N/a: weeee!

demorou um bocadinho, não? mas veio!

ai em baixo está um capitulo grande e com uma certa dose de ação e brigas!

no picasa tem varias fotos novas que estou indo colocar lá agorinha mesmo, deêm uma conferida!

bem breve eu volto com mais uma parte dessa história, ok!

bjus grandes!

vic.


PARTE 3(XII)

SETE PECADOS, SETE VIRTUDES

Capitulo 28 – Avareza

LisaPOV.

Alguns dias antes.

Eu, Tony e nossos pais havíamos ido à NY dias atrás para assistirmos algumas peças de teatro, no caso eu e minha mãe e para que Tony e meu pai presenciassem algumas reuniões na sede do governo Lycan da cidade, estávamos hospedados no apartamento de Hell no Uper East Side.

Foi aí que Rob surgiu. Eu não achei que ele fosse aparecer durante a semana, afinal ele havia voltado à Hogwarts pra trabalhar, mas foi uma grata surpresa pra mim. Porém a princípio foi pouco que eu fiquei com ele, Jake me disse que tinha ido até lá pra falar primeiro com meu pai e meu irmão e saiu para encontrá-los naquela manhã quando chegou. Fiquei um pouco de cara e minha mãe me disse para relaxar, afinal desde que começamos a namorar oficialmente Rob e eu, Tony e meu pai já não brigavam mais com ele por minha causa, bem, nem tanto assim.

Minha mãe e eu passamos boa parte do dia fazendo um tour por lojas vintage à cata do que vestir na festa do aniversário de Bernard durante as comemorações do carnaval de Veneza daqui mais uns dias. E claro, tínhamos que encontrar alguma coisa pra dar de presente para o pai do meu namorado...

Eu não sabia direito o que dar, que meu 'sogro' já não tivesse ou que não tenha dinheiro pra comprar por ele mesmo, mas numa destas lojinhas em que passamos eu avistei antigos vidrinhos de perfume e os comprei, Bernard vive reclamando que não tem vidrinhos de poção suficientes pra ele em casa... acho que acertei no presente.

Em determinado momento minha mãe recebeu uma ligação e ficou falando toda feliz, mas estava longe de mim o suficiente para que eu não escutasse uma possível ligação melosa do meu pai. Na volta ela me disse que receberíamos alguns familiares para jantar e que como estávamos com o estoque baixo de sangue no apartamento de Hell precisaríamos passar em um dos bancos de sangue próximo dali para comprar algumas bolsas e SDD.

Estes 'bancos de sangue', alguns deles pelo menos, se parecem com lojinhas de artigos culinários exóticos do lado de fora, tais como aqueles que vendem produtos asiáticos ou marroquinos. Eu costumava acompanhar minha mãe quando ela entrava nestes lugares para comprar suas doses de sangue quando estava fora de casa, antes que eu me transformasse em loba, claro, porque agora, até para entrar nos bairros de maioria vampira em qualquer cidade do mundo eu tenho que sair por ali balançando meu colar de proteção pendurado no meu pescoço.

Não fui até a porta do lugar porque já estava tendo tiques nervosos só de estar perto de vampiros, fiquei num café a algumas quadras do lugar e lá mesmo já haviam dois vampiros que fizeram cara de nojo pra mim e ficavam me encarando com seus olhos de cores artificiais escondidos por lentes de contato. Sim, eu vivo com vampiros na maioria dos dias, mas eles não fedem, ou ao menos eu já acho que não o fazem tanto assim, ao contrário daqueles que estavam ali.

Eu paguei pelo meu latte no caixa e estava pensando em sair dali quando um daqueles vampiros, uma mulher com minha mesma altura, de cabelos curtos e escuros, vestida como uma punk chic e de olhos artificialmente violetas devido às suas lentes de contato azuis veio puxar papo comigo.

- Quem diria, uma famosa por estas bandas, tem certeza de que não se perdeu, 'Quileute'?- disse como se ser uma quileute fosse um xingamento. Eu só fiquei quieta olhando pra cara dela.- A cachorrinha não tem língua?- dei um passo para trás quando ela tentou pegar meu medalhão e ela sorriu arrogante. Apesar do meu rosto sério eu estava começando a ficar nervosa, meu coração disparou de vez quando eu bati contra seu companheiro.- Nervosa?- disse com um risinho.- Este é meu amigo Garth, diz oi pra ele...

- Olá..- disse o cara quando eu olhei sobre meu ombro. Ele era mais alto que eu, magro e de cabelos igualmente negros como os da mulher e olhos tão negros quanto e notei que ele não estava de lentes, ele estava com fome mesmo, até pensei em oferecer uma grana para ele ir ao banco de sangue ali perto comprar umas bolsas pra ele, mas de repente tive certeza de que ele bebia o sangue dele direto da fonte, melhor, artéria.- Eu sempre tive curiosidade, será que estes medalhões que vocês exibem, funciona mesmo?- perguntou puxando o fio do meu pescoço, mas eu puxei de volta antes que ele encostasse no pingente.

- Por favor, eu só quero ir embora.- murmurei. Neste momento eu não sei se estava rezando pra minha mãe vir logo de uma vez ou se atrasar mais um pouco.- Foi um erro eu ter vindo pra cá, sei disso agora.- e senti ambos me encararem em silencio absoluto.

- Embora? Não sei...- disse a mulher depois do que me pareceram muitos minutos dando de ombros, até o cheiro denunciar a presença de mais pessoas, além dos humanos que pareciam não estar se importando muito com nós três naquele momento, então ela desviou o olhar de mim para olhar para a direção da porta que estava nas costas do homem que estava com ela. – Merda.- então olhou nervosa baixando os olhos e se afastou um pouco, assim como o cara que até então estava me prensando, olhei naquela mesma direção.

Hell estava de pé ali só olhando pra gente. Meu pai estava tremulo ao seu lado esquerdo e Robert igualmente tremulo e de mãos avermelhadas ao seu lado direito, com Bernard logo atrás dela de varinha na mão e atrás deles, quatro outros lobos, incluindo meu irmão.

- Venha conosco, Isabel.- disse Hell e fui aliviada em direção a Rob que estendeu os braços pra mim e me apertou fazendo-me sentir segura.- Bernard, vá com Jacob e Antony buscar Renesmee na loja...- disse calmamente sem nem tirar os olhos dos dois vampiros. Em silêncio, meu pai e meu irmão saíram com Byrdie depois de darem beijos afetuosos em minha testa. Quando eles saíram do café ela deu passos em direção aos vampiros, que juro que se pudessem, estariam mijados há esta hora.

- Você ta bem, não ta?- perguntou Rob segurando meu rosto o beijando todo e me olhando assustado.- Diz pra mim, eles machucaram você?

- Não fizeram nada além de me assustar, é você quem está me machucando agora, tuas mãos estão fervendo na minha pele...- resmunguei, minha pele estava ardendo como seu tivesse estado no sol forte por horas.

- Perdão, to nervoso ainda... minha mãe só nos catou e disse que tínhamos que correr pra salvar você...- disse ele com um sorriso tímido.

- Tudo bem, só esquenta o meu café que ta frio...- falei tentando diminuir o assunto pra lidar com ele mais tarde quando estivesse segura na minha casa sob os lençóis da minha cama, e ele revirou os olhos, mas pegou o copo das minhas mãos, foi então que percebi o quão silencioso estava o local e virei em direção à Helena, mas não antes de notar que todos os clientes do café estavam estáticos como estátuas.- Tua mãe encantou estes humanos, não?- e Rob só sorriu de lado acenando que sim.

Hell estava de fronte àqueles dois que haviam me assustado antes e que agora estavam aos seus pés choramingando coisa que não entendi, eles só se calaram quando ela rosnou.

- Levantem-se e olhem pra mim.-disse ela para os vampiros que se levantaram e olharam pra ela, mesmo que encolhidos.- Vocês estão com sorte, este é um dia feliz para mim e minha família, eu não vou fazer nada contra vocês...- disse com um sorriso tão plácido que eu mesma acreditei nela, assim como fizeram os tais vampiros, claro, eu só acreditei nela até o sorriso plácido tornar-se sinistro enquanto os demais lobos que tinham ficado na cafeteria se aproximaram dos dois. – Isso não quer dizer que meus lobos aqui da cidade não farão. Meninos...- chamou e logo os três estavam algemando e carregando aqueles dois vampiros desesperados pra longe que gritavam que o mestre deles os iria vingar e Hell soltou uma grande gargalhada.- Pois que venha, pode ser divertido...- e logo aqueles dois estavam gritando na rua até que foram enfiados dentro de um carro que logo partiu. – Robert, dê suas mãos pra mim...- falou virando-se para o filho, eles estenderam as mãos um para o outro e logo Hell estava assoprando ar gelado nos dedos do filho que tinha a expressão de puro deleite no rosto.- Você está bem querida?- perguntou ao olhar para mim e acenei que sim.- Ótimo, esta noite quero tomar um porre!

- Meu bebê, onde está Isabel?- perguntou minha mãe vindo correndo através da porta da cafeteria.

- Aqui, mãe.- falei erguento o braço e ela quase me derrubou quando me abraçou.

- Deus, querida me desculpe, se eu soubesse, eu jamais teria vindo com você aqui! Onde estão aqueles filhos da mãe, eles devem responder à Carlisle e Esme...- disse ela.

- Não. Eles são nossos.- disse meu pai que veio me abraçar por cima da minha mãe. Que quis retrucar, mas depois de olhar para o rosto sério dele resolveu ficar quieta.

Tony também veio e passou a mão em minha cabeça carinhosamente.

- Madrinha, eu gostaria de presenciar...- disse Tony pra Hell e ela acenou que sim antes que ele terminasse a frase, mas todo mundo ali compreendeu que ele queria estar presente quando os lobos de NY colocassem as mãos naqueles dois vampiros que queriam me zoar e me comer. Então ele beijou minha testa e foi embora em direção à sede ou pra onde quer que aqueles lobos haviam levado os vampiros, enquanto nós nos dirigimos de volta para o apartamento de Hell.

- Mãe, porque eu tenho que me vestir assim?- perguntei depois de sair do meu closet já vestindo o vestido que minha mãe havia me dado para vestir.- E estes sapatos? Não seriamos apenas familiares neste jantar?

- E serão, mas a ocasião é especial...- disse ela com um sorriso cândido para depois acarinhar meu rosto e beijar minha testa.- Minha mãe tinha razão quando ficava toda melosa comigo e eu ficava brava com ela, filhos crescem rápido demais, você vai saber quando tiver os teus com Robert...

- Veremos...- falei.- Quem vem para o jantar?

- Além de Hell, Byrdie e Rob que já estão lá em baixo com teu pai, virá Kath, teu avô Edward com Marie e se não me engano, o pai de Hell...

- Com o 'pai de Hell' você quer dizer o avô dela, Indra ou o 'pai' dela, Carlisle?- perguntei.

- Quero dizer que Peter Koleston, o pai de Hell também estará aqui presente.- disse minha mãe.

- Humm, acaso você pretende me contar o que está acontecendo realmente esta noite?- perguntei e ela sorriu.

- Pra que te contar se você logo vai descobrir? Agora desça e vá ficar com teu namorado, quem sabe dê já o presente de aniversário de Byrdie, eu vou tomar um banho rápido...- e saiu do meu quarto, mas antes parou à porta.- Filha, mais uma vez me desculpe por ter te feito passar por aquele susto tão grande hoje à tarde no bairro vampiro...

- Tudo bem mãe...

- Eu te amo, florzinha.

- Eu te amo mãe.- respondi, mas já estava falando com o vento.

...

Edward e Helena estavam sozinhos e discutindo na cozinha do apartamento enquanto ela cozinhava o jantar que seria servido. Antes que ele chegasse com Marie, Renesmee havia telefonado para contar do que acontecera com Isabel no bairro lobo, perto do banco de sangue. E Le veio rapidamente e também nervoso como nunca.

- Eu não vou repetir mais uma vez, Edward! Por direito aqueles vampiros são meus pra eu fazer deles o que eu quiser, pare de me questionar.- disse Hell falando com as mãos e agitando a faca que segurava.

- O que eu quero que você entenda de uma vez por todas é que Isabel é minha neta, que aqueles prisioneiros que você tomou são vampiros e que ao menos eu teria gostado e muito que você tivesse me consultado antes de dá-los aos teus lobos!Que tivesse consultado a qualquer um de nós! Somos nós os reis , os Cullen,somos nós quem teremos que lidar com o mestre deles depois, quem sabe em mais algumas horas! Você não pode sair por aí fazendo o que bem quer, matando! Você não respeita nada?- exclamou ele de volta andando agitado de um lado pra outro.

- Matar é o meu trabalho, defender meu povo é meu dever e manter minha família segura é minha vida! Isabel pode ser tua neta, mas ela é uma loba, Edward! Você acha que aqueles dois estavam dispostos a consultas? Eles iriam matá-la, eu sei! E eu respeito vocês, não pense ao contrário disso!- disse Hell cravando a ponta da faca na tábua de madeira.- Vocês Cullen são minha família e só eu sei o quanto eu os amo, mas vocês tem de parar de ser tão complacentes! Há clãs por todo o mundo crescendo exponencialmente e sabe por que eles não lutaram e dizimaram vocês ainda? Hein? Por minha causa! Por que eu mantenho vocês seguros, gasto rios de dinheiro pra manter cada um de vocês seguro!

- Pois então vá embora se é isso que você quer, pare de gastar seu rico dinheiro conosco, somos ricos, somos fortes, não precisamos de você!- acusou ele que lhe deu as costas e estava saindo da cozinha quando ela foi atrás dele e o parou o agarrando pelos ombros.

- Eu não vou embora e não vou embora porque eu não quero, eu amo vocês, cada um de vocês e não me arrependo de gastar rios, mares e oceanos de dinheiro com vocês, vocês são meus, são minha família, você é meu, eu te amo, nada de ruim vai tocar vocês, você, se o tal clã vier, deixe que venham, deixe-os queimar.- disse Hell com a mão espalmada sobre o peito de Edward que a olhava cheio de sentimentos no rosto, mágoa, orgulho, raiva, excitação, medo. Em um piscar de olhos ela entendeu tudo.

- Às vezes parece que eu não te conheço mais.- disse ele depois de um tempo a encarando, então ela sorriu, mesmo com uma grossa lágrima rolando por seu rosto.- Nenhum de nós parece te conhecer mais, a cada dia você muda. Eu não sei mais o que fazer, parece que eu nunca te alcanço.

- Eu também mal me reconheço se isso serve de consolo, mas a única certeza que tenho é a de que vocês são minha família, minha vida, você é meu amor, pare de mudar o que você não pode, se apaixone por mim de novo, tal como eu faço por você todos os dias...- disse ela esfregando delicadamente seus lábios sobre os dele que não se mexeu, apenas fechou os olhos e suspirou, fazendo-a encará-lo.- Eu entendo. Fique à vontade pra ter o tempo que você precisar, mas lembre-se que te amo.- e tentou se afastar dele, mas foi a vez dele de segura-la.

- Eu não deixei e nunca vou deixar de amar você, mas eu preciso, entendeu? Eu preciso me afastar um pouco, eu estarei partindo esta mesma noite para o México, se não se importar eu vou pegar teu jato? O nosso precisa passar por uma revisão, só estará pronto no final da semana...- disse ele.

- Okay, daqui eu irei pra Los Angeles ficar com meus amigos. Justin e Judith precisam de mim, eu preciso de mim.- disse ela secando as lágrimas.- Quem diria que meu filho se casaria com sua neta...- sorriu trocando de assunto.- Lembro do quanto ele ficava encantado e só queria ficar com Nessie quando ela estava esperando o nascimento de Lisa... acho que ele já era apaixonado por ela mesmo antes dela nascer.

- Aposto que eles serão felizes.- disse ele a soltando e limpando a garganta enquanto ela voltava para a bancada da cozinha e para os demais ingredientes do jantar que precisavam ser cortados.

- Se eles juntos forem felizes a metade do que eu sou com você, eles serão abençoados.- disse Hell quando Edward estava saindo da cozinha e ele escutou, mas não virou para trás para olhá-la.- Deus, preciso mesmo de um porre.- disse agora falando sozinha e se dirigindo para a geladeira para pegar uma garrafa de SDD.

...

Atualmente, Veneza, Itália, Isola San Michele.

- Então, gostou do investimento do seu pai, Bernard?- perguntou Rolf ao filho à mesa do café da manhã, onde estavam ele, Bernard e Anika que olhava sempre soturnamente e muito quieta. – Queria inaugurar esta casa que comprei em grande estilo, por isso a comemoração do teu aniversário!- exclamou abrindo aos jornais daquele dia e Bernard apenas suspirou antes de beber um gole de café.- Olhe, uma entrevista com Helena! Querem que eu leia em voz alta?

- Por favor.- murmurou Anika enquanto Bernard continuou tomando seu café da manhã em silêncio.

- Bem aqui diz: "Helena Mentz Koleston Cullen nos deu alguns minutos de seu tempo durante os primeiros dias de divulgação do filme de seus amigos Justin Bigarella e Judith Lovett a.k.a. 'Anna Efron' no qual ela também fez uma participação e respondeu às nossas perguntas exclusivas! Confira a seguir: P: O filme é a grande volta às telas de sua grande amiga Judith você a incentivou a retomar a carreira? R: 'Tenho um orgulho enorme de ser amiga de duas pessoas tão talentosas quanto Justin e Jude e fiquei incrivelmente feliz que depois de tanto tempo ela pode retomar sua carreira interrompida quando ela seguindo seu coração resolveu tornar-se uma de nós, uma Lycan, e fazer parte desta retomada de uma parte tão importante da vida da minha amiga é apenas mais uma alegria que reparto com ela.' P: Por falar em alegrias repartidas, ficamos sabendo que há alguns dias houve um jantar íntimo em seu apartamento em NY, disseram-nos que Robert seu filho e Isabel Black neta de Edward Cullen ficaram noivos, verdade?" Neste momento a repórter diz que Helena suspirou e soltou uma risada encabulada.

- E o que ela respondeu sobre o jantar, sobre o noivado?- perguntou Bernard ao pai quebrando o silêncio.

- Parafraseando minha nora: "Vocês são muito bem informados, parabéns, sim, meu filho e Isabel estão noivos e estamos todos felizes, eles se amam muito..."- blá, blá blá, então ela comenta mais umas frivolidades sobre o tal filme, Helena responde mais algumas bobagens, então a repórter expõe algo sobre o comportamento libertino de Edward nestes últimos dias no México e ela diz que Helena a encarou em silêncio por alguns segundos e que ela teve medo de que Helena faria algo contra ela, mas que ela finalmente disse: "Edward está de férias, férias até de mim. Relacionamentos longos têm períodos onde uma das partes do casal, até mesmo as duas precisam de um tempo afastados para sentirem saudades um do outro. Se eu tenho ciúmes? Eu sou uma mulher, claro que tenho! Mas eu tenho outros quatro maridos, filhos, netos, minha família, meus reinos e meu trabalho, minha vida é agitada o suficiente para ficar correndo atrás de Edward e fazendo um barraco, não? Eu sei que eu o amo, sei que ele me ama também, eu o deixo livre pra que ele volte quando me quiser de novo. Se o assunto vai continuar sendo este eu lhe digo que já não me interessa mais responder nada sobre isso, se quiserem falar com Edward, fiquem à vontade, nos veremos em breve no aniversário de Bernard, até."- então a moça escreveu que Helena levantou-se da cadeira onde estava e foi embora sem mais nenhuma palavra. Quando ela chega?

- Não sei, entre hoje e amanhã...ela disse que viria trazendo o meu presente..- disse Bernard com ar preocupado e procurando pelo seu celular nos bolsos.- Vou tentar falar com ela, ela não parece bem...

- Eu acho que ela se saiu muito bem...- murmurou Anika e Bernard rosnou pra ela.

- Você não a conhece. Você não passa de uma oportunista.- disse Bernard com os dentes cerrados levantando-se.

- Bernard? Claro que é você, que mais faria um discurso dramático pela manhã...- comentou Lancelot sarcasticamente ao chegar à sala de jantar ainda com o rosto amassado de dormir.- Já devo lhe parabenizar pelo teu aniversário ou quer esperar por tua festa?

- Lancelot, acho que o grande presente que você poderia alguma vez me dar é tratar tua esposa e filha com o mínimo de respeito, voltando pra casa e se importando com elas ao invés do teu próprio umbigo. Eu não preciso de uma festa grandiosa ou de qualquer coisa material. Esse conselho vale pra você também, pai, eu já não preciso mais de ti, mas onde você estava quando tuas bisnetas mais novas estavam 'surdas' pro mundo, quando elas nasceram, ou há pouquíssimos dias quando teu neto ficou noivo?- exclamou Bernard.

- Bernard, eu e nosso pai temos uma vida além do rabo de Helena!- exclamou Lancelot.- e não pense que eu não respeito Rose ou Felícia, elas são minha família e sabem da minha entrega ao meu trabalho desde sempre, Rose quando está trabalhando em uma nova coleção também fica perdida pro resto do mundo. Minha filha tem os Weasleys, tem nossa mãe e tem todas aquelas pessoas sempre em volta, ela não sente minha falta tanto assim!

- Você não sabe de nada! Você fala do 'rabo' da minha mulher como se não soubesse que o dinheiro que pagou esta bosta de mansão nesta bosta de ilha na Itália do rabo dela! Quem você acha que comprou os direitos dos livros do nosso pai? Quem você acha que paga por tuas expedições, quem você acha que paga pelos seguranças de vocês? Quem você acha que sustenta vocês dois? Primeiro era minha mãe, mas agora é minha mulher! E eu não gosto que ninguém fale mal dela, entenderam?

- Eu sou muito grata à Helena...- disse Anika.- Ela mandou seguranças para minha aldeia...

- Você cala a boca pra começar! Eu não gosto de você, acha que eu não sei que você só se engraçou pro lado do meu pai pra obter vantagens? Acha que eu não sei o que você fez Helena prometer-te em troca de você parar de perseguir o elfo pra ficar com a filha dele? Você não passa de uma vaca maquiavélica!- exclamou Bernard e Anika deixou de olhar pra ele se forma serviente para encará-lo mostrando grande astúcia apenas pelo olhar.

- Você há de convir que foi uma troca muito justa, não acha? Eu só tive filhos homens e cada um deles sabe que se eles tivessem uma menina, ela seria minha... os demais foram espertos em eliminarem suas meninas ao nascerem, Northman acreditou que por ser um 'rei' isto impediria de adquirir àquela menina e criá-la por minhas regras... E eu estava disposta a te-la comigo, mas Helena me ofereceu uma filha dela e de meu filho para ficar aos meus cuidados, tudo o que eu tenho que fazer até lá é esperar e me manter viva.- revelou Anika.

- Pois saiba que se um dia Helena e Northman gerarem uma filha eu jamais vou permitir que você fique com ela!- exclamou Bernard batendo sobre o tampo da mesa e rachando o grosso tampo de madeira, assim como também derrubando os alimentos que estavam sobre esta, enquanto Anika o olhava em silencio, com a postura austera, olhar confiante e sorriso torto no rosto.

- Bernard, eu o respeito por ser filho de meu esposo e por ser companheiro de minha nora, mas eu não permitirei que você fique no meu caminho. Esta criança virá, cedo ou tarde e como eu disse, tudo o que eu tenho que fazer é esperar e me manter viva.- disse Anika.

- Pois bem...- disse Bernard com o mesmo sorriso sinistro de Anika.- Você que tenha bastante paciência, porque se você soubesse quem comanda às missões de segurança permanentes, não ficaria assim tão certa da tua segurança...

- Não me ameace, lobo!- disse Anika levantando e também batendo sobre o tampo da mesa de jantas, mas com os braços transformados em asas flamejantes, fazendo com que Rolf e Lancelot buscassem por suas varinhas e já não soubessem à quem defender.

- Eu ameaçando? Eu não estou ameaçando ninguém.- disse Bernard levantando as mãos para demonstrar que não estava armado.

- Bernard, não seja sonso.- disse Rolf.- Anika, querida, volte à forma humana, ninguém está te ameaçando, foram apenas palavras de um homem apaixonado, releve... O amor deixa à todos cegos... nossos amigos e convidados logo chegarão para a festa de amanhã, temos muito trabalho por aqui ainda, preciso de ajuda...

- Aonde você vai?- perguntou Lance quando Bernard deu às costas aos três e foi ao armário de casacos pegando uma grossa jaqueta de lá.- Vai sair?

- Vou à Veneza esperar por Helena, dá licença...- então saiu dali.