Episódio 8: O filho invisível de Challenger
Capítulo 4
Olá, amadíssimas!
Já que está na moda, estou em férias coletivas :D Bom, na verdade estou passando uns dias na casa da Towanda e nos demos férias rs... Logo sairão também os capítulos das outras fics, não se preocupem. Só não darei datas rs...
Karine: Acho que o negócio entre N&V ainda não estava bem resolvido, só superficialmente, e agora, veio à tona. E claro, isso garante uma expectativa nas leitoras rs...
NinaMakea: Obrigada pelos parabéns! Eu tenho esperança que a autora termine a tempo, na verdade nem conversamos sobre continuar nem nada, só pedi para traduzir e ela me disse que teria um motivo a mais para terminar. Vamos torcer!
Marguerrite: Sim, o mistério é esse, mas...
Fabi K Rox: A Si ficou revoltada por vc estar lendo DDT e não deixar review (claro que eu já contei tudinho com riqueza de detalhes hauhauhau). No FDS passado vimos o filme do Sherlock no cinema e apesar de não aparecer nem aqui nem em DDT, pegamos umas idéias maravilhosas para outras DDT, já serve, né? :D Parentaaaaaa, mas com a diferença que sou uma dama! hauhauhau E a Ju, tem visto ela?
A selva
"Então, você nunca hum..."
"Nunca o que, Malone?" Verônica perguntou enquanto caminhava pela selva com Malone.
"Não é importante." Malone olhou para baixo e parar de falar, mas Verônica poderia dizer que havia algo em sua mente.
"O que é, Malone?"
O jornalista olhou ao redor para se certificar de que eles realmente estavam sozinhos.
"Você nunca... nunca disse se você ficou feliz por eu estar de volta" disse Malone. Depois de dizer isso, Verônica parou e olhou para ele. Ela havia ficado extremamente feliz por ter Malone de volta, mas com o seu regresso ela percebeu que havia ainda uma barreira entre eles. Aparentemente, Malone também já havia percebido isso.
"Eu..." Veronica disse, mas foi interrompida por Roxton, que veio correndo por entre as árvores.
"CORRAM!" Roxton gritou. Eles ficaram confusos por um momento antes de ouvir o T-Rex e rapidamente seguiram Roxton. Enquanto corriam, Roxton tentou fazer alguns disparos para atrasar o dinossauro ou fazê-lo desistir, mas ele os perseguiu até entrarem em uma caverna não muito longe da clareira onde o grupo se separou.
"Essa foi por pouco" disse Malone, encostando na parede da caverna sem fôlego.
"Esperem, onde está Felipe?" Verônica perguntou.
"Eu não sei" respondeu Roxton. "Nós nos separamos pouco antes de o T-Rex sair de trás de uma árvore."
"Você acha que ele está bem?" Malone perguntou.
"Bem, ele conseguiu chegar à casa da árvore sem qualquer ajuda" Roxton respondeu. "Talvez ele tenha alcançado os outros."
"E onde estão eles?" Verônica perguntou. Antes que Malone ou Roxton respondessem, ouviram gritos do lado de fora.
"Roxton! Malone!" Challenger chamava. Os outros rapidamente viram o T-Rex. O dinossauro percebeu-os pelos chamados e foi em sua direção.
"Oh, não" disse Roxton correndo para fora da caverna com Verônica e Malone. "Challenger!" enquanto ele corria, parou e viu o T-Rex ficar cara a cara com Felipe. O menino tinha uma espingarda no ombro, mas ele apenas olhava para o dinossauro. Enquanto isso, Challenger, Finn e Marguerite estavam cerca de 50 metros do Felipe e ficaram atordoados.
Todos ficaram mudos ao verem o rapaz ficar na frente do dinossauro, sem nem um pingo de medo. Ele abaixou a arma e o dinossauros olharam para ele. Ele ainda rosnou, mas depois afastou-se lentamente de volta para a selva. Os exploradores estavam em estado de choque puro e todos voltaram sua atenção para o dinossauro. Challenger rapidamente caminhou para Felipe e colocou a mão sobre seus ombros.
"Você está bem, meu filho?" Challenger rapidamente perguntou. O garoto olhou para Challenger e sorriu.
"... Você me chamou de filho" Felipe respondeu num tom feliz. Challenger concordou e sorriu abraçando o rapaz. Os outros aproximaram-se com sorrisos de espanto no rosto.
"Como você fez aquilo?" Finn perguntou.
"Foi sorte" respondeu Felipe.
"Está explicado porque você nunca precisou atirar. Todos os animais devem ficar bem longe de você " respondeu Roxton, tentando tornar a situação engraçada, mas Marguerite e Verônica ainda tinha suas reservas sobre o jovem. A maioria das pessoas que tiveram esse tipo de encontro ficaria muito assustada, mas o jovem parecia muito calmo e não pareceu surpreso com a reação do animal. Ninguém disse mais nada sobre isso enquanto voltavam para a casa da árvore.
Mais tarde naquela noite...
De volta à casa da árvore, Malone estava sentado na varanda com a caneta na mão, escrevendo uma história baseada no que havia acontecido com o Felipe neste dia. Claro que seus personagens foram nomeados de forma diferente e ele incluiu um pouco de drama, mas seu foco principal era sobre um jovem que podia dominar os dinossauros. Havia sido inacreditável e ele temia não encontrar as palavras adequadas para descrever. Verônica notou a escrita rápida de Malone e encostou-se no parapeito da varanda. Primeiro, Malone nem sequer perceber que Verônica estava lá, mas quando ela limpou sua garganta, ele rapidamente a notou e a loira estava olhando para ele.
"Oh, olá" Malone disse um pouco envergonhado.
"Olá" Verônica respondeu.
"Eu estava aqui..."
"Escrevendo o mais rápido possível?"
"Mais ou menos" Malone respondeu. "Eu só queria escrever logo enquanto ainda está fresco na minha memória."
"Foi o que pensei" Verônica disse ao se sentar ao lado dele. "Você não acha estranho o que aconteceu hoje?"
"Você quer dizer com Felipe e os dinossauros?"
"É".
"Coisas estranhas acontecem por aqui o tempo todo, Verônica" Malone respondeu.
"Ao contrário do que acontece em Londres, certo?" Verônica respondeu.
"É, foi o que eu quis dizer" disse Malone. Verônica levantou-se e encostou-se na proteção da sacada. "Por que parece que está tentando discutir comigo?"
"Eu não estou discutindo com você, Malone" Verônica respondeu. "Eu estou sendo sincera."
"Está com raiva de mim, Verônica" Malone respondeu. Ele parou de escrever e ficou ao lado dela. "Você costumava ser mais aberta comigo."
"Isso foi antes de você partir para se encontrar" Verônica respondeu em um tom irritado.
"Agora você está falando igual a Marguerite" Malone respondeu. "Você está com raiva por que eu parti?"
"Sim!" Veronica gritou de volta para ele e andou um pouco pela varanda.
"Eu não vejo por que" Malone respondeu. "Você nem estava aqui."
"Não, mas eu estava tentando voltar" disse Verônica. "Você foi embora por conta própria sem dizer a ninguém quando voltaria. E depois você reaparece e espera que tudo continue igual?"
"O que mudou?" Malone perguntou.
"Tudo mudou!" Verônica disse. "Você é como uma pessoa completamente diferente."
"Verônica, eu não mudei" Malone respondeu. "Acho que isso a incomoda".
"Do que está falando?"
"Que eu pude sair sozinho e voltar inteiro" Malone respondeu. "Porque eu não precisei de você para me proteger."
"Não, você prefere contar histórias de princesas falsas e andar por aí com tribos desconhecidas" Verônica respondeu.
"E você prefere passar seu tempo com músicos alemães!" Malone gritou de volta. Verônica ficou chocada por um momento ao se lembrar de seu tórrido caso com Thomas. Malone voltou a escrever e deixou Verônica ali parada, envergonhada.
Roxton e Marguerite estavam sentados à mesa durante a discussão, enquanto Challenger, Finn e Felipe estavam no laboratório. Assim que Malone passou por eles, Marguerite olhou para Roxton e encolheu os ombros. Roxton se inclinou um pouco mais a ela para dizer algo que não queria que Verônica ouvisse.
"Eles já estão começando a falar como nós" sussurrou Roxton. Marguerite deu um sorriso e balançou a cabeça.
"Isso explica tudo" ela sussurrou de volta, mas Roxton não compreendeu muito bem o que ela quis dizer. Marguerite se levantou e caminhou lentamente até a varanda para ver se Verônica queria conversar. Enquanto isso, no laboratório, Malone correu para as escadas e passou pelas três pessoas que examinavam algumas plantas. Felipe o viu passar e pareceu um pouco preocupado.
"Ele está bem?" O jovem perguntou.
"Acho que ele vai ficar bem" respondeu Challenger.
"Vou falar com a Vê" Finn disse antes de subir as escadas para ver porque Malone estava tão irritado.
"Por que ele estava tão perturbado, pai?" O menino perguntou. Challenger sorriu para o som de sua voz chamando-o de pai.
"Mulheres" respondeu Challenger. "Quando você ficar um pouco mais velho, vai perceber o quanto as mulheres podem ser confusas."
"Eu já sei um pouco" respondeu Felipe.
"Você já tem uma garota?" Challenger perguntou, orgulhoso que seu filho já tenha despertado o interesse feminino.
"Há uma garota em especial..." disse Felipe. Challenger sorriu e perguntou mais detalhes, tendo sua primeira conversa paternal com Felipe. Eles continuaram a falar enquanto Marguerite e Finn estavam tentando fazer Verônica falar. Um pouco depois, Marguerite desistiu e retomou seu lugar na mesa ao lado de Roxton, que estava preocupado.
"Sem sorte?" Ele perguntou.
"Não" respondeu Marguerite. "Se ela não quer falar, ela não tem que falar. Às vezes é melhor dar às pessoas o seu espaço."
"É verdade" disse Roxton, entendendo que ela estava, de alguma forma, lhe dando uma indireta. "É só que..."
"O que, Roxton?" Marguerite perguntou em tom sério.
"Nós nunca conseguimos terminar nossa conversa" Roxton respondeu.
"Talvez devêssemos falar com Malone."
"Tenho certeza que ele está bem" respondeu Roxton.
"Ele provavelmente está igual a Verônica, em seu quarto" Marguerite respondeu.
"Mais um bom motivo para deixá-lo sozinho" Roxton respondeu. Ele via claramente que Marguerite estava começando a se sentir pressionada, mas ele precisava falar. "Eu jamais diria algo a eles".
"O que?" Marguerite sussurrou de volta.
"O segredo" Roxton respondeu. "Eu não contei a ninguém se é isso que a está preocupando."
"Você disse algo a Tribuno e Preston" Marguerite respondeu.
"Mas nós não sabemos o quê."
"Exatamente."
"Marguerite, poderia ter sido qualquer coisa simples ou algo sobre o que eu estava sonhando" Roxton respondeu.
"Ou poderia ter sido algo mais" Marguerite respondeu levantando-se da mesa. Roxton respirou fundo e tentou não ficar frustrado, mas foi inevitável quando Marguerite saiu e deixou-o sozinho. A casa da árvore ficou tranqüila o resto da noite, com Malone e Marguerite escondidos em seus quartos; Challenger conversava com Felipe sobre a ciência e as mulheres; Finn e Verônica ficaram na varanda; e Roxton olhava para o mapa diante dele, tentando descobrir o que ele teria dito a Tribuno na caverna.
Somente durante a manhã, pouco antes de o sol se levantar, que Roxton percebeu que havia adormecido em cima da mesa. Levantou a cabeça e sentiu uma grande dor no pescoço. Soltou um pequeno gemido e olhou ao redor. Verônica e Finn obviamente haviam ido para a cama e o resto da casa da árvore estava muito silenciosa. Depois de levantar e se mexer um pouco, Roxton notou que o mapa havia desaparecido da mesa. Pensou que um dos outros havia pego para olhar, então não pensou mais nisso ao ir para as escadas.
Quando estava prestes a descer, ouviu movimentos e sussurros do lado de fora. Chegou à sacada e olhou para baixo, quando viu Felipe conversando com uma mulher de túnica verde. Roxton olhou para o elevador e viu que estava na parte de cima, ou seja, Felipe não poderia tê-lo usado para descer. Ele ia dizer algo, mas de sua garganta saiu apenas um pequeno gemido. Felipe virou-se na direção do som e, de repente, ele e a mulher haviam desaparecido. Roxton esfregou os olhos pensando que talvez tivesse alucinado a coisa toda, mas o garoto realmente havia desaparecido... outra vez...
Continua...
