Apesar de tudo, Komato consegue...

Porém, novas regras passam a imperar à ela em sua função de Disciplinadora...

OooOooOooOooOooOooOooOooO

No dia seguinte, Kakarotto estava sentado em frente á espaçosa mesa na imponente sala de estar de sua mansão e Komato, no seu lado, visivelmente nervosa frente à face deste, raivosa, que falava em um tom irritado:

- Como pôde ordenar que ficasse seminua no Mercado Principal, andando, sem comer e sem beber o dia inteiro, com os pés sendo cortados pelas pedras?! Ela é meia chikyuu-jin, devo recorda-la disso? Por acaso, queria que ela morresse por hipovolemia? Retardada!

- Kakarotto-sama, se ela fosse uma chikyuu-jin pura me preocuparia nesse aspecto, mas, ela é meia hashiyori-jin, portanto, é um pouco mais resistente que uma terráquea, além do fato que levava bandagens e que a traria no colo na volta.

Mentia, pois nunca pegaria um ser inferior no colo e arqueia o cenho ao ver a face irada dele titubear, para uma de confusão, adquirindo confiança para continuar com a falsa explicação.

- Além disso, o senhor aprovou o ensino em público, assinalando a alternativa que permitia a esta Komato testar os limites de obediência como um teste, após o ensinamento das regras que uma escrava deve seguir em público. Segui apenas o plano de ensino aprovado pelo senhor.

- Não me lembro de ter assinado tal cláusula. - fala com a face séria, condenando-se por estar agindo de uma forma exacerbada, considerando que era a sua escrava.

A saiya-jin pega o holograma contendo o plano de ensino e mostrando a ele as cláusulas assinaladas e as que vinham previamente selecionadas:

- Veja senhor, essas cláusulas que já vem pré-assinaladas. É um padrão de ensino seguido por todos os Disciplinadores a fim de facilitar aos donos e evitar discrepâncias de ensinamento, assim como uniformiza-las. Claro, que podem ser recusadas. Deixei de um dia para o outro com o senhor para análise, bastando desmarca-las, caso não as desejasse.

Fala calmamente, controlando sua raiva, não contra o general e sim, à escrava deste, enquanto que mostrava as cláusulas, vendo que este arqueava o cenho e ficava levemente confuso, pegando a projeção holográfica como se analisasse, atentamente, com o cenho arqueado, com a face agora pensativa, para depois juntar as sobrancelhas, como se esforçasse para lembrar-se de algo.

- Pode ser que não tenha visto adequadamente quando analisei a primeira vez...

Fala, se recordando que no dia que estava lendo o holograma, fora aquele do chamado de última hora de um dos comandantes para avaliação de um plano de ataque a um planeta que precisava passar por sua autorização.

Portanto, tivera que parar o que fazia para voar ao castelo, analisar, minunciosamente e depois retornar, acabando por fazer tal cláusula passar despercebida por ele, provavelmente.

Pelo menos era o que achava e que não teria sido difícil.

- Irei desmarcar essas opções. O teste e treino em público, ficará a meu cargo...

- Senhor, isso irá comprometer meus ensinamentos... E a escrava entrará em minha folha de prestação de serviços. Senão for bem ensinada, minha credibilidade ficará abalada- tenta explicar, pois, sempre treinara assim e nenhum dono anterior impediu tal teste.

- Cale-se!

Exclama, irado, sem saber ser por seu erro ao deixar tais cláusulas passarem ou por seus atos para com Yukiko, sentindo-se levemente confuso, para depois inspirar profundamente e continuar falando, após conseguir abaixar os pêlos da sua cauda que estava enrolada em volta da cintura:

- Você deveria ter explicado verbalmente tudo o que foi assinalado para confirmação verbal, o que não fez. Pois, se tivesse feito, este Kakarotto teria percebido o erro. Quem oferta um serviço, além de confirmar por escrito, deve-se fazer verbalmente, sendo esta uma das regras de comércio. Aí, você errou. Além disso, irei deixar escrito por intenso que cuidei dessa parte, isentando-a de quaisquer falhas de disciplina. Não se preocupe. Seu currículo ficará impecável. São termos aceitáveis?

Arqueia o cenho, olhando-a com raiva, sentindo seus pêlos, ainda, ligeiramente eriçados, descontando sua raiva e frustação na disciplinadora, embora soubesse que fora o maior culpado e o fato, de que só estava assim, pois, ainda não conseguira vê-la como uma escrava, como normalmente faria e sim, uma filha, desprezando seus atos no dia anterior, revoltado consigo mesmo.

Tentava não despejar sua ira na saiya-jin ao seu lado, mas, estava difícil demais não irradiar nela seu aborrecimento e revolta consigo mesmo por seus atos vexatórios ontem.

- Sim. Perdoe-me, Kakarotto-sama. De fato, errei. Sinta-se a vontade para alterar as cláusulas, que as confirmarei verbalmente, amanhã. Estou profundamente envergonhada de ter cometido tal erro.

Fala humildemente, embora em seu íntimo sentisse uma intensa ira pela meia chikyuu-jin, desejando fazê-la pagar amargamente pela ira e raiva que precisava enfrentar do dono dela, além do fato de não conseguir fazê-la sentir dor ou medo para poder satisfazer seu lado sádico.

Era frustrante e igualmente irritante por si só, sem enfrentar a raiva do general de Bejiita, além da vergonha que passou ontem, em público, pois, mesmo provocando o máximo de dor e desespero em seus escravos, quando chegou a sua residência, não fora o suficiente para diminuir a sua ira.

Faria a pequena escrava sofrer, nem que fosse a última coisa que fizesse na vida.

Apesar de tudo, não entendia o porquê do comportamento dele para com uma escrava. Tudo bem, ficar aborrecido por outros passarem a mão em sua propriedade, sendo até aceitável. Mas, as reações dele estavam exacerbadas e ilógicas desde ontem, com ela não conseguindo compreender o motivo, pois nunca testemunhara nada assim e acreditava que nenhum outro saiya-jin testemunharia, também.

- Me focarei em treina-la e disciplina-la nos limites da propriedade. Pelo que entendi. Além de não fazê-la ficar despida.

- Sim. Além de não expô-la a situações que ameace a vida dela. A mãe é uma escrava guerreira de ranking elevado, uma das melhores de Bejiita. Portanto, mesmo ainda não tendo estreado na Rinha de escravos, a filha dela já se encontra no nível de preço de uma escava guerreira de ranking elevado e acredito que não deseje fazer nenhum dano em uma escrava nesse nível. Afinal, o preço de uma já é exorbitante e qualquer dano em uma, ainda mais se for irreversível, a fará arcar com o preço mensal dela por anos, que deverão ser pagos ao proprietário. Ou seja, este Kakarotto e saiba que farei questão de cobrar a sua dívida, integralmente.

Fala com um sorriso de ponta a ponta do rosto e um olhar igualmente maligno, fazendo a disciplinadora se encolher, ao esquecer que não estava lidando com qualquer escrava e sim, uma, filha de uma escrava de ranking elevadíssimo e, portanto, caríssima.

Precisaria ser cuidadosa para não causar nenhum dano severo.

- Entendo. Tomarei cuidado para não causar dano e nem prejudica-la em seu desempenho na rinha. O senhor não precisará se preocupar.

- Ótimo. Fico feliz que tenhamos chegado nesse acordo. Agora, outro. Daqui a três dias será a primeira batalha dela na rinha e há grandes expectativas nela. Não preciso do dinheiro que provém da rinha, mas, me agrada assistir e considero como um hobby. Portanto, a disciplina terá que esperar alguns dias. Irei revisar hoje o plano, amanhã confirmaremos verbalmente e depois, após 5 dias, a disciplina recomeçará. Quero me focar em treina-la para a luta daqui a alguns dias. Além disso, estarei com ela e poderei reter qualquer indisciplina por parte dela em público a minha maneira.

- Compreendo, Kakarotto-sama.

Nisso, pega uma cápsula e a transforma em um pequeno gabinete, pegando os aparelhos de projeção holográfica relativa ao treinamento da escrava de Kakarotto, para ele tornar a examinar, sendo que ele devolve todos, menos, o plano de ensino.

- Somente quero alterar o plano de ensino. Não irei mexer nos demais.

Temia que com seus sentimentos conflitantes, retirasse alguns acessórios para castigo e não desejava fazer algo assim, pelo menos uma parte dele, a mais influente, decidindo se fixar somente no plano de ensino.

Então, ela guarda os demais e faz o gabinete retornar a ser uma pequena cápsula, guardando na armadura, para depois lhe perguntar, humildemente:

- Posso ir, Kakarotto-sama? Tenho uma reunião da Associação de disciplinadores marcada agora para a tarde.

- Sim. Amanhã, venha no fim da tarde para formalização verbal do plano de ensino.

- Claro. Com sua licença, Kakarotto-sama.

Nisso, se levanta e se curva, retirando-se em seguida.

Após ver que a saiya-jin saía e tendo ouvido a conversa, decide comunicar a terráquea, pois, prometera.

Porém, ainda teria que esperar um pouco, pois, Kakarotto não saíra da mansão.

Já no porão, Chichi estava treinando com sua filha. Quer dizer, a treinando.

Afinal, já havia sido avisada que dependendo do desempenho de Yukiko, esta assumiria de vez seu lugar na rinha, sendo que ela seria deslocada para treinamento da mesma e uma escrava auxiliar de limpeza para ajudar Gyuni na limpeza nas horas vagas, já que Xynia era voltada somente para o prazer do dono delas, já que era uma escrava-sexual, sempre precisando estar pronta para atendê-lo em suas necessidades, não devendo fazer outro tipo de esforço para poupar as suas forças.

Chichi estava receosa que ele resolvesse estupra-la, mesmo tendo passado anos que não a tocava, mas, em seu íntimo, acreditava, juntamente com o reforço de Gyuni, que falava que ele não desejava mais toca-la e que precisava mais dela ajudando-a na limpeza e na comida, do que na cama, já que tinha Xynia e que decidira, inclusive, comprar mais duas escravas sexuais.

Então, despertando de seus pensamentos, bloqueia um soco de Yukiko em direção ao seu rosto, enquanto que tentara golpeá-la com o outro punho, sendo que desviara e tentara acertar um chute no abdômen da mãe, que o bloqueia com o joelho e nisso, se separam em um único impulso, tornando a ficarem em posição defensiva, de frente uma para a outa.

Chichi não sabia que Yukiko tivera que diminuir, drasticamente seu ki para não feri-la.

Na parte de cima da mansão, Gyuni viu que Kakarotto saíra, sabendo que já podia dar à notícia, desanimadora, a chikyuu-jin. Que a saiya-jin maligna e perversa, ainda mais do que Kakarotto, na visão da terráquea, o que era uma proeza, continuaria disciplinando a filha dela, sabendo que a mesma irá se desesperar, com certeza.

Fora da sua mansão, ele suspira cansado, forçando-se a não pensar em mais nada a não ser encontrar duas novas escravas sexuais, passando a ter três para satisfazê-lo, já que a sua atual, precisava estimula-lo pela cauda e muito, para que ficasse praticamente insaciável com sua libido na estratosfera, estava sendo complicado demais, por ela não conseguir seguir o ritmo, por mais que fosse experiente.

Com isso, acredita que em três, seria mais fácil para elas lidarem com ele, além de poder se satisfazer muito mais.

Não que se importasse de mata-la durante o ato, mas, não queria arriscar matar toda a vez a sua escrava sexual quando fizesse sexo selvagem, tendo que repor, acabando com isso, sendo obrigado a visitar o Mercado Central, onde tinha as melhores escravas, sendo que detestava tal ambiente, procurando ir somente quando era estritamente necessário.

Sorri de canto ao se lembrar de que soubera de um novo lote de escravos, esperando encontrar algumas beldades, antes que as melhores fossem vendidas.

Frente a este pensamento, que o anima, consideravelmente, parte da mansão para cumprir o seu intento.