'·.¸.ღ Lady Mine ღ.¸.·'
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\Capítulo Vinte e Nove\
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Sesshoumaru não conseguiu evitar ver as horas.
Dez minutos.
Já haviam ido embora dez minutos desde que Kagome o deixara com a desculpa de precisar ir ao banheiro. Então por que, ela ainda não voltara? Uma mulher não demorava tanto assim num banheiro, demorava?
Tomando um gole da bebida verde esmeralda, tentou se concentrar em algo que não fosse a demora dela.
O pianista sussurrava palavras ao microfone, enquanto os dedos deslizavam sem preocupação pelas teclas alvas. Uma canção que ele nunca havia ouvido, mas que, de acordo com sua letra, deveria ser considerada perfeita para apaixonados.
O amor… o pedido de perdão… e até mesmo a alegria contida na letra de uma música, jamais fora um de seus interesses. Não gostava de música. Sabia sim, a respeito de certos detalhes sobre aquela cultura. Poderia recitar o nome dos melhores músicos e seus maiores sucessos sem problemas. E, a maior parte deste conhecimento, ele devia a Ayame e a Izayoi.
A primeira, adorava entrar em tal assunto nos momentos menos apropriados com o único intuito de acabar com sua paciência. Já a esposa de seu pai, tinha a música como assunto preferido de suas horas vagas. E nem sempre, as paredes a prova de som eram boas o suficiente para barrar as palavras trocadas entre ela, seu pai ou alguma outra pessoa. Afinal, portas sempre podiam ser deixadas abertas.
Pousou a taça sobre a mesa.
Agora deveria agradecer por isso. Todo aquele tempo ouvindo besteiras sobre música servira-lhe de algo. Ele pudera contar a sua Companheira a história de uma melodia. E, por incrível que lhe pudesse parecer, havia lhes deixado excessivamente conectados.
Pudera senti-la. E tinha certeza absoluta que ela fora capaz de senti-lo. Estiveram conectados. E assim pudera alcançá-la num nível que, tinha certeza, ninguém conseguira antes.
Kagome lhe contara sobre uma época, que tinha quase certeza, ela gostaria de apagar. Contraíra-se como alguém o fazia ao temer os resultados de suas ações ou falas que jamais deveriam ter abandonado seus lábios. Desejara evidentemente que ele não se aprofundasse no assunto.
E embora almejasse saber as razões, ele a respeitou. Não a forçou como outros deveriam tê-lo feito. Assim como ela tocara sozinha no assunto – sem querer ou não – poderia acabar lhe revelando o porque de ter abandonado o hobby.
Ela lhe mostrara sua alma. Despira-a diante dele. Deixara claro ser capaz de perdoá-lo totalmente, e quem sabe, se apaixonar por ele. O momento mais íntimo que ele tivera com a Humana, até aquele dia. Ela permitira-se ser tocada e alcançada.
Mas quando tentara beijá-la, a ligação se rompeu.
Onde errara? Fizera tudo corretamente.
Ainda tinha medo? Não, não havia cheiro de medo. Na realidade não havia nada. Nem ao menos raiva por poder lembrá-la da noite em que forçara sua aceitação. Estaria jogando com ele? Mostrando que ele, Sesshoumaru Takahashi, podia ser sim enrolado e tratado como os outros eram tratados por algumas mulheres durante o cortejo? Ninguém jogava com ele.
"Esta mulher vai me enlouquecer!"
Ele a beijara uma vez. Para ela isso poderia significar nada, já que fora algo rápido e necessário para acalmá-la, mas ainda assim havia sido um beijo. O que ela temia agora? Talvez ceder a tentação e permiti-lo domada, como ele queria fazer?
Franzindo a testa, observou o objeto de seus pensamentos, voltar. Estivera tão concentrado que nem ao menos percebera o cheiro dela se aproximar. Entretanto, ignorou a falta de atenção, para concentrar-se na Companheira. Kagome estava excessivamente pálida. Sua pele estava quase como leite. As maçãs de suas faces adquiriram um tom vermelho, como se houvesse passado horas exposta ao sol sem proteção.
# O que houve? – impediu que a preocupação fosse explícita na voz.
Kagome mordeu o lábio, e passou a mão direita no rosto em sinal de nervosismo. Durante o gesto viu os dedos cobertos pela luva tremerem, como se estivesse com frio.
"O que é isto? Ela estava bem até alguns minutos antes."
# Estou com dor de cabeça. – fungou e sua voz saiu como se estivesse resfriada.
Quando seus olhos se encontraram, Sesshoumaru pode ver: O azul calmo fora substituído por um tom mais opaco e escuro. E ele não necessitava ser um especialista para saber que aquilo deveria acontecer a uma pessoa doente. Dor de cabeça era uma doença, mas, embora seu conhecimento no assunto fosse precário, acreditava que ela sozinha não fazia aquilo a alguém. Ou se enganava?
Fechou os dedos em um punho, e praguejou mentalmente. Vê-la naquele estado trouxe-lhe o desejo de se levantar e acolhê-la em seus braços até sua cor voltar. Mas segurou tal desejo. Sesshoumaru Takahashi jamais agia daquele modo. Ele jamais acolhera as mulheres que choravam rios quando eram dispensadas por ele. Por que ele começaria agora? Ela estava com dor e sofrendo, mas a culpa estava longe de ser dele. Tratava-a da melhor maneira possível. Ela teve coisas que nenhuma mulher havia conseguido dele antes.
E como se fosse motivado por tal pensamente, o colar no pescoço dela brilhou sob as luzes.
O que mais queria dele? Humilhação? Queria que se ajoelhasse e rastejasse aos pés dela, implorando por perdão? Apenas assim cederia? Se Kagome Higurashi esperava por isso, estava enganada. Sesshoumaru Takahashi não se humilha para ninguém. E muito menos para uma mulher. Ninguém o obrigaria a isto.
# Acho que não devia ter abusado tanto…
Passando as mãos nos cabelos, voltou o olhar para o pianista. Ela estava incomodada com seu olhar. Teria se arrependido de ter ficado com ele? Estaria querendo apagar da mente que lhe permitira penetrar tão fundo em sua alma?
Ela não podia se arrepender. Ele não a deixaria se arrepender.
Com calma forçada, e trincando os dentes por ter sido afastado quando estava tão perto, virou o rosto para o garçom parado a entrada do andar, e realizou um gosto simples pedindo a conta. Não podia deixá-la escapar dele àquela altura. Ele impediria que isto acontecesse. Àquela noite iria tê-la. Decidira isso, e assim teria de ser. Ninguém contrariava seus desejos e decisões.
Durante a espera pela conta, lembrou-se que horas antes ela fora levada ao hospital. Talvez o corpo dela ainda não estivesse cem por cento, e agora estava reclamando pelo erro de ter passado um bom tempo em pé e ainda estar acordada.
Observou-a abaixar a cabeça e pressionar a ponte do nariz, antes de respirar profundamente pele nariz. Sua mão, ainda tremia.
Kagome Higurashi estava se mostrando, para seu desagrado, ser frágil em demasia. Apenas esperava que esta fragilidade desaparecesse totalmente depois do parto. Já estava tendo de se acostumar com a ideia de sua Companheira ser uma Humana, não iria aturar que ela realmente – como ele via e outros diziam – um cristal. Ele não gostava de fragilidade.
# Não!
Kagome quase ter gritado a negação ao afastar-se dele, quando fez menção de ajudá-la a ir até o carro minutos mais tarde, o pegou desprevenido. Encolhendo o corpo como uma gatinha assuntada, Kagome recuou o mais longe possível de sua mão. E apenas segundos depois, a maçã de sua face tornou-se ainda mais vermelha. Desconcertada por atrair a atenção dos garçons e casais presentes, mordeu o lábio e abaixou a cabeça.
"Mas o que…?"
# Desculpe. – quase não pode ouvi-la. – Eu… hum… - torceu o lábio, voltando a encará-lo. – Posso entrar sozinha.
Raiva apontou no peito dele como veneno.
Como ela ousava tratá-lo daquela forma diante de todos? Agira como se ele possuísse uma doença contagiosa, tentando humilhá-lo publicamente. Como ousara fazer isto depois de tudo que lhe dera?
Fechando o punho com força, controlou-se. Iniciar uma discussão no meio de um restaurante seria irresponsabilidade. E ainda correria o risco de algum bisbilhoteiro estar portando uma câmera e junto a uma foto dar um belo depoimento para enfeitar as revistas e jornais do dia seguinte. Não necessitava que terceiros e seu pai interferissem ainda mais em sua vida.
Respirou profundamente, segurando a vontade que tinha de agarra-la pelos braços para lembrar que ela lhe pertencia. Que era ele quem ditava as regras.
"Eu deveria castigá-la por tratar-me como um vírus…"
Observou-a entrar na limusine, e intrigado observou-a agir do mesmo modo ao recusar a ajuda de Aishu.
"O que raios esta acontecendo?"
Como se ouvindo seus pensamentos Aishu lançou-lhe um olhar confuso. E sem comentar nada, fechou a porta da limusine, para abrir a porta do outro lado para ele entrar. Acomodou-se na poltrona da limusine e estudou sua Companheira minuciosamente.
Tal atitude teria relação ao fato de estar repugnando a raça Youkai em geral? Se assim o fosse ele teria de alertá-la para a realidade: os Youkais eram a vida dela agora. Gostando ou não teria de se acostumar a eles.
Decidido a colocar as cartas na mesa e castigá-la caso não possuísse uma resposta plausível, fechou a pequena janela para ter privacidade durante a discussão.
Encolhida no banco, Kagome aparentava querer ser engolida pelo banco de couro ou ser capaz de atravessar a porta do veículo. As mãos estavam unidas e apoiadas entre o ombro e a cabeça deitada no encosto. A testa franzida era um claro sinal de contrariedade, mas os olhos tristes quase não piscavam enquanto o ar frio batia em seu rosto através da janela aberta.
Ela sentia dor. Algo muito maior que a dor de cabeça. E, farejando o ar verificou se o filho dela era a causa de tudo.
"Não… ele está calmo."
Pelo menos o Hanyou que ela esperava se mantinha calmo. Provavelmente, ao contrario da mãe estivesse dormindo depois de ter passado bons minutos sendo acalmado pela harmonia entre Kagome e ele.
# Estou com dor de cabeça… - ouviu-a dizer, sem se mover. – Estou com dor no corpo… - acrescentou antes de deixá-lo falar. Os lábios femininos se torceram. – Não é… - interrompeu a fala e abaixou a cabeça, ao mesmo tempo em que pousava as mãos no colo. Ela tinha de pensar na melhor maneira de explicar a situação. – O fato de ter me afastado… eu… - as poças azuis se ergueram para ele.
Kagome abriu a boca, mas nenhum som abandonou os lábios vermelhos. Queria contar algo, e ao mesmo tempo receava em fazê-lo. E sua única reação foi estreitar de olhos.
# Lá… - pigarreou, antes de morder o lábio, incerta – no restaurante… tive de me afastar… não… não… - sacudiu a cabeça para impedi-lo de falar. – Exagerei e meu corpo está reclamando. – Ela se moveu incomodada.
Onde Kagome queria chegar gaguejando daquele modo? Seria um método para fazê-lo esquecer de que poderia castigá-la por tê-lo ofendido na frente de terceiros?
# Eu… - desviou os olhos, apenas para depois voltar para ele. – Ser Miko não é algo muito bom… - forçou um sorriso. – Se me tocasse lá eu teria lhe usado a Hama…
"Ela me ameaçou?"
# Não! – ergueu as mãos para impedir-lhe a fala, como se seus pensamentos houvessem sido expressos em voz alta. – É inconsciente… Não seria de propósito.
No seu tom não havia desculpas por falar aquilo, mas o vê-la abaixar a mão em rendição, ele descobriu não querê-las.
# Há mais poder em mim do que posso suportar. Acidentalmente posso matar um Youkai e ferir seriamente um Humano. Quando fico ansiosa; quando me pegam desprevenida; quando sou ameaçada; ou quando sinto dor, meu corpo reage. Libera o poder Miko para me proteger. Era assim antigamente e continua sendo hoje… comigo.
Pigarreou e olhou para a rua.
# Estou com dor… meu corpo está reclamando. Talvez por ainda estar de pé a essa hora depois de tudo. – sorriu fracamente. – Ele está fragilizado e meu poder está se manifestando para impedir que eu desmaie ou outra coisa… - abriu as mãos e olhou fixamente para as palmas. – Minhas mãos queimam… algo constante e com o que aprendi a conviver. Por isso uso luvas… - olhou-o. – Quando a queimação se torna mais séria, por qualquer que seja o motivo, na maioria das vezes consigo controlá-la com um gel desenvolvido especialmente para mim. Foi feito com ervas calmante e sabe-se mais lá o que… Mas às vezes apenas ele não é o suficiente. A queimação se espalha por meu corpo. Por isso me afastei… não queria lhe machucar. Meu poder esta sobre minha pele.
Havia sinceridade e algo mais nas íris azuis ao se fixarem nele. Sesshoumaru manteve-se em silêncio. E Kagome voltou-se para a rua.
# Foi por isto que me encontrou na banheira… Estava irritada… ansiosa… e debilitada pelo bebê não gostar da nossa discussão. Joguei os sais medicinais na água e entrei na banheira. A água gelada e com os sais me acalmam… E eu precisava disso imediatamente.
Houve silêncio. Kagome parecia esperar que ele dissesse algo. Entretanto, nenhum som abandonou sua boca enquanto a estudava. Ele sabia que havia algo de errado com a mulher. E aliviando o aperto posto nos punhos, tentou encontrar a razão pelo qual o pai não lhe contara sobre aquilo.
Ser uma Miko não era bom para ela.
Abaixou o olhar para as mãos cobertas pela luva, captando o leve tremor não apenas nos dedos cobertos, mas no corpo dela. Isso era mais prejudicial do que ela colocava? Ou o tremor era por medo de acabar machucando alguém? Afinal Humanos possuíam aquela pequena fraqueza sentimental.
Ele não soube quanto tempo ficou ali, analisando-a. Mas não se surpreendeu quando o carro parou diante da mansão e Aishu abriu a porta para que ele desembarcasse. Num movimento preciso, saltou da limusine e fez um gesto para dispensar Aishu. E como um bom empregado, o Youkai despediu-se respeitosamente e se retirou. Assim ele mesmo abriu a porta do lado onde Kagome estava e apoiou-se nela.
# Posso lhe ajudar a descer do carro?
Kagome torceu a face em uma careta, como se ele a houvesse ofendido, e olhou para as mãos antes de sacudir a cabeça deixá-lo capturar seu braço. Cuidadosamente, fechou os dedos ao redor da mão pequena e enluvada. E ele sentiu. Através do calor ele sentiu a leve queimação típica de quando o poder Miko tocava sua pele. Mas não a soltou enquanto a puxava para fora do carro. Assim que o fez, soltou-a e fechou a porta da limusine.
Nunca sentira aquilo antes. Estaria fazendo propositalmente agora para dar mais força a sua mentira?
# Antes não sentia isso. – afirmou, e o tom de acusação foi explícito.
# Nunca me tocou nos momentos críticos… - alisou o casaco, como quisesse aquecer os dedos com o atrito. – Mas estou me acalmando. Caso contrário, Sesshoumaru, não teria lhe tocado.
Kagome deitou a cabeça para o lado, e sorriu levemente. Um gesto minucioso a lhe mostrar que ela o analisava.
# Obrigada! – mordeu o lábio. – Gostei muito do jantar e da noite. – enterrando a mão nos bolsos do sobretudo, girou o corpo para subir as escadarias e entrar na mansão.
# Kagome!
A chamou, xingando mentalmente ao não reconhecer a própria voz. Segurou a mão dela para impedi-la de se afastar. Puxou-a e habilmente colocou a mão na nuca dela a prendendo. Mas não a beijou de imediato, como estava acostumado a fazer. Sabia que poderia afastá-la, caso o fizesse.
Delicadamente deslizou os dedos pelos lábios dela, fazendo-a estremecer e tentar recuar. Mulheres nunca tentaram fugir dele antes. Todas se atiravam sobre eles, sem se preocupar com pudor. Por isso tudo com Kagome era novo. E de certa forma isso o deixava satisfeito. Ela era um desafio. E como todo homem de negócios, ele gostava de um bom desafio.
Kagome prendeu a respiração quando ele se inclinou. Os lábios a poucos centímetros dos dela. Mas não recuou. Muito menos ergueu as mãos para desfazer-se do toque dele. Ela o queria tanto quanto ele.
O beijo pairou no ar. E quase pode ouvi-la lutar contra o lado que queria seguir em frente. Uma batalha que ele impediria ser ver vencida por aquilo que a manteria distante. Com os lábios a milímetros dos dela Sesshoumaru sentiu o desejo crescer. Não o típico desejo que o levava a terminar na cama com todas as suas amantes. Algo mais forte que tudo o que ele sentira por ela, na fatídica noite em que se ligaram eternamente. Sua alma clamou por ela. Seu sangue correu mais rápido. E ele sentiu seu coração ameaçar matá-lo caso não provasse imediatamente o sabor prometido pelo hálito dela.
Roçando os lábios levemente nos dela, amaldiçoou-a. Desejou sua morte por ser capaz de transformá-lo em algo patético. Por fazê-lo tão vulnerável aos seus encantos. Torná-lo alguém que nem ao menos conseguia raciocinar.
Contendo um gemido de necessidade, uniu os lábios aos dela ao mesmo tempo em que ela fechou os olhos declarando sua rendição a ele. Ele tinha certeza que Kagome sofrera com a mesma carga a passar pelo seu corpo. Mas, em vez de se afastar, Kagome atirou os braços ao redor de seu pescoço. Um gesto simples a derrubar todo seu controle.
Nunca, nenhuma mulher lhe trouxera tamanha sensação; Tamanho desespero.
Sem muito cuidado segurou-a pela cintura, apertando-a contra ele e aprofundando o beijo. O gosto de Kagome era extasiante. Viciante. E a timidez com o qual ela se permitia ser beijada e participava do beijo, o deixou ainda mais extasiado. Queria atirá-la na cama. Queria tê-la naquele exato momento para alivar o poder que ela tinha sobre ele. Quando a tivesse essa sede e fome cessariam.
# Sess…
A voz de Kagome veio sussurrada em meio a névoa em sua mente. Havia aviso no tom de voz e não o desejo característico de um suspiro no momento íntimo. Porém, não parou para tentar descobrir o que ela queria.
Não sabia quando descera os lábios em direção ao pescoço dela. Mas notou que o gosto da pele parecia ter sido feito para ele. Não se deu conta do corpo congelado de sua Companheira, enquanto ele distribuía beijos pela pele alva. Mas captou perfeitamente o momento em que as mãos dela deslizaram até seu peito. Um gesto para contê-lo; Para afastá-lo.
Unindo forças e empurrando a vontade de ignorá-la e carregá-la até sua cama onde a possuiria até estar satisfeito, cessou os beijos e a libertou.
Kagome estava ofegante; Os lábios inchados pelo beijo feroz; A face avermelhada, pelo que percebeu ser paixão. Seu corpo tremia, porém Sesshoumaru não conseguia captar se a causa era desejo ou medo; O cheiro dela desaparecera. Seus olhos, não brilhavam pelo desejo.
# Acho melhor pararmos aqui… - a jovem conseguiu pronunciar sem gaguejar.
Como ela conseguia mudar tão facilmente? Como ela se atrevia a isto? Mesmo indignado com sua reação, Sesshoumaru disfarçou sua frustração. Não podia assustá-la agora.
# Desculpe, mas… - pigarreou com força. E vê-la passar a língua sobre os lábios, diminuiu sua raiva. Ela gostara. – Ainda não estou pronta… - soltou o ar com força. – Hum… - virou o rosto várias vezes, como se procurasse um lugar onde pudesse se esconder. – Acho melhor eu ir me deitar.
Kagome sorriu fracamente antes de lhe dar as costas e rumar em direção a porta sem esperar autorização. Ele não a impediu. Mais um minuto na presença dela acabaria por perder o controle. Aquela bruxa o enlouquecera. Ela o deixava desesperado. Ansiando por mais. Todo o seu corpo queimava e doía enquanto clamava por ela.
Frustrado, exigiu se acalmar. Mais uma vez seus planos leva-la para sua cama haviam falhado. Entretanto, ao invés de destruir algo, permitiu-se pensar no ponto positivo de toda aquela noite: ele avançara muitos passos em direção ao coração da Humana. Depois que a levasse para cama, ela jamais sairia de lá.
Em breve ela seria totalmente dele.
'·.¸.ღ Continua ღ.¸.·'
Nota: Feliz 2011 para todos vocês! Como passaram o Natal e a virada do Ano? Espero que bem ^^
Estou aqui para anunciar que mais um capítulo de LM vai estar saindo esse final de semana. ^.^ Deverei postá-lo no sábado... Não vou postar agora pois quero verificá-lo todinho antes. :P
Mas... como sou uma boa pessoa ai vai um pouquinho dele para vocês.
"Eu estou aqui, Kagome! Nada vai lhe fazer mal… Eu estou aqui para você!"
"Não acho uma ideia sensata."
"Este é meu sim"
"Ela é minha!"
