CAPITULO 28 – PARA CADA ERRO... UMA CONSEQUENCIA

Edward PDV

Eu fiquei sem Bella por duas noites, já que ela foi pra casa da Ângela no sábado, e quando ela voltou eu não estava, no colégio ela estava estranha e nem passou perto de mim, era como se Bella estivesse me evitando.

Assim que eu cheguei, fui perguntar pra minha mãe se ela já havia chegado.

- Ela não saiu do quarto hoje, acho que está dormindo, aproveita que vai subir e chame-a para jantar. – Isso, foi juntar o útil ao agradável na ideia da minha mãe, na saudade que eu estava da minha namorada eu não deixaria ela descer daquele quarto tão cedo.

- Sim, mãe. – Suspirei e subi as escadas.

- E não demore, ou a comida esfria. – Algo me dizia que minha mãe tinha um sorriso.

...

- Bella amor, Esme está te chamando para jantar. – Falei, beijando suavemente seus lábios.

- Será que a gente poderia conversar? – Isso não é bom, nunca é bom quando mulheres dizem isso, principalmente quando isso vem de Bella.

- Claro, o que aconteceu, é algo serio? Por que a gente não se vê a três dias e eu fico morrendo de preocupação quando você fala assim, tipo nós precisamos conversar. – Perguntei e apostei que estava fazendo a maior cara de otário, é claro que Bella não iria brigar comigo, eu não fiz nada de errado. Eu nunca a magoaria, é impossível.

- Não, não é nada serio, acho que podemos jantar primeiro. – Ufa! Se pode ser deixado pra depois não é tão serio, eu não sei, mas talvez isso não seja lógico, talvez seja algo que ela não está afim de contar. Ultimamente ela vem andando tão estranha, primeiro aqueles enjôos estranhos com os ovos com bacon que ela adora, depois sorvete de morango com pasta de amendoim, isso é o cumulo. Será que Bella está... doente?

...

O jantar foi normal, exceto pelo fato de que Bella estava branca e parecendo que ia sofrer um treco, meu pai parecia mais calmo que o normal, mas isso não extremamente ruim.

- Bella será que podemos conversar. No meu escritório de preferência? – Meu pai perguntou saindo da mesa assim que terminamos o jantar.

- Tudo bem, eu só vou ao banheiro primeiro. Okay? – Eu queria segui-la enquanto meu pai subia pro escritório e perguntar o que está acontecendo.

- Fique aqui Edward, ela precisa fazer isto sozinha, depois vocês conversam. – Minha mãe pediu assim que eu tentei me levantar para ir atrás dela, porra até a minha mãe sabe e eu não!

Esme PDV

Homens não notam um palmo em sua frente quando o assunto são as mulheres, estava fácil de notar que algo não estava certo com Isabella, mas parece que só eu prestei atenção suficiente nisso.

Eles deveriam saber que quando uma mulher decide se negar a comer sua comida favorita, e começa a ter hábitos estranhos na alimentação, é sinal de gravidez.

Edward não notou isso, e Carlisle também não, o restante das crianças estava entretido em seus próprios assuntos e ninguém reparou no quão ruim ela parecia, Edward notou apenas que ela estava mal, mas não se preocupou no por que.

Talvez tenha sido a perda do meu primeiro filho que não me deixou esquecer essa sensação de ser mãe, eu era jovem também, mas tudo o que eu queria era aquele bebe, e agora Isabella vai ter um em breve, e Carlisle vai fazer um discurso quando descobrir, sobre o quanto foi irresponsável da parte deles.

Edward vai pirar e não saberá o que fazer. Alice vai tentar fazer com que Bella permita que ela faça a decoração do quartinho. Jasper vai ficar babão com o sobrinho ou sobrinha, Emmet vai ensinar coisas idiotas pro meu neto. Rose vai ficar com um pouco de inveja e logo vai dar um jeito de arrumar um pra ela também. Carlisle mesmo tendo feito um discurso enorme, vai paparicar o neto até não poder mais. E eu vou ajudar a criar o bebe que eu nunca pude ter.

Edward PDV

- Grávida! – Eu ainda estava em choque, depois que Bella voltou do escritório de Carlisle ela parecia melhor, então eu só tentei descobrir o que estava acontecendo.

- É. – Não que eu fosse absorver qualquer coisa que ela dissesse agora, a única coisa que eu conseguia pensar era em eu com dezessete anos criando um filho. – Edward?

Eu sei que ela queria uma resposta, mas era difícil me concentrarem algo. Oque seria minha vida agora? O que meu pai diria? Que futuro eu poderia garantir a uma criança sendo que nem o meu está garantido? Eu simplesmente não sabia o que fazer. Quando eu tentei dizer isto, eu percebi que ela estava chorando.

- Edward, não foi minha culpa... não foi. - O que eu iria fazer eu ainda não sabia, mas eu sabia que não era apenas sobre mim, Bella também iria perder com isso, talvez mais do que eu. E eu estava sendo um idiota ignorante em não dizer a ela que aceitaria esse filho.

- Eu sei que não foi sua culpa. – Eu falei abraçando-a e apertando seu corpo pequeno contra o meu – A gente vai fazer dar certo, eu prometo que vai ficar tudo bem.

- Obrigado... – Eu não sabia por que ela tinha que agradecer, mas eu não sabia mais o que dizer, éramos apenas dois adolescentes recebendo uma dádiva fora de hora que iria mudar nossas vidas.

- Não foi sua culpa, então não há o que agradecer, eu também tive papel nisso.

- Mas o que vai ser agora? – Isso era algo que eu não sabia, e não poderia resolver sozinho.

- Temos que contar para Carlisle. – Disse me lembrando que minha mãe já deveria saber.

- E Esme.

- Ela já sabe. – Mãe sempre sabe das coisas, isso é incrível.

- E ela não disse nada, quer dizer, não era pra ela ter entrado nesse quarto e feito um discurso sobre nossa irresponsabilidade? – Eu ri, a tensão tinha ido embora, e agora nós só estávamos meio com medo mesmo, mas Esme não, minha mãe sabe o quão bom é ter um filho, mesmo que não seja a hora certa, e todos aqui em casa sabem o quanto ela queria ter tido um só dela pra criar e cuidar até ele crescer.

- Esme não é assim, ela dá valor às coisas que acontecem, principalmente quando se trata de filhos.

- Carlisle?

- Sim, desse você pode esperar um belo sermão sobre irresponsabilidade adolescente e o quão idiota nós fomos. – Falar com Carlisle exigiria um tampão de ouvidos, ele com certeza iria gritar.

- Talvez devêssemos deixar para amanhã, resolver isso tudo aos poucos.

Bella PDV

Eu comecei a chorar no instante que Edward se recusou a responder minha pergunta, ele nem conseguia olhar pra mim! Como ele poderia assumir o meu filho? O nosso filho que agora só seria meu. Isso era insuportável.

- Edward, não foi minha culpa... não foi. – Eu disse tentando livrar-me das lagrimas e tentar fazê-lo entender.

- Eu sei que não foi sua culpa. – Edward me abraçou, e eu percebi o quão boba eu fui, ele só estava confuso, eu deveria saber que ele ficaria, mas eu deveria saber confiar nele também. – A gente vai fazer dar certo, eu prometo que vai ficar tudo bem.

- Obrigado... – Eu não sabia por que eu estava agradecendo, mas acho que não era a Edward, meio que foi a Deus, mesmo que eu não rezasse muito antes de dormir, ele me deu a oportunidade de ao menos criar um filho com um pai do lado.

- Não foi sua culpa, então não há o que agradecer, eu também tive papel nisso.

- Mas o que vai ser agora? – Carlisle e Esme teriam de saber, não se pode esconder uma gravidez por muito tempo, por mais que a minha só seja de algumas semanas.

- Temos que contar para Carlisle.

- E Esme. – Eu completei.

- Ela já sabe. – Eu deveria saber que ela iria notar, e não se intrometer. Por mais idiota que isso soe ela até parece minha mãe de verdade.

- E ela não disse nada, quer dizer, não era pra ela ter entrado nesse quarto e feito um discurso sobre nossa irresponsabilidade? – Perguntei agora com um sorriso.

- Esme não é assim, ela dá valor às coisas que acontecem, principalmente quando se trata de filhos.

- Carlisle? – Esse seria difícil de encarar.

- Sim, desse você pode esperar um belo sermão sobre irresponsabilidade adolescente e o quão idiota nós fomos. – Falar com Carlisle iria ser difícil pra mim, mesmo com tudo o que ele tem feito nos últimos dias pra me ajudar; acho que talvez ele pense que eu destruí a vida do filho dele.

- Talvez devêssemos deixar para amanhã, resolver isso tudo aos poucos. – A ideia de terminar logo com tudo parecia horrível agora.

...

- Carlisle as crianças precisam falar com você? – Esme batia na porta do escritório insistentemente, ela disse que quando ele se concentra em algo ele se esquece do mundo.

- Er... Podem entrar eu estava meio entretido. – Ele disse abrindo a porta – Então, o que aconteceu para vocês estarem no escritório por conta própria às sete da manhã?

- Temos uma noticia meio difícil para dar. – Edward começou.

- E você vai ter que ser paciente, eles não tem tanta culpa assim, são crianças ainda – Esme completou, antes eu odiava ela me chamando de criança, mas se isso funcionava pra tirar a culpa da gente. Fazer o que né.

- O que você fizeram dessa vez. – Seus olhos saíram de Edward pra mim, e em mim eles ficaram.

- Eu... eu estou grávida. – Falei de uma vez e soltei o ar que não sabia que prendia em meus pulmões.

Meu sogro-pai parecia estar ficando roxo, e depois branco meio vermelho agora, isso não é bom, ele vai querer me matar. Você destruiu a vida do filho dele, é claro que ele vai te matar. Doida.

- Edward Anthony Cullen! – Eu esperava que ele fosse gritar comigo, não com Edward. Mas isso é bom, um pai não pode matar o filho. Mas acho que não iria precisar por que Edward também está branco. Talvez ele desmaie; isso é horrível, embora eu tenha esperado o pior. – O que eu expliquei pra você e seus irmãos sobre se prevenir? Será que você não pode ser responsável o suficiente para evitar que sua namorada engravide? Eu não lhe dei educação garoto?

- Não foi culpa dele, eu era experiente e ele não, então a culpa é minha. – Disse tentando fazer Carlisle parar de gritar.

- Não Bella, ele é homem, e a parte de se prevenir vem dele, não é culpa sua. – Pra quem esperava ser culpada, ele me tratou muito bem. Mas eu não creio que a culpa é só de Edward, não é certo. – Mas considerando sua culpa Isabella, vocês dois deveriam ter alguma consciência do que fazem. Um filho aos dezessete não é algo fácil, vocês vão ter que trabalhar, para cuidar dele, por que eu não vou criar filho de filhos irresponsáveis.

- Carlisle, você não está exagerando? – Esme entrou no meio, acho que ela sabia que ele só estava tentando assustar, ele não tiraria a gente do colégio pra nos fazer trabalhar, não custa ele ajudar a criar o neto, mesmo que eu esteja pedindo demais. – Eles são só jovens que cometeram um erro, você sabe que não foi diferente da gente.

- Esme... nós não tínhamos dezessete. – Agora o mundo era deles e era como se não estivéssemos lá.

- Mas éramos jovens, e meios que irresponsáveis também, e aprendemos a cuidar dele, mesmo antes dele nascer. Se tivesse ido tudo bem, acha que seria legal se nossos pais nos abandonassem? – Nossos pais sempre castigam a gente pelos nossos atos, mas nunca se lembram que eles já fizeram as mesmas coisas que nós quando tinham nossa idade. – Um filho não é algo ruim, Carlisle, é uma dádiva, então nós vamos sim cuidar do nosso ou nossa neta, e fazer tudo dar certo pra eles como nossos pais teriam feito pra gente.

***B..E***

wannda e larissapatz. eu trouxe o cap e estou muito feliz que voces tenham gostado do anterior.

bjs

any

v