Capítulo 29
- Prove esse aqui, Lily! – Emmeline me mostra mais um vestido.
Eu suspiro.
Madame Malkin também.
Madame Malkin, dona de uma loja de moda bruxa que fica no beco diagonal, já não está com muita paciência. É o décimo vestido que eu experimento. E até agora nada.
Por mim, eu teria comprado qualquer um desses.
Tanto faz.
Nunca sonhei com uma festa de casamento, muito menos uma festa de mentira. Um casamento farsa para que Voldemort não desconfie que eu carrego o último filho do dragão no meu útero. Para que ele pense que estou carregando um filhotinho de cão.
Já me basta eu estar passando pelo constante estresse e medo de ser assassinada. Ainda tenho que lidar com preparativos de um casamento que eu não quero.
Pior que isso é ter Emeline e Alice como damas de honra. Elas simplesmente não me deixam em paz.
São elas o motivo de eu estar experimentando quinhentos mil vestidos. Elas querem encontrar o vestido perfeito.
O vestido perfeito para eu me casar com Sirius!
Aliás, ele é quem anda se divertindo as minhas custas. Ele tem adorado provar os quitutes da festa e, principalmente, ver a cara das pessoas quando elas recebem o convite do casamento. Ele colocou um feitiço espelho nos convites. Quando eles são abertos, uma imagem da expressão de surpresa no rosto dos convidados aparece no espelho de Sirius e ele cai na risada.
E esse é o homem com o qual eu vou me casar.
Ah, tinha me esquecido do humor belicoso no qual James e Marlene se encontram. James está sarcástico e mal humorado. Ninguém consegue falar com ele por mais de cinco minutos sem sair chorando com o poder de suas palavras. E Marlene fica no sótão da minha casa, assistindo Dirty Dancing e comendo brigadeiro o dia inteiro. Da para escutá-la cantando "I had the time of my life" com uma voz chorosa no meio da madrugada.
Isso porque eles sabem qual é o motivo do casamento. Eles sabem o que está em jogo aqui.
Sirius sugeriu a James que ele usasse uma poção polissuco. Assim, quem se casaria comigo na realidade seria James e não Sirius. Mas essa ideia logo foi descartada. Há uma lei que obriga o altar de casamentos bruxos a ser enfeitiçado contra esse tipo de coisas. Aparentemente houveram vários casos no passado envolvendo casamentos ilegais nos quais a noiva ou noivo era enganado, pensando estar casando com alguém e na realidade ser outra pessoa. Eu disse a Sirius que isso não se aplicaria ao nosso casamento mentiroso.
Acabei descobrindo que nosso casamento vai ser tão verdadeiro quanto qualquer um. Só que vamos nos divorciar logo quando tudo acabar.
Isso deixou James pior do que ele já estava.
Eu tenho tentado anima-lo de todas as maneiras possíveis, mas o humor dele sempre acaba me afetando. Ontem mesmo eu arranquei uma das pernas da mesa e joguei na cabeça dele. Toda a comida caiu nos pés de Remus que estava ali quietinho na dele.
Pobre Remus.
Ele vem aturando esse clima maluco da casa sem reclamar. Ele que não tem nada a ver com o plano todo.
Bom... Talvez, indiretamente, ele tenha alguma coisa a ver com toda essa história. Tonks acabou envolvida nos planos malucos de Sirius. Ela queria tirar a maldição de Remus. E, inclusive, ajudou Sirius a esconder meus anticoncepcionais. Ela me confessando tudo logo que eu saí do hospital, me pedindo um milhão de desculpas. Foi aí que eu entendi a calma toda dela quando viu meu desespero quando eu descobri que estava grávida.
Tonks e Régulus têm estado depressivos também.
Ok.
Todos no Departamento de Segurança Bruxa estão depressivos, porque vou me transferir para o Departamento de Trato de Criaturas Mágicas. Isso vai acontecer depois que eu retornar da minha "Lua de mel" com Sirius. Nós vamos para a França.
Pelo menos é isso o que dissemos.
Isso me desanima.
Dentro de uma semana eu vou ser a "senhora Black".
Que horror.
- Ahhhhh! – Emeline da um gritinho agudo quando eu saio do provador. – De uma voltinha! Uma voltinha!
Eu a obedeço e giro em torno de mim mesma com um animo que deixaria qualquer um com vontade de morrer.
Meu humor de enterro não afeta minhas duas damas de honra, que estão eufóricas. Alice está de pé batendo palmas e Emeline está dando pulinhos de um lado para o outro. Até mesmo Madame Malkin parou de resmungar e está sorrindo para mim de forma assustadora.
Isso me deixa curiosa. Resolvo até me olhar no espelho.
Fico boquiaberta.
Quando Eme e Alice me passaram esse vestido e eu dei uma olhada nele pendurado em um cabide, o achei simplesmente ridículo. Achei o detalhe da saia muito chamativo e o fato de não ser tomara que caia um tanto quanto estranho. Sempre pensei em vestidos de noiva como tomara que caia. Mas não é que o vestido ficou bom e mim? Não está nem marcando minha barriga, que finalmente começou a aparecer.
O vestido é mesmo lindo. Perfeito.
Mas o noivo...
O noivo não é meu James.
É o chato do Sirius.
Imediatamente a imagem dos olhos tristes de James enquanto eu entro na igreja nesse vestido lindo para me casar com o melhor amigo dele brota em minha mente.
Fico instantaneamente emburrada.
Não quero ser a "Senhora Black".
- O que foi, querida? – Madame Malkin me pergunta ao ver meu bico.
Emmeline me dá um apertão na cintura e sorri docilmente.
- Ela anda muito estressada ultimamente. É porque Lily é muito perfeccionista e quer que o casamento saia perfeito. Ela queria adiar a data, mas Sirius não aguenta mais esperar. Se é que você me entende... Emme da uma piscadela para Madame Malkin que sorri maliciosamente.
- Mas ele não esperou antes... – A dona da loja aponta para minha barriguinha.
- É que ele não quer mais ter que fazer tudo as escondidas.
As duas começam a rir loucamente.
Eu fico vermelha.
Ótimo.
Era só o que me faltava.
Emmeline e Madame Malkin discutindo minha inexistente vida sexual com Sirius Black.
As duas ficam dando risadinhas e fazendo comentários nada apropriados por uns quinze minutos. Até que Alice começa a soltar vapor pelas orelhas de tanta vergonha.
Não sei por que ela tem essa mania de puritana. Não é como se ela fosse virgem.
Pagamos pelo vestido, o deixamos para uns ajustes finais e vamos para a última provação do dia: O bolo.
Vou encomendá-lo no mesmo lugar que Emmeline encomendou o dela. Fica a penas duas quadras da loja de vestidos onde estávamos. Não demoramos nem 10 minutos para chegar lá.
Encontramos Sirius nos espertando, encostado na vitrine com uma das pernas apoiada na parede e olhando para o além. Vários dos transeuntes olham para ele impressionados enquanto passeiam pelo Beco Diagonal, nem todos do sexo feminino (devo acrescentar). Ele fica mesmo bonito com a jaqueta de couro que eu comprei para ele de natal e essa calça jeans preta meio colada dele...
Sinto um chacoalhão no estomago. É Harry me lembrando que James é o dragão, o mais poderoso e mais legal de todo o universo.
"Eu sei bebê. Seu pai é o máximo" eu penso com a mão na barriga e o mal estar passa.
Harry é o maior puxa-saco do pai dele. Só porque James gosta de ficar falando coisas melosas com voz de bebê para a minha barriga. Chamando Harry de "meu meninão lindo" e tentando dar outros nomes para ele.
Ele me veio com Thor e Enri Hendrix. Descartei imediatamente. Já deixe muito claro que o bebê vai se chamar Harry James e ponto final.
Se deixasse para os dois escolherem, Harry teria um nome ridículo.
O pior de todos eles, e que Harry gostou muito, foi Sephiroth Patrick Potter.
Nem se Merlin descesse dos céus e me implorasse de joelhos eu daria esse nome para o meu filho.
- Moranguete.
Sirius saltita ao meu encontro quando me vê. Harry se remexe no meu útero como quem diz "que cara folgado". Ele quase me faz passar mal quando Sirius me dá um beijo rápido nos lábios.
"Pare já com isso Harry! Ele é seu padrinho! Se continuar com isso, vou parar de comer presunto"
Harry se chacoalha dentro de mim e depois fica quieto.
Ele gosta muito de presunto.
Dentro na loja, Sirius se diverte comendo todos os sabores de bolo possíveis. Pela quantidade de açúcar que ele ingeriu hoje, tenho certeza que vai ficar dias sem conseguir dormir. Emmeline e Alice escolhem um bolo de doce de leite e nozes, porque eu não tenho humor e nem vontade de provar nenhum. Fiquei enjoada a tarde inteira.
Me lembrando o tempo todo que meu casamento é em uma semana. Penso em James emburrado. Penso na minha irmã Petúnia.
Ontem fui visita-la.
Tinha que convidá-la para o meu casamento.
Eu não queria envolve-la nisso, mas todos iriam achar muito estranho o fato de eu não convidar minha própria irmã para meu casamento. O pessoal do departamento sabe que fizemos as pazes. Eu saí contando para todo o universo que ia ser tia.
Não preciso nem dizer que as coisas não foram nada bem durante a visita. Petúnia está com uma barriga imensa (para alguém grávida de 7 meses, parece que ela vai ter trigêmeos). Valter ficou bravo porque minha irmã quer sempre bancar a boa anfitriã e fazer várias coisas que não deveria estar fazendo com aquela barriga gigante. Petúnia se irritou com ele e os dois brigaram.
O clima, que já estava bem ruim, piorou quando eu apresentei Sirius como meu noivo (Ele foi junto. Primeiramente porque ele é o noivo e segundo porque preciso de uma escolta toda vez que vou sair, caso Voldemort saia de trás de alguma moita e me mate).
Petúnia não gostou de Sirius e ficou tentando me convencer a conhecer um vizinho trouxa dela. Então eu e ela brigamos porque ela não me aceita como eu sou, quer que eu seja uma trouxa como ela. Valter nos perguntou o que aquilo queria dizer. Petúnia se recusou a explicar.
Depois ela percebeu que eu estava grávida. Eu fui vestindo uma roupa larga para disfarçar a barriga e evitar um escândalo, mas não adiantou. Ela brigou comigo, se recusando a ir ao meu casamento.
Saí de lá aos prantos.
Acho que nunca mais vou ver minha irmã.
Minha vida é mesmo deprimente.
Bom, não tenho tempo para pensar nisso.
Preciso me preocupar com meu casamento.
E como sempre, quando queremos que o tempo demore para passar, ele passa muito mais rápido. Eu pisco o olho e já estamos no bendito dia.
O casamento, obviamente, será na mansão.
Afinal, todos os membros dos doze que conquistam o direito de se casar, devem fazê-lo lá.
E claro que todos os convidados (com exceção da minha preciosa irmã) aceitaram o convite por pura curiosidade. Todo mundo quer saber como é por dentro da gigantesca e antiga mansão dos Clow.
Antes de entrar eu fiquei horrorizada com o pensamento de que Tom Riddle estaria me esperando ali, pronto para me matar.
Quase que eu não entro. Emmeline teve que me empurrar mansão adentro.
Não acredito que vou me casar na mansão. Não acredito mesmo.
E ainda por cima me colocaram para me arrumar no quarto de Régulus.
De acordo com ele, o lugar mais seguro daqui.
Estou suando bicas enquanto Emmeline e Alice me ajudam a arrumar o vestido, a maquiagem e o cabelo. Remus está do lado de fora montando guarda. E Régulus está sentado na poltrona de almofadas de camurça verde esmeralda. A única coisa que o impede de me ver só de calcinha é esse biombo de madeira maciça decorado com entalhes de coelhos.
- Lily, pare de suar! Vai borrar toda a maquiagem e estragar meu trabalho. – Emmeline reclama.
- Desculpe se estou nervosa no dia do meu CASAMENTO com um homem que não amo e grávida de outro e, claro, com uma ameaça de assassinato pairando sob minha cabeça.
- Xiu! – Alice me repreende. – Não diga essas coisas! Não diga! Você AMA Sirius! Só está nervosa.
- Alice, não tem ninguém aqui, não precisa atuar.
- É. – Régulus entra no biombo para se intrometer na conversa. Ele está com o terno dele amarrado na cabeça para mostrar que não está me espionando e fala o mais baixo possível. Vou dizer que é um tanto quanto difícil entender o que ele diz com o som abafado pelo terno dele. – Mas as paredes por aqui têm ouvidos. Você deveria saber disso, já que usou nossas passagens secretas mais de uma vez.
- Tudo bem Regis. – Eu resmungo e o empurro para longe. – Agora volte para o seu lugar.
Régulus volta para o lugar dele e fica esperando as meninas terminarem de me arrumar.
Quando elas terminam estão com os olhos cheios de lágrimas.
- Ai, Lily. – Emmeline enxuga as lágrimas dela com cuidado para não borrar a maquiagem. – Você está tão linda.
Alice segura minha mão enluvada e me direciona até o espelho mais próximo.
É um espelho do chão ao teto com detalhes de coelhos nas bordas. Acho, inclusive, que esses coelhos são feitos de cristal. Que belo espelho.
E que pessoa mais bonita na frente dele.
Fico sem palavras diante da imagem de mim mesma.
Emme e Lice fizeram um bom trabalho.
Meus cabelos estão presos em um coque meio frouxo com algumas mexas caindo em cachos bem definidos. Para deixar o penteado ainda mais bonito, estou usando uma tiara de pérolas linda. A maquiagem está ressaltando meus olhos que parecem mil vezes mais verdes do que eles são. Estou usando um colar de prata maravilhoso, com um pingente em forma de lírio.
Meu vestido, bem, ele é lindo demais.
Eu estou parecendo uma atriz daqueles filmes de época.
Minha nossa.
- Caramba! Porque foi que eu não pedi você em casamento? Meu irmão é um sortudo. – Régulus se aproxima de mim com um lenço azul cheio de coelhinhos brancos desenhados. Ele beija minha mão e me entrega o lenço. – Uma coisa azul e emprestada.
- Ah Regis! – Estou emocionada com o nível de fofice de Regulus. O abraço e quase caio no choro em seus braços.
- Anda! – Emmeline sai me puxando para fora do quarto de Régulus antes que eu me debulhe em lágrimas e estrague todo o trabalho dela.
Encontramos Arthur no meio do caminho. Ele aceitou entrar comigo no lugar do meu pai. Despeço-me das meninas, de Regulus e Remus enquanto eles fazem a entrada deles (Remus ficou boquiaberto quando me viu. Não conseguia nem falar).
Nós dois ficamos esperando nossa vez e eu me surpreendo com o jardim onde, meses atrás, eu quase morri congelada e que agora mais parece um paraíso tropical.
Tem um arranjo gigante de madeira em forma de portão com flores de cerejeira marcando o início do meu caminho. Dois duendes gordinhos de smoking estão parados, cada um de um lado da entrada, segurando trompetes. Nenhum deles olha para mim ou para Arthur. Eles parecem estar concentrados em algum mistério da natureza ou algo assim.
O sol começa a se por bem atrás do altar lá na frente, onde Sirius está, tão distante que não consigo enxergar seu rosto direito. Ele parece nervoso. Do lado dele estão Remus e James. Meu coração se contrai ao ver meu James ali, tão perto e tão longe.
Poderia ser ele.
Tento não pensar nisso, preciso parecer feliz.
Resolvo prestar atenção na decoração do jardim ao invés de pensar no quão lindo James fica de smoking. Estamos no finzinho do inverno. Ainda tem neve, mas um feitiço foi colocado aqui para que a neve não tocasse o chão. Ao invés disso, um tapete verde se estende por todo o lugar, com Lírios por todos os lados. O caminho até o altar está cheio de pedras verde-esmeralda, da cor dos meus olhos, há cordões de ouro entre as fileiras de assentos emoldurando meu trajeto.
Vejo os convidados sentados nos bacos brancos almofadados, extremamente luxuosos. Marlene está lá no meio. Ela está sob o efeito de uma poção polissuco, mas consigo identifica-la facilmente por sua expressão de quem está indo para a forca.
Severus está ali também. Seus olhos mapeiam o lugar, procurando alguma coisa, alguma ameaça. Ele parece tão sério.
Molly está sentada nos bancos do meio com as crianças, a barriga dela está imensa. Tonks e Régulus estão no banco de trás ao lado de Benjamim. Meus colegas de trabalho – parecendo um tanto quando incomodados com Moody no meio deles -, meus antigos colegas de Hogwarts, os professores, até Hagrid veio. Todos estão aqui.
Todos menos minha irmã...
E Peter.
Sinto a falta dele. Gostaria que ele não tivesse virado um comensal da morte. Gostaria que ele não fosse um traidor.
Também gostaria que no lugar de Sirius, quem estivesse me esperando no altar fosse James.
Meus olhos se enchem de lágrimas. Eu mexo minha cabeça de um lado para o outro e consigo me recompor.
Engulo seco, e tento não suar.
Minhas mãos estão frias e as luvas brancas que estou usando estão absorvendo meu suor e ficando meio molhadas. Seguro o buquê com firmeza e olho para Arthur dando sinal para iniciarmos o show. Ele sorri para mim, me dando forças para continuar. Quando dou o primeiro passo, os dois duendes começam a tocar os trompetes anunciando minha chegada.
Todos se levantam e olham para mim admirados com as fadinhas brilhantes que alçam voo conforme eu avanço pelo caminho, esvoaçando pelo céu que escurece, iluminando todo o jardim.
Estou tão nervosa durante a cerimonia - realizada por um bruxo muito velho com uma barba maior que a de Dumbledore - que nem presto atenção no que é dito.
Foco meu olhar em Sirius para não cair na besteira de encarar James. Sei que se olhar para ele, vou acabar fugindo daqui.
Apenas falo quando é necessário. E quando acaba, tento dar um beijo rápido em Sirius, sabendo que James está ali vendo tudo.
Oh James.
Eu sinto muito por tudo isso.
Sinto muito também pelas fadas voando ao redor de Sirius e de mim, nos forçando a ficar abraçados enquanto os convidados se levantam e aplaudem emocionados. Sirius pega minha mão e nós vamos meio correndo até o outro jardim onde será a festa. A cauda do meu vestido esvoaçando atrás de mim junto com as pétalas dos lírios e das flores de cerejeira. O brilho prateado das fadas serpenteando o céu.
Vou ter que confessar: Emmeline fez um belo de um trabalho aqui.
No meio do caminho Sirius me empurra em direção à parede e, ao invés de bater minha testa, eu me vejo dentro de uma sala com uma lareira e móveis de escritório de madeira escura. Ele não parece estar muito bem, está meio verde e passa as mãos pelos cabelos os deixando quase tão despenteados quanto os de James.
- Porque ela veio afinal? – Ele diz enquanto anda de um lado para o outro.
- Quem Sirius?
- Marlene! – Ele ergue as mãos o mais alto possível depois as solta. - Não suporto vê-la daquele jeito.
Ele está quase tão desolado quanto aquele dia em que chorou nos meus braços.
Isso corta o meu coração. Não aguento mais ver as pessoas sofrendo desse jeito.
Quero que tudo isso acabe logo.
Coloco a mão em seu ombro e tento ajeitar seus cabelos rebeldes.
Sirius encara o chão, amuado.
- E você acha que está sendo fácil para eu ver o estado de James?
Sirius sai de perto de mim abruptamente e volta a andar de um lado para o outro se descabelando.
- Mas que grande porcaria eu fiz. Que grande idiota eu sou. – Ele choraminga. - Pensando que seria fácil quebrar essa droga de maldição. Acabei foi magoando as pessoas mais importantes para mim. Não presto para nada mesmo.
Não tenho mais paciência para os dramas de Sirius. Ele fez mesmo algo muito errado, mas não adianta ficar se lamuriando por causa disso. Toda ação tem uma reação. Todos nossos atos têm consequências, boas ou ruins. Temos que saber lidar com isso da melhor maneira possível. Ficar choramingando pelos cantos e se culpando não ajuda em nada.
- Sirius, não diga isso! – Eu o abraço por trás e o seguro com força quando ele tenta se soltar. - Vai dar tudo certo! Você vai ver.
Acabo consolando ele novamente ao invés de lhe dar um sermão. Acho que ele já está sentindo muito na pele as consequências do que fez. Não precisa de mais uma pessoa jogando na cara dele o quão idiota ele foi.
Alguns minutos se passam e nós continuamos nesse estranho abraço. Até que eu começo a ficar agitada.
- Vem, Sirius, vamos para festa. Somos os noivos, temos que nos divertir.
- Será que não dá para gente ficar aqui mais um minuto? Podemos fingir que estamos transando.
- SIRIUS!
- Todo mundo já sabe que você está casando grávida mesmo. – Ele sorri.
- Anda, vamos logo! – Dou uma tapa nas costas dele e seguro sua mão o puxando para a saída do escritório estranho. - Antes que eu resolva te matar!
Quando chegamos ao outro jardim, onde a festa já começou, somos recebidos com aplausos dos muitos convidados. Logo começamos a romaria das fotos, então vamos passando em todas as mesas para dar um olá para as pessoas.
Obviamente não me lembro do nome de quase ninguém. Sirius acha muito engraçado me ver desesperada sem saber como cumprimentar meus próprios convidados porque não consigo me lembrar de seus nomes. De vez em quando ele sussurra os nomes no meu ouvido.
Chegando à mesa dos professores de Hogwarts somos abraçados por um Hagrid muito emocionado e uma Mcgonnagal chorosa. Tenho sérios problemas com o professor de poções. Não consigo me lembrar de jeito nenhum o nome dele...
- Você sempre foi uma das minhas alunas prediletas, Lily! – Diz o professor que não para de me abraçar de um jeito estranho. Tudo o que eu quero é me livrar dele. – Você se lembra das minhas reuniõezinhas não se lembra? Seria muito interessante se você e seu marido pudessem se juntar a nós em uma delas. O que você acha?
Ah aquelas reuniões cheias de gente estranha! Lembro-me muito bem daquilo. Era um inferno.
- Horácio! – Dumbledore me tira dos braços inconvenientes do professor de poções, cujo nome finalmente me lembrei "Horácio Slughorn". E o clubinho dele... Slugclub.– Você está monopolizando a noiva.
Dumbledore está usando vestes bruxas de gala roxas com detalhes em prata e um chapéu de cone combinando. Petúnia diria que ele parece um lunático. Eu acho que ele está elegante, a sua maneira. Ele me abraça e sussurra em meu ouvido…
- Foi uma bela encenação. Tenho certeza que tudo sairá bem, querida.
Eu arregalo meus olhos para ele. Como ele sabe? Ele por acaso sabe de tudo? Será que ele pode ler mentes?
Sirius me puxa para mais uma mesa antes que eu possa fazer qualquer tipo de pergunta a Dumbledore.
Chegamos ao lugar onde os padrinhos estão. James, Remus, Emmeline com Benjamin e Alice com Frank estão entretidos em alguma conversa sobre Hogwarts. James está sentado bem do lado de Emmeline. Ele está sendo muito forte.
No lugar dele, teria ido embora já.
Quando me abraça, ele sussurra que estou horrorosa e da uma risada rouca em meu ouvido que me deixa toda arrepiada. O aperto de mão que ele dá em Sirius é um pouco forte demais (ele quase quebra a mão de Sirius) e ele pede desculpas, com uma expressão de falsa inocência.
Depois de passarmos por todos os convidados, o baile começa.
A banda aparentemente é muito famosa, pois um burburinho imenso se forma quando eles se apresentam e nos parabenizam. A pena de Rita Skeeter (Sirius a convidou para fazer um pouco de publicidade sobre nosso casamento) praticamente entra em combustão de tanto que a garota escreve.
A primeira dança é apenas minha e de Sirius. A banda toca uma música bruxa com uma letra super brega sobre a magia do amor. Jamais escolheria uma coisa dessas para a dança do meu casamento. Mas os convidados parecem ter achado tudo muito lindo. Sirius me rodopia de um lado para o outro, borboletas douradas nos rodeiam e flores desabrocham enquanto vamos avançando pela pista fazendo um efeito magnífico. No final da música ele me dá um beijo Hollywoodiano que deixa a plateia eufórica.
Meu casamento falso está sendo um espetáculo dos melhores. Aposto que vão falar sobre ele durante anos.
E aposto que James vai quebrar a cara de Sirius no final da festa. Esse cachorro está se aproveitando demais da situação, me beijando a toda hora. Não sei se ele e Marlene realmente têm alguma coisa, mas se eu fosse ela terminava tudo com ele depois dessa festa.
Sirius não presta.
Quando a marcha dos noivos termina eu danço com Arthur, Remus, Benjamin, Frank, Severus, Régulus. Várias músicas bruxas, uma pior do que a outra. Esse povo tem um péssimo gosto musical.
Já não aguento mais dançar quando Frank Sinatra começa a tocar.
"Someday
When I'm awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight"
Até que enfim uma coisa decente!
Sinto um toque conhecido em meu ombro e me viro - as famosas borboletas se formando em meu estomago. James me puxa para seus braços e começa a me conduzir suavemente pela pista de dança como se eu fosse leve como uma pluma. Minha nossa! Não imaginava que ele soubesse dançar tão bem. E como ele está lindo.
Vários pensamentos pecaminosos se passam pela minha mente. Eu poderia muito bem me prender com ele naquele escritório estranho. Onde ficava mesmo?
- Você fez de propósito não foi? – James me desvia de meus pensamentos pecaminosos. Seu tom de voz é acusador.
Fico apreensiva.
- Fiz o que? - Eu rebato.
"Yes you're lovely
With your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight"
Ele ri. E eu me sinto aliviada.
Prevejo a chegada de alguma piadinha de extremo mau gosto.
- Veio assim horrorosa, porque no nosso casamento vai estar mil vezes mais linda.
Sorrio com o rosto em seu ombro, sentindo seu cheiro.
- James, seu besta.
"With each word your tenderness grows
Tearing my fear apart
And that laugh
Wrinkles your nose
Touches my foolish heart"
- Eu te amo. – James enterra o rosto em meu cabelo. E fala baixinho. - Te amo tanto que estou deixando você se casar com meu irmão. Assim, tão linda. E tudo o que sobra para mim é uma dança, uma música de três minutos.
"Lovely
Never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it
Cause I love you
Just the way you look tonight"
- James.
- Xiu. – Ele coloca o dedo sobre meus lábios e sorri. Um sorriso triste. - Me deixa curtir meus três minutinhos, ruiva. Me deixa sentir você junto de mim.
Eu o obedeço. Apenas sinto seu corpo contra o meu, me conduzindo através da música.
"And that laugh
That wrinkles your nose
It touches my foolish heart
Lovely
Don't you ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it
Cause I love you
Just the way you look tonight
Hmm...
Hmm...
Just the way you look tonight"
A música já está no final quando eu escuto um barulho estranho. Algo como um baque imenso, alguma coisa caindo.
Fico tensa imediatamente. James percebe.
- Que barulho foi esse?
Ele olha de um lado para o outro procurando a fonte do barulho, assim como eu. E então ouvimos novamente.
É quase como se alguém tivesse deixado todos os pratos da cozinha caírem. Mas eu tenho a sensação ruim de que não é isso. Dessa vez alguns dos convidados parecem ter notado também, eles olham curiosos na a porta que dá para o interior da mansão.
Me solto dos braços de James, meus olhos rastreando a festa a procura de Molly e das crianças. Alguma coisa ruim vai acontecer e preciso tirá-los daqui. Avisto Sirius com a senhora ruiva meio corcunda que teoricamente é minha mãe, mas na realidade é Marlene, os dois estão vindo na minha direção e de James com cara de preocupados. Eles ouviram o barulho também.
Ouvimos o barulho mais uma vez e agora estou completamente agitada.
Régulus surge logo atrás de nós, com Remus e Tonks em seu encalço.
- Peguem Molly, Alice e as crianças e vão para a passagem sul. – Sirius diz para mim e Marlene.
- Sirius...
Lene parece prestes a reclamar, mas Sirius a corta imediatamente:
- Nem comece, Lene. Só vá logo. Vá com elas, Régulus.
- Certo. – Régulus assente, um tanto quanto surpreso por Sirius estar falando com ele.
- James.
- Não se preocupe, ruiva. – James acaricia minhas costas. - Nós só vamos ver o que é esse barulho. Finja que está indo para o banheiro, fique na passagem e espere nosso sinal para voltar.
- Tudo bem.
- Vai ficar tudo bem. – Sirius dá uma piscadela para Lene tentando aliviar um pouco o clima entre os dois. Eu acho que não funcionou muito bem. - É só um dos elfos derrubando a louça!
Eu realmente duvido que seja isso.
Encontramos Molly e Arthur tentando acalmar os gêmeos que estão hiperativos escalando as cadeiras. Eu a ajudo pegando um deles, Régulus pega o outro e Marlene segura as mãos dos dois mais velhos enquanto o nerdinho se agarra nas pernas de Molly.
- O que foi? – Ela me pergunta.
As pessoas da mesa do lado olham curiosas para nós.
- Nada, só vamos ali ao banheiro comigo? – Eu digo alto para que os curiosos escutem. - Acho que esse safadinho aqui sujou a fralda!
Molly e Arthur percebem que alguma coisa está errada e me seguem. Digo baixinho para Arthur ir dar uma olhada nos meninos, ele assente e vai.
O gêmeo se remexe loucamente nos meus braços querendo ir para o chão. Não o largo. Molly vem atrás de nós. Vejo Emme e Alice conversando animadas, eu as assusto quando praticamente ordeno que elas venham ao banheiro comigo, mas elas me obedecem sem questionar. Logo estamos fazendo uma verdadeira marcha em direção a tal passagem sul.
Disfarço o melhor possível dando uma dançadinha de vez em quando (o gêmeo em meus braços parece gostar da dancinha, ele gargalha loucamente quando eu faço isso. Bom, pelo menos alguém aqui está se divertindo).
Um grito interrompe a música, seguido pelo barulho de alguma coisa dura estacando no chão. É uma das várias portas gigantescas que dão para dentro da mansão. Acho que a porta caiu em cima de alguém. Meu Deus!
De dentro da porta surgem vários homens de capas pretas e máscaras brancas com sorrisos sinistros: os comensais da morte. Eles invadem os jardins lançando feitiços em qualquer um que apareça no caminho deles. Os elfos domésticos da mansão que estavam de guarda são suspensos no ar, alguns deles estão sangrando. Os convidados começam a correr de um lado para o outro em pânico.
Seguro Marlene pelo cotovelo, ela está olhando para a multidão a procura de Sirius. Eu a forço a continuar nos guiando até a passagem. De todos nós, ela é quem mais corre perigo aqui. Voldemort com certeza deve estar procurando por ela. Para melhorar tudo, a poção polissuco está começando a perder o efeito.
- Vamos. – Eu a forço a andar com a gente.
Apertamos o passo. Não podemos correr muito, porque Molly está grande demais para isso.
Régulus e eu lançamos feitiços de escudo e proteção sob ela e as crianças e corremos por entre as pessoas em pânico.
Uma das poucas coisas que me deixa aliviada é o fato de Dumbledore e Moody estarem em algum lugar por aqui. E é claro, todo o Departamento de Segurança Bruxa também. O que os comensais estavam pensando ao atacar esse lugar?
Será que Tom Riddle está no meio desses mascarados? Será que ele veio para me matar ou isso é apenas um recado claro para os membros dos doze que não se juntaram a ele?
Se for isso ele está mudando drasticamente sua maneira de agir. Ao invés de continuar nas sombras sem ter uma imagem vinculada a seu nome, ele simplesmente está jogando na cara da comunidade bruxa quem ele realmente é.
Acho que agora as coisas vão realmente ficar feias.
Conseguimos chegar em segurança na entrada da passagem. Régulus abre a passagem e começa a nos coloca para dentro.
Eu estou segurando o bebê e tentando fazer Emmeline vir conosco. Ela insiste em ficar. Quer procurar por Benjamin que está no meio da muvuca.
- Eu preciso... preciso encontrar Benji.
- Emme... Emme entre na passagem. – Eu tento segurar seu braço, mas ela se afasta de mim.
- NÃO VOU SEM MEU MARIDO! – Ela grita e sai correndo para o meio da confusão nos jardins da mansão.
Eu fico desesperada.
- Eu vou atrás dela. – Régulus diz enquanto me empurra para a abertura na parede e a fecha na minha cara.
- Nos encontramos lá fora. – Sua voz soa distante, por trás da parede e então desaparece.
Não temos nada a fazer a não ser sair desse lugar, então começamos a andar pela passagem estreita, escura e húmida. Meu coração está disparado, não estou conseguindo respirar direito e meu estomago está revoltadíssimo.
Harry está quieto no meu útero. Acho que ele está com medo.
Tento me tranquilizar, repetindo um mantra em minha mente "todos estão bem, tudo vai ficar bem, ninguém vai se machucar". Se eu repetir isso muitas vezes, talvez se torne real.
Marlene nos indica o caminho certo para fora da mansão. Suas mãos estão tremulas e as roupas de gala que ela está usando estão frouxas em seu corpo pequeno e magro agora que o efeito da poção polissuco passou por completo. Eu seguro sua mão procurando transmitir alguma vibração positiva e ela me dá um sorriso torto.
Os ruídos abafados de gritos conseguem nos deixar muito mais tensos do que já estamos.
Molly está atrás de mim com a mão na minha nuca. Sua mão está gelada e suada. Estou preocupada com ela, nesse estágio da gravidez passando por um estresse desses, não deve fazer bem.
O gêmeo em meu colo está quietinho e em alerta, seus olhinhos castanhos captando todo e qualquer movimento estranho.
Alice está cuidando do final da fila, com a varinha em mãos caso alguém apareça atrás de nós.
Meu vestido vai se arrastando pelo caminho, deve estar preto de passar por esse chão sujo e cheio de bichos nojentos.
Em algum ponto do percurso chegamos à parte mais profunda da mansão. Não ouvimos mais os barulhos da luta que está ocorrendo lá em cima, mas o silencio é quase tão perturbador quando os gritos. Vez ou outra, escuto os fungados de alguma das crianças.
Pobrezinhas. Devem estar morrendo de medo.
Tenho a impressão de que estamos andando há muito tempo. Já deveríamos ter chegado a algum lugar, mais nada. Será que Marlene se perdeu?
Não quero perguntar isso em voz alta. Acho que vai acabar deixando todos mais nervosos ainda.
Molly solta a minha nuca de repente e se apoia em uma das paredes. Ela segura a varinha de forma frouxa em sua mão esquerda. Seu rosto está contorcido em uma careta de dor.
- Molly? Você está bem?
- Mamãe?
Ela perde o equilíbrio e vai caindo no chão. O mais velho tenta segurá-la, mas ele é muito pequeno e sucumbe sob o peso da mãe. Alice e eu conseguimos ergue-la antes que ela atinja o chão.
- Mamãe! – As crianças começam a chorar.
- Calma. – Eu tento tranquilizar os meninos, mas estou tão nervosa quanto eles. – Calma. Está tudo bem. Ela só está desmaiada. Falta muito para chegarmos, Lene?
- Eu fiz o caminho para a saída mais perto do lugar onde podemos aparatar. – Ela explica. Está tremendo da cabeça aos pés. - Só que é o caminho mais longo. Estamos quase lá, mais uns dez minutos, talvez.
- Certo. Precisamos leva-la ao Saint Mungus o mais rápido possível. Chegando à saída eu vou aparatar no hospital. Vocês vão para... – Não posso manda-los para a minha casa, talvez não seja mais seguro lá. Também não acho que a casa dos Weasley seja o melhor lugar para se esconder. Para onde nós vamos? – Para a casa de Alice! Fiquem lá escondidos no porão.
- Porque no porão? Você acha que alguém vai nos procurar lá?
- Não sei. Mas é melhor prevenir do que remediar.
Com um feitiço faço o corpo inconsciente de Molly levitar e o conduzo com cuidado. O gêmeo em meu braço parece cada vez mais pesado. Alice está segurando o outro bebê, os dois mais velhos estão com Marlene...
Espere.
Conto as crianças: um, dois, três, quatro...
Está faltando um.
Onde está o nerdinho?
Olá pessoas! Como vão?
Dessa vez a atualização saiu rápido não foi?
:D
Respondendo as Reviews:
Capítulo 27:
- HelloCullenPotter – Muito Obrigada pelo elogio! Prometo que vou tentar postar os capítulos mais rápido. Principalmente agora que estamos na reta final.
- Lalaias – Acho que você entendeu porque o Sirius beijou a Lily no final do capítulo né? Ele tentou de alguma forma arrumar a besteira que ele fez. Não que tenha dado muito certo no fim das contas... mas não custa nada tentar, não é mesmo?
- Srta Malfoy – Tonks e Regulus estavam paralisados de medo. Eles são novatos, a Tonks acabou de terminar o treinamento de auror. Tadinha.
Bom, sobre a sua pergunta... no final da fic você vai descobrir se Lily e James ficarão vivos para criar o pequeno grão de areia.
E eu gosto do Draco até... ele é um filhinho de papai, super coxinha. Achei que ele merecia um final menos loser do que ele teve. O garoto tinha potencial. Acho que ele foi mal aproveitado.
- Kait Weasley – Continuação postada ;D
- Lene – Calma! Eu vou terminar a fic! :D
Capítulo 28:
- HelloCullenPotter – É, eu coloquei a meta de mais cinco capítulos porque eu acho que as coisas já estão ficando muito enroladas. Eu tenho que continuar minhas outras fics e já tive uma ideia para uma nova! Mas preciso terminar essa primeiro! :D
Muito Obrigada por acompanhar e deixar comentários!
- Lalaias – Que bom que você me entende! Eu vou tentar terminar essa fic antes de Julho! É uma meta! O problema é que conforme chega no final eu fico com mais preguiça de escrever! Hahaha.
E o final desse? Gostou?
- DanyC – Olá! Seja bem vinda! Que bom que você gostou da minha fic! Continue acompanhando e deixando recadinhos! :D
Nossa, eu não tinha pensado sob esse ponto do Jay tomar uma poção polissuco... vi sua review quando eu estava quase terminando o capítulo então tive que inventar uma desculpa esfarrapada. Hahahahhaha
Bom pessoal, muito obrigada pelo carinho!
Continuem comentando!
Mil beijos e até o próximo capítulo.
J. Menezez.
