I don't think you know what pain is
I don't think you've gone that way
I could bring you so much pleasure
I'll come to you when you say
I know you want me
I'm not gonna hurt you
I'm not gonna hurt you, just close your eyes
Eu não acho que você saiba o que é a dor
Eu não acho que foi dessa forma
Te darei muito prazer
Irei até você quando disser
Eu sei que você me quer
Não quero te ferir
Não vou te ferir, apenas feche os olhos
Erotica - Madonna
CAPÍTULO 26 – QUEIMANDO NA CHUVA
EDWARD POV
Algumas pessoas dizem que entendem o que é se sentir confuso. Eu só posso rir delas. Minha vida estava louca. Confusa era 'eufemismo'. Não conseguia descrever qualquer sentimento real neste momento. Eu tinha acabado de passar por tantos altos e baixos que nem sabia exatamente o que meu coração sentia.
Tristeza por ter sido traído.
Mágoa por ter sido trocado.
Felicidade por ter encontrado meu sobrinho.
Medo de ficar sozinho.
Tanta coisa.
E nada.
Havia momentos em que eu controlava tanto meus sentimentos que era como se eu estivesse anestesiado. Como determinadas situações poderiam te levar do céu ao inferno? Ou talvez te resgatar da uma vida sem rumo? Mas nada se compara à dor do momento. Por isso me foquei no que realmente estava acontecendo.
Meu irmão tinha acabado de virar as costas para mim e eu ainda não conseguia me mover.
Eu já tenho a Bella mesmo, não é?
Essa maldita frase martelaria em meu ouvido para sempre. Não poderia ser verdade. Como ele pôde fazer isso comigo? Já não bastava todo o sofrimento que me causou, me fazendo parar naquele bordel? Ou talvez essa fosse a minha redenção. Se ele ao menos tivesse nos escutado. Será que Rob não percebeu que para eu me dirigir a ele, depois de tudo o que tinha acontecido nas últimas horas, o assunto tinha que ser sério?
Eu me humilhei para ele. E ele pensa isso... Que sou tão baixo a ponto de me vingar dessa maneira. Eu nunca faria isso. Por mais que momentaneamente isso tenha passado pela minha cabeça. Mas pensar e agir são duas coisas muito diferentes.
Eu e Kristen não tínhamos intimidade. Ela era só o grande amor da vida do meu irmão e mãe do meu sobrinho.
Ainda ardia na minha mente a dor nos olhos dele assim que falei que aceitava a troca. Porra. Eu sou um babaca mesmo. Como pude jogar Kristen no meio de uma bagunça dessas como se ela fosse um objeto de troca... E ainda menti...
Adicionei um novo sentimento à minha lista confusa. Vergonha.
Depois de vê-lo subir a escada da frente da casa dela eu acordei. Controlei todos os sentimentos dentro de mim e me recompus, olhando para a casa dos meus pais, onde eles estariam aguardando meu retorno. Sem ele.
Abaixei meu rosto ao passar pela cozinha, para eles não verem meu constrangimento e pedi licença, subindo as escadas e indo direto para o quarto, que ainda era dele. Joguei meu corpo na cama e percebi o quanto estava segurando porque, no momento que fiquei sozinho, desabei. Chorar não era o suficiente. Eu queria gritar e quebrar coisas. Parecia que minha necessidade era bater em algo para ver se a dor física amenizaria a dor no meu peito.
Isso não vai funcionar. Por que você não se rende e simplesmente aceita?
Não. Eu não quero aceitar nada. Eu quero esquecer.
Tentei voltar a minha máscara de falsidade, fui ao banheiro e tomei um banho, me recompondo. Pelo menos a água quente poderia me relaxar um pouco. Eu precisava sentir uma dormência, mesmo que momentânea. Assim que terminei, bati na porta do meu antigo quarto.
"Pode entrar." Ouvi a voz de dentro. Abri a porta lentamente, para não assustar Masen caso ele estivesse dormindo.
"Licença." Disse baixinho. Entrei sem fazer qualquer barulho vendo Masen deitado ao seu lado e ela o admirando, sentada no canto. Fui para a outra ponta da cama e ao sentar, suspirei. Resolvi contar a ela que Rob estava aqui. "Kristen, o Rob veio aqui hoje."
"Desculpe-me, mas eu ouvi um pouco. Vocês estavam na cozinha, né?" Ela disse. Meu sangue gelou. "Não tem problema. Eu teria que lidar com isso algum dia. Não se preocupe comigo, Edward."
"Desculpe por aquilo. Ele ainda não sabe do Masen. Mas acho que ele vai voltar. Ele quer saber a razão de você estar aqui, mas não quer dar o braço a torcer. Você sabe."
"Eu sei. Eu o magoei demais e acho que fui além da barreira do perdão. Agora não posso lamentar." Ela falou sem tirar os olhos do meu sobrinho. Meus pensamentos correram para uma solução, mesmo que ilógica agora, mas Kristen poderia ter razão. De certa forma, consegui enxergar algum sentimento nos olhos do Rob no momento em que eu a citei. Ele ainda sentia alguma coisa, mas podia ser apenas raiva. Tentei mudar o rumo dos meus pensamentos, lembrando de Charlie.
"Eu estava pensando sobre seu pai. Você não acha que seria bom falar para ele que você está aqui?"
"Ele deve me odiar também, Edward."
"Não, Kristen. Ele não te odeia, ele sente sua falta. Não tem muito tempo que ele teve uma alta na pressão e eu o vi no hospital e falei com ele. Ele me perguntou sobre você e disse que ainda esperava você voltar todos os dias." Falei baixinho quando percebi uma lágrima rolar por seu rosto. "Ele é seu pai. Ele te ama."
"Eu não sei o que falar para ele." Seus olhos inundaram de lágrimas. "Quando comecei a trabalhar em Seattle, eu já estava querendo... mas... não sei... não tenho coragem".
"Kristen... olha..."
"Edward. Eu vou falar o quê? Que a sua filha é vista quase como prostituta?" Ela disse me cortando e chorando em silêncio. Eu não sabia o que dizer, mas resolvi ajudar.
"Fale a verdade. De qualquer forma, tudo o que aconteceu só pode ser consertado com a verdade. A mentira já estragou tudo por muito tempo." Essa era a realidade da minha vida. Uma única mentira tinha acabado com todas as verdades que eu acreditava.
Não pense nisso agora.
"Eu preciso de um telefone." Ela disse suavemente. Puxei meu celular do meu bolso e saí do quarto para dar a ela alguma privacidade. Fiz sinal que estaria no quarto ao lado esperando por ela. Tentei não pensar sobre o assunto. A situação deveria ser foda, entrar em contato com o pai depois de mais de quatro anos.
Algum tempo depois ela bateu na minha porta. Seus olhos vermelhos, mas seu semblante bem mais tranqüilo. "Oi." Ela falou sem jeito, encostando-se ao batente da porta e cruzando os braços. "Ele está em Port Angeles, em um Congresso de Segurança. Mas disse que volta pra casa em dois dias. Na verdade, nem sei como falei sobre minha volta." Resolvi seguir com ela para o meu antigo quarto. Já estava com saudades de Masen.
"Vocês vão se acertar, Kristen".
"Não sei, eu magoei muito as pessoas. Não sou digna do perdão de ninguém." Abri a porta para ela e sentamos na cama.
"As pessoas erram e, mesmo assim, todos têm direito a perdoar e esquecer." Não consegui olhar em seus olhos, com medo dela ver a mentira nas minhas palavras. Quem sou eu para dizer isso. A quem eu estava enganando?
"Não me parece que você está tão certo disso, Edward." Ela me disse com uma sombracelha levantada e olhando pra mim fixamente.
"Minha vida é diferente da sua e... meus problemas também são outros".
"Mas envolve perdão e passar a borracha no passado, não é? Veja por mim, Edward. Ninguém tem um exemplo melhor do que o meu".
"Eu acho que vou para o meu quarto." Eu não precisava ter esse tipo de conversa agora. Nem ela, com toda a sua dor, me resgataria.
"Eu q-" Fomos interrompidos por batidas na porta.
"Entre". Ambos dissemos.
Minha mãe apareceu, com metade do corpo apoiado na porta e os olhos vidrados e temerosos. O que tinha acontecido, afinal?
"O que houve, mãe?"
"Perdoe-me, Kristen. Mas... eu, bem, não consegui resistir e... bem..."
"Mãe, você está me deixando preocupado." O que houve?
"Desculpe." Um sorriso acolhedor apareceu no rosto da minha mãe. "Kristen, bom. Eu não resisti e contei para toda a família. Eu sei que você pode não estar preparada ainda, mas... bom... eu quero ver minha família unida".
"Tudo bem, dona Esme." Kristen respondeu sorrindo.
"Só Esme, querida".
"Oh... desculpe".
"Então..." Minha mãe estava muito tensa. "Enquanto você estava aqui no quarto, eu... bem... liguei para os meninos... Emmett e... Alice".
Rapidamente me virei para o olhar de Kristen. Ela precisava passar por toda a família ainda. Nesse momento me senti culpado. Será que ela entenderia toda a nossa angústia? E, afinal, por que minha mãe estava tão nervosa?
"Eu queria um jantar amanhã, mas... Alice, bem... ela está aqui... tudo bem?"
Ainda olhando para ela, vi todas as emoções passarem por seus olhos. Culpa, vergonha e saudade. Acho que no fundo Kristen estava tão desamparada quanto eu. Ou até mais, para enfrentar tantas coisas por tanto tempo e sozinha. Nesse momento Masen acordou e atordoado ficou olhando para meu quarto, a parede de vidro e tantos brinquedos. Sorri para a imagem, ele era a nossa cópia mesmo.
"Tudo bem." Voltei à realidade com as palavras dela. "Eu acho." Ela olhou para mim e Masen. "Acordou, amor?"
"Tio Edward?" Sorri ainda mais. "Você está aqui!" Ele sentou e veio em minha direção. Como não se apaixonar por ele? "Oi, vovó".
"Oh Deus, que lindo! Lembra de mim?" Vi as lágrimas no rosto da minha mãe enquanto ela se abraçava emocionada. Masen balançou a cabeça concordando e olhando para mim. "Tem algumas pessoas que querem te ver, bebê."
"Quem é, vovó?"
"Você também quer vê-los?"
"Sim." Seu sorriso era contagiante.
Minha mãe sorriu e fechou a porta enquanto eu ainda estava sentado na cama, esperando minha irmã. O que será que ela diria depois de tanto tempo? Antigamente elas eram muito amigas, mas a distância e o tempo sempre fazem as coisas mudarem bastante.
Jasper colocou a cabeça lentamente para dentro e Alice estava atrás dele, curiosamente ela estava quieta. Eu levantei e peguei Masen no colo. Kristen permaneceu sentada de cabeça baixa. Os olhos dos dois estavam presos na criança em meus braços. Jasper abriu ainda mais a porta, deixando ambos bem visíveis. Masen me olhou e depois olhou para eles. Voltou a me olhar novamente, como se me perguntasse quem eles eram.
"Esse é o seu tio Jasper e sua tia Alice." Eu disse para ele, que sorriu para os dois, fazendo-os sorrir também. Alice se aproximou e deu um beijo na bochecha dele. "Oi, Masen." Apesar do carinho em sua voz, vi que seu olhar estava para trás de mim, em Kristen.
"Tio Jasper, vamos lá para baixo com a vovó?" Eu falei e pisquei para ele. Jasper balançou a cabeça concordando e nós dois descemos as escadas, Masen em meu colo. Eu sabia que elas tinham muito para conversar e eu esperava que minha irmã fosse sensata o bastante para escutar. Kristen tinha errado, mas tinha sofrido muito.
Ficamos bastante tempo na sala, Jasper fazendo perguntas bobas para Masen e ele encantado com o novo tio. Meu pai se juntou a nós no sofá e logo depois minha mãe, que estava na cozinha, também ficou um pouco. O clima estava tranqüilo e feliz ao redor da criança. Eu percebi que ele veio na hora certa. Meu sobrinho veio trazer conforto em um momento que eu pensava que nada poderia me fazer sorrir. Minha mãe não tocou mais no nome do meu irmão e eu fiquei aliviado com seu silêncio.
Kristen e Alice desceram bastante tempo depois, quando Esme avisou que o jantar estava quase pronto. As duas estavam com os olhos vermelhos, mas suas mãos se apertavam, uma confortando a outra. Como sempre foi.
Durante a noite, ficamos ao redor da mesa, conversando. Eu via o quanto Alice tinha ficado feliz com o retorno de Kristen. Esta então, até gargalhava com a conversa entre as duas. Minha mãe disse que Emmett viria somente amanhã à noite porque Rosalie estava em Phoenix resolvendo um problema pessoal. Eu não entendi direito, afinal, ela não tinha clientes e nem família por lá. Mas era até bom, afinal era muita coisa para Kristen administrar.
Um sentimento passou por mim. Eu me perguntei se toda essa confusão se acertaria. Durante muito tempo Kristen foi a peça que faltou, pois ela também levou meu irmão. Agora que os dois voltaram parecia que estava tudo fora do lugar. Será que em algum momento estaríamos todos juntos novamente? Será que eu, em algum momento, aceitaria Bella como minha... cunhada?
Não.
Nunca.
Meu estômago revirou.
Tentando esquecer isso, me concentrei na alegria que meu sobrinho trouxe ao meu coração. Brinquei com ele até perceber que o sono estava dominando seu corpo. Logo pedi para Kristen para deixar-me levá-lo para cima. Subi com ele nos meus braços, sorrindo bobamente para a semelhança que ele tinha com nossa familia. Assim que entrei no quarto, outros pensamentos tentavam me assaltar. Enquanto o deitava na minha cama, me forcei a não pensar sobre a última vez que a tive aqui. Porra. Ela tinha o meu coração e meu corpo em seu controle.
Suspirei e fui para o quarto ao lado.
Mais uma noite sem ela. Mais uma noite nessa angústia.
Acordei em poucas horas com meu bip gritando. Ainda atordoado, busquei o relógio e vi que não eram três horas da manhã. Sacudi o rosto tentando clarear a mente. Hospital. Alguém precisava de mim.
Rapidamente me ajeitei e saí na casa vazia. Não tinha passado nem dois dias inteiros desde a minha separação de Bella e eu estava indo para o hospital. Mas, e se ela estivesse lá? Não, não, não. Sou um bom profissional e isso não vai me abalar.
Ao sair na rua escura de Forks, vi o que minha mente tentava apagar. O carro de Rob ainda estava parado na porta dela. Eles estavam juntos esse tempo todo mesmo? O que estava acontecendo, afinal?
'Para de se lamentar Edward' Tentei me punir. 'Isso já estava acontecendo há muito tempo, caralho. Eles se conhecem antes de você'. Uma lágrima resolveu descer. Porra, eu tinha que ser forte.
Pra que ficar remoendo isso se nem eu entendia? Como pude ser tão cego e não perceber o que acontecia a minha volta? Ou eu estava enganado? Eram tantas perguntas na minha cabeça e todas as vezes que pensava, tudo doía.
Cheguei ao hospital mais rápido do que imaginei. Estava uma confusão. Infelizmente uma família de seis pessoas, sendo três crianças, tinha se envolvido em um trágico acidente. Graças a Deus ninguém tinha morrido, mas os pais e uma delas estavam gravemente feridos. Todo o hospital estava agitado, pois era raro acontecer algo do tipo em Forks. Eu praticamente não operava mais, me dedicando a atendimentos mais simples. Com exceção de Daniel. Mas agora entendia o por que de ter sido acionado. Precisávamos de todos.
A adrenalina da emergência tomou meu ser. Eu sabia que era errado, mas foi bom ter acontecido algo que me trouxesse outros pensamentos que não fosse Bella. E afinal, onde ela estaria? Eu já tinha encontrado com todos os médicos e enfermeiras disponíveis, menos ela. Passei por Ângela duas vezes, mas não tive coragem de perguntar. Como eu faria isso?
Quando você está envolvido em algo tão precioso como uma vida humana, todas as outras coisas deixam de ser importante. Parecia loucura, mas nunca me senti tão feliz por ajudar tanto. Nada veio a minha mente, somente a importância de salvar alguém. Meus sentimentos confusos foram totalmente esquecidos durante as muitas horas ali dentro. Esse era meu ideal e estava muito feliz por ser quem eu era. Eu agradecia sempre por ajudar tantas pessoas.
Saí do centro cirúrgico e passei as mãos pelo rosto. Estava fisicamente esgotado. Olhei para o relógio e vi que já passava das três horas da tarde. Pode parecer estranho, mas não tinha percebido que estava trabalhando há mais de doze horas.
Passei por Daniel, mesmo sabendo que seu quadro não teria mudanças. Ele estava do mesmo jeito que o deixei há poucos dias atrás. Suspirando com minha impotência, sem querer pensei em Rob. Ele poderia me ajudar se quisesse. A única pessoa que o salvaria seria meu irmão. E esse estava com Bella. Porra. Isso não era o tipo de pensamentos que eu queria.
Fui atrás do meu pai para apagar as lembranças da minha mente, mas ele já tinha saído. Corri para o meu carro, querendo chegar em casa e descansar um pouco. Não adiantava ficar me martirizando pra salvar meu gêmeo se ele mesmo não queria. Ou talvez eu pudesse...
"PORRA... ESQUECE, EDWARD".
Soquei meu volante e uma dor física passou por mim. Eu estava esgotado, precisava descansar. Não precisei ficar olhando para a casa dela, já que o carro dele ainda estava lá. Estacionei o meu carro de qualquer jeito e entrei na sala, vendo meu pai, tão cansado quanto eu, conversando com minha mãe. Sorri para eles e subi as escadas, me trancando no quarto. Lágrimas insistentes teimavam em descer novamente, mas o cansaço viria alguma hora. Resolvi distrair minha mente, vendo minha nova alegria. Meu sobrinho. Saí do quarto e ouvi mais vozes no andar de baixo, mas poderia ser o sono chegando. Bati na porta e ouvi a voz baixinha de Kristen. "Entre".
"Olá." Entrei e vi Masen dormindo igual a um anjo.
"Oi, Edward. Nossa você parece cansado." Kristen ficou me avaliando.
"Acabei de chegar de um plantão pesado. Doze horas".
"Bem, Masen está dormindo... e eu estava indo tomar banho".
"Desculpe-me, Kristen. Eu só vim vê-lo... e..."
"Pode vir aqui sempre, Edward, afinal, estou no seu quarto".
"Nada disso. Aqui agora é o quarto de vocês, ou pelo menos, até minha mãe resolver tudo... eu acho".
Nós dois sorrimos, sabendo que era bem provável que Dona Esme poderia montar uma casa em um mês. Ou talvez menos.
"Bom... sua mãe veio me avisar que seu irmão Emmett e Rosalie só virão amanhã a tarde. Então nada de jantar em família hoje. Acho que ele tinha que encerrar um caso e ela tinha uns clientes, ou algo assim... sua mãe está com seu pai, mas disse que vai sair e só volta bem mais tarde". Concordei. "E Alice virá de novo." Ela sorriu, o que me fez sorrir também. "Obrigada, Edward".
"Não precisa me agradecer, Kristen".
"Você se tornou meu anjo da guarda".
"Por favor, nunca fui um anjo." Eu ri da sua risada.
"Nisso temos que concordar, Edward." Ela parou de sorrir e abaixou os olhos. "Meu pai chega amanhã cedo... e..."
"Sem problemas, quer que eu te leve lá?"
"Eu... acho que sim".
"Combinado então. Vou deixar você tomar banho".
Ela assentiu enquanto olhava para Masen novamente. Agora eu entendia como ela sobreviveu. Meu sobrinho me deixava em paz e me fazia acreditar que tudo poderia melhorar. E eu só o conhecia há três dias.
Assim que saí do quarto, dei de cara com meu gêmeo, parado no corredor, tomado pela fúria. Eu não acreditava que ele poderia estar aqui. E desse jeito. Esse era o momento para conversar com ele e contar sobre tudo, afinal. Cerrei meus olhos em sua direção.
"O que você está fazendo aqui?" Perguntei, tentando me controlar, cruzando os braços.
"Eu vim ver meu filho. E você?"
"Não antes de conversamos, Rob." Então ele já sabia.
"Não tenho nada para falar com você, Edward. Quero ver meu filho primeiro".
"Ele está dormindo, Rob, e a Kristen está no banho".
"Está dando banho nela também? Que tocante".
"Não começa, Rob. Nós precisamos mesmo conversar." Falei com raiva, por ele estar achando que eu tivesse algo com Kristen. ELE estava na casa da Bella todos esses dias. Eu me sentia o traído daqui. Apontei para seu quarto o retirando da porta, com medo de Masen acordar e ficar assustado. Tudo o que meu sobrinho não merecia era presenciar uma briga entre eu e Rob.
Entramos no quarto em silêncio e enquanto Rob sentava na cama, permaneci em pé. Eram tantas coisas a dizer. Estávamos em uma confusão do caralho, envolvendo as duas mulheres mais importantes das nossas vidas. Ou não, ou o que quer que seja. PORRA. Como falar sobre isso? Eu tinha que me focar no assunto principal, que era meu sobrinho. Suspirei para reunir um pouco de coragem e não brigar com ele.
"Acredite em mim. Eu não queria estar aqui agora também." Eu disse e senti dor ao dizer essas palavras. "Mas quando encontrei Kristen e ela me disse sobre Masen, eu fiquei louco. Eu tive que trazê-los comigo. Não foi para me vingar de você, como você provavelmente está pensando." Não consegui me segurar e sorri sarcástico. "O mundo não gira ao seu redor, Rob."
Rob colocou as mãos na cabeça e fechei os olhos. Doía muito falar sobre isso. Principalmente sabendo que ele estava com ela. Isabella. Suspirei e comecei a andar pelo quarto, tentando afastar a dor do meu peito.
"Kristen realmente errou em ter saído daqui sem contar isso a você. Eu não apoio o que ela fez, mas Masen não tem culpa disso." Só de falar do meu sobrinho, uma ternura inundou o meu coração. Meu sobrinho tinha me resgatado de uma decepção amarga. Pelo menos, enquanto eu estava com ele, acreditava que tudo daria certo.
"Edward." Ele me trouxe para o presente, com sua voz endurecida. "Eu só quero conhecê-lo. Ele é meu filho. Eu não vou maltratá-lo. Parece até que você não me conhece mais." Suas palavras me atormentaram.
"É... é exatamente como me sinto."
"Cara. Eu te pedi desculpas. Eu não tinha a intenção de te esconder aquilo, mas a situação estava tão complicada que acabou passando o tempo. Se você não quer me perdoar por isso, pelo menos não culpe a Bella. Ela-"
"Eu não quero saber." Eu não precisava saber de nada disso. Eu não queria.
"Tudo bem. Então, Kristen sabia que estava grávida de mim quando foi embora daquela maneira?"
"Olha, Rob. Eu não sei de nada, tá legal? Vocês dois têm que conversar, mas a única coisa que vou te falar é que o meu sobrinho não merece o rancor que você tem pela mãe dele. Entendeu? Ele não merece."
Eu precisava defender Masen da fúria que Rob poderia ter quanto a Kristen. Mágoas antigas poderiam afetar seriamente meu sobrinho, caso ele percebesse. Ele só tinha três anos. E só eu sei o que Rob tinha passado nesses quatro anos. Vazio, amargo e sem propósito. Eu acompanhei toda a sua dor.
"Sinceramente, maninho. Você não tem nada com isso. Ele é meu filho. Meu. Então deixe que eu lide com a situação." Isso não daria certo. Rob tinha que ficar tranqüilo.
"Ele não é só seu, Rob."
"O quê?" Ele falou com raiva. Rob tinha que absorver tudo antes de vê-lo. Todos poderiam se ferir.
"Ele é nossa família. Então é minha responsabilidade também."
"Quer saber... Eu não quero mais ouvir isso. Eu só quero ver meu filho." Ele se levantou, me deixando com medo do que faria. Puxei seu braço, olhando para ele severamente. Ele tinha que entender meu ponto.
"Eu te avisei. Se você o magoar..."
"O quê? Edward, você está louco? Eu não vou fazer nada disso. E dá para largar meu braço?"
Eu o soltei e fiquei observando-o sair. Porra, eu estava confuso pra caralho, mas tive medo do que poderia acontecer. Rob saiu e deixou a porta aberta. Fiquei espiando o que poderia acontecer. Ele bateu na porta onde os dois estavam e congelou. Acredito que ela tenha ouvido e o chamado para entrar. De repente, um medo passou pelo corpo dele, me arrepiando também. Rob desceu as escadas correndo, saindo de casa. Suspirei aliviado. Ele agora teria seu tempo para absorver tudo.
Pensei em bater no meu antigo quarto, mas me senti covarde. Eu não estava preparado para lidar com esse tipo de sentimento. De perdas e amores. Eu precisava dormir e tentar esquecer. Tranquei o quarto e deixei minha inconsciência me dominar.
Acordei meio zonzo no dia seguinte, suspirando e vi que já passava das sete horas da manhã. Por mais que não precisasse, eu tinha que passar no hospital para ver todas as pessoas do acidente, assim com verificar meus pacientes ocasionais, e Daniel. Mas lembrei que Kristen tinha me pedido para levá-la ao pai dela. Eu poderia deixar meu carro com ela, afinal, ela não tinha nenhum no momento e a casa de Charlie era uma boa caminhada até aqui.
Fui tomar banho e me arrumar. Minha mãe cantarolava no andar de baixo, me fazendo sorrir. Todos nessa casa pareciam mais felizes. Menos eu. A minha vida ainda estava uma bagunça do caralho, mesmo eu tentando me mostrar forte, coisa que eu não era. A quem eu queria enganar? Minha vida estava sem rumo porque estava sem ela.
Fui até a cozinha e peguei uma fruta, beijando minha mãe. Ela estava ao telefone com Alice, dizendo que ficaria em casa hoje. Com certeza iria se preparar para o jantar, agora com todos os membros da família, já que Emmett e Rose viriam conhecer Masen também.
Fui em direção ao meu antigo quarto, batendo levemente.
"Entre." Abri bem devagar
"Bom dia." Meus olhos automaticamente viravam em direção a Masen, que estava dormindo.
"Sabe que não tem que bater no próprio quarto, não é?" Ela disse e cruzou os braços.
"Nada disso. Agora é seu quarto. E então? Está pronta?"
"Será que alguém poderia cuidar do Masen um pouquinho? Ele ainda está dormindo, mas eu queria resolver logo isso."
"Claro. Minha mãe tirou o dia para ficar em casa hoje, para fazer o jantar de família." Olhei no relógio. "Você pode ficar com meu carro. Eu só preciso que você me deixe no hospital." Ela me olhou apreensiva.
"Eu não quero incomodar." Balancei a cabeça em negativa. "Vou conversar com meu pai e ainda não falei para ele sobre Masen. Eu acho que não é um assunto para se falar por telefone. Eu também não contei para ele onde eu estava, mas disse que iria lá para conversarmos."
"Olha. Vou ao hospital porque preciso dar uma olhada em alguns pacientes. Você vai conversar com o seu pai e se não for me buscar eu posso voltar com meu pai." Eu tentei convencê-la. Não seria confortável para ela sair andando por Forks assim. Todos sabiam quem ela era e como ela tinha desaparecido.
"Tudo bem. Mas pode deixar que eu vou buscá-lo no seu horário. Me dá mais dez minutos, então?"
Concordei e desci. Enquanto eu esperava, falei com minha mãe sobre Masen. Ela ficou feliz pela Kristen ir conversar com o pai. Esme amava Kristen e também sentia muito por Charlie. Ele era sozinho e ficou ainda mais isolado com o desaparecimento da filha. Lembro da sua vontade em colocar cartazes de 'procura-se', mas todos disseram que ela foi por livre e espontânea vontade. Ele não conseguia aceitar. Foi uma situação difícil para todos, mas para ele também foi terrível. Ser abandonado pela mulher. Ela morre. A filha que ele criou com tanto cuidado desaparece. Definitivamente, um inferno fodido.
Ela desceu e fomos juntos para o carro. Eu percebia que ela estava nervosa, mas não conseguia falar nada. Então eu também respeitei seu silêncio, já que se Kristen desejasse conversar, eu estaria aqui. Não éramos exatamente amigos, mas sabia que transmitia confiança. Assim que chegamos à calçada, fui abrir a porta do carro para ela, mas meu olhar foi puxado para o lado. E eu vi. Meu coração parou por um segundo e todo meu sangue escorreu do rosto. Imaginar e ver são duas coisas completamente diferentes.
Agora eu vi.
Eles dois estavam abraçados carinhosamente. Rob olhou na minha direção. Pânico nos olhos quando viu Kristen. Ela estava congelada ao meu lado. Eu fui um babaca de não ter contado logo sobre a situação. Mas nem eu acreditava de verdade, então não queria falar sobre isso.
"Kristen." Comecei, mas ela me parou com um 'não' discreto e entrou no carro. Eu fechei a porta sem olhar para o outro lado e saímos.
Tentei novamente. Eu precisava falar para ela.
"Kristen... e-"
"Não precisa me explicar nada, Edward. Eu sabia que ele não ficaria esse tempo todo sem arranjar outra pessoa. Eu estava preparada para isso." Ela disse me cortando, mas sua voz a traiu com um soluço. "Desculpe." Novamente ela tentou, mas tampou os olhos com as mãos e chorou baixinho. "Eu não..." Ela parou. Minha mão instintivamente foi para seu ombro.
"Tudo bem. Eu sei o que você está sentindo." Falei tranqüilamente, mas meu peito sentia a mesma dor. Minha Bella, nos braços dele. Meu estômago revirava, mas a minha máscara de pessoa forte não caiu. Eu precisava resistir e superar. Fugir nunca mais. Eu não era ele.
Continuei dirigindo em silêncio e parei na parte de trás do hospital por um tempo, até ela se recompor. "Eu saio em quatro horas. Se você preferir, peça para minha mãe avisar e eu vou com meu pai. Tudo bem?" Ela balançou a cabeça.
Saí do carro e a vi passando para o lado do condutor. Percebi então que nunca tinha visto uma mulher dirigindo meu carro, nem mesmo Bella tinha feito isso. Mas Kristen precisava desse momento com seu pai.
Entrei no hospital e reparei que tinha uma recepcionista nova, mas que eu a conhecia de algum lugar. Com certeza era de Forks. Como era o nome dela mesmo?
"Olá, Edward. Tudo bom?" Ela disse toda sedutora. De onde eu a conhecia? Percebendo minha confusão, ela se inclinou no balcão, mostrando um pouco seus seios.
"Não lembra de mim? Sou eu, Bia".
Assenti, recordando. Ela estava muito mais bonita, lógico, mas na época, seu caso amoroso era com Rob, e não comigo. Eles tiveram um pequeno romance, antes do meu gêmeo assumir sua paixão platônica por Kristen. Mas como todas as mulheres de Forks, eu não tinha interesse.
"Tudo bom, Bia. Bem vinda".
"Não vou trabalhar aqui muito tempo, o que é uma pena. E um prazer revê-lo, Edward." Ela disse suspirando. Sorri sem graça e me afastei, sacudindo a cabeça tentando me afastar de mais um arroubo feminino. Fui direto ao meu consultório. Chamei a enfermeira de plantão e pedi que ela me passasse o resumo do que tinha acontecido durante minha ausência. Peguei todos os prontuários e fiz algumas visitas. Quando estava voltando, vi Bella conversando com Ângela. Meu coração quase saiu pela boca, mesmo que tenha visto ambas somente de perfil. Sem querer escutei parte da conversa delas.
"Mas como ele está agora?"
"Ele está bem melhor. Você precisava ver o rosto dele quando eu saí. Ele estava radiante. Não é algo como isso que vai abalá-lo".
Ela estava falando do Rob?
Meu peito doeu novamente e desejei não ter que encontrar com ela nunca mais. Assim seria impossível de esquecê-la, principalmente enquanto ela falava do Rob e sorrindo feliz. Isso seria minha morte.
Corri para meu consultório e decidi não sair dele hoje até que eu fosse embora. Meu trabalho me consumiu, tomando meu tempo e minha mente. Analisei os prontuários das operações, passei as receitas e esperei até dar o horário que Kristen viria me buscar. Após um tempo, já estava no horário de partir e eu estava com medo de sofrer ainda mais. Então praticamente voei para fora, mas parecia ser minha sina. Bella estava indo na mesma direção que eu. Seu rosto se virou e ela me viu e não tive como recuar. Porra. Mas que situação do caralho.
Tentei não olhar para ela, mas falhei. Bella estava com uma blusa de botão branca e uma calça branca. Eu achava tão lindo quando ela estava assim.
Que merda, Edward. Ela agora é do seu irmão. Você não é um traidor como ele.
Nesse momento ela tropeçou nos pés e quase caiu olhando para frente, mas logo se recompôs. Meu corpo quase foi em sua direção instintivamente. Segui seu olhar e vi Kristen logo à frente, encostada no meu carro conversando com Ângela. Ben chegou por trás e buzinou e Ângela a abraçou e entrou no carro dele.
Percebi então o que ela tinha visto. Kristen me esperando. Kristen no meu carro me esperando.
Puta que pariu. Isso não estava acontecendo.
Por mais que tudo tivesse acontecido, eu não queria que ela pensasse que eu faria algo assim. Arrumar outra mulher tão facilmente. Na verdade, não sei se conseguiria olhar para outra mulher, do mesmo jeito. Meus pensamentos estavam poluídos por ela. Pelo cheiro dela. Pela imagem do seu rosto. Pelo som de sua voz. Eu sei. Eu sou um babaca.
Fiquei acompanhando Bella pelo canto do meu olho. Ela se distanciando e entrando em sua caminhonete. Cheguei ao meu carro e olhei para Kristen enquanto ela estendia a chave para mim. "Olá."
"Olá. Pontual, hein?" Falei.
Ela assentiu e entramos no carro em silêncio, já que meus pensamentos não saíam do olhar de Bella. Ela pareceu... triste? Será que ela ficou com ciúmes? Eu não consegui parar de tentar decifrar isso até que Kristen me tirou de meus devaneios.
"Está tudo bem com você?"
"Hum? Sim. Sim."
Eu devia estar com cara de louco, mas me recompus.
"Como foi com seu pai?"
"Tudo bem." Ela disse com uma pitada de um sorriso na voz. "Ele vai hoje a noite à sua casa conhecer Masen. Ele está louco para vê-lo."
"Que bom que deu tudo certo."
"É..." Ela disse voltando a ficar triste.
"Ainda é cedo. Tudo vai se ajeitar com o tempo. É só ter calma. O importante é que Masen está feliz, você está bem e agora não existem mais segredos."
"Eu sei."
E assim caímos em silêncio novamente até chegarmos em casa. Para minha surpresa, o carro de Rob não estava parado na frente da casa dela. Então ele tinha saído. Mas para onde? Ela estava falando sobre ele no hospital. Ele estava bem. Quer dizer, será que ele tinha ido embora? Por Deus, era muito dificil ficar sem saber. Por quatro anos eu soube até sobre os pensamentos dele e agora, ficava me esgueirando ouvindo conversa alheia e imaginando o que estava acontecendo. Isso era tão dificil. Mas que porra.
Essa seria uma das horas mais difíceis do meu dia. Voltar para casa. Eu e ela sempre voltávamos juntos do trabalho. Sempre estávamos agarrados até a hora de dormir. Sempre.
Nunca mais.
Suspirei ao desligar o carro e baixei minha cabeça ao volante, segurando-o forte.
"Você está bem mesmo?" Ouvi novamente a voz preocupada da Kristen e lembrei que ela estava no carro.
Porra. Ela pensaria que eu era um lunático.
"Sim. Desculpe. Foi um dia difícil no trabalho." Menti ridiculamente e saí dando a volta no carro para abrir sua porta, mas ela saiu antes. Assim que abrimos a porta vi o rosto da minha mãe. Ela estava cautelosa. Sorriu e fez Kristen sentar.
"Oi. Tudo bom, crianças? Como foi com seu pai, Kristen?"
Kristen começou a contar para ela tudo o que tinha acontecido enquanto eu me dirigi ao banheiro. O assunto seria longo, depois de tanto tempo afastados. Tomei uma ducha rápida e voltei. Antes de descer olhei no meu quarto e vi meu pai brincando com Masen, que distraído não me viu. Desci as escadas sorrindo, tamanha era minha felicidade por meu sobrinho. Assim que cheguei à sala ouvi Kristen dizendo que seu pai passaria aqui para conhecer Masen e que eles ficariam um tempo com ele no dia seguinte.
"Rob veio aqui." Minha mãe falou rapidamente e sorriu sem graça. Kristen enrijeceu no sofá, sem falar nada. "Eu e Carlisle conversamos com ele sobre Masen. Ele ficou um tempo com o menino lá em cima. Ele disse que volta depois."
Eu não conseguia imaginar a cena. Como será que ele reagiu ao saber da criança?
"Está tudo bem?" Kristen perguntou, mas seu rosto estava cheio de dúvidas. Com certeza querendo perguntar: O que ele disse? O que ele fez? Como Masen reagiu?
"Sim, minha filha. Está tudo bem. Ele ainda está confuso. Foi uma notícia inesperada. Mas ele saiu daqui bem mais tranqüilo depois de passar um tempo com Masen. Ah Alice, Jasper, Emmett e Rosalie estão vindo jantar conosco. Vou acrescentar o seu pai à mesa. Bella vem, Edward?"
Oh meu Deus. Por favor. Faça essa dor que surge cada vez que o nome dela é dito parar.
"Hum? Não sei, mãe. Ela ficou no hospital." Eu menti descaradamente e subi as escadas rumo ao meu quarto. Porra. Senti o olhar da minha mãe me queimando, mas eu não queria falar. Não agora. Era muito cedo. Eu queria fingir que nada tinha acontecido até eu me convencer dessa mentira. Fui ver Masen com meu pai.
"Olá filho. Pode ficar com ele? Tenho que fazer umas ligações".
"Claro".
Meu pai deu uma tapa no meu ombro. A porta estava aberta, então dei uma leve batida e entrei. "Olá?" Falei contente ao vê-lo cercado de brinquedos na maior bagunça que meu quarto já viu. "Como está o meu sobrinho favorito?"
"Oi, tio. O senhor sabia que meu pai é sua cópia?" Ele falou de repente. Meu sorriso morreu, mas logo voltei a sorrir para não deixá-lo triste. Cópia.
"Sério?" Falei com uma falsa surpresa. "E você gostou dele?"
"Sim. Ele é legal. Me disse que amanhã vem me ver de novo. Agora tenho uma mamãe, um papai, um vovô, uma vovó, um tio-" Ele contou nos dedinhos.
"Nananinanão." Interrompi, ainda emocionado. "Você tem dois vovôs e muitos tios. Mas eu sou o mais legal." Falei presunçoso.
"Mais vovôs e mais tios?" Ele falou com os olhos arregalados.
"Sim. Sua família é grande." Eu o abracei e puxei para o meu colo. Uma batida leve na porta me fez girar.
"Filho." Era meu pai.
"Sim?"
"Estão te chamando no hospital. Daniel não está estável... na verdade ele p-".
"Estou indo agora. Pode ficar com ele?" Disse apontando para meu sobrinho.
Meu pai assentiu, o que me fez sair correndo. Desci as escadas tão rápido que parecia que eu iria voar. Minha mãe e Kristen estavam na sala, mas elas tinham entendido minha urgência. Assim que entrei no carro, instintivamente meus olhos correram para a casa de Bella, por mais que minha mente estivesse presa ao meu paciente. Nem seu carro e de meu irmão estavam na porta. O que estava acontecendo, afinal?
Cheguei ao hospital e todo o aparato estava pronto. Por mais que eu não quisesse, sabia que na próxima crise do Daniel, eu teria que transferi-lo. A única pessoa que poderia cuidar do meu menino seria meu gêmeo irresponsável que não queria assumir essa criança. Ou seja, todos os meus esforços também tinham se esgotado. O helicóptero estava no alto do prédio, nos esperando. Momentaneamente me lembrei do jantar que minha mãe estava preparando e que fatalmente não daria tempo de chegar. Será que Rob iria?
Todo o restante do tempo passou como um borrão. Fui recebido por toda a equipe de Portland que já me aguardava. Daniel precisava do seu tratamento intensivo, o que me deixava angustiado. Eu não conseguia ajudá-lo.
Eu e minha equipe ficamos horas até estabilizá-lo. Por um milagre todos os nossos esforços foram recompensados, já que Daniel respondeu muito bem aos medicamentos. Tinha sido nossa vitória pessoal.
Olhei para o relógio e vi que já passava das dez da noite. Com certeza já tinha perdido o jantar em família, mas fiquei temporariamente feliz. Daniel estava em boas mãos agora.
O helicóptero retornou e nos levou para Forks. E antes que pudesse pensar, eu já estava no meu carro indo para casa, novamente. No caminho, voltei a pensar no que tinha acontecido na minha vida. Eu precisava resolver todos os meus problemas. Principalmente com meu gêmeo.
Entrei na rua e novamente olhei para a casa dela. Já passava das onze da noite e somente sua caminhonete estava na garagem. Onde estaria meu irmão? Será que eles brigaram? Afastei esses pensamentos da minha cabeça. Nada disso me traria Bella de volta. Assim que estacionei, reparei que os carros de Emmett e Alice também ficaram na garagem. Eles tinham dormido aqui, afinal. Sem fazer muito barulho fui em direção ao meu quarto e desmaiei de sono.
Acordei com o despertador e me levantei sem vontade para me arrumar para o plantão. Olhei atraves da vidraça do meu quarto confirmando que o tempo estava horrível. Um céu escuro. Claro, Forks sempre Forks.
Era muito cedo. Não deveria ser ainda oito horas da manhã. Tomei banho e me arrumei. Desci e vi Kristen e minha mãe conversando calmamente na mesa do café enquanto comiam. Ela já estava se sentindo mais a vontade por aqui e por isso fiquei aliviado. Eu não queria imaginar como seria perder meu sobrinho agora, caso ela resolvesse desaparecer de novo. Ele estava sendo um abrigo para meu sofrimento. Não posso dizer que eu o estava usando, mas ele realmente me fazia bem. Eu amava crianças e ainda mais ele, que era sangue do meu sangue.
Dei um beijo nas duas me despedindo. Saí de casa e vi que o carro de Bella já não estava na garagem, ela já tinha ido trabalhar. E novamente o carro de Rob não estava. Onde será que ele se meteu? Pensar em Bella fez meu peito apertar, eu sempre a levava para o trabalho. Nós nos agarrávamos no estacionamento do hospital antes de entrarmos para trabalhar. Felizes e satisfeitos. Agora estava aqui, sozinho e arrasado.
Cheguei ao hospital e entrei para meu consultório, vários prontuários na minha mesa.
Pensei em Daniel e tudo o que tinha acontecido. Lembrei de minha tentativa falha de fazer meu irmão ficar em Forks e ainda me ajudar com meu paciente. Mas depois de tudo, seus pais estavam pensando em vender tudo e se mudar para Portland. Eu queria muito poder ajudar, mas não podia e isso doía demais em mim
Ângela bateu na porta me trazendo para a realidade e eu a deixei entrar.
"Bom dia, Dr. Cullen. Estou atrapalhando?"
"Não, Ângela, e eu já disse que você pode me chamar de Edward. Você estudou comigo desde o pré-escolar. Pelo amor de Deus."
"Hum. Eu vim deixar esses resultados de exames e dizer que estou feliz que a Kristen voltou e o pai da Bella está melhor." Ela disse com um sorriso aliviado. "Eu imagino que o senhor também." Ela não conseguia deixar as formalidades, mesmo em anos. Mas o que ela falou no final?
"O pai da Bella? O que houve com ele?" Falei rápido e a vi empalidecer.
"Desculpe, doutor. Ela não disse ao senhor?" Balancei minha cabeça negativamente. "Hum... eu não queria ser intrometida. É que o pai dela teve um ataque cardíaco e ela até passou esses dias fora. E como não o vi... direito, quer dizer... sinto muito. Eu estou me sentindo horrível. Eu não deveria ter falado nada." Ela disse cada vez mais sem jeito.
"Não, Ângela. Tudo bem. Eu e ela... bem." Parei, não querendo expor nossa situação. "Mas o pai dela está melhor?" Não conseguia parar de ficar preocupado com ela. Como será que ela estava depois disso?
"Está sim, senhor. Ela já até voltou a trabalhar. Graças a Deus porque nós precisávamos muito dela. Depois do acidente e com essas mudanças climáticas, estamos com o P.S. cheio." Ela coçou a garganta e pediu licença, me deixando a sós com meus pensamentos.
Minha vontade era de ir até ela e perguntar se estava tudo bem mesmo. Mas que porra. Eu não podia fazer isso.
Passei o resto do dia carrancudo. Sem poder ir até Bella e falar. Todos esses dias me fizeram pensar muito, ao mesmo tempo tentava entender tudo o que tinha acontecido. Sabia que eu tinha começado toda aquela confusão entre nós três, mas nunca imaginei que algo tinha acontecido entre eles antes de tudo. E porra... ele tinha tirado a virgindade dela. Isso era tão... errado. Pelo menos para mim. Eu queria ser tudo pra ela. O primeiro em toda a sua vida. Se eu pudesse tê-la novamente... ela seria só minha. Jamais deixaria alguém tocá-la novamente. Só de pensar nos dois juntos meus ossos doíam. Meu peito afundava. Caralho.
Eu também não deveria ter falado aquelas coisas no auge da raiva. Ela errou sim, mas eu nunca tinha tratado uma mulher daquela forma.
Isso era tão errado.
Como pediria desculpas? Eu não podia. Não. Ela me magoou. Eu não podia ser tão fraco assim, deixar tudo ir como se nada tivesse acontecido. Mas eu sentia tanta falta dela. E ainda mais falta do meu irmão. As duas pessoas que eu mais amava.
Não consegui sair para almoçar. Eu não queria ter que voltar em casa e também não queria encontrá-la no refeitório. Sentia que se eu a visse, iria querer perguntar como ela estava. Eu não resistiria de nenhuma forma.
Saí do consultório só para visitar alguns pacientes que estavam internados, mas não tinha nenhum caso grave. Fiz alguns atendimentos. Pedi para minha assistente pegar um sanduíche para mim na lanchonete e foi com o que eu passei o resto do dia. Meu estômago não estava nada bem.
Os trovões começaram a rasgar os céus no final da tarde. Fiquei puto de ter que sair na chuva, entretanto eu tinha que ir embora, já que o tempo não demonstrava que isso acabaria tão cedo.
Peguei minha maleta e tirei meu jaleco para tentar me proteger quando corri para o estacionamento. Ouvi o barulho de uma caminhonete tentando ser ligada. Não podia ser.
Virei meu rosto e a vi. Os vidros de sua Chevy estavam embaçados e ela estava com uma cara de impaciência ao tentar novamente ligar o carro. Se é que aquilo podia ser chamado de carro. Ainda não entendia o por que de continuar andando nisso.
Dei mais um passo na direção do Volvo, mas minha consciência gritou comigo, me empurrando para ela. Dei passos pesados até o lado de seu vidro, meu peito batendo forte com o pensamento de falar com ela novamente.
Ao andar até ela lembranças me tomaram. A primeira vez que nos falamos foi nesse mesmo lugar. O carro dela não pegava e eu dei uma carona a ela. Isso me assustou porque era como se tudo estivesse acontecendo novamente.
Bati duas vezes no vidro e seu rosto virou, com ela me olhando assustada. A chuva caía tão forte que eu já estava completamente molhado, então abaixei o jaleco que antes tentava me proteger. Ela ficou me olhando por um tempo, até que eu falei.
"Posso ajudar?" Eu disse tentando soar frio. Eu não queria que ela visse a necessidade que eu tinha por ela nesse exato momento. Ela sacudiu a cabeça, sempre teimosa.
Seu rosto se virou novamente e ela girou a chave mais uma vez. Nada.
"Deixe de ser teimosa." Tentei soar sarcástico, mas acho que não consegui.
Ela abaixou o vidro com esforço e falou. "Não precisa. Eu estou quase conseguindo. Obrigada."
Minha língua coçava para chamá-la de Bella, mas eu não conseguia me permitir fazer isso. Só de dizer seu nome, meu corpo me trairia. E essa não era uma boa hora para isso acontecer, totalmente molhado e com as roupas colando em meu corpo. "Você tem que tentar aquecê-lo um pouco antes de dar a partida." Tentei soar profissional, já que esse tipo de carro precisava aquecer antes de ligar. O problema era o frio de Forks, eles não funcionavam facilmente aqui.
Ela me olhou com o rosto confuso, parecendo muito nervosa. O que será que ela estava pensando? Eu queria ajudar e só. E porra, eu estava parado na chuva por ela.
Percebi então que ela não tinha nenhuma noção do que eu tinha falado. Ela não sabia como aquecer o carro. "Posso te ensinar?" Falei mais baixo, agora que o seu vidro estava aberto, minha voz queimando meu peito. Seu rosto corou no mesmo instante e meu pau adorou a vista. Puta que pariu, eu amava essa cor nela.
Ela abriu a porta e quando ela ia sair para me deixar entrar, eu a parei. "Não saia, você vai se molhar." E foi quando eu a olhei. PORRA. Ela já estava molhada. Sua blusa branca colada em seu corpo, quase totalmente transparente. Seu sutiã de renda branca não escondia seus mamilos e eles estavam duros do frio.
Tirei meu olhar deles e tentei não demonstrar meu estado. "Eu já me molhei. Não importa." Ela disse isso tão levemente que meu corpo inteiro estremeceu. Será que Bella sabia o que uma frase dessas poderia fazer comigo?
"Não, fique aí." Me aproximei e tentei ensiná-la como fazer. Passei meu braço por sua frente e fui até a chave, a girando enquanto ela bombeava o pedal. Em um momento, meu cotovelo tocou em seu seio, fazendo um arrepio percorrer todo o meu corpo. Eu senti seu mamilo rígido contra a minha pele e foi tudo o que consegui pensar. Virei meu rosto para pedir desculpas e meu nariz roçou seu rosto. Sua respiração bateu em mim e uma neblina de luxúria me deixou sem palavras. Eu tremi de necessidade e saudade. Eu queria tanto...
Nossos olhares se cruzaram e não consegui retirar o meu do dela. Seu peito subia e descia ofegante, como se ela estivesse sentindo o mesmo que eu. Será que ela sentia minha falta? Uma gota de chuva escorreu do seu lado e percorreu todo o seu rosto até chegar a sua boca. Lambi meus lábios, querendo tirá-la de lá.
Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Eu estava aqui com ela. De frente para ela e pronto para tocá-la. O que havia de errado comigo?
Seu olhar saiu do meu e desceu até chegar a minha boca e foi tudo o que eu precisava. Aproximei-me dela e respirei seu cheiro mais uma vez, com saudades. Muitas saudades.
Seu olhar se ergueu novamente e ela parecia estar na mesma batalha interna que eu porque seu rosto se aproximou do meu no mesmo momento. Lentamente me aproximei, assim como ela. Quando nossos lábios se tocaram eu não consegui mais me conter. Lambi ferozmente sua boca até que ela a abriu, permitindo a entrada da minha língua. Seu gosto era inebriante, minhas lembranças não faziam justiça a ele. Era perfeito. Pressionei seu rosto no apoio do banco e continuei a invadindo com minha língua enquanto ela gemia e fazia meu corpo pedir mais. Sua mão subiu até o meu cabelo e começou a me puxar para ela, tentando me fazer beijá-la ainda mais forte. Eu estava faminto, ataquei sua boca sem pudor. Automaticamente, coloquei minha mão em seu joelho e a puxei para ficar de frente para mim. A chuva caindo em minhas costas e o calor de seus beijos me aquecendo.
Ela deixou seu corpo vir e senti seus joelhos ao meu redor, me abraçando. Seu centro quente me envolveu e eu já não consegui pensar em mais nada. Eu precisava dela. Agora. Nesse momento.
Suas pernas me puxaram para mais perto dela. Minhas mãos subiram para seus seios e comecei a puxar sua camisa, sentindo os botões escapando. Alcancei seu sutiã e amassei seus seios juntos, adorando a sensação de estar tocando sua pele macia outra vez. Eu gemia descontrolado em seus lábios.
Ela rebolava seu quadril em mim, me deixando mais duro do que já estava. "Porra." Falei um pouco abafado quando comecei a rebolar de volta para ela. Chupei seu lábio inferior com força, soltando-o e arrastando meu rosto até seu pescoço. Minha língua passando pelo caminho e chupando a pele de lá. Com força. Ela gemeu mais alto e uma de suas mãos foi para minha bunda, apertando com força. Mostrando que ela queria que eu continuasse. As gosta de chuva escorriam pelo seu corpo, me deixando fascinado e louco para lamber cada parte dela. E foi o que eu fiz. Lambi seu pescoço, descendo rumo aos seus seios, uma de suas mãos ainda no meu cabelo, me incentivando.
Afastei a renda molhada e vi seu mamilo rosado. Senti sua falta. Lambi ao redor e chupei a ponta levemente, sentindo seu corpo estremecer. Bella arfava e jogava a cabeça para trás. Fui até o outro seio e fiz a mesma coisa, alternando com chupadas fortes, fazendo-a soltar silvos de ar, agora nos meus cabelos.
Subi meu rosto até chegar a beijar sua boca novamente. Minha mão percorrendo tudo o que eu podia alcançar, tentando memorizar cada curva dela. Sua mão soltou minha bunda e a outra desceu do meu cabelo e ela tentou abrir minha calça. Um trovão estourou no céu, nos fazendo pular e eu a soltei de repente. Olhando em seus olhos.
Pisquei algumas vezes, pensando no que eu estava fazendo.
Ela não era mais minha.
Eu não podia fazer isso.
Dei um passo para trás e seu olhar ficou em pânico. "Edward." Ela me chamou como se tentasse me fazer explicar o que eu estava fazendo. Sua voz desceu por meus pensamentos fazendo eu me lembrar de tudo. Eu não posso.
Abaixei meu olhar e percorri seu corpo mais uma vez. Sua blusa rasgada, seus seios expostos e arfantes. Sua pele ruborizada. Ela também me queria. Por que não?
Porque não.
Saí de lá andando pela chuva, ouvindo a batida dos meus pés nas poças de lama e me sentindo o maior idiota do mundo. Como eu pude fazer isso?
Corri até o volvo, com medo de não resistir, mas quem eu estava enganando? Meu corpo traidor chamava por ela. Meu duro membro doía de tanta necessidade. Entrei e bati a porta, com medo do que eu faria se olhasse para ela mais uma vez.
Eu arfava descontrolado e confuso. Mas que porra! Onde eu estou com a cabeça que só de ficar perto dela, não tinha resistido? Não consegui ser forte o suficiente. Eu precisava me controlar.
Ao entrar na rua, eu praticamente rosnei de raiva tamanha era minha dor e minha confusão. Nada era fácil, mas isso não podia ficar assim. Eu precisava me controlar. Assim que entrei na garagem, me assustei com o que vi. O carro do meu gêmeo, na nossa casa.
Fiquei completamente confuso. Afinal, onde ele tinha se metido? E por que Rob estava sumido desde ontem, depois que viu e conversou com Masen, seu filho? Eles não estavam mais juntos? Tantas perguntas e muita dor.
Arrastei-me para fora completamente molhado e esgotado. Minha ereção ainda estava evidente, o que tentei ajeitar apesar da roupa apertada. Subi os degraus da varanda e ele estava lá, completamente molhado também. Quando me viu, seu semblante não estava normal e isso me assustou. O que teria acontecido? Percebendo minha interrogação, Rob abaixou os olhos e falou comigo.
"Acho que está na hora de conversar, irmão".
Definitivamente esse dia entraria para a história.
Nota de sei lá quem...: Meninas, espero que tenham gostado *pisca*. O nosso Ed está tão confuso não é? Mas a Bella também não ajuda... Será... será que isso fazia parte do plano de sedução? =O
E essa conversa com o Rob? Será boa ou ruim?
Beijos a todas
Parabéns para nossa pervete Rosana que fez niver na segunda e para a Bia (nossa recepcionista do P.S. de Forks) hohohohohoh. Vcs são demais meninas!
E estamos pirando aqui com os capítulos... Titinha escrevendo o POV Rob da semana que vem e Nêni escrevendo o POV Bella da outra semana. Vários telefonemas... várias dúvidas e muita coisa boa rolando.
Elas amam vocês, suas pervas loucas!
Até quarta e se puder... *cof cof* deixa uma review...
