Pitty Souza - Acho que cumpri a promessa de não demorar para postar... Espero que gostes... Obrigada pelo teu comentário. Aí ai... Penultimo capitulo. Estou a ficar ansiosa...
Kika de Apus - É verdade estamos mesmo no fim... Dá-me vontade de chorar de pensar que a minha história do coração vai acabar já no capitulo 30... Muito obrigada por comentares...Espero que este capitulo tenha ficado do teu gosto
Silvia - Obrigada por teres começado a ler a minha fic... Espero que estejas a gostar e que gostes deste capitulo
Meus Deus! Eu nem posso acreditar que só falta um capitulo após este... Este é longo e com muita informação, mas espero que vos deixe a roer as unhas para o 30.
Beijinhos
ps: K-CHAN não te tenho visto por aqui? Será que desististe da minha fic?
Capitulo 29 -Um Presente Intemporal
A confiança é um requisito fundamental quando se ama. Um amor sem confiança vai estar constantemente sujeito aos altos e baixos, a meias frases, a sentimentos estranhos e intrometidos que nos impedem de amar livremente. Quando amamos, devemos amar incondicionalmente, e confiar plenamente. Demonstrando aos outros, aquilo que gostaríamos que demonstrassem por nós.
O Kenshin mergulhou na àgua quente. Fazia dois dias desde que tudo aquilo tinha acontecido, e, ele nunca tinha saído da beira dela. Mas agora que o Aoshi tinha chegado ele aproveitou para se limpar do sangue seco das suas feridas.
Deixou-se relaxar na banheira, enquanto relembraVa a conversa com o Aoshi:
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O homem alto de olhos azuis observou-a "O que é que os médicos dizem?"
O Kenshin ajoelhou-se à cabeceira dela: "Está estável agora, mas, algumas feridas vão demorar a curar. "
"Outras talvez nunca curem." - o outro respondeu
O Kenshin engoliu em seco. Era tudo culpa dele. Ela estava metida naquela situação porque o tinha conhecido."No que depender de mim, eu vou fazer de tudo para que ela fique bem."
"O Iizuka não foi encontrado ainda?" - o Aoshi perguntou
"Não. Mas ele não deve ter ido longe... Estava ferido demais... Eu até pensava que ele estava morto."
"Assim que ele for encontrado ela pode estar mais descansada. Todos os outros foram mortos, certo?"
O Kenshin relembrou o incidente na floresta. As lutas até chegar ao topo da montanha, até à morte da Tomoe. "Sim... Estão todos mortos."
"Eu vou fazer um perímetro na busca dele. Assim que o encontrar digo-te." - o homem de gabardina disse
"Aoshi?" - O Kenshin chamou quando viu que este se ia embora, fazendo-o voltar-se para trás - "Podes ficar um pouco com ela, por favor? Eu preciso fazer uma coisa, e quando ela acordar, se não for eu a estar aqui, ela vai desejar ter alguém em quem confie."
O lider dos Oniwabanshu acenou com a cabeça.
"Arigato." - o ruivo olhou mais uma vez para ela e saiu do quarto.
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Saiu do banho e vestiu um hakama. Apesar de saber que ela estava protegida, ansiava voltar de novo para a sua beira.
Havia tanta coisa para falar. Como é que ela sabia da sua cicatriz? Quem eram o Sano e a Misao? E tantas outras coisas que ele esperava ter tempo de saber as respostas...
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O Aoshi olhou para ela. Era estranho como tudo parecia voltar ao mesmo. Já não era a primeira vez que estavam naquela situação.
A Kaoru era uma jovem inteligente e bela, que parecia estar sempre no lugar errado à hora errada e com as pessoas erradas. Mas por incrível que pareça, era como se ela sempre conseguisse ser mais forte do que todas as adversidades que enfrentava. E por mais escuro que parecesse o seu destino, ela, seguia em frente, aproveitando todos os feixes de luz, para chegar ao fim.
"Ken...shin..." - ela balbuciou
O Aoshi colocou a mão na testa dela. Não estava quente, era sinal de que não tinha febre. Talves estivesse prestes a acordar.
"Kaoru... O KEnshin volta já."
"Aoshi..." - ela disse com um sorriso, ainda com os olhos fechados."Estás aqui..."
"Sim. Vim ver como estavas." - ele respondeu
"Estão todos bem? O Kenshin? A Sakura?" - ela tinha tentado abrir os olhos mas havia muita claridade no quarto.
"O Battousai esteve sempre do teu lado durante estes dois dias, ele volta já. A Sakura... Ela vai ficar bem, não te preocupes."
Ela sorriu. O Iizuka tinha mentido. Afinal ela ainda estava viva. Que bom...
"Aoshi...Preciso que me faças um favor..." - ela abriu os olhos lentamente, e como ainda não estavam ajustados à luz, de imediato se encheram de àgua.
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Malditos... Maldita... Como é que isto foi acontecer? Estava tudo a correr conforme o planeado... A ferida que a espada do Battousai tinha feito no seu peito estava cada vez mais infeccionada. Mas ele não podia ir a nenhum lado, porque tanto os Ishishinshi, como a patrulha Shinsen o procuravam. Sem contar com os quatro capachos do Aoshi... Era o homem mais procurado da cidade naquele momento.
"Ainda bem que aquele desmiolado do Chiro me pagou antes de morrer..." - Ele riu desdenhosamente ignorando as dores - "Vou conseguir escapar deste país rico!"
"Não vais assim tão longe." - uma voz rouca por trás de si disse.
Ele não conhecia aquela voz...
"Quem és tu?" - ele indagou voltando-se para trás.
"Eu sou o homem que te vai matar..." - e riu como se tivesse prazer naquilo que estava prestes a fazer.
"Idiota! Já escapei ao Battousai! O que te faz pensar que TU me vais conseguir matar?" - ele gritou
O samurai correu na direcção do Iizuka tão rápido que ele não conseguiu sequer aperceber-se de que este tinha tirado a espada da baínha e que lhe tinha desferido um golpe no mesmo sítio que o Kenshin lho tinha feito antes.
Quando viu o copro da sua vitima cair inerte no chão, ele respondeu à pergunta anteriormente feita.
"Porque uma nova era começa comigo, Shishio Makoto. E nessa era, não há lugar para Hitokiris Fracos... Só os fortes sobrevivem..." - ele embainhou a espada, e deixou o Iizuka para trás.
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Quando o Kenshin entrou no quarto ela já estava acordada e sorriu quando o viu.
O Aoshi saiu deixando-os sozinhos.
O ruivo sentou-se ao lado dela.
"Kenshin eu.." - ela ia começar a explicar tudo mas ele parou-a.
Ele iria ser o primeiro a falar. "Gomen... Kaoru." - ele colocou as mãos no chão e baixou a cabeça.
"Kensin não..." - ela tentou impedi-lo, mas ao mover-se as suas feridas lembraram-na de quão frágil ela ainda estava.
Ele colocou as mãos dele como apoio e segurou-a contra o seu peito, abrançando-a. "Tu nunca me mentis-te."
O Kenshin estava exausto de tantas confusões entre eles... e aquele momento só dos dois, parecia mágico. Imperturbável. O cabelo dela tinha aquele cheiro característico do jasmim. Tão doce... Inocente.
Ela desencostou-se do peito dele, e fez um esforço para ficar sentada, de frente para ele.
Após alguns segundos ela exclamou: "A tua cicatriz... Está diferente."
Ele colocou a mão na cara. "Quando eu apareci naquela noite, e tu a viste, parecias já saber que isto ia acontecer..."
Ela colocou a mão sobre a dele. "Há tanta coisa que ainda te preciso contar Kenshin."
"Eu sei. Mas..." - ele passou a mão pelo rosto dela. - "Há algo que eu quero fazer antes disso." - aproximou o seu rosto do dela e saboreou os seus lábios suavemente.
A Kaoru foi apanhada desprevenida. Foi tão repentino... Ela ansiava por aquele beijo há muito tempo... Lágrimas começaram a escorrer do seu rosto novamente enquanto se beijavam.
O Kenshin beijou as suas lágrimas, bem como todo o seu rosto... A sua pela era tão macia... "Porque choras, Kaoru, não é isto que desejas?"
Ela abanou com a cabeça."Kenshin no baka... É claro que é isto que desejo... Só não me consigo acreditar que já passou..." - ela sorriu e ele abraçou-a com cuidado por causa dos ferimentos dela.
"Eu quero reparar todo o mal que fiz Kaoru..." - ele sussurrou no ouvido dela. "Mas... eu não sou digno de alguém como tu sabes... Ainda por cima depois de tudo o que aconteceu..."
"Kenshin...Tu não tiveste culpa de nada daquilo que aconteceu..."
"Eu matei a Tomoe."- ele disse deixando-a estupefacta.
Ele olhou para ela na tentativa de encontrar algum resentimento ou mágoa, mas a resposta dela surpreendeu-o:
"O único culpado foi o Iizuka... Todos os outros, bem como a Tomoe foram usados por ele.. Como peões num jogo de xadrez..."
O Kenshin continuou: "Não Kaoru... O Iizuka foi o mentor sim... Mas eu matei a Tomoe... Eu não queria mas..."
"A Tomoe queria vingar-se de ti..." a Kaoru estava decidida a contar a verdade - "Kenshin, o que te vou dizer pode ser duro de ouvir, mas, foi o que eu li no diário dela."
"No.. Diário?" - o ruivo lembrou-se de que todas as noitas quando estavam em Otsu a via escrever antes de se deitar.
"Aparentemente a Tomoe estava noiva, mas, numa batalha o noivo dela foi morto... Por ti. E então ela decidiu vir para aqui e vingar-se. O Iizuka aproveitou-se disso, e usou-a. Só que À medida que convivia contigo ela descobriu que não eras nenhum monstro... Ela disse que eras até mesmo gentil demais para um Hitokiri..."
"Eu matei tanta gente... Como hei de saber quem seria o noivo dela?" - ele ficou pesaroso.
"No diário havia também a história de uma maldição... A tua cicatriz..."
O Kenshin pôs a mão na bochecha esquerda... e relembrou a noite em que matou o homem que lhe tinha feito a primeira parte da cicatriz... Fechou os olhos e pôde reviver toda a cena de novo... e no momento em que lhe desferiu o golpe mortal, recorda-se de o ter ouvido murmurar algo... Um nome... Seria Tomoe? Depois recordou o momento há dois dias atrás, no qual a Tomoe pegou no punhal e fez o resto da cicatriz... Seria possivel? Seria essa a ligação?
"Kenshin? Estás bem?"
A voz dela trouxe-o de novo ao presente. Havia um ar de preocupação no olhar dela. Era injusto. Depois de a ter feito passar por tudo aquilo, ele ainda a estava a fazer preocupar-se mais.
"Iie. Não quero ver preocupação no teu rosto Kaoru... Quero ver felicidade." - ele afagou o rosto dela.
"Tu és a minha felicidade..." - ela respondeu fechando os olhos ao sentir o toque da mão dele no seu rosto.
Ele sorriu. Apesar de se sentir idigno, ouvi-la dizer aquilo fazio sentir-se bem..."Mas, tu tinhas algo a contar-me."
Ela abriu os olhos: "Sim."
"E então? Queres contá-lo agora?" - ele perguntou
"Sim. É acerca de como eu vim parar aqui. Mas preciso que acredites em mim e não aches que eu preciso ser internada numa clínica mental ou assim, ok?" - ela avisou
Ele abanou com a cabeça: "Eu CONFIO em ti... meu amor."
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Já tinha passado uma semana desde que ela lhe tinha contado a verdade. Desde os sonhos de criança nos quais ele aparecia a chamá-la, dizendo que tinha saudades suas, até ao dia em que os pais dela morreram e ela apareceu ali.
Ele perguntou-lhe quem era o Sano e a Misao, porque tinha-a lido no seu diário os nomes deles. E ela explicou.
No entanto a dúvida subsistia: Será que ela ficaria ali para sempre?
Apesar de ele não falar nisso directamente, a Kaoru sabia que o Kenshin pensava nisso. Por vezes ele aparecia no seu quarto de noite, e quando pensava que ela estava a dormir, abraçava-a e sussurrava que nunca a deixaria ir para lado nenhum. Que nunca a abandonaria.
Mas ela não podia deixar de sentir que algo iria acontecer...
Toda a gente estava feliz. Uma nova era parecia estar no horizonte daquele país...
E o Kenshin parecia estar feliz com isso.
Naquele dia de manhã, ele tinha acordado cedo, e tinha-a avisado de que precisava encontrar-se com o Katsura, mas voltaria antes da hora de almoço, porque queria levá-la a um sitio em especial.
Ela concordou. E esperava pacientemente por ele no jardim, quando ouviu passos.
"Quem está aí?" - ela chamou começando a sentir-se assustada
"Sou eu." - a voz acalmou-a
"Aoshi. és tu... Fico mais descansada. Pregaste-me um susto." - ela colocou a mão no peito de alivio.
Ele aproximou-se: "Eu fiz aquilo que me pedis-te."
A Kaoru sorriu quando o viu tirar uma caixa preta do bolso. "Arigato Aoshi-sama."
"Espero que sejas feliz, Kaoru." - ele disse-lhe
"Espera!" - ela chamou - "Vais voltar para aquela pessoa que deixas-te para trás não vais AOshi?"
Ela olhou-a: " Estive a pensar quando é que fui mais feliz... E cheguei à conclusão de que, no meu caso, o meu passado é o meu futuro."
A Kaoru sorriu. "Boa sorte Aoshi. E muito obrigada por tudo. Eu tenho a certeza de que vais ser muito feliz."
Ele olhou em frente e disse enquanto se ia embora: "O Hannyia, Beshimi, Hyottoko, Shikijou, também te desejam as felicidades, mas, eles gostam menos de despedidas do que eu... por isso mandaram-nas por mim..."
A Kaoru sorriu... A vida de todos estava a arranjar-se... Que bom...
Assim que o Aoshi desapareceu, ela viu ao longe uma forma de alguém que conhecia bem.
Yahiko.
"Yahiko!" - ela gritou de júbilo quando o viu.
A Kaoru já não estava com ele desde o incidente no restaurante.
"Ei! Estás bem melhor do que aquilo que eu pensei." - ele disse ao avistá-la.
Ela sorriu.
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A Yumi fechou a porta do seu quarto. Aqueles dias eram de doidos... O restaurante tinha ardido, ela tinha ficado sem uma grande parte daquilo que lhe pertencia, mas, o que mais a preocupava é que fazia uma semana que ELE não aparecia.
Será que ele tinha desistido dela? Ou lhe teria acontecido alguma coisa de grave?
Sentou-se em frente ao espelho. Os anos passaram por ela sem se dar conta. Quanto tempo mais é que ela iria aguentar? Os homens apareciam e desapareciam na sua vida. Mas aquele era especial... Por mais que ela se protegesse, e por mais vezes que ela tivesse prometido a si própria que não deixaria mais nenhum homem comandar o seu coração... Ela sabia que ele já o tinha feito.
"Homens..." - ela suspirou.
Olhou para todas as coisas belas que tinha, que lhe tinham sido oferecidas por homens, em troca do usufruto da sua beleza... Atirou com todas as caixas de joias, perfumes, tudo para o chão.
Sentia raiva... Eram todos uns porcos... Vazios... "Fracos!"
Tinha vontade de chorar de raiva, mas controlou-se.
"Estás... enervada hoje..."
Ela reconheceu aquela voz... e o seu corpo reagiu de imediato... Estremeceu.
"Podia dizer que tenho pena de desperdiçares tanta coisa bonita... Mas... não tenho..." - ele abriu a porta e entrou dentro do quarto e aproximou-se dela. "Eu posso dar-te muito mais."
"Shishio..." - o seu coração batia tão forte que quase que se conseguia ouvir...
"Shhh... Nenhum deles era forte o suficiente para ti... Nenhum deles te mereceu Yumi..."
Ela abraçou-o.
"Mas tu vais ser a mulher que vais estar ao meu lado quando eu conquistar este país..."
Ela encostou a cabeça no peito dele... Sim... Shishio Makoto era o homem que governaria não só o Japão, mas o coração dela também.
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A Kaoru estava na cozinha a preparar o jantar. Quando sentiu os braços dele a apertarem-na, e o seu queixo pousar em cima do ombro dela.
"Kenshin..."
Ele ficou ali por alguns segundos até que lhe perguntou: "Como correu o teu dia?"
"Hoje fiquei a saber que o Yahiko partiu com o Aoshi... Ele prometeu que ele poderia pertencer ao Oniwabanshuu. Sabes, fico descansada porque sei que o Aoshi vai cuidar bem dele."
"Isso é bom... Aquele miúdo já perdeu muita coisa." - o Kenshin respondeu
Depois voltou-a para ele.
Ela reclamou: "Kenshin tenho que fazer o jantar..."
Ele sorriu "Eu tenho uma coisa para te contar."
A Kaoru ficou curiosa. Os olhos dele tinham aquela cor linda, violeta. E o seu rosto transmitia uma paz...
"Eu saí dos Ishishishi... Não quero mais ser um Hitokiri..."
"Kenshin." - ela exclamou: "Fico tão feliz..."
"Eu percebi que não posso tomar lados Kaoru... Sempre que tomar um lado vou estar a matar alguém do outro lado, que também acha que está certo... E quem sabe o que é a verdade?"
Ela passou os dedos pelos lábios dele."Tens razão..."
"Para mim, as únicas pessoas a quem quero proteger, são a minha familia... Tu."
Ela corou... "Eu sei que estou protegida contigo..."
O Kenshin abraçou-a mais forte e beijou-a intensamente. Não a queria largar por nada daquele mundo. Apesar de já não ser a primeira vez que ele a beijava, a Kaoru ainda não se tinha acostumado... Cada vez que ele o fazia, as suas pernas tremiam... Mas era tão bom...Sentir o corpo dele tão perto do dela...
Assim que os lábios dele largaram os dela, a Kaoru lembrou-se de algo: "Kenshin, eu tenho uma coisa para ti."
Ele ficou curioso... A Kaoru correu para o quarto e ele foi atrás dela calmamente. Dentro de uma gaveta, ela tirou uma caixa preta de veludo e estendeu-lha. "É para ti."
O Kenshin ficou a olhar para o objecto nas mãos dela. "O que é?" - ele perguntou
"Abre e vês..." - ela respondeu com um sorriso igual ao de uma criança, na expectativa da reação dele.
Ele abriu a caixa e tirou de lá de dentro um fio de prata com uma pequena chapa em prata. Ele já a tinha visto antes, mas agora, ela tinha algo gravado.
Para: Kenshin Himura com amor K,K
O Kenshin sorriu.
"Eu sei que não é nada de especial, mas..."
"Tem muito valor para mim Kaoru. Obrigada... As ... Kaoru Kamyia..."
"Sim... é para nunca te esqueceres de mim Kenshin." - ela baixou a cabeça. Era aquele sentimento de novo. Aquele sentimento que lhe dizia que aquele momento de felicidade não iria durar para sempre.
Ele colocou à volta do pescoço: "Eu nunca me vou esquecer de ti,princesa...Porque tu vais estar sempre aqui comigo... Não é?" - ele perguntou
A Kaoru não quis deixar que os seus medos estragassem aquele momento. "Claro que vou."
Ela analisou a medalha melhor e acrescentou: "Mas sabes... Esta medalha tem um erro..."
"Como?" - ela de imediato pegou na medalha que estava ao pescoço dele e leu cuidadosamente a inscrição. "Não Kenshin, está tudo certo..."
Ele abanou a cabeça. "O teu nome... não está correcto..."
Ela releu."Kaoru Kamyia..."
Ele levantou-o o rosto dela para que a olhar nos olhos."O teu nome não será mais Kaoru Kamyia, mas Kaoru Himura..." - os olhos dele fixaram-se nos dela - "Se tu aceitares o meu pedido de casamento."
"Kenshin?" - ela sentiu lágrimas a quererem formar-se nos seus olhos.
"Kaoru, tu és a única que me conhece bem... E apesar disso, eu sinto-me uma pessoa nova contigo... Só conseguirei viver uma nova vida se tu estiveres a meu lado... Como MINHA mulher...Por isso, aceitas casar comigo?"
Ela agarrou-se ao pescoço dele e beijou-o. Ao ínicio foi um beijo suave, mas foi ficando cada vez mais intenso. Ele agarrou-a contra si, deixando que a sua lingua conhecesse mais e mais o sabor da sua boca... Ele queria aquele momento que nunca tinha tido com ninguém... Deitou-a no futon e começou a beijar o seu pescoço ternamente...Mas depois parou.
Ficaram os dois ofegantes a olharem-se... As franjas de cabelo dele tocavam o rosto dela.
Porquê que ele parou?
Como que respondendo à pergunta dela ele falou: "Ainda não me deste uma resposta."
Ele lembrou o pedido de casamento e sorriu:"Mas é claro que caso contigo... Não posso recusar o pedido de casamento do homem que eu amo."
O Kenshin fechou os olhos... Ela . Agora ele podia ser feliz.
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No dia seguinte ele acordou com ela nos seus braços... Ela dormia calmamente... despida, o cabelo dela espalhava-se pelo seu ventre, e a as suas pernas entre-cruzadas com as dele. Ela estava feliz... E a felicidade que ele sentia no peito aumentou ainda mais, por a ver assim.
Ele olhou para a chapa pendurada no fio que estava à volta do seu pescoço."Himura Kaoru." -ele murmurou relembrando o nome dela quando casassem...
ACordada pela voz dele a Kaoru abriu os olhos lentamente.
Ele observou-a.
Ela olhou para os corpos deles nús, juntos, e ficou corada, relembrando o que se tinha passado na noite anterior.
"És maravilhosa..."
"Kenshin?" - ela não tinha reparado que ele já tinha acordado.
Ele sorriu. "Ohayo..." -
"Bom dia Kenshin..." - ela disse ainda corada.
Ele passou a mão pela cabeça dela, e ela aconchegou-se mais no peito dele.
"Eu tinha planeado levar-te a um sitio, e fazer-te o o pedido lá, mas... acho que não consegui fazer as coisas como deveriam ter sido feitas...Desculpa.."
Ela olhou-o: "Não... Foi tudo perfeito Kenshin... Não peças desculpa por teres realizado o meu sonho."
"Amo-te..." - ele disse...
Ela sorriu."Eu também te amo..."
"No entanto, eu faço questão de te levar a um sitio que gostava que conhecesses."
"está bem."
Ele levantou-se e vestiu um hakama novo. "Vou tomar banho. Queres vir?" - Estendeu-lhe a mão.
Ela ficou corada mais uma vez... Mas aceitou.
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Depois do banho, tomaram o pequeno almoço e sairam. Caminharam durante cerca de meia hora, até que chegaram a um jardim.
"Uau. Que lindo."
A Kaoru exclamou ao ver aquele lugar. Apesar de ser inverno e as àrvores já não terem flores de cerejeira, como era suposto, a neve que cobria os ramos era tão bonita como as flores. Caiam também flocos de neve que faziam com que o lugar ainda fosse mais belo.
"Gostas?" - o Kenshin perguntou abraçando-a por trás.
Ela riu-se como uma criança: "Claro que sim. É a coisa mais bonita que eu já vi..."
Ele voltou-a para si - "Estás feliz?"
Apesar do frio, ela podia sentir a respiração quente dele ansioso pela resposta: "Muito Feliz."
"Eu nunca te vou deixar... Para onde tu fores, eu irei... Vou estar sempre contigo. Eu prometo Kaoru."
A Kaoru sorriu. Era uma promessa... "Eu sei. Eu também nunca me vou afastar de ti, meu amor."
De repente quando o abraçava a cair viu surgir do chão uma luz... branca.
"Não." - ela abanou a cabeça. "Não pode ser."- era a mesma luz que tinha aparecido no dia em que ela viajou até ali.
"Kaoru, o que foi?" - o Kenshin viu a luz também e a Kaoru pode ver a preocupação estampada no seu rosto.
"Esta luz... O meu tempo aqui acabou Kenshin..." - ela chorou.
"Não!" - ele agarrou-a com força - "Ninguém te vai levar daqui. Eu vou contigo!"
Mas uma força superior começou a separá-lo dela. E por mais que ele lutasse não tinha forças suficientes, e algo o arrebatou no sentido contrário.
"Kenshin!" - ela gritou.
Ele correu na direcção dela, e quando estava mesmo próximo para lhe tocar, era como se uma barreira invisivel, um vidro se tivesse entreposto no meio.
"Kaoru afasta-te!" - ele tirou a espada para tentar quebrar o que quer que aquilo fosse. Ganhou lanço e com toda a força que tinha atacou-o o vazio. Mas nada aconteceu.
"Kenshin..." - a Kaoru estava de joelhos na neve a chorar ao vê.lo do outro lado a tentar partir aquilo que os dividia.
Quando ele olhou de novo para ela, era como se ela estivesse a desaparecer aos poucos.
"Kaoru aguenta!" - ele esbateu-se com mais e mais força contra o "vidro", conseguindo até mesmo fazer aparecer uma fenda nele.
"Estou quase a conseguir." - Mas quando olhou de novo a Kaoru já não estava lá. Ele partiu o vidro e conseguiu passar para o outro lado, ferido, com muitos cortes e sem forças...
"Kaoru."
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Tentou abrir os olhos, mas a luz que havia do outro lado era intensa demais.
"Será que morri?" - A sua mente formulou a pergunta sem que ela se desse conta disso.
Na realidade não havia nada que a prendesse à vida, agora que ele não estava com ela.A vida nunca tinha sido fácil para ela.
Primeiro levou-lhe os seus pais, depois, quando ela finalmente tinham encontrado algum conforto, arrancou dela a pessoa que tinha conseguido curar a ferida no seu peito.
Era dificil ter vontade de viver depois de tudo isso.
Respirou fundo.
Não estava morta. Isso era ponto assente, porque se o estivesse, não sentiria nada. A morte é o vazio o contrário da vida.
Tentou novamente abrir os olhos. Embora sentisse um peso grande nas pálpebras, conseguiu.
Lágrimas caíram como reclamação pela exposição à luz. Após alguns minutos estes e ela conseguiu ver claramente.
Branco.
Não havia formas, nem desenhos, nem nada especifico no sitio onde os seus olhos se fixaram... Apenas aquela cor neutra e sem vida.
Sem vida como ela.
Fechou de novo os olhos.
Teve vontade de chorar subitamente. Tentou evitá-lo enchendo o peito com o máximo de ar que podia.
Respirar fundo, não importava onde, ou em que situação se encontrava, há sempre tempo para respirar fundo mais uma vez, para além disso, tinha aprendido a controlar-se dessa forma. No intermédio, entre o movimento no qual terminava de inspirar, e se preparava para expulsar todo o ar de dentro, um pequeno Bip, quase inaudível fêz-se soar.
Ainda sem expirar abriu os olhos e voltou a cabeça na direcção de onde o som tinha vindo.
Observou o pequeno ecrã preto com duas linhas, vermelha e verde, que se moviam estranhamente.
O Bip começou a ser mais acelerado e aí a Kaoru lembrou-se de Expirar...
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Então gostaram do penúltimo capítulo?
