-e-e-e-e-e-e-escondi... n-n-n-n-n-n-n-n-n-nada.

Fala fracamente e seu nervosismo piora com a aproximação dele e o olhar para a mesma, que era inédito, pois fora a segunda vez que vira. Sentia que iria desfalecer a qualquer momento.

- Yuki-chan... eu já sei de sua forma semelhante a humana, me lembro das ocasiões em que apareceu e o fato que era só você que poderia estar ali, associei as coisas... por que ainda esconde? Já sei como é sua aparência... não gostaria de poder andar na cidade? Notei no baile, que ocultou suas orelhas e caudas... se estivesse na forma humana, passearia comigo e com isso, poderia mostrar muitos lugares lindos e divertidos. - fala sorridente.

A raposa olha para ele. Não queria mostrar sua forma humana, pois o perigo era que Yuukiko passasse a ter algum sentimento, mais do que amizade e não achava certo este se envolver com um ser que não fosse uma da espécie dele, desconhecendo que isso já acontecera e que Uzumaki era apaixonado por ela, sendo tal preocupação, sem qualquer importância, pois ficaria com a tennin, mesmo que essa não mostrasse sua forma humana

Yuki também gostaria muito de passear por aí, como quando estava com Rikudou Sennin. Muitas vezes voara pela cidade e via as coisas do alto. Sentia muita curiosidade também com tudo que via, querendo ver como encontravam-se as coisas após todos aqueles séculos. Afinal, daquela época para a atual, muitas coisas mudaram ao mesmo tempo que algumas ainda persistiam, pelo que deduzira em seus vôos.

Yuukiko notara o conflito de vontades dentro da youma e ficara quieto, sorrindo e torcendo para que esta escolhesse mostrar sua forma humana. Esperava que sua persuassão tivesse dado certo, pois procurara tornar bem atrativo a ideia de leva-la para passear e conhecer melhor os lugares, coisas que voando não conseguia.

Após alguns minutos angustiantes que pareciam horas, ela se levanta sem olha-lo, se afastando deste, que agora a observava com preocupação evidente em sua face.

- Yuki-chan?

A raposa vira-se para ele e cerra os olhos. Nisso seu corpo brilha e no centro deste fulgor, vai assumindo uma forma bípede, sendo visto só os contornos formados de uma singela luz, que ao desaparecer, revela os cabelos alvos que passavam a cintura, dançando atrás da jovem, como se soprasse ali uma leve brisa em contraste com as vestes azuis como o céu em um dia de verão. Ele notava também as mãos e pés pequenos, junto com a face delicada e harmoniosa da mesma, que a fazia parecer ser feita de porcelana, de tão delicada que aparentava. Naquela forma, parecia ter apenas 17 anos. Trajava um haori e hakama azul, presos por um laço branco na cintura e uma gi alva por baixo.

Quando abre os olhos, o azul celeste se cruza com o verde esmeralda. As orelhas felpudas surgem junto das nove caudas alvas. Yuukiko ficara maravilhado, embasbacado, em uma perda de palavras. Ela era perfeita, como se tivesse sido esculpida pelo mais habilidoso dos artistas, uma obra, cuja palavra perfeição não chegava nem aos pés dela, tanto que parecia como as tennins de contos antigos. Nunca imaginou que alguém assim existisse e o que a deixou ainda mais fofa, foi ver as faces rubras da mesma, que davam um ar de menininha à esta.

- Yuukiko-kun?

Pergunta, sentindo-se incomodada ligeiramente pelo olhar dele. Um olhar que nunca vira dirigir-se para ela, sendo diferente do anterior, quando descobriu sobre a forma que encontrava-se naquele instante, o mesmo sendo para aquele sorriso "estranho", mas, que a fizera sentir calafrios pelo corpo, não de medo, isso ela tinha certeza, mas, não sabia do que era e por que.

Ao notar o desconforto dela, muda o olhar, que acabara se tornando malicioso com seus devaneios e torna a sorrir gentilmente, retirando o sorriso repleto de malícia de outrora, vendo-a relaxar e fala, enquanto se aproxima da jovem:

- Vou cancelar minhas consultas hoje para passearmos e fazermos compras... o que acha, Yuki-chan?

- Eu adoraria. Mas, vou tomar um banho antes.

Percebe que ela deixara de gaguejar, pelo visto, fazendo isso só quando ele ficava próxima dela, o que era para Uzumaki, um bom sinal. Precisava saber o que Yuki sentia por ele, ter a confirmação dos sentimentos desta, para futuramente avançar na relação deles.

- Hai. Eu também preciso. Vou levar você para o cinema também, para ver um filme. Acho que estreou um bem romântico, do tipo que você mais gosta.

- Verdade? - vê os olhos dela brilhando e as caudas se agitarem ansiosas, além das orelhas se mexerem animadamente - Então, vou tomar um banho rápido para irmos!

Nisso, sobe as escadas de dois em dois degraus, eufórica e ansiosa pelo passeio. Yuukiko olha sorrindo. Era muito fácil agrada-la e fazê-la feliz. Fica algum tempo perdido em pensamentos, até que sobe para pegar roupas limpas e tomar banho no andar de baixo, com um sorriso imenso nos lábios, pois seu plano dera certo. A fizera revelar sua forma semelhante a humana.

.

.

OooOooOooOooOooOooOooOooOooO

.

Bem, agora, dando uma parada ao drama, no próximo capítulo, rolará o passeio dos dois...

É mentira a parte que dará uma parada no drama, bem, só terá uma cena de drama, afinal, não se esqueçam do colar que Yoruhisame usa... sim, há um segredo atrás deste colar, afinal, para usar aquele jutsu em Yuki, ele pedira ajuda ao objeto ^ ^

Bem, não será de todo um drama essa cena, que será em forma de recordação deste. XDDDDDD

Mas, enfim, o casal começa a se ajeitar, mas, não pensem que será tão fácil assim, afinal, Yuukiko de fato, conseguiu a proeza de fazê-la revelar sua forma semelhante a humana... mas, os pensamentos desta não mudaram... a batalha de Yuukiko por seu amor pela mesma, não será nada fácil.

Deixarei que meu lado romântico passe a assumir daqui para a frente um pouco a fic.