Capítulo 29 (Family business)

Diana acordou tarde no dia seguinte. Tinha de enviar uma carta a Harry o mais depressa possível.

Levantou-se e então chegou a mesa enorme de madeira castanha. Abriu o enorme malão, perfeitamente arrumado e tirou do seu lado esquerdo um rolo de pergaminhos. Abriu a majestosa pena de pavão da Índia que tinha na mesa.

Escreveu rapidamente. Apenas queria perguntar-lhe se podiam ir passear hoje, e que tinham de falar da viagem.

Abriu a janela e apesar de não existir neve ou resquícios dela o vento era frio. Chamou-o a coruja evocando um feitiço simples de chamamento.

Apesar de estar constantemente a esfriar, Diana pôs o envelope preso nas patas da coruja com um enorme sorriso no rosto. Soltou a coruja docemente na janela e sentou-se na cama. Fechou a velha janela com o trinque de metal e sentou-se na cama, olhando de relance para o dourado relógio que repousava na mesa-de-cabeceira de madeira de cereja 5 e 54 minutos.

Apesar de o frio já lhe provocar arrepios constantes no corpo, fico apenas sentada na cama a pensar. Fazia um longo tempo que nenhum deles tinha qualquer preocupação relativamente a Voldemort. Este não tinha atacado nada e Harry jurou-lhe que não havia sentido nada, nem uma dor na cicatriz. Mas ela ainda tinha sérias preocupações. Estariam eles preparados para o enfrentar e a todos os devoradores da morte. Psicologicamente não, mas fisicamente ainda pior. Era necessário treinar feitiços, preparem-se da melhor forma possível.

Decidiu descer, talvez um copo de leite quente a aquece-se e lhe desse algumas ideias.

Desceu as escadas e chamou o velho elfo baixo, para que nem os pais ou os irmãos acordassem.

- Keatcher bom dia – Ela disse sem qualquer mostra de sentimentos – Traz-me um copo de leite bem quente, por favor.

O elfo curvou-se vagarosamente em frente dela e desapareceu em segundos.

Ela fez menção de acender a lareira. Pegou na varinha que trazia consigo e apontando a lareira poeirenta, disse:

- Incendio! – Imediatamente labaredas vermelhas e douradas irromperam dos pesados trocos de madeira que ainda restavam na lareira, dando a sala um ar aconchegante, mesmo sendo aquela a casa dos Black.

Sem nada por fazer dirigiu-se a velha estante de livros, de certo que em pelo menos 20 anos que ninguém ali mexia, podia distinguir uma camada de pó sobre os livros, já de si antigo e desgastados. Passou as mãos pelas grossas capa, algumas dela já não se conseguiam distinguir o nome dele, mas houve um que chamou a sua atenção em particular.

Era enorme e encontrava-se bem no cimo da estante, poisado atrás de uns candelabros velhos com o brasão da sua família.

Esticou a mão mas foi inútil, do alto do seu metro e sessenta, faltavam-lhe pelo menos mais trinta centímetros. Mas era naqueles simples momentos que ela agradecia a Merlim ser feiticeira.

Pegou na varinha e apontou-a, dizendo "Accio Livro". Segundo depois, o livro voa para as mãos dela, o que ela não esperava era que o peso do livro fosse tão grande. Assim que o livro tocou as suas mãos caiu para trás com o impulso.

- Precisas de melhorar isso Diana. – Rigel devia ter acordado com o estrondo. Pegou no livro e poisou-o em cima da enorme mesa de jantar depois ajudou a irmã a levantar-se.

- Obrigada. – Ela levantou-se elegantemente e sentou na mesa. Olhou o livro. A capa estava com mais pó que o resto do livro e mal se conseguia distinguir a cor da capa, o vermelho, que antes ela podia imaginar que havia sido brilhante e atractivo não passava agora de uma cor murcha já sem vida, a letras mal de distinguiam. Ela passou a mão pela cama, a grossa camada de pó foi-se desvanecendo e ela podia ler "Nigrum Sanguinem".

- Nigrum Sanguinem… Sangue…?

- Sangue Negro – Diana completou – Ou mais especificamente o sangue dos Black!

- O que é que o nosso sangue têm de tão especial? – Ele perguntou a irmã que apenas encolheu os ombros – É melhor guardar-mos isso!

- Sim Rigel é melhor mesmo! – Ela apanhou a varinha do chão e murmurou algo que ele não percebeu e o livro voou escadas acima.

- O que fazes acordada a esta hora? – Perguntou-lhe o irmão. Diana nunca fora de acordar cedo, apesar de nunca chegar atrasada as aulas ela sempre que podia ficava na cama até mais tarde, e com o frio que ainda se fazia sentir.

- Apeteceu-me! E tu?

- Acordei com o teu estrondo, estás a ficar gorda qualquer dia o Harry não te quer! – Ele riu, sacana.

- És mesmo idiota. Eu sou magra! – Ela disse. Era verdade, ela sempre fora magra, muito magra apesar de nunca ter feito qualquer tipo de dieta!

- Eu sei é só para te chatear! – Ele riu da cada de emburrada dela.

Ela olhou-o com um olhar mais assasino que um dos basilisco. Mas ele sabia bem que aquilo era cena da irmã. Riu apenas.

Maria Nininha (also know as BBjúnior) Espero que gostes, é só para ti... ADORO-TE!

A fic está mesmo por dois capítulo, é mesmo, mas dois capítulo e ela está mais que acabada, ainda não sei se terá continuação, mas por agora não irá ter, tenho pelo menos mais duas fics grande para acabar mas espero que continuem a acompanhar-me.

Beijos grandes desta autora.

SofiaBellatrixBlack.