House estava perturbado. Ainda não acreditava no que viu. Sua mulher nos braços de outro homem era algo inaceitável!
Ele foi pra casa esperar por ela; deixou Rachel brincando na sala, foi pra cozinha conversar com seu amigo Johnnie Walker. Ele queria apagar a imagem dos dois juntos... Aos seus olhos, ela parecia gostar do beijo.
Uma hora depois Lisa chegou; Rachel estava dormindo no colo do House.
Cuddy: Oi!
Ele não respondeu, levantou, levou a pequena para o quarto e voltou para a sala.
Cuddy: Que cara é essa? - estranhou a atitude dele.
House: Não sei, me diz você!
Cuddy: Do que você está falando?
House: Não se faça de besta pra cima de mim, Cuddy! - gritou - eu vi!
Cuddy: Viu o que?
House: Você e seu 'amigo que veio te ver' aos beijos! Vai falar que é mentira?! - ela não sabia o que dizer - o que você estava pensando? - ele se sentiu tonto.
Cuddy: House, você está bem? - chegando perto dele.
House: Não encoste em mim! - indo pra trás e se sentindo cada vez mais tonto - o que está acontecendo comigo?
Ele tentou olhar pra Cuddy mas ela estava ficando longe, a sala estava ficando longe, tudo estava ficando longe e agora rodava. Sua perna doía como nunca doeu antes, enjôos, dor de cabeça, dor em lugares que não sentiria dor vieram como uma bomba em seu corpo, talvez ele fosse morrer!
Greg!
Esse era seu fim. O fim de Gregory House era morrer... Por amor?
Greg?
Não podia ser! Esse sentimento que ele tanto ignorou, por essa mulher que ele tanto ignorou, agora vem de forma avassaladora e acaba, literalmente, com ele.
Greg!
Essa voz! De novo essa voz! O que ela queria dessa vez? Já que ele estava morrendo mesmo, não custaria nada ouvi-la.
House abre os olhos calmamente e vê o teto. Teto esse desconhecido por ele. Ele pisca algumas vezes antes de levantar a cabeça para ver uma porta, outra desconhecida. Olha para uma lado e para o outro e se vê em um quarto branco. Ele tenta sentar, mas suas pernas e braços estão amarradas na cama, provavelmente depois de sua tentativa de fuga. Ele se sentia um idiota, um manco tentando fugir correndo, era no mínimo bizarro de imaginar. Ele se permitiu rir.
Greg?
Aé, a voz! Ele concentrou suas forças para seguir o som e ver quem falava; apertou os olhos e viu uma moça com feição calma e sorridente.
Beasley: Bom dia! - ele não conseguia responder - como passou a noite? Dormiu bem? - ele apenas balançou a cabeça - que bom! Tenho ótimas notícias para você! A partir de amanhã você poderá ir para o quarto e começar a terapia! - ela estava animada - amanhã eu venho te buscar ok?! - e saiu.
Terapia? Mas que raio de terapia é essa? Ele forçou um pouco a memória, sua cabeça doía, mas era necessário. Ok, está mais difícil do que eu pensava! Vamos ver... Eu acho que tinha a Cuddy e o Wilson. Só? Não só tinha o Wilson! O Wilson e o carro dele, me levando para algum lugar... Mayfield!
E veio a tona o porque ele estar ali deitado e amarrado a cama. O desespero bateu nele. Agora ele via claramente o quarto em que estava, tudo fazia sentido agora.
THE END!
