Glee e seus personagens não me pertencem.


Mais Deduções Erradas

Os trigêmeos estavam agora com 1 ano e meio, Rachel estava realizada, ela precisou treinar muito para incorporar o personagem de Lara Croft, uma vez que seria com certeza comparada a Angelina Jolie, além do que, a personagem em si já pedia isso, mas para sua surpresa, os diretores estavam certos, o filme estava sendo um sucesso desde o lançamento, e por causa disso seu trabalho estava sendo muito elogiado e valorizado. É claro que ela não aceitava nada que a tirasse de LA, seus filhos não seriam submetidos a grandes mudanças tão jovens, ela jamais os submeteria a isso.

Como já era esperado, as crianças tinham personalidade forte, Luke era o protetor e sempre estava ao redor das irmãs, deixando somente chegar perto delas quem ele conhecia, e as duas sempre o seguiam. Beth fisicamente era Quinn, mas sua personalidade era exatamente como a de Rachel, as coisas tinham que ser exatamente como ela queria e ela tinha os irmãos para a apoiarem. Charlie era dócil, serena, e observadora, muitas vezes Rachel via o olhar de Quinn na filha. Todos os três já andavam e falavam, claro, muito do que falavam era um pouco enrolado, com exceção de Beth que já falava muito bem.

Rachel e Santana haviam traçado uma boa rotina para cuidar dos bebês e para surpresa da morena, a latina adorava cuidar dos pirralhos, como ela os chama, mas como Santana teve que ir a Portland, Sam foi escalado pela latina para ocupar seu lugar enquanto estava fora, então Sam durante esta semana estava ajudando Rachel.

A morena estava alimentando os três na cozinha, quando a campainha tocou.

- Sam, por favor, você pode atender a porta, eu já dispensei Johanna e Dolores por hoje. – Rachel gritou da cozinha se referindo a babá e a empregada respectivamente.

- Claro, Rachie, estou indo. – Sam respondeu da garagem, onde estava organizando as ferramentas, como Rachel havia pedido, e como estava muito calor, o rapaz estava sem camisa e esqueceu de colocar para atender a porta.

Sam quase caiu duro quando viu quem estava na sua frente com um sorriso enorme, segurando um capacete.

- Sam? Quanto tempo, meu amigo. Eu acho que troquei o endereço de Santana com o seu na hora de vir. – Sam estava pálido. – Mas não importa, mais tarde vou visitá-la.

- Quinn, Santana está em Portland, ela foi resolver um problema na filial de lá. Provavelmente só volta amanhã. – Sam segurava a porta com força.

- Okaaay, mas eu vim pra ver você também, não vai me convidar para entrar? – Quinn disse achando a recepção do amigo um tanto estranha.

- Éhhh.. Quinn.. Eu acho melhor.. – Sam foi interrompido por um pequeno furacão que passou por entre suas pernas e agarrou a perna de Quinn que olhou bastante interessada para a menina. – Beth, volte pra dentro, docinho.

- Não. Não quer comer maisi. Tô muuuito cheia. – A menina disse e Quinn riu, ela abaixou para ficar frente a frente com a pequena loirinha, mas o que viu praticamente a matou, aqueles olhos eram inconfundíveis, ela os conhecia, seu coração parou quando ouviu a voz vindo em sua direção.

- Elizabeth Marie, venha terminar seu almoço agora, mocinha. – Rachel falava indo em direção a porta que estava meio aberta e não lhe dava visão do que acontecia do lado de fora.

- Não quer, Mamãe. Não quer. – Beth grudou no pescoço de Quinn que ainda estava sem reação.

- Você não tem.. – Rachel congelou ao ver Quinn agachada com sua filha agarrada em seu pescoço. – Quinn..

- Oi, Rachel. – Quinn disse friamente levantando com a menina no colo, e nesse momento mais dois furacõezinhos chegaram correndo segurando em cada perna de Rachel, Quinn os olhou atentamente, ela viu que o menino lembrava Rachel e a menina lembrava um pouco dos dois, a que estava em seu colo era inteira Sam, com exceção dos olhos que eram de Rachel. Ela não queria acreditar no que estava vendo. – Ei, baby, vá com a mamãe, ok. – Ela passou a menina para Rachel. – Eu preciso falar com Sam, Rachel, se puder nos dar licença, tire seus filhos daqui, por favor. – A loira falou sem olhar para a morena. Rachel assentiu, mesmo tendo um mal pressentimento.

- Então foi por isso que apenas tive notícias profissionais suas? Até cheguei a pensar que você estava chateado comigo por eu ter te transferido para cá. Veja o quanto eu estava enganada. – Quinn não deu sinal, ela apenas deu um cotovelada no queixo de Sam que quase caiu pra trás e levou as mãos ao local. – Esta é por você roubar o amor da minha vida e não ser homem o suficiente para me enfrentar. – Ela deu uma joelhada no saco de Sam. – E esta é por você ter formado com ela a família que eu sempre sonhei em ter. - Sam caiu ajoelhado gemendo de dor.

- Quinn, não é o que você está pensando. – Ela não deixou ele falar mais, virou as costas e estava colocando seu capacete, quando ouviu Rachel chamá-la, mas ela apenas correu e montou em sua Aprilia RSV4, saindo em disparada. Pelo retrovisor ela viu Rachel correndo até certa parte da rua chamando por ela, mas resistiu ao desejo de parar e acelerou mais.

- Droga, Rachie, ela entendeu tudo errado. – Sam disse quando Rachel passou por ele.

- Eu sei, Sam, eu ouvi tudo. Me desculpe por isso. Venha você tem que colocar algo no queixo e aí. – Ela apontou para o sexo do rapaz. – Gelo?

- Sim, eu acho que seria bom. – Ele disse se levantando.

- Sam, descubra onde ela está. Eu preciso encontrá-la. Marley deve saber. Eu vou me trocar. Você pode ficar com as crianças?

- Sim e sim. Estava mesmo na hora de vocês se resolverem. – Sam sorriu e fez careta de dor ao mesmo tempo.

...

Quinn entrou em sua suíte do Four Seasons e assim que bateu a porta fechada caiu de joelhos no chão com as mãos no rosto, ela chorava o choro mais dolorido que já teve na vida, nada se comparava a dor que ela estava sentindo, a mulher que ela amava a trocou e formou uma família linda. Aquela família era pra ser dela, ela novamente se perguntava o motivo de Deus odiá-la tanto.

Algum tempo depois, já mais controlada, Quinn sentou-se na escrivaninha e pegou uma folha de papel onde inconscientemente desenhava os olhos de Rachel, e logo passou a escrever.

"Hoje meu mundo desmoronou completamente.

Acabei de descobrir que a mulher que eu amo, e tenho certeza que sempre vou amar, me trocou por um cara que pensei ser meu amigo.

Eles formaram uma linda família, com três bebês lindos, é a família que eu sempre sonhei com ela, mas ela não iria me dar, sempre deixava implícito que nada interferiria na sua carreira. Mas também o que eu esperava, eu sou uma aberração, quem em sã consciência formaria uma família comigo?

Sabe, Rachel, eu a amo tanto, que daria minha vida por você, e se eu tivesse a chance de tê-la novamente, eu agarraria com todas as minhas forças, eu amaria seus filhos, eu juro.

Eu nunca te falei, mas quando eu tinha dezessete anos, a minha prima, que na época eu achava que a amava, me traiu com um carinha da escola, então eu sai dirigindo sem rumo e sofri um acidente que me deixou meses paraplégica, e foi no momento do acidente que eu vi você cantando pra mim pela primeira vez.

Depois que me recuperei fisicamente, eu desisti de fazer o curso de Literatura e decidi fazer Direito. Eu decidi que o amor não valia a pena, então eu fechei meu coração, mas inconscientemente eu queria dá-lo à alguém.

Eu passei a dormir com todas as meninas da faculdade que me davam chance, eu não me importava com nada.

E bastou eu te conhecer para meu coração se auto servir em uma bandeja pra você, grande erro.

Eu tinha decidido, se como pessoa eu era um fracasso, profissionalmente eu seria imbatível, e foi por isso que lutei, e acho que pelo menos isso estou conseguindo.

Mas em todos os meus momentos de fraqueza, na época da fisioterapia, no ódio que eu sentia por Britt ter feito aquilo comigo, da raiva que eu sentia toda vez que olhava para meu órgão sexual, e muitos outros maus momentos, em todos eles, você aparecia em meus pensamentos ou sonhos e me dava força para continuar.

Você era o meu anjo particular.

Mas agora, o que vai acontecer? Eu não posso mais contar com isso, eu não vou ter você nunca mais.

Nesses últimos 21 meses sem você, eu tive tantas visões suas, tantos sonhos com você, eram cada vez mais frequentes, em alguns eu via mais três pares de olhos dentro dos seus, isso me confundiu, mas agora eu entendo, eram seus filhos, era um sinal pra eu deixar você em paz.

E eu vou, Anjo, eu prometo, eu ainda não sei como, mas eu vou, eu só preciso descobrir uma maneira.

Eu sei que você nunca vai ler isso, mas eu quero escrever:

EU TE AMO TANTO, RACHEL BARBRA BERRY, PARA SEMPRE.

Mas agora você deve ser Evans, certo?

No dia que eu comprei aquela pulseira pra você, eu comprei um anel para te propor casamento, naquela época eu não fiz, porque achei que te assustaria, era cedo demais. Eu sempre ando com ele no bolso agora, eu imaginei você voltando pra mim de diversas maneiras, e em todas elas eu ajoelharia e a pediria em casamento, porque tudo que eu gostaria era de ter você pra sempre, como nos prometemos.

Todas as vezes que eu olhava para a inscrição no relógio que você me deu, eu juntava esperanças que aquilo era verdadeiro, que você estava passando por uma fase, que eu havia cometido algum erro, mas que um dia você me perdoaria e voltaríamos a ficar juntas, eu me iludi muito, não foi?

Rae, tudo o que eu queria agora era um milagre, uma última vez com você. É pedir muito? Seria a chance de me despedir, eu não tive isso. Se eu não fosse essa aberração, talvez eu teria esse pedido concedido.

Mas isso nunca vai acontecer, então só posso desejar-lhe felicidades com seu marido e filhos. Ele trabalhou bem, né? Trigêmeos. Impressionante como ele conseguiu foder minha vida tão grandemente. Espero que ele te ame como eu e te faça feliz.

Q. F."

Quinn retirou o anel de platina com um solitário diamante rosa em corte princesa de 5 quilates do bolso e colocou em cima do papel, derramando algumas lágrimas sobre os dois, ela abaixou a cabeça na mesa e chorava seu fracasso, quando ouviu batidas na porta. Ela limpou as lágrimas com o dorso da mão e abriu a porta, ficando paralisada com a visão na sua frente.

- Quinn, me deixe entrar. – Rachel pediu seriamente e a loira se afastou dando espaço. – Eu quero explicar tudo. – A morena disse já dentro do quarto, colocando sua bolsa no chão, e escorando na escrivaninha que Quinn estava escrevendo há minutos atrás.

- Eu não quero mais explicações, Rachel. Nenhuma. Eu só preciso que você me responda uma coisa. – Quinn dizia olhando profundamente naqueles olhos que ela tanto amava. – Você me amou em algum momento, Rachel?

- Quinn.. Você sabe que sim.. Eu te dei provas disso. – A morena disse olhando para a loira com a mesma intensidade.

- Okay, então talvez agora seja a realização do milagre que eu pedi. – Quinn avançou e grudou seus lábios nos de Rachel, era um beijo dolorido, cheio de saudades, e Rachel correspondia, as duas lutavam para dominar, mas Quinn não deixaria a morena ter isso. Ela abriu a camisa de Rachel fazendo todos os botões saltarem longe e fazerem barulho pelo chão onde caíam, sem dificuldade ela soltou o sutiã de Rachel e o jogou no chão junto com a camisa, ela abocanhou os seios de Rachel e chupava, mordia, lambia, ela estava deixando marcas e ela sabia disso, Rachel gemia de prazer, Sam saberia que ela teve sua vingança.

Sem muita demora, ela tirou a calça da morena e rasgou a calcinha dela, como fez muitas vezes antes, então ela encontrou os olhos da morena e sabia que se a olhasse ela não conseguiria fazer o que queria, então num movimento rápido ela girou a morena de costas, e desabotoou sua calça puxando sua ereção pra fora, foi quando ela viu o papel e o anel, ela esticou a mão, amassou e jogou longe, não se preocupando onde foi parar.

Rachel não teve chance pra pensar, ela sentiu os dedos de Quinn massagearem seu clitóris, e com uma estocada certeira, a loira a penetrou, e ela estava completa novamente, Quinn a segurava pelo pescoço sugando seu ponto de pulso, enquanto fodia ela, e Rachel só conseguia gemer, aquilo era tão bom, era violento como nunca fizeram antes, mas era com seu amor e ela estava delirando de prazer.

As estocadas de Quinn eram cada vez mais fortes, os dedos da loira, não paravam de massagear o clitóris de Rachel, e logo sentiu que a garota ia gozar, então elas gozaram juntas, Quinn gozou dentro da morena, com Rachel gemendo alto o nome da loira. Mas a loira queria mais, ela empurrou Rachel de joelhos no chão e fez sinal para que Rachel a chupasse, e Rachel não hesitou, ela começou a chupar o pau de Quinn com vontade, mas quando ela olhou para cima e encontrou os olhos da loira, Quinn se sentiu um lixo e se afastou estendendo a mão para Rachel.

- Levante, eu não posso fazer isso com você, eu não sou esse monstro.

Ela pegou a mão de Rachel e a puxou pra cima, a morena ainda estava confusa. Quinn pegou Rachel pelas coxas e a morena envolveu suas pernas em volta da cintura de Quinn. Rachel abraçou o pescoço da loira que a levava pra cama, onde a deitou com todo cuidado, ficando por cima e tirando todas as suas peças de roupa.

- Eu não sei foder você, eu só sei fazer amor com você.

- Nós só fazemos amor, baby, não importa como. – Ao ouvir estas palavras Quinn apossou-se dos lábios de Rachel, mas o beijo dessa vez era calmo, era pra guardar pra sempre.

Quinn passou a beijar todo o corpo moreno, fazendo Rachel arquear as costas de prazer, os gemidos da morena a deixavam mais excitada, ela não entendia como Rachel a trocou, se ambas se davam tão bem ali, elas se completavam, era tão claro, será que Sam conseguia superar isso?

Quinn já estava chupando toda a boceta de Rachel e sentiu o gosto do gozo de Rachel em sua boca, quando a morena teve seu segundo orgasmo. Então ela penetrou Rachel, fazendo a morena gritar seu nome.

- Quinn, eu me sinto tão cheia com você dentro de mim. Como eu senti falta disso.

- Eu também, Rachel. – Quinn entrava e saía de Rachel lentamente, ela queria sentir e guardar cada detalhe daquele momento, mas seu corpo tinha necessidades e logo as duas estavam gozando de novo. Quinn caiu sobre o corpo de Rachel arfando. E Rachel acariciava os cabelos da loira.

As duas ficaram em silêncio por um bom tempo, sentindo o corpo e os carinhos de uma na outra, mas quando Quinn percebeu o que estavam fazendo ela se levantou e vestiu sua boxer, Rachel apenas a observava.

- Tome, vista-se. – Ela jogou a calça de Rachel e o sutiã em cima da morena, abriu a mala e tirou uma camisa e uma boxer, e novamente jogou para Rachel. Rachel vestiu a roupa um pouco atordoada. – Você me deu a chance de uma despedida, talvez agora com um encerramento, seja mais fácil te esquecer.

- Quinn, eu vim pra conversarmos.

- Não, eu disse que não queria explicações. Vá embora, Rachel, desapareça da minha vida, dessa vez para sempre. Tomara que o cara por quem você me trocou te faça gozar como eu sempre te fiz, porque eu realmente espero que a cada vez você se lembre de mim. É o mínimo que eu mereço, por sofrer tanto. – Quinn disse asperamente e pela primeira vez Rachel sentiu medo da loira. – Saia, Rachel, agora. Eu não quero mais te ver. – E ali, Rachel lembrou das mesmas palavras que um dia disse para Quinn e o quanto aquilo lhe doeu dizer, então ela sabia a dor que Quinn estava sentindo.

- Okay, Quinn. – Rachel caminhou até sua bolsa, a pegou, e caminhou até a porta. – Eu sei que você está sofrendo. Acredite, eu também, mas um dia você vai entender, eu sei que vai. Adeus, Quinn. – Rachel saiu e fechou a porta com lágrimas derramando por todo o seu rosto. E mal sabia ela que Quinn estava de joelhos abraçada com sua camisa rasgada chorando violentamente.