Fanfic: Amor Sublime Amor.
Autora: Viola Psique Black
Beta: Anna Clara Snape
Shipper: Severo X O.C
Classificação: M
N.A: Eu sei, faz séculos que não atualizo... Me desculpem! Estava em época de provas e seminários. Agora que estou no recesso da universidade tentarei postar mais capítulos. Agradeço imenso a todos os reviews; a inthedungeons, Sweet Petit, Daniela Snape, Lonely Loony, Seven217, raposaxereta, e Juan. Os reviews de vocês não me permitem desistir dessa fic! Juro que tento ao máximo deixar a personalidades coerentes, então fico muito feliz que isso vos agrade. Vem coisa hot pela frente, mas não sei se consigo fazer algo tão descrito do momento... Sem mais delongas, enjoy it!
29º Capítulo: Valentine's Day
Psiquê P.O.V:
Acordei totalmente descansada apesar das poucas horas de sono. Receber os beijos e toques de Severo era o suficiente para me deixar serena e plácida. Levantei-me e fiz a toalete como de costume.
Coloquei um vestido marrom com flores microscópicas verdes. Era feminino e delicado, com sapatos Oxford da mesma cor. Penteei os cabelos e passei o perfume-poção e o rímel. Sorri contente com o efeito.
Desci as escadas cantarolando e caminhei até o Salão Principal. Sentei ao lado de Severo desejando um bom dia e fiz um aceno de cabeça a Harry que me encarava. Ron pareceu levemente avermelhado quando eu o cumprimentei e Hermione parecia estar entretida demais com seu Profeta Diário para notar meu olhar sobre ela. Sorri minimamente ao lembrar que ela e Malfoy andavam se esgueirando pelo castelo a noite... Ele sempre perseguindo ela, e ela sempre fugindo dele. Bem... O Amor nem sempre é fácil, não é?
Comi as panquecas com mel divagando sobre isso. E lembrei que em breve precisaria visitar Tonks, a última raiz boa da família Black... Ela discordava de meu pensamento, e ficou muito feliz em me conhecer na noite em que vim pedir emprego a Dumbledore...
De fato uma pena não ter visto ela quando me apresentei formalmente aos membros da Ordem da Fênix... Ao que parece estava em uma missão fora de Londres.
Terminei o café e me dirigi a sala de aula, em alguns minutos a aula começaria... E hoje Dumbledore estava com aquele sorriso que causava calafrios e ânsias em Severo. Algo como "vou aprontar" segundo meu namorado.
Sorri mais ao lembrar que hoje era dia dos namorados, o que significava que Severo teria que aceitar meus chocolates. Eu vivia perturbando-o para provar um bombom enquanto estava em meus aposentos, e ele vivia bufando e tentando se esquivar dos doces. Com o passar dos dias ele ficou dócil, e passou a receber o chocolate sem muitas reclamações e caretas; ou talvez fosse porque eu ficava adulando-o, quem diria que Severo se dobraria a súplicas recheadas de carinhos? O sorriso se ampliou com a lembrança de uma dessas noites, quando eu o abraçava apertado e sussurrava em seu ouvido...
-Abra a boca, Severo.
-Não quero chocolate. –Bufou alto, eu sorri e afaguei seus cabelos voltei a me aproximar e sussurrei em sua orelha:
-Mas fiz com tanto carinho, pensando em você...
-Não.
-Somente um. Prometo que lhe deixo em paz. –Sorri amigável enquanto acarinhava seu rosto. Ele bufou encurralado e rosnou:
-Só um! –Eu abri a embalagem do chocolate e segurando o bombom aproximei de seus lábios. Ele o mordeu experimentando um pedaço pequeno, depois de aprovar o sabor ele voltou a morder o bombom, ao fim, tinha os lábios melados com chocolate. Eu ri e limpei os cantos onde estavam acumulados e quando terminei, ele me puxou para perto me beijando e extirpando meu folego e com ele qualquer raciocínio coerente que eu pudesse ter.
Tive que me recompor do rubor que eu sabia que tinha quando os alunos começaram a entrar na sala de aula.
Na hora do almoço Dumbledore finalmente nos deixou a par de seus planos para o Valentine's Day. Hoje qualquer um poderia escrever cartões de Dia dos Namorados e depositá-los em caixas vermelhas estrategicamente colocadas em várias esquinas dos corredores do castelo. Os elfos os recolheriam e cada elfo ficaria responsável por entregar o conteúdo ao destinatário do cartão.
Eu escondi um lamento quando vários pensamentos me cruzaram a mente. Assim que o almoço acabou eu praticamente corri ao meu quarto. Quando cheguei eu tranquei a porta e chamei:
-Judy? –Minha elfo se materializou a minha frente, fazendo uma mesura falou:
-Srta. Psiquê chamou Judy?
-Sim. Você trabalha nas cozinhas, então também deve estar responsável pelos cartões do dia dos namorados, correto?
-Sim, senhorita. Judy está responsável pelos cartões.
-De quem? –A elfo me olhou surpresa e respondeu:
-Pelo menino Daves, senhorita.
-Rogério Daves, capitão da equipe de quadribol da Corvinal?
-Sim, senhorita. Esse mesmo.
-Ótimo, então você vai trocar.
-Como senhorita? –A elfo parecia muito surpresa.
-Trocará com outro elfo a responsabilidade de entregar os cartões. Ficará responsável pelos de Severo. E os trará para mim. –Expliquei calmamente.
-Judy não pode, senhorita! Diretor Dumbledore mandou...
-Dumbledore é seu patrão; mas Eu sou a sua mestra. A quem deve obedecer Judy? –Interrompi e indaguei. Minha elfo estava chocada, ela sabia que eu era mimada com relação a coisas e situações, mas era a primeira vez que me via manipulando outros (no caso ela e o elfo responsável por entregar as cartas de Severo).
-Senhorita Psiquê é minha mestre, Judy sempre deve obedecê-la. –A elfo respondeu desconsertada fazendo uma reverencia grande.
-Minha querida Judy, não fique assim! Eu não vou roubar os cartões de Severo. Quero apenas entregar pessoalmente a ele. Eu juro para você que ele os receberá como se o próprio elfo designado para tal ordem o tivesse entregado. –Prometi me abaixando e segurando as mãos minúsculas de minha elfo.
-A senhorita Psiquê jura? Jura que ele os receberá? –Perguntou mais calma, ela sabia que quando jurava algo eu cumpria o juramento de qualquer maneira.
-Claro que sim, Judy! Eu nunca estragaria o seu trabalho, nem o de nenhum outro elfo neste castelo! –Afirmei.
-Então Judy trará os cartões pra senhorita Psiquê! –Ela respondeu.
-Eu fico muito grata a você, Judy. –A elfo sorriu feliz e desaparatou. Um sorriso mínimo escapou de meus lábios. É claro que eu entregaria os cartões à Severo! Eu apenas daria uma olhada nos remetentes de cada um antes disso...
Quando o fim da tarde chegou eu dispensei os alunos do quinto ano, a última turma a quem deveria lecionar hoje. E me dirigi aos meus aposentos como de costume. Tomei banho, pus um vestido, penteei os cabelos e passei perfume e rímel como de costume. Assim que terminei Judy desaparatou em meus aposentos. Olhando o relógio confirmei que eram 18:00 h em ponto. O horário limite para a entrega dos cartões. Sorri e agradeci emendando:
-Obrigada Judy, deixe-os sobre a mesa que eu entrego a Severo quando ele vier aqui mais tarde. –A elfo obedeceu e aparatou novamente. O jantar seria servido em meia hora.
Assim que me levantei outro elfo aparatou em meus aposentos. Parecia ser bem velho e tinha orelhas enormes, se vestia de trapos e com uma voz rouca e irritante falou:
-Monstro veio entregar os cartões da Senhorita Psiquê d'Lancré Bla... Black. –Ele engasgou e me olhou surpreso. Eu estendi a mão, mas ele não me repassou a sacola. Ficou me encarando perplexo e falou:
-A senhorita é uma Bla.. Black?
-Sim, e você quem é? –Perguntei sobressaltada, ele me olhava de forma estranha.
-Sou Monstro. Monstro vive para servir a Antiga Casa dos Black e seus descendentes! –Exclamou rápido, fazendo-me logo entender a situação.
-Então você era servo da família Black. De meu pai Sirius Black? –Indaguei. O elfo pareceu incomodado a menção de Sirius e respondeu:
-Sim. Monstro é servo da família Black.
-É servo? O correto não deveria ser era servo? –O elfo se contorceu e respondeu:
-Monstro foi dado ao mestiço Potter. Mas Monstro não precisa mais dele como mestre. Monstro agora tem a filha do mestre Sirius para servir. –Eu conhecia aquele tom, e não gostei nada dele. Certamente Monstro vivera sob os costumes (e crueldades) característicos da família Black. Suspirei e respondi:
-Antes de ser Black eu sou d'Lancré, Monstro. Possuo minha própria elfo. E perdi a posse de todos os bens Black para Harry Potter, o que significa que sim, você precisa dele como mestre. Dê-me a sacola e volte aos seus afazeres. –O elfo murchou sobre os próprios pés e resmungou desgostoso:
-Sim, a senhorita Black manda e Monstro obedece. Monstro vive para servir a Antiga Casa Black. –Entregou a sacola acabrunhado e fez uma reverência. Recebi e suspirei, finalmente falei:
-Monstro? Um elfo não precisa ser servo de um puro sangue para ser um bom elfo. Um elfo somente precisa de um bom mestre para ser um bom elfo. Harry Potter é um bom mestre, o que faz de você um bom elfo na minha opinião. –Disse convicta.
-Senhorita Black realmente acha isso de Monstro? –Perguntou perplexo.
-Sim, acho. E você deve ser indulgente com seu mestre como eu sei que ele está sendo com você. –Disse branda.
-Sim! Monstro será um bom elfo para o mestiço Potter por causa da senhorita Black. –Respondeu. Eu suspirei e concordei, ele fez outra reverencia e desaparatou. Eu peguei minha sacola e a abri, desinteressada. Ainda divagava sobre a lavagem cerebral que as famílias puro sangue faziam em seus elfos.
Respondi a todos os cartões recebidos com uma pena de repetição rápida. Agradeci aos alunos que me mandaram os cartões (e alunas também). Assim que terminei avancei sobre os cartões que pertenciam a Severo. E logo a pena de repetição rápida escrevia uma lista com o nome de algumas alunas e para minha surpresa funcionárias da escola.
Quando os cartões acabaram eu os repus na sacola e os deixei em cima da mesa. Peguei os que eu havia recebido e guardei em meus aposentos. Bufei vermelha. Odiava sentir ciúmes. Caminhei para o Salão Principal me concentrando na respiração, buscando me acalmar...
Estava no meio do saguão de entrada quando ouvi alguém me chamar.
-Boa noite senhorita Black. –A voz de barítono pertencia a Blaise Zambine, aluno da Sonserina.
-Boa noite Blaise. Algo errado? –O rapaz me olhava de forma séria.
-Não, na verdade quero entregar isso e receber sua resposta. –Falou me entregando um envelope vermelho, eu o olhei desconcertada e recebi o cartão.
Blaise Zambine não era um garoto. Não, estava bem mais para homem. A atitude somada ao conteúdo do cartão me davam mostras de haver na minha frente um homem em formação de caráter. Era decidido, reservado e seguro de si. E me convidava para jantar em Hogsmead esse fim de semana. Eu sorri segurando o cartão e respondi:
-Obrigada pelo cartão, Blaise. Mas não posso aceitar o seu convite.
-Não pode ou não quer? –Perguntou astuto e me analisando.
-Ambos. Você é um rapaz bonito e encantador Blaise. Mas eu sou sua professora, e possuo alguém. –Respondi sincera.
-Apenas diga-me que não é o idiota do Heathcliff. –Pediu e me encarou grave.
-Não, não é. E penso que se soubesse quem é aprovaria minha escolha. –Respondi sentindo-me corar. Uma onda de calor me invadiu enquanto Blaise olhava por cima de meu ombro na direção do corredor. Eu sabia quem estava ali, eu podia sentir meu corpo estremecer ante o olhar firme e abrasador que eu sabia estar sendo vítima agora; e isso contribuía para meu rubor aumentar.
-Suponho que sim. -Respondeu ambíguo e se preparava para partir quando eu o chamei:
-Blaise, espere. –Ele virou-se levantando uma sobrancelha e perguntou:
-Sim? –Eu lhe devolvi o cartão e perguntei:
-Porque não convida outra garota?
-Não estou disposto a brincar de poder com uma sonserina. –Respondeu recebendo o cartão.
-Não existem apenas sonserinas neste castelo... –Observei.
-Nunca chamaria uma grifinória para sair. –Respondeu ácido.
-Também não existem somente grifinórias neste castelo. –Observei novamente.
-Não está falando de corvinais e lufanas, está? Não quero uma corvinal nerd nem uma lufa-lufa boba perto de mim. –Respondeu irredutível. Eu sorri e respondi:
-Talvez elas não sejam nerds e bobas se você souber escolher... Pense nisso, uma garota que queira e goste de você, que não tentará manipulá-lo e que lhe guarde afeto e carinho. –Persuadi, ele me olhou desconfiado e respondeu:
-Não conheço nenhuma garota assim em Hogwarts.
-Não procurou nenhuma garota assim em Hogwarts... Porque não chama Luna Lovegood para sair?
-A Lunática amiga do Potter? –Perguntou com desdém.
-Sim, ela é inteligente, é leal e bonita. Não pode negar isso. –Argumentei.
-É amiga do Potter, não se comporta como uma garota, nem como alguém sã.
-Seria alguém companheira, não lhe jugaria por ser sonserino e se conseguisse conquista-la seria amorosa e apaixonada. Pensando bem nem seria difícil conquista-la... –Considerei. Ele pareceu surpreso e perguntou rápido:
-Porque? Ela demonstrou algo? –Eu sorri satisfeita e respondi:
-Porque não se aproxima e descobre? –Instiguei.
-Vou pensar. –Respondeu casual. Eu ri e balançando a cabeça me despedi; começava a sentir fome.
Severo ainda me observava sério no fim do corredor, passei por ele calmamente e falei:
-Boa noite, Severo. –Acenei com a cabeça e segui para o Salão Principal. Sentia seus olhos queimarem minhas costas enquanto caminhava para a mesa dos professores.
O jantar foi tenso, vez ou outra Severo me olhava intenso e voltava sua atenção ao jantar. Quando ele terminou eu o imitei e me dirigi para meus aposentos.
Alguns minutos depois de chegar aos meus aposentos as chamas da lareira ficaram da cor de verde esmeralda e Severo saiu de dentro delas. Antes que eu pudesse se quer cumprimenta-lo ele já me abraçava e prensava os meus lábios contra os dele. Suspirei quando sua língua invadiu minha boca, tornando o beijo mais apaixonado. A forma como ele me segurava pela cintura e nuca me deixavam com a compleição de geleia. Eu o abraçava forte, tentando me manter em pé, já que minhas pernas estavam bambas por causa do beijo.
-Feliz Valentine Day's pra você também. –Sorri de canto e lhe desejei quando ele finalmente me soltou.
-O que conversava com Blaise Zambine? –Perguntou resoluto.
-Tentava convence-lo a chamar Luna Lovegood para sair. –Respondi acariciando-o ele me olhava daquela forma faiscante, não responder sua pergunta estava fora de cogitação.
-Ele parecia tentar convidar você para sair. –Afirmou, eu suspirei corada e respondi:
-Sim, mas eu o lembrei que sou professora dele. E disse que já possuía alguém. –Severo realmente era ciumento, talvez outra pessoa se incomodasse com isso, eu, porém sentia meu corpo arrepiar cada vez mais com seu ciúme e possessividade.
Ele me encarou fixo e voltou a me beijar exigente. Retribuí por algum tempo e depois me afastei e lhe falei:
-Espere, tem algo que deve ver. –Apontei a sacola sobre a mesa e disse:
-Cartões de Valentine's Day. –Ele olhou para a sacola sobre a mesa e depois para mim e falou irritado:
-Eu sei que você é linda e desejável, eu não preciso que me lembre disso mostrando os cartões dos seus admiradores. –Eu levantei uma sobrancelha encarando-o, apesar de corada eu respondi séria:
-É, mas estes cartões não são para mim. São para você, são das suas admiradoras... –Ele bufou incrédulo e eu puxei a sacola para perto e abri o primeiro envelope que encontrei, lendo em voz alta:
"Professor Snape, eu gosto do seu jeito calado, de como é forte, mesmo escondido por todas essas vestes negras. Eu..."
Eu continuaria a ler se ele não tivesse evanescido o cartão com sua varinha. Eu bufei e peguei outro. Já ia abri-lo quando ele fez o mesmo com o envelope e a sacola.
-Não estou interessado em garotinhas. –Falou e rindo sarcástico continuou:
-Não sabia que era ciumenta... –Ele me abraçava e eu puxei seu rosto para perto quando respondi firme:
-Você é meu Severo. Não quero nenhuma garotinha chegando perto do que é meu. –Ele voltou a me beijar de forma rude e eu retribuí, foi um beijo explosivo. E sim, eu estava demarcando meu território nele.
Quando o beijo finalmente terminou eu o empurrei em direção ao sofá e me sentei ao seu lado, abraçando-o e acarinhando-o. Ainda estava com ciúmes dele, e pelo modo como ele retribuía também estava enciumado. Eu corria minhas mãos pelo rosto, pelo pescoço e pelos braços de Severo. E ele respondia apertando-me a cintura e me puxando para mais próximo de si.
Talvez pela soma de tantos sentimentos a noite tenha corrido de forma mais rápida e agradável do que normalmente. Quando já estava tarde eu sorri em meio aos seus braços e o deixei partir.
Quando as chamas da lareira voltaram a tonalidade alaranjada eu me levantei do sofá e caminhei até meus aposentos. Era tarde e eu precisava de algumas horas de sono para descansar e acalmar o calor que Severo me imprimia com nossa proximidade.
Continua...
N.A : Realmente espero que tenham gostado! E sim, a Psiquê é passional. Não que se orgulhe disto. Na verdade perceberão que ela tentará amenizar ao máximo esse traço de personalidade...
Ah; leiam a fic da Countess of Slytherin, Dark Rose! É uma SS/OC, e é adorável!
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