Harry

Domingo à noite, jantar. O momento mais tenso de toda a minha vida. Seria uma cena típica e feliz há uma semana atrás, mas tudo tinha mudado.

Eu comia em silêncio, lançando, vez e outra, olhares para Gina e James, que conversavam e riam. Como ela podia agir tão naturalmente? Como ela podia sorrir em frente aos nossos pais assim? Me sentia desconfortável dos pés a cabeça, como se tudo em mim estivesse errado. Ou pior, como se Lily ou James pudessem ler na minha testa a palavra "incestuoso".

Queria voltar para o meu quarto e ficar jogado na cama, sem fazer nada, como tinha feito o dia todo. Quer dizer, quase o dia todo, porque por um bom tempo à tarde eu fiquei ouvindo Lily reclamar da minha hipotética aventura do fim de semana com Neville e companhia. Se falei dez palavras foi muito. Praticamente só abri a boca para dizer que tinha decidido ir para Sheffield, revelação que logo me arrependi de fazer. Eu queria ficar sozinho e em paz, mas Lily falava e falava sobre apartamentos, móveis, comida, aluguel, aulas. Estava tão desconfortável por ela estar no meu quarto, comigo sentado na cama, na mesma cama em que eu e Gina...

- Harry?

Ergui os olhos do meu prato de comida e por um instante encarei Lily, que havia me chamado. No momento seguinte minha atenção já havia voltado para o meu jantar.

- O quê?

- Você está bem, filho?

- Estou.

- Então por que sua mão está tremendo?

Olhei os talhares em minhas mãos e eles estavam balançando, porque eu realmente estava tremendo. Nem tinha percebido.

- 'To com frio.

- É verão.

- Mas a noite está com um ar gelado, mamãe – Gina interferiu em meu socorro -, até eu estou com um pouco de frio.

Fiquei grato pelo comentário dela, mas ele não adiantou em nada. Lily continuou lançando olhares inquiridores na minha direção. Até a conversa entre Gina e James cessou e a cozinha ficou cercada por um estranho silêncio. Foi o pior jantar da minha vida! Eu nem queria ter descido, só o fiz porque Lily me obrigou. E agora que eu estava ali, sentindo os olhares dos três sobre mim. Ou era apenas impressão minha?

- Estou satisfeito – levantei da mesa, deixando minha família e metade da comida no prato. Assim que saí da cozinha, ouvi James comentar que eu estava "esquisito". Se ele soubesse!

No meu quarto, liguei o som alto e fiquei ouvindo Pixies. Se eu me concentrasse na música, não pensaria em mais nada. Contudo, mesmo com todo meu esforço as imagens que andavam me atormentando voltavam: eu e Gina, sexta-feira, minha cama. Porra, tinha sido o momento mais prazeroso da minha vida, mas estava me matando! Eu não sabia se queria me livrar daquela lembrança ou se queria colocá-la em prática de novo. Gina transaria comigo novamente se eu pedisse, mas e depois? Todo aquele tormento não valia a pena. Ou valia?

Minha música foi desligada. Levantei a cabeça do travesseiro em sobressalto para ver quem estava ali. Era Gina, a responsável pela minha agonia. Ela ficou me encarando, muito séria, parada em frente ao som. Nenhum de nós disse nada, e eu pressenti que não viria coisa boa por aí. Enfiei a cabeça sob os travesseiros e falei:

- Quero ficar sozinho.

- Você ficou sozinho, trancado nesse quarto, o dia inteiro.

- Gina – encarei-a, baixando o tom da minha voz -, Lily e James estão acordados. A gente conversa quando eles estiverem dormindo, ok?

- Harry, por favor, não faça isso – a voz dela esta chorosa, como se ela si esforçasse para não debulhar em lágrimas. – Por favor, não se martirize desse jeito. Ontem você parecia bem, tão mais calmo! Você prometeu que faria um esforço e agora...

- Eu to me esforçando! – bradei – Até desci para jantar!

- E agiu da forma mais esquisita!

Suspirei cansado, desejando sair daquela casa para nunca mais voltar. Não queria conversar com Gina naquele momento, parecia tão errado! Era comum a gente se trancar no quarto um do outro para "conversar", mas de repente eu tinha medo que Lily ou James aparecesse e nos desmascarasse.

- Vem cá – bati na cama, indicando um lugar para Gina. Ela sentou à minha frente, me encarando silenciosa. Toquei seu rosto e observei-a. Ela era linda. Tinha pele clara, algumas sardas quase imperceptíveis, um nariz pequeno e bem feito e lábios vermelhos como cereja. – Estou fazendo meu melhor, Gina. Queria que entendesse isso.

- Eu entendo, só que não quero te ver sofrendo. E você vai sofrer se mamãe e papai ficarem no seu pé, o que eles vão fazer se continuar agindo assim, Harry. – ela desviou os olhos dos meus - Desculpe por te meter nessa enrascada.

Peguei seu queixo e fiz com que me encarasse.

- Eu amo você.

- Eu sei.

Beijei-a. Senti as mãos dela me puxarem para mais perto do seu corpo enquanto as minhas se perdiam em seus cabelos. Eu a queria de novo. E de novo e de novo. Ela desvencilhou nossas bocas e me empurrou gentilmente contra a cama. Quando estava deitado, Gina tirou minha camiseta.

- O que você está fazendo? – não era bom quando ela ficava no comando da situação.

- Beijando você – e foi isso que ela fez. Ela beijou minha boca, meu pescoço, meu peito e continuou descendo até meu estômago.

- Para – falei –, Lily e James...

- Eles pensam que a gente está tendo uma conversa séria. Papai pediu para eu vir aqui tentar descobrir o que está acontecendo com você – ela deixou os beijos de lado e sentou sobre mim, me encarando. – Eu quero que você relaxe, Harry. Que se sinta bem por um momento, ok?

- Ok.

Depois de um beijo longo, ela saiu de cima de mim e abriu meu jeans. Eu queria tocá-la, mas Gina se desvencilhou quando tentei.

- Só deite e relaxe – falou. – Aproveite.

Me joguei de volta na cama e fechei os olhos. As imagens de Lily e James povoavam minha mente, me perturbando, enquanto Gina tirava minhas roupas. Porém quando suas mãos pequenas e quentes começaram a me provocar, tudo pareceu distante; e quando sua boca tomou meu pênis, eu já estava longe.

ooOoOoOoOoOoo

Eu deveria estar arrumando minhas malas para passar alguns dias na França, mas em vez disso tinha escapulido de casa. Gina também não estava em casa arrumando mala alguma, e sim no cabeleireiro. Ela tinha decidido subitamente cortar o cabelo, e como eu queria uma desculpa para sair de casa, me ofereci para levá-la.

Aproveitei aquela tarde de segunda-feira para comprar o presente de aniversário dela. Andei pelo centro da cidade, entrando e saindo de shoppings e lojas sem saber o que levar. A busca por algo especial dividia minha atenção com alguns pensamentos inquietantes. Por fim escolhi alguns discos e voltei para o carro. Enquanto esperava que Gina voltasse, deixei minhas preocupações me dominarem. Lembrei da conversa que havíamos tido naquela madrugada.

Gina tinha voltado ao meu quarto por volta das duas da manhã. Disse que Lily e James estavam preocupados comigo, porque eu estava agindo de forma estranha. Era fácil para ela falar, quando conseguia ser tão natural. Só que para mim era complicada a convivência naquela casa!

Como se não me bastasse esse problema, a conversa continuou com Gina soltando uma bomba. James havia ido perguntar a ela se eu estava estranho, e se ela estava estranha no sábado, por causa de algo entre nós. Ele desconfiava de alguma coisa?, perguntei.

- Ele sabe que tem algo errado – ela disse -, só não sabe o que é.

Morri de medo. Se James soubesse, se ele descobrisse!

- Harry – Gina continuou –, quando você comentou sobre contar aos nossos pais da nossa relação...

- Eu não estava falando sério! – exclamei nervoso – Só disse aquilo para te testar, para saber o que você diria. Não quero que eles saibam. Você está louca se está pensando em contar!

- Não! – ela garantiu – É só que... Papai disse que nos apoiaria se estivéssemos metidos em alguma encrenca. Eu acreditei nele, foi tão sincero.

- Foi sincero porque não sabe o tamanho da encrenca. Nem o que a gente fez, porque se soubesse!

- É, você está certo – Gina pos um ponto final no discussão. – Foi só um momento de loucura, já passou.

Ela mudou de assunto, comentou sobre a viagem para a França e depois foi embora. Mas o que Gina havia dito ainda me perturbava. Eu sabia que ela gostava muito de James e que se fosse contar alguma coisa para um dos nossos pais, seria para ele. Provavelmente depois de remoer muito a ideia, que eu enfiei na mente dela, Gina levantou a hipótese de James talvez nos aceitar, já que ele a amava tanto. Só que isso nunca, jamais aconteceria, porque...

- Que tal estou? – Gina entrou no carro como uma rajada de vento: repentinamente.

- Nossa! O que você fez com o seu cabelo? – O cabelo dela, antes comprido e em fio reto, agora estava todo repicado e mal batia nos ombros.

- Ficou ruim?

- Não... Só diferente - muito diferente na verdade, mas estava bem bacana.

- Com o tempo você se acostuma – ela passou a mão pela sua nova franja, orgulhosa do corte. – Vamos para casa, quero mostrar para mamãe.

- Lily vai odiar seu cabelo.

- Não vai não.

Ainda pensando sobre a conversa que tivemos na madrugada, dei a partida e saí do estacionamento. Eu ficava olhando, estranhando aquela nova Gina – diferente por fora e, eu bem sabia, também por dentro -, e ela sorria para mim, contente consigo mesma. Ela estava mais atraente, eu tinha de admitir, mas meus olhares não eram só pela sua boa aparência. Eu precisava retomar o papo da noite anterior, já que em casa eu não conseguiria fazer isso.

- Gina?

- O que é isso? – ela achou os vinis que eu tinha comprado.

- Seu presente de aniversário.

- Sério? Valeu!

Ela abriu a bolsa e começou a analisar os álbuns que estavam ali. Não era nada raro, mas eu sabia que Gina tinha uma pequena coleção de LP's e que gostaria do presente. Ela estava tão entretida com sua descoberta que me senti incomodado; não conseguia chegar ao assunto que queria. Era melhor jogar tudo para fora de uma vez.

- Gina, aquela conversa de ontem não sai da minha cabeça.

- Que conversa? – ela me encarou.

- Sobre contar ao James.

- Não vou fazer isso, Harry, você não quer. Nem sei se eu quero fazer isso. Provavelmente não, mas por um momento...

- Não conte nunca – encarei-a muito sério, parando em um sinal vermelho. – Me prometa. Jure.

Gina suspirou com ar de cansada.

- Não vou contar nunca. Prometo.

- Jure.

- Eu juro!

Pouco depois o sinal vermelho se tornou verde e continuei a dirigir. Gina, no banco do carona, tinha deixado o cabelo e o presente de aniversário de lado. Tinha algo a incomodando também.

- O que é?

Ela não respondeu. Estava virada para a janela, olhando a rua.

- O que é? – repeti.

- Nada - ela estava claramente aborrecida. Depois de alguns segundos continuou: - Eu só queria que você parasse de se preocupar tanto com papai e mamãe.

- Não posso.

- Você deveria estar se preocupando com outras coisas.

- Como por exemplo...?

- Como, por exemplo, a faculdade. Ou casamento do Gui Weasley e as malas para fazer. Ou ainda o fato de você não ter onde morar em Sheffield. Você precisa esquecer nossos pais e se distrair, Harry! Você pensa o tempo todo neles, fica em casa enfurnado no quarto, remoendo e sofrendo pelo que aconteceu e pelo que poderia acontecer. O que passou, passou. Temos que olhar pra frente.

- É, temos um futuro brilhante pra cacete pela frente! – estava ficando nervoso – Vamos viver uma mentira, fazer uma cena para o mundo, com sorrisos falsos e desculpas esfarrapadas, e sofrer até a morte pelas nossas escolhas!

- Ficar comigo é sofrer?

Gina parecia magoada. Eu estava confuso. Na dúvida sobre o que dizer, preferi calar. Continuei dirigindo, em silêncio, rumo ao meu cativeiro: a minha casa.

ooOoOoOoOoOoo

Lily detestou o cabelo de Gina. Disse que ela o havia estragado e que não via o porquê de um corte tão radical.

- Vou fazer 17 anos amanhã, mãe! Queria mudar algo em mim – ela se defendeu.

- Eu gostei do cabelo – James partiu em defesa de sua pupila -, tem um ar rock'n'roll.

- Ela não vai entrar em uma banda de rock, James – Lily argumentou. – Quem precisava de um corte era o Harry, olha como o cabelo dele está enorme!

Não me mete nessa história, pensei do topo da escada, mas não disse nada. Queria ser invisível e, como tal, chegar ao meu quarto em paz. No corredor, ainda pude ouvir Gina comentar que ela gostava do meu cabelo como ele estava. Depois ela gritou com Lily, coisa rara, bradando que o cabelo era dela e a corpo era dela e ela fazia com eles o que bem entendesse. A confusão estava armada.

Enquanto James servia de mediador para a discussão das mulheres da família, arrumei minha bagagem. Pouco antes de acabar, ouvi Gina, chorando, bater a porta do quarto dela.

Em outra ocasião eu a consolaria, mas as coisas estavam meio estranhas entre nós. Não queria ter dito o que disse no carro. As coisas não eram bem naquele jeito. Estava me sentindo sufocado com tudo que andava acontecendo, mas não achava que ficar com Gina era sofrer. Se eu tinha uma certeza no mundo era que a amava. Contudo, precisava de um tempo longe de toda aquela comoção para pensar.

Eu estava tão perdido! Em um momento dizia sim, mas meia hora depois a resposta mudava para não. Enfim compreendia toda a bizarrice e delicadeza da minha relação com Gina, uma relação que exigia um preço muito alto para ser vivida. Eu queria ficar com ela, mas não queria pagar a conta. O que custava mais caro era a culpa, a vergonha, a dor de ser incestuoso e desonrar a família. Justo eu, que sempre havia pensado que não ligava para a família!

Quando Gina chegava perto de mim, me dando força e apoio, eu pensava: "Que se dane, fico com ela!". Porém bastava seu corpo se afastar do meu para as dúvidas voltarem. Eu sabia o que queria, mas ter Gina exigia demais. Será que eu tinha peito para ficar com ela? Sempre havia pensado que sim, mas já não tinha tanta certeza.


Aos leitores:

Mais um capítulo muito difícil de escrever. Acho também que esse capítulo deixou muitas dúvidas no ar. Afinal, Harry e Gina vão ou não terminar a fic juntos?
Esse ponto da história está muito complexo. É difícil guiar as personagens e colocar a casa em ordem. Eu só posso pedir desculpas a você, leitor, por esse capítulo miserável o momento delicado. Mas acredite: essa é a última tempestade antes da calmaria.

Abraços,
Lanni.

PS: O próximo capítulo sai no fim do mês.


Respostas às reviews:

ooo Monica Black Malfoy: O capítulo passado foi bem grandão, feito que não se repetiu nesse, mas ambos foram igualmente difíceis de escrever. As personagens estão passando por uma fase difícil.
Saberemos mais sobre o que o Harry está pensando com os capítulo dele, os quais não haverão muitos, e com o que a Gina fala. Aliás, concordo com tudo que você disse sobre os dois, sobre a relação e reações deles. Ótima análise. Beijo!

ooo Lizaaa: Obrigada! Concordo quando diz que "o fardo está pesando"; acho que principalmente para o Harry. Ele está entre a cruz e a caldeirinha. Beijo!

ooo ingrid albuquerque: É, parece que tudo vai desmoronar. O Harry, pelo menos, está à beira do precipício. A Gina é o lado forte, mas será que ela vai conseguir ser o elo dessa relação? Ela precisa ser muito paciente com o Harry nesse momento. Beijo!

ooo Pedro Henrique Freitas: Olá, Pedro! Senti mesmo falta da sua review no capítulo retrasado, mas foi bom te "ver" novamente por aqui agora. =)
Como a Gina disse há alguns capítulos, ela nunca estaria preparada para transar com o Harry, porque ele é irmão dela. Mas eles transaram e isso mudou tudo, inclusive a Gina. Ela estava preparada para lidar com os momentos difíceis da relação deles, porém o Harry não. Esse é o X da questão. Sobre os ombros do Harry há o peso da família.
A fic tomou para mim um rumo imprevisível também. Eu não esperava que o Harry se sentisse não culpado, não planejava isso. Para mim seria um capítulo de tormenta e só. Mas não importava o que eu escrevesse neste capítulo (este mesmo, que você leu acima), parece que ele só fluia com o desemparo e o desespero do Harry. Eu escrevi versões onde o Harry não ficava tão perdido, mas me pareceu falso - um lixo, algo que não expunha a verdade sobre o que ele sentia.
" 'E ao passar o tabu sexo, eles poderão, se continuarem com o pacto, desenvolver melhor outras relações amorosas.' Não sei onde estava com a cabeça. " Acho que você estava com a cabeça no lugar certo, Pedro. Veja bem: se eles conseguirem superar este momento, quando o sexo já não é um problema, Harry e Gina poderão sim se envolver com outras pessoas. Eu disse isso a fic toda e repito: você analisa muito bem a história e as personagens. Aliás, suas previsões não são estúpidas!
Beijo, Pedro.

ooo Hugh Black: Acho que todos pensaram que a Gina ia desabar depois do Harry deixá-la. Mas não, aconteceu o contrário. O Harry se perde, a Gina vai ao encontro dele.
Como vai ficar a relação dos dois agora? Difícil, certamente, mas não posso dizer mais do que isso para não contar spoilers. A relação dos protagonistas com os pais também está mudando. Quer dizer, mudou para o Harry, para a Gina a relação continua a mesma - ou quase, porque ela se ressente pelos pais deixarem o Harry tão tenso, tão perdido e distante.
Vou voltar a trabalhar em "Perdidos na Rotação" assim que acabar de escrever E4P, o que deve ser nos próximos meses. Beijo!

ooo gisllaine farias: Harry se despedir da família e ir para a faculdade? Lamento, mas acho que não veremos isso. A fic acaba antes, ou mais ou menos aí.
O capítulo passado, e também este, foi mesmo complicado. Só não entendi sua decepção com o Harry. Por que ele "dizer que não vai mais voltar pra casa é dificil de aceitar"? Por causa da Gina? Fiquei curiosa. =) Beijo!

ooo karol: A Gina amadureceu, mas é difícil dizer qualquer coisa do Harry quando ele está tão perdido. Acho que ele ainda vai dar muita dor de cabaça para a nossa heroína. Beijo!

ooo Pati Black: A maioria das pessoas preferem os capítulos do Harry, não sei o porquê. Sobre a universidade, não, dificilmente vamos ver essa parte da fic. Um vislumbre, talvez, mas não mais do que isso. Beijo!

ooo sophie caine: Poxa, obrigada pelas palavras. Às vezes acho que coloco detalhes e coisas demais na minha escrita, mas é bom saber que pelo menos uma pessoa gosta disso. =)
Não tenho dúvidas que o amor do Harry e da Gina é imenso. É maior do que qualquer coisa para a Gina, e seria igualmente arrebatador para o Harry há um tempo atrás. Mas será que esse sentimento supera as próprias "dores" dele? O X da questão está todo aí.
Quando acabar essa fic vou continuar com "Perdidos na Rotação", que está em hiatus agora. Até o fim do ano termino E4P. Beijo!

ooo Thamires: Quase que o Harry não voltou mesmo! Foi por pouco... Mas agora novas dificuldades surgem por aí. Harry vai ter que superar a si mesmo para ficar com a Gina, uma tarefa difícil. Coitado, ele está perdido!
Não se engane: ele nunca contaria aos pais sobre a relação dele com a Gina. Ele estava testando-a. Beijo!

ooo Anna Weasley Potter: "Tolerante" é uma ótima palavra para descrever a Gina neste momento. Quanto ao Harry, ele está sofrendo. Ele entedia a relação que tinha com a irmã da boca pra fora, mas agora todo o peso da situação está finalmente sobre os ombros dele.
Acho que além do Harry não querer ficar com os pais, a presença da Gina lhe traz culpa, ao mesmo tempo que o agrada. É complexo e confuso. Beijo!