Capítulo 29 - Eu finalmente arrumo uma namorada
Vi meu pai se endireitar na cadeira pelo canto do olho, nervoso, e vi os outros deuses também agitados em seus lugares. Zeus parecia incrédulo.
"Perdão?"
"Sinto muito, mas tenho que recusar sua oferta." eu disse novamente, minha voz ainda segura.
Zeus estreitou os olhos. "Eu posso saber por quê, semideus?"
Ele parecia quase zangado, mas eu mantive minha posição.
"Não é a coisa certa a fazer."
"Percy..." meu pai começou, mas eu o parei.
"Pai, eu sei o que estou fazendo." Eu disse, olhando em seus olhos.
Algo em meus olhos o parou, e ele apenas observou enquanto eu continuava falando.
"Eu sei que é uma imensa honra, e eu agradeço pela oferta, de verdade. Mas eu acho que prefiro outra coisa."
Zeus parecia puto com minha ousadia.
"E o que você quer, então?"
Eu engoli em seco, temendo pela minha vida enquanto Zeus segurava seu raio-mestre com mais força.
"Eu não me sinto bem aceitando a imortalidade como presente, quando tenho a chance de fazer algo que pode mudar a vida de mais gente além de mim." Todos os deuses me olhavam com um misto de curiosidade e alguns com irritação, e eu permaneci firme enquanto encarava o Senhor dos Céus e dizia meu pedido. "Então, ao invés de me fazer imortal, quero que prometam algo pra mim."
"Prometer o quê?" perguntou Hera, parecendo impaciente.
"Jurem pelo Estige primeiro." eu disse, sabendo muito bem que tinha que fazer isso.
Houve um burburinho, mas meu pai os calou.
"Eu confio no meu filho. Se ele quer que juremos pelo Estige, ele deve ter um bom motivo." ele racionalizou.
"É claro que você confia nele." debochou Ares. "É seu filho!"
"De um jeito ou de outro..." disse Apolo. "Esse garoto fez mais por nós do que qualquer um."
Eu apenas observei enquanto eles discutiam, surpreso de ver que tantos deles confiavam em mim, mas no fim, Zeus os calou.
"Chega." ele estreitou os olhos. "Só podemos fazer algo se estiver em nosso alcance, semideus. Se não, jurar pelo Estige não fará diferença."
"Eu sei." assegurei. "E eu prometo que está completamente ao seu alcance. Mas eu sei do histórico dos deuses em descumprir promessas, e eu preciso que vocês estejam mais comprometidos com o que vou pedir. É pelo bem do futuro de todos nós."
Os próximos segundos foram silenciosos, e devem ter sido os segundos de espera mais longos de toda a história do Universo, mas, finalmente, Zeus falou.
"Se é assim, juramos pelo Estige que faremos o que você pede." ele olhou para os outros deuses, que assentiram e também repetiram suas juras.
Isso me fez sentir mais leve, e com ainda mais confiança. Eu olhei diretamente nos olhos de Zeus e disse minha proposta.
"Um dos motivos de Luke ter se aliado a Cronos foi o fato de que ele se sentia abandonado pelos deuses. Os motivos de tantos semideuses terem debandado para o lado dele foi o mesmo. Se não quisermos uma repetição do que aconteceu nos últimos três meses, vocês precisam prometer que não deixarão seus filhos de lado. Precisam reclamá-los, aos 13 anos no máximo, e manter o mínimo de contato com eles, para que eles saibam que vocês não os ignoram. Não me importo com seus motivos para não terem feito isso antes, mas as coisas precisam mudar."
Eles pareciam meio chocados.
"É um pedido um pouco grande, Sr. Jackson." Hades disse.
"Não é. Se você e meu pai conseguiram, todos vocês conseguem. Não importa quantos filhos tenham. Vocês são deuses. Podem estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, então também podem reservar alguns minutos para seus filhos de vez em quando." eu respondi.
Ele me olhou por mais meio segundo antes de assentir uma vez.
"Eu prometo, então." Hades assegurou.
"Eu também." disse meu pai, e ele ostentava um olhar orgulhoso no rosto.
"Eu também prometo." disse Atena. "O garoto está certo."
Eu fiquei meio impressionado por ela estar do meu lado, já que tecnicamente ela e meu pai se odiavam, mas... Não ia reclamar.
Um a um, os outros deuses também prometeram, Zeus sendo o último.
"Não vejo por que um mortal recusaria ser um deus, mas é sua escolha, Perseu. Eu prometo fazer o que pede."
Eu sorri largamente.
"É tudo que eu quero, realmente. Há coisas na vida mortal que não valem a pena serem deixadas para trás."
Ele assentiu uma vez. "Como quiser, semideus. Agora, creio que vocês tenham uma festa de comemoração a comparecer."
Eu franzi, mas antes que eu pudesse falar algo mais, Zeus me interrompeu.
"Esta assembleia está terminada."
Os deuses se levantaram, e eu achei seguro dar as costas para Zeus e voltar para os meus amigos, que me encaravam incrédulos.
"Uau." Nico foi o primeiro a falar. "Você recusou imortalidade, Percy. Tem ideia de quanto isso é grande?"
"Tenho." eu disse, arriscando um olhar de lado para Annabeth, que tinha uma expressão que eu não consegui decifrar.
"Foi incrível da sua parte recusar por causa dos outros semideuses." disse Thalia. "Estou meio orgulhosa."
Eu ri de leve.
"Eu também estou." a voz do meu pai soou, bem atrás de mim.
Eu me virei para vê-lo no tamanho de um humano normal, segurando seu tridente e sorrindo para mim.
"Eu não poderia estar mais orgulhoso, Percy. As Parcas tinham razão. No final, você fez a coisa certa."
Eu sorri para ele. "Obrigado, pai."
"Eu suponho que agora você saiba o significado da profecia." ele incitou.
"Sim..." eu lhe dei um sorriso pequeno. "Agora fez todo o sentido."
Ele sorriu e olhou por cima do ombro, e então suspirou.
"Eu tenho que ir. E vocês também." ele nos disse.
"Sim. Nós iremos." disse Annabeth. "Obrigada, lorde Poseidon."
Ele sorriu para ela como se soubesse de um segredo, e depois me olhou dando uma piscadela. Eu não pude evitar, corei furiosamente.
Ele deu uma risadinha e se despediu de nós, e nos viramos em direção a saída. Thalia foi a primeira a falar.
"Uau. Acabou. Eu não posso acreditar..." ela parecia estar entrando em choque.
Nico colocou uma mão nos ombros dela.
"Nem eu. Mas estou feliz que tudo acabou. Agora podemos seguir nossas vidas com mais tranquilidade."
"Você quer dizer, destruir monstros que querem nos matar sem nos preocuparmos com uma guerra também?" Thalia riu.
Nico riu com ela, e assentiu.
Eu diminuí o passo, deixando os dois andarem na frente, porque reparei que Annabeth andava mais devagar, observando o rastro de destruição que já começava a ser limpo nas ruas do Monte Olimpo.
"Tendo ideias?" perguntei a ela.
Ela me olhou com um sorriso no rosto que espelhava a alegria em seus olhos, e assentiu uma vez.
"Sim. O problema é que eu tenho tantas ideias..." ela suspirou. "Vou voltar aqui amanhã pra ver como ficou a limpeza, e então começo a trabalhar nos projetos."
Eu assenti. "Ok. Eu não entendo nada disso, mas sei que você fará um trabalho maravilhoso, Sabidinha."
Ela rolou os olhos, sorrindo. "Obrigada, Cabeça-de-Alga."
Eu pisquei pra ela e nós rimos. Alcançamos Thalia e Nico nos elevadores e eu apertei o botão que nos levaria de volta ao térreo do Empire State.
~.~
Depois de ter certeza que a bagunça em Manhattan estava suficientemente livre de poeira de monstro e restos de semideuses derrotados, voltamos para o Acampamento nas vans de vendas de morango (as que tinham sobrado).
Infelizmente, não havia lugar para todos, então eu chamei Blackjack e outros pégasos para levar a mim e outros semideuses restantes para o Acampamento.
Annabeth, por alguma razão, foi em outro pégaso, deixando Thalia comigo e indo comigo, me deixando mais confuso do que qualquer outra coisa.
"Não se preocupe, Percy." Thalia riu ao ver minha expressão perplexa enquanto via Annabeth sair com Nico. "Ela tem um bom motivo."
Eu franzi, meio irritado, mas montei em Blackjack mesmo assim.
Bom trabalho, chefe. Acabou com os titãs ruins.
Eu ri de leve. "Obrigado, Blackjack."
Ajudei Thalia montar enquanto Blackjack dizia na minha cabeça: 'Ah, e feliz aniversário, chefe!'
Só quando ele falou eu me dei conta de que realmente era meu aniversário. Mais uma coisa que a profecia tinha dito que se cumprira.
"Obrigado, amigo." eu repeti para ele.
"O que ele está dizendo?" perguntou Thalia.
"Parabenizando pelo bom trabalho." eu disse a Thalia, dando de ombros e sem acrescentar que era meu aniversário.
Thalia riu, assentindo. Eu acariciei a crina de Blackjack e o mandei levantar voo, o que ele prontamente fez.
O voo foi tranquilo e em silêncio. Eu, pelo menos, passei quase o voo inteiro pensando no alívio que estava sentindo por estar tudo acabado.
E, também, nas profecias.
A Grande Profecia era fácil. Ela falava principalmente da ameaça, e do fato de que um filho dos Três Grandes mudaria tudo. A ameaça tinha sido Cronos, e o filho do Três Grandes que mudou tudo, eu. Honestamente e sem falsa modéstia, se não fosse por mim, Cronos teria vencido. Fui eu quem mergulhou no Estige para ficar num nível de luta aceitável para combater Cronos. Fui eu que confiei em Luke, quando ele me pediu ajuda.
Claro que tinha sido loucura confiar nele, mas ainda assim. A Grande Profecia tinha se cumprido, e felizmente pra mim, eu não tinha estragado nada.
A Profecia das Parcas sobre mim era um pouco mais complicada.
As primeiras linhas diziam: 'Um filho do mar deve se levantar / Para impedir o titã de totalmente acordar'. Sem mistério nisso. Eu era o tal filho do mar, e eu tinha impedido Cronos de 'acordar' totalmente, já que ele não tinha seus poderes completos no corpo mortal de Luke.
'Auxílio amigo ele terá', era óbvio. Eu não teria conseguido sem meus amigos, principalmente Nico, Thalia, e claro... Annabeth.
'Coração ferido ele curará', era um pouco mais complicado porque eu não sabia onde isso se encaixava. Eu curei um coração ferido? Eu não sabia de nada disso. Eu não sabia por quê essa linha estava ali ou o que significava. Eu precisava checar isso depois, com meu pai ou alguém que soubesse a resposta. Talvez Afrodite pudesse me ajudar, supondo que ela prestasse atenção em mim.
E então vinha a última linha, que tanto tinha me atormentado: 'E aos pés do Olimpo, o semideus perecerá.' Ao contrário do que eu e todo mundo que ouviu pensou, não fui eu o semideus que pereceu. Luke, no final das contas, era um semideus. E ele pereceu, aos pés do Olimpo. Eu tinha me estressado pensando que ia morrer pra nada, o que era meio frustrante e relaxante ao mesmo tempo.
Pelo tempo que eu parei de analisar a profecia, tínhamos chegado no acampamento, que estava estranhamente silencioso.
"Cadê todo mundo?" perguntei em voz alta para ninguém em especial.
Blackjack pousou no gramado da Casa Grande, nos permitindo sair de suas costas.
"Hm... Eu não sei." disse Thalia. "Mas todos vieram para cá, certo? Talvez não tenham chegado ainda."
Eu queria ter um relógio. Assim saberia exatamente quanto tempo eu passei contemplando os últimos meses e profecias enquanto Blackjack voava.
"Eu não faço ideia de quanto tempo passamos voando." eu disse.
Blackjack desconversou. 'Bem, chefinho. Eu tenho algumas maçãs pra comer ali nos estábulos. Feliz aniversário!'
E saiu voando, antes que eu pudesse replicar.
"Onde ele foi?" perguntou Thalia.
"Comer maçãs." respondi. "Vamos procurar os outros."
Ela deu de ombros e me seguiu enquanto eu ia primeiro até a área dos chalés. Thalia parecia distraída, mas quando eu perguntei ela alegou que estava cansada, o que era compreensível.
Mas ainda havia algo fora do lugar.
Não tinha ninguém na área dos chalés, então procuramos pelos estábulos, pelo pavilhão de refeições e até na arena de combates.
"Que estranho. Onde está todo mundo?" resmunguei.
"Falta olharmos o anfiteatro." disse Thalia, parecendo ansiosa por algum motivo. Eu estreitei os olhos pra ela. "Vamos?"
"Claro."
Fomos até o anfiteatro, e apenas antes que eu chegasse perto da entrada, Nico e Annabeth apareceram correndo.
"Ah, aí estão vocês!" disse Annabeth.
"Eu que o diga." repliquei. "Onde está todo mundo?"
"No anfiteatro." Nico disse, um sorriso travesso nos lábios. "Vamos, só faltam vocês."
Eu olhei para eles, que pareciam esconder alguma coisa de mim.
Antes que eu pudesse perguntar algo, porém, Annabeth segurou minha mão e me arrastou atrás de Thalia e Nico até o anfiteatro.
Eu não prestei muita atenção na entrada, mas assim que coloquei os pés no espaço do anfiteatro, ouvi gritos, vivas e aplausos.
Levantei os olhos, assustado, para ver uma enorme faixa branca com o logo do acampamento nas duas pontas, e no meio os dizeres: 'Feliz aniversário, Percy'.
Eu abri a boca pra falar, mas estava chocado demais. E nem deu tempo. Annabeth olhou pra mim sorrindo e soltou minha mão para puxar o coro:
"Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!" o acampamento inteiro cantou a uma só voz, três vezes enquanto eu processava o fato de que eles tinham feito uma festa surpresa pra mim.
Assim que terminaram, Annabeth, Thalia e Nico se revezaram em me dar abraços estranhos (porque eu ainda encarava tudo em choque).
"Como vocês sabiam que era meu aniversário?" perguntei.
Annabeth sorriu e respondeu.
"Enquanto você lutava com Cronos, ouvimos seu pai falando alguma coisa sobre você cumprindo a profecia, e isso estar acontecendo precisamente no dia do seu aniversário de 18 anos. Quando tudo acabou, eu discretamente perguntei a ele se era mesmo hoje, e ele confirmou."
"Então Annabeth teve a brilhante ideia de fazer uma festa surpresa pra você." disse Nico. "E nós mandamos mensagens de Íris pra cá, e todo mundo organizou tudo antes de chegarmos."
"Mas... Então era isso que Zeus quis dizer com festa de comemoração?"
"Era." Thalia riu, me dando um soco de brincadeira. "Sério, Percy. Você merece. Salvou o mundo."
Eu olhei para os outros campistas, que tinham sorrisos mistos de gratidão e respeito.
"Uau." eu consegui dizer. "Obrigado, gente. Sério. Acho que nunca tive uma festa tão grande."
Alguns riram.
"Bem, eu estou com fome, que tal começarmos essa festa logo?!" eu vi Clarisse dizer, bem ao lado de Quíron, que sorria pra mim.
Eu ri com os outros, e assenti.
Não demorou para que as ninfas estivessem pra lá e pra cá enchendo os pratos e copos e tudo o mais com comida de festa. Eu devo ter comido três vezes o meu peso, o que Quíron disse ser normal, dado a minha exaustão por causa da maldição de Aquiles.
Eu tomei um tempinho de todos para mandar uma mensagem de Íris para minha mãe, dizendo que estava tudo bem, e ela aproveitou para me dar parabéns e perguntar quando eu voltava pra casa.
"Eu não sei, mãe." respondi ao arco-íris.
"Bem, quando souber, sabe que estarei esperando." ela sorriu.
Eu sorri de volta, e logo encerrei a chamada.
"Ei, Cabeça-de-Alga."
Eu me virei do canto da arquibancada onde eu tinha estado conversando com minha mãe para ver Annabeth sorrindo pra mim.
Já era tarde, quase o pôr do sol. Ela tinha um cupcake azul com apenas uma vela em cima.
"Todo mundo comeu tudo e você não fez seu desejo de aniversário." ela explicou o cupcake.
Eu ri, e ela sentou ao meu lado na arquibancada. Estendeu o pratinho com o cupcake pra mim.
"Vamos, feche os olhos e faça um pedido."
Olhando nos olhos acinzentados dela, eu não tinha muito o que pedir a não ser que o que eu estava pensando em fazer desse certo, então pensei nisso e assoprei a vela acesa.
"Você não fechou os olhos." ela reclamou.
Dei de ombros. "Não faz diferença."
Ela arqueou uma sobrancelha pra mim, mas ignorou o fato quando eu parti o cupcake em dois e dei um pedaço pra ela.
Comemos em silêncio enquanto os outros campistas saíam para outros lugares, até que o anfiteatro ficou vazio.
Terminei o cupcake, olhando para Annabeth de soslaio. Ela tinha uma expressão calma no rosto, e sorriu pra mim quando me viu encarando.
Era agora ou nunca.
"Annabeth?"
"Sim?" ela sorria.
"Eu queria te dizer uma coisa."
Ela apenas me olhou. Eu tomei uma respiração profunda e comecei a falar, sem olhar para ela ou eu teria um sério ataque de nervos (se é que eu já não estava tendo).
"Quando eu disse a Zeus que haviam coisas na vida mortal que não valiam a pena ser deixadas..."
"Sim...?"
"Eu estava realmente falando sobre você."
Ela piscou rapidamente por um momento, sorrindo de leve quando fazia isso.
"Já conversamos sobre isso e, honestamente, eu não sei se teria vencido qualquer coisa sem você do meu lado. E..." eu engoli seco. "o que eu estou tentando dizer é que não queria ser imortal e deixar você aqui."
Ela riu de leve.
"Não ria de mim." eu gemi, mortificado.
"Não estou rindo."
"Está sim." eu resmunguei, olhando em seus olhos brilhantes antes de sorrir também e bufar. "Você nunca vai fazer minha vida mais fácil, vai?"
Ela riu alto dessa vez, passando os braços ao redor do meu pescoço e me puxando para mais perto.
"Nunca. Você deveria se acostumar com isso, Cabeça de Alga."
Eu sorri largamente pra ela. "Contanto que você não me deixe pra trás também."
"É uma promessa." ela disse, olhando de relance pra minha boca.
Com um sorriso zombeteiro, eu fechei a distância entre nós, beijando-a suavemente e aproveitando cada batida apressada do meu coração.
Fomos separados bruscamente, porém. Clarisse, os gêmeos Stoll, Nico, Thalia e outros campistas estavam todos à espreita, e seguraram Annabeth e eu nos ombros, nos carregando em direção ao lago.
Eu não soltei a mão de Annabeth durante todo o trajeto, sorrindo pra ela enquanto Clarisse ria.
"Finalmente os dois pombinhos se entenderam!" ela gritava. "Joguem eles no lago!"
Sem um segundo pedido, fomos arremessados ao lago de canoagem, enquanto todos riam.
Mas já dizia o ditado que 'quem ri por último, ri melhor'. Com a visão perfeita debaixo d'água, puxei Annabeth para baixo quando ela quis subir, e fiz uma bolha de ar ao nosso redor para que ela pudesse respirar.
Ela riu, o som flutuando até meus ouvidos.
"Bem, namorar um filho de Poseidon tem suas vantagens." ela disse, a voz abafada por causa da água, mas ainda muito distinguível.
"E você não esqueça disso." eu disse enquanto colocava a mão em seu pescoço e a puxava para mais perto, para terminar o beijo que tínhamos começado.
Eu esqueci que tinham campistas nos esperando na superfície, mas isso não importava.
Nada importava enquanto eu tinha Annabeth nos meus braços, no melhor beijo submarino de todos os tempos.
Percabeth finalmente é Percabeth s2 Esses lindos hahaha
Não esqueçam de comentar! s2
