CAPÍTULO 28 - Servir e Proteger.
Sara acordou com a sensação de estar faltando algo e percebeu de imediato que estava só. Era uma segunda feira e teria de ir ao refeitório explicar sua ausência. Rezava para que, além de não ter sido despedida, os irmãos não tivessem ido ao Grande Mestre reclamar de suas faltas. Sem demora, arrumou-se e partiu.
Ao chegar a seu local de trabalho, foi imediatamente, foi recepcionada por Benir. Mas ao contrário do que esperava, este não estava bravo e sim preocupado:
- Daniel! Que prazer em revê-lo. Tudo bem com você? - Perguntou ansioso.
- Sim, estou ótimo agora.
- Graças a Athena. - Agradeceu o homem.
- Por que não nos disse que esse salário era pequeno? Nós o teríamos aumentado. - Reclamou Onir.
- Mas eu...
- Sem "mas". Vamos te dar pagamento maior e não se fala mais nisso. - Finalizou Amir. A brasileira piscou várias vezes, estaria sua sorte mudando afinal?
- Não ficaram chateados por eu não vir trabalhar?
- De forma alguma. Seu colega da casa de Escorpião veio e nos explicou o que aconteceu. E um outro aprendiz esteve nos ajudando. Ele só não era tão bom e esforçado como você e reclamava demais.
- Outro aprendiz? Quem era?
- Não falou o nome mas tinha um sotaque espanhol e era emperdenido e arrogante. Ainda bem que está de volta! - Sorriu Benir, abraçando a garota com força.
- Também... Acho... - Conseguiu falar apesar de estar sendo esmagada.
Enquanto trabalhava, Sara pensava sobre o que lhe contaram. Então fora por isso que Basílio se recusara a ir tratá-la. Estava servindo de faxineiro no refeitório. Achava estranho que justo ele tivesse feito esse serviço pois se lembrava exatamente das palavras do jovem no seu primeiro dia no emprego: "Que vergonha...Como puderam nos rebaixar tanto assim? Imagine o que estes fracotes vão pensar da gente quando virem que um de nós tornou-se um reles serviçal?". Deu de ombros, depois daria um jeito de esclarecer aquela história. Antes de ir embora recebeu o salário da semana que passara e um abono, presente de "boas vindas" como referiram os irmãos.
A garota retornou feliz para o templo, finalmente poderia voltar à sua vidinha. Foi imediatamente cuidar de Shion e encontrou o burrico tão desnutrido quanto ela estava.
- Ai, meu amigo, desculpe, mas sua dona estava tão doente que nem pôde vir aqui... E eu não quis que nenhum dos rapazes te visse, por isso ninguém apareceu. Você me perdoa? - O burro zurrou fracamente em concordância, fazendo-a sorrir. Olhou a horta. Não estava perdida pois chovera durante a semana e isso salvara as plantas. - Vamos, tenho aulas a dar. E você, cenouras a comer.
Arrastou-o para a vila e lá chegando comprou três ramos de hortaliças, que o animal devorou rapidamente. Rindo, conseguiu com um feirante um balde de água limpa, que também foi esvaziado com voracidade. Vendo que seu amigo estava satisfeito, seguiu com ele até a escola e soltou-o para que pastasse livre.
Limpou bem a sala e sentou-se em sua mesa esperando os alunos. Dessa vez demoraram mais a chegar e o faziam displicentemente.
- Professor, você voltou! - Hebe abraçou-a contente.
- Sim, minha querida. E onde estão seus amigos?
- O senhor não veio a semana toda, acho que pensam não vai dar mais aulas.
- Que é isso, só fiquei doente. Sente, quando todos chegarem vamos começar.
Após a última criança adentrar, Sara iniciou o ensino do grego e ficou satisfeita em ver que seus ensinamentos anteriores não haviam sido esquecidos. Na hora da merenda, porém...
- Daniel, não trouxe lanche hoje? - Perguntou Loukas.
- Não, sinto muito... - Respondeu ela vendo os rostinhos desolados. Suspirou, ainda se daria mal com aquele coração de manteiga. - Porque hoje vamos fazer melhor. Vamos comer na vila! E você vai escolher o que vamos lanchar.
As crianças se levantaram num pulo, felizes da vida. A garota os guiou ao centro do vilarejo e o menino decidiu-se por keftedes¹, que todos apreciaram. Sara estava tão entretida com a comilança que nem notou que era observada.
- Alguém pode me dizer o que aquele pivete faz aqui a esta hora? - Perguntou Mu, zangado.
- E eu sei? - Rebateu Milo, dando de ombros.
- Quem são aquelas crianças? - Observou Máscara da Morte.
- Desconheço. Mas vamos segui-los e ver o que acontece. - Finalizou Shaka.
Assim que todos se alimentaram, a garota os guiou de volta à sala e iniciou a aula. Não havia se passado nem 10 minutos quando sentiu uma forte energia do lado de fora e risos incontroláveis. Seu coração deu um salto e o estômago revirou, o pior acontecera, tinham-na descoberto.
- DANIEL! SAIA DAÍ JÁ! - Ouviu a voz extremamente irritada do cavaleiro de Áries. Seus alunos olharam-na assustados.
- Está tudo bem, só não se aproximem viu? - E saiu da escola como se caminhasse para o cadafalso. Deu de cara com os Mestres de Ouro, Milo e Angelo contorciam-se no chão de tanto rir, Shaka olhava espantado a inscrição na parede e Mu tinha os olhos injetados de sangue, rangia os dentes e mantinha os punhos cerrados.
- Aprendiz, pode nos explicar o que são esses dizeres? - Apontando a parede.
- É... É... É o nome... Da escola... - Aquilo pareceu enfurecer Áries ainda mais pois sua cosmo energia aumentou e seus cabelos flutuavam sem vento.
- E colocou essa ofensa ao Grande Mestre aí por quê? - Indagou o virginiano quando se recuperou do susto.
- Não é ofensa... - Murmurou ela.
- NÃO É OFENSA? VOCÊ ESTÁ CHAMANDO O MEU MESTRE DE BURRO! - Gritou o ariano.
- Mas Shion é um burro. - Ouviram uma vozinha fina e olharam na direção dela, encontrando Kastor que tremia assustado. Aquilo fez com que Câncer e Escorpião tivessem um novo ataque de risos, ficando quase sem ar.
- Kastor, eu mandei que ficasse lá dentro. - Sussurrou o professor.
- O que disse, criança? Chamou o Grande Mestre de burro?
- Não, mas Shion é um burro. - Retorquiu inocente.
- Ora seu! - E o cavaleiro da primeira casa avançou para o pequeno e o teria agarrado pelo pescoço se Sara não tivesse se colocado em sua frente.
-Ei, o que pensa que está fazendo? - Falou estreitando os olhos ameaçadoramente. Aquilo fez com que o cavaleiro hesitasse pela primeira vez. Mas não foi o suficiente para pará-lo.
- Sai da frente, pivete. Acerto minhas contas com você depois. - E desferiu-lhe um forte tapa no rosto, cortando-lhe o lábio inferior. A brasileira sentiu o gosto de ferro na boca mas não se moveu.
- Kastor, eu estou bem... - Disse abaixando e sussurrando-lhe algo no ouvido. - E para dentro. AGORA! - O menino se assustou mas atendeu de pronto a ordem.
- Mu, é uma criança, controle seus nervos. - Tentou acalmá-lo Shaka.
- Eu vou destruir essa infâmia! - E o cavaleiro concentrou-se elevando sua energia e lançando-a com toda a força contra a parede da escola.
- NÃO! - A garota jogou-se contra a esfera luminosa, impedindo que esta atingisse seu objeto mas recebendo todo o seu poder. Sentiu como se uma corrente elétrica de alta intensidade percorresse eu corpo, fazendo-a tremer e se debater incontrolavelmente. Caiu de encontro ao muro ofegando, os pulmões ardendo, o coração quase saltando pela boca. Ouviu então uma voz suave e preocupada acima de sua cabeça:
- Professor! Que é que houve? - Olhou para cima e viu que Hebe e as outras crianças estavam penduradas na janela, olhando toda a cena espantadas.
- Saiam daí... Vão quietinhas para casa...
- Mas por que eles estão batendo no senhor? - Quis saber Kore.
- Depois eu conto...
As crianças saíram da escola mas não foram embora, ficaram ao lado do local, temerosas do que poderia acontecer com seu tutor.
- Pare com isso, aprendiz de araque. Vou tirar essa inscrição daí e colocar esse lugar abaixo. - Vociferava Mu, completamente ensandecido.
- Não se eu puder impedir... - Se levantando.
A esta altura Milo e Máscara da Morte já haviam parado de rir e observavam junto com Shaka o desenrolar daquela história.
- Não devíamos impedir isso, caras? - Sugeriu o Escorpião.
- Não agora. O jovem Daniel vai ter a oportunidade dele de provar ao nosso amigo o seu valor. - Disse Virgem. Apesar da calma aparente, estava com os sentidos alertas para o caso do companheiro se descontrolar de vez e tentar atacar mais algum inocente.
O cavaleiro de Áries não esperou mais e pulou em cima da garota, desferindo-lhe uma série de chutes e socos. Ela nada fez para se defender e recebeu todos os golpes, caindo de joelhos no chão.
- Como é, não vai se defender?
- Não... Só se atacar a escola... - Respondeu arquejando.
- Pois então vou acabar com isso de uma vez. EXTINÇÃO ESTELAR! - E ele lançou seu mais poderoso ataque contra a pobre cabana na direção onde estava o aprendiz. Não contava porém que uma das crianças corresse para lá.
- Professor, cuidado! - Exclamou Hebe, colocando-se na frente de Sara.
- NÃO! - Gritaram os cavaleiros aterrorizados. Mu ainda tentou desviar o ataque mas foi tarde demais, este atingiu em cheio seu objetivo. Uma nuvem de poeira foi levantada, obstruindo parcialmente a visão de todos.
- Hebe... - E Frona começou a chorar, sendo acompanhada pelos coleguinhas.
- Mu... O que você fez... O QUE VOCÊ FEZ? - Gritava Shaka indignado.
- E-eu... Ele me... Ela entrou... - O rapaz estava em estado de choque, não acreditando no que acontecera.
- Deusa... Nós temos que trazer Athena e Shion aqui agora. Talvez ainda haja chance de salvá-la. - Falou Angelo se preparando para ir ao 13º templo quando ouviu:
- Gente, o professor disse que ninguém podia sair daqui. Segura ele! - Era Kastor. E do nada o cavaleiro viu-se soterrado por um bando de crianças que sentaram-se sobre ele, impedindo-o de mover-se.
- Saiam de cima de mim, pirralhos! - Gritou irritado.
- Ih, Mask, já vi que não sai daí hoje. Deixa que eu vou então. - Disse Milo, rindo. Porém...
- Ele também! - E assim metade dos pequenos segurou o Escorpião deitado.
Enquanto isso Shaka segurava o amigo pelos ombros e o balançava, possesso:
- Seu grande idiota descontrolado! Você matou uma criança!
- Mas... Mas eu não... O que vai acontecer agora? - Perguntava com os olhos marejados de culpa, arrependimento e pavor.
- Saori vai decidir. Vamos ver se sobrou algo daqueles dois para que possamos enterrá-los.
Ambos se aproximaram da escola mas pararam surpresos ao verem uma sombra surgir em meio à poeira e fumaça. Era Sara e em seus braços trazia a menina, desacordada. Ambas estavam apenas levemente feridas a despeito do golpe que levaram.
- Dan-Daniel? Co-como pode...? - Mu estava estupefato.
- Eu a protegi. - E virou-se mostrando as costas nuas e queimadas, com múltiplos cortes fundos. O aspecto era feio mas não havia gravidade nas lesões. - Mesmo assim, ela foi atingida e estava sangrando.
- E por que está tão bem agora? - Questionou Shaka igualmente surpreso.
- Por que eu quis... - Disse, o olhar desfocado como se estivesse em transe. - Hebe, acorde... - Sussurrou manso no ouvido da menina e eles viram uma energia cálida envolver o pequenino corpo. As pálpebras infantis tremularam e os olhos se abriram. Imediatamente a aprendiz sentiu uma fraqueza geral, estremecendo e suando frio. Só segurou-se em pé por causa da aluna. Fechou os olhos com força e pareceu acordar de um sonho.
- Professor... Cadê a escola?
- Você a protegeu. Estou orgulhoso. - Disse sorrindo. - Olhe ali, seus amigos também são corajosos. - A menina olhou e não agüentou, rindo da posição ridícula em que Milo e Angelo se encontravam.
- Eu quero ir lá também! Cadmus, deixa eu sentar um pouco. - Pedia vendo o colega pulando no peito de Máscara da Morte o qual não podia empurrá-lo, pois tinha seus braços presos por duas das garotinhas.
- Não, chega de confusão por hoje. Agora você vai pra casa. E meninos, fiquem aí até eu voltar. - Disse enquanto se afastava.
- E nós? - Perguntaram os dois cavaleiros rendidos.
- Ficam também.
Caminhava tranqüila até sentir as presenças de Virgem e Áries ao seu lado.
- Vamos contigo. Temos muito o que explicar à família dela. - Disse Shaka, olhando de esguelha para Mu que nada falou. A morena sorriu e cochichou algo para a aluna, que concordou coma cabeça.
Chegaram sem demora à pobre casa da menina e foram imediatamente recebidos pelos pais; a mãe logo a tomou dos braços de Sara e abraçou-a com força.
- O que aconteceu? O que houve com a minha filha? Está toda arranhada. E tem sangue no seu vestido. - Perguntou Orestes assustado.
- Senhor, viemos aqui com o jovem Daniel, apresentar nossas desculpas. - Disse Shaka.
- Desculpas? Que desculpas?
- É que... Hoje eu... - Iniciou Mu mas foi interrompido pela aprendiz:
- Senhor Orestes, é que hoje pela manhã meus mestres, os Cavaleiros de Ouro, estavam de passagem pela vila e viram a nossa escola. Eu apresentei-lhes a turma e um dos alunos pediu uma demonstração do mestre Mu de um dos seus ataques. Ele o fez só que quando lançou o ataque uma das meninas gritou tão alto que o assustou e desviou-o do ponto inicial. Ia atingir a escola. Aí eu pulei na frente e acabei de machucando, nada muito grave. Só que a Hebezinha resolveu ir ver como eu estava, acabou tropeçando no chão e se arranhando. E quando chegou perto de mim não agüentou e me abraçou, se sujando um pouco com meu sangue. Não é verdade Hebe? - Perguntou a morena.
- Sim, professor! - Mentindo descaradamente.
Os cavaleiros estavam boquiabertos, nunca tinham visto alguém inventar uma desculpa tão rápido e com tamanha cara de pau. Só que os pais da menina aceitaram de pronto a explicação estapafúrdia. Agradeceram imensamente e os convidaram para entrar; Sara recusou polidamente assim como os outros e retornaram à escola.
- Não deveria mentir, Daniel. - Ponderou Virgem. - Por que não nos deixou dizer a verdade?
- Porque são ícones aqui. Ídolos para essas pessoas, para as crianças. Que fariam se soubessem o que aconteceu? Hebe não ficou magoada e os outros também não. Mas estão devendo essa e umas boas desculpas. - Respondeu sorrindo. Mu permaneceu mudo durante todo o trajeto.
Ao chegarem encontraram os dois cavaleiros na mesma posição. Máscara da Morte xingava todos os palavrões que conhecia e Milo tentava jogar seu charme para cima das meninas e fazer com que elas o soltassem.
- Tsc, tsc, tsc. Que cena mais feia, não? - Gracejou a brasileira.
- Pivete! Tire-nos daqui. Ainda somos seus superiores. - Vociferou o italiano ameaçadoramente.
- Não, não. Aqui e agora são apenas dois homens que só fizeram rir diante de fatos nada agradáveis e ainda queriam fazer fofoca para o Grande Mestre.
- $¨$#&. - Bradou Câncer, fazendo a menina ruborizar.
- Que palavreado horroroso! Melina, Iola, venham comigo. - Ela entrou na sala de aula seguida das garotas e estas retornaram com um pedaço de sabão nas mãos. - Podem limpar a boca desse mal educado.
- Obaaaaa! - E as duas esfregaram com toda a força que tinham os sabonetes nos lábios do cavaleiro, que não conseguiu se defender por causa do peso dos outros meninos. Como as garotas haviam saído de cima do Escorpião, este viu que a pressão sobre si afrouxara e tentou se levantar. Sentiu porém uma nova carga em sua barriga e viu que a aprendiz substituíra as alunas.
- Ei, sai daí. Eu não tenho pena de derrubar você.
- Ah, que pena, eu queria te ver tentar. - Sorriu, colocando Erebos em seu colo. - Atlas, Paion, para vocês. Podem fazer arte no senhor Milo que eu sei que ele não se importa. - Disse entregando aos garotos hidrocores coloridos, comprados tempos antes para uma futura aula de desenho.
- EEEEEEHHHHHHHH! - E em cinco minutos o pobre cavaleiro tinha o rosto e os braços completamente pichados.
- Agora chega, meus anjos. Hora de ir para casa. - Ordenou Sara após um tempo de diversão dos pequenos.
- Ah, já? - Reclamou Akaios.
- Já! E nada de contar o que aconteceu aqui, é segredo nosso viu?
- Sim professor! - Responderam num uníssono.
- Agora cumprimentem os cavaleiros e podem ir. - Um por um eles se despediram dos homens, inclusive de Milo e Máscara da Morte e foram embora.
- Não acredito que terei que voltar ao Santuário assim! - Choramingava o escorpianino que tinha desenhos dos mais engraçados estampados pelo rosto.
- Pelo menos... Puá! Não tem esse gosto na boca... Eca! - Tentava tirar o que sobrara de sabão da boca.
- Espero que a escola esteja de pé quando eu retornar amanhã, mestre Mu. - Falou a garota, sorrindo mas com um olhar mortal. Ele nada disse e quem falou foi Shaka.
- Sim, estará. Mas antes só me responda uma coisa, por que essa ofensa contra o Grande Mestre?
A morena suspirou, cansada. Era melhor acabar com aquilo. Colocou dois dedos na boca e assoviou. Imediatamente o burrico apareceu e encaminhou-se para ela, oferecendo a cabeça para um carinho.
- Shion, cumprimente nossos amigos. - Disse acariciando a crina.
- DEU O NOME DO MESTRE A UM BURRO? - Exclamou Milo.
- Sim. - Respondeu simples.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHA! - Ele e Angelo tiveram outro ataque de riso, intercalados pelos engasgos do italiano com o sabão.
- Chega vocês dois! - Interferiu Shaka, exasperado. - Depois de tudo o que houve aqui só nos resta pedir perdão, jovem Daniel. E estamos às suas ordens. O que quiser de nós, faremos.
- Só gostaria que o verdadeiro Shion não soubesse da escola. Acho que ficaria mais bravo que o mestre Mu.
- Então tem nossa palavra de que não chegará nada aos ouvidos dele. Estão de acordo? - Ameaçando os colegas bagunceiros.
- Sim, senhor! - Ambos batendo continência.
- Mu? - Este apenas assentiu com a cabeça, envergonhado.
- Se estamos acertado eu já vou pois vou reiniciar meu treino hoje. - Sorriu a garota.
- Ah, aprendiz, só mais uma coisa. Poderia ir à minha casa ainda hoje? Tem algo que me intriga mas quero ter uma conversa a sós. - E estreitou os olhos perigosamente diante os risos debochados dos colegas.
- Claro, mestre Shaka. Até mais. E senhor Milo, sua maquiagem está linda! - Gracejou arrastando Shion consigo e deixando o pobre cavaleiro sem ação; este contudo não pôde deixar de reparar que sob o tecido da roupa de treino o peitoral de seu aluno parecia maior e mais curvo.
N.A.: E quem disse que minha menina não é forte? Agüentou uma Extinção Estelar na raça. Ah gente, descobri que cometia um erro terrível! Eu esqueci que a casa de Sagitário fica depois da de Escorpião e não antes. + Mas nada que interfira muito na história. Prometo que vou ser mais cuidadosa.
keftedes¹ bolinhos de carne gregos.
