Então, primeiramente eu queria pedir desculpa pela demora em atualizar e depois agradecer por todas as reviews que você me mandaram, adorei cada uma. A fic entra em sua reta final, mais uns capítulos e ela acaba então quem gosta dela leia o capitulo com gosto e saboreie cada linha :)

Espero que gostem do capitulo

Beta: Miss

Boa Leitura!


Ao ver o carro de Jensen partir, Sharon fechou a porta de sua casa, suspirando ao fazer tal coisa. Olhou para a sala e viu Gerald sentando com a cabeça baixa, nesse momento Sharon sentiu uma imensa raiva apossar-se de si e andou até onde estava seu marido, parando à sua frente.

– O que você fez, Gerald?

Mas ele não respondeu nada, apenas continuou encarando o chão, como se ele fosse mais interessante do que o rosto furioso de sua esposa.

– O QUE DIABOS VOCÊ FEZ, GERALD? – Sharon gritou. – O que deu um você para tratar nosso filho assim, para jogá-lo pra fora de casa feito um cão sarnento?

– Eu fiz o que achava ser o certo, Sharon.

Gerald levantou o rosto para olhar para a esposa. Ao ouvir tais palavras da boca do marido, Sharon não conteve sua raiva e lhe esbofeteou. Gerald virou o rosto com a força do tapa, mas depois tornou a olhar para Sharon. Olhava-a surpreso, sua mulher sempre fora uma pessoa calma e durante todos os anos que eles estiveram juntos ela nunca levantou a voz para ele, quanto mais a mão como ela acabara de fazer. A expressão de sua esposa demonstrava que ela estava no mínimo furiosa. E não era pra menos, não depois de tudo que ele fizera.

– Ah, você achou que era a coisa certa a fazer. – Sharon falou irônica. – E agora hein, Gerald. Ainda achar que é a coisa certa a fazer?

– Eu não sei, Sharon, eu não sei, droga! Eu não sei! – Gerald gritou e pôs-se de pé, passando a mão pelo rosto num gesto de nervosismo.

– Desde quando aquela mulher veio aqui e me falou sobre o Jared estar com Jensen eu não venho pensando direito.

– Que mulher, Gerald? O que você está falando? Está ficando louco?

– Uma mulher que disse ser amiga do Jensen... Agora eu lembro que a vi no natal na casa dos Ackles, mas ela foi embora mais cedo. Isso não importa, ela não importa. Eu só... O Jared... Eu não sei o que me deu para falar todas aquelas coisas para ele.

Gerald sentou-se novamente no sofá e colocou as mãos em frente ao rosto.

– Eu estava com medo, Sharon... Eu tenho medo de... Medo de perder o meu filho. Medo de ele sofrer por causa de alguém que vai julgá-lo por estar vivendo esse tipo de relação que ele escolheu. Eu enlouqueci, eu surtei e eu confesso. Estava alterado e falei o que não devia, falei coisas que nunca falaria se não estivesse tão perturbado...

Gerald levantou os olhos para a esposa e ela pode ver o rosto do marido banhado em lágrimas.

– Eu só não quero que o meu filho sofra. Eu não quero que ele tenha que viver com gente olhando torto pra ele, agredindo-o verbalmente ou pior, fisicamente...

– E você acha que o que fez com ele essa noite não o fez sofrer ainda mais? Será que você não parou pra pensar que tudo o que disse pode doer muito mais do que se um estranho disser, por que ele ouviu isso da boca do próprio pai? Não percebe que o machucar fisicamente irá doer mais do que se outro fizesse por que foi você quem fez? A DROGA DO PAI QUE DEVERIA PROTEGÊ-LO! – Sharon gritou a ultima frase, nesse momento ela também já estava chorando.

– O que foi que eu fiz, Sharon? – Gerald chorava livremente. – O que eu fiz?

– Você cometeu um erro, Gerald. Mas ainda pode corrigi-lo.

Sharon sentou-se ao lado do marido e o abraçou, sendo abraçada de volta. O choro dos dois era a única coisa que poderia ser notado àquela noite naquela casa.

oOo

Antes de ir para o seu apartamento, Jensen passou em um hospital, estava preocupado com o pé de Jared. Por sorte não fora nada grave, o moreno sofreu apenas um leve torção no pé, nada que algumas bolsas de gelo para evitar inchaço e remédio para dor não resolvesse. Jared também o fez ser examinado, por causa do sangue em sua boca, que fora somente um corte no lábio.

– Já tinha os lábios carnudos, mas agora quando eles incharem eu vou ficar parecido com a Angelina Jolie. – Jensen brincou na saída do hospital e Jared apenas lhe deu um pequeno sorriso.

A viagem feita para o apartamento de Jensen fora feita em total silêncio. Em certo ponto do trajeto Jensen segurou a mão de Jared e entrelaçou seus dedos. Jared, que até então estava encarando a janela ao seu lado, quando sentiu a mão do mais velho segurar a sua olhou para as duas, unidas, e sorriu verdadeiramente. Apertou a mão de Jensen e olhou para ele que desviou o olhar rapidamente de forma que correspondesse o gesto do moreno, sorriu de volta e apertou suas mãos, encostando a cabeça no vidro da janela do carro. E foi desse jeito que eles continuaram até chegar ao apartamento.

Jensen abriu a porta e ajudou Jared a entrar, sustentando parte do peso do corpo do moreno que ainda estava mancando. Ambos se sentaram no grande sofá da sala, lado a lado, olhando em direção às portas de vidro que davam para a sacada. Do lado de fora uma noite sem estrelas, do lado de dentro um clima pesado e total silêncio que só fora quebrado minutos depois por um suspiro de Jensen.

– Sabe, eu imaginei muitas vezes como seria o dia que eu te trouxesse para vir morar comigo aqui nesse apartamento, e no entanto não era nada parecido com a forma que aconteceu hoje.

– Essa noite ocorreu tudo como não havíamos imaginado, Jensen...

Jensen olhou para o lado e viu a expressão triste de seu namorado. Claro que sabia que ele estava falando de seu pai e da forma como ele reagiu ao saber da relação que eles, Jensen e Jared, mantinham. O moreno poderia negar, mas Jensen sabia que, no fundo, Jared imaginava seu pai lhe dando força e ficando ao seu lado, mesmo estando chocado no começo. Uma parte de Jensen também pensava que poderia ser assim, mas não foi isso que aconteceu.

Jared olhou para Jensen e sorriu, um sorriso pequeno, porém verdadeiro e carregado de sentimento. Levou sua mão ao rosto do loiro, acariciando-o e descendo para os lábios já um tanto inchados de Jensen, contornando-os com o polegar.

– Me diga como seria o dia que eu viessemorar com você.

Jensen puxou Jared para si, deitando-se e deitando-o por cima de seu corpo, sua mão fora parar nos cabelos castanhos do mais novo, acariciando-os daquele seu jeito tão típico e que Jared tanto gostava.

– Bom... Seria um dia muito feliz. – Jensen começou a falar, sussurrando. – Por que iríamos começar uma nova vida. Não que hoje não iremos começar uma, por que...

– Eu entendi, Jens. Só continua, ok?

– Tudo bem... Eu iria abrir a porta pra você e te carregar no colo, naquele estilo noiva. – Jensen riu.

– Não me trate como uma mulher, seu idiota. – Jared reclamou, mas também sorriu abertamente. – E também, eu sou maior. Você nunca iria me carregar feito uma noiva.

– Está achando que sou fraco?

– Não é que você seja fraco, Jensen. É que eu sou muito grande e...

– Esquece! Suas explicações não são válidas para mim.

– Não são, é? E por quê?

– Eu já disse pra esquecer isso, Jared. Vou fazer você pagar pelo o que disse.

– Tudo bem, Jensen. Eu vou pagar pra ver isso. Agora continue a contar a sua história.

– Então, como estava dizendo... Iria te carregar pra dentro e, depois... Depois eu te foderia em cada canto desse apartamento. Iríamos batizá-lo com sexo.

Jared engasgou e logo após começou a rir, aumentando para uma gargalhada.

– Eu estava falando sério, Jared. – Jensen tentou se fazer de indignado, mas estava sorrindo. Desde quando saíram da casa dos pais do moreno essa era a primeira vez que Jared ria abertamente. Era a primeira vez que o clima ficava descontraído.

– Não duvido que esteja falando sério, Jensen. Você é um tarado.

– Tarado por você, baby. – Jensen abaixou o rosto e beijou o nariz do mais novo.

– Espera aí! Por que só eu seria fodido nessa sua imaginação?

– Porque você é a mulher da relação.

– O que?

– Estou brincando, amor. O motivo é o mais simples de todos, a imaginação é minha e eu a faço como eu quiser.

Jared revirou os olhos ao ouvir o que Jensen acabara de dizer.

– Mas poderíamos mudar as posições quando eu já tivesse fodido você por todos os cantos do apartamento. Então, quando estivéssemos no quarto, e claro eu tivesse...

– Eu sei, me pegado no quarto também.

– Isso, você aprende rápido, Jay. – Jensen riu. – Aí eu estaria muito cansado e você poderia me pegar de jeito.

– Como se eu conseguisse fazer tal coisa depois de transar tanto assim. Você só pode ser um coelho, Jensen.

O loiro riu alto e puxou o mais novo para um beijo. Suas mãos acariciando o rosto e o pescoço do outro. Jared enroscou sua perna entre as de Jensen e gemeu durante o beijo ao sentir dor em seu tornozelo.

– Acho que na sua condição um amasso no sofá não pega bem.

– Jensen, eu não sou uma garota e nem de cristal. Eu não vou quebrar, então relaxa.

– Não, Jared! – Jensen se desenroscou com cuidado do corpo do moreno e se levantou. – Aqui não é um lugar bom pra fazer isso, e também já está tarde, é melhor irmos para a cama.

Jared bufou contrariado, mas fez o que Jensen pediu. Levantou-se com cuidado para não pôr peso no tornozelo machucado. Num momento estava de pé e no outro estava sendo carregado por Jensen, do jeito que o mais velho disse que faria, como uma noiva.

– Eu disse que te carregaria assim, Jay. – Jensen gabou-se enquanto andava com o moreno, um tanto desengonçado, em seus braços.

– Me coloca no chão, Jensen! Que droga, eu fico me sentindo uma mulher.

– Você não pode forçar o pé, bebê. Deixa que eu te levo para a caminha.

– Bebê? Além de me carregar feito uma garota ainda me chama desse jeito? – Jared perguntou indignado.

– Eu sempre te chamei de bebezão... – Jensen que já havia adentrado o quarto com o mais novo nos braços e colocou-o sobre a cama. – E sobre te carregar feito uma mulher, como você acha que eu iria carregar a minha Jade?

– Cala a boca, Jenny... – Jared bufou de raiva.

– Cara, as minhas costas estão doendo. Você é muito pesado.

Jared não pôde deixar de sorrir ao ouvir o namorado reclamar.

– Bem feito para você, Jensen.

– Seu ingrato! Eu te trago no colo e é isso que ganho em troca.

– Tudo bem, para de reclamar e deita aqui, vou te fazer uma massagem nas costas.

Jensen sorriu maliciosamente, passando a língua pelos lábios. Em movimentos rápidos tirou a sua roupa, ficando só de boxer. Ajudou o moreno com as suas roupas, deixando-o no mesmo estado em que se encontrava. Logo após deitou de bruços, com os braços esticados nas laterais do corpo. Sentiu o movimento da cama quando Jared se mexeu.

Jared passou uma perna por cima do corpo de Jensen e sentou-se sobre as nádegas do loiro. Suas mãos foram parar rentes ao cós da cueca usada pelo loiro, fez pressão naquele lugar dando início a sua massagem, subindo as mãos pelas costas do mais velho e massageando seus músculos tensos, terminou com as mãos no ombro do loiro. Abaixou-se, colando seu peito nu às costas de Jensen e beijou a omoplata para logo depois beijar-lhe o pescoço.

– Obrigado por ficar ao meu lado essa noite, Jensen. – Jared sussurrou no ouvido do mais velho.

Jensen virou o rosto e Jared saiu de cima de seu corpo, deitando ao seu lado na cama.

– Eu nunca deixaria você sozinho, Jared, e nem vou. Nós estamos juntos e vamos passar por todas as dificuldades juntos.

– Obrigado...

– Não precisa me agradecer, Jared... Só diga que me ama, é o suficiente.

– Eu te amo, Jensen... É claro que amo.

Beijaram-se demonstrando o amor que sentiam. Abraçaram-se e entrelaçaram suas pernas, partilhando o calor do seu corpo com o outro. O dia começou maravilhoso para os dois, a noite trouxe um abalo em suas vidas, mas no fim do dia acabaram juntos, como queriam estar. Levados pelo dia cansativo e a noite cheia de estresse, acabaram adormecendo.

oOo

No dia seguinte Jared ligou para Chad e pediu para o amigo pegar suas coisas na casa de seus pais. Chad foi e pegou também as suas, ele ainda era hóspede na casa dos Padalecki, mas depois do ocorrido ele não tinha mais como continuar lá.

– Obrigado por fazer isso por mim, Chad. – Jared falou quando abriu a porta para o amigo entrar. O loiro largou no chão as bolsas que trazia consigo e se jogou em cima de Jared, abraçando-o fortemente. O moreno teve que segurar-se na porta para não cair, não podia apoiar bem um pé e com Chad se jogando sobre si, acabou perdendo o equilíbrio.

– Vou acabar ficando com ciúmes se continuar abraçando meu namorado desse jeito. – Jensen falou do sofá, onde se encontrava.

– Você não precisa ficar com ciúmes, esse aqui é fiel a você mesmo antes de estarem juntos. Já tentei várias vezes dar pra ele, mas ele nunca quis. – Chad fez ar de ofendido, fazendo bico.

– Chad, cala a boca!

– É verdade, Jay. Só faltou eu esfregar minha bunda em você pra ficar mais claro.

– Cara, isso seria muito estranho. Você é meu amigo.

– Estranho, mas muito gostoso, com certeza. – Chad sorriu sacana. – E não vem com história de que somos amigos quando você está dando pro seu amigo de infância.

Jared não o respondeu, apenas abaixou, pegou uma bolsa e andou até o sofá, deixando-a sobre o mesmo. Olhou para Jensen e o loiro sorria maliciosamente, provavelmente por causa do que Chad acabara de dizer.

– E como foi lá na casa dos meus pais?

O clima de descontração se desfez dando lugar a um pesado entre os três. Chad suspirou audivelmente, se jogou no sofá, sentando-se no meio de Jared e Jensen, impondo seu corpo no pequeno espaço que havia entre os outros dois corpos.
Jensen afastou-se dando espaço para Chad que se virou para Jared, ao que começou a falar.

– Foi estranho, Jared... O clima na casa dos seus pais era semelhante a um velório.

– Velório, claro... Eles enterraram o filho que tinham. O meu pai enterrou, e na verdade minha mãe também por que se ela quiser continuar ficar ao lado dele vai ter que se esquecer do filho problema.

– Não fale assim, Jay... Soa tão mórbido.

– Era apenas uma metáfora, Jensen.

– Então trate de pensar em outro jeito de usar metáforas. Eu passei tanto tempo te amando em segredo que agora que finalmente estamos juntos eu não quero ter de pensar em nos separarmos.

Jared olhou para o mais velho e ele lhe olhava intensamente. Só desviaram o olhar quando a voz de Chad se fez presente.

– Que coisa mais fofa que são vocês dois. Já vi todo o amor somente com essas palavras e essa troca de olhar. Agora eu quero ver a pegação, tirem as roupas e se atraquem no chão.

– Cala a boca, Chad! – Jared pegou uma das almofadas do sofá e acertou o rosto do loiro.

E assim novamente o clima ficou mais leve, Chad sempre conseguia isso e Jared sabia que com o seu amigo loiro ao seu lado ele não iria ter tempo para ficar triste. Chad não lhe dava tempo nem para pensar. Entre conversa agradável regada a muitas brincadeiras da parte de Chad, o tempo passou.

– Bom, eu já vou indo. Cuida bem do meu amigo, hein loirão. – Chad pediu ao abraçar Jensen.

– Nem precisar pedir isso, Chad. Eu sempre cuido.

– Eu acho bom mesmo... E você, Jared, tenta não ficar pensando o tempo todo nesse assunto. Você vai ver que logo as coisas vão se acertar. – Chad também abraçou o moreno. – Ninguém resiste a esse seu olhar de filhotinho molhado.

Chad sorriu e deu dois tapinhas no rosto de Jared, virando-se logo depois para ir embora. Jared e Jensen o levaram até a porta.

– A proposito, Jared. Não tive a oportunidade de falar antes, sua mãe te mandou um beijo e pediu pra você se cuidar bem. E pra você cuidar bem do filho dela, Jensen, senão você vai se entender com ela. – Chad sorriu ao terminar de falar.

– E o meu pai? – Jared perguntou.

– Bom... Ele estava lá na sala quando subi, mas quando fui embora eu não o vi e não falei com ele.

– Ah, tudo bem... – o moreno falou olhando para baixo.

– Jared, tenta fazer o que te sugeri... Tenta não ficar pensando nisso. Não fique se martirizando.

– Tudo bem... Obrigado, Chad. Por tudo.

Jared deu mais um abraço no amigo antes de ele ir embora. Voltou para a sala em silêncio, sendo seguido por Jensen. Os dois levaram para o quarto as bolsas que Chad trouxe.

– Acho melhor não tirar nada delas, Jensen. – Jared falou quando viu que Jensen iria guardar suas coisas. – Daqui a uma semana eu vou estar voltando pra faculdade, então é melhor evitar o trabalho de ter que guardar tudo de novo.

Jensen encolheu os ombros e respirou fundo, o fato de que Jared teria que voltar para a faculdade em poucos dias não era nada animador, ainda mais depois de tudo o que eles estavam vivendo.

– Eu sei o que você está pensando... E acredite, eu penso nisso o tempo todo. – Jared se aproximou do mais velho e o abraçou por trás, colocando a cabeça em seu ombro, roçando o nariz no pescoço alvo de Jensen.

– Só de pensar que vamos ter que nos separar por seis meses. Tudo o que aconteceu entre a gente, Jared... Eu não sei se vou suportar todo esse tempo longe de você, não de novo... Não agora que estamos do jeito que sempre quisemos.

– Eu sei que é difícil, Jensen. Mas é necessário. Eu tenho que terminar a faculdade, tenho que fazer o último semestre. Veja pelo lado bom.

– E tem um lado bom? – Jensen perguntou.

– Claro que tem... Depois que esse semestre passar e eu me formar eu vou estar sempre com você.

– Vou tentar me prender a isso, mas também a outra coisa.

– Que outra coisa?

– Que vamos passar seis meses longe um do outro, isso significa que teremos que passar seis meses na seca, sem sexo. Se eu não explodir de tanta vontade reprimida até lá, nós vamos ter muito o que compensar. Tipo, seis meses de sexo ininterruptos para compensar.

Jared gargalhou alto, daquele jeito gostoso que Jensen tanto adorava.

– Poderemos morrer desidratados de tanto transar, Jens.

– Mas morremos de amor, Jay.

– Que coisa mais melosa.

– Mas você adora quando eu falo essas coisas melosas... – Jensen se virou e abraçou o moreno pela cintura. – Você é um romântico e gosta de ouvir esse tipo de coisa.

Jared só pode sorrir. Jensen o conhecia muito bem, não tinha como ele negar, realmente gostava do lado romântico de Jensen. Seu namorado. Ainda ria com o pensamento de que Jensen era seu namorado. Um riso de felicidade.

– Sabe o que é melhor do que palavras românticas? – Jensen pediu em um sussurro.

– O que?

– Um beijo apaixonado...

Jared riu e se deixou beijar. Beijou Jensen de volta, tão apaixonado quanto o beijo do loiro. Deixou seu corpo ser acariciado e da mesma forma tocou o corpo do outro. Deixou seu corpo ser tomado por Jensen, ser amado... Assim como também tomou o corpo de Jensen para si, o amou.
Acabaram os dois exausto sobre a cama, rindo cumplices por entre a respiração pesada de todo o esforço que fizeram.

– Temos que aproveitar esses dias antes de você voltar pra faculdade e termos mais momentos desses. – Jensen falou maliciosamente.

– Temos sim, Jens, por que depois você e eu vamos ter que nos contentar com nossas mãos.

– Ao menos eu vou ter isso pra me ajudar... – Jensen esticou o braço e pegou a moldura que tinha o desenho que havia feito de Jared, com o moreno nu, de bruços na cama. – Isso vai me ajudar muito. Vou prestar várias homenagens a você através disso.

Jared riu e beijou o mais velho, Jensen ainda durante o beijo jogou a moldura com o desenho sobre a mesinha de cabeceira. Não poderiam ficar mais tempo de namoro, mesmo que fosse a vontade dos dois. Tomaram banho juntos, tentando o máximo possível não demorar, e voltaram para o quarto. Jared se vestiu casualmente já que não tinha intenção de sair, e Jensen vestiu-se socialmente pronto para ir para o escritório de engenharia.

Ao ver o mais velho naquelas roupas sócias Jared engoliu em seco. Jensen ficava bonito vestindo qualquer coisa, mas vê-lo assim, com uma calça, camisa social branca de mangas compridas e aquele terno... Não pode evitar o suspiro que dera.

– Jensen, você fica muito sexy vestido assim.

– Já me disseram isso. – Jensen respondeu sorrindo olhando o moreno pelo espelho.

– Deixa de ser convencido, cara. – Jared riu. – Mas aposto que você deve ter um fila de mulheres dando em cima de você no trabalho.

– Está com ciúmes, Jay... – Jensen perguntou se virando e sorrindo para o moreno. – Porque tem muitas garotas que dão bola pra mim no trabalho e... Jared?

Jensen o chamou quando notou o mais novo aéreo. Jared não estava mais prestando atenção no que Jensen dizia. Ao mencionar o trabalho de Jensen a cabeça de Jared deu um clique e relembrando a conversa que tivera com seu pai alguma coisa se encaixou.

– Jared, você tá me ouvindo, cara?

– Foi a Katie!

– A Katie? O que tem a Katie? – Jensen perguntou sem entender nada.

– Foi ela, Jens. Foi ela que contou para o meu pai sobre nós.

– Como ela poderia saber sobre isso, Jared?

– Meu pai falou que uma mulher foi até a casa dele e contou que o seu filho estava tendo um caso com o vizinho. Com certeza foi ela, Jensen. Ela nunca gostou de mim e, ela sabe que eu gosto de você. Ela também gosta de você e me vê como uma ameaça. Não sei como, mas ela descobriu sobre nós e deve ter contado para o meu pai.

– Eu não acredito que ela... Como pôde?

– Ela te ama, Jensen. Ao menos pensa assim. E estava disposta a qualquer coisa para ficar com você.

– Eu disse para ela, naquela noite que você nos viu juntos na casa dos meus pais, que não a amava e nunca poderia.

– Parece que ela não aceitou o seu não...

– Vou fazer com que ela entenda dessa vez! – Jensen disse sério, pegando sua bolsa e saindo do quarto, sendo seguido por Jared.

– O que vai fazer, Jensen?

– Por um fim nisso.

– Espera! – Jared o segurou pelo braço. – Não faça nada que posso te prejudicar no trabalho ou... De outro jeito.

– Está com medo de ela fazer algo contra mim? – Jensen perguntou sorrindo descrente.

– Você não a viu da forma que eu já. Ela parece louca, Jensen. Sei que na sua frente ela faz a boa moça, mas na verdade ela é dissimulada e preconceituosa. Não quero pagar pra ver o que ela possa fazer num acesso de loucura.

– Eu sei me cuidar, Jared... E com certeza sou capaz de me defender de uma garota dando ataque.
Jensen sorriu reforçando o que dissera e beijou os lábios do moreno para depois sair.

oOo

Jensen nunca fora do tipo brincalhão com todos como Jared era, mas sempre foi muito cordial e por isso quando entrou no prédio onde ficava o escritório de engenharia onde trabalhava, todos notaram a mudança de humor do loiro. Jensen passou por todos a passos duros, nem virando o rosto para cumprimentar alguém, coisa que sempre fizera, ou retribuir os cumprimentos que teve ao decorrer do seu percurso. Sua cabeça estava focada apenas em uma coisa.

Dirigiu-se até a mesa da secretária de Katie, que tinha um olhar amedrontado. Talvez fosse por sua postura, mas Jensen não ligou para isso.

– Katie está em sua sala? – Jensen perguntou firme.

– Está sim, senhor...

– Ótimo! – O loiro não esperou a secretária acabar de falar, apenas andou até a porta da sala de Katie.
– Espere... Senhor, Ackles! – A secretária tentou impedi-lo, mas ele já havia aberto a porta e adentrado.

Katie estava concentrada na tela de seu computador quando a porta se abriu num rompante.

– Jensen?- A loira perguntou surpresa.

Não esperava que Jensen fosse procurá-la assim tão cedo, ainda mais depois de tudo o que ocorreu na noite de natal. Sorriu, pensando que o loiro estivesse ali em busca de sua amizade, como tantas vezes ele veio. Se ainda tivesse a amizade do loiro, fazer ele amá-la seria mais fácil.

– Eu tentei impedi-lo, senhora Cassidy, mas...

– Tudo bem, querida. Pode sair... – Katie falou docilmente, o tom que sempre usava em frente a Jensen.

– Sente-se, Jensen.

– Prefiro ficar em pé, o que tenho pra falar vai ser rápido.

– Nossa, quanta impetuosidade...

– Não estou para brincadeiras, Katie! – Jensen a interrompeu. – Eu sou ciente do que você sente por mim...

– Então você vai me dar uma chance, ou melhor, outra chance? Ou você... Sentiu falta do que tivemos?

– Não é nada disso, Katie. Eu me sinto um tremendo canalha em dizer isso, mas as vezes que saí com você foram um erro. Um tremendo erro e, agora sabendo quem você é, eu acho que foi o pior erro que já cometi.

– Por que está falando assim comigo, Jensen? – Katie perguntou com os olhos rasos de lágrimas.

– Não adianta fingir essa sua cara de boazinha, de santinha, que você não vai me enganar.

– Pare, por favor! – A loira pediu, agora aos prantos.

– Eu nunca amaria você, Katie. Por que em toda a minha via eu só amei uma pessoa e você sabe quem é, não sabe?

Jensen perguntou sorrindo e viu o choro de Katie cessar fazendo uma expressão que ele definiria como furiosa aparecer em seu rosto.

– Não diga... Isso não é verdade. Você não o ama. Não pode amar. – A loira falou com os dentes cerrados.

– Sim, eu digo! Digo por que eu o amo. Jared é a única pessoa que amei em toda a minha vida.

Ao ouvir a sentença dita por Jensen, Katie se descontrolou. Empurrou todos os objetos que haviam sobre sua mesa. Afastou a cadeira e deu a volta na mesa ficando de frente para Jensen, puxando-o pela grava, deixando seus rostos próximos.

– Você está errado, está se iludindo e confundindo as coisas. Você não pode amá-lo, isso é errado! Não vê o quanto isso é errado? O quanto isso pode te fazer mal? EU SOU A ESCOLHA CERTA PRA VOCÊ! – Katie cuspia as palavras furiosamente.

Em um movimento brusco Jensen a fez largar a sua gravata. Cerrou os olhos ferinamente ao voltar a falar.

– Eu te disse uma vez que entre você e ele eu o escolheria. Não adiantar tentar nos separar como fez ao ir falar para o Gerald sobre a nossa relação...

– Relação? – Katie o interrompeu, desdenhosa. – Vocês não podem ter uma relação normal, Jensen. Isso não é natural.

– Você fala sobre ser natural, normal, certo e errado. Mas olhe pra si mesma e me diga se o seu comportamento é natural. Se o que você fez ao ir até o Gerald foi certo.

– O meu comportamento é o natural de quem ama. Eu te amo, você não vê?

– E eu já disse que não te amo, ponha isso na sua cabeça!

Os dois falaram aos gritos. Jensen deu um passo para trás, passando a mão pelo rosto, já cansado de repetir a mesma coisa.

– Agora eu vejo o quanto me enganei com você. Jared tem razão, você é uma dissimulada.

– E você acredita em tudo que ele diz?

– Sim, eu acredito. Acredito por que eu o conheço bem, muito melhor que qualquer um. Diferente de você que eu pensei conhecer, mas sua máscara caiu, Katie.

Jensen se virou para ir embora e ao por a mão na maçaneta da porta ele parou. Virando-se de volta para a loira.

– Esqueça que existo, eu não quero esse seu amor doentio. E não tente mais interferir na minha vida com o Jared.

Jensen saiu batendo a porta. Sabia que havia sido rude com a loira, coisa que não era do seu feitio. Mas teve de ser, Katie se negava a aceitar sua relação com Jared e pior, fantasiava que poderia ter algo consigo.

Ao chegar a sua sala Jensen sentiu seu telefone vibrar em seu bolso. Sorriu quando viu o nome de Jared no visor. Atendeu a ligação e um Jared preocupado lhe fez várias perguntas sobre a conversa que tivera com Katie. Jensen disse tudo o que aconteceu, tudo o que falou e o que ouviu de Katie.

– Eu não acho que ela vai ficar quieta quanto a isso, Jensen.

– Eu sei, Jared... Ela se mostrou uma pessoa totalmente diferente de quando agia como minha amiga.

– Ela mostrou como verdadeiramente é.

– Eu fico triste por isso, sabe, Jay. Eu realmente gostava dela como amiga... Na verdade, parando pra pensar eu vejo que só estive do lado dela todo esse tempo por que eu precisava de um amigo para preencher o vazio que sentia quando você foi embora. E a Katie veio a calhar. Sinto-me um canalha por isso, mesmo não tendo feito intencionalmente.

– Talvez se eu não tivesse fugido naquele dia...

– Não diga isso, Jared. A culpa não é sua, e nem minha. Não se martirize por mais isso.

– Eu preciso te ver, Jensen. – Jared pediu.

Jensen sorriu com o pedido do namorado, nem parecia que eles tinham passado a noite juntos.

– Vem almoçar comigo, Jared.

E os dois marcaram de se encontrar em frente ao prédio onde Jensen trabalhava.

oOo

Assim que Jensen saiu de sua sala Katie teve outro ataque de raiva, jogou objetos na parede e chutou os que já estavam no chão.

– Senhora Cassidy, está tudo bem? – A secretária entrou ao ouvir o barulho e perguntou em um tom de voz baixo.

– CAI FORA DAQUI! EU NÃO QUERO VER NINGUEM! SAI! –Katie gritou para a secretária que assustou-se e fechou a porta.

A loira andava de um lado para o outro, como um animal enjaulado. Estava furiosa, Jensen veio apenas para dispensar-lhe. Ele não poderia fazer isso.

– E a culpa é toda daquele anormal que está manipulando a cabeça do Jensen. Sem ele o Jensen volta ao normal.

Katie passou o restante do dia andando de um lado para o outro dentro de sua sala, pensando um jeito de livrar Jensen da má influencia que Jared era. Ouviu quando Jensen passou em frente a sua sala, cumprimentando os funcionários num tom alegre, diferente do que ela viu mais cedo.

Saiu de sua sala e foi atrás dele, iria falar com o loiro e tentar mais vez abrir os seus olhos, fazê-lo ver que o que ele estava fazendo era errado, fazê-lo entender que ela era a única pessoa que o faria feliz como deveria ser. Do jeito certo e não da forma errônea e sodomita, como seria se ele continuasse ao lado de Jared.

Não conseguiu alcançá-lo antes de ele sair do prédio da empresa. Viu Jensen atravessar a rua e do outro lado se encontrar com Jared. Viu seu Jensen abraçar aquele que o estava tirando a razão. Toda aquela cena a descontrolou.

– Você não pode ficar com ele, Jensen. Isso não é certo! – Katie gritou andando em direção aos dois, atravessando a rua – Você tem que ficar comigo. Eu vou te fazer feliz como deve ser, da maneira correta. Eu te amo da maneira correta. Eu...

Katie não pode terminar sua frase. Estava atravessando a rua e não notou o carro vir em sua direção. Tudo aconteceu rápido demais, o sinal aberto, o carro avançando e Katie sendo atingida por ele e sendo arremessada para frente.

Continua...


NB: Já chego pedindo desculpas porque a culpa da demora é toda minha. Era para eu ter entregado o capitulo sábado passado mas acabei me enrolando com uns negócios da viagem que fiz essa semana. Mas espero que gostem do capítulo, e infelizmente a fic está na reta final ):
Mas vão acontecer umas coisas bem bacanas, esperem xD
Contem o que acharam do capitulo e quais partes do corpo vocês acham que a Katie perdeu no acidente antes de morrer muahmuah.

PS: peço perdão caso encontrem algum erro, é realmente ruim betar fic pelo iPod.

Beijos enormes e até o próximo capitulo, Miss. ^^


REPOSTAS DAS REVIEWS DESLOGADAS

ANONIMO(A): Estava sem nome e não sei quem é você, eu ando muito ocupada sim, com o trabalho entre outras coisas, mas sempre vou atualizar as fics quando puder, além desse tenho outro só estou esperando a betar devolve-lo se não demorar eu posto logo também. Adorei saber que gosta da fanfic, muito obrigada. Beijos, e até o próximo capitulo!

CARLA CASCÂO: Oi Carla! Eu fico muito feliz que esteja gostando da fic, é sempre bom saber que estamos fazendo algo que agrade quem está acompanhando. Não lembro dessa cena do filme hahaha, mas a cena não foi inspirada em outra coisa XD O Gerald pegou pesado com o filho, fez coisa que não devia, tadinho do Jay. Obrigada por comentar, e feliz que esteja acompanhando a fic. Beijos e até mais!

LULUZINHA: Capitulo tenso né? Cheio de baixaria até pareceu o programa do ratinho huahauhaua! O Gerald surtou sim, e o Jared honrou as calças e provou que mesmo dando pra um homem ele não deixa de ser homem oras hahaha! Torce o pezão, morri de rir huahauahuaa! O Jensen tem sorte pelos pais que tem e nessa parte nem foi burrice do Gerald e sim da Katie que queria separar os Js e acabou os unindo mais XD Estava com medo do capitulo? Ué mais porque, ele foi tão relax. Então espero ter me redimido com esse capitulo. Beijos, linda e até o próximo!

CRISRO: Olha estou de queixo caído com você, você é uma leitora que vai afundo nos textos e ver algo que está escrito nas entrelinhas que geralmente a maioria não percebe. Tenho que ter muito cuidado com você huahauahuaa! Mas ficou com raiva dele por ter machucado o filho e o loiro, como ele se ateve a socar o Jensen né? Que velho calhorda. O Jared não se intimidou pela reação do pai, isso é bom por que assim o Jensen fica sabendo que ele pode confiar no moreno e que ele não vai fugir dos problemas que eles possam enfrentar. Obrigada por comentar, linda. Beijos e até o próximo capítulo!

LALKY: É demorei, mais ainda bem que compensei com o capitulo e olha que dessa vez eu demorei de novo, espero novamente compensar XD Eles já tiveram a primeira vez no AP do Jensen, na verdade foi a primeira vez do Jensen. O Roger está caindo nas graças dos leitores kkk! O Gerald se retratar e se eu vou fazer isso eu não posso revelar, sorry. Estou com o tempo apertado, mas estou fazendo de tudo pra não demorar a atualizar as fics. Obrigada por comentar, linda. Beijos e até o próximo.

PEROLA: Já comecei rindo muito com a sua indignação com os PadaPais ahuahauhaua! Cata o homem pela naja, que perigo O_O A Sharon ainda não tinha se manifestado, mas em todo caso ela agiu tarde. Mas você está sádica hein kkk, koo com areia? Hauahuaa! O Gerald estava loka,loka,loka. Sabe, essa cena já estava na minha cabeça desde o começo e nela o Chad iria aparecer e perguntar se não deveriam chamar um geriatra pra ver os veios, mas deixei de lado kkk! Meu pai disse que era assim com ele, se ele apanhasse na rua ele tinha que bater de novo, e se chegasse em casa chorando ele ia apanhar do pai dele por terem deixado bater nele O_O è verdade, a Katie só antecipou a vida dos Js juntos, essa não sabe planejar as coisas XD Espero que esteja gostando do rumo que a fic está tomando, linda por que como sempre digo e sempre irei dizer essa fic é sua. Beijos, lindona!

CLEIA: Sim, o capitulo inteiro foi centrado nessa briga, mas fico feliz que tenha gostado. O Jensen tem sorte pela família que tem por apoia-lo. Quando o preconceito começa dentro de casa fica tudo mais difícil, é justamente por isso que muitos preferem se esconder. Obrigada por comentar, amore. Beijos e até mais!