Capitulo 28 – o Resgate de Sirius Black. Parte 2
- eu sempre soube que você seria uma traidora, minha querida Cissa Black...
Narcissa sentiu cada pequena fibra de seu corpo ser percorrido por um vento gélido, ao ouvir aquela frase, o tom de voz conhecido, e até mesmo a pronuncia de seu apelido de adolescência foram como golpe cortante.
Olhou na direção da voz, e o encontrou encostado em uma pilastra, ele apesar do tom de voz estava surpreso, e parecia estar perdido, em pensamentos.
Era claro, que ele ao contrario do que tentava demonstrar, jamais imaginava o que estava vendo, com a varinha pronta para um duelo, se aproximou da irmã, que tinha paralisado diante do homem a sua frente, viu Snape, puxar totalmente o capuz em uma tentativa de esconder o rosto, que falhou miseravelmente.
- Cissa, o mestre tinha tantos planos para você, e você como a ingrata de sua irmã acaba de jogar tudo para fora, você seria uma princesa no novo mundo das trevas, e agora se junta, a essa bruxa sem capacidade – ele olhou com certo nojo, Andrômeda, que se encolheu diante dos olhos negros e frios do Homem. – e você Severus, não tente me enganar, pois reconheço seu cheiro a distancia, já que sempre fui obrigado a agüentá-lo andando ao lado de minha mulher. Provou agora o que eu suspeitava, desde o inicio, você nunca foi fiel, ao Lord Negro, e sim sua fidelidade sempre esteve com ela.
- antes ser fiel, a uma bela mulher, que ser cachorrinho de um monstro egocêntrico, Rodophous.
Snape já estava perto de Sirius, que se encontrava em estado lastimável. Era evidente as marcas mal curadas de uma sessão de tortura, cruel. O sangue ainda escorria fresco em algumas partes do corpo dele, em outras podia se ver ferimentos mal cicatrizados e inflamados...
Raciocinou rápido, vendo que provavelmente o trabalho parara no meio, e que Lestrange estava ali, para manter Sirius vivo, mas como em tudo que fazia ele estava mostrando sua inaptidão, ainda mais nas artes de cura.
- pelo visto, está cuidado muito mal, do Black, diga-me ainda tem raiva por ter sido passado para trás por ele.
Snape atacou Rodophous em seu ponto fraco, o orgulho ferido, pela traições eternas da esposa.
- cale-se traidor, você terá o mesmo destino dele.
Uma luta foi começada entre os homens enquanto as duas mulheres se aproximaram do primo, Andrômeda, olhava para o corpo do primo com uma angustia, tendo cuidado para não machuca-lo ainda mais, cortou as correntes que o prendiam e com ajuda da irmã, ergueu o corpo do primo, que balbuciou, algo que elas não entenderam.
Afastaram-se em direção do vórtice, arrastando com dificuldade o corpo de Sirius, até que ambas se lembraram ao mesmo tempo do feitiço de levitação, com o corpo dele, melhor acomodado, seguiram em frente, sem olhar para trás.
Antes de entrarem na passagem, Andrômeda com todo o desprezo que tinha pelo "cunhado" disse em tom de pilheria.
- pare de brincar com esse inútil, Severus, já estamos de saída.
Vendo que se distrairá com Snape e esquecerá as cunhadas, ele tentou jogar um feitiço, mas logo Severus atendeu ao pedido de Andie e parara de brincar. Com um gesto rápido indicara a Andrômeda o que ela devia fazer.
Enquanto Snape aproximava-se lentamente com um olhar sádico, Lestrange sentiu o corpo se tomado pelo medo poucas vezes vira esse olhar em Snape e nessas poucas vezes, o alvo do olhar se arrependerá, tentou jogar um feitiço em severus que rebateu sem pestanejar, mas Lestrange cometerá um segundo erro aquela noite, não era com Snape que ele devia se preocupar.
Um som mortal encheu seus ouvidos em um tom doce.
- avada kedrava.
Rodophous mal sentiu a morte se abatendo sobre ele.
Andrômeda, guardou a varinha e foi em direção ao vórtice.
Sacudindo a cabeça, em sinal de aprovação Narcissa sorriu e seguiu a irmã.
Enquanto as irmãs Black saiam levando o corpo de Sirius, Severus demorou-se analisando a sala, em busca de algo que pudesse denunciar, a passagem deles por ela, viu o sangue que estava espalhado em profusão no chão.
E seus olhos alcançaram à taça. Sem sequer pestanejar pegou o cálice levou embora, o quer que o Lord das trevas pretenda fazer com o sangue de Sirius não era boa coisa.
Antes de sair pegou a varinha de Lestrange com cuidado para não toca-la, nem encosta-la e sua pele, e sussurrou as ultimas palavras mágicas que aquela varinha ouviria.
- incendium.
Deixou a sala se tomada, lentamente pelo fogo.
Assim que Severus Snape pisou os pés de volta ao descampado, Draco fez um movimento sutil e colocara as mãos em torno de Hermione, sinalizando a garota que era à hora de cessar o feitiço.
Hermione que tinha perdido noção do que ocorria a sua volta sentiu o toque quente de Draco, e entendeu sem que nenhuma palavra fosse dita que, tudo acabará, juntou o que restou de suas forças, e invocou novamente a aura mágica, agora dessa vez para selar o portal, apagando a possibilidade de serem encontrados.
Hermione levantou os braços e ergueu sua voz.
- "Audiatme, Morgana, priestess de Avalon, defedo dos Blacks"...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks. Aqui diante de ti se encontra tua filha, que se ajoelha e volta à face diante de ti...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks. Venho pedir que me envolva em seu poder, para que eu traga as brumas, para minha proteção...
Ouça-me morgana, princesa da Cornualha, criadora do clã, líder de minha casa, eu que cujo sangue vem de ti, lhe rogo proteção.
Eu que já provei do caminho amargo, e das dores, que me foi imposta, eu que não me curvei às vontades dos homens, venho a ti para buscar as brumas...
- ouça-me morgana, eu que sou sua filha, Herdeira da dinastia... Portadora do stigma... Eu que já abri as brumas e encontrei meu sangue, venho trazer as brumas para fechar meu caminho, que ninguém que não tenha teu sangue possa trilhá-lo.
- ouça-me Morgana, minha mãe e senhora, eu te devolvo as brumas, e me despeço, carregando comigo teu poder, como assim foi nos tempos antigos, como é nos tempos atuais, e como sempre será no futuro, de nossa casa.
As brumas que envolviam a todos, foi sumindo e levando com elas o portal, os bruxos, estavam envolvidos pela mágica antiga, suspiraram, ao ver o portal ser selado... Eles estavam em segurança.
Hermione desmaiou nos braços de Draco Malfoy.
Bellatrix correu ao encontro de Sirius assim que as brumas revelaram o corpo do amado, com uma dor, procurou no corpo machucado sinais de que ele estava vivo sua face molhada pelas lágrimas, relaxou quando encontrou a leve pulsação de Sirius.
Tomando cuidado, para não machuca-lo ainda mais, Bella, passou com ternura as mãos, pelo rosto, marcado do amante, sentindo uma felicidade, que jamais pensará sentir novamente, estava ao lado dele, e faria de tudo pra ouvi-lo novamente lhe chamar de "minha estrela".
- Sirius, meu amor...
Sirius que estava preso na semi-consciência trazia pela dor, achou que estava tendo outra alucinação ao ouvir a voz de Bella, mas quando sentiu em sua pele ferida o toque inconfundível da mão da amante, Sirius deixou uma lágrima de alegria e alivio percorrer, o mesmo caminho antes feito pelas lágrimas de sangue, e tentou dizer algo, mais suas forças se acabaram, porém ele desmaiou, nos braços da mulher amada, sabendo que pela primeira vez, em anos, ela estava em casa, e nunca mais estaria longe das pessoas amadas.
Snape abraçou Narcissa que deixava escorrer no belo rosto, lágrimas, ao ver a cena do reencontro de Bella e Sirius.
- não se preocupe Cissa, agora tudo vai melhorar.
Eles voltaram à atenção ao ouvir um leve resmungar de Draco.
- nada contra a essa cena tocante, mas seria bem mais seguro e confortável, nos abraçarmos e confraternizarmos em outro lugar, porque apesar de Hermione ser leve, e eu não me incomodar de segurar ela, acho que tanto ela como o pai, estão precisando de uma visita da madame Pomfrey e de umas boas poções revitalizantes.
Draco tinha um sorriso cansado no rosto, mas não deixava de mostrar em seu rosto, que estava satisfeito, com o resultado da missão.
Snape e Bellatrix levaram o corpo de Sirius em direção, ao refugio de Snape.
Quando chegaram lá, Draco depositou Hermione no quarto do padrinho, e voltou à sala.
- Draco, você ficara aqui com Hermione, e deve tomar também esta poção. Que está neste frasco, você pode não estar sentindo agora, mais em breve será cobrado o preço, por ter estado ao lado de Hermione na execução do feitiço, logo que ela acordar de a ela, os outros dois e mande-a esperar que eu venha buscá-la. Não saiam daqui sob hipótese alguma, antes de eu chegar, há essa hora já foi descoberta a fuga de Sirius e temos que pensar em um bom álibi para nós dois.
Narcissa não se contendo de orgulho, diz ao filho.
- você foi brilhante Draco.
Em um lapso de humildade pouco comum em Draco.
- que nada mãe, eu não fiz quase nada.
Bellatrix que ainda tinha os olhos voltados a Sirius ergueu seus olhos que encontraram ao do afilhado.
- jamais se menospreze você teve um vital papel, a base, para um feitiço deste porte é tão importante quanto o executor, se você não estivesse lá, ela teria morrido, você fez o que tinha que fazer trazendo Hermione do desespero, senão fosse um bruxo espetacular; e não fizesse jus ao nome Black, a aura mágica do feitiço te mataria Draco, você foi impecável.
- vamos para de elogiá-lo, que ele nunca sofreu de excesso de humildade...
Snape sorria pra Draco com evidente orgulho também.
Quando Bella, Severus e Narcissa se preparavam para levar Sirius até o Saint Mungus, Andrômeda que estava quieta desde que voltara do vórtice, rompeu em um choro compulsivo.
Severus foi até a mais velha das Black e consolou-a
- não se culpe pelo que fez, você fez o que tinha que fazer.
- eu sei Severus, mas nada tira o fato que matei um ser humano...
Bellatrix olhou indagadora para Narcissa que sussurrou.
- ela lhe fez um favor Bella, você acaba de ficar viúva.
Bellatrix foi até a irmã, e abraçou-a.
- jamais esquecerá o que fez, e nem quero que esqueça, Andie, quando deixamos de nos importar com os atos hediondos, que somos obrigados a fazer é que chegamos ao fim de nossas esperanças, mas querida, se existe algo, que pode aliviar sua dor, é que Rodolphous a muito deixará de ser um ser humano.
Andie secou as lagrimas e sorriu.
- afinal tudo valeu a pena, já que agora poderemos fazer uma reunião, com todo o poderoso clã Black.
Enquanto os demais foram com Sirius, para um lugar onde ele recebesse cuidados, Draco, sentou-se pensativo, sua mente trabalhava febrilmente no que tinha que fazer.
Depois de cerca de meia hora, ouviu um barulho vindo do quarto, pegou a poção, e levou para Hermione, que fazia visível esforço, para levantar.
- deve ficar deitada, já que não vai adiantar levantar.
Hermione tomou um susto, pois não o vira se aproximar.
- quero ver meu pai.
- ele foi levado, para receber tratamento medico, pois creio, que ele teve um péssimo dia em companhia do lord das trevas.
Hermione sentiu seu animo cair, pois estava morrendo de saudades de sirius e queria ver se ele estava bem, viu draco entornar algo em uma taça, e dar a ela.
- nem faça cara feia, toma, pois se você não tomar, acho que sou deserdado.
Hermione tomou o liquido de gosto amargo e subitamente se sentiu bem melhor.
- bem que dizem que os melhores remédios têm gosto amargo.
Draco olhou divertido para aquela que era sua prima.
- isso por acaso é um ditado trouxa, pois é a coisa mais absurda que já ouvi, isso é amargo, pois Severus, não teve paciência de colocar ai uma essência gostosa, apenas para castigar o bruxo que precisasse toma-la.
Hermione deu uma risada, forte, deitou na cama de novo.
Teve um pressentimento ruim, e sua mente foi até Carlinhos, sem saber o porquê de estar preocupada com ele, mas no mesmo momento se lembrou de Harry.
- oh por Merlin, temos que avisar Harry, que o padrinho dele está vivo.
- guarde suas energias estamos incomunicáveis até a volta de Snape, e creio que tia Andie, já tratou de ir avisar a ordem, a única coisa que pode fazer é sentar e relaxar. Não podemos sair daqui nem para salvar nossas almas.
Hermione deitou, com um sentimento de solidão, e se recordou da sensação que tivera enquanto fazia o feitiço, a sensação de que não podia morrer em hipótese alguma, pois ainda havia algo a dizer, para o homem que ganhará sem nem ela percebesse seu coração, e que durante os últimos anos ela fugira do que sentia, por ele. Agora chegará à hora de correr atrás da própria felicidade.
Ficou pensando em como iria fazer isso até, que ouviu Draco cantarolar.
- nunca imaginei que você, soubesse cantar. – Hermione tinha um tom divertido na voz.
- você tem que saber um pouco de tudo nesta vida. – Draco, estava quieto e se sentindo confortável ao lado de Hermione e ele confessava para si mesmo, que isso amedrontava um pouco.
- e você esta bem?
- sim Draco, e gostaria de agradecer, você, me ajudou muito, naquela hora, pensei que ia perder o controle, mas suas palavras e presença ao meu lado me deram força. – Hermione estava encabulada de estar ali, conversando calmamente com uma pessoa que durante muito tempo fora seu "inimigo" declarado. – você me fez lembrar o Harry.
Draco fez uma cara de desgosto, e disse visivelmente chateado.
- orra, por Merlin, eu estava aqui pensando que estávamos nos dando muito bem e você vem me comparar, com o testa rachada, salvador do mundo?
Hermione não conteve o ataque de riso, e viu Draco se render e rir com ela.
- desculpe-me isso nunca irá se repetir.
- melhor assim, cara prima, afinal a única coisa que tenho em comum com o testa rachada, é que gostamos de ver os fios vermelhos esparramados no nosso travesseiro ao acordar, e digo mais, gostamos da mesma cor, porém não do mesmo tom. Já que a Weasley tem um tom desprovido de profundidade, se entende o que eu quero dizer?
Hermione olhou para Draco, que estava levemente corado e quis puxar pra saber mais deste assunto, afinal quem era a dona do tom que ele falava? Mas a conversa foi interrompida, por Severus.
- que bom que estão se dando bem, mais vim buscá-la para levar até a sede da ordem, seu pai está sendo tratado lá. E você Draco deve ir para sua casa.
- e qual será o meu álibi?
Draco já se preparava para ir e esperava a resposta do padrinho.
- nenhum Draco, você estava dormindo sozinho em casa está noite, afinal quem não deve, não tem o que temer, você, não precisa de um álibi, já que não tem nada a ver com o que ocorreu esta noite, eu direi o mesmo, mas como informante do Lord depois levarei o que ele precisará saber.
Draco aparatou momentos depois na casa, e foi direto tomar um banho o dia quase amanhecia, e estava cansado, achará brilhante o plano do padrinho e dormiu em paz, apenas sentindo falta dos fios vermelhos no travesseiro ao lado, já que não podia chamá-la para dormir ao seu lado àquela noite.
Só acordou muito depois sentindo o braço arder.
Hermione subira correndo o corredor e se atirara, nos braços da mãe, para logo, depois abraçar com carinho a pai que ainda dormia, quando olhou ao redor encontrou os olhos amado e sorriu, sentindo o amor, percorrer cada parte de sua alma.
Ainda abraçada com o pai e a mãe, Hermione deitou-se na cama enorme que Sirius estava e adormeceu, sendo seguida pela mãe.
Todos saíram do quarto, deixando para outra hora, as conversas e explicações... Todos tinham milhares de perguntas, mas as guardaram ao ver a cena da família reunida descansando. Curando as feridas da saudade marcada em suas almas.
Harry foi o ultimo a sair do quarto ainda se sentindo flutuando de alegria ao ver o padrinho vivo, não conseguia imaginar o que acontecerá, mais estava mais feliz, do que em muitos anos, e foi curtindo essa felicidade que Harry cometeu um erro, ele se esqueceu que nesta mesma noite outra pessoa também estivera muito feliz.
Harry se reuniu à todos da ordem para ouvir através de Snape e Andrômeda Black, o que acontecerá naquela noite, e foi com lágrimas nos olhos que muitos ficaram, ao ouvir mais um capitulo da saga da família Black.
E nem o fato de Snape ter sido convocado, afastou a nuvem de alegria que se abateu em todos os membros da ordem...
As coisas estavam mudando, e a era negra estava chegando ao final, era o que todos pensavam, ao amanhecer daquele dia.
Era uma pena que, era apenas um final de uma batalha, a guerra ainda estava longe de acabar.
Snape se apresentou diante de Voldemort, e viu logo atrás dele, alguém que destruiu um pouco da alegria dele.
- Severus onde você estava está noite? – A voz de Lord
Voldemort, soava estranhamente dócil.
"Através dos tempos, nós nos reunimos em torno do poder, corrente em nosso sangue, derrubando inimigos, enfrentando nossos medos, Somos guerreiros, e jamais nos curvamos, ao destino, fazemos ele se curvar diante de nós... Isso é o que nos torna amados pelas estrelas... Protegidos por Morgana, que nós da através de nosso sangue o poder de comandar as Brumas de Avalon...".
Órion Black, para as filhas e sobrinhos, ensinando a antiga arte.
Fim do capitulo Vinte e Oito.
Vivis Drecco ® Secretus ©2006
NT: desculpe, a demora em postar por ter tido alguns problemas.
a frase deste capitulo foi dita por nosso querido órion, quer dizer que saiu da minha mente.
mil beijos pra todos que tão deixando comentarios...
humildemente ju, Lyaa, alana, paty selenita, e todos os outros que são leitores...
beijos
Vivis Drecco.
