28 Mais próximo
- Harry!
O menino virou-se para o corredor cheio de estudantes em busca de quem o chamava. Tonks espremia-se no meio da multidão e sorria para ele.
- Eu preciso falar com você. Ouça ... tive uma ideia. Claro que eu não sei se o diretor concordará ... mas vocês têm tão poucas distrações ultimamente, então eu pensei que ... Você sabe que em breve será Natal?
Harry acenou com a cabeça, sem entender muita coisa.
- Bem, eu pensei que seria divertido decorar a festa de Natal com as cores das quatro casas. E reunir um pequeno grupo para... tomar ceveja. - Piscou para ele conscientemente. – Quem sabe até mesmo dançar. Em algum lugar em Hogsmeade, porque aqui é um ambiente pouco pesado e muito sério ... e eu não consigo imaginar uma festa animada sob a organização da Professora McGonagall e Filch. - Ela riu, e Harry respondeu polidamente o seu sorriso. - O que você acha? É apenas uma ideia, mas talvez dê certo.
- Mas na situação atual, irão nos permitir ir para Hogsmeade? - Ele perguntou. - Bem, você sabe ... é a guerra, e em geral.
- Não me insulte, Harry – a mulher fingiu-se de zangada. - Eu sou um Auror. Eu posso garantir a segurança dos meus alunos. Enfim, eu pensei que eu e o professor Flitwick poderíamos estender uma barreira protetora ao redor do local do nosso encontro. Apenas no caso de oferecer mais segurança. Seria bom. Imagine... neve, sinos, guirlandas, o zumbido de conversa, presentes, lareira ... Poderíamos alugar um salão inteiro só para nós. Não necessariamente no Três Vassouras, está sempre muito ocupado. Pode ser em outro lugar. O que você acha?
Harry olhou para seu rosto e viu seus olhos brilhando de entusiasmo.
A ideia era muito legal e agradável, passar uma noite com amigos seria ótimo, mas tinha algumas dúvidas. E se acontecesse alguma coisa? Se o espião aproveitasse o fato e os enviasse para a morte? Tonks não poderia defender todas eles.
Por outro lado ... no entanto, não podem se manter escondidos como ratos em um buraco e ter medo de por seus narizes para fora do tapete.
- Eu acho que é uma boa ideia - ele disse finalmente. Tonks sorriu, e seu cabelo assumiu a cor de rosa algodão-doce.
- Estou contente por você ter achado legal Harry. Nós ainda temos muito tempo, mas acho que pode lentamente começar a se preparar. Convide quem você quiser, todos serão bem-vindos.
Ante os olhos do menino veio um vulto de cabelos negros e um sorriso zombeteiro torcido no rosto.
"Eu duvido" - ele pensou, mas não disse em voz alta.
- Harry! Harry, acorda!
O menino abriu os olhos. Sentiu algo em seu rosto e um puxão em seu braço. Ele piscou várias vezes, tentando descobrir onde ele estava localizado. Levantou a cabeça e vio Hermione inclinada sobre ele.
- O que aconteceu? - Ele perguntou, sonolento, tentando se endireitar. Ele sentiu uma dor no pescoço.
- Adormeceu sobre seus livros - ela sussurrou, olhando para ele ansiosamente. - Eu sei que eu lhe pedi para ser mais estudioso, mas sem exagero. Você não pode simplesmente mergulhar sem pausa.
Harry olhou para ela com olhos sonolentos. Ele estava em meio a biblioteca deserta. Era, provavelmente, muito tarde. Passara a tarde toda ali e a noite, até que...
- Glóbulos de sangue de dragão e seus usos? Aplicação de sangue de animais em poções...? - Hermione começou a ler os títulos dos livros espalhados na frente do grifinória. - Harry, em que aulas tivemos que aprender isso? Eu não me lembro de nenhum dos professores ter ...
- Não estou estudando isso por conta das aulas! - Rapidamente interrompeu sua amiga, coletando os livros. - Eu só ... fiquei interessado em saber sobre isso.
Hermione lhe deu um olhar sob o título: "Eu simplesmente não acredito em você." Harry sentiu que ele começou a corar.
- Não me engana - disse ela. - Tenho certeza de que Snape está fazendo testes com você durante as detenções.
- Exatamente! - Harry quase suspirou de alívio. – O bastardo pensa que eu tenho muito tempo livre.
- Mas a vantagem é que ele pode estimular você a aumentar seus conhecimentos, provavelmente ficará melhor em poções. - Hermione se levantou. - Mas é melhor você terminar, porque é muito tarde. Você tem que voltar para o dormitório. Madame Pince irá fechar a biblioteca em breve.
- Bem, eu estou indo. Apenas irie... verificar algo. - Ele sorriu, tentando transparecer naturalidade.
- Ok, mas faça isso rapidamente. - Hermione apontou para o relógio pendurado no teto a esquerda.
Harry suspirou e olhou para o livro na frente dele. Ele estudou por muitas horas, mas não lembrava de quase nada.
Nada do que leu!
Ele tirou de debaixo de uma pilha de livros um pedaço de pergaminho com pequenas letras rabiscadas.
"Bem ... ele poderia ajudá-lo ..."
Harry não viu mais Snape depois do incidente da segunda-feira, quando o homem arrastou-o de seu escritório, e depois o jogou porta a fora .
A poção o ajudou muito, agora os sonhos com aranhas não o perseguiam mais. Finalmente era capaz de dormir o suficiente, mas os fatos ainda estavam turvos e indistintos em sua mente. Ele ainda tinha a impressão de que algo estava faltando, como se ele tivesse esquecido alguma coisa.
Ele estava um pouco nervoso antes da detenção. Ele esperava que Severus não estivesse mais com raiva dele. Não iria provocá-lo dessa vez. Desta vez, iria epenas conversar. Por exemplo, sobre os estudos. Afinal de contas, o jogo de quadribol iria ser realizado em três dias, não deveria fazer sexo, pois não seria capaz de sentar-se na vassoura, e sem ele, a Grifinória perderia, ele nunca se perdoaria por isso. Os outros também não o perdoariam.
Por essa razão ele levava consigo alguns livros de poções, pergaminho, pena , tinteiro e uma pesca firmemente presa à manga, desse jeito ia preparado para estudar nas masmorras.
Quando ele entrou na sala, Snape estava sentado em sua cadeira e olhou como se estivesse esperando por ele. Harry se sentiu envolvido por uma sensação de frescor.
- Boa noite, Severus - disse ele, e tentou sorrir. Os olhos pretos estreitaram-se em resposta. Harry olhou para o chão e caminhou lentamente para outra cadeira. Ele sentou e colocou seus livros sobre a mesa, arrumando os outros objetos que trouxe junto.
- Eu não quero perturbá-lo hoje - ele murmurou, abrindo o livro. – Vou apenas estudar.
Snape bufou. Harry sacudiu a cabeça e olhou para o homem com surpresa.
- O que é uma novidade, Potter. Não pretende atirar-se em mim e atacar-me?
O menino mordeu o lábio.
- Você pode zombar de mim à vontade - ele murmurou com raiva. - Eu não vou provocá-lo mais, se é isso que você quer dizer. Bem, me lembro da última vez ...
Os olhos do homem se estreitaram novamente.
- Então você realmente é capaz de aprender alguma coisa, Potter. Talvez eu devesse usar mais vezes este método?
- Você não terá que usar- disse o menino e escondeu o rosto com o livro, sentindo que suas bochechas queimavam.
Por algum tempo houve silêncio. Harry estudou e tomou notas. Sentado sobre a mesa, Snape estava segurando um livro, embora parecesse que não o lia, pois Harry sentia constantemente seu olhar intrusivo nele. Ele tentou não prestar atenção, mas aquilo absolutamente estava atrapalhado sua concentração.
Finalmente, não podendo suportar. Sacudiu a cabeça e perguntou:
- Sim? O que foi?
- Nada, Potter. Só estou aguardando o momento em que você finalmente vai perder o controle e mostrar o que realmente veio fazer aqui.
Harry sentiu um calor de raiva, aquecendo seu rosto.
- Eu vim para a detenção - ele falou lentamente. - Você disse que eu tenho que estudar, então eu faço isso. E, além disso, há um jogo no sábado, e até então eu não posso ...
- Ah, então essa é a razão pela qual há livros sobre esta mesa e não você implorando para mim entrar em você.
- Pare com isso! - Harry quase gritou, sentindo seus movimentos cardíacos em galope.
Snape desdenhou.
- Eu sabia que bem mais cedo Longbottom seria capaz de fazer uma poção de crescimento rápido de cabelos correta, do que você se tornar mais sábio, começar a pensar e ser mais responsável por suas ações! - O homem bufou e olhou para o fogo.
- Eu não quero discutir com você - disse Harry, tentando controlar o coração. - Eu só ... podemos só ... conversar?
- Conversar sobre? Eu não sei o que falar com você, Potter.
Harry cerrou os punhos. Ele sabia que não seria fácil. Mas afinal, ele se dedicou ao assunto uma noite inteira de estudos...
- Podemos falar sobre as características e uso de leucócitos presentes no sangue de dragão e a técnica inovadora que possibilita o enriquecimento de linfócitos T na desintoxicação promovida por poções, graças às suas propriedades incomuns de auto-cura, podem promover excelente imunidade - recitou de memória, então respirou fundo.
Snape olhou para ele sem dizer uma palavra, piscando um pouco. Ele parecia totalmente surpreso e desconcertado. Apenas sentou e assistiu.
Harry envergonhado, quebrou o silêncio e falou primeiro.
- O quê? Afinal, você queria falar sobre isso.
Snape provavelmente finalmente encontrou sua voz:
- E eu devo entender que você sabe algo sobre isso?
- Claro! - Harry sorriu. - Eu acho que é realmente uma ótima ideia. Os leocócitos de dragão são praticamente indestrutíveis. Em seu sangue, há uma complexidade tão grande de reações que se pode utilizá-lo de variadas maneiras em poções de cura e venenos, usá-los é realmente uma ótima ideia. É lamentável que Fidgeus tenha morrido antes de terminar o estudo. Ele tentou forçar as células a alcançar os neutrófilos derivados da salamandra de fogo, mas esqueceu que o leocócito do sangue de dragão é altamente explosivo, e isso o levou à ruína. Além disso, os neutrófilos proporcionam proteção apenas para a inflamação, e é difícil incluir a questão do envenenamento. Na minha opinião, deve-se tentar mergulhar beozar nele, que também é um remédio universal para todos os tipos envenenamento, mas é muito mais difícil de obter.
Snape continuou a olhar fixamente. Parecia com alguém que estava tentando se recuperar.
- Bom ponto, Sr. Potter – disse em tom incerto. - Mas por que não tentar o bazofilami? Afinal, eles têm um bom efeito sobre a estimulação dos linfócitos.
Harry respirou. Ele tinha a impressão de que ele pretava um exame, um teste do qual dependia todo o seu valor e futuro.
- Eles não são adequados para qualquer coisa porque eles não têm a capacidade de ... para ...
"Porra! Qual era a palavra?"
Ele achava que estva ficando quente.
- Desculpe, eu perdi a linha do raciocínio - disse ele, em seguida, rapidamente se inclinou e puxou a manga e deu uma olhada no pedaço de pergaminho escondido. Imediatamente procurou com os olhos, então endireitou-se e continuou, tentando soar confiante - eles não têm a capacidade de promover a ... fagocitose. Além disso, existem muito poucos. Os linfócitos são responsáveis por grande perda nos preparos, colocando muita coisa em riso...
Snape ergueu uma sobrancelha.
- Se você diz ...
Harry hesitou. Havia algo de errado?
Ele olhou para os joelhos, tentando ler algo no papel escondido na manga.
- Podemos seguir? - Snape perguntou, zombando.
"Porra! Ele ainda queria seguir!"
- Desde que os granulócitos não entrem em jogo, poderíamos tentar o tipo Z... – o homem fez uma pausa.
- Eee ... - Harry sentiu que o rumo da conversa lhe escapava. -Z... er...
Rapidamente olhou para o papel. Quando ele levantou a cabeça, viu que Snape escondia a boca com a mão. Parecia como se estivesse tentando esconder um sorriso.
- Lange Gwideon diz ...
- Eu não me importo o que diz esse pseudo-bruxo - Severus interrompeu. - Eu gostaria de saber o que você pensa sobre isso.
- Eu ... Quero dizer ... - Harry tinha a impressão de que ele estava de pé sobre o abismo, e cada passo o levava apenas em sua direção.
Para baixo.
- Eu acho que ... deve-se tentar unir o bezoar, linfócitos retirados de tritões e o sangue de dragão, para alivar suas propriedades explosivas, só não se conseguiu misturá-los ainda, mas pode-se conseguir se continuar-se tentando.
Snape ergueu as sobrancelhas. Ele parecia estar ... surpreso.
- É ... um ponto justo, Sr. Potter.
Harry teve a impressão de que em seus ouvidos soava o som de uma fanfarra.
- Talvez você não é tão burro quanto parece - Severus disparou.
O menino franziu a testa. O que queria dizer com isso? Elogio com malignidade subsequente?
- Sim - resmungou – Pode me ridicularizar. Sou acostumado a ser zombado por você mesmo.- ele rosnou, olhando diretamente nos olhos Severus. O homem em resposta ... sorriu.
Harry piscou os olhos, surpreso.
- Bravo, Sr. Potter. Outra observação válida. Um pouco mais e você se destacará entre as pessoas. Seria suficiente para você se eu dissesse que estou...- inclinou-se olhando Harry nos olhos – muito agradavelmente surpreendido ...?
O grifinória sorriu. Ele sentiu que seu coração estava envolto em névoa quente.
- Eu lhe disse que você podia falar comigo sobre tudo - disse ele.
Severus se recostou na cadeira.
- Nesse caso, quero ter o prazer de ouvir suas opiniões sobre a forma de prolongar o efeito da poção de invisibilidade.
"Oh, não" - Harry gemeu em espírito, mas o seu sorriso permaneceu no local.
- Claro, sem problema - alongou. - Eu só tenho que... me preparar.
- Eu estarei esperando com impaciência - disse o homem, sorrindo ligeiramente. - E quanto a sua detenção ...
- Sim, eu sei - interrompeu o menino. - Completarei amanhã a limpeza dos banheiros. Recentemente eu estive um pouco ... ocupado.
- Você não vai precisar limpar o restante dos banheiros - disse Severus. - Considero essa detenção concluída.
- Sério? - Harry não não conseguiu se controlar e sorriu alegremente.
- Quero dizer a sua detenção de Segunda-feira - acrescentou o homem. – Terá de concretizar uma detenção da sexta-feira.
Harry abriu a boca.
- Mas eu tenho um jogo no sábado ...
- Eu espero você pontualmente às sete, Potter - o homem interrompeu-o.
Harry fechou a boca.
E se deu por vencido...
- Concentrem-se! Fechem os olhos e imaginem que vocês estão rodeados por aranhas a poucos passos de vocês... vocês precisam andar de modo silencioso, completamente inaudível.
Pelo canto do olho, Harry viu Ron de pé ao seu lado, estremecer com a menção de aranhas.
- Não poderia ser, por exemplo... formigas? - Ele perguntou incerto.
Quando Tonks olhou para ele, sorriu.
- Talvez, Ron ... isto é, Sr. Weasley - melhorou rapidamente. - Agora, levantem suas varinhas e repitam comigo: Tácito Gressus!
- Tácito Gressus! - Todos repetiram em coro.
- Acenem com varinha mágica e apontem para os pés, enquanto giram o pulso sobre quarenta e cinco graus. Oh, assim. - Tonks apresentou o movimento, e os alunos tentaram reproduzí-lo com maior ou menor sucesso.
- Desculpe-me. - A mão de Hermione disparou. - Mas como isso pode nos ajudar a combater?
- Com isto, podemos nos aproximar do inimigo sem sermos detectados, e isso pode ter um significado enorme para o curso do duelo - Tonks explicou. - Magias de desaparecimento são muito difíceis de dominar, e duvido que algum de vocês ande com uma capa de invisibilidade na bolsa. - Harry sentiu-se encarado pelo olhar dela. - Mas mesmo se puder usar alguma magia de desaparecimento, ela não poderá ajudá-lo muito se tiver que caminhar em solo coberto por folhas e galhos secos que farão seus passos serem muito barulhentos. E com essa magia, sua passagem se dará de modo completamente silencioso. Vamos tentar de novo. Bater e girar.
Harry conseguiu apenas na terceira vez. Quando ele pulou para cima, seus pés não produziam o menor ruído.
De repente, um estrondo quebrou o silêncio, como se um gigante desse passos pesados. Todos prenderam as mãos aos ouvidos e olharam com censura para Neville.
- Acho que alguma coisa se misturou - gaguejou, seu rosto adquiriu uma cor roxa. - Desculpe , foi mau.
- Tudo bem. - Tonks foi até ele e deu um tapinha no ombro dele. - Apenas corrija. Deverá ficar teporariamente sem levantar os pés, até o efeito passar.
Várias pessoas riram. Tonks lançou um olhar rápido aos grifinórias e mostrou o movimento correto com a mão.
- E agora eu... - Quebrou, quando houve uma batida forte na porta. - Por favor! - Ela gritou, mas ninguém veio. Harry viu que Ninfadora ficara pensativa e desgostosa. Depois de um tempo, disse aos alunos:
- Pratiquem sozinhos. Volto logo, mas não quero nenhum inventando performaces, entenderam? - Depois dessas palavras, apressadamente deixou a classe.
Harry tentou ver em vão quem estava atrás da porta.
- Harry, não olhe, apenas pratique! - Hermione o repreendeu.
- Eu já sei como é - disse o menino. - Você também já sabe como fazer.
- Pode ajudar Neville? – a grifinória insistiu em importuná-lo.
Harry olhou para ela com raiva. Severus estava absolutamente certo. Ela era malditamente chata!
Tonks voltou depois de alguns minutos. Ela parecia muito chateada.
- Desculpem, mas eu tenho que encerrar as atividades por hoje. Esta é a última lição, vocês estão livres. Mas por favor, se comportem, quando saírem para o corredor. Eu não quero que incomodem as outras turmas.
A maioria dos estudantes recebeu a notícia com alegria, e Neville principalmente - também com alívio.
Harry viu Tonks ir até a escrivaninha, apertando as mãos e tentando pegar o pergaminho deitado sobre ela. Perguntou-se se deveria ou não se aproximar e perguntar o que aconteceu, mas finalmente concluiu que seria melhor esperar por novos acontecimentos. Ele tinha algumas suspeitas sobre o que poderia ser ...
Ele reuniu as suas coisas e saiu para o corredor com os outros. Ele olhou ao redor da multidão de grifinórias e sonserinas, e estreitou os olhos quando viu um pedaço de cabelo loiro em torno do canto, se afastando na direção oposta no corredor.
- Harry, você vem com a gente? - Hermione perguntou, olhando para ele com impaciência.
- Vá em frente. Eu tenho que ... usar o banheiro - ele mentiu sobre o local.
Quando seus amigos e outros estudantes foram embora, Harry cautelosamente se aproximou do canto do corredor e olhou em torno do lugar.
Luna estava escorada na parede, e um fio de cabelo, macio e longo caia-lhe sobre sua face rebaixada.
- Ei - disse ele calmamente. – o que você tem?
A garota estremeceu e rapidamente enxugou os olhos com a mão.
- Oh, Olá, Harry.
Quando ela levantou a cabeça, o menino viu nos olhos vermelhos, vestígios de lágrimas que escorreram em seu rosto.
- O que aconteceu? - Ele perguntou, tentando esconder a surpresa. Ele nunca viu Luna chorar. Nenhum problema era levado a sério por ela, nada lhe valia a pena qualquer dor de cabeça. Então tinha que ser algo realmente sério.
- Oh ... nada - respondeu. - Apenas alguns Sopradores alsacianos cairam nos meus olhos. Isso é tudo ...
"... E eu nunca ouvi essa mentira."
- Você pode ir agora. Eu estou bem, realmente. - Ela olhou por cima do ombro e rapidamente desviou o olhar.
Harry adivinhou que ela esperava por alguém.
- Tudo bem. – resolveu concordar. - Mas se você precisar de alguma coisa, você sabe onde me encontrar, certo?
Ela balançou a cabeça e tentou sorrir.
Quando ele desapareceu na curva e olhou novamente, viu a amiga enchugar os olhos. Sentiu-se estúpido, por isso foi embora o mais rápido possível.
Ela era sua amiga. Ele não podia forçá-la a lhe contar nada. Se ela não queria dividir o problema com ele, devia ter uma forte razão para isso. Ou... alguém.
Sorriu para si mesmo.
Provavelmente estava começando a entender do que se tratava ...
- Que filho da puta! Como pode fazer isso com você um dia antes do jogo? Você vai se sentar trancado na masmorra por causa de uma detenção estúpida, ao invés de treinar com a gente! - Ron andava de um lado para outro na sala comunal, e quase gritou. - Se perdermos, eu vou pessoalmente enfiar a cabeça dele num caldeirão de poção! Até ocorrer alguma explosão!
- Ron, acalme-se. Ninguém pode evitar que Harry cumpra a detenção. Você deve se concentrar no seu treino, ao invés de perder tempo elaborando um plano de vingança contra aquele bastardo seboso - Gina disse com firmeza, sentada em uma posição atravessada na mesa, ao lado de Hermione. A menina olhou por cima de seu livro, depositou-o nos joelhos e acenou com a mão.
- Poupe suas palavras. Ele não as ouve senão durante o almoço.
Ron corou.
- Eu me importo se, pelo menos, ganhamos ou não. Por que para você é tudo a mesma coisa.
Hermione franziu os lábios. Harry, temendo um surto violento, rapidamente deu um pulo da cadeira e jogou um: "Eu já vou", pegou seus livros e se dirigiu para a saída. Quando passava pelo retrato da Mulher Gorda, ele ouviu a voz de Hermione se elevar:
- Está ressentido comigo, por que não sou fã de quadribol, mas isso não implica que não torça por nossa equipe e que eu não me importo de ganhar a Copa das ... - As palavras foram abafadas quando o retrato fechou atrás dele.
Ele deu um suspiro de alívio. Não foi tão ruim. Ele esperava reação ainda mais violenta. Devido à forte chuva e neve, a Corvinal deu um passo à frente, o último treinamento iria acontecer apenas à noite, e ele em vez de treinar em conjunto com a equipe, ia ter que sentar-se durante toda a noite com Snape. Sozinho.
Essa consciência fez um fogo quente aquecê-lo por dentro. Ele sabia que um jogo muito importante estava esperando por ele, ele não poderia desfrutar do treinamento porque teria de passar a noite inteira com Snape. Ele devia estar com raiva por não poder treinar, e o tempo todo tentou se convencer de que este é o caso para ter raiva, mas ...
Exatamente. Mas ...
Mas era Severus. E Harry não queria interromper nada. Especialmente depois de seus últimos encontros, foi tão... agradável? Enfiar-se em livros e dar-se a conversa foi bastante conveniente para domar os seus desejos. Apesar de tudo ... Ele podia se controlar. Ou pelo menos tentar.
Ele sabia que bastaria Snape fazer um gesto para iniciar o que Harry queria tanto...fraquejaria.
E ele não podia! Não antes do jogo! Ele não podia decepcioná-los mais uma vez! É por isso que não devia ir a esta detenção. Ele suspeitava que Snape tinha atribuído a ele especificamente por conta da data.
Mas ele estava levando livros. Não teve tempo para estudar sobre a poção de invisibilidade, bem, talvez não tudo, mas podia encarar o assunto. Sentaria-se calmamente lendo. Enfim ... se Snape manifestasse querer alguma coisa dele, a iniciativa não seria sua. Porque é que ele deve sempre começar a conversa, insinuar-se para ele e tudo ...? Se não o fizer, Snape não fará nada com ele ... isso pode ser bom.
Sorriu para si mesmo e entrou no escritório. Atravessou-o em poucos passos e parou diante da porta que conduz ao aposento privado. Respirou fundo e entrou.
Ele foi recebido por um olhar duro, que escorregou e parou sobre os livros que ele tinha debaixo do braço, voltou para seu rosto e imediatamente mudou para uma expressão desconfortável e irritada.
- Boa noite, Severus - disse ele, tentando parecer natural.
Ele não gostava daquele olhar.
Sem esperar por uma resposta, que sabia que ele não viveria para ouvir, ele se sentou na cadeira e esticou na frente dele os objetos que trouxe consigo. Ele viu um copo vazio na mesa em frente a Severus, havia um toque de âmbar alcoólico no fundo. Fingindo não ter percebido, abriu um livro, desenrolou um papel pergaminho e começou a ler.
No mesmo instante, ele ouviu um resmungo, e depois dele algumas palavras incompreensíveis que Snape murmurou sob sua respiração.
Harry ergueu a cabeça e olhou para ele, que lhe lançava um penetrante olhar negro.
- O quê? Você disse algo? - Ele perguntou inocentemente, embora ele sentisse o tremor no meio da sua fala.
Severus o olhou por um momento como se mastigasse um limão e não pudesse cuspi-lo. Como se lutasse consigo. Como se quisesse dizer alguma coisa, mas ... sufocasse antes das palavras fugirem.
Finalmente, ele bufou e virou a cabeça.
Ele franziu a testa.
- Você quer falar sobre algo, Severus? - Não desistiu. O comportamento do homem o intrigou e não lhe passou despercebido.
Severus novamente fitou-o com raiva ardente no olhar.
- Sobre o quê? - Ele resmungou. – Sobre seus "amados" amigos? Sobre o próximo jogo, ou que você é o famoso Escolhido e deve vencer, caso contrário será jogado fora do seu pedestal deixando de ser um grande ídolo? Ou sobre o Porta-pulgas do seu padrinho?
Harry, ante cada palavra de Severus, sentiu subir-lhe ondas fortes de raiva impotente, pulou da cadeira e sussurrou:
- Eu não quero falar sobre isso!
Os olhos de Snape brilharam.
- Então, eu vou falar sobre ele - ele sussurrou venenosamente. - Aparentemente eu posso falar com você sobre tudo.
Harry cerrou o punho tremendo. Ele não tinha ideia do que estava acontecendo. Ele sentiu como se de repente ele fosse jogado em um turbilhão, que arrancava sua calma deixando-o sem freio.
- O que mordeu você hoje? - Ele perguntou, lutando consigo para se acalmar e endireitar sua respiração. – Você está se comportando de maneira ... estranha.
Snape não respondeu. Seus olhos pareciam ainda mais escuros do que o habitual. Ele sorriu ironicamente e disse com voz arrastada:
- Tenho quase certeza que se você tivesse tido todo esse interesse em estudos no ano passado, tudo seria diferente. Se você tivesse a mesma determinação nas aulas de Oclumência, o verme do seu padrinho vira-lata continuaria... – parou quando Harry bateu o punho na mesa. O vidro de tinta caiu no chão, quebrando-se.
O grifinória parecia está no meio de um furacão que tentava rasgá-lo em pedaços. Ele virou-se abruptamente em direção à porta. Não ia ficar mais ali! Ele não ia ouvir o que ...
Ele conseguiu dar apenas um passo, quando ele sentiu a mão de Snape, agarrando seu braço.
- Deixe-me sozinho! - Ele gritou, puxando o braço para soltá-lo do aperto. Rumou em direção à porta, sem olhar para trás.
Ele não queria olhar para ele! Ele não queria mais ...
Ele conseguiu chegar até a saída, mas antes que ele tocasse na maçaneta, sentiu seus ombros serem envolvidos por trás. O homem abraçou-se a ele e o precionou na superfície de madeira. Ele passou as mãos na cintura e no peito do rapaz, e depois agarrou-se em torno do seu corpo, mergulhando o rosto no seu cabelo desgrenhado.
- Me deixe! - Harry empurrou, tentando se libertar, mas não foi capaz de se libertar, preso entre a madeira e o corpo firme tão firme quanto ele.
Foi então que ouviu um sussurro rouco no ouvido:
- Silêncio, Potter. Acalme-se.
Harry sentiu o fogo creptar nas veias e o sangue rugindo em seus ouvidos.
- Como você pôde, seu desgraçado? Como você pôde dizer que ... - Parou, quando sua voz começou a quebrar.
- Shhh, tudo bem. Não importa. Esqueça isso ...
Harry não sabia ... quanto tempo já havia decorrido. Ele sabia apenas que o tempo todo ele ouvia a voz tranquila e suave em seu ouvido. Ele sentiu o hálito quente soprando em seu pescoço e as mãos acariciando sua barriga esticada, deslizando sob sua camisa e tocando a pele quente.
Ele ouviu um suspiro. Respiração acelerada. Corpo queimando. Mãos frias deslizaram sobre sua pele, como se mapeando cada pedaço.
Era tão ... incrível. Maravilhoso.
Harry fechou os olhos e virou sua cabeça, tentando ouvir claramente o suspiro abafado. Então Severus afastou-se dele e apertou sua mão em seu pulso, sem uma palavra e o levou para a cadeira. Ele sentou e puxou Harry para si. O menino não resistiu. Ele se sentou em seu colo, não tirou os olhos do olhar preso nele, via ardência naqueles olhos.
Não havia mais um traço de raiva. Foi substituído pelo desejo.
Harry ajeitou os joelhos no assento, tentanto uma posição para chegar mais perto, e então sentiu. A ereção de Severus tentando romper o material de suas calças.
Ele olhou diretamente nos olhos flamejantes, sentindo ao mesmo tempo o homem deslizando a mão sobre sua coxa em direção à virilha. Snape lambeu os lábios e olhou para baixo. Harry não precisava olhar. Ele sabia que também estava duro. Neste momento, ele preferia olhar com fascínio absoluto para o rosto avermelhado de Snape. O homem parecia com alguém à beira de explodir. Seus olhos caíram sobre o corpo de Harry, suas mãos tremiam engolfadas num desejo mórbido de realização.
E então Harry percebeu.
Severus queria desde o início. Desde que ele apenas comparecia apenas para estudar ali. Ele o queria na quarta-feira. E quando percebeu que Harry não lhe daria nada, ele transferiu sua detenção para a sexta-feira, porque ele não podia mais suportar. Por isso estava se comportando daquele jeito. É por isso que ele estava tão bravo e sarcástico. Harry, mais uma vez, havia surgido com livros na detenção.
Era mais fácil ser desagradável com ele, machucá-lo, brigar com ele, do que... apenas pedir.
Ele notou o quanto o homem era introvertido, queria tanto aquilo que quase tremia... isso fez com que dentro de Harry uma represa se rompesse inundando-o com cores quentes. O sangue em suas veias começou a ferver, e diante dos seus olhos brilharam faíscas.
Através do zumbido nos seus ouvidos, ouviu um sussurro rouco:
- Eu vou dar-lhe uma poção que irá aliviar ...
Mas Snape não pôde terminar de dizer, porque as mãos de Harry agora estavam nos botões da própria calça. Ele levantou-se dos joelhos do homem, deixando Severus, deslizou suas calças, depois Harry liberou o pênis duro e pulsante de desejo de dentro do material das calças do homem. Seu coração retumbava, seus olhos carinhosamente contemplaram a visão e Harry sabia que nada, absolutamente nada era mais importante.
Ele não tinha nada mais importante. Escanchou-se nas pernas dele novamente.
Severus lançou um rápido feitiço não-verbal e Harry arregalou os olhos, vendo o membro coberto por uma substância pegajosa e quente. Mas antes que pudesse pensar, Severus levantou suas nádegas, e sem qualquer resistência, ele entrou em um movimento único e suave.
Harry não gritou, a penetração não ardeu. Apenas suspirou profundamente, inclinando a cabeça para trás, apoiando as mãos sobre os joelhos do homem, que também deixou escapar um suspiro alto. Ele tinha a impressão de que seu abdômen iria explodir em meio a um milhão de faíscas que provocavam-lhe cócegas.
Oh, ele sintiu falta ... de ser preenchido, de sentir aquele calor pulsando... o cheiro forte de sexo invadindo suas narinas. A respiração acelerada na frente de seu rosto, o aroma de ervas flutuando em torno da silhueta escura, que quase queimava de desejo.
Ele levantou os quadris e, lentamente, torturando todos os sentidos, o baixou de volta, sentindo ser perfurado por lâminas de aço quente, centímetro por centímetro. Seu corpo começou a vibrar. Ele sentiu as chamas. Severus não o interrompeu. Permitia que ele imposse seu próprio ritmo, sentia prazer em aceitar qualquer coisa que Harry desejasse lhe dar. O grifinória fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, curvou-se apoiando seu peso nas mãos espalmadas nos joelhos do homem. Isso lhe permitiu ter total controle sobre todos os movimentos. Parou longamente para torturar Severus, que liberava rumores abafados. Deixou a ereção pulsante mergulhar quase totalmente dento dele, brincando com ela, e depois a fez deslizar lenta e firmemente, até sentir os testículos quentes tocarem suas nádegas.
Era possível que ela fosse tão agradável?
Ele não sentiu dor. Ele podia ouvir seu gemido alto, a respiração estremecendo e a profunda e pesada respiração Severus.
Sim, ele queria ouvir. Ele queria fazê-lo começar a gemer, se perder no prazer. Querer tocá-lo... Sim, isso sim!
As mãos do homem escorregaram pela camisa de Harry e pararam apertando-o na cintura. Como garras.
Severus estava nele. Muito profundo nele. Podia sentir seu calor – o desejo dolorosamente ardente, querendo explodir dentro dele e ficar lá para sempre. Ele ergueu os quadris, sentindo os movimentos de calor no seu interior e mais uma vez desceu para ele, desejando que a explosão envolvesse todo o seu corpo.
Snape sibilou e cerrou os olhos. Havia neblina em seus olhos quando ele os abriu. Harry notou isso porque o forte impacto de prazer levantou ardor naqueles olhos. Ele percebeu e congelou por um momento. E então algo aconteceu.
O homem estendeu suas mãos para frente, colocou os braços ao redor dele e o puxou para junto de si.
- Oh ... - Foi a única coisa que pôde escapar da boca do menino. A respiração de Severus fazia cócegas em seu ouvido. Harry abraçou-o, mergulhando o rosto entre as mechas de cabelo negro, sentindo o aroma de alcatrão, ervas aromáticas e um delicado aroma de amêndoa dos fios longos e pretos, ele se agarrou a essa força, a este desejo, e levantou os quadris e começou a descer e subir nele com golpes rápidos e superficiais. Um gemido prolongado irrompeu de sua garganta.
- Severus ... Isso ... isso é bom ... - Ele sussurrou, sentindo seu corpo convulsionar ao ritmo em que testículos quentes atingiam suas nádegas. Sem pensar no que fazia, ele entrelaçou e apertou seus dedos no cabelo escuro e liso e apertou seus lábios no pescoço quente. Não estava frio. Apenas o sangue pulsava sob seus lábios. Ele começou a beijar cada parte da pele, indo em direção à clavícula. Seu coração batia tão rápido como o pulso de Severus. Ele se sentia ampreensivo. Por que ainda tinha a sensação de que cada novo beijo poderia ser o último? Que estava tudo prestes a terminar, que o feitiço seria quebrado, que seus braços em volta dele desapareceriam?
Murmurando, beijou o caminho que conduz da clavícula ao ouvido. E depois ... Severus o soltou. Harry congelou, seu coração parou por um momento. Ele abriu os olhos. E a próxima coisa que ele sentiu foi... o homem deslizar suas mãos em sua camisa e removê-la para ter acesso a sua pele nua. Ele começou a respirar novamente. Sorriu para si mesmo.
Se enganou.
Ele moveu seus lábio e tomou o lóbulo da orelha quente. Severus gemeu demoradamente, apertou as mãos firmemente nas costas do garoto. Harry sentiu as pontas dos dedos perfurarem sua pele. Mas a dor era boa. Ronronou e pessaou a língua pelo espaço atrás da orelha. Ele ouviu um sussurro, baixo e rouco:
- Sim, aí ...
Seu coração saltou. Ele sentiu uma nova onda de calor na parte inferior do corpo. Oh, sim ... Faria tudo para voltar a ouvir o sussurro pesado de desejo. Agarrou mais firmemente e, em seguida, moveu a língua quente ao longo da orelha. Uma ou duas vezes. Mais e mais agressivamente. Severus abriu a boca, pela qual escapava um murmúrio quase contínuo de prazer e aprovação. Harry penetrava o ouvido e sugava o lóbulo da orelha. Pelos lábios do homem, escapou uma maldição rouca:
- Droga!
Uma enorme onda de satisfação inundou Harry. Essa onda lhe disse para se afastar por um momento do lóbulo da orelha do homem, então com um sorriso travesso nos lábios, sussurrou em seu ouvido:
- Você gosta?
Os olhos de Snape brilharam. Ele respondeu: penetrando-o rápido. Harry gemeu e apertou o rosto na clavícula quente. Então, Snape desabotoou alguns botões no seu pescoço. Harry tentou abrir os olhos ardentes, mas outro golpe na próstata, privou-o de controle sobre o corpo. Snape deslizou a camisa que Harry tinha pendurada nos braços e... apertou os lábios na pele pálida. Harry derreteu. Ele tinha a impressão de que os lábios do homem haviam se transformado em um pedaço de metal incandescente que chamuscava sua pele, e num período muito curto de tempo tomava todo o seu corpo. Severus quase o esmagou em um abraço, enquanto seus lábios vagavam na sua pele sensível, alternadamente inalando o cheiro de sua epiderme e depositando beijos que o derretiam como cera quente. Harry suspirou quando as fagulhas atingiram seu coração, envolvendo e queimando tudo o que lhe causava dor.
Ele sentiu-se tonto. Não sabia se ele estava sonhando, ou ...
Ele abriu os olhos brilhando, mas seus óculos estavam embaciados. Tudo parecia tão familiar ... e tão diferente.
Severus estava respirando em seu ombro, a respiração dele queimando sua pele. Harry ergueu e sacodiu a cabeça. O homem fez o mesmo. Seus olhos se encontraram. Mas os olhos de Severus eram ... diferentes. Não era quente ou pesado. Não queimava-o ou cortava sua pele.
Ele ... aquecia. Suave. Dentro do qual ele poderia ser envolvido e posto para dormir tranquilamente, embalado nele. E mesmo que se afastasse, era o suficiente para acender cada nervo, cada célula.
Sua boca se abriu, e ofegou:
- Você me deixa ... louco ... - Sussurrou com a voz trêmula.
Ele piscou. Ele disse isso? Aparentemente sim, porque Severus sorriu levemente em resposta, levantou a mão e Harry sentiu seus óculos serem removidos.
Alargou os olhos. Já sabia. Lembrava-se.
Ele estremeceu, sentindo dedos longos e frios deslizarem em seus cabelos. Uma corrente quente fluiu por seu corpo, alimentando ainda mais as faíscas cintilantes do corpo.
Ele fechou os olhos.
Lágrimas. Sentiu lágrimas nos olhos.
"Por quê?"
Em sua memória tinha a lembrança de uma parede fria os separando... mas agora. Era como se... como se ele... fosse outra pessoa. Não o distanciava. Não lhe dava calafrios...
Ele levantou os olhos e encontrou o profundo olhar das íris negras envolvendo-o.
Ardor.
Severus pegou o seu rosto, acariciando seu cabelo desgrenhado, deslizando as mechas entre os dedos finos. Harry fechou os olhos e prendeu a respiração.
E então sentiu os lábios tocando suas pálpebras.
O tempo parou.
Ele podia ouvir a respiração tranquila, deslizando em sua bochecha. Ele sentiu os dedos longos entrelaçados no seus cabelos. A ereção latejante enterrada profundamente no seu interior. E os olhos intensos perfurando sua pele. A suavidade dos lábios. Seu calor. Seus próprios dedos afundando nas roupas de tecido preto.
Explosão.
Ele ouviu um suspiro. Seu e de Severus. Seus olhos foram cobertos por um hálito quente e úmido derramando-o dentro do fogo. As chamas lançaram-se por todos os lugares. Seu interior foi invadido por um prazer tão maravilhoso, tão quente, tão ... doce. Seu corpo tornou-se um catalisador, concentrando-se em cada gesto em cada pouco de felicidade, flutuando no ar quente e tranquilo como um céu noturno. Seu pênis latejante lançou dolorosamente um jato de fluxo quente e branco que alojou-se no manto negro.
De suas pálpebras fechadas, lágrimas escorriam, aderindo ao corpo tenso abaixo dele. Ele estava tremendo. Ele estava tremendo tanto que ele não era capaz de controlar-se. Tudo nele estava vibrando. Cada músculo, cada centímetro de pele molhada de suor. Duas respirações irregulares se misturavam, e as faíscas caíram suavemente em suas roupas.
E então Harry sentiu mãos acariciando suas costas, e uma voz rouca sussurando baixinho:
- Tudo bem?
Forçou-se a acenar com a cabeça, embora tivesse a impressão de que este corpo tremendo não pertencia a ele.
- Sim ... - Ele disse com voz rouca.
Ele ouviu o coração batendo forte e se perguntou se era o seu ou de Severus. Um ritmo unido. Incerto, vibrante, cada vez mais rápido. Como um vibrato, anunciando...
... Algo mais importante.
CDN
Alma Frenz:
Ana Scully Rickman, concordo plenamente com você, os sentimentos são perfeitamente descritos nessa fic, a gente consegue sentir junto, é extremamente envolvente, perfeita mesmo. E de fato Snape e Harry são personagens perfeitos para se desenvolver enredo, são tão opostos que se tornam complementares perfeitos, fogo e gelo se consumindo em harmonia, é uma coisa encantadora e angustiante ao mesmo tempo. E por isso é muito envolvente: a previsibilidade, passionalidade e intensidade sentimental de Harry em contra ponto com a imprevisão, frieza, contensão, mistério e profundidade angustiante dos sentimentos de Severus é algo fascinante. Eu também exclamei: "Sério que você vai usar esse feitiço mesmo? No escritório do Snape, logo?", definitivamente um feitiço convocatório não iria funcionar em nada ali.
Miriette, realmente aquela contra resposta do Harry no cap. 25, foi perfeita, Harry está aprendendo a argumentar com Snape. Mas ,sim, não dá para crer que mesmo durante o sexo, Snape está totalmente sob cotrole, acho que é o momento em que ele fica vulnerável, por mais que ele se esforce por usar uma máscara, ele acaba deixando oescapar um pouco do que ele sente, e Harry está aprendendo a perceber o verdadeiro Severus nesses momentos em que ele pode ter acesso aos instintos do homem.
Giovana PMWS, realmente Harry não mente nada bem, Snape estava certo ao afirmar que Madame Norra mentiria melhor que ele. Sobre o pesadelo, sim, Snape não acreditou na historinha mal contada, por isso ele usou Legilimens Evocis nele para desencavar o sonho e também saber o que Harry estava pensando sobre o sonho, depois de ver a tempestade de dúvidas que o pesadelo plantou dentro da mente do garoto, ele usou o mesmo feitiço para bloquear aquelas memórias e plantou a historinha mal contada do Harry no lugar. Por isso Harry ficou sem compreender por que quis poção do sono sem sonhos por conta de algumas aranhas, já que isso não o assustava nem um pouco. Snape bloqueou as lembranças, sim.
Eu sempre achei Dumbledore meio louco, como ele quer que Harry derrote Voldemort? Dando um forte abraço nele e beijando-lhe o rosto como forte demonstração de amor? Certamente isso fará o Lorde das Trevas se derreter todo! Mas vamos ver no que esse discurso de "amor" como arma mais poderosa, vai dar.
Quanto a minha saúde, sim, estou 100% agora, e sem precisar tomar injeções, agora estou só nos comprimidos para evitar o retorno das dores. Está tudo bem. Muito obrigada por perguntar!
