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ps: se alguém quiser me adicionar, pode sim ;)

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Capítulo 27 – A viajem se inicia

Como o jantar do aniversário de Harry iria aumentar a cozinha da Toca antes da chegada de Carlinhos, Lupin, Tonks, e Hagrid, várias mesas foram postas até o fim do jardim. Fred e Jorge transformaram algumas lanternas roxas, todas com um grande número 17 para segurar entre os convidados. Graças aos serviços da Sra. Weasley, a ferida de Jorge estava limpa, mas Harry ainda não havia se acostumado com o buraco do lado da cabeça dele, mesmo com as várias piadas dos gêmeos sobre isso.

Os convidados foram chegando aos poucos, mas nada do Sr. Weasley aparecer.

- Eu acho melhor começar sem o Arthur – dizia a Sra. Weasley olhando para o jardim depois de um ou dois momentos - Nós devemos manter elevado... Oh!

Eles todos olharam no mesmo tempo, um raio de luz veio voando através da janela e indo para a mesa aonde eles iam se sentar, eles se levantaram para ouvir melhor a voz do Sr. Weasley.

- O ministro da magia está vindo comigo.

O patrono dissolveu no ar, surpreendendo a família de Fleur do lugar onde eles estavam.

- Nós não deveríamos estar aqui - Disse Lupin uma vez - Harry, desculpa. Eu explico para você outra hora...

Harry pegou Tonks pelo pulso, mas ela o puxou de volta, eles alcançaram a cerca, e desaparecendo de vista. A Sra. Weasley olhou desconcertada.

- O Ministro? Mas... Mas, por quê?

Mas não havia tempo para discutir o problema, um segundo depois, o Sr. Weasley apareceu através do portão acompanhado por Rufo Scrimgeour.

Os recém-chegados atravessaram o quintal e, com passos firmes, se dirigiram ao jardim e à mesa iluminada pelas lanternas, onde todos aguardavam em silêncio, observando sua aproximação. Quando Scrimgeour entrou no perímetro iluminado pelas lanternas, Harry constatou que o ministro parecia muito mais velho do que da última vez que tinham se visto, magro e carrancudo.

- Desculpe me intrometer - Disse Scrimgeour ao parar diante da mesa - Especialmente quando estão comemorando uma festa!

Os olhos dele passearem ligeiramente pelo bolo redondo.

- Parabéns!

- Obrigado - Disse Harry.

- Eu gostaria de ter uma conversa em particular com você – Começou Scrimgeour - Com o Sr. Ronald Weasley, com a Srta. Ginevra Weasley e com a Srta. Hermione Granger também.

- Com a gente? - Disse Rony, parecendo surpreso - Por que com a gente?

- Contarei a vocês quando estivermos em um lugar mais privado - Disse Scrimgeour - Tal lugar existe? - Ele olhou para o Sr. Weasley.

- Sim, claro - Disse o Sr. Weasley, que pareceu nervoso - A, hum, sala de estar, por que você não a usa?

- Você pode mostrar o caminho - Disse Scrimgeour a Rony – Sua presença não será necessária, Arthur.

Harry viu o Sr. Weasley trocar um olhar preocupado com a Sra. Weasley, enquanto eles se dirigiam a se dirigiam a sala de estar.

Scrimgeour não falou enquanto eles passavam pela cozinha bagunçada, em direção à sala de estar d'A Toca. Quando chegaram à sala, Scrimgeour sentou-se na poltrona que o Sr. Weasley costumava ocupar, deixando para os quatro garotos o sofá que restou, quando os quatro sentaram-se Scrimgeour falou.

- Eu tenho algumas perguntas para cada um de vocês, e eu acho que seria melhor fazer tais perguntas individualmente. Se você três – Ele apontou para Harry, Gina e Hermione - pudessem esperar lá em cima, começarei com o Sr. Weasley.

- Nós não iremos à lugar algum - Disse Harry - Você pode falar com todos nós juntos, ou nada.

Scrimgeour lançou um frio e áspero olhar a Harry.

- Tudo bem, todos juntos - Ele disse. Ele limpou sua garganta – Eu estou aqui, como vocês sabem, por conta do desejo de Alvo Dumbledore.

Harry, Gina, Rony e Hermione se entreolharam.

- Uma surpresa, aparentemente! Vocês não estão cientes que Dumbledore deixou algo para vocês?

- Para todos nós? - Disse Rony - Para mim, Gina e Hermione também?

- Sim, para todos...

Mas Harry interrompeu.

- Dumbledore morreu há mais de um mês. Por que demorou tanto para nos darem algo que ele deixou?

- Não é óbvio? - Disse Hermione, antes que Scrimgeour pudesse responder - Eles queriam examinar o que ele nos deixou. Vocês não tinham o direito de fazer isso!

Sua voz aumentou gradativamente.

- Tenho todo o direito - Disse scrimgeour dissimulativamente -, o decreto para justificável confiscação da ao ministério o poder de confiscar o conteúdo de um testamento.

- Essa lei foi criada para impedir que bruxos passem artefatos de magia negra - Disse Hermione - E o ministério, eu suponho tem poder suficiente para apreender os pertences dos falecidos que são ilegais antes de passá-los. O Senhor esta dizendo que Dumbledore estava tentando nos passar algo amaldiçoado?

- Srta. Granger, está pretendendo fazer carreira em Direito da Magia?

- Não, eu não - Retrucou Hermione - Eu espero fazer algum bem pelo mundo.

Rony riu; Os olhos de Scrimgeour fitaram ele e afastaram-se outra vez. Harry falou:

- Então, por que resolveu nos entregar o que nos pertence agora? Não conseguiu pensar em um pretexto para manter os objetos em sue poder?

- Não, isso deve ser porque os trinta e um dia passaram - Disse Hermione prontamente - Eles não podem manter os objetos por mais que isso a não ser que eles provem que são perigosos. Certo?

- Você diria que você era próximo ao Dumbledore, Ronald?

Scrimgeour perguntou, ignorando Hermione. Rony olhou alarmado.

- Eu? Não, não era próximo, Harry que era próximo...

Rony olhou para os amigos e viu Hermione lhe dando aquele olhar "cale-já-a-boca", mas o estrago já fora feito: Scrimgeour fez cara de quem acabara de ouvir exatamente o que tinha esperado e queria ouvir. Avançou na deixa de Rony como uma ave de rapina.

- "Últimas vontades de Alvo Percival Wulfrico Dumbledore...", sim, aqui está... "a Ronald Weasley, eu deixo meu desiluminador, na esperança de que se lembre de mim quando usá-lo."

Scrimegeour examinou e guardou o objeto antes que Harry visse antes: olhou algo como um isqueiro de prata de cigarro, mas logo soube que o objeto tinha o poder de sugar toda a luz de um lugar e restaura-lo com um simples clique. Scrimegeour inclinou-se e passou o desiluminador para Rony que o examinou e brincou por entre os dedos olhando espantado.

- É um objeto valioso - Disse Scrimgeour, olhando Ron. - Pode até ser único. Certamente é design do próprio Dumbledore. Porque ele haveria de ter deixado pra você um item tão raro?

Rony balançou sua cabeça negativamente, parecendo desnorteado.

- Dumbledore lecionou a milhares de alunos - Scrimgeour continuou -

Agora os únicos que ele lembraria em seu testamento são vocês quatro. Por que isso? Que uso ele achou que você daria ao desiluminador, Sr. Weasley?

- Apagar luzes, acredito - Murmurou Rony - O que mais eu poderia fazer com isso?

Evidentemente Scrimgeour não tinha sugestões. Depois de se inclinar para Ron por um momento ou dois, ele virou-se de volta para o testamento de Dumbledore.

- Para a Srta. Hermione Granger, deixo minha cópia de Os Contos de Beedle o Bardo, na esperança de que ela o achará interessante e instrutivo.

Scrimgeour havia retirado agora um pequeno livro que parecia tão antigo quanto a cópia de Segredos das artes mais tenebrosas. Seu encadernamento estava manchado e descascando em alguns lugares. Hermione pegou o livro de Scrimgeour sem dizer nada. Ela segurou o livro na palma de sua mão e fixou o olhar para ele. Harry viu que o título estava em runas; ele nunca havia aprendido a lê-las. Enquanto ele olhava, uma lágrima caiu nos símbolos entalhados.

- Por que você acha que Dumbledore te deixaria esse livro, Srta. Granger? - Perguntou Scrimgeour.

- Ele... ele sabia que eu gostava de ler - Disse Hermione com uma voz fina, enxugando os olhos com a manga da blusa.

- Mas por que esse livro em especial?

- Não sei. Ele deve ter pensado que eu gostaria dele.

- Você alguma vez discutiu códigos, ou métodos de passar mensagens secretas, com Dumbledore?

- Não, não - Disse Hermione, ainda limpando os olhos na manga – E se o Ministério não achou nenhum código escondido nesse livro em trinta e um dias, duvido que eu encontrarei.

Ela segurou um soluço. Eles estavam todos tão próximos que Ron moveu com dificuldade seu braço para colocá-lo em volta dos ombros de Hermione. Scrimgeour virou-se para o testamento.

- "A Srta. Ginevra Weasley, deixo meu relógio de bolso, para que ela possa usá-lo em seus momentos de dúvida". Dúvida? Que dúvida seria essa, Srta. Weasley?

- Acho que quando eu tiver dúvida do horário - Respondeu Gina.

O Ministro entregou para Gina um relógio de bolso. Ela pegou-o e Harry pode observar que ele tinha doze ponteiros parados, mas nenhum número, e no lugar dos números pequenos planetas girando em volta. O mesmo relógio de ouro que Harry vira Dumbledore usando em seu primeiro ano em Hogwarts.

- Você percebe que o relógio não tem números e que os ponteiros são parados – Observou Scrimgeour – Então como a senhorita pretende ver as horas com ele?

- Eu não sei – Respondeu Gina.

- Nossos funcionários registraram que com certa frequência o visor desse relógio brilha. Você saberia explicar por quê?

- Eu só tive contato com esse relógio uma vez na vida, no meu primeiro ano. Eu comentei com Dumbledore que era muito bonito e ele disse que me daria quando não o quisesse mais. A partir daí nunca mais falamos disso, ele nunca chegou a comentar que seu relógio brilhava.

Scrimgeour pareceu se convencer e seguiu lendo o testamento.

- "A Harry Potter" - Ele leu, e as estranhas de Harry se contraíram em repentina excitação – "deixo o pomo de ouro que ele capturou em sua primeira partida de Quadribol em Hogwarts, para lembrar-lhe as recompensas da perseverança e da competência".

Assim que Scrimgeour retirou a minúscula, em formato de noz, bola de ouro, suas asas prateadas bateram fracas, e Harry não conseguiu evitar o sentimento de anticlímax.

- Por que Dumbledore te deixaria esse pomo de ouro? – perguntou Scrimgeour.

- Não faço idéia - Disse Harry - Pelas razões que você acabou de ler, eu creio... para me lembrar do que eu consigo se eu... perseverar e tudo mais.

- Você acha que é uma lembrança simbólica então?

- Acho que sim - Disse Harry - O que mais poderia ser?

- Sou eu quem faz as perguntas - Disse Scrimgeour, deslocando sua cadeira para mais perto do sofá.

O anoitecer estava chegando lá fora agora; a movimentação para além das janelas pareciam fantasmagoricamente brancas por cima da cerca.

- Eu percebi que seu bolo de aniversário tem o formato de um pomo de ouro - Disse Scrimgeour para Harry – Por que será?

Hermione gargalhou alto.

- Oh, não pode ser uma referência ao fato de Harry ser um grande apanhador, é muito óbvio - Ela disse - Deve ter uma mensagem secreta de Dumbledore escondida no glacê!

- Não acho que haja nada escondido no glacê - Disse Scrimgeour -, mas um pomo de ouro seria um bom esconderijo para um objeto pequeno. Você sabe o porquê, tenho certeza.

Harry deu de ombros, Hermione, no entanto, respondeu: Harry pensou que responder questões corretamente era um hábito já tão intrínseco que ela não conseguia segurar essa urgência.

- Porque pomos de ouro tem memória corporal - Ela disse.

- O quê? - Disseram Harry e Rony juntos; os dois consideravam que o conhecimento de Hermione por Quadribol era negligente.

- A Mione sabe pouco sobre quadribol, o jogo, mas do resto também ela sabe tudo – Comentou Gina.

- Correto - Disse Scrimgeour - Um Pomo de Ouro não pode ser tocado por pele sem proteção antes de ser solto, nem mesmo por seu criador, que usa luvas. Ele carrega consigo um encantamento pelo qual ele pode identificar o primeiro ser humano que colocar suas mãos sobre ele, em caso de uma captura disputada. Esse pomo - Ele levantou a pequena bolinha de ouro - lembrará o seu toque, Potter. Parece-me que Dumbledore, que tinha uma prodigiosa habilidade mágica, esquecendo suas falhas, pode ter encantado esse Pomo de Ouro para que ele se abra somente a você.

O coração de Harry estava batendo um pouco mais rápido. Ele tinha certeza que Scrimgeour estava certo. Como ele poderia evitar pegar o Pomo com sua mão desprotegida na frente do Ministro?

- Você não me diz nada - Disse Scrimgeour - Talvez você já saiba o que o pomo contém?

- Não - Disse Harry, ainda imaginando como ele poderia aparentar tocar o Pomo sem realmente fazê-lo.

Se ao menos ele soubesse Legimilência, se realmente soubesse e pudesse ler a mente de Hermione; ele conseguia praticamente ouvir o cérebro dela zumbindo ao lado dele.

- Pegue - Disse Scrimgeour baixinho.

Harry encontrou os olhos amarelos do Ministro e sabia que ele não tinha outra opção a não ser obedecê-lo. Ele segurou sua mão e Scrimgeour direcionou-se para frente e colocou o pomo, devagar e cautelosamente, na palma da mão de Harry.

Nada aconteceu. Assim que os dedos de Harry se fecharam em torno do Pomo, suas asas cansadas se agitaram e permaneceram paradas. Scrimgeour, Gina, Rony e Hermione continuaram encarando avidamente para a bola, parcialmente oculta, como se ainda houvesse esperança de que se transformaria de alguma maneira.

- Isso foi dramático - Disse Harry aliviado. Gina, Rony e Hermione riram.

- É só isso então, não é? - Perguntou Hermione, retirando-se do sofá.

- Não tudo - Disse Scrimgeour, que parecia mal-humorado agora - Dumbledore te deixou uma segunda herança, Potter.

- O que é? - Perguntou Harry, novamente agitado.

Scrimgeour não tornou a ler o testamento dessa vez.

- A espada de Godric Gryffindor - Ele disse.

Gina, Hermione e Rony ficaram tensos.

Harry olhou em volta procurando pelo sinal do rubi entalhado, mas Scrimgeour não retirou a espada da algibeira de couro, que em todo caso parecia muito pequena para conter a espada.

- Então, onde está? - Harry perguntou suspeito.

- Infelizmente - Disse Scrimgeour - aquela espada não era de Dumbledore, para ser dada assim. A espada de Godric Gryffindor é um artefato histórico importante, e, portanto, pertence...

- Pertence à Harry! - Hermione disse calorosamente – A espada o escolheu, ele quem a achou, saiu para ele do Chapéu Seletor.

- De acordo com fontes históricas seguras, a espada pode se apresentar a qualquer grifinório merecedor - Scrimgeour disse - Isso não o faz propriedade exclusiva de Sr. Potter, Dumbledore poderia ter decidido dá-la à qualquer um.

Scrimgeour passou a mão na bochecha , examinando Harry.

- Por que você pensa...?

-... que Dumbledore quis me dar a espada? - Disse Harry, lutando para manter o temperamento dele - Talvez ele pensasse que pareceria agradável em minha parede.

- Isso não é uma piada, Potter! - Grunhiu Scrimgeour - Foi por que Dumbledore acreditou que somente a espada de Godric Gryffindor poderia derrotar o Herdeiro da Sonserina? Ele queria te dar aquela espada, Potter, porque ele acreditava, assim como muitos, que você é o destinado a destruir Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado?

- Teoria interessante - disse Harry - Alguém já tentou alguma vez enfiar uma espada em Voldemort? Talvez o Ministério devesse colocar algumas pessoas nessa função, ao invés de gastar seu tempo desmontando desiluminadores ou encobrindo as fugas de Azkaban. Então é isso que você tem feito, Ministro, trancado em seu escritório, tentando forçadamente abrir um pomo? Pessoas estão morrendo, eu quase fui uma delas, Voldemort me perseguiu por três países, matou Olho-Tonto Moody, mas o Ministério não se pronunciou quanto a isso, não? E você ainda espera que cooperemos com você!

- Você foi longe demais! - Gritou Scrimgeour, levantando-se: Harry ficou em pé também.

Scrimgeour rumou em direção a Harry e o apertou forte no peito com a ponta de sua varinha; isso fez um buraco na camiseta de Harry, como o de um cigarro aceso.

- Ha! - Disse Rony, pulando e erguendo sua própria varinha, mas Harry disse:

- Não! Você quer dar a ele uma desculpa para nos prender?

- Lembraram-se que vocês não estão na escola? - Disse Scrimgeour respirando forte contra o rosto de Harry - Lembraram-se que eu não sou Dumbledore, que perdoou sua insolência e falta de subordinação? Você deve usar essa cicatriz como uma coroa, Potter, mas não é da conta de um garoto de dezessete anos me dizer como fazer o meu trabalho! É tempo de você aprender um pouco de respeito!

- Assim que o senhor merecê-lo! - Disse Harry.

O chão tremeu; um som de passos correndo, e então a porta que leva até a sala de estar se abriu violentamente e o Sr. e a Sra. Weasley correram para dentro.

- Nós... nós pensamos ter ouvido... – Começou o Sr. Weasley, olhando completamente alarmado para Harry e o Ministro ligados nariz com nariz.

- Vozes alteradas – Terminou a Sra. Weasley.

Scrimgeour deu dois passos de Harry, olhando rapidamente para o buraco que ele havia feito na camiseta de Harry. Ele parecia arrependido de sua falta de controle.

- Não foi nada - Ele grunhiu - Eu... lastimo sua atitude – Ele disse, olhando Harry nos olhos uma vez mais. - Você deve estar pensando que o Ministério não deseja o que vocês, o que Dumbledore, desejava. Nós devemos trabalhar juntos.

- Não gosto de seus métodos, Ministro - Disse Harry - Lembra-se?

Pela segunda vez, ele levantou seu pulso direito e mostrou para Scrimgeour a cicatriz ainda branca atrás de sua mão, onde se lia Não devo contar mentiras. A expressão de Scrimgeour endureceu ainda mais. Ele se virou sem mais nenhuma palavra e saiu do cômodo. se apressou depois dele; Harry a ouviu parar na porta dos fundos.

Após um minuto ou quase isso, então ela gritou:

- Ele se foi!

Eles conseguiram enrolar o Sr. e a Sra. Weasley e voltaram para a festa. Depois, quando todos já tinham ido para as suas camas, Harry, Gina, Rony e Hermione se reuniram no sótão para discutir sobre a herança que Dumbledore os deixara.

Infelizmente, descobriram pouco. Os contos de Beedle, o bardo, agora de Hermione, era um livro de histórias tradicionais para crianças. O desiluminador de Rony, parecia não deixar de ser um simples objeto que capturava a luz de um local, a armazenava e depois a liberava. No pomo de ouro de Harry, foi descoberto que havia gravado os dizeres Abro no fecho feitos pela própria caligrafia fina e inclinada de Dumbledore, mas eles não conseguiram chegar a nenhuma conclusão.

- Bem, sobre o relógio de Gina não há nada a dizer, não é? – Perguntou Rony.

- Ele é realmente bonito – Disse Gina admirando o relógio de ouro em sua mão -, mas também só isso. Nem as horas ele marca!

- Scrimgeour disse que o visor dele brilha às vezes – Observou Hermione.

- Tudo bem, e isso ajuda em quê? – Falou Harry.

- Em nada. Esse é o problema.

- O jeito é esperar esse treco brilhar de novo para ver se achamos alguma função – Disse Gina, conformada.

Alguma coisa rangeu abaixo do sótão.

- Provavelmente é Carlinhos, agora que a mamãe está dormindo, escapando para recompor seu cabelo - Disse Rony nervoso.

- Isso mesmo, nós deveríamos nos deitar – Sussurrou Hermione – Não devemos acordar tarde amanhã.

- Não - Concordou Rony - Um brutal assassinato quádruplo feito pela mãe do noivo poderia deixar mais animado o casamento. Vou pegar a luz.

E ele clicou o desiluminador mais uma vez enquanto Hermione e Gina iam saindo do quarto.

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As três horas da tarde seguinte, Harry, Ron, Fred e Jorge se encontravam ao lado da grande marquise instalada no pomar, esperando pela chegada dos convidados do casamento. Harry havia tomado uma grande dose de Poção Polissuco e agora era uma cópia de um garoto ruivo trouxa morador do vilarejo de Ottery St. Cathpole, de quem Fred havia roubado cabelos usando um Feitiço Convocatório. O plano era apresentar Harry como o "Primo Barny" e acreditar que o grande número de parentes Weasley conseguiria camuflá-lo.

Todos os quatro seguravam planos indicando onde sentar, então podiam ajudar as pessoas a encontrar suas cadeiras. Um exército de garçons vestidos de branco havia chegado há uma hora, juntamente com uma banda de jaquetas douradas, e todos esses bruxos já haviam sentado a uma curta distância dali, sob uma árvore; Harry podia ver uma fumaça azulada de cachimbo que saía de um determinado ponto.

Mais adiante, a entrada da marquise revelava montes de frágeis cadeiras douradas enfileiradas a cada lado de um longo carpete vermelho. Os postes de suporte estavam encimados com flores brancas e douradas, Fred e Jorge haviam atado um enorme cacho de balões dourados sobre o ponto exato onde em breve Gui e Fleur se tornariam marido e mulher. Lá fora, borboletas e abelhas esvoaçavam preguiçosamente sobre a grama que recobria o jardim.

Eles foram recepcionando os convidados. Na entrada, Harry, Rony, Hermione, Fred e Jorge, conversavam animadamente. Eles riam tanto que ninguém notou o último convidado, um jovem rapaz com cabelos escuros, um grande nariz curvo e sobrancelhas negras, até ele mostrar o convite a Rony e dizer, com os olhos em Hermione:

- Você está linda.

- Vítor! – Ela gritou, e derrubou sua pequena bolsa bordada, que fez um barulho desproporcional ao seu tamanho. Enquanto lutava, corada, para recolher as coisas, disse: – Eu não sabia que... Caramba... É adorável ver... Como vai você?

As orelhas de Ron estavam novamente vermelhas. Depois de olhar para o convite de Krum, como se não acreditasse em uma palavra do que estava escrito, ele falou, muito alto:

- Por que está aqui?

- Fleur me convidou – Disse Krum, franzindo as sobrancelhas.

Harry, que não tinha nada contra Krum, apertou sua mão; então, sentindo que seria prudente preservar Krum da proximidade de Ron, se ofereceu para mostrar a ele seu lugar.

- Seu amigo não ficou feliz em me ver – Disse Krum quando entrou na marquise agora cheia – Ou ele é um parente? – Completou, olhando para o cabelo ruivo cacheado de Harry.

- Primo – Harry murmurou, mas Krum não estava escutando. Sua aparição havia causado um pequeno tumulto, principalmente entre as primas veelas. Ele era, apesar de tudo, um famoso jogador de Quadribol. Enquanto as pessoas esticavam seus pescoços para dar uma boa olhada nele, Rony, Hermione, Fred e Jorge vieram apressados pelo corredor.

- Hora de sentar – Fred disse a Harry – ou seremos atropelados pela noiva.

Harry, Rony e Hermione sentaram na segunda fileira atrás de Fred e Jorge, Hermione parecia rosada e as orelhas de Ron ainda estavam escarlates. Após uns momentos, ele sussurrou para Harry:

- Você viu que ele deixou uma estúpida barbicha?

Harry lançou um grunhido sem comentários.

Um sentimento de ansiosa antecipação enchia a tenda, o murmúrio geral quebrado por ocasionais jorros de risadas nervosas. O Sr. e a Sra. Weasley percorreram o corredor, sorrindo e acenando para os parentes; o Sr. Weasley usando um novo conjunto de ametista, túnica vermelha com um chapéu combinando.

Um momento depois, Gui e Carlinhos surgiram na frente da marquise, ambos usando túnicas vermelhas, com grandes rosas brancas nas casas dos botões; Fred uivou baixinho e surgiram risadinhas das primas veela. Então a audiência ficou silenciosa quando a música escorreu do que pareciam ser balões dourados.

- Oooooh! – Disse Hermione, girando em seu assento para olhar para a entrada.

Um grande suspiro coletivo foi lançado das bruxas e bruxos reunidos conforme Monsieur Delacour caminhava e conduzia. Fleur usava um vestido branco muito simples e parecia emitir uma forte radiação prateada. Geralmente sua radiação tornava todos menores comparativamente, hoje ela embelezava a todos que a e Gabrielle, ambas usando vestidos dourados, pareciam ainda mais bonitas que o normal, e quando Fleur o alcançou, Gui não parecia jamais ter encontrado Fenrir Greyback.

- Senhoras e Senhores – Disse uma voz musical aguda, e com um pequeno choque, Harry viu o pequeno bruxo de cabelos em tufos que havia presidido o funeral de Dumbledore, parado agora em frente à Gui e Fleur - Estamos aqui reunidos para celebrar a união de duas almas fiéis...

- Decididamente minha tiara valoriza toda a cerimônia – Disse Tia Muriel com um poderoso sussurro – Mas devo dizer que o vestido de Ginevra está muito decotado.

Gina olhou em volta, sorrindo, piscou para Harry, então rapidamente olhou para frente de novo.

- Você, Guilherme Arthur, aceita Fleur Isabelle...?

Na primeira fila, a Sra. Weasley e Madame Delacour estavam fungando lacrimosas em seus lenços. Sons semelhantes a trompetes vieram da parte de trás da marquise avisaram a todos que Hagrid havia sacado um de seus lenços do tamanho de toalhas de mesa. Hermione se virou e acenou com a cabeça para Harry, com os olhos cheios de lágrimas.

-... então eu os declaro unidos por toda vida.

O bruxo de cabelos em tufos agitou a varinha sobre as cabeças de Gui e Fleur e uma chuva de estrelas prateadas caiu sobre eles, em espirais ao redor de suas agora entrelaçadas silhuetas. Quando Fred e Jorge começaram os aplausos, os balões dourados sobre suas cabeças se romperam; aves do paraíso e pequenos sinos dourados voaram e planaram sobre eles, juntando suas canções e tilintares ao fragor do aplauso.

- Senhoras e senhores – Chamou o bruxo de cabelo de tufos, - se vocês puderem, se levantem!

Todos se ergueram, Tia Muriel reclamando audivelmente; ele agitou a varinha novamente. A tenda sob a qual eles estavam sentados ergueu-se graciosamente no ar enquanto as paredes de canvas da marquise sumiram, assim, parecia que elas eram mantidas por um dossel de postes dourados, com uma vista gloriosa do pomar iluminado pelo sol e a cidade ao fundo.

A seguir, um jorro de ouro derretido espirrou do centro da tenda formando uma brilhante pista de dança; as cadeiras pairaram e se agruparam ao redor de pequenas mesas com toalhas brancas, e os garçons de jaquetas douradas circularam até um pódio.

- Legal! – Disse Rony, aprovadoramente, enquanto os garçons surgiam de todos os lados, alguns carregando jarras prateadas de suco de abóbora, cerveja amanteigada e whisky de fogo, outros empilhando tortas e sanduíches.

- Nós devemos parabenizá-los! – Disse Hermione, ficando na ponta dos pés para ver o lugar onde Gui e Fleur haviam desaparecido no meio de uma multidão de amigos.

- Teremos tempo depois - Respondeu Rony, dando de ombros e agarrando três cervejas amanteigadas de uma bandeja que passava, e entregando uma para Harry – Hermione, se segura, temos de encontrar uma mesa... Não aí! Não perto da Muriel!

Rony atravessou o caminho da pista de dança vazia, olhando para os lados; Harry teve certeza que ele queria distância de Krum. Quando eles alcançaram o outro lado da marquise, a maioria das mesas estavam ocupadas. A mais vazia era aquela em que Luna sentava-se sozinha.

- Eu vou atrás da Gina – Avisou Harry. (N/A: Só agora que eu percebi que Gina rima com China. O que isso tem a ver com o casamento? Nada)(N/V : Também nunca tinha percebido!Mas, voltando ao casamento).

- Beleza – Disse Rony.

Harry se enfiou na multidão à procura da namorada. Avistou-a sentada em uma mesa com um monte de ruivos que Harry nunca vira na vida.

- Olá – Disse ele ao aproximar-se dela – Sabe quem eu sou?

- Barny Weasley, não é? – Perguntou Gina – Eu teria uma péssima memória se não me lembrasse de um garoto que conheço desde os dez anos e que vejo frequentemente.

Harry deu um sorriso cúmplice à ela.

- Você está linda – Elogiou Harry.

- Harry, você me acha linda acordando às cinco horas da manhã – Argumentou Gina -, de mau-humor, cabelo desarrumado e olheiras. Eu nem sei se considero isso como um elogio.

- Bem, aí já não é minha culpa de você ficar linda de qualquer maneira.

- Eu te beijaria se isso não estragasse o disfarce. Além do mais, você não gostaria de ver eu te traindo com você mesmo, não é?

Harry não teve tempo de responder, pois tia Muriel apareceu interrompendo a conversa.

- Ginevra – Disse ela mal-humorada -, por que não veio me cumprimentar?

- Ora, tia Muriel, quando a senhora apareceu eu estava me arrumando, então obviamente não a vi – Explicou-se Gina – E há muita gente nessa festa, não me arrisquei a procurá-la por medo de morrer pisoteada.

Harry abafou o riso. Era incrível como Gina era rápida em inventar desculpas.

- Não exagere, Ginevra. Essa festa não é a das mais elegantes, mas também não é cheia de brutamontes, pelo menos é o que espero – Tia Muriel direcionou seu olhar a Harry, analisando-o de cima a baixo – Quem é você?

- Barny Weasley – Respondeu Harry prontamente.

- Mais um Weasley? Vocês parecem coelhos, do jeito que se reproduzem... Ginevra, onde está Harry Potter? Ele deveria estar aqui, pois Ronald se gaba de ser o melhor amigo dele e se não me engano, você o namora.

- Oh! Infelizmente não deu para ele vir – Falou Gina - Ele lamentou muito por não poder está aqui, mas as circunstâncias o impediram de fazer tal coisa.

- Humpf! Se ele quisesse mesmo vir ele viria, afinal, ele é O Eleito!

Tia Muriel soltou um resmungo e se afastou mais mal-humorada do que quando chegou.

- Ela é sempre assim tão... – Começou Harry.

- Chata, ignorante e insuportável? Sim – Concluiu Gina.

- Nossa, qual é a fórmula para aguentá-la por mais de cinco minutos?

Mas a ruiva não respondeu, estava ocupada demais olhando a pista de dança.

- Olhe lá – Apontou ela para onde Rony e Hermione dançavam – Você acha que dessa vez eles se acertam?

- Espero que sim. Se eles ficarem juntos, será uma vantagem para nós na viajem, pois não teremos que ouvi-los brigando.

- Você realmente pensa que ao se tornarem um casal eles pararão de brigar? Esse é o charme deles. Se parar, perde toda a graça.

Harry não pode fazer nada ao não ser rir. Enquanto observava o salão, mirou um velho bruxo sentado sozinho em uma mesa. Sua nuvem de cabelos brancos o deixava mais parecido com um antigo dente-de-leão. Ele era vagamente familiar para Harry. Esforçando o cérebro, o garoto subitamente percebeu que era Elifas Doge, membro da Ordem da Fênix e autor do obituário de Dumbledore.

- Eu vou ali falar com o Sr. Doge, Gin – Avisou ele – Talvez ele me responda algumas coisas sobre Dumbledore, já que escreveu um artigo sobre ele.

- Ok. Boa sorte – Disse Gina.

Harry se aproximou dele.

- Posso me sentar?

- Claro, claro – Disse Doge; ele tinha uma voz rouca, ligeiramente asmática.

Harry se inclinou para perto dele.

- Sr. Doge, eu sou Harry Potter.

Doge engasgou.

- Meu menino! Arthur me disse que você estaria aqui, disfarçado... Estou tão contente, tão honrado!

Tremendo de satisfação nervosa, Doge derramou sobre Harry uma taça de champagne.

- Pensei em escrever para você – Sussurrou – após Dumbledore... O choque... E para você, tenho certeza...

Os olhos miúdos de Doge brilharam com lágrimas repentinas.

- Vi o obituário que você escreveu para o Profeta Diário – Disse Harry – Não sabia que conhecia tão bem o Professor Dumbledore.

- Tão bem como qualquer um – Disse Doge, enxugando os olhos com um guardanapo – Eu certamente o conhecia há mais tempo, sem contar Aberforth, seu irmão... E não sei por que, ninguém nunca o leva em conta.

- Falando no Profeta Diário… Não sei se o Sr. viu, Sr. Doge...?

- Por favor, me chame de Elifas, caro rapaz.

- Elifas, não sei se você viu a entrevista que Rita Skeeter deu sobre Dumbledore.

A face de Doge ficou imediatamente avermelhada.

- Oh sim, Harry, eu vi. Aquela mulher, ou urubu, seria um termo mais adequado, ela positivamente me importunou a falar com ela, tenho vergonha de dizer que fui um tanto rude, disse que era uma truta intrometida, o que resultou, como você viu, em indiretas a respeito da minha sanidade.

- Bom, nessa entrevista – Harry continuou – Rita Skeeter declarou que o Professor Dumbledore esteve envolvido com as Artes das Trevas quando era jovem.

- Não acredite em uma única palavra! – Disse Doge, de uma vez – Nem uma, Harry! Não deixe que nada macule suas memórias de Alvo Dumbledore!

Harry olhou para a face constrita e enrugada de Doge e sentiu não segurança, mas frustração. Será que Doge realmente achava que seria tão fácil, que Harry poderia simplesmente escolher não acreditar? Ele não entendia que Harry precisava ter certeza, saber tudo?

Talvez Doge houvesse suspeitado dos sentimentos de Harry, pois pareceu preocupado.

- Harry, Rita Skeeter é uma maldita...

Mas foi interrompido por um cacarejo estridente.

- Rita Skeeter? Oh, eu a amo, sempre leio sua coluna!

Harry e Doge olharam para cima e viram Tia Muriel parada ali, com as plumas dançando em seu chapéu, uma taça de champanhe na mão.

- Ela está escrevendo um livro sobre Dumbledore, vocês sabem!

- Olá, Muriel – Disse Doge – Sim, estávamos justamente discutindo...

- Você aí, me dê sua cadeira! Eu tenho cento e sete anos!

Mal o ruivo primo Weasley pulou de seu assento, parecendo alarmado, e a Tia Muriel mergulhou nele com surpreendente agilidade e se acomodou entre Doge e Harry.

- Olá, novamente, Barry ou o que quer que seja – Disse a Harry – Agora, o que vocês estavam falando da Rita Skeeter, Elifas? Sabe, ela está escrevendo uma biografia de Dumbledore. Mal posso esperar para ler. Devo lembrar-me de encomendar uma cópia na Floreios e Borrões!

Doge parecia sério e solene, mas tia Muriel secou a taça em um gole e estalou os dedos ossudos para um garçom que passava voltar a enchê-la. Então, tomou um grande gole, arrotou e disse:

- Não precisam ficar me olhando como um par de sapos empalhados! Antes de se tornar tão respeitado e reverenciável e tudo o mais, houveram uns rumores engraçados sobre Alvo!

- Fofocas – Disse Doge, ficando novamente rubro.

A partir daí se iniciou uma conversa sobre o passado do diretor, que deixou Harry mais confuso ainda sobre o que pensar de Dumbledore. Doge e Muriel discutiram até sobre a família de Dumbledore, discutindo sobre o porquê de Kendra, mãe de Dumbledore, ter mantido a filha, Ariana, em casa, ao invés de mandá-la para uma escola trouxa, já que ela era um aborto.

Isso revelou algumas coisas para Harry, como, por exemplo, que os Dumbledore moravam em Godric's Hollow, onde Tiago e Lílian Potter viveram com Harry antes de morrerem.

Enquanto isso, na pista de dança, um garoto ruivo dançava com uma garota de cabelos castanhos, hoje lisos e sedosos.

- Eu ainda aguardo o dia em que você parará com esse ciúme bobo – Disse Hermione -, mas acho melhor esperar sentada, porque de pé cansa.

- Ciúme? Do que você está falado, Hermione? – Perguntou Rony, fingindo não entender o que ela dizia.

- Não se faça de desentendido, Ronald Weasley. Eu sei muito bem que você só me chamou para dançar porque o Vítor sentou-se conosco.

- Er, eu... Bem, ele com certeza ia ficar te paquerando e eu não estava a fim de ver isso.

- Por quê?

- Porque... Ah, sei lá, me incomoda!

- Em outras palavras, você ficou com ciúme.

Rony abaixou a cabeça.

- Ta bom, eu fiquei com ciúme – Disse ele envergonhado – Isso é crime, por acaso?

- É meio irritante, mas tem vezes que é fofinho, tipo agora.

Olhos azuis miraram os castanhos.

- Você acha meu ciúme... fofinho? – Perguntou Rony, incerto.

- É.

- Por quê?

- Porque, de certa forma, isso me faz pensar que você gosta de mim. Talvez não como eu gostaria, mas pelo menos me dá um pouco de esperança.

Rony parou de dançar, Hermione também. Os dois ficaram parados na pista de dança.

- Isso quer dizer que você gosta de mim? Mais do que como um amigo? – Perguntou Rony.

Ele precisava ter certeza. Era agora ou nunca.

- Aham – Disse Hermione hesitante. A garota estava com tanto medo de ter estragado tudo, que falava muito rápido – Ron, eu sei que você não gosta de mim do jeito que eu gosto de você, mas eu não quero que isso prejudique a nossa amizade, então esqueça o que eu acabei de falar e...

Mas ela não pode terminar, pois Rony balançou a cabeça negativamente.

- Não?! Por favor, Rony, não termine nossa amizade! – Exclamou Hermione desesperada.

- Você não entendeu, Mione. O meu "não" é porque eu não quero esquecer o que você disse, pois essa simples frase me fez sentir uma felicidade que eu não sentia há tempos. Me fez ver uma verdade que eu sei inconscientemente desde a primeira vez que a vi: eu te amo (N/A: Ok, pode gritar agora [y])(N/V:AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH *---*).

Mas o que Rony ia fazer a seguir, Hermione não soube, pois naquele momento, alguma coisa grande e prateada baixou do dossel até a pista de dança.

Gracioso e brilhante, o lince pousou levemente no meio dos dançarinos atônitos. Cabeças se viraram conforme os mais próximos absurdamente congelaram no meio da dança. Então a boca do patrono se abriu e ele falou com a voz profunda e lenta de Kingsley Shaklebolt:

- O Ministro caiu. Scrimgeour está morto. Eles estão vindo.

Tudo parecia nebuloso, devagar. Harry ficou de pé e puxou sua varinha. Muitas pessoas estavam começando a perceber que algo estranho tinha acontecido; cabeças ainda estavam se virando em direção ao lince prateado quando ele desapareceu. O silêncio se espalhou em ondas frias do lugar onde o patrono tinha chegado. Depois alguém gritou.

Harry se jogou no meio da multidão que estava em pânico, Rony e Hermione se juntaram prontamente a ele. Pessoas corriam em todas as direções, muitas estavam desaparatando; o encantamento que protegia a Toca tinha sido quebrado.

- Gina! - Hermione gritou - Gina, onde você está?

Enquanto eles traçavam seu caminho através da pista de dança Harry viu figuras mascaradas e cobertas aparecendo na multidão; depois ele viu Lupin e Tonks, com as varinhas levantadas e escutou os dois gritarem Protego! Um grito que ecoou por todos os lados.

- Gina, Gina! - Hermione chamou meio que chorando enquanto ela, Rony e Harry eram empurrados por convidados apavorados. Harry agarrou sua mão e a de Rony para ter certeza que eles não se separassem enquanto listras de luzes passavam pelas suas cabeças, se era um feitiço de proteção ou algo mais sinistro ele não sabia.

E, de repente, Gina apareceu, ela segurou o braço esquerdo de Hermione, e Harry sentiu a amiga girar no mesmo lugar; visão e audição estavam se extinguindo enquanto a escuridão aumentava em relação a ele; tudo que ele podia sentir era a mão de Hermione enquanto ele se pressionava através do tempo e espaço, para longe da Toca, longe dos Comensais da Morte, longe talvez, até mesmo, de Voldemort .

- Onde estamos?! - Disse a voz de Rony.

Harry abriu os olhos. Por um momento ele pensou que eles ainda não tinham deixado o casamento: eles ainda pareciam estar certados por pessoas.

- Rua Tottenham Court - Disse Hermione - Ande, só ande, precisamos achar algum lugar para vocês se trocarem.

Eles meio que andaram, meio que correram pela rua escura cheia de revelações da madrugada e marcado por lojas fechadas, estrelas brilhando sobre eles. Um ônibus de dois andares passou fazendo barulho e um grupo de boêmios olhou para eles enquanto eles passaram. Harry e Rony ainda usavam vestes a rigor.

- Hermione, nós não temos nada para vestir - Comentou Rony, quando uma jovem caiu na risada ao vê-los.

- Por que eu não verifiquei se estava com a capa de invisibilidade? - Disse Harry, reclamando da sua própria estupidez - Todo o ano passado eu estava com ela o tempo todo e...

- Ta tudo certo, eu estou com a capa. Eu tenho roupa para vocês dois - Disse Hermione - Apenas tentem parecer normal por enquanto, isso vai funcionar.

Ela guiou-os para um lado da rua, depois para o abrigo de uma passagem escura.

- Quando você disse que tinha a capa e roupas, você... - Disse Harry franzindo as sobrancelhas para Hermione que estava carregando nada exceto pela sua pequena e adornada bolsa, na qual ela estava mexendo.

- Isso mesmo, estão aqui - Disse Hermione e, para uma maior surpresa de Harry e Rony, ela tirou uma calça jeans, uma camiseta, meias marrons e, finalmente, a Capa de Invisibilidade prateada.

- Mas, como...?

- Feitiço Indetectável de Extensão – Disse Gina – Complicado, mas nossa amiga é uma gênia!

Ela olhou a bolsa que parecia frágil e tocou-a, e isso ecoou como se uma carga de vários objetos pesados se mexessem dentro da bolsa.

- Ah, bem... – Disse Hermione envergonhada – Harry, é melhor ficar com a Capa de Invisibilidade. Rony, se troca logo...

- Quando foi que você fez isso tudo?! - Harry perguntou enquanto Rony tirava sua roupa. (N/A: Gente, o Ron tirou a roupa na frente da Mione? Isso é algo para se pensar...)(N/V :Euri \z ).

- Eu te disse, na Toca. Eu tinha o essencial arrumado há dias, você sabe, caso nós precisássemos sair rapidamente, eu guardei sua mochila hoje de manhã, Harry, depois de você se trocar, e coloquei aqui, eu simplesmente tive a sensação de que eu devia...

- Você é um assombro, só é! - Rony disse entregando a ela suas roupas empacotadas.

Gina rolou os olhos com o "elogio" que o irmão fizera à amiga.

- Obrigada - Disse Hermione dando um pequeno sorriso enquanto ela colocava as roupas dentro da bolsa - Harry, por favor, coloque a capa!

Harry jogou a capa por traz de seus ombros e sobre sua cabeça, desaparecendo.

Eles entraram em um desgastado e pequeno café 24 horas. Uma leve camada de gordura cobria as mesas com tampo de fórmica, mas pelo menos estava vazio. Harry foi o primeiro a entrar no reservado e Rony se sentou ao seu lado, de frente para Hermione, que estava de costas para a entrada e não estava gostando da posição. Ela olhava para trás tão frequentemente que parecia ter um tique nervoso. Gina puxou uma cadeira e sentou-se ao lado dela. Harry não gostava de estar parado, enquanto eles estavam andando parecia que eles tinham um objetivo. Debaixo da capa ele podia sentir os últimos vestígios da Poção Polissuco indo embora, suas mãos voltavam ao seu comprimento e forma normais. Ele tirou seus óculos do bolso e os colocou novamente.

Depois de um ou dois minutos, Rony disse:

- Sabem, não estamos tão longe do Caldeirão Furado, é logo ali em Charing Cross...

- Rony, nós não podemos! - Protestou Hermione imediatamente.

- Não para ficar lá, mas pra descobrir o que está acontecendo!

- Nós sabemos o que está acontecendo! Voldemort está controlando o Ministério, o que mais nós precisamos saber?!

- Certo, certo.. foi só uma idéia!

Eles caíram em um silencio incômodo. A garçonete que mastigava chiclete passou e Hermione pediu dois capuccinos e um chá: como Harry estava invisível iria parecer estranho pedir o dele. (N/A: A Gina odeia café, lembram?)(N/V : Não ).

Dois trabalhadores entraram no café e se sentaram no reservado contíguo. Hermione diminuiu sua voz a um sussurro:

- Eu sugiro que nós devemos encontrar um lugar calmo para desaparatar e ir para o campo. Quando chegarmos lá nós poderemos mandar uma mensagem para a Ordem.

- Você pode fazer aquela coisa do Patrono falante? - Rony perguntou.

- Eu andei treinando e acho que sim - Disse Hermione.

- Bem, contanto que eles não se metam em problemas, embora eles possam já estar presos. Deus, isso é repugnante - Acrescentou Rony, depois de dar um gole do café cinzento que fumegava. A garçonete ouviu e disparou a Rony um olhar de desprezo enquanto saia para anotar o pedido de novos clientes. O maior dos dois recém–chegados, que era loiro e bem grande, agora que Harry tinha parado para observar, acenou que ela fosse embora. Ela o encarou afrontada.

- Vamos indo então, não quero beber essa porcaria - Disse Rony - Hermione, você tem dinheiro trouxa para pagar por isso?

- Tenho, tirei tudo que tinha na poupança antes de ir para A Toca. Aposto que todos os trocados estão aí no fundo - Falou Hermione apontado para sua bolsa.

Os dois outros clientes fizeram movimentos idênticos e Harry os imitou sem perceber o que fazia. Os três tinham sacado as varinhas. Rony alguns segundos depois percebendo o que aconteceu pulou por cima da mesa e protegeu Hermione para baixou do banco. A força do feitiço dos Comensais da Morte foi tão grande que quebrou o telhado bem no lugar que a cabeça de Rony tinha estado segundos antes. Harry, ainda invisível, ordenava: Estupefaça!

O comensal loiro e alto foi atingindo por um jato vermelho bem no rosto. Ele caiu para o lado, inconsciente. O seu companheiro, incapaz de ver quem lançou o feitiço, disparou outro contra Rony. Cordas negras e brilhantes saíram da ponta de sua varinha e amarraram o garoto dos pés a cabeça. A garçonete gritou e saiu correndo em direção à porta. Harry lançou outro feitiço estuporante, agora no Comensal da Morte que havia prendido Rony, mas o feitiço que ricocheteou na janela e atingiu a garçonete que caiu diante da porta de entrada.

- Impedimenta! – Ordenou Gina, mas o comensal se escondeu atrás de uma cadeira, fazendo-a se partir e cortar algumas partes de seu corpo.

- Expulso! - Gritou o comensal da morte, e a mesa atrás da qual Harry se escondia foi pelos ares. A Força da explosão o jogou contra a parede e sua varinha escorregou da sua mão enquanto sua capa escorregava.

- Petrificus Totallus! - Gritou Hermione de fora da confusão e o comensal caiu como uma estátua no meio da mesa e das louças quebradas. Hermione rastejou de baixo do banco, sacudindo cacos de vidro de seu cabelo e tremendo toda.

- Di... Diffindo - Disse apontando a varinha para Rony que rugia de dor, enquanto ela rasgava o jeans dele no joelho e dizia - Oh, desculpe, Rony, minhas mãos estão tremendo. Diffindo!

As muitas cordas caíram, Rony ficou de pé e começou a sacudir seus braços, para voltar a senti-los. Harry pegou sua varinha e foi até o homem loiro estatelado no banco.

- Eu deveria ter reconhecido, ele estava na noite que Dumbledore morreu - Disse. E se virou para o comensal mais escuro aos seus pés que tinha os olhos se movendo de Harry para Rony e Hermione.

- Esse aí é o Dolohov - Falou Rony - Reconheci do cartaz de procurado. Acho que o grandalhão é Thor Rowle.

- Não interessa qual é o nome deles! - Falou Hermione um tanto histérica – O importante é: Como eles nos encontraram? E o que vamos fazer com eles?

De alguma maneira, seu pânico pareceu clarear as idéias de Harry.

- Tranque a porta - Harry disse a ela - e Rony, desligue as luzes. Gina, está tudo bem?

- Aham – Ela se aproximou do namorado e pegou sua mão.

Ele olhou para o paralisado Dolohov e pensou tão rápido quanto Hermione trancou a porta e Rony usou o desiluminador para trazer a escuridão para o café.

- Harry, você não nos mandou trancar a porta e apagar a luz para você poder fazer coisas indecentes com a Gina, né? – Perguntou Rony – Porque vocês têm essa mania louca de começar a se agarrar em momentos críticos.

- Rony, se nós fossemos fazer alguma coisa, nem precisaria apagar a luz, pois ver é algo essencial para o momento, se é que você me entende – Disse Gina maliciosamente – Como não é o caso, eu vou ignorar o seu comentário absurdo e seguir com a minha vida. Harry, o que nós vamos fazer com esses caras?

- Matá-los? – Sugeriu Rony - Eles nos matariam, eles acabaram de tentar fazê-lo.

Hermione deu um passo para trás, Harry balançou a cabeça.

- Nós só precisamos apagar suas memórias - Explicou Harry – É melhor assim e tirá-los da cena. Se os matarmos, saberão onde nós estamos.

- Você quem manda - Falou Rony parecendo aliviado -, mas nunca realizei encantamentos de memória antes.

- Nem eu - Falou Hermione - Mas eu sei a teoria.

Ela respirou profunda e calmamente, apontou sua varinha para a testa de Dolohov e ordenou: Obliviate!

De repente, os olhos de Dolohov ficaram desfocados e sonhadores.

- Brilhante - Disse Harry dando-lhe um tapinha nas costas - Cuide do outro e da garçonete, enquanto eu, Gina e Rony damos uma arrumada aqui.

- Arrumar - Protestou Rony olhando para o café parcialmente destruído - Por quê?

- Você não acha que eles estranhariam se acordassem e se vissem em lugar que mais parece ter sido atingido por uma bomba?

- Tá bom...

Rony lutou um pouco antes de tentar retirar a varinha de seu bolso.

- Não é de admirar que eu não consiga pegar minha varinha, Hermione, você encolheu meus jeans velhos, eles estão apertados.

- Oh, me desculpe - Sussurrou Hermione enquanto arrastava a garçonete da frente da janela. Harry a ouviu resmungar onde Rony podia enfiar a varinha para ficar mais à mão. Gina pareceu ouvir também, pois riu baixinho (N/A: Duas)(N/V : Três ).

Uma vez que o Café havia voltado a sua condição normal, eles trataram de por os Comensais na sua posição original de frente para o outro.

- Mas como eles nos acharam? - Falou Hermione olhando de um para o outro - Como eles sabiam que estávamos aqui?

Ela se virou para Harry.

- Será... Será que você ainda está carregando o rastreador, Harry?

- Não, não pode ser, o rastreador é rompido aos dezessete anos - Disse Rony - É a lei dos bruxos, não se pode por o rastreador num adulto.

- Até onde nós sabemos - Falou Hermione -, mas se os Comensais da Morte tiverem descoberto um jeito de por em uma pessoa de dezessete anos?

- Mas Harry nem sequer andou próximo a um Comensal da morte nas últimas 24 horas. Quem botaria o rastreador atrás do Harry novamente?

Hermione não respondeu. Harry se sentiu contaminado, tentado. Foi realmente isso que fez com que os Comensais o achassem?

- Eu descarto totalmente essa possibilidade – Disse Gina – O rastreador é não como um objeto que se põe e tira. É algo que você carrega em si desde que ganha uma varinha. Depois que ele é retirado de você, não existe uma magia que o ponha de volta.

- Nós precisamos de um lugar seguro para nos esconder - Disse Rony - Dê-nos um tempo para pensar.

- Largo Grimmauld - Disse Harry.

Rony e Hermione ficaram pasmos, enquanto Gina esboçava uma expressão imparcial.

- Não seja estúpido, Harry. Snape pode entrar lá.

- O Sr. Weasley disse que eles puseram azarações para que ele não pudesse entrar lá, e mesmo que eles não funcionem - Ele começou antes que Hermione pudesse interrompê-lo -, e daí? Eu juro, não tem nada que eu gostaria mais do que encontrar Snape.

- Mas...

- Hermione, para onde mais iríamos? É a nossa melhor chance. Snape é apenas um Comensal, se eu ainda tenho o rastreador atrás de mim, teremos uma multidão deles atrás de nós, aonde quer que nós formos.

Ela não teve argumentos, embora parecesse que se os tivesse, usaria.

Enquanto ela destrancava a porta, Rony usou o desiluminador para trazer a luz de volta ao lugar. Depois Harry contou até três e eles reverteram o feitiço das três vítimas e antes que a garçonete e os dois comensais pudessem acordar da dormência, os garotos tinham mais uma vez girado e desaparecido numa densa escuridão mais uma vez.

Segundos depois, os pulmões de Harry se encheram agradecidos e ele abriu os olhos. Eles agora estavam no meio de uma pequena e simples região residencial. Casas altas e rústicas cercavam os meninos por todos os lados. O número 12 era visível para eles que tinham sido avisados da sua existência por Dumbledore, o fiel do segredo. Eles se apressaram em alcançar a porta, verificando a cada passo se estavam sendo seguidos ou observados. Eles correram até o degrau de entrada, e Harry bateu na porta com a varinha uma vez.

Eles ouviram uma série de clicks metálicos e correntes se movendo, então a porta se abriu e eles se apressaram em entrar.

Quando Harry fechou a porta atrás deles, as velhas lâmpadas de gás voltaram à vida, espalhando luz cintilante ao longo do corredor. Harry se lembrava de tudo: lúgrube, cheio de teias, filas de cabeças de elfos nas paredes lançando estranhas sombras sobre as escadas. Longas cortinas negras cerravam o retrato da mãe de Sirius. A única coisa que estava fora do lugar era a perna de trasgo onde se punham os guarda- chuvas e que estava caído para o lado como se Tonks tivesse tropeçado nela novamente.

- Eu acho que alguém esteve aqui - Sussurrou Hermione apontando para trás da perna.

- Isso pode ter acontecido enquanto a Ordem partia - Rony murmurou em resposta.

- Então, cadê essas azarações que eles botaram contra o Snape? - Perguntou Harry.

- Talvez elas só sejam ativadas se ele aparecer - Sugeriu Rony.

- Bem, não podemos ficar aqui para sempre - Disse Harry e deu um passo à frente.

- Severo Snape?

A voz de Moody sussurrou da escuridão, fazendo com que os quatro dessem um pulo para trás, assustados.

- Não somos o Snape - Esganiçou Harry, antes que alguma coisa o atingisse como vento frio e enrolasse sua língua para dentro, impedindo de falar. Antes que ele tivesse tempo para senti-la, sua boca, no entanto, sua língua se endireitou novamente.

Os outros três devem ter passado pela mesma situação desagradável; Rony estava fazendo barulhos estranhos, Gina punha a língua para fora frequentemente e Hermione estava gaguejando.

- Essa deve ser a Maldição da Língua Presa que Olho-Tonto fez para Snape.

Depois, emergindo do carpete, apareceu uma figura acinzentada com o rosto cadavérico, sem carne, com as órbitas oculares vazias.

- Não! – Gritou Harry e embora ele tenha erguido sua varinha, não lhe ocorreu nenhum feitiço - Não, não fomos nós, nós não o matamos.

Na palavra "matamos" a figura explodiu numa imensa nuvem de poeira. Tossindo, os olhos cheios de água, Harry olhou em volta para ver Hermione agachada junto à porta, com as mãos na cabeça e Rony tremendo dos pés à cabeça apertando o ombro dela e dizendo:

- Ta... tudo bem... foi... embora

A poeira se aglutinou ao redor de Harry como névoa, envolvendo a luz enquanto a senhora Black continuava a gritar.

- Sangues-ruins, lixo, estigmas de desonra, machas de vergonha sobre a casa dos meus pais...

- CALA A BOCA! - Berrou Harry apontando a varinha para ela, e com um estalo e um jato de fagulhas vermelhas, as cortinas se fecharam de novo, silenciando-a.

Hermione proferiu Homenum Revelio para ter certeza de que não havia nenhuma pessoa além deles na casa.

- Banheiro – Disse Harry tentando disfarçar a dor que sentia em sua cicatriz.

Ele se direcionou para o banheiro e Rony foi olhar a casa. Gina e Hermione retiravam os sacos de dormir da pequena bolsa de Hermione.

- Então, eu vi você e o Rony dançando, coladinhos, a propósito – Disse Gina como quem não quer nada – Aconteceu alguma coisa?

- Eledissequemeama – Disse Hermione rapidamente, olhando para o chão.

- Sério?! OMM, que maravilha! Vocês estão juntos?

- Eu não sei!

- Como assim não sabe? Ele disse que te ama, não é o suficiente?

- É! É mais que o suficiente! Só que depois que ele falou isso, o patrono de Kingsley chegou. Nós saímos correndo, depois ainda vieram aqueles comensais. Eu não tive tempo pra dizer nada. Na verdade, eu nem sei o que dizer.

- Então não diga nada.

- Como é?

- Isso mesmo. Vai lá e tasca um beijão nele. Não há conversa que seja melhor do que isso.

Hermione fez uma cara incrédula, mas nem falou nada, pois Rony chegou à sala.

- Gente, eu vou lá ver o Harry, pois algo me diz que isso não passou de uma desculpa – Avisou Gina.

A ruiva nem deu tempo para os dois protestarem, pois saiu correndo do cômodo.

- Mione, a gente precisa conversar – Disse Rony com o semblante mais sério que Hermione já vira na vida – Ou melhor, você precisa me dizer alguma coisa. Ou melhor, você já disse, então a gente precisar resolver isso. Ou... Sei lá, estou confuso!

Hermione não pode evitar soltar uma gargalhada. Ela se aproximou do ruivo e acariciou seu rosto. Rony fechou os olhos e segurou a mão de Mione, virando o rosto para depositar um pequeno beijo na mão.

- Eu amo você, Rony – Sussurrou Hermione.

- Era só isso que eu precisava ouvir – Murmurou Rony com um sorriso enorme no rosto.

Hermione pensou nas palavras de Gina. Palavras realmente não eram necessárias naquele instante. Seguindo o conselho da amiga, ela aproximou-se de Rony e beijou-o.

Era como um sonho realizado. Quantos anos eles passaram esperando por isso? O importante era que aquilo não era mais uma de suas fantasias, e sim bem real. Rony e Hermione eram, agora, uma realidade (N/A: Dels, eu to bem inspirada oO')(N/V : Hoho...).

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- Harry, está tudo bem? – Perguntou Gina à porta do banheiro. Ela saíra para deixar Rony e Hermione sozinhos, mas também para ver como o namorado estava.

Harry abriu a porta, ele parecia bastante pálido.

- Eu estou bem, Gi – Disse em voz baixa.

- Não está não. Nem tente me enganar, mocinho! O que foi dessa vez?

- Ele mandou Draco fazer alguma coisa com Rowle, aquele Comensal loiro que desacordamos no bar.

- E o que Draco fez?

- Eu não sei, eu acordei.

- Harry, eu sei que você não aprendeu Oclumência direito e tudo o mais, mas essa ligação pode ser perigosa, muito perigosa.

Ele assentiu lembrando que uma vez Voldemort já usou essa mesma ligação para levá-lo a uma armadilha que resultou na morte de Sirius.

- Vamos voltar para a sala? – Sugeriu Harry.

- Aham, mas eu acho melhor irmos sem fazer barulho, pois está tudo muito quieto, e eu não quero atrapalhar Rony e Hermione.

- Atrapalhar em quê? Eles devem estar dormindo.

- Você é que se engana. Esse silêncio não é de dormir, e sim de beijo.

- Beijo?!

- É, eu acho que eles enfim se resolveram. Venha, vamos ver o que está acontecendo.

Eles foram andando silenciosamente até o outro cômodo. Lá, Rony e Hermione se beijavam. (N/A: Se fossem o Harry e a Gina, eles já estavam deitados no sofá e bem mais que se beijando. Mas no momento Rony e Hermione são puritanos, então nada de safadezas)(N/V :DLKSLKDLSKDLSLD' ).

- Eu não quero atrapalhar. Que tal irmos para a cozinha? – Disse Harry cheio de segundas intenções.

- Ótima ideia – Disse Gina maliciosa.

Eles se dirigiram para a cozinha.

Enquanto isso, na sala, Rony e Hermione continuavam se beijando.

- Eu não sei se é necessário um pedido formal – Disse Rony encerrando o beijo e colando suas testas -, mas você quer namorar comigo, Hermione?

- Quero sim – Falou Hermione dando-o um selinho.

Um barulho de algo caindo foi-se ouvido.

- O que foi isso? – Perguntou Rony separando-se de Hermione e entrelaçando sua mão na dela.

- Parece que veio da cozinha – Respondeu Hermione.

O casal, ainda de mãos dadas, andou até a cozinha, onde Harry e Gina se agarravam. Gina estava sentada na mesa com Harry no meio de suas pernas.

- Hem hem – Pigarreou Rony – Posso saber o que está acontecendo aqui?

Gina afastou-se sutilmente de Harry e lançou um olhar mortal ao irmão.

- O mesmo que você estava fazendo com a Mione – Respondeu ela.

- Não, pois eu a respeito. Não fico agarrando-a feito um ser primitivo, né, Harry?

- Isso é porque é o primeiro dia, meu amigo – Falou Harry – Não dou uma semana para a sua sanidade mental ser posta em prova. Simplesmente é impossível resistir.

Rony olhou indignado para o amigo e disse, ainda incrédulo:

- Eu devia saber que uma viajem com vocês dois não ia prestar...

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N/A: Dels, esse cap foi phoda, que nem eu (h) /pareý. Desculpem-me a demora, mas é que essa tensão pré-EdP me deixou muito ansiosa e sem inspiração.
Sobre EdP: Puf! Uhsahuasauhs [/quem viu entende] Bem, quando o filme acabou, eu não gostei dele. Mas, agora, que eu refleti mais, até que foi bom. Pouco fiel ao livro, realmente. Mas muito engraçado, eu rasheei muito no cinema. Só achei muita sacanagem o beijo H/G não passar de "um selinho com puxadinha sécsi de lábio". O jeito é torcer para que em RdM parte 1 eles gravem a cena em que a Gina beija o Harry como presente de aniversário (yn).
Sobre a fic: Rony e Hermione finalmente juntos! Quase que eu entro na fic com um coro de "Aleluia". Qual será a função do relógio de bolso que o Dumby deixou para a Gin? Aguardem e saberão MUAHAHA No próximo capítulo, acho, personagens novos aparecerão. Serão duas garotas e um garoto. Para que eles servirão? Aguardem e saberão MUAHAHA2

N/V : Oi gente, Spot aquii! Ai Mari... Quando vc vai entender qe phoda aqui só tem EU ?? Nossa, ta um chero de pipoca com sal mantega e pimenta aqui man... Okay, informação inútil.
ATF – Ownt cara, Rony e Hermione juntinhos *--* Concordo com o Harry, eu dou 4 dias pros dois ;'
Caray Marina ! Você é MUITO MÁ ! Desha a gente na maior espectativa ! Ai de vc se eu ñ ficar sabendo o que é o relógio, qem são os intrusos E quando vai ter mais frases minhas na fic *o*

Beijos e queijos ;*

Agradecimentos: Ao Pedro (Shimbo) por sugerir o objeto de herança do Dumby para a Gina. Sem a ajuda dele, eu nunca ia me lembrar daquele relógio.
Ao meu pai, por ter um notebook. (É que eu peguei-o umas três vezes durante algumas madrugadas para escrever a fic, mas como papis estava dormindo, ele nem sabe disso).

Maria Lua: Nossa, a ideia da Gin ir pra casa dos Dursley é muito antiga. Nem acreditei quando botei no papel/word oO' Bjss e continua comentando

SpotSide Hamdec: Sr. S já te respondeu vv Gostou do que eu escrevi de R/Hr? Tipo, eles nem iam ficar juntos nesse cap, mas aí eu lembrei de suas ameaças oO' Bjss e continua comentando

Marydf Evans Cullen: Eu sinceramente não sei quantos caps vou gastar. Eu também não quero que a fic acabe TT Bjss e continua comentando

Cecilia Weasley: Parece que não foi dessa vez, não é? Bjss e continua comentando

Maluh Weasley Hale: A Gina é phoda, fato. Bjss e continua comentando

Carolzynha LF: A Gina não é uma das minhas personagens preferidas. Ela é minha personagem preferida. Bjss e continua comentando

Bruh Potter: Gin caindo do telhado foi a coisa mais tosca que se pode imaginar as três da manhã ¬¬' O Harry é meio, digamos, possessivo, mas não deixa de ser perfeito *o* Eu tentei escrever R/Hr, acho que até consegui fazer bem isso, mas é . Eu nunca vou conseguir ler uma R/Hr vv "Eu fiquei imaginando se o Harry tivesse um caso com o Hagrid. uahsuahsuha Tipo, ficaria meio desproporcional as coisa lá, né? XD" Meio desproporcional, mas se você pensar que tem gente normal casando com anão... E aí? Gostou do filme? Depois a gente conversa sobre isso no msn, senão eu não vou calar a boca aqui.

Lady Barbie Pontas Potter: Eles não substituíram o Mundungo pela Gina porque ela é menor de idade e blábláblá, tudo loróta ¬¬' Bjss e continua comentando

LadyWhitie: Fico feliz que você tenha gostado =D Versão da relação H/G melhor do que a JK? Nossa, que honra *-* Bjss e continua comentando

Anne Lee B: Eu também amo os gêmeos, mas no momento não dá pra focar neles. Quem sabe no casamento do... /caleýtotaldescubraporsimesma. Rony é lerdo, tadinho, mas eu dei uma acelerada nele aqui, senão só no ano que vem ¬¬' Eu to fazendo o máximo pra encaixar a Gina nessa viajem ^^ Bjss e continua comentando

Ginny M. W. Potter: A Bruna Weasley Potter lê a De um jeito diferente também, e eu leio a Minha Amiga, Meu Amor, ou melhor, lia, já que acabou TT Harry, você é PHODA, mas eu sou mais (h) Dormiram em quartos separados? Vai dizer que não teve nenhuma escapadinha pro quarto do outro no meio da noite (66' Bjss e continua comentando

Melissa Snape: Eles não perdem tempo. Poucas horas que o Harry é maior de idade e já estão aproveitando (66' Gina morar temporariamente com o Harry é treino pro casamento ;) Bjss e continua comentando

Aline Cresswel: Eu quebrei muito a cabeça pra bolar o plano da Gina, o Shimbo deve ter ficado cansado com o tanto que eu falei na cabeça dele... Ai, o final foi o melhor, afinal, eu também sou perva (66' Bjss e continua comentando

Malu Rodrigues: Eu vou fazer propaganda da nossa fic quando eu postá-la aqui, mas eu ando meio sem tempo, sabe :P "A sua fic é, simplesmente, a meslhor fic que eu já li na vida! *-*" Uhu \ô/ Bjss e continua comentando

Love's Poison: Que bom que você gostou do plano da Gi (y) Eu acho que o Ron vai embora do mesmo jeito, ainda não resolvi... Bjss e continua comentando

Crys e Lele: Realmente é uma tarefa árdua colocar a Gina na viajem, mas eu estou tentando (y) Obrigado por me chamar de ótima escritora *-* Bjss e continua comentando

Ju W. P. C: Bem, R/Hr ficaram juntos só um pouquinho depois do casamento, mas valeu, neah? Nossa, quantos elogios, assim eu fico acanhada [/mentira, eu fico me achando. Bjss e continua comentando

Taironi: Você que montou o pc? Que chique *-* Os seus P.S.s foram toscos sim, mas eori /z Você ficou levando bronca de quem? oO' Bjss e continua comentando

Debora Souza: Amiga, acho que você não viu que eu tinha feito o cap 26, neah? Mas, bem, fico feliz que você tenha amado o 25 ;) Bjss e continua comentando

NathCorvisierBlack: Que bom que você ta amando *-* Bjss e continua comentando

Lya – love fanfic's: Se tudo tivesse começado assim, não haveria fic :P Quando termianr de ler me avisa o que achou, sim? Obrigado pelos parabéns =D Bjss e continua comentando

Lah Coleman: Nossa, eu fiquei até orgulhosa com a resposta que a Gina deu pro Clark. Foi a tirada. Que bom que você adorou os capítulos =D Bjss e continua comentando

Bibiska Radcliffe: Eu não sabia que Radcliffe se escrevia assim [/ta, você não quer saber. Que bom que você gostou da ideia e da fic =D Eu fico muito feliz com isso (y) Bjss e continua comentando

RêeeH': Eu vou matar o Fred sim, infelizmente. "A ordem dos fatores não altera o resultado", como eu já te disse. A Gina é PHODA mesmo. Bjss e continua comentando

Arasuk: Tudo sim e com você? Que bom que você achou o cap ótimo =D Bjss e continua comentando

Raluxna Miramai: Nossa, amei sua review. Para eu te instruir sobre como colocar a sua história aqui, me adicione no msn, sim? marina(underline)anderi(arroba)hotmail(ponto)com Tomo como promessa que você continuará a mandar reviews ;) Bjss e continua comentando

Bjss,

Marininha Potter