Enquanto isso na cidade Central estava tudo andando calmamente na vida de Violet, ela dava aulas durante a tarde e ficava com o filho nas manhãs e noites. Certa manhã, enquanto caminhava calmamente no parque com Simon no carrinho, ela observava as nuvens e lembrava-se de épocas passadas, decidiu então sentar-se próximo ao lago.

Enquanto estava distraída lendo um romance, ela havia se esquecido de travar as rodas do carrinho de Simon e este começou a andar sem que ela percebesse e assim que percebeu o carrinho já estava prestes a cair no lago com o seu filho dentro do mesmo.

Ela começou a gritar e a correr para tentar pegar o carrinho, mas um jovem rapaz que estava próximo segurou o carrinho a poucos centímetros que ele caísse no lago. O homem vendo que o bebê chorava, pegou-o no colo e Violet se aproximou dele.

- Meu filho! Ele está bem? – ela estava desesperada e o homem entregou Simon nos braços de Violet.

- Me parece que ele está bem, foi só um susto, mas tente tomar mais cuidado com ele Senhora.

- Muito obrigada por salva-lo, ele é o que eu tenho de mais valioso na minha vida.

- É realmente intrigante ver uma mulher tão nova que já é mãe, seu marido deve ser um homem de muita sorte.

Ela sorriu – Eu não sou casada, o pai do meu filho mora no leste e está casado com outra mulher.

- Nossa, me desculpe então tocar neste assunto.

- Que nada, não se preocupe, eu já me acostumei com isso.

- Posso saber o nome de tão bela moça e de seu filho?

- Meu nome é Violet Elric e meu filho chama-se Simon.

- Simon Elric, eu presumo.

- Não, Simon Mustang.

- Mas este sobrenome não é do poderosíssimo Führer de Amestris?

- É. O Führer é o avô do meu filho.

- Caramba, eu estou surpreso.

- E como se chama o grande salvador da vida do meu filho?

- Tom Yao, príncipe de Xing e no momento pesquisador e educador de artes corporais.

- Nossa, eu nunca pensei que um príncipe salvaria o meu filho.

- Você tem uma aparência muito familiar para mim, me parece que você foi nascida em Xerxes, mas infelizmente esta nação foi destruída há décadas.

- Meu avô era de Xerxes, e me dizem por aí que eu sou muito parecida com meu pai, que é quase uma cópia idêntica dele.

- Bom, eu também posso dizer que me pareço muito com meu pai, mas para a infelicidade dele eu sou como a minha mãe.

- Se não me engano, o rei de Xing é o Senhor Ling Yao, não é?

- Isso mesmo, ele é meu pai e minha mãe chama-se Lan Fan.

- Meu pai o conhece, disse que ele era por muitas vezes irritante e folgado, sem ofensas.

- E como se chama o seu pai?

- Edward Elric, o alquimista de aço.

- Meu pai já me disse muito sobre ele, disse que conviveu com ele durante boa parte de sua estadia quando saiu de Xing a procura da pedra filosofal.

- Me parece que temos muito em comum.

- Concordo plenamente.

- Me acompanha para o almoço? Você é o meu convidado.

- Como negar o pedido de uma mulher tão bela? Eu aceito sim Senhorita Violet.

- Se você parar de me chamar de Senhorita e me chamar só pelo meu nome eu já ficarei muito honrada.

- Como quiser.

Violet foi caminhando junto ao seu mais novo amigo até a sua casa, eles conversaram bastante até chegar a casa dela e entrarem para almoçar. A cada minuto que se passava Violet via quantas coisas tinha em comum com Tom e que nenhum homem jamais a tratou daquela maneira, nem mesmo Richard em seus melhores dias.

Quando entraram, foram para a mesa que estava devidamente arrumada e com Winry, Ed, Gregori e Alice sentados na mesma.

- Oi gente, voltamos.

- E me parece que trouxe companhia querida.

- Este aqui é o Tom, ele salvou o Simon de cair no lago e eu o convidei para almoçar conosco, tem algum problema?

- Nenhum Violet – disse Winry se levantando – Eu vou buscar mais um prato e depois quero saber direitinho desta história de salvamento do Simon.

- Sim Senhora e Greg... O que você está fazendo aqui?

- Vim dizer a todos que eu a Alice vamos nos mudar no fim de semana para o leste e que eu vou abrir mais uma loja em nome dos Rockbell.

- Você também vai para o leste?

- E qual o problema? O trabalho da Alice é por lá e também o Richard vai me ajudar a divulgar a loja, ele é bem popular por lá.

- Disso eu sei, não precisa nem me dizer.

- Vou sentir falta desse seu sarcasmo maninha.

- E eu da sua presença incomoda.

- Deixe de frescura, e vá nos visitar quando puder e quando meu filho nascer.

- Está certo.

- E o que seu amigo faz? Ele está muito quieto desde que chegou.

- Eu sou o príncipe de Xing e pesquisador.

- ESPERA AÍ! – Ed salta da cadeira – Então quer dizer que você é filho do Ling?

- Isso mesmo.

- Seu pai me deve dinheiro há anos, ele é um folgado, preguiçoso...

- Pai! – Violet o interrompe – Esqueceu que este é o filho dele, é indelicado falar estas coisas.

- Mas é verdade minha filha.

- Tudo bem Violet, eu conheço muito bem o meu pai e sei que ele é assim mesmo e às vezes pior, mas ele melhorou muito desde que se casou com a minha mãe.

- E quem é ela? Não me vai dizer que é a Lan Fan...

- Mas é ela mesma.

- Caramba esse Ling não dava um ponto sem nó, certa época eu via a troca de olhares e a preocupação excessiva que um tinha pelo outro, mas não sabia que ele era tão rápido assim.

Ele apenas riu do comentário feito por Ed. O almoço se passou tranqüilo e depois dele, Tom acompanhou Violet até a escola, onde ele havia se voluntariado para ensinar educação física durante o período até a escola contratar um novo professor.

Votando ao leste...

Richard dirigia feito um louco para chegar o mais rápido até sua casa com Simone e assim que chegou, ele estacionou o carro na garagem e os dois entraram na grande casa, Nicolas assim que viu os pais entrando pela porta correu na direção deles e pulou no colo do pai.

- Papai!

- E aí garotão? Comportou-se direitinho hoje?

- Sim, eu fiquei brincando com as meninas da tia Belle e ela me disse que semana que vem eu vou para a escolinha, é verdade?

- Pergunte para a sua mãe, eu não sei de nada.

- Mamãe eu vou para a escolinha?

- Vai sim meu amor, e vai brincar com todas as crianças e aprender várias coisas novas por lá.

- E vai encontrar várias garotinhas bonitinhas também. – Richard disse cínico.

- Richard! Isso é coisa para dizer para o seu filho?

- É sim meu amor, ele tem que aprender cedo.

- Mamãe, papai, vocês estão namorando?

- Como assim filho?

- A tia Rachel disse que quando duas pessoas se gostam elas começam a namorar, então vocês estão namorando?

- Filho, eu e a sua mãe não estamos mais namorando – ele passa um dos braços em volta da cintura dela – Quando duas pessoas se gostam muito e o namoro não é suficiente elas se casam, e eu e sua mãe nos casamos por causa disso.

- É serio?

- É.

- Então a mamãe já pode voltar a dormir no seu quarto e eu ficar sozinho no meu?

- Você está me expulsando Nicolas?

- Não mamãe, mas é que azul não combina com cor de quarto de menina e o que vão pensar de mim quando eu for para a escolinha e disser que a minha mãe dorme junto comigo? As garotas vão fugir ou pelo menos rir de mim.

- Fica tranqüilo filho, a mamãe vai começar a dormir hoje comigo.

- Richard!

- Que foi? A cama é grande e espaçosa, e o melhor de tudo é que você ganha inteiramente de graça Richard Mustang como seu bichinho de pelúcia para abraçar e fazer outras coisas enquanto dorme.

- Fica quietinho, pois tem criança ouvindo – ela aponta para o filho.

- Então vamos logo jantar, mas antes vamos para o banho.

- Ainda vai querer sair para jantar?

- É lógico! E eu vou perder a oportunidade de te ver com aqueles vestidos... – ele lembra-se do filho – deixa para lá.

- Hum...

Simone sobe para o quarto e depois vai para o banheiro tomar banho, enquanto Richard fica um pouco com o filho e a irmã. Depois de pouco tempo Richard também vai para o seu banho e se arruma, ele desce para a sala e fica a espera de Simone que ainda não terminou de se arrumar a mais de uma hora.

- Querida! É para hoje ou está difícil? Eu estou com fome.

- Calma, Richard! Já estou indo, só me falta colocar os sapatos e já desço. – ela gritava do andar superior.

- Você me disse que já estava vindo há uns 20 minutos.

- Estou pronta! – Ela aparece nas escadas e sorri para ele – Como estou?

- Maravilhosa – disse ele quase babando – Vamos?

- Como quiser.

- Rachel cuide do Nicolas e coloque-o para dormir cedo e nada de ficar até tarde com aquele idiota que você chama de namorado até tarde no telefone.

- Sim senhor.

Finalmente eles saíram para jantar e Richard a levou em um excelente restaurante italiano, depois do jantar e de vários olhares de cobiça para cima do casal, eles foram embora. Dentro do carro Richard passou um de seus braços pelo banco com o intuito de abraçar a esposa, que logo lhe correspondeu, enquanto dirigia com a outra mão.

- Richard, este não é o caminho para casa.

- Eu sei.

- Para onde vamos?

- Não posso nem te fazer uma surpresa?

- Pode, mas não quero deixar o Nich muito tempo sozinho e...

- Shiiiii... Aproveite este momento comigo e não se preocupe com nada, em casa não poderíamos fazer barulho, mas conheço outro lugar em que vamos poder...

- Eu já te disse que não vou para um motel com você.

- E por que não?

- Para um motel você leva qualquer uma e eu sou a SUA ESPOSA e mereço mais respeito, o que vão pensar? Que não temos uma cama em casa ou que saímos para resolver nossos problemas domésticos e nos reconciliar em fronhas que não sejam as nossas?

- Então por que não disse que aceitaria de boa dormir junto comigo em casa?

- Você sabe muito bem, é a Violet e não vou discutir sobre isso, eu não gosto.

- Eu não sinto mais nada por ela e como você mesma disse, você é minha esposa e merece respeito e ainda acho que também merece amor, carinho, compreensão, sexo, prazer, êxtase...

- Chega! Eu já entendi.

- Finalmente entendeu que eu te amo, e que eu estava quase desenhando em uma lousa para você entender.

- Para de brincar com assunto sério.

- Só se você ficar comigo esta noite. – ele disse olhando-a intensamente e quase se distraindo da rua.

Ela sorriu maliciosa – Se eu ficar com você esta noite, o que eu ganho em troca?

- Ganha o direito a um casamento no religioso como você sempre quis e nós nunca tivemos, com direito a tudo que você gosta, desde bebidas, vestido, convidados até Richard Mustang a seu inteiro dispor na noite de núpcias e pelo resto de sua vida.

- Vou ter direito de um marido sóbrio na noite de núpcias?

- Aí você já está querendo demais, não posso te prometer nenhum milagre.

Eles riram e por fim ela sorriu meigamente para Richard e apoiou a sua cabeça no ombro dele, enquanto olhava para o trajeto do veículo.

- Eu aceito.

Richard apenas sorriu sem olhá-la e deu meia volta no veículo, já que não poderia mais ir para o motel como ele queria. Enquanto dirigia ele lembrou-se da cachoeira e de que havia prometido leva-la lá novamente, então continuou o caminho até a tal.

Chegando próximo à cachoeira Simone reconheceu muito bem o caminho e sorriu internamente por ele ter levado-a até lá. Ambos desceram do carro e foram até as margens da cachoeira e Simone se deslumbrou por estar tudo do mesmo jeito de que ela se lembrava.

- Está tudo do esmo jeitinho de que lembro.

- Assim como você, este lugar continua lindo.

- Vamos vir qualquer dia aqui com o Nich? Ele adoraria conhecer este lugar.

- Vamos sim, mas aí eu quero te ver dar um daqueles belos mergulhos e com direito a biquíni fio-dental só para o maridão aqui.

- Pode deixar convencido.

- Não quer entrar agora? Eu aceito uma performance sua nua mesmo.

- Deixa de ser descarado, eu sei que você não gosta muito da água e não teria graça nenhuma fazer uma performance sem você ao meu lado.

- Olha que eu topo...

- Vamos para casa, está ficando frio - disse segurando os braços – eu tenho certeza de que amanhã será um grande dia e precisamos descansar.

Ele aproxima-se dela e passa o seu braço ao redor dos ombros dela – Fique calma que eu vou te esquentar e o que a gente tem de tão importante amanhã?

- Esqueceu-se de que vamos para a Central?

- É mesmo, tenho que ver o Simon e levar algumas informações para o meu pai... Você vai comigo!

- E como eu não iria? Sou seu braço direito no quartel e em casa.

- Que bom.

Eles voltaram para o carro e desta vez foram para casa, assim que chegaram foram imediatamente para o quarto de Richard, que de agora em diante também iria ser dividido com Simone e que ele fazia o maior gosto disso.

Ele jogou as roupas que estava usando em um canto qualquer e colocou apenas uma bermuda para dormir enquanto Simone estava no banheiro se trocando. Quando ela saiu Richard ficou besta ao ver ela tão bonita em uma camisola vermelha de rendas e indo a sua direção e sentando-se na cama ao lado dele.

Assim que se aproximou dele, ela notou que ele estava com um olhar um tanto estranho e esticou o seu braço pra tocar-lhe o rosto, mas Richard foi mais rápido e puxou o braço dela, fazendo-a aproximar-se bruscamente dele e lhe beijou com desejo, como um leão que acaba de fisgar a sua presa.

Depois de se separarem ela olha-o intrigada, mas com um sorriso no rosto e ele lhe retribui o sorriso.

- Você estava usando esta camisola toda à noite ou é só hoje por que vai dormir comigo?

- Deixe de ser convencido Richard, eu estava usando essa camisola todos os dias para dormir.

- Temos um filho com muita sorte então.

- Posso saber o por quê?

- Ele te viu assim todas as noites.

Ela sorriu entes que ele a beijasse novamente. Richard a puxou aos poucos para mais perto dele e de suas carícias incessantes e Simone não conseguia mais resistir ao toque do homem que tanto amara e que estava diante dela naquele instante.

Aos poucos se podia ver a camisola dela juntamente com a bermuda de Richard, assim também como as peças intimas de ambos no chão do quarto. Ele a possuía como se não houvesse o amanhã para ambos e como se pudesse perdê-la a qualquer momento novamente.

Os dois se amaram durante incessantes horas e depois caíram exaustos um sobre o outro na cama e adormeceram até a manhã seguinte e sendo acordados pelo despertador as 6:30 da manhã.

- Rich... Acorda – Simone dizia com a voz mole e tentando alcançar o despertador.

- Ah eu não estou com vontade de levantar e pelo que vejo você também não.

- Acorda vai... A gente tem que ir para a central hoje.

- Só depois de cinco minutos que você alcançar o despertador.

Ela pega o despertador e desliga-o – Levante logo, eu já desliguei o despertador e precisamos ir.

- Deita aqui comigo, a Central não vai fugir se pegarmos o trem em outro horário.

- Pode até não fugir, mas vai te causar sérios danos... Como um tiro da sua mãe.

- Você venceu, eu levanto!

- Ainda bem.

- Mas onde está o meu beijo de bom dia?

Ela sorriu e aproximou-se dele e beijando-o, ela não resistia aquele jeito de menino pidão que Richard fazia às vezes. Ambos levantaram-se e foram se arrumar e depois foram tomar café junto com Rachel e Nicolas que já estavam há bastante tempo acordados.

- Demoraram a descer hoje – Rachel disse um pouco irritada por esperar os dois.

- Tivemos uma noite bastante cansativa e tivemos preguiça ao acordar, por isso à demora irmãzinha.

- Temos que pegar o trem daqui a vinte minutos.

- Calma, nós chegaremos a tempo.

- Depois deste trem vai ter outro só às duas da tarde, já informaram no jornal esta semana.

- E por que você não me avisou? – disse ele se alterando e entrando em desespero – Vamos logo todo mundo para o carro.

- Achei que não estivesse com pressa.

- Engraçadinha, vamos ver se tem tanto humor perto do papai.

- Sem graça.

Eles saíram correndo para o carro e foram para a estação, Richard dirigia como se estivesse acontecendo o apocalipse ou Riza com uma metralhadora na mão o estivesse seguindo e ele precisasse fugir para garantir a sua vida.

Por sorte eles chegaram quase na hora do trem partir e conseguiram embarcar, o resto da viagem foi tranqüila e sem acontecimentos inesperados. Richard estava sentado ao lado de Simone e Rachel estava sentada a sua frente com Nicolas na mesma cabine.

Ao chegarem a Central, eles são recebidos por um dos subordinados do Führer para buscá-los e leva-los até a sua casa. Durante o percurso Richard olhava pela janela e avistou Violet sorrindo e conversando com um homem ao seu lado e que parecia muito familiar para ele.

Violet estava caminhando para a escola junto com Tom, eles haviam se tornado bastante íntimos em apenas uma semana. Ele começou a trabalhar na escola em que Violet lecionava como professor de educação física e de história.

Eles se viam antes, durante e depois das aulas e sempre com sorrisos gigantescos nas faces, mesmo que o dia tenha sido exaustivo e estressante com os alunos. Ambos não deixavam transparecer nada um para o outro, podia-se dizer que já eram confidentes.

Certo dia, durante a hora do almoço Violet foi caminhar com Tom no parque e conversar um pouco e nem notou que Richard a vira ali. Ela e Tom estavam conversando sobre o rumo que a vida de ambos tomou e de como foi bom encontrarem um ao outro neste momento.

- Violet, eu posso te pedir algo? Eu sei que ainda é muito cedo, mas...

- Calma Tom, eu não mordo e nem arranco pedaço e você sabe que pode me pedir o que você quiser.

- Você sabe que eu gosto muito de você e... – ele respira fundo – Isso realmente não faz o meu gênero, mas por você é uma boa causa tentar.

- Diz logo, você já está me deixando curiosa.

- Quer namorar comigo?

- Mas é claro que quero e você até demorou a me pedir isto.

- Eu iria te pedir em casamento, mas como nós somos azarados neste assunto eu achei melhor te pedir em namoro mesmo.

- Se você me pedisse para fugir com você para Xing eu também o faria e sem pensar duas vezes. – ela se aproxima dele e passa seus braços para o pescoço dele.

- Até mesmo se eu te pedisse para ser minha agora, você aceitaria?

- É só dizer onde, com você eu sinto algo que jamais senti com alguém e quero viver isso ao máximo possível.

- Eu também minha flor – disse selando-lhe os lábios.

Os dois se beijaram por mais algum tempo até que o horário de ir trabalhar chegasse e ambos tivessem de ir para a escola, mas sabiam que no intervalo eles conseguiriam uma oportunidade.

Enquanto isso, na casa dos Mustang, Richard olhava algumas fotos perto da lareira e lembrasse dos momentos de infância que viveu naquela cidade. Simone se aproximou dele e abraçou-o fazendo se desvencilhar do porta-retratos.

- Lembrando-se do passado?

- É... Estava vendo algumas fotos de quando eu e meus irmãos éramos pequenos e fazíamos uma bagunça enorme nesta casa.

- Conhecendo você do jeito que eu conheço, tenho certeza de que era uma GRANDE bagunça.

- Nem tanto.

- O Nich se parece muito com você.

- Fazer o que não é? Ter esse charme e beleza toda não é para qualquer um...

- Convencido.

Ele a beija rapidamente – Mas foi com este convencido que você se casou.

- Só no civil.

- O religioso fica por sua conta, eu não vou me envolver nisso a não ser pela adega.

- Sem exageros Richard.

- Ok.

- Estou falando sério, não quero um noivo bêbado no altar.

- Eu jamais faria isso, até por que eu já estaria embriagado só de olhar para a sua beleza.

- Não tente me ganhar com elogios.

- Eu não estou tentando, estou conseguindo.

- Richard!

- Simone!

Ela sorriu – Me parece que tenho dois meninos para cuidar, o Nicolas e você.

- Você pode revezar, olha ele durante o dia e a noite e em algumas folgas do seu dia você me olha, eu preciso bem mais da sua atenção.

- Você quer repetir a noite passada hoje?

- É como perguntar se macaco quer banana e se minha mãe quer uma arma.

- Eu prometo te agradar se você se comportar muito bem hoje e sem nenhuma gracinha.

- Eu não conheço essa tal de Graça, ela é bonita? – disse cinicamente e sorrindo.

- Você sabe muito bem do que estou falando.

- Pelo menos posso te apresentar a alguns oficiais aqui da Central?

- É claro que pode.

- Mas vou apresentá-la como minha esposa, não quero nenhum marmanjo mexendo com a MINHA mulher.

- Quem te vê assim pensa que eu sou tudo isso.

- Você não é tudo isso... É muito mais para mim – disse sorrindo e beijando-a novamente, mas dessa vez demoradamente.

O beijo do jovem casal foi interrompido por Riza que os chamava para irem ao quartel junto com ela. Riza chamou somente Richard para uma sala, ela queria ter uma conversa em particular com o filho mais velho.

- O que é tão importante que queria falar a sós comigo mãe?

- Seu pai e eu tomamos uma decisão.

- E qual seria?

- Vamos trazer a Rachel para morar aqui na central conosco e transferi-la para o quartel general Central, onde ficará sob vigilância constante minha e do Roy.

- Mas ela já sabe disso?

- Ainda não.

- E você acha que ela irá concordar?

- Provavelmente não, assim como você quando entrou para o exercito, mas como ela é menor de idade e não tem escolha a não ser seguir as minhas ordens e também ela não irá recusar uma convocação do Führer, ela sabe muito bem quanto o Roy gosta dela.

- Ela vive reclamando de saudades do papai também, mas não sei se ela virá já que está namorando.

- Você deixou a Violet pelo exercito, ela pode fazer o mesmo.

- Mãe! Você vai me usar de exemplo para ela?

- Vou, melhor isso do que ela ir para uma guerra ou eu ficar escutando o Roy reclamando o dia todo da filhinha dele estar crescendo longe dos olhos e da proteção dele.

- Bom... Se essa é a sua decisão eu prefiro não interferir, daqui a dois dias eu estarei voltando para o leste e daqui a pouco eu irei ver o Simon, se você não se importar.

- Pode ir, eu o vi ontem e ele está lindo.

- E como andam as coisas por aqui?

- Se quer saber sobre a Violet pergunte de uma vez, mas parece que ela está se aproximando de um rapaz e se não me falha a memória ele se chama Tom e ele veio de Xing.

- Daquelas terras secas e de calor insuportável? Espero que ela esteja feliz.

- Você está feliz? – Ela olhava-o carinhosamente – Sei que não foi uma decisão das mais fáceis escolher entre a Violet e a Simone, mas você está feliz com a sua decisão?

- Estou sim mãe! – disse com um sorriso – Ontem mesmo eu consegui me reconciliar com a Simone, como um casal, sem ela temer e duvidar do meu amor por ela, a Simone me faz muito feliz.

- Que bom, espero ter mais netos desse seu casamento.

- Nós estávamos conversamos e decidimos deixar isso para depois, vamos curtir um pouco o nosso casamento e o Nich e depois vamos querer ter uma menina.

- Que maravilha saber disso, mais atiradoras para a família.

- Não se esqueça das filhas do Ray, elas também podem ser atiradoras.

- E serão, com o meu auxilio e o da Rebecca essas meninas vão longe.

- Bom, eu vou indo, ainda quero ver o Simon hoje e leva-lo para passear comigo e com o Nich.

- Pode ir, depois nos falamos.

Richard sai da sala e se encontra com Simone e ambos vão para casa se trocar e em seguida ir à casa dos Elric buscar Simon. Simone e Nicolas esperaram Richard no portão, enquanto ele entrava na casa para pegar Simon.

- Oi tia Winry!

- Olá Richard, como está?

- Estou bem, o Simon está em casa?

- Está sim, deixei-o na sala com o Ed.

- Eu queria vê-lo e quem sabe sair para dar uma volta com ele, o Nich e a Simone estão me esperando lá fora.

- Peça para eles entrarem enquanto eu arrumo as coisas dele.

- A Violet não vai se importar, não é?

- De que?

- Você sabe, eu saindo com ele sem avisar.

- Que nada, você é o pai e tem todo o direito e hoje a Violet só chega mais tarde da escola e se você prometer não demorar demais com o Simon...

- Já entendi – disse sorrindo – posso ver meu filho agora tia?

- Pode sim, mas não deixe sua mulher e filho na calçada.

Ele sorriu e chamou Simone e Nicolas para entrarem e depois de uma curta discussão besta e sem sentido entre ele e Ed, pegou o filho no colo e começou a mimá-lo. Winry não demorou a trazer uma bolsa com fraldas, mamadeira, chupeta e uma troca de roupa para o pequeno e entrega-la a Richard, que depois disso saiu para seu passeio.