Ohh povo afobado kkkkkk, adivinhou quem deduziu, pela mudança do avatar, que o problema aconteceu de novo, mas depois eu fiquei foi sem tempo mesmo, mas sem mais delongas chegou o próximo capítulo, divirtam-se, volto assim que possível.
Boas vindas: hj3ckj, Jasminy, AC, Faith Fox
Capítulo 26
"Infantilidade à flor da pele"
POV Nessie
"RENESMEE CARLIE SWAN CULLEN!"
Comecei a sapatear, era estranho pra uma garota num corpo de debutante, mas é fácil se sentir com dez anos, quando seu pai de dezessete grita seu nome completo pra te dar uma surra.
Era só o começo, o plano era, eu começaria um escândalo, ele perderia as estribeiras, meu avô e minha avó viriam ao meu socorro, eu acabaria levando umas palmadinhas do vovô Carlisle e caso encerrado.
Mas meu plano foi por água abaixo, ele se quer falou alguma coisa, só olhou pra mim com um olhar que eu conhecia bem, desde o dia em que eu fugi pra reserva e quase matei todo mundo de desespero.
Naquele dia ele me deu uma baita surra de cinto, foi a primeira vez, ele guardou o cinto e disse que era o meu cinto da disciplina, desde de então só apanhei com ele em casos extremos.
Era sempre a mesma coisa, ele fazia aquela cara de quem dizia 'foi você quem pediu', e sempre em silêncio mórbido, ia buscar o cinto.
Quando morávamos no chalé, ele ficava no quarto do castigo, atrás da porta, que nem o do meu avô no escritório.
Tremo só de pensar.
Mas depois que viemos pra cá, ele fica guardado na gaveta do meu pai, só saiu de lá no dia em que eu menti pra minha mãe e passei a noite numa festa rave.
Mas isso é uma história do ano passado, eu pensei que nunca mais veria aquela coisa de novo, principalmente depois que meus avós assumiram a minha disciplina.
Eu sabia que abusava do privilégio de ser metade humana, meu avô nunca me bateu igual bate nos meus pais e nos meus tios, na verdade nunca vi meus pais apanharem, isso seria pra lá de estranho, mas eu sabia que eles apanhavam, até o tio Jazz apanha.
Quando vi a porta fechar nas costas do meu pai, eu gritei por piedade, pus o máximo de desespero na minha voz e gritei bem alto, na esperança de que meu avô ouvisse o que estava prestes a acontecer.
"O meu cinto da disciplina não, desculpa papai, DESCULPAAA!"
Eu nem tinha pensado no próximo plano caso aquele não funcionasse, quando a porta abriu novamente e meu pai passou por ela, sozinho para o meu azar, sem vovô e vovó pra impedir, sem tio Jazz pra acalmar, sem tio Emmett pra interferir, sem mamãe pra discutir, sem tia Alice pra negociar, sem tia Rose pra entrar na frente, nem Jacob pra proteger.
Eu estava mesmo sozinha nessa, pelo visto todos os Cullen, estavam achando que eu precisava entrar na linha, ninguém fazia isso melhor que meu pai, eu faria tudo pra voltar atrás e não ter que ser disciplinada por ele, e verdade seja dita, depois de uma dessas eu procuro não repetir a doze por um bom tempo.
Ele nunca me machucou ou passou dos limites comigo, mas ele mostra bem onde esse limite fica.
Sei que faço teatro pra não apanhar, mas quando vi o cinto na mão dele comecei a chorar de verdade, não ia ser bonito, eu realmente tinha passado dos limites, eu gritei com meu avô, eu fugi, eu discuti meu castigo, eu dei uma birra eu fiz tudo que um Cullen não deve fazer.
Ele não fez nenhum discurso, só veio em minha direção, eu me encolhi com as mãos pra frente, a vontade de correr era enorme, mas correr do vampiro mais rápido da família só poderia dar em merda.
"Papai, peraí paizinho, vamos conversar, eu vou ser boazinha, eu vou parar com isso, eu não vou gritar mais não, eu juro, eu jurooooo!"
Eu já encerrei meu último e inútil pedido de clemencia, já chorando, pois ele pegou meu braço virando meu traseiro pra ele e desceu o cinto na minha coxa.
SHLAP!* AAAAAAAAAAAAiiiii
SHLAP!* AiAiAiAAAAAAAAAiiiii
SHLAP!* AAAAAA desculpaaaaaAAAAAA
Ele alternava cintadas nas minhas pernas e na minha bunda me fazendo pular, mas nada que me livrasse do seu aperto firme no meu braço.
SHLAP!* aaaaaaaaaaa
SHLAP!*AAAAArraiiiii
SHLAP!*AAAAAAAAAiiiii
SHLAP!* Aaaaaarraiii
SHLAP!* AAAAAAAA
SHLAP!* Arraaaaaaaaaiii papai
SHLAP!*Hhaaaaaa para papai.
Eu já tinha contado dez quando coloquei a mão no traseiro, ele não ia ter coragem de bater o cinto nela.
"Tira mão, Renesmee!"
Eu sei que era loucura desobedecer naquela altura do campeonato, mas estava funcionando, pelo menos ele parou de me bater.
A parte ruim é, ter um pai leitor de mentes nessas horas.
"Ah é?"
Ele disse indignado ou ouvir minha mente, ele mal podia acreditar que até nessa hora, eu estava tramando alguma coisa.
Até que não era tão difícil assim de acreditar, eu sempre estava.
"Eu vou te ensinar mocinha, quando eu mandar você obedece, você ia ganhar só mais duas cintadas, eu tinha decidido te dar só doze, mas agora você vai ganhar umas boas palmadas no meu colo, então eu quero ver onde é que você vai por essa mão."
"Nãaaaaaao, no colo nãooo."
Eu odiava apanhar no colo, era infantil, constrangedor, minhas bochechas ficavam tão vermelha quanto a minha bunda.
Eu tentei resistir, mas com sua força muito maior que a minha, meu pai me levantou como uma pluma e me deitou no seu colo como se eu fosse um bebê.
"Agora você vai aprender uma bela lição mocinha."
Já de bruços olhando pro tapete, senti minha calça descendo, eu chorei de vergonha, mas a vergonha se misturou com a dor fazendo meu choro aumentar ainda mais.
PAFT!* AAAAAiiiiiiii
Minha bunda estava em chamas pelas cintadas, mas ele não ligou, com minhas mãos presas no colo dele com facilidade, ele me encheu de palmadas, enquanto eu fazia valer meus dez anos e chorava como uma uma garotinha teimosa, sacudindo as pernas e implorando pra ele parar.
PAFT!* aaiai papai
PAFT!* para paizinhoooo
PAFT!* ta doeeeeedooooooo
PAFT!* Aiaiiiiii P AFT!*descuuuuuulpa
PAFT!* PAFT!* AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
PAFT!* PAFT!* TÁ DOEEEEEENNDOOOOO
"É pra doer Renesmee!"
PAFT!* PAFT!* PAFT!* AAAAAAAAA VOVÔOOOOOOOO!
"Chama seu avô, mais uma vez pra você ver!"
Eu sabia que seria loucura, mas se eu chamasse meu avô mais uma vez, ele com certeza iria aparecer com tio Jazz e companhia, porque o papai ia ficar tão irritado, que o vovô não ia deixar ele por as mãos em mim.
"SOCORRO VOVÔOO!"
Gritei a plenos pulmões, mas meu pai não fez o que eu esperava, ele vestiu minha calcinha de volta, me colocou no canto e falou comigo com uma calma que me fez pensar que era coisa do meu tio, mas pra o meu azar, não era.
Você vai ficar aqui nesse canto de castigo, e eu vou lá fora buscar uma vara e acabar com ela no seu traseiro, garota.
"Fudeu tudo!"
PAFT!**** AAAAAAAAAAAAAAAAAA
Ele deu uma palmada tão forte que eu fiquei na ponta dos pés.
"Olha essa boca!"
Eu olhei pra ele sentida, com raiva, com aquela cara de quem está pronto pra dar uma resposta mal criada, mas eu sou esperta o suficiente pra perceber quando os meus créditos acabaram.
Mas isso não impediu minha mente de revidar.
"BOCA?! QUE BOCA EU NEM FALEI NADA! ISSO É QUE DÁ OUVIR O QUE NÃO É DA CONTA DA GENTE!"
"Reneeesmee..."
Ele disse meu nome me olhando com o canto dos olhos.
"Que que é que fooooooiii, mas que drogaaa!"
Então eu, que já estava me contendo, explodi chorando de raiva, igual a tia Rose faz.
Eu comecei a soluçar e enterrei o rosto na parede com uma imensa vontade de afunda-la com um soco.
"Você vai ver o que é que foi..."
Ele estava sendo um exemplo de compassividade, mas eu sabia bem que era pra não atrair o vovô.
Eu olhava pra janela do quarto e só queria uma coisa, sumir, desaparecer, então me deu mais raiva ainda, porque nem isso eu posso como um adolescente normal, em menos de uma hora um dos 9 já estaria me trazendo pela orelha, qualquer um deles até o tio Emmett era capaz de me dar uma surra lá mesmo onde eu fosse encontrada.
Meu tio nunca me bateu, pois travessuras eu faço junto com ele, quando faço coisas perigosas ele ameaça, fica sério e fala de esquentar o meu traseiro, mas como sei que não vai rolar, eu começo a rir, então ele ameaça de contar para os meus pais ou para o meu avô, daí a coisa muda de figura.
Meu pai demorou, fiquei desconfiada e esperançosa, desconfiada dele estar tornando meu castigo pior, e esperançosa imaginando que talvez meu vovozinho lindo estivesse tendo a chance de interferir.
Mas a porta abriu, meu pescoço virou-se automaticamente, quase que sem a minha permissão, e lá estava ela verde e fina, eram as piores, as varadas que eu levava era de vara comum, não como aqueles galhos que meu avô chama de vara que ele usa pra bater nos filhos dele.
Mas minha parte humana sabe muito bem que as fininhas resistentes são cortantes e dolorosa.
Eu sei que deveria confiar na regra do meu meu avô de "corrigir" sem deixar marcas, mas para né, qual seriam as chances do meu traseiro com aquela maldita vara.
Eu não sabia o que fazer, meus hormônios são tão injustos comigo, às vezes o desequilíbrio entre ser criança e adolescente ao mesmo tempo confunde a minha cabeça, eu deveria ter temido como qualquer criança, mas o que eu fiz foi responder como qualquer adolescente.
"Obrigada pelo presente de aniversário, Edward, não tinha embrulho pra presente não?"
Eu disse com tanta rebeldia, que sem querer ou planejar eu consegui o que eu quisera antes, irritá-lo além do limite, ele fez uma cara de monstro eu senti e ouvi o seu peito rugir cerrando os dentes.
"EU VOU ACABAR COM VOCÊ MENINA MALCRIADA!"
A adolescente deu a lugar à criança, eu queria muito mesmo engolir cada uma daquelas sete palavras, uma a uma de volta, ele ia sim acabar comigo, eu chamei ele de Edward, crime inafiançável, ele ia me mostrar que era meu pai da pior forma possível.
E tremi quando a vara cortou o ar, meus joelhos tremeram, meu estômago afundou, minha barriga esfriou, e na primeira varada senti minhas pernas molharem.
Eu fiz xixi nas calças de tanto medo daquela surra.
Meu desespero não me deixou perceber que meu avô tinha entrado, quando eu olhei ele tinha um aperto firme no punho do meu pai com uma das mãos enquanto tirava a vara da mão dele com a outra.
Não deu nem tempo de respirar de alívio, com a mesma mão que ele segurara o punho do meu pai, ele agarrou o meu.
SUÍCH!*** AAAAAAAAAAAAAAiiiiii
"Peça desculpas pra o seu pai!"
SUÍCH!*** SUÍCH!*** AIIIiiiiiiêeeeee
Pessa! SUÍCH!*** Desculpaaaaaaa!
"Desculpa o quê?" SUÍCH!* SUÍCH!*
AAAAAAAAAAAAAA Papai, papaaai, Desculpa paipai!
"Escolha um castigo adequado pra ela, mas sem bater, você está nervoso e ela já apanhou o suficiente."
Ele disse num tom normal sem bronca, nem parecia uma ordem, ainda bem que as palavra do meu avô era sempre respeitada.
Ele saiu levando a maldita vara, mas não antes de dar apoio ao meu pai com um aperto no ombro.
O papai ficou ali parado, de olhos fechados com a ponte do nariz entre os dedos, tempo suficiente pra eu contar até cem.
"Seus presentes estão todos confiscados."
Eu abri a boca, mas nada saiu dela.
Eu queria gritar de tanta raiva, era injusto, não fora ele que me dera todos eles, eu tinha ganhado coisas que vinha almejando havia um longo tempo, tem ideia da quantidade de vezes que ouvi "Quando você fizer quinze anos."
Era de longe minha pior festa de aniversário, eu realmente queria gritar espernear, me rebelar, mas precisava perceber o quanto era a pior ideia no momento.
No momento, mas isso não queria dizer que meu pai não pagaria caro por aquela decisão, em se tratando de pirraça eu sou a rainha, nem a tia Rose ganha de mim.
"Se você acha que não me importo..."
A voz dele me tirou do meus próprios pensamentos.
"Então você não valoriza nada do que fizemos pra tornar seu aniversário e a sua despedida da reserva uma noite especial e tudo que não valorizamos na vida acabamos perdendo."
Ele devia estar muito nervoso, pois nada do que ele disse tinha haver com meus pensamentos rebeldes anteriores, menos mal.
A parte ruim era que se ele não ouvira o meus pensamentos, significava que estivera realmente nos dele, empenhado logicamente em me ferrar.
"Você não anda merecendo nada disso, você tem tudo à sua volta, privilégios que ninguém aqui tem, mas na hora de agir de acordo, você mente, trapaceia, desrespeita e pirraça como se fosse totalmente dona do mundo, pois bem, sinto lhe informar, você não manda no mundo Renesmee Carlie, nem na família Cullen, a partir de hoje você vai ter de fazer por merecer as coisas, e se fizer por merecer uma surra, é o que você vai ter toda vez que for necessário, da próxima vez que seu avô for te bater, trate de agir como todos nessa família ou o meu acordo de entregar a ele sua disciplina quando tiver adolescente estará quebrado, eu posso ter aparência de 17, mas já vivi mais de 100 anos sua garotinha mimada!"
Eu revirei os olhos para o sermão interminável.
"E você não vira os olhos pra mim não, você só vai ver cada um desses presentes no seu verdadeiro aniversário de 15 anos, você quer agir como uma garota de 10, então será tratada como uma."
"Eu tenho 10!"
Nem percebi, quando vi já tinha respondido, ele ficou pasmo com minha coragem e rebeldia.
"Saia da minha frente garota, antes que eu esqueça o que meu pai pediu e encoste minhas mão em você."
Saí correndo e chorando como qualquer garota de dez anos faria, revoltada e sozinha, ninguém naquela casa estava nem aí pra mim, eu podia sumir que ninguém daria falta.
As punições na família Cullen sempre acabavam com palavras carinhosas, pedidos de desculpas e promessas de bom comportamento, e não com gritos de, saia da minha frente.
Eu entrei debaixo da minha cama, não queria ver ninguém, mas pior do que não ver ninguém, era não ter que mandar ninguém ir embora, pois nenhum deles veio, nem mesmo o Jake, pelo visto ele tinha se tornado mesmo um Cullen como todos os outros.
As vozes de todos conversando pela casa, embora não afetasse meus ouvidos como os deles, eram irritantes.
Eles não queria nem saber de mim, algum assunto mais importante os manteve à distância, eu não duvidaria nem um pouco que fosse o lindo bebezinho Bejamim Carlisle Cullen.
Eles que façam bom proveito.
Eu queria gritar e fazer um escândalo de tanta raiva, só de pensar no tamanho da injustiça que sofri por ajudar um amigo...Como se eles não mentissem o tempo todo para a sociedade...Pode até ser por um bem maior, mas ajudar o Seth também bem era um bem maior.
Eu fiquei tão magoada com cada um deles, minha mãe e minha avó nem se manifestaram, minha tia Alice e meu tio Jasper fnigiram que nem era com eles, bom, na verdade não era, mas deveria ser de acordo com o "amor" que eles dizem sentir por mim, Jake e o vovô simplesmente me abandonaram à própria sorte ao invés de me protegerem como sempre, e o tio Emm mais a tia Rose, com certeza devem estar muito ocupados paparicando o novo neném...
Mas também eu nem queria mais ser o neném da família, eu já tenho um corpo de moça agora, tenho seios e tudo, posso até arranjar um namorado se eu quiser, me casar e me mudar pra bem longe daqui, formar minha própria família, com pessoas que ligam pra mim de verdade.
Mais de uma hora se passou e ninguém apareceu.
Então resolvi testar a minha teoria de que ninguém sentia a minha falta.
Peguei o memito e sai sorrateiramente pela janela do meu quarto, ainda vi de longe gestos acalorados de uma discussão pela parede de vidro.
Ninguém me viu, e provavelmente não veriam, quando finalmente notassem eu já teria conseguido o que nenhum Cullen conseguiu, todos fracassaram ou fugir dessa casa de malucos.
Minha espinha esfriou, quando lembrei que ninguém conseguira, pois lembrei-me também do resultado desse fracasso.
O tio Emm me conta sempre de quando eles se mudaram pra cá e tiveram seu Primeiro Problema em Forks, ele pensou que meu avô não o amava e acabou fugindo e sendo pego pela minha avó na reserva, e depois meu avô quase matou ele de tanto bater, e ele está de castigo até hoje sem poder andar sozinho.
É claro que a parte de quase matar só pode ser exagero, meu tio é o filho mais exagerando de todos eles.
Eu tenho direito de ser quem eu sou e viver como eu quero, vou virar nômade, igual aos vampiros legais de rumam pelas florestas sem rumo caçando, nunca mais comerei comida humana de novo, e vou assaltar aos bancos de sangue e me alimentar daquela maravilha de que me lembro até hoje.
"Que bela rebelde é você Renesmee... Se fosse rebelde de verdade fazia que nem o Edward e saia pra caçar humanos, vivendo la vida lôca."
Eu disse pra mim mesmo tentando me convencer de que aquelas palavras saíram mesmo de dentro de mim.
Nada a ver comigo, no fundo eu sabia que eu era só uma garotinha mimada em uma tentativa inútil e patética de chamar a atenção.
Me deu vontade de chorar e então decidi voltar pra minha casa antes que alguém notasse a minha ausência.
"RENEEEEEMEEEE!"
"Merda! Merda! Merda!"
Eles notaram, qual seria a chance de convencê-los de que foi só um impulso e que eu já ia voltar?
Eu já estava pensando no discurso de desculpas ou uma mentira qualquer pra contar e num jeito de confundir a cabeça do meu pai com outros pensamentos, quando lembrei do motivo maior que prendiam todos em uma ocupação mais importante do que a birra da garotinha mimada em baixo da cama.
Os vmapiros estranhos.
"Meu Deus, eles iam arrancar a minha pele!"
Os vampiros? Nãaao! A minha família.
Eles devem estar loucos.
Minha mente me dizia pra correr em direção a eles, mas minha bunda dolorida me fez correr pra caverna do clubinho.
Onde Clear eu fizemos o juramento de amizade Eterna.
Ninguém conhecia o lugar, depois que Clear se mudou eu nunca mais voltei, mas uma caverna não pode ter se desfeito assim, ainda mais numa reserva protegida por lei contra ações destrutivas do seres humanos.
Quando cheguei à entrada da caverna dei de cara ou melhor, de costas, com meu amigo Seth.
"UOu!"
"O que faz aqui na minha caverna, sua maluquinha? Tem vampiros extranhos à solta não sabia?"
Ele me pegou pelos ombros, indignado.
"Aí é que está, Seth, eles vão me matar!"
Eu disse em desespero.
"Não em quanto eu tiver aqui."
Eu podia jurar que Seth crescer uns 10 centímetros pelo menos, de tão protetor que ele se tornou.
"Nenhum vampiro forasteiro vai chegar perto da minha amiga!"
"Não Seth, eu estou falando deles e não deles."
Apontei o queixo na direção em que ficava a minha casa e ele mesmo com sua audição escutou os gritos.
"Tu tá louca garota! Precisa voltar, eles devem estar mortos de preocupação."
Ele nem percebeu o trocadilho sobre mortos que em outra situação nos levaria a gaitadas, pegou no meu braço como se fosse me guiar de volta.
"Não Seth! Deixa eles se acalmarem, só um pouco, eu acabei de levar uma surra do meu pai, se ele colocar as mãos em mim agora, nem o vovô vai ser capaz de me salvar, ele vai me matar e matar meu vô limpar a sujeira."
Entra na caverna eu vou ver se da pra disfarçar o seu cheiro.
Ele me empurrou pra dentro.
"Vira de costas não olha, eu vou tirar a roupa pra me transformar."
Eu virei as costas pra ele e ainda tampei os olhos com as duas mãos, em seguida escutei o rosnado de lobo.
Foi rápido ele se esfregou na caverna e nas árvores mais próximas e o trabalho estava pronto.
Em minutos ele já estava vestido e de volta com a mão no meu ombro me guiando mais pra dentro da caverna.
"Seth, o que quis dizer com minha caverna, essa caverna é minha e da Clear."
Ele riu da coincidência e me explicou que já fazia anos que ele vinha pra caverna quando queria ficar sozinho.
Mas antes que explicasse sobre o pacto que minha amiga e eu fizemos, começamos a escutar alguns snifs de final de choro, parecia voz de menina.
"QUEM ESTÁ AÍ?"
Ele gritou tentando uma resposta que veio um tanto rude.
"Vão embora, eu quero ficar só."
A voz era inconfundível era uma das gêmeas Uley, a boazinha, a malvada tinha uma voz estridente, diferente da rouca que ecoara pelo local.
"É Lígia Uely, não reconhece?"
Eu disse sussurrando, Seth deu de ombros.
Não, estudamos em turmas diferentes, somos de matilhas diferentes e Sam prende muito elas, nunca cheguei a ver nenhuma delas de perto, mesmo nas festas elas estão sempre separadas de mim, acho que causa da Leah, ou sei lá.
Nos não demos ouvidos a ela, pelo contrário nos aproximamos.
Ela estava com os joelhos curvados e sou rosto estava enterrado nos braços cruzados em cima deles.
"Porque você está chorando menina?"
Eu perguntei sem esperar resposta, mas o certo era perguntar, e pra minha surpresa, numa voz chorosa e sentida ela respondeu.
"Meu pai me bateu..."
Seth tinha apanhado e ele sabia que eu sabia disso, e a menos que ele fosse idiota sabia muito bem que eu apanhara também, sem querer a resposta de Lígia nos fez cair na rizada.
"Não tem graça!"
Ela ergueu os olhos pra brigar conosco, mas antes que disséssemos a ela que estávamos no mesmo barco, o que era pra ser uma briga virou um momento estranho, estranho e bonito, bonito e...mágico.
Seth arregalou os olhos com uma adoração facilmente notada e colocou a mão no rosto dela enxugando as lágrimas dos seus olhos igualmente arregalados.
Ou eu bebi sangue estragado ou estava presenciando um fenômeno impar.
Um imprimit duplo, quase me esqueci que a garota era lobo também.
Foi até constrangedor, tomara que ele não fossem tomados pelo impulso e fizessem cachorrinhos na minha frente.
Eu sei que eles não são loucos nem nada, mas vai saber quanto de animal tem nessa história de imprimit, afinal eram dois instintos de lobo ao mesmo tempo.
"SEEEEEEEEETH!"
Era a voz desesperada de Leah, quase tão desesperada quanto as vozes que gritaram meu nome anteriormente
Ei, ei, ei... Eu sei, momento lindo, mas temos um problema aqui.
Antes que eu continuasse a ressaltar o óbvio, a voz de Emily soou buscando pela nossa parceira de fuga.
"LÍIIIIIIIIGIAAAAA!"
Fiquem quietas, eu cobri a passagem com árvores derribadas como sempre faço quando não quero ser achado, o meu cheiro lá fora cobriu o de vocês, Leah vai pensar que eu passei por aqui, os Cullen serão confundidos, e Emily nem tem faro pra achar ninguém, temos algum tempo pra pensar no que fazer.
Ficamos em silêncio e depois de passos, escutamos vozes na entrada camuflada da caverna.
"Estou procurando meu irmão, preciso achá-lo antes que minha mãe volte, ou ele estará com sérios problemas."
"E eu estou procurando por Lígia ela fugiu depois de ganhar uma surra do Sam, ele está desesperado se sentindo culpado, mas eu sei bem o que essa garota está precisando, onde já se viu, sumir desse jeito depois do que soubemos sobre o perigo que nos ronda, tomara que ela só esteja fazendo hora com a nossa cara."
A voz de Emily era irritada e preocupada ao mesmo tempo.
Depois do que ouvimos, o caso do Seth estava resolvido, sua mãe ainda não sabia de sua fuga era só ele voltar pra casa com a irmã, tudo que ele iria ganhar seria um tapa na nuca e um sermão interminável.
Já a outra e eu estávamos ferradas, e ele não me deixaria aqui pra morrer sozinha e por mais ciúmes que eu sentisse, muito menos à Lígia.
Ele a abraçou pois ela começou a chorar, ninguém merece ser adolescente, o primeiro abraço deles era por medo de apanhar em casa! Pior que isso é além de ser adolescente ser criança ao mesmo tempo.
As vozes continuaram com promessa de disciplina lá fora quando de repente Emily deu, ao que parecia, um grito de dor.
"Ahhrr!"
"Emily o que foi? O bebê está bem?"
Okay, isso foi no mínimo estranho, Leah preocupada com Emily? Até onde eu sabia, se algo fosse aproximar Leah dela, não seria o fato de ela estar carregando um bebê do Sam na barriga.
Lígia quis sair, mas não havia nada que ela pudesse fazer, a não ser encrencar todo mundo, então Seth tentou acalmá-la, era estranho ver os dois se dando tão bem como se fossem casados a tanto tempo quanto meus avós vampiros.
Já eu podia fazer algo que custaria a minha pele, chamar meu avô.
"RENESMEEE!"
Eu ouvi a voz dele e da minha avó, devia ser instinto médico, ou alguém lá em cima tentando me ferrar, mas pelo menos eu não precisei sair da caverna, nenhum de nós precisou.
Pensamos que depois de meu avô cuidar de tudo e sair dali, para o meu alívio, Leah continuaria no rastro de Seth, mas pra nossa surpresa ela acompanhou Emily como se fossem amigas inseparáveis há anos.
"Então o que faremos agora, logo precisaremos comer e tudo mais, qual será o nosso próximo passo insano meninas rsrsss!"
Seth assumiu a liderança com um tonzinho de humor.
"Você acha graça porque não é a sua bunda que está na mira de oito vampiros irritados."
Lígia cruzou os braços como uma menina mimada e sentou se em uma pedra chata que de tão grande parecia uma mesa.
"Vocês eu não sei, mas pra casa eu não volto, não depois do que aconteceu."
Seth rosnou sem perceber, era como um instinto protetor, mas nós precisamos saber o que houve primeiro antes de julgar os pais da garota, quem de nós nunca exagerou por causa de uma surra ou castigo, bem aqui estou eu totalmente ferrada pelo mesmo motivo.
Antes que Seth ficasse, macho demais, eu peguei no braço dele com carinho, como minha avó faz pra pedir calma ao vovô quando alguém apronta uma lá em casa, e então perguntei a ela com uma vos serena tentando acalmar o ambiente.
"O que aconteceu exatamente Lígia? Você pode compartilhar conosco."
Ela deu um olhar cético pra nós do tipo: 'Quem no mundo compartilha uma surra?'
Eu me sentei do lado dela e comecei a contar o que meu pai fez comigo, principalmente as partes mais constrangedoras pra deixa-la à vontade.
Seth sentou-se entre nós duas, e contou a sua experiência também, enquanto aproveitávamos o enorme espaço da pedra pra deitarmos no colo dele.
E bem ali, cada uma deitada em uma das coxas dele, nasceu uma amizade que nunca extira antes, ela começou a contar pra nós com detalhes o que aconteceu quando meus avós deixaram a casa dos Uly.
FLASH BACK
POV Lígia
Meu pai mandou minha irmã subir ou ele bateria nela na frente das visitas, eu já estava chorando então ele brigou comigo me mando parar, mas foi aí que chorei ainda mais, eu nem cosegui responder direito a pergunta que ele me tinha feito.
"E-u di-i-sse que elas es-tavam mo-ortas."
A decepção nos olhos deles foi o que mais doeu e está doendo até agora.
Eu pedi desculpas, a ele, a todos, o Dr. Cullen me fez um baita discurso de repreensão, me fez enxergar o quão eu passara dos limites e o quanto minha irmã e eu merecíamos mesmo apanhar.
Meu pai garantiu a ele que teríamos o que merecíamos, meu pai tinha prometido bater na minha irmã de cinto porque ela gritou com ele, mas foi pra me defender que ela o fizera então eu implorei segurando o cinto na mão dele.
"Papai por favor, não bate nela de cinto não."
Mas ele foi firme como pedra.
"Eu avisei, eu disse que queria a verdade, avise qual seria a conseqüência do contrário, ela foi desrespeitosa e ainda por cima gritou comigo."
Eu ainda tentei argumentar.
"Mas ela só gritou por que queria me proteger."
Ele tirou o cinto da minha mão co cuidado e me explicou com as mãos no meu rosto.
"Você também está tentando protegê-la agora, e nem por isso está gritando comigo, cada um tem o que merece, as meninas Cullen terão, Leah terá, e pode ter certeza que cada uma de vocês também, agora eu quero que vá para seu quarto e me espere no canto até que eu termine com sua irmã, e considere-se de castigo dentro dele até segunda ordem."
Eu subi a escada devagar, minhas pernas tremendo não ajudavam em nada minha velocidade.
Eu estava com medo, eu nunca apanhara dele, era sempre minha mãe que batia, depois que eu me tornei um lobo, ela percebeu que não faria mais sentido já que não sentiríamos mais, mas meu pai não assumiu esse papel, isso fez com que nos sentíssemos adultas, já não eramos mais crianças, eramos parte da matilha, duas moças de 15 anos, uma casa com 4 adultos defensores da tribo.
Então começamos a gir por conta própria, a falar como queríamos e fazer o que queríamos, chegar quando queríamos.
Eles reclamavam e tudo mais, mas não tinha nada a ver com rebeldia, era só uma questão de diferença de pensamentos, eu comecei a questionar dentro de mim a adoção, talvez o fator biológico estivesse interferindo na harmonia da família.
Eles então vieram com a novidade, Emily estava esperando um bebê, então tudo se fez claro, eles não precisavam mais de nós pra completar sua felicidade, agora eles tinham uma criança, o que nós tínhamos deixado de ser.
Pelo menos era o que eu pensava até o acontecido da festa.
Começamos a andar com Leah, a amargura dela combinava com a nossa, excluída pela felicidade de Emily e Sam, e metamorfo numa matilha de homens, pra nós era ainda pior, a nossa matilha tinha muito mais homens do que a do Jake.
Ela e nós, começamos a dividir tudo que possível, eu não concordava com a maioria das coisas amargas que ela dizia, mas Navih sempre acabava me convencendo no final.
Aos poucos eu pude ver no meu espelho minha imagem sumir.
Quem eu era? Filha ou sobrinha de Emilly e Sam Uly? Uma criança, uma pessoa adulta? Um lobo, um ser humano? Eu mesma ou uma cópia da Navih? Que por sua vez estava se tornando uma cópia de Leah. E Leah? Não era só um resto do que a vida deixara?
Era um turbilhão dentro de mim, quando vi, eu já estava envolvida numa briga de vampiras e lobas.
Mas ao sentar na minha cama com o estômago revirando por medo de umas palmadas, eu pude ver quem eu era.
Uma criança, boba que traíra sua própria bondade para se juntar à pessoas que definitivamente não tinha nada a ver ela, isso mesmo, embora tivesse os traços faciais idênticos aos de Navih, eu não era ela e definitivamente eu não era uma cópia de Leah, mas uma coisa estava evidente, as borboletas no meu estomago me diziam claramente, eu era filha de Sam.
SHLAP!* HUMMmm
Eu nem percebi que já estava na porta com a mão na maçaneta, mas aquela cintada doera em mim, Navih pode ter um temperamento difícil e tudo, mas é minha irmã, minha irmã gêmea e temos uma ligação que ninguém nunca vai entender.
Eu tentei ignorar pois ela nem tinha gritado na primeira, só gemido, mas eu sabia que tinha doido, do contrário ela não o teria feito, o que me leva a chorar normalmente leva Navih à gemidos, e que me leva a gemer, normalmente nem meche com ela.
Com a testa na porta tentando impedir a minha mão de girar a maçaneta, eu ouvi a segunda cintada acompanhada de um um gemido ainda menos audível.
SHLAP!* mmmm
SHLAP!* AAAAAAAAAAiiiiiii
Mas quando veio o terceiro e ela finalmente gritou, eu sai de mim, quando eu menos percebi estava entre eles.
Eu tentei me segurar mas era infinitamente mais forte do que eu.
"PAAARAAA!"
Ele congelou com o meu grito, eu nunca gritara com ele na minha vida, acho que nem eu sabia como meu grito podia ser forte e bravo, pode ser coisa da metamorfose, ou anos de boa menina reservados para um só ato de rebeldia.
Ele respirou tão fundo que vi seu peito subir e descer.
"Lígia saia da frente..."
Ele disse tentando parecer calmo, mas sua voz era baixa demais pra conter calmaria, estava mais pra perigo.
Eu não sei o que deu em mim, mas eu não ia deixar ele encostar na minha irmã com aquele troço outra vez.
SHLAP!* AAAAAAAAAAAA
Ele me bateu sem avisar, eu gritei mas não me movi.
Então foi a vez de Navih partir em minha defesa, quando ele segurou o meu braço girando meu corpo pra acertar a minha bunda.
SHLAP!* AAAAAAAAAAAAiiiiiiiii
"SOLTA ELA!"
Minha irmã segurou o cinto, mas não adiantou ele era forte e pegou a mão dela abrindo com facilidade.
"Escute aqui..."
Ele disse irritado segurando o meu braço e o dela como se fossemos duas bonecas fáceis de se manipular e nos jogou sentadas na cama de Navih.
"Vocês sabem muito bem porque estão apanhando, sabem que merecem, e não vão me convencer fazendo escândalo."
Ele pegou o braço dela sem me mandar sair e começou a bater.
SHLAP!* SHLAP!* SHLAP!* SHLAP!* hummmm
Ela só gemia tentando não e despertar, mas de nada adiantou, quando eu vi já estava entrando no meio de novo.
Ela agarrou meu braços e me jogou de volta na cama.
"SAI FORA GAROTA! NÃO QUERO SUA AJUDA!"
"Eu já falei que eu não quero gritos!"
SHLAP!* SHLAP!* SHLAP!* SHLAP!*AAAAAAAAAAAA
Ele começou a bater nela ainda mais, até ela começar a chorar e espernear.
SHLAP!* AAAAaaaaaa
SHLAP!* PaaaaRAAaaa
SHLAP!* CHEEeeeeegaaaaa
SHLAP!* SHLAP!* AAAAAAARRAAaaaaaaiii!
Eu chorava como se estivesse apanhando também, e meu coração sangrou pelo grito que ela me dera.
Eu não sabia quantas cintadas eu ainda podia suportar assisti a elas quando ela finalmente cedeu.
SHLAP!*Descuuuuuupaa!
SHLAP!*Descuuupaaaaaaaa!
"Você Nunca Mais vai fazer ISso, está me ouvindo Navih!? OU eu juro por Deus que ArrANCo a sua pele!"
Ela deitou na cama com a cara no travesseiro e continuou chorando, ao que parecia ser um choro de raiva, mas ele agarrou o braço dela e a colocou no canto igual a Emily fazia antes depois de dar umas palmadas na gente.
"Agora você vem comigo."
Ele me pegou pela cintura e me ergueu com um braço só e me levou pro meu quarto.
Ele abriu a porta com apenas uma das mão e não me pois no chão.
Pensei que eu ia levar uma baita surra de cinto igual a minha irmã, mas ao invés disso eu passei algo muito pior, a maior vergonha da minha vida.
Ele sentou-se na minha cama me deitando de bruços no colo dele como se eu fosse um menininha de 4 anos, e tirou minha calça todinha me deixando de bumbum de fora.
Eu já sou uma mocinha, ele já não me dá banho há dez anos, eu não podia acreditar que estava pelada no colo dele.
Eu quase morri de vergonha, era só mais uma prova de que eu não passava de uma criança, se ele me não via problemas nisso, era porque eu era só um bebê pra ele.
PAFT!* AAAAAAAAAAaaaa
Ele encheu a mão num tapa.
Isso é pra você aprender PAFT!* AAAAAAIiaiiiaiiii
A não interferir PAFT!* AAAAAAAAAaaaaaaaaaaa
e obedecer PAFT!*AAAAAAiiiiêeeeeeeeeee
eu podia ser grande mas as palmadas tinham o mesmo efeito de quando eu era criança, e ainda pior agora que além de doer era constrangedor.
Eu só conseguia pensar nos meus amigos da minha idade, provavelmente não levavam palmadas como eu, ainda mais com o bumbum de fora no colo do papai, se alguém soubesse eu nunca iria sair de dentro daquela casa.
Meus pensamentos atraíram aquilo, só pode ser.
Escutei vozes de amigos meus na porta da sala, eu tinha esquecido que tínhamos combinado de ver um filme depois da festa menina Cullen.
"Não é uma boa hora crianças."
Escutei a voz da minha mãe entregando que eu estava encrencada, pra um bom entendedor meia palavra basta, eu contei com o bom senso do meu pai de esperar eles saírem, meus amigos e eu odiamos sermos chamados de crianças como minha mãe acabara de fazer, agora imagina a sena, quem no mundo não conhece o som de uma palmada?
"Papai, por favooor, meus ami-"
PAFT!* PAFT!* PAFT!* mmm
Eu segurei o máximo que pude pra que eles não me ouvissem gritar mas ele percebeu e almentou a intencidade da palmada.
PAFT!*** PAFT!***** AAAAAAAAAArraaaaaiiiiêeeee
Como se não fosse o suficiente meus gritos ecoando pela casa ele me começou um sermão.
"Agora você tá com vergonha!? PAFT!*****
"Na hora de caçar briga no meio de uma festa você não pensou na vergonha né?" PAFT!**** AAAAAAAAAAA
PAFT!****AAAAAAAiiêeeeee
PAFT!**** RRAaaaaaaaaaaiiiiiii PARAAAAA!
PAFT!**** Descuuuuuuuulpaaaaaaa
PAFT!**** AAAAAAAiaiaiiiaaaiii
PAFT!**** Descuuuuuupaaa
PAFT!***** Eu promeeeto nãoooo fazer maaaaais!
Eu já estava implorando e ele continuava, mas quando eu já estava contraindo meus músculo à espera de outra palmada, eu senti minha calcinha cobrindo meu trazeiro ardendo em chamas.
Eu sei que acabara de reclamar a vergonha, mas naquele momento eu desejei ficar nua mesmo, quanto mais vergonha eu podia sentir? A calça graças a Deus era de moletom eu já tinha tomado banho e posto o pijama, quando os Cullen chegaram.
Ele quis me dar um abraço quando me colocou de pé na frente dele, mas a raiva pelo que ele me fez passar ao alcance dos ouvidos dos meus amigos foi muito maior do que a dor palmada, eu não podia perdoar.
O abraço então não foi nenhum um pouco recíproco, nem mesmo o discurso de filha eu quero o melhor pra você e eu te amo, tirou de mim a revolta.
Ele saiu chateado e ferido do quarto, não estava acostumado com um comportamento assim vindo de mim, de Navih talvez mas não de mim.
Eu deitei de bruços e chorei de raiva e vergonha, isso somado à mágoa pelo comportamento da minha irmã.
Passou toda cerimonia de despedida do chefe Black e da benção espiritual da Sr. Clearwater, mas tudo que eu podia sentir era vergonha e mágoa pelo que aconteceu.
Eu resolvi então que ali não era mais o meu lugar, Emily e minha irmã não precisam mais de mim e meu p- Sam, não vou nem começar a listar os motivos.
Eu passei nas pontas do meu pé pela porta de Navih, escutei ele consolando ela e fazendo o discurso pós surra de quase todos os pais.
Sai pela janela da sala com minhas habilidades de lobo e rumei para a floresta, depois de horas chorando encontrei uma caverna escondida e entrei, mas ainda tinha muita coisa para por pra fora, e ali onde ninguém podia me ouvir eu gritei até perder as forças, eu só queria encontrar o meu lugar no mundo e ao invés disso eu só me deslocava ainda mais.
Fim do flash back
POV Nessie
Eu não sabia se ela sentia mesmo confiança pra se abrir daquela forma, se fora uma daquelas competições de quem conta a história mais massa, ou se era por ter um imprimit com Seth e confiasse nele suas inseguranças.
A verdade é que ela parecia ser honesta, eu fiquei com pena, meu avô e meu pai nunca bateu em nós na presença de ninguém, as vezes o tio Emmett conta uma vez de uma cintada na delegacia, umas chinelas na frente do Grande chefe, mas nada totalmente exposto assim.
Isso me lembrou da lendária ameaça que meu avô fizera muito antes até mesmo de meu pai conhecer a minha mãe e eu se quer sonhava existir, o meu avô prometeu que o próximo que fugisse de casa ele ia atrás e ia levar uma surra lá mesmo, não importava onde estivesse ou com quem.
Mas essa foi uma promessa feita aos seus filhos, eu era sua neta, além do mais eu já fugira de casa uma vez, foi assim que eu inaugurei o meu cinto da disciplina.
Na verdade o que me preocupava mesmo era o fato de que os vampiros a solta devia estar fazendo com a cabeça deles, minha vó Esme e a minha mãe devem ter criado milhões de tragédias até agora.
"Acho que estamos nos enganando, vamos acabar dormindo de bunda quente nas nossas próprias camas ainda hoje."
Lígia levantou-se e olhou para os olhos de Seth, eu que não ia ficar no meio pulei pra longe em um salto e dali vi a maior sandice de todas sendo posta em questão.
"E se nós fossemos embora da reserva? Poderíamos nos casar logo, a gente não vai passar da idade de 15 mesmo..."
Ela disse toda empolgada e ele teve uma ideia ainda mais absurda.
"Ou poderíamos desistir da metamorfose, arranjar um emprego, em três anos teríamos construído nossa vida juntos e nos casaríamos, então a gente volta."
"Ououou!...Vamos com calma galerinha, eu sei que o lance do imprimit é sério, mas não precisamos ser radicais, não vai levar se quer dois dias pra que sintam falta da suas vidas e suas famílias, além do mais a reserva precisa de vocês."
Seth olhou pra mim cheio de razão.
"Precisa de nós? Jacob está de partida, teremos que voltar para a matilha do Sam, que já está cheia de lobos maiores e mais velhos."
"Vocês não estão pensando direit-"
"Renesmee Carlie Swan Cullen! Saia dessa caverna agora mesmo!"
Eu gelei dos pés à cabeça, era voz do meu avô, ele parecia irritado.
Não havia pra onde correr ou fugir.
"Eles vão me matar..."
Eu disse, os olhos cheios d'água com os lábios tremendo tanto quanto as minhas pernas.
Seth foi na frente eu vi por sima dos ombros dele, meus pais e os meus avós.
O quadro estava estranho, meus pais pareciam contidos mais atrás, meu avô estava nitidamente à frente, e minha avó tinha aquela postura de quem está a postos pra impedir qualquer coisa.
Eu conhecia bem, quando o tio Emm apronta alguma e meu avô vai falar com ele, ela sempre fica daquele jeito.
Era estranho e tudo que é estranho dá medo, eu nunca tive medo do meu avô, só do meu pai, mas então tive uma epifania, eu tinha meu avô pra deter o meu pai irritado, mas quem poderia deter o meu avô se eu realmente irritasse.
Bom, estava na hora de eu descobrir, porque ele nunca olhara pra mim daquele jeito, minha mãe e meu pai pareciam tão abalados emocionalmente, acho que foi o que fiz com eles é que deve ter tirado meu avô do sério.
Eu pensei que todo o teatro infantil de correr esconder fazer um pampeiro fosse adequado, mas algo estranho aconteceu quando eu corri de volta pra dentro, ninguém veio atrás de mim, apenas a vos calma e perigosa do meu avô, do modo que eu nunca ouvira antes.
"Renesmee estou esperando, assim que acabar o seu teatro podemos ir."
Eu pensei que fosse fazer xixi de novo, eu não podia ignorar o fato de que ele estava me tratando como uma menina mais velha, a Renesme neném do vovô seria pega na marra esperneando e seria jogada nos ombros dele.
Eu não estava pronta pra ser essa Renesmee mais velha que caminha para a punição com suas próprias pernas.
Mas eu também não queria levá-lo além do que ele já estava, se é que ele realmente podia ir.
Quando saí os braços musculosos dele estavam cruzados sobre o seu peito largo e minha avó mantinha uma mão no seu cotovelo e a outra acariciando o seu ombro pedindo calma em silêncio.
PAFT!*
Ele agarrou meu braço e me deu uma palmada na frente dos meus amigos, eu não gritei, mas as lágrimas de vergonha escorreram no meu rosto.
"Edward e Bella, levem Seth e Lígia pra casa, Sua mãe eu temos uma conversa séria pra ter com a Renesmee."
Ele continuou agarrado no meu braço acima do cotovelo e em silêncio me levou pra casa.
Quando eu voltei não ouvi ninguém na casa além da minha tia Rose lendo "Ovos verdes com presunto" no andar de cima, e o aparelho que media os batimentos cardíacos do meu primo Ben...o novo neném da família.
Continua...
Não falta muito pro final, prometo não demorar demais.
