Desculpem pelos erros e boa leitura!
Capítulo 29
BPOV
Quando descemos para tomar café da manhã, o clima está um pouco desconfortável. Todos estavam lá, ontem à noite. Antes de sair do quarto, Edward me disse várias vezes que se alguém deve se sentir desconfortável é Rosalie.
Todos estão na cozinha, com exceção dela. Até Emmett está lá e ele parece incomodado. Eu dou bom dia a todos e sirvo meu prato. Percebo Edward encarando Emmett algumas vezes, com a expressão séria. Eu coloco minha mão em seu braço e ele me olha. Ele sabe o que eu quero. Ele não deve brigar com Em por causa de algo que a namorada dele fez.
Depois do café, na primeira oportunidade que tem, Emmett pede pra conversar comigo e Edward. Nós vamos para uma das salas do andar inferior.
"Eu quero te pedir desculpas, Bella. Pelo que Rose disse", Emmett fala, claramente envergonhado. "Eu não sei o que deu nela. Ela é muito-". Edward o corta.
"Ela é intrometida e louca, Emmett. Ela não tem nada que falar com Bella desse jeito, especialmente sobre nossas vidas. Não é da conta dela e ela não sabe de nada do que eu sinto. Como ela pode dizer algo assim?", Edward fala irritado.
"Edward, você não deve ficar irritado com Emmett", eu falo. Depois olho diretamente para o grandalhão na minha frente.
"Olha Emmett, eu aprecio você ter vindo aqui pedir desculpas, mas não é você quem deveria estar fazendo esse pedido. Eu simpatizei com você desde a primeira vez que o vi", eu sorrio pra ele. "Da minha parte, nada mudou. Mas quanto a sua namorada, ela não em conhece e não tem o direito de falar sobre o que ela não sabe, correndo o risco de magoar outras pessoas. E pra que? Só porque a amiguinha dela foi rejeitada por Edward", eu falo e fico irritada só de lembrar dessa mulher.
Ele acena e nós saímos da sala.
Edward e eu aproveitamos nosso último dia aqui. Nós jogamos vôlei com Riley, Irina, Carlisle, Jasper a Alice e depois ficamos na piscina. No meio da tarde nós vamos almoçar e quando entramos na cozinha, Rosalie já está sentada ao lado de Emmett. Carmen e Esme também estão na mesa, mas no lado oposto deles. Eu me sento próximo a Esme, com Edward ao meu lado.
Na única vez que olha na direção de Rosalie, eu vejo que ela está com cara de poucos amigos, escutando algo que Emmett diz. Depois eu a ignoro e faço meu melhor para nem lembrar que ela está aqui.
Todos na mesa conversam sobre diversos assuntos, mas um tema prevalece: o casamento de Alice, que ocorrerá dentro de um mês. Emmett dá um palpite ou dois, mas Rosalie permanece quieta. Alice me contou que Esme e Carlisle conversaram com ela e Emmett mais cedo, deixando claro que não gostaram da atitude de Rosalie e que não vão permitir que ninguém deixe seus hóspedes desconfortáveis.
Poucas horas depois do almoço eu tomo banho e arrumo minhas coisas. Desço e começo me despedir dos meus amigos e novos conhecidos. Edward tem alguns relatórios para terminar em casa e por isso vamos embora mais cedo que os demais. Ao me despedir de Riley e seus pais, ele pede o número do meu telefone. Seria estranho se eu recusasse. Eu não tenho nenhum motivo para fazer isso. Então, nós trocamos nossos números. Se eu perceber que ele quer algo mais do que amizade, eu o informarei que não estou disponível, mas não vejo nenhum mal em tê-lo como amigo. E além do mais, ele e Edward se aproximaram bastante hoje, jogando e conversando durante o dia.
Esme me faz prometer voltar em breve e se desculpa por Rosalie, mais uma vez. Eu asseguro que ela não tem nenhum motivo para se desculpar, agradeço por me receber e garanto que foram dias muito agradáveis. Quando estamos saindo, Emmett se aproxima e me abraça, fazendo o mesmo com Edward.
A volta pra casa é tranquila e nós chegamos em casa no início da noite. Assim que passamos pela porta, Edward me agarra, fazendo as malas caírem no chão. Ele me pressiona contra a parede e cola sua boca na minha. Eu retribuo ao beijo de bom grado, abrindo passagem para sua língua. Três dias sem poder nos beijar assim, livremente, é demais.
Uma de suas mãos está segurando meu rosto e a outra desce pelo meu corpo. Ele apalpa o máximo que consegue, passeando a mão pela minha cintura, coxa e bumbum. Sem fôlego, ele afasta sua boca da minha.
"Minha menina, eu quero você. Eu não posso esperar mais". Ele beija minha garganta e toda a pele exposta pelo decote do meu vestido.
"Humm. Eu quero, Edward". Eu puxo seu rosto e o beijo. Eu amo sua boca. Eu o amo por completo. Cada pedacinho dele. Enquanto nos beijamos ele me acaricia por cima da calcinha. Eu já estou muito molhada. Ele percebe e geme em minha boca.
Ele empurra a calcinha para o lado e seus dedos tocam meu clitóris.
"Ohhhh". Minha boca se afasta da dele e eu sou incapaz de segurar o gemido.
Edward retira seus dedos e antes que eu tenha a chance de reclamar, ele se ajoelha na minha frente, levanta meu vestido até a cintura, tira minha calcinha e coloca sua boca lá. Ele lambe e chupa meu clitóris como um homem esfomeado.
"Oh merda! Ohhh". É tão bom.
Ele levanta minha perna esquerda sobre seus ombros, ganhando acesso mais fácil à minha boceta. Minhas mãos puxam o cabelo dele e eu empurro meu quadril em sua boca.
"Ahhh", eu grito quando ele me morde. Porra, eu vou gozar logo. Eu preciso...
Ele coloca um e depois outro dedo dentro de mim.
Entrando e saindo.
Prazer toma conta do meu corpo e eu gozo em seus dedos e boca. "Edwaaaard".
Eu nem percebo Edward se levantando, mas quando meu corpo mole ameaça cair, ele me segura de pé.
"Você acabou comigo", eu falo rindo, quando começo a me recuperar. Ele também ri e beija meu rosto.
"É mesmo?", ele pergunta enquanto beijo meu pescoço e um ponto muito sensível atrás da orelha.
"Huumm", eu gemo. "Você sabe que sim. Eu não vou ficar aqui enchendo seu ego", eu provoco. Ele não responde porque sua boca toma a minha mais uma vez, avidamente.
Ele nos leva para o quarto e nos despimos. Ele me empurra para a cama e deita em cima de mim. Eu sinto sua ereção contra minha vagina e sem mais preliminares ele se enfia dentro de mim e eu arqueio minhas costas.
"Porra", ele diz entre gemidos. Ele não me dá muito tempo para acomodá-lo e estabelece um ritmo intenso das investidas. Nós já fizemos sexo intenso algumas vezes, mas não assim. Nem mesmo da última vez, quando estávamos desesperados para nos reconectar, na semana passada.
Ele não dá trégua. Ele levanta minhas pernas sobre seus braços, apoiando-as pela parte de trás dos meus joelhos em seus cotovelos. Ohh. Eu o sinto mais profundo assim. É tão bom. Eu tento dizer isso, mas saem somente gemidos e sons incoerentes da minha boca.
Edward apoia seus braços na cama, sem deixar minhas pernas, e se inclina para beijar meu pescoço e seios. Ele me beija e me chupa duramente, quase a ponto de doer, mas eu não me importo.
Nunca foi tão gostoso assim, tão prazeroso só com o pau dele dentro de mim, sem ele acariciar meu clitóris. Geralmente é isso que me leva ao orgasmo, mas dessa vez eu acho que não será necessário.
Ele está gemendo e resmungando algo incompreensível, sem perder o ritmo. É demais. Eu não posso...
"Edw-...Ahhhh", eu gozo mais uma vez. Ele continua empurrando mais algumas vezes antes de deixar seu corpo se acalmar em cima do meu.
Eu mal sinto Edward se retirar e me abraçar. Meus olhos estão pesando e eu não consigo mantê-los abertos.
-E-E-
Quando eu acordo mais tarde, estou sozinha na cama. Em meio à escuridão do quarto, eu procuro o abajur e acendo a luz. Verifico as horas e calculo que dormi por mais de duas horas. Eu me sento na cama e me sinto um pouco dolorida.
Humm. Era de se esperar.
Não que eu esteja reclamando. Eu adorei cada segundo do que Edward fez desde o momento em que colocamos os pés dentro de casa.
Eu tomo banho e desço para procurar Edward. Ele deve estar no escritório, terminando os relatórios que ele comentou antes. É exatamente lá que eu o encontro. Ele está concentrado na tela do notebook e eu bato na porta entreaberta pra chamar a atenção dele.
Ele sorri ao olhar pra mim. Eu retribuo o sorriso e caminho na direção dele, sentando em seu colo. Seus braços envolvem minha cintura.
"Como foi o cochilo?", ele pergunta.
"Bom", eu o beijo suavemente. "Me sinto ótima. Eu nem vi você sair da cama".
Ele acaricia meu rosto. "Você caiu no sono logo. Eu fiquei uns minutos segurando você, mas eu tinha trabalho a fazer. Então, eu tomei banho e desci pra cá". Ele me olha por alguns instantes e fala novamente. "Eu espero não ter machucado você. Se eu fui muito-", eu o calo com meus dedos.
"Não, Edward. Você não me machucou. Pelo contrário. Foi mais intenso que das outras vezes e...mas eu adorei. Tudo o que você fez", eu asseguro.
"Bom. Se eu fizer algo que você não gosta, por favor, me fale. Ok?"
"Eu prometo", eu respondo e levanto do colo dele. "Vou deixar você trabalhar em paz e vou preparar algo pra gente jantar". Ele acena e eu saio em direção à cozinha.
-E-E-
Os dias que se seguem passam voando e a sexta-feira chega rapidamente. O dia tão esperado. Estou ansiosa e preocupada sobre hoje desde a terça-feira, quando Edward e eu conversamos durante o jantar. Ele me disse que Carlisle falou com ele novamente sobre a posição na filial, dando mais detalhes sobre o cargo.
Edward disse que precisava de um tempo para pensar, pois uma decisão assim envolve muita coisa pra nós dois. Ele também pediu para conversar com Carlisle e Esme essa semana, em particular. Eles marcaram a conversa para hoje, sexta-feira, na casa de Carlisle.
Por isso estou quase arrancando os cabelos fora de tanta ansiedade. A opinião deles é muito importante e não saber como eles irão reagir está me matando. Se eles ficam contra nós, isso vai dilacerar Edward. Eu rezo para que eles nos aceitem.
Na terça-feira eu abri o jogo com Ang. No dia anterior eu avisei a Edward que falaria a verdade pra ela. E não foi nenhuma surpresa o fato de que ela nos apoia, afinal, ela já sabia dos meus sentimentos. De todo jeito, é um peso a menos em nossas costas.
E eu decidi não contar para mais ninguém do colégio porque eu realmente não sei se manterei contato com eles após a formatura. Não se trata de esconder meu relacionamento com Edward, pois se estivermos diante de algum deles, agiremos como o casal que somos, mas eu não vejo necessidade de sair falando por aí 'ei, você sabia que agora estou namorando meu tio?'. Ou algo estúpido nesse sentido. Minha única amiga de verdade no colégio é Ang e agora ela já sabe. Eu disse que ela pode contar para Ben, seu namorado. Ou eu falaria com ele, se ela preferisse, mas ela disse pra deixar por conta dela.
Então, estou aqui, sentada no sofá e esperando Edward chegar do trabalho para irmos a casa de Carlisle mais tarde. Depois de longos 35 minutos, ele entra pela porta.
"Ei", ele me cumprimenta quando passa em frente a porta da sala.
"Oi", eu me levanto e o abraço apertado.
"Tudo bem?", ele pergunta, provavelmente percebendo minha agitação. Eu aceno com a cabeça. Ele me afasta um pouco para levantar meu rosto. "Ei, linda. Vai ficar tudo bem".
Eu o olho descrente. Ele não pode garantir isso. "Você não pode ter certeza, Edward".
Ele suspira. "É verdade. Eu não posso prever a reação deles, mas eu posso garantir nada vai nos separar. Será triste se eles não nos aceitarem, mas é um preço que eu estou mais do que disposto a pagar pra ficar com você. Então, independente do que acontecer hoje, nós estaremos juntos e isso é o mais importante, meu amor".
Eu o abraço de novo e o beijo. Isso é o mais importante. Ele está certo.
"Você tem razão", eu digo e esboço um sorriso.
Quase duas horas depois nós estamos entrando na propriedade de Carlisle. O trajeto até aqui foi silencioso, mas Edward manteve uma de suas mãos entrelaçada com a minha, sempre que possível durante a condução.
Nós saímos do carro e caminhamos de mãos dadas até a porta. Tocamos a campainha e somos recebidos por uma Esme sorridente.
Oh, Deus! Como eu desejo que esse sorriso permaneça até o final da noite, depois de contar tudo!
"Edward! Bella! Entrem, por favor", ela diz e nos abraça. Carlisle está em pé, logo na atrás de Esme. Ele nos cumprimenta e nós vamos para a sala.
-E-E-
Alguém aí está ansioso pra saber qual será a reação de Carlisle e Esme?
Será que eles vão apoiar nosso casal ou não?
