Calyeh – Ô povo que gosta de sangue, calma Calyeh vai ter a pancadaria e muita!! Tiros, pessoas voando, fugas tudo o que você imaginar. O Kanon ainda não se manifestou porque o pior ainda não aconteceu... vai ficar pior... prepare-se. E Dohko e Shion é só o começo, outros dourados vão brigar entre si.
Flor – Prepara-se a situação vai ficar pior.
Aredhel – Você disse uma coisa importante, eles sabem da historias delas, mas não ao fundo, estão julgando-as antes da hora e isso vai pesar na hora que ocorrer algumas coisas "não posso contar". Vai ter muito douradinho arrependido e será meio tarde. A Farah... coitada dela... vai sofrer demais...
Tenshi – É descobriram e as coisas só vão piorar. Para fazer os clipes eu uso o Windows Movie Maker. Qualquer duvida me fala ou deixa um scrap no orkut.
Dri – E a tendência é só piorar.
Danda – Kanon está amando a descoberta, era tudo o que ele queria, quanto ao Saga, ele está bastante decepcionado, talvez ele não a defenda mais.
Capitulo 28: O santuário vem abaixo I
--Virgem--
Estava sem chão, todos os anos de serviços a Atena, todos os anos escutando a voz de Buda, naquele momento não serviam para nada. Não conseguia ordenar os pensamentos e nem separar as imagens da Farah, a religiosa conflitava com a mundana fazendo um nó na cabeça dele.
- "Sua voz dos infernos, onde está agora? – gritava mentalmente. – explique-se agora!" "Não há o que explicar." – disse. – "você sabe desses dois lados dela." Ela é uma prostituta imunda e se não bastasse ainda, mentirosa, asquerosa que deve fazer as piores coisas por causa da droga!" "E o que vai fazer agora?" "Mandá-la para o lugar que ela pertence, a sarjeta!"
Farah continuava deitada, a dor tinha passado, mas estava viva. Por mais que sua vida fosse miserável não tinha coragem de cometer esse ato tão abominável que é tirar a própria vida. Já descera ao fundo do poço, mas não poderia fazer isso, isso não.
A porta abriu de maneira violenta, a afegã virou o rosto deparando com o loiro. Shaka aproximou, parando na frente da cama. O virginiano subiu na cama segurando com as mãos o pulso dela. Ela o olhava sem emoção alguma, Farah naquele estado, estava desprovida de qualquer sentimento, já não sentia nada, tinha decidido entregar os pontos. Shaka poderia fazer o que quiser.
- Você é um demônio. – disse com um olhar frio e confuso. – como pode ser assim?
Ela não disse nada.
- Você é desprezível!
Continuou calada. Ofensas não valiam nada.
- Por que não se defende? – vociferou ao lembrar dos possíveis toques de outros homens nela. – sua imunda!
Perdeu o controle dando um tapa nela.
- Como se presta a isso?! Não vai falar nada?
- Não a nada a ser dito. – disse seca. – já sabe como eu sou.
- Você me confunde. – dizia com sinceridade, toda a lógica do universo naquele caso não fazia sentido.
- É você que é meu mal. Poderia ter uma vida podre, mas você me trouxe a pior das infelicidades!
Shaka a olhou sem entender.
- Você é a maior das minhas infelicidades, não poderia ter cruzado meu caminho, jamais! Eu te odeio Shaka! – gritou começando a chorar copiosamente. – odeio...
Ele a fitava atônico, num misto de ódio e magoa.
- Não mais do que eu. – disse gélido. – você foi a pior coisa que aconteceu na minha vida. Vou me livrar de você para sempre.
- Não precisa ter esse trabalho. – murmurou em meio as lagrimas. – eu vou morrer mesmo. Não precisa sujar suas mãos comigo.
As palavras de Miro, ressoaram na mente dele, ela estava condenada, poderia morrer a qualquer momento.
- Perfeito. – saiu de cima dela. – vou encomendar sua alma a Buda.
Saiu batendo a porta. Farah continuou calada. Pegou seus instrumentos e preparou uma dose. Não tinha coragem de se matar, mas poderia ajudar o destino a tal.
Shaka trancou-se em seu quarto, meditação àquela hora não faria qualquer sentindo, ate porque não conseguia raciocinar, ate parecia que era ele que consumia a maldita droga. Ficou a tarde toda tentando encontrar uma solução. Se um por lado tinha vontade de entregá-la numa bandeja de prata para Shion por outro, justamente o lado que tinha mais medo, pois não conseguia controlá-lo, queria salva-la a todo custo. Não poderia perder a Farah que conheceu no jardim das arvores gêmeas.
A afegã depois da dose dormiu a tarde toda, só despertando perto da hora de sair. Levantou e preparou um chá.
Bateu duas vezes na porta do quarto dele.
- Entre.
- Quer? – indagou, nem se preocupando mais se ele aceitaria, o mundo pouco se importava agora.
- Aceito. – tomou das mãos dela.
- Posso te fazer um pedido?
- Diga.
- Não encomende minha alma ao seu deus e sim ao meu. Ao menos quero morrer como mulçumana.
- Será como quiser. – disse seco, sem olhá-la.
- Obrigada. – saiu sem esperá-lo tomar o chá.
Shaka olhou o conteúdo e com todo ódio atirou a xícara de porcelana pela janela.
--Leão--
Aioria não sabia se xingava, gritava, explodia algo, tamanha decepção perante Íris. Que ela era uma garota mimada e patricinha já sabia disso, mas ao ponto de ser mentirosa, não? Durante esse tempo todo, ela com aquela carinha de anjo, dopava-o em prol de conseguir bebidas.
- Mentirosa. Como pode me enganar?
Entrou em casa tentando conter a raiva, queria era arrancar a verdade dela, queria que ela o olhasse nos olhos e dissesse toda a verdade.
No quarto Bel terminava uma garrafa, não estava se sentindo bem, ainda mais depois de ver o leonino deitado no sofá. Ele só queria ajudá-la e, no entanto tudo que fazia era mentir e dopá-lo.
- Juro que não queria... – murmurou tomando um gole.
Levantou com a intenção de ir a cozinha, precisava disfarçar o cheiro de álcool caso ele aparecesse, não poderia piorar mais a sua situação. Saiu dando de cara com ele no corredor. Aioria a olhou para depois fitar a garrafa nas mãos dela, todo o ódio controlado voltou a tona.
- Sua mentirosa! – gritou batendo de forma violenta na garrafa, o liquido esparramou liberando o cheiro desagradável. – mentirosa! – os olhos dele brilhavam de ódio.
- Aioria...
- Saia da minha frente!
Assustada entrou para o quarto trancando a porta. Se ela continuasse na frente dele por mais alguns segundos com certeza faria uma besteira.
Saiu de frente da porta indo para a sala. Precisava se acalmar ou colocaria tudo a perder. No quarto Bel terminava a garrafa, jamais o vira tão alterado e a julgar pelas reações dele algo tinha dado errado.
- "É melhor eu tentar consertar." - disse.
Rumou para lá, bem devagar para que ele não a percebesse. Parando na porta o viu de costas.
- A...
Nem terminou, tampando a boca para conter o grito que sairia facilmente. Aioria acabava de dar um soco na parede arrebentando-a.
- "Ele é louco!? Acabou com a mão."
Qual foi a surpresa ao vê-la intacta, como se tivesse socado um monte de folhas e não uma parede de mármore.
- "Mas... mas...ele... a parede... - estava estarrecida. - nem o Rambo faria um buraco desse e sem machucar a mão.. - pos a mão na testa. - devo está com febre, só pode."
Recuou assustada, era melhor deixá-lo acalmar, na próxima ela é que poderia ser acertada.
Querendo extravasar saiu de casa, ficando a tarde toda no Coliseu, porem precisava voltar, estava na hora de desmascarar a princesa.
- Íris! Íris! – gritou. – apareça.
Encostada na porta do quarto ficou em silencio.
- Abre a porta!
- O que você quer?
- Vá fazer algo que preste! Estou com sede!
Ficou surpresa pelas palavras dele, fazer-lhe algo? Aioria preparava para dar um murro na porta porem ela abriu lentamente.
- O que quer...? – indagou receosa.
- Qualquer coisa. Vá logo.
Passou por ele, sem ao menos fita-lo, estava com medo. Tinha certeza que algo tinha acontecido e que tinha haver com ela. Preparou um suco e de maneira discreta, aproveitando a "distração dele" colocou valium.
- Aqui está.
Ele arrancou o copo das mãos dela.
- Está delicioso. – ironizou.
Bel encolheu.
- Aioria... o que houve?
- Nada. Já fez o suco, pode ir dormir, pois estou indo. Estou com muito sono.
- Sim...
Saiu sem dizer nada. Tinha a péssima sensação que naquela noite...
--Câncer--
Hikari fitava sua espada, deveria ter sido mais corajosa e entrado naquele trem, há essas horas estaria segura.
- Por que fui dá ouvidos a Bel?
Levantou indo para a cozinha. Tudo estava errado, a situação chegara num nível insustentável.
Começou a preparar o almoço, não demoraria muito para o canceriano chegar e precisava aparentar tranqüilidade.
- Boa tarde Hikari.
- Oi. – nem o olhou.
- Passou bem a manha?
- Passei. – disse seca.
- Não tem nada para me contar? Hoje mal conversarmos.
- Não tenho nada. – o olhou.
MM a fitava de maneira diferente, maneira essa que ela não conseguia decifrar.
- O que foi?
- Só pensando em algo.
- Em que? – colocou os pratos na mesa.
- Se eu herdasse os negócios da família você daria uma boa companheira.
- O que? – o fitou incrédula. – do que está falando?
- Você é inteligente.
- Por que está me dizendo isso? – ficou receosa.
- Por nada. – aproximou. – às vezes comete erros, mas daria uma boa mafiosa. – aproximou do rosto dela.
MM estava pouco se importando da descoberta dos planos dela, sabia que, menos dias isso iria acontecer e até ficou surpreso por ela conseguir sustentar o plano por tanto tempo e conseguir enganá-lo tão bem. Ela era excepcional. O jogaria no buraco, mas valeria a pena.
- Sabe que posso tentar te salvar, não é?
- Está me acusando de que?
- De nada. Você não fez nada, ainda. – sorriu.
- Giovanni...
- Descobriram seus planinhos. – sorriu. – já sabem que saem e que suas amiguinhas consomem drogas. – sentou a mesa.
Por pouco a japonesa não jogou os talheres no chão.
- Co-mo?
- Estão ferradas. – a olhou divertido.
- Está blefando.
- É brincadeira, só queria ver essa sua cara de assustada. Se isso fosse verdade há essas horas estariam na sarjeta.
- Pare de brincar comigo! – apontou o dedo para ele.
- Não gosta das minhas brincadeiras? – MM a puxou de forma que sentou no colo dele.
- É tudo de propósito.
- Sim. Adoro ver essa sua carinha. – colou o rosto no dela. – gosto de garotas completas, com corpo e mente. – a olhou malicioso.
- O que quer?
- Um trato.
- Trato?
- Seu corpo pelo meu silencio.
Ela o olhou imediatamente, para ele dizer aquilo era sinal que ele escondia algo. Precisava descobrir o que.
- Seu silencio?
- Sei de muitas coisas, é uma troca justa.
- E se eu não quiser.
- Bom... então não saberá como ser mulher de um mafioso. Vai morrer.
- O que está escondendo?
- Nada. Minha vida é um livro aberto.
- Com dezenas de partes encobertas.
- Sim. – riu. – vá fazer o almoço.
Hikari o deixou, era evidente que ele sabia algo. MM a observava discretamente, conhecia muito bem o terreno que pisava, mas não pensou que ela voltara a se prostituír, Hikari não era santa, mas no fundo ficou incomodado por saber que outros homens a tocavam. O almoço seguiu em silencio, alegando outras obrigações ele saiu de casa e ela trancou-se no quarto. Algo estava errado e precisava se preparar. Tinha que sumir. No horário combinado preparou lhe algo, não tinha certeza se ele iria tomar, mas a farsa deveria continuar.
- Um suco.
- De que?
- Morango.
- Obrigado, pode ir. Tive um dia estressante e vou dormir.
Continuou parada olhando-o.
- O que foi?
- Você está esquisito.
- Sempre fui.
- Giovanni...
- Vá fazer o que tem que fazer... – disse no ouvido dela.
Ela o olhou imediatamente.
- Deve está com sono. – passou por ela. – boa noite.
Hikari o fitou ate vê-lo desaparecer no corredor.
- "Ele descobriu..."
--Gêmeos--
Os gêmeos subiam em silencio, cada um mergulhado em seus pensamentos, principalmente Kanon que trazia um sorriso vitorioso no rosto. Seguiram direto para o quarto.
Saga desabou na cama.
- Zeus...
- Eu não te disse. – o outro sorriu de orelha a orelha. – não passam de prostitutas mentirosas e asquerosas.
- Cala a boca Kanon.
- Principalmente a sua. Com aquela carinha de anjo, é um demônio, conseguiu enganá-lo direitinho Saga.
- Cala a boca Kanon!
- Dá Hathor eu esperava isso, ela é ardilosa, faria isso facilmente, mas a Chiara... – o olhou debochado. – fala mansa, olhar meigo, te enganou todo esse tempo.
- Já mandei calar a boca! – Saga avançou sobre o irmão, segurando-o pelo colarinho.
- Ficou nervosinho, hein. – sorriu. – a verdade dói não é? E agora vai fazer o que? Vai passar a mão na cabeçinha dela?
Saga estreitou o olhar.
- A sua também está no meio. E saiu esperando um filho seu!
- Pouco me importa! Eu quero mais que ela se dane!
Saga o soltou.
- Como?
- Quero que ela se dane! Se ela não tem amor próprio eu que terei? Com essas saídas dela, quem me garante que o filho é meu? Quero mais que ela vá para o inferno e leve essas meretrizes juntas.
- Você...
- Encare os fatos Saga, são mafiosas, elas não estão nem aí, se forem capazes de nos enganar por esse tempo todo... e você com dó da Chiara... fez papel de ridículo! Até se declarou para ela, é patético. – se livrou das mãos dele. – aposto que ela riu da sua cara.
- Para!
- É melhor ficar aqui, ou é capaz de fazer uma bobagem. Vamos seguir com os planos, quero ter o prazer de pega-las. – sorriu.
Saga ficou no quarto, não por ordens do irmão e sim porque estava atordoado com a situação, jamais pensou que Chiara o enganaria daquele jeito, lhe ofereceu ajuda e tudo que ela lhe deu em troca foram mentiras. Será que a vida dela também era uma mentira, que atrás daquela cara de anjo existia uma menina hipócrita? Não poderia acreditar, tinha que ter uma explicação.
Na sala Kanon pensava nas varias maneiras de pegar Hathor, como estava ansioso para ver a cara dela, queria ouvir as explicações que ela lhe daria e depois dotado dos seus melhores sorrisos a expulsaria do santuário.
- "Vou até filmar. – sorriu. – como vou gostar de chutá-la daqui, Hathor."
Nesse momento ela apareceu. Kanon a fitou com um sorriso cínico nos lábios.
- Como vai Hathor?
- Bem e você?
- Estou ótimo. Melhor agora. Responda-me uma coisa. – sentou no sofá indicando que ela também se sentasse.
A egípcia achou estranho, mas sentou.
- O que acontece se vocês forem pegas?
- Por que quer saber?
- Saga me pediu para perguntar.
- Mortas.
- Hum... sem chance de sobrevivência?
- Sim.
- Entendo. Pode ir.
Hathor o olhou, Kanon estava esquisito e julgar pela expressão dele...
- Até mais. – levantou indo direto para o quarto.
Fechou a porta atrás de si apreensiva.
- O que foi Hat?
- Os passaportes estão com você?
- Sim. Por quê?
- Está com a mala pronta?
- Estou. O que foi Hat?
- Acho que algo deu errado... – caminhou até a cama.
- Aioria...
- Não tenho certeza, mas... Kanon está esquisito e quando ele fica com aquela cara cínica dele... Saga ainda não veio te ver...
- Está querendo dizer... – ficou alarmada.
- Nada, não quero dizer nada. Vamos antecipar nossos planos.
- Como?
- Vamos fugir amanha cedo.
- Por quê? Você me disse para aceitar a ajuda do Saga? Por que temos que fugir?
- Porque acho que nosso segredo vazou.
- Não acha que eles...
- Não tenho certeza. De todo jeito, tem dinheiro?
- Não, gastei com droga.
- Então vá fazer programas hoje e não gaste, vamos fugir amanha deixe tudo pronto para hoje a noite.
- Hathor não está exagerando?
- Não. Meu sexto sentido diz que estamos com problemas.
Ficaram a tarde toda, organizando os planos, tudo deveria sair perfeito, pois qualquer coisa estariam mortas. Saga continuou no quarto, tentando chegar num bom senso e Kanon só esperava a hora de Hathor dá o chá.
Mesmo apreensivas as duas continuaram com os planos, no horário combinado Hat apareceu com um copo de suco para Kanon.
- Para mim? – sorriu o geminiano. – obrigado.
- Vai beber?
- E por que não? Há algo no suco?
- Claro que não. – respondeu receosa. – cadê o Saga?
- Eu levo para ele. Acho que vou dormir. – levantou. – tenha uma boa noite Hathor.
- Igualmente.
O gêmeo seguiu para o quarto com um sorriso nos lábios, Saga estava sentado na cama fitando o céu.
- Suco para você maninho, feito especialmente pela Chiara.
Saga o olhou.
- Deve está uma delicia.
- Bebeu?
- Não sou você. Já tratei de enganá-las, elas pensam que daqui a pouco estaremos dormindo.
- É o que vou fazer. Dormir.
- Saga de Gêmeos com medo de pegar a santinha dele no flagra... você já foi mais corajoso. – zombou. - Deixe de ser burro, ela não pensou em você na hora de mentir. Se quisesse sua ajuda tinha lhe dito toda a verdade. Abre os olhos Saga, Chiara é uma prostituta, pouco se importa com você desde que seja para salvar a vida dela.
- Ela não é assim!
- É burro mesmo!
--Touro--
Camila acordou sentindo-se muito mal, levantou um pouco zonza e com uma forte dor de cabeça.
- Nunca mais tomo isso. – disse indo para a cozinha.
Precisava comer alguma coisa. Preparou um rápido lanche.
Shion entrou pisando duro, sempre desconfiou que aquelas mulheres não passavam de mesquinhas e asquerosas, mas ninguém lhe deu ouvidos. Agora seu santuário estava maculado por pessoas vis. A vontade dele era de levá-las imediatamente a Atena e atirar na cara da deusa, tudo que sabia. Ele sempre esteve certo e, no entanto ninguém acreditou nele. Foi para a cozinha, precisava esfriar a cabeça, desta vez seguiria os planos do escorpião, outro inconseqüente. Alias todos eram, pois sabiam de usas prostitutas e não lhe contaram.
- São uns traidores! – berrou.
Na cozinha Camila estremeceu ao ouvir a voz dele. Começou a tremer e a suar frio. Ele poderia muito bem bater nela. Levantou correndo sentando no canto da parede.
Shion apareceu na porta, fitando-a.
- "Tudo de ruim é por sua culpa." – pensou a olhando com ódio.
Camila não conseguia encará-lo, abraçou mais as pernas, sentido um medo terrível.
- Venha até aqui. – ordenou frio.
Abaixou a cabeça incapaz de se mexer.
- Agora! – berrou.
Não conseguia sequer mexer com um dos membros.
- Alem de meretriz é surda?! – berrou, aproximando e sem qualquer cerimônia a agarrando pelo braço. – responda!
Tudo que ela conseguia fazer era chorar. Era como se Carlos tivesse voltado sobre a forma de Shion.
- Seus dias estão contados! Sua prostituta! – a soltou. – vá para seu quarto e só saia quando eu mandar!
Rapidamente Camila correu para o cômodo trancando-se.
Shion estava com ódio, queria matá-la, ela foi a responsável pela mancha que maculou seu santuário.
No quarto a garota tentava parar de chorar, pensou que ele desceria o braço dela.
- Ele vai me matar... ele vai me matar...
Ficou a tarde toda andando de um lado para o outro repetindo essa frase.
- Eu me mato primeiro, eu me mato primeiro. – pegou o pote onde guardava os valiuns pegando dois de uma vez. – ninguém vai bater em mim, ninguém. – dizia descontrolada.
No quarto ao lado, o ariano provocava a maior quebradeira, era capaz de mandar aquele santuário para espaço ainda mais quando se lembrou da discussão com Dohko. Como ele poderia ser tão burro e defender aquelas zinhas?
Estava tudo errado. Tinha dentro de casa, uma drogada, bêbada, prostituta, mentirosa, a pior espécie de pessoa.
- Isso vai acabar. Vai voltar para o lugar de onde não deveria ter saído. – dizia com os olhos brilhando.
Um pouco mais calma, só um pouco, desistiu de tomar os dois valiuns , aquela decisão não levaria a nada e só pioraria a vida das outras. Não queria ser um estorvo ainda mais depois da morte. Agüentaria aquele sofrimento por mais alguns dias e depois daria um jeito. Fitando a porta pensava em como o daria o remédio, não conseguia sequer aproximar dele e qualquer movimento em falso ele poderia espancá-la.
Mesmo tremendo seguiu para a cozinha onde preparou um suco, era tudo ou nada.
Ela nem precisou ir atrás dele, ele estava de pé observando-a e viu o exato momento em que ela jogava o pó na xícara. Camila o olhou assustada, será que ele tinha visto?
- Es-tá a muito... tem-po?
- Cheguei agora. – disse ríspido. – espero que ao menos preste a fazer algo. – tomou a xícara dela. – desapareça.
- Vai tomar?
- Claro, está aqui para me servir. Agora desinfeta!
Desapareceu. Shion fitou o liquido amarelado a frente, jogou na pia.
--Áries--
Mu não acreditava que Birget descesse tão baixo por causa das drogas. Sabia que ela não era fácil, mas a ponto de mentir?
Encontrou-a ainda deitada em sua cama, completamente apagada, provavelmente por causa das drogas.
- Como pode ser tão falsa?
Aproximou sentando ao lado dela.
- Birget. – a cutucou. – Briget.
- Hum... – abriu os olhos. – o que foi...?
- Já passa das duas. – disse frio.
- Nossa... – levantou. – dormir tudo isso?
- Dormiu. – seu rosto era serio. – está na hora de entregar suas coisas.
- Como?
- Me dê suas drogas, se não quiser sair daqui.
- Do que está falando? – o olhou assustada, será que Aioria tinha falado alguma coisa.
- Ofereci ajuda, mas cheguei à conclusão que você não a quer. Entregue-me as drogas ou serei obrigado a contar tudo para Atena.
- Não faria isso? – afastou. – você não faria isso.
- Sim.
- Não pode fazer isso! – gritou. – não pode fazer isso! – elevou a mão. – não pode me chutar daqui.
- Posso.
- Seu idiota. – Ash avançou sobre ele, tentando bater. O ariano rapidamente a dominou.
- Está doente Birget e se não fizer nada vai morrer.
- Eu sei de mim! – gritou tentando se libertar. – solte-me! Seu idiota!
- Quer morrer? – a fitou incrédulo.
- Não é da sua conta! Me solta ou eu grito!
- Pode gritar, será levada imediatamente a Atena.
Ela parou de se debater, era a segunda vez que ele mencionara o nome da garota, com certeza ela já sabia de Íris e se sabia... seus dias estavam contados.
- Mu... o que está havendo?
- Nada. Vai me entregar a droga?
- Eu não me drogo. Já disse.
- Não minta mais Birget! – a empurrou. – chega de mentiras!
- Mu.
- Eu juro que tentei, mas infelizmente não dá. Não posso ir contra meus princípios, pois mais que eu te...
- Do que está falando?
- Vá para seu quarto, por favor.
- Mu...
- Vai logo! – gritou, pela primeira vez.
A garota segurou o pranto, ele jamais levantara a voz com ela e se ele chegou a fazer isso...
- Me desculpe... – disse saindo batendo a porta.
Pensou em ir atrás dela, pensou. A idéia dela sair e se prostituir por causa da droga ainda o atormentava, não queria acreditar que ela se prestaria a isso. Torcia para que na hora do "chá" ele não fosse lhe dado, contudo não foi isso que aconteceu.
Ash a tardinha, bateu a porta do ariano. Alegando o estado dela e dele ofereceu uma refrescante xícara de chá. Mu ficou olhando o conteúdo, totalmente atordoado. Então tudo que Miro dissera era verdade. Birget prostituía para conseguir drogas.
- Beba. – estendeu a ele.
Pegou a xícara com as duas mãos, fingindo tomar todo o conteúdo, no entanto o liquido estava sendo teleportado.
- Obrigado.
- Vou dormir, boa noite.
- Boa noite Birget.
O.o.O.o.O.o.O
Naquela noite em especial, Linna e Camila decidiram sair. A primeira porque queria ver de perto o que as companheiras faziam e por um basta naquilo. A situação poderia ficar pior e precisava evitá-la a todo custo. Camila por sua vez, pois queria ficar o mais longe possível de Shion. Tinha medo dele acordar e não ter a mesma sorte de ser poupada.
Elas passaram a sete e quarenta e cinco minutos. A maioria com vontade de voltar para trás e ter uma boa noite de sono. Algumas delas determinaram que seria a ultima saída. Estavam brincando com a sorte e apesar de não acreditar nela teriam que tomar cuidado.
Alcançaram rapidamente o Coliseu, nem imaginando que eram observadas por treze pares de olhos incrédulos.
- Estava certo Miro. – disse Kanon. – foi como nos disse.
- E o que faremos? – indagou Dohko, totalmente sem chão ao ver Linna seguir com elas.
- Seguiremos o plano. – Shion tomou a frente. – elas não perdem por esperar.
O.o.O.o.O.o.O
As luzes piscando de maneira frenética não atraiam mais. Quem as visse entrando naquela noite nem imaginavam que eram as mesmas que entravam dias atrás, cheias de expectativas. Estavam cansadas daquilo.
- É o combinado. – disse Farah, fitando o nome do bar. – não se atrasem. – entrou.
As demais a olharam sem entender, o tom de voz autoritário dela havia desaparecido.
- O que faremos? – indagou Ash.
- Não sei quanto a vocês, mas quero só beber. – Alais passou a frente à procura de uma mesa. – não quero saber de homens.
- Algum problema Ani?
- Nenhum, só estou sem vontade. Me acompanham, eu pago uma rodada.
As treze a seguiram. Juntaram algumas mesas fazendo uma grande roda. Camila e Linna olhavam ao redor, o lugar parecia muito bem freqüentado.
- Sempre vieram aqui? – indagou a espanhola.
- Sim. Melhores caras, melhores preços. – Íris puxou uma cadeira. – por que veio?
- Queria ver o que aprontavam. – sorriu. – acho que estamos nos arriscando.
- Isso não é bom sinal. – brincou Hathor. – para Lay e Mila virem é porque vai acontecer alguma coisa.
- Vire essa boca para lá. – disse Guil. – não vai acontecer nada. – olhava ao redor a procura de River, não o queria aquela noite.
- Há quanto tempo não sentamos numa mesa como essa e jogamos conversa fora? – Alias chamou um garçom. – uma dose para todas.
- Eu quero refri. – disse Camila.
- Quer nada, relaxa garota, uma bebida não faz mal. Vamos comemorar sua primeira saída, alias lembra do seu primeiro porre?
Hikari começou a rir.
- Foi hilário.
- Não teve graça.
- Principalmente porque fui eu que te levei para casa. – Ash fechou a cara.
- Ah meninas foi divertido. – disse Guil entrando no clima. – foi a melhor época das nossas vidas.
- Um brinde? – Hathor ergueu o copo. – a época que não voltara mais, saúde!
- Saúde! – disseram as doze.
- Passamos por muitas coisas. – Lay depositou o copo sobre a mesa. – é um milagre estarmos vivas.
Silenciaram.
- Vamos falar de coisas boas. – sorriu Bel. – homens. Gabe pode começar a falar do seu.
- O que?
- Como é o homem que cheira rosas? Ô homem cheiroso.
- Concordo plenamente. – disse Hat.
- Ele... – abaixou o rosto. – é gentil, amável, nunca me tratou mal e muito bonito. – deu um leve sorriso ao lembrar da face do pisciano. – é um encanto, não queria enganá-lo.
- Apaixonou. – debochou Hat. – ele até conseguiu fazê-la sorrir.
- É mesmo. – comentou Chiara. – jamais a vi sorrir.
- Por que a vida ao lado dele tem sentido.
- Apaixonite aguda.
- Eu sei... – o sorriso desapareceu.
- Quer dizer que... – olharam para ela.
- Eu sinto muito...
Farah que brincava com o copo continuou, as outras só esperavam ela esbravejar.
- Ele sabe? – indagou com os olhos fixos no liquido marrom.
- Sobre?
- Seus sentimentos e as drogas?
- Não. Não tive coragem. Não há saída para nós.
- Kamus é um chato. – disse Alais enchendo o copo. – é um porre.
- Mas lindo. – disse Nik. – aquele olhar gélido, é tão excitante.
- Não tirou nem uma casquinha dele?
- Ele é um porre já disse. Não o suporto.
- E o seu Annya? – indagou Lay, para a amiga que não dissera nada desde que chegou.
- Não quero falar nele.
- Por quê? – Farah a olhou. – ele te fez algo?
- Não... não me fez nada. – ergueu o olhar em direção ao balcão. – vou pegar água.
Saiu.
- Annya é muito fechada.
- Ela gosta do protetor dela. – disse Hikari tomando uma dose.
- Será?
- Quem não queria ter aquele espanhol ao lado?
- Somos umas perdidas. – Farah encheu o copo. – perdidas.
- Está tudo bem Ariel?
- Está. E o seu Nik?
- Ele é um idiota, metido a certinho. Não tive sorte.
- Ele parece ser certinho mesmo.
- É um porre. – tomou uma dose.
No balcão Annya tentava se controlar, a vontade que tinha era de sumir daquele lugar, não agüentava mais aquela mentirada, queria contar toda a verdade para Shura.
- Droga!
- Helena?
Annya voltou a atenção. Diante dela estava um rapaz de cabelos e olhos negros.
- Você é a Helena?
- Depende.
- Sou amigo do Karl, Andrei, ele te indicou. Ele me disse que você entende o que quero.
- Não sei o que você quer, mas entendo do que faço.
- Aceita? Mil euros.
- Aceito. – disse convicta, era a sua ultima venda.
- Então vamos.
Hikari que não tirava os olhos dela, a viu sendo levada pelo rapaz.
- Não é melhor ir atrás? – indagou Mila.
- Annya sabe o que faz. – respondeu a japonesa.
- É a única que salva. – disse Guil. - a única justificável. Faz pela família dela. Se uma vai para o céu, será ela.
- Como é o Miro?
- Um idiota, que acredita nos outros. – fechou a cara. – acredita que o mundo não é tão feio.
- Um utópico.
- Dos mais chatos.
- E quem prefere? – Hikari a olhou.
- Nenhum dos dois. – respondeu. – não preciso de nenhum no meu caminho. Não preciso dele.
- Lay?
- Dohko é um doce. Queria ter a oportunidade de tê-lo conhecido antes. Acho que minha vida seria diferente.
Calaram-se, era o pensamento de todas. Como seria a vida delas se os tivessem conhecido antes.
- Seu monge Ariel?
- Um monge. – respondeu seca. – nada mais. – levantou.
- O que deu nela?
- Ariel anda esquisita. É melhor ir atrás dela. – Lay a seguiu.
- Ariel sempre foi esquisita. – brincou Ash. – de certo está drogada.
A afegã correu para o banheiro, se ficasse mais alguns segundos desmaiaria. Encostando no balcão lavou o rosto. A falta de ar voltara e mais forte.
- Desse jeito... vou morrer...
Sentiu um toque nos ombros, ergueu o olhar ficando paralisada. Um par de olhos castanhos a fitava perigosamente. Ariel sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
- Ali...
- Ariel?
A garota piscou algumas vezes antes de ver o olhar preocupado de Lay.
- O que foi?
- Nada... – passou a mão pelo rosto. – o que faz aqui?
- Você está esquisita. – tocou no braço dela. – está gelada.
- Estou bem. – puxou o braço. – me deixe.
- Mas...
- Vá, já estou voltando.
- Tudo bem. Vamos esperá-la.
Lay saiu preocupada, Farah não estava bem e a julgar pela expressão dela pareceu que estava vendo um fantasma.
De volta a mesa...
- E Ariel?
- Está no banheiro. – Lay sentou. – meninas...
- O que?
- Quanto de ópio ela está consumido?
- Varias gramas. – disse Ash. – não sei como ainda não morreu.
- Não acham melhor parar com essas saídas? Não estão arriscando muito? Não digo pelos nossos protetores digo pela máfia.
- Vamos morrer mesmo. – disse Chiara, já alterada. – pouco me importa.
Enquanto isso, Annya seguia com Andrei. Pararam no prédio a frente do ultimo encontro dela com Karl.
- E o Karl?
- Viajou. Entre.
Andrei a conduziu para o interior do prédio, o quarto que ele estava era modesto, não menos aconchegante.
- Pagamento adiantado.
- Aqui está. – passou o dinheiro para ela.
- O que quer eu faça?
- Tudo que tenho direito. – sorriu de maneira perigosa. – tudo.
Annya recuou, o olhar dele...
- Vamos brincar.
O.o.O.o.O.o.O
Farah limpava o rosto pela quarta vez, começou a tossir, cuspindo sangue.
Pegou a bolsa, ainda tinha um pouco de ópio e aquilo daria pelo menos para aquela hora, contudo ao abrir o objeto...
- Esqueci...
O.o.O.o.O.o.O
Vários copos já enfeitavam a mesa, Hikari, Lay e Camila já estavam alteradas. Jogavam conversa fora relembrando os tempos em Vilnius.
- Éramos felizes e não sabíamos. – sorriu Nik.
- Concordo. – Chiara bateu com o copo na mesa. – devíamos ter morrido naquela época.
- Com certeza. – confirmou Íris. – me poupar de enganar o Aioria.
- Você gosta dele? – brincou Hat.
- Não. Ele é muito bobo.
- Admita que é apaixonada por ele, alias todas precisam admitir que o cupido nos flechou. – disse Ash. – o maior mal de uma prostituta.
- Não sofro desse mal. – disse Hat.
- Como não? – Chiara a olhou. – tem a maior queda pelo grosso. Um corpão daquele.
- Ele é um grosso!
- Um grosso lindo! – riram Nik e Guil.
- Vão se danar!
- Admita Hat, vamos morrer mesmo. – Gabe entrou no clima. – eu gosto do Gustavv, mas não posso ficar com ele. Pelo menos uma vez na vida posso falar que me apaixonei.
- Eu também! – Íris bateu na mesa. – e a Lay também!
- Eu não...
- Admita! Admita! – Hikari e Íris bateram na mesa. – estamos apaixonadas e vamos morrer!
- Não brinquem com isso. – disse Camila.
- Vamos morrer! – bateram de novo.
- Você também gosta do general!
- Não.
O.o.O.o.O.o.O
Annya num cantinho chorava baixinho, estava com vários hematomas pelo corpo incluindo no rosto. Andrei a olhava com crueldade.
- Precisa apanhar mais.
- Afaste-se de mim ou eu grito.
- E quem vai vir salva-la? – a pegou pelos cabelos. – é uma prostituta imunda.
- Me solta.
- Precisa relaxar. – pegou uma garrafa de vodca. – beba tudo.
- Não.
- Beba ou vai apanhar mais! Agora!
A garota pegou a garrafa e bebeu tudo. Sentiu o álcool no lugar do sangue.
- Muito bem – abaixou diante dela. – agora que está calminha vou aproveitar de seus atributos. – sorriu.
- Me deixe ir, eu devolvo o dinheiro.
- O dinheiro não me importa.
Andrei a pegou pelo braço atirando-a na cama.
- A diversão só está começando.
O.o.O.o.O.o.O
Tempos depois Farah voltou para a mesa.
- Me dá isso. – tomou o copo de Chiara.
- Ei é minha.
- Não me amole. – tomou tudo de uma vez.
- Ariel você está bem? – não só Lay, mas Camila e Nik começaram a ficar preocupadas.
- Estou ótima! Vou andar, não precisam me esperar, no horário combinado estarei no local.
- Não acha melhor ficar aqui conosco?
- Não. – olhou de forma feroz para Gabe. – é melhor eu ficar sozinha.
Saiu.
- Ariel não está bem. – disse a espanhola. – deveríamos ir atrás dela.
- Acho que deveríamos é ir embora. Já bebemos o suficiente.
- A noite é uma criança Alais. Agora é minha vez. – disse Bel. – a ultima rodada da vida para todas e uísque! Garçom!
O.o.O.o.O.o.O
Farah voltou para o banheiro, abrindo uma das portas sentou no vaso, estava mal, muito mal e precisava de uma dose urgente. Cambaleando saiu do recinto.
- E aí gatinha?
Virou o rosto.
- Vai pagar quanto?
- Nossa como é apressada.
- Vai pagar quanto?
- O suficiente por uma dose.
- Fechado.
Ela nem relutou, seguiu com ele.
O.o.O.o.O.o.O
- Pronto. – Andrei arrumava as calças. – deu para o gasto.
- Ordinário.
- Calada! – deu um tapa no rosto dela. – deveria pegar meu dinheiro de volta.
- Cretino.
- Levanta daí sua meretriz, sai.
Annya apoiou na cama, mas sentiu a cabeça rodar, mal conseguia ficar de pé.
- Sai logo do meu quarto.
Ele abriu a porta e a botou para fora.
- Adeus!
Annya ficou olhando para a madeira, no que tinha se tornado, não precisava daquilo, não precisava ter que passar por aquilo.
- Idiota... – as lagrimas vieram. – sou uma idiota... – encostou na porta. – eu quero morrer...
Juntando o restante da roupa e limpando o rosto com uma toalha voltou para o Baco's.
O.o.O.o.O.o.O
- Vamos embora. – disse Hikari levantando. – já aproveitamos bastante, podemos morrer agora.
- Só mais um pouco Kari. – pediu Guil.
- Só mais um pouco Kari. – disse uma voz masculina.
- River?
- Oi minha deusa. – ele a entrelaçou pela cintura a beijando. – fiquei tão ocupado que nem te dei atenção.
- Tudo bem. – tentava se esquivar. – eu já estou indo.
- Tão cedo Angelina?
Ela o olhou.
- Do que me chamou?
- Seu nome não é Angelina?
- É...
Hat e ela trocaram olhares, fitaram as outras que pareceram não ter ouvido a fala de River.
- Precisamos ir, River. – a egípcia entrou no meio. – amanha voltaremos.
- Mas ainda é cedo.
- Amanha. Vamos meninas.
- E a Annya?
- Estou aqui.
Julgaram pelo efeito da bebida, mas Annya estava num estado deplorável.
- Vamos embora. – disse autoritária. Annya naquele estado e River ter chamado Guil pelo nome só podia significar problemas. – vamos. – olhava para os lados desconfiada.
- E a Farah?
- Ela se vira. Vamos logo.
- Que pressa é Hat? – Íris tentava ficar de pé.
- Vamos embora. – disse muito séria.
- Tudo bem. – Nik levantou preocupada pelo olhar da amiga. – vamos.
Pagaram a conta e saíram dali o mais rápido possível.
- Hikari. – Nik puxou o braço dela.
- O que foi?
- Me faz um favor. Guarde isso para mim. – Nik lhe entregou um comprimido.
- O que é?
- Ecstasy. Aiolos anda esquisito, guarde até amanha para mim.
- Se eu for pega eu que me ferro.
- Não vamos ser pegas, é só guardar.
- Mas promete que vai pega-lo amanha.
- Sim.
- Hat mais devagar. – pedia Chiara nos braços de Alais.
- Mais rápido. – olhava em todas as direções.
- Ela está cismada com algo. – brincou Ash.
- Hat e seu pressentimentos.
- Pressentimentos mesmo! O dia está todo esquisito, Lay e Camila terem vindo, River pronunciar o nome da Angelina e o estado de Annya. O que aconteceu?
- Nada. – abaixou o rosto. – nada.
- Isso vai acabar mal. – estava com medo.
O.o.O.o.O.o.O
- Pode ir. – o cara a deixou na estação próxima.
Farah desceu cambaleante, firmando nos postes e em tudo que poderia agarrar desceu para o metrô. Andava lentamente por causa das dores que sentia e a falta de ar. A estação estava vazia não tendo dificuldades de localizar o banheiro. Empurrou a porta com o corpo, pois estava sem forças. Trocando os passos apoiou o corpo na bancada da pia. Olhou-se no espelho, o rosto antes belo estava com a maquiagem borrada pelos tapas e pelas lagrimas.
Molhou as mãos para lavá-lo. Repetiu isso diversas vezes até tossir sangue. Passou a mão pela boca vendo o liquido escarlate nos dedos.
- É o meu fim...
- Ainda não... – soou uma voz fria.
Paralisada ergueu o rosto, fitando a imagem refletida no espelho.
- Ali...?
- Saudades...?
O suor escorreu pela face, o pavor apoderou-se de seus olhos como se estivesse vendo um demônio a frente.
- Como vai Farah?
Piscou algumas vezes ainda incrédula, aquilo só poderia ser um pesadelo. Virou imediatamente, não havia ninguém.
- Ali. Ali. – andou pelo corredor abrindo todas as portas de forma desesperada. – cadê você?
Nada, só o silencio.
Respirou aliviada.
- Pensou que se livraria de mim?
Arregalou os olhos, sentiu um toque gelado na nuca.
- Suma daqui! – gritou com toda força, afastando o mais que pode. – suma!
Novamente não havia ninguém. Olhava atordoada para todos os lados, estava ficando louca.
- Não vai me deixar louca! – gritou. – não vai! – começou a entrar em desespero.
- Louca?
Afastou de onde vinha a voz.
- Por que me deixou?
Ela fitou o espelho, Ali estava atrás dela, com seu olhar gélido e perigoso.
- Poderíamos ser tão felizes...
- Nãoooooo!! – pegou sua bolsa e atirou no espelho espedaçando-o. – naooooooo! – gritou em meio à lagrimas. – fique longe de mim!!
Olhava ao redor a procura de seu algoz, mas ele tinha sumido.
- Desgraçado! – tirou o sapato. – suma!
Começou a atirar em todos os vidros espedaçando-os.
- Suma!! – devido a falta de ar encostou o corpo na parede fria. Respirava com dificuldade. – demônio...- fitou sua imagem deformada no espelho. – Shaka...
- Ele não virá. – Ali surgiu na frente dela. – só poderá ser feliz ao meu lado.
- Não!!
Novamente a imagem sumiu restando apenas o silencio do local. Farah foi escorregando ate sentar no chão. Estava louca, aquilo era loucura.
- Shaka... – recomeçou a chorar. Virou o rosto fitando a trouxinha de droga. Shaka não a salvaria, mas aquilo sim.
Farah pegou o pó branco e erguendo o corpo apoiou-o na bancada para preparar a dose.
- Volta para mim. – a voz voltou.
Sentindo se mal acabou caindo sentada, o pó se espalhou pelo chão. Mal tinha forças para preparar uma dose.
- Está acabada Farah – Ali se fez presente. – por que não volta para mim?
- Para, para! – levou as mãos à cabeça. – sai da minha mente, seu demônio!
- Demônio... – deu uma risadinha. – sou sua salvação. Olhe para você, não passa de um trapo humano e se não consumir nada vai morrer nesse banheiro.
Farah lembrou da droga e ajoelhando começou a juntar o pó, ainda dava para salvar. Usando os dedos depositou o pouco que conseguiu na seringa. As mãos começaram a tremer o que a fez deixar a seringa cair e rolar pelo chão.
- Não tem forças nem para segurar a seringa!
Rastejou ate onde a seringa tinha rolado, com isso ganhava alguns cortes por causa do vidro quebrado. Apoiando na parede levantou. Segurava firmemente a seringa, a respiração ficava cada vez mais difícil.
- Isso vai acabar...
Farah cravou a agulha no braço direito, deu um cambaleada sentindo os efeitos da droga, tombou para o lado firmando o corpo na parede, olhou sua imagem deformada no espelho, estava azulada, a pressão arterial e cardíaca caíram...
Foi fechando os olhos, perdendo a consciência, era assim que todos morriam. Caiu de joelhos, já não vendo mais nada...
- Shaka... – fechou os olhos derramando uma lagrima antes do corpo desabar no chão...
O.o.O.o.O.o.O
Shaka continuava com os olhos fixos na entrada, sentido um aperto levantou.
- O que foi Shaka?
- Nada... – sentia o peito oprimido. – nada...
O.o.O.o.O.o.O
Hathor andava apressada, estava agoniada.
- Andam! – gritou.
- Calma Hat, já estamos chegando.
Estavam no primeiro degrau da primeira casa.
- Boa noite bambinas.
Um suor gelado percorreu as espinhas de todas. A egípcia fitou a entrada, as luzes ascenderam revelando os três rapazes.
Shaka olhou para cada uma não vendo Farah.
- Cadê a Farah?
Ficaram caladas, perplexas demais para dizer algo.
- Cadê a Farah? – o virginiano segurou o braço de Lay que fitava atordoada para Dohko. – cadê?!
- Ficou. – respondeu Hat com os olhos fixos em Kanon.
- Onde? – agarrou o braço da egípcia. – onde?!
- Segue pela rua principal da vila, até o centro.
Shaka praticamente passou por cimas delas saindo em disparada.
O.o.O.o.O.o.O
Shaka parou em frente à boate, o lugar era horrível, muita gente e um barulho ensurdecedor.
O virginiano teve vontade de explodir o local. Entrou, a fumaça dos cigarros era insuportável as luzes piscavam de maneira frenética.
- "Como se mete num lugar desses?"
A medida que andava as garotas os secavam, alguns homens também o olhavam de maneira perva e outros lhe ofereciam drogas. Faltava pouco para lançar o "tesouro dos céus" neles.
Procurou e nada, saindo. Na porta olhava para os lados, começando a ficar desesperado, começando não, já estava desesperado, Farah quando estava drogada ficava incontrolável.
- "Pelo amor de Zeus onde você está?" - temia o pior. Ela poderia está com alguém, poderia
está se drogando em qualquer lugar.
- Já chegou Jorge?
- Já.
- Foi rápido.
- E como foi?
- Ela é maravilhosa, fez tudo o que eu queria. É uma deusa.
- E cobrou caro?
- Nada. - riu. - se vendeu por alguns trocados. Sabe como é drogado, não recusam nada.
Shaka que olhava para a rua passou a escutar a conversa.
- E como ela é?
- Linda, cabelos negros, olhos verdes, um corpaço, só tem um defeito.
- Qual?
- Uma cicatriz no olho.
Shaka precisou controlar-se.
- Ela se sujeitou a tudo?
- Sim, dei uns bons tapas nela, só não bati no rosto para não danificá-lo.
Os dois riram. Shaka partiu para cima dele e o segurando pelo colarinho o prensou contra
a parede.
- Onde ela está?
- Me solta cara!
- Onde ela está? - apertou mais forte.
- Não sei do que está falando.
- A garota que você bateu, desgraçado, fala!!
- Eu a deixei a uns dez minutos, numa estação do metrô.
- Onde?!
- Três quarteirões.
O virginiano o soltou e antes de ir deu-lhe um soco.
- Isto é por ter batido nela e esse. - deu outro. - por ter transado com ela.
Saiu correndo indo em direção a estação, desceu as escadas destruindo a catraca.
Entrou em todos os banheiros derrubando as portas. Até que entrou no ultimo. Na ultima porta viu um braço estendido no chão. A tatuagem de hena denunciava. Olhava estático, o chão estava sujo de sangue e água, os vidros quebrados. Saindo do transe foi caminhando e a cada passo seu coração falhava. Fechou os olhos no intuito de não ver o que estava estampado a frente. Abriu os olhos azuis lentamente...era ela... Farah estava numa situação lamentável, caída ao lado da privada, a roupa rasgada, alguns hematomas no braço, suas coisas espalhadas, mas o que deixou o homem mais próximo de Deus sem chão foi a seringa cravada no braço.
- Fa... rah... – murmurou tentando segurar a lagrima, mas não conseguiu... dois filetes desceram pelo rosto dele. – Farah...
Ajoelhou diante dela num completo desespero, estava preparado para tudo de menos aquilo.
- Farah... – tocou no rosto dela estava gelado.
Shaka retirou a seringa com cuidado e lentamente juntava as coisas dela. Com delicadeza a pegou no colo. Ela estava azul e o rosto sujo. Shaka ficou olhando aquela figura em seus braços. Deu um longo suspiro voltando para o santuário.
--
Continua...
Meninas foram pegas, pessoas decepcionadas, altos barracos... essa noite promete.
