Mil desculpas pela demora, acho que meu inconsciente estava me fazendo atrasar de propósito para adiar cada vez mais esse momento... mas aqui vamos nós. Espero que gostem!
Capítulo Vinte e Oito – Freakshow
As coisas começaram a acontecer de forma rápida depois do dia em que finalmente Edward havia posto um fim na vida de Louis Russeal Newton. A primeira semana após sua morte causou um grande alvoroço na sociedade parisiense, embora apenas um grupo bastante pequeno e selecionado soubesse que, de fato, ele havia sido mesmo assassinado pelas mãos do Cullen. Para todos os efeitos, o Sr. Newton havia simplesmente fugido e abandonado sua família após a polícia federal começar a investigar com mais atenção o caso dos desvios de dinheiro. Edward havia feito questão de deixar todas as provas necessárias para a incriminação de Louis nas mãos do seu sogro, Charlie Swan que, imediatamente, informou aos federais. Os boatos correram rapidamente por toda a sociedade e logo todos já estavam sabendo que o responsável pelos desvios era o patriarca da família Newton. Charlotte encontrava-se completamente desolada, sem o marido ao seu lado ela não tinha sequer um centavo no bolso. Todavia, ela recusava-se a deixar isso mostrar. Vergonhosamente ela precisou vender algumas de suas joias mais caras e preciosas para que pudesse ter do que comer e manter a aparência diante da sociedade em que vivia. Muito embora não fosse difícil de imaginar a atual situação da família Newton. Logo as semanas começaram a se passar e por mais que o sumiço do Newton ainda fosse completamente um mistério para todos e estivesse se tornando notícia velha, os sussurros e cochichos ainda eram ouvidos quando Charlotte caminhava pelas ruas de Paris ou quando posava em algum evento.
Após a adrenalina deixar o corpo de Isabella, ela finalmente havia se dado conta de tudo o que estava acontecendo ao seu redor. Seu misterioso e encantador namorado francês era um matador de aluguel que, ocasionalmente, trabalhava para a máfia italiana. E este mesmo namorado, havia sido o responsável pela morte de Louis, a quem por anos ela teve como seu sogro e amigo próximo da família. Tal ex-sogro que havia a sequestrado e ameaçado matá-la caso seu namorado, a quem ele referiu como Anthony Masen, não desistisse da ideia de matá-lo. Tudo era como uma bola de neve. Por mais que ela não tenha confessado diretamente para Edward, ela havia tido um pequeno ataque de pânico em seu chuveiro enquanto tomava banho alguns dias após a morte de Louis. Sua respiração havia ficado completamente ofegante, ela havia sentido cada vez mais dificuldade ao tentar respirar e o corpo havia ficado cada vez mais fraco e tonto. Por sorte, enquanto ela estava tendo o ataque, seu celular havia começado a tocar na bancada do banheiro e por alguma razão o ataque passou. Não é como se ela estivesse se arrependendo de estar com Edward, ou estivesse com algum remorso pelo fato de o Sr. Newton ter sido assassinado pelas mãos hábeis de seu namorado, Isabella estava finalmente deixando a ficha cair e começando a se acostumar com o fato de que aquela era a realidade dela agora. Aquela seria sua vida. E, por alguma razão, ela não a trocaria por nada. Depois de pensar muito naquela noite, a Swan resolveu que precisava contar a Edward o que havia acontecido. Eles haviam concordado que não haveria mais segredos entre os dois, que agora o relacionamento de ambos seria baseado na confiança, e ela estava disposta a manter isso. Com tal pensamento, na manhã seguinte, após um longo banho e uma preparação mental para o que veria a seguir, ela mandou uma mensagem de texto para Edward dizendo que eles precisavam conversar.
- Está tudo bem, minha querida? - ele havia perguntado, com a voz preocupada, assim que Isabella passara pelas portas de sua sala na Freakshow. Belíssima como sempre em um vestido fino de verão, uma sandália de salto e os cabelos presos em um coque frouxo no topo da cabeça, deixando com que alguns fios ficassem soltos.
Ela então havia se sentado no enorme sofá de couro que havia ali e calmamente indicou para que Edward se sentasse ao seu lado, o Cullen prontamente atendeu ao pedido e, uma vez que estava ao lado dela, Isabella delicadamente começou a narrar o que havia acontecido enquanto ela tomava banho na noite anterior. Edward ouviu tudo atentamente, sentindo-se culpado por não estar ao lado dela quando ela provavelmente precisava dele ao seu lado. Entretanto, Isabella logo cortou suas preocupações, dizendo que estava tudo bem e que ela precisou desse tempo para organizar seus pensamentos. Ela confessou também sobre estar com medo de que Edward acabasse se machucando devido a esse estilo de vida que ele levava, tinha medo que algo ruim acontecesse a ele. Foi então à vez de Edward confortá-la, dizendo que ela não precisava se preocupar, que seu trabalho era feito de forma calculada e que nada muito grave havia acontecido com ele em todos os anos em que ele trabalhava como matador de aluguel, talvez um arranhão aqui ou ali, mas nada preocupante. Ainda vendo a preocupação cobrindo os belíssimos olhos castanhos que ele tanto amava, Edward resolveu deixar o clima um pouco mais leve e, provocantemente, inclinou-se em direção a Isabella para dizer com uma voz sedutora e com um sorriso malicioso nos lábios:
- Você, mais do que ninguém, já deveria saber disso, meu amor, afinal, quantas vezes já me viu completamente nu? Se algo grave tivesse me acontecido, certamente você já teria visto.
- Só tome cuidado - ela havia implorado, sentindo um forte rubor cobrir suas bochechas de porcelana. Era incrível que mesmo após todos os meses em que ela conhecia aquele homem encantador, ele ainda era capaz de fazê-la corar.
Edward havia soltado uma risada alta, não resistindo a dar um beijo suave nas bochechas quentes de sua adorável Isabella. Beijo este que acabou se tornando em um verdadeiro beijo de cinema, uma vez que Edward havia casualmente virado seu rosto um pouco e então tocado os lábios róseos de Isabella com os seus, beijando-a de forma intensa e sôfrega. Quando terminaram, completamente ofegantes, Edward havia sussurrado contra os lábios dela um breve 'eu te amo', causando um brilhante sorriso em Isabella. Ela amava ouvir aquelas três pequenas palavras vindas da boca dele. Sussurrando que o amava de volta, ela o puxou para outro beijo e com segundos ele já estava descendo o zíper do vestido verde esmeralda que ela usava e logo os dois estavam completamente nus, ofegantes, enquanto se conectavam da melhor forma que conheciam: fazendo amor intensamente no sofá de couro do escritório de Edward, enquanto Isabella arranhava suas costas com suas unhas longas e bem pintadas e gemia baixinho no ouvido dele pedindo, implorando por mais. Suados e ainda ofegantes, eles se aconchegaram no sofá; Edward deitado com a cabeça entre os seios de Isabella, enquanto ela fazia um carinho bobo nos fios acobreados dos cabelos dele. Ainda naquela mesma posição, Isabella quebrou o silêncio alguns minutos depois dizendo a Edward que ela pretendia deixar seu curso na faculdade. O Cullen pareceu chocado quando sua declaração, sabendo que Isabella sempre foi uma pessoa firma quando se tratava do curso que fazia. Ela então calmamente explicou o porquê de sua decisão, contando que ela só havia escolhido fazer uma faculdade tão diferente - e geralmente procurada apenas por homens - como aquela, justamente para provar para os hipócritas e machistas daquela cidade que ela podia sim cursar ciências políticas e sair do curso como uma mulher bem sucedida. Entretanto, na medida em que o tempo passava - especialmente após ela ter conhecido Edward -, Isabella havia percebido que ela não precisava provar nada a ninguém. Ela não precisava dar satisfação da sua vida para os outros, ela não precisava fazer algo porque os outros esperavam que ela fizesse e principalmente, ela não precisava fazer algo apenas por achar que fazendo aquilo ela iria de alguma forma conseguir a aprovação da sociedade. Ela não precisava disso. Durante o tempo que ela passou com Edward ela havia aprendido que ela não precisava de nada daquilo mais. Ela não realmente amava o curso, ela o havia escolhido apenas por ser um curso extremamente machista. Para ser sincera, o que Isabella realmente amava, era a literatura. Talvez ela cursasse isso em um futuro, ela não estava preocupada com isso no momento.
- Se é o que você precisa para ser feliz, meu amor, eu estarei do seu lado te apoiando. Nós temos todo o tempo do mundo - Edward havia sussurrado contra sua pele quando ela acabou de falar, distribuindo beijos até que ele estivesse com os lábios a centímetros dos dela. - Eu te amo, Isabella.
- Eu também te amo - ela conseguiu responder brevemente antes de os lábios dele clamarem os delas em um beijo de tirar o fôlego e eles começassem a segunda rodada do que faziam antes.
Quando as férias de verão acabaram, Isabella ligou para o reitor da universidade e anunciou que estava deixando o curso. Ele havia ficado surpreso no começo, sabendo que Isabella era uma das alunas com a nota mais alta da sala, mas não questionou sua decisão. Rosalie havia retornado para a faculdade como já esperado. Diferente de Isabella, ela realmente amava o que cursava e não via a hora de poder se formar e começar a investir naquela carreira. As semanas foram se passando de forma lenta, agora que Isabella não tinha mais o que fazer durante as tardes, ela ocupava seu tempo ajudando sua mãe em alguns projetos de caridade, no clube do livro ou então passando noites ao lado de seu maravilhoso namorado no apartamento dele. Logo o mês de Outubro estava chegando a sua última semana e o tão esperado baile de máscaras havia chegado. Neste ano ele aconteceria no maravilhoso salão de festas de um dos hotéis mais luxuosos de Paris, Plaza Athénée. Um hotel que também trazia maravilhosas lembranças para Isabella, havia sido ali onde ela e Edward haviam se encontrado para jantar meses atrás, quando ela proporia a ele que fosse seu namorado de aluguel. Pensar nesse dia a fazia rir, como ela havia sido tão inocente ao pensar que ao falar cuidar ele se referia a algo sexual. Ela ainda se lembrava de como não conseguia entender a arrogância daquele homem, como ela ficava - e ainda fica - completamente perdida naquele sorriso torto que ele lhe lançava, ou na forma como ele simplesmente tomava controle de tudo. Ela sabia que havia se interessado fisicamente por ele no segundo em que falara com ele na Freakshow, todavia, fora ali naquele restaurante que ela realmente se sentiu atraída e extremamente curiosa por aquele homem de aparência tão sedutora e misteriosa.
E agora ali estava ela, dentro do elevador enquanto seguia para uma das suítes de luxo que ela estava ficando no hotel onde o baile aconteceria ainda naquela noite, checando seu reflexo para saber se tudo estava como ela queria. A jovem Swan havia passado aquele dia todo relaxando em um SPA nos arredores de Paris ao lado de sua querida mãe. Elas receberam massagens faciais, corporais, depilação, fizeram as unhas, cabelo, maquiagem, beberam champanhe, riram e fizeram tudo o que tinham direito. Saíram do SPA visivelmente mais relaxadas e a morena seguiu direto para o hotel, onde seu vestido, sapatos e jóias a aguardavam. Edward havia feito questão de reservar uma suíte para os dois, alegando que aquela noite seria apenas dos dois e ela merecia todo o luxo possível. Ela havia apenas soltado uma risadinha, dizendo que não importava o que eles fizessem, contanto que eles estivessem juntos ela ficaria feliz, porém a Swan não havia reclamado. Quando chegou na suíte do hotel, ela pode ouvir o barulho do chuveiro correndo e soube que Edward ainda estava tomando seu banho. Ela mordeu os lábios levemente, tentando não pensar em como ele deveria estar maravilhoso, completamente nu e com a água quente escorrendo pelo seu corpo, enquanto tomava banho e colocou sua bolsa no sofá que havia ali no pequeno hall de entrada da suíte, caminhando em seguida para o quarto e soltando uma risada abafada quando viu uma única caixa rosa com um laço preto posta sobre a enorme cama. Não precisou se aproximar muito para saber que se tratava de uma caixa da Agent Provocateur. Isabella já havia imaginado que Edward iria lhe comprar algo assim para que ela usasse naquela noite. Nos quase três meses que haviam se passado, ele parecia cada vez mais feliz com as escolhas de lingerie dela, algumas peças, porém, não conseguiram sobreviver, visto que Edward não havia conseguido manter o controle para tirá-las com delicadeza do corpo de Isabella, optando por apenas rasgar as pequenas e delicadas peças de seda e renda.
A morena soltou um suspiro ao se lembrar da noite de seu aniversário de vinte e dois anos em Setembro. Ela havia usado um par de lingerie de renda preto, com um conjunto de cinta liga por baixo de um vestido longo de seda vermelho que ela havia escolhido para usar em sua festa que havia ocorrido na mansão dos Swan. Ele nunca esteve tão tentado quanto naquela noite, ele sabia que ela estaria usando algo que o deixaria louco por baixo do vestido, pois quando havia a segurado pela cintura, ele pode sentir a cinta liga em sua cintura fina. A festa havia sido longa demais, e quando Edward finalmente conseguiu tê-la só para si naquela noite, ele não hesitou em tirar seu vestido rapidamente, gemendo alto quando a viu usar aquele conjunto tão provocante. Em questão de segundos os saltos dela já estão jogados no chão e ele havia ajoelhado em sua frente, praticamente rasgando suas meias ⅞ e tirando o suporte da cinta liga, enquanto distribuía beijos por sua barriga e então chegasse até o sutiã, o qual ele puxou com força de seu corpo, fazendo com que o fecho estragasse, e o jogou no chão junto com as outras peças, já grudando seus lábios nos dela enquanto descia as mãos para a pequena calcinha que havia ficado, já com a intenção de rasgá-la, porém, antes que ele pudesse fazer tal coisa, Isabella o havia empurrado e, sentindo-se completamente disposta a ousar e tentar uma coisa nova naquela noite, ela havia pulado de joelhos na cama, engatinhando como se fosse uma gatinha manhosa.
- Edward... - ela havia chamado com a voz baixa, encarando-o sobre o ombro. Ele ainda a encarava sem saber muito bem como reagir ao vê-la praticamente de quatro por cima dos lençóis macios de sua cama, quase que completamente nua, a não ser pela minúscula calcinha preta e rendada que ela usava, combinando com as meias finas que ele havia retirado de seu corpo outrora. Diabos, ele podia ver os seios dela descobertos e livres diante da posição que ela estava.
- Isabella... - ele havia gemido, sem desviar os olhos da forma como a bunda dela parecia maior e mais redonda naquela calcinha pequena. - Você tem alguma intenção de me matar, minha querida?
- Não - ela respondeu com a voz ainda baixa, quase que um sussurro. Estava tentando não deixar que a timidez a impedisse de fazer aquilo que ela queria, e as taças de vinho que havia tomado minutos mais cedo, estavam realmente ajudando. - Eu quero que hoje você me tome assim, Edward.
Então, sensualmente como só ela conseguia ser, Isabella havia se inclinado na cama, apoiando seus cotovelos no colchão macio e mais uma vez olhou Edward sobre o ombro, mordendo os lábios levemente e encarando como forma de um convite. Ele soltou uma espécie de grunhido, enquanto passava a mão levemente pela barba sem fazer e admirava a visão um pouco mais.
Sim, definitivamente ela pretendia matá-lo.
Balançou a cabeça deixando aquela memória de lado e abriu a caixa que estava em cima da cama sorrindo quando viu que se tratava de um pequeno conjunto branco, de renda e completamente transparente. A calcinha se tratava de um fio dental e o sutiã era meia taça, de forma que os seios dela ficariam ainda maiores quando ela o usasse, o que não seria naquela noite, já que o vestido não permitia. Rapidamente, antes que Edward saísse do banho, ela tirou toda sua roupa, incluindo a calcinha e sutiã azul topázio que ela usava, substituindo pela minúscula calcinha branca e então caminhou até o closet do quarto do hotel, pegando seu maravilhoso Elie Saab que estava pendurado ali, sorrindo ao tocar o tecido fino. Sua paixão por renda e por transparência nunca morreria. Com cuidado ela pegou o vestido e o par de Louboutins que usaria naquela noite e caminhou até a cama. Colocou os sapatos primeiro, adorando a forma que eles deixavam suas pernas maiores e mais definidas e então pegou o vestido, desfazendo o laço e abrindo o zíper, caminhando até perto do espelho e o colocando com cuidado. Terminou de subir o vestido e suspirou baixinho com a sensação do tecido gelado raspando de forma suave em sua pele quase que completamente nua. Passou as mangas curtas dele pelos braços, e deu uma rápida olhada no espelho para ter certeza de que o vestido estava em ótimas condições, antes de esticar um braço para trás e tentar subir o pequeno zíper que começava pouco acima da curva de seu quadril, não que isso fosse ser uma tarefa fácil, no entanto.
- Isabella, você está pronta? - Edward indagou entrando no recinto e parou ao vê-la de frente para o espelho.
- Você pode subir o zíper para mim? - perguntou virando a cabeça rapidamente e o encarando sobre o ombro.
Edward deixou um gemido baixo sair de seus lábios com a visão. Os cabelos que ele adorava puxar estavam presos em um maravilho e perfeito coque, as costas lisa dela estavam expostas pelo fato de o vestido ainda estar aberto e também pelo decote e ele pode ver o lingerie branco, completamente inocente, mas ao mesmo tempo tão tentador, abraçar a parte do corpo de Isabella que ele mais gostaria de tocar naquele momento. Ele encarou os olhos castanhos e ansiosos dela e pode imaginar o quão ela estava se segurando para não morder os lábios naquele momento. Aquilo fez com que ele soltasse uma pequena risada e caminhasse em direção a mesma, que lançou-lhe um sorriso pouco antes de virar o rosto para o espelho novamente. O Cullen levou as mãos até o zíper, não conseguindo se controlar ao ver onde o mesmo começava, e passou a mão por cima do tecido do vestido, acariciando a bunda da morena.
- Edward... - repreendeu.
- Desculpe-me, minha querida, foi mais forte do que eu.
Não que ele realmente sentisse muito pelo o que ele havia feito. Todavia ele sabia que não podiam se atrasar, então reprimiu sua vontade de retirar o vestido do corpo de Isabella e lentamente subiu o zíper, com a certeza de que ele faria o movimento ao contrário quando eles retornassem. Abriu um sorriso malicioso no rosto, e depositou um beijo demorado no pescoço de Isabella.
- Pronto.
Assim que os lábios dele encontraram a nuca exposta dela, Isabella sentiu o tão conhecido formigamento e fechou os olhos enquanto um gemido baixo saía de seus lábios. Tentou se controlar para não inclinar o corpo em direção a ele, sabendo que se fizesse aquilo eles se atrasariam para o baile e abriu os olhos alguns segundos depois, sorrindo ao ver que ele ainda estava parado atrás dela. Seu cabelo estava penteado para trás, os fios completamente alinhados, seu maxilar estava completamente liso e ela podia sentir o cheiro de sua loção pós-barba que ela tanto adorava tomar conta do ambiente. Edward usava um maravilhoso smoking preto com um detalhe de seda nas lapelas e uma gravata borboleta. Seus olhos verdes brilhavam de desejo e um sorriso torto brincava em seus lábios. Ela se lembrou de alguns meses atrás, quando estavam em uma festa em Milão, na qual eles se encontravam na mesma posição de agora: de frente para o espelho, enquanto ele estava atrás dela. Mesmo naquela época, quando eles sequer tinham se beijado ainda, Isabella já conseguia ver o casal deslumbrante que eles formavam e agora, meses depois, ela ainda podia ver isso e de forma ainda mais clara. A química entre eles era algo que podia ser vista por qualquer um, a forma como os corpos deles se movia um ao redor do outro era como se eles fossem dois ímãs se atraindo e, por fim, a maneira como os olhos deles brilhavam quando eles se olhavam podia ofuscar qualquer estrela que estivesse presente.
- Obrigada - ela murmurou o encarando pelo espelho e ele se inclinou para depositar um rápido beijo naquele ponto entre seu ombro e pescoço, sabendo que ela adorava quando ele beijava ali.
- Sempre que precisar, meu amor - respondeu passando a ponta do nariz na pele dela enquanto acariciava sua cintura. - Muito embora eu preferisse mil vezes estar descendo este zíper a subi-lo, você sabe. Porém eu manterei isso em mente a noite inteira e tenha certeza que será a primeira coisa que farei quando voltarmos para este quarto.
- Hmmm… certo - disse piscando algumas vezes para sair do transe e Edward soltou uma risada.
- Você está pronta, querida? - perguntou novamente e Isabella assentiu, se virando de frente para ele, que pegou sua mão direita e levou até os lábios, dando um beijo suave nas costas da mão enquanto a olhava diretamente em seus olhos. - Você está simplesmente deslumbrante. Não que isso seja alguma novidade, no entanto.
- Obrigada, Edward, você está muito bonito também. Você sempre está.
Ele deu um selinho rápido em seus lábios pintados por um batom malte vermelho como forma de agradecimento e, guiando-a pela cintura, ele levou-a para fora do quarto. Ambos pegaram as máscaras que estavam no hall de entrada e rapidamente eles as colocaram, sabendo que aquele seria o acessório principal da noite. Isabella amarrou a sua delicadamente, com cuidado para não atrapalhar o penteado e sorriu quando viu o reflexo no outro espelho que havia ali. Sua máscara tinha um ar misterioso e sensual, o material era coberto por uma renda preta, bordada com algumas pequenas pedras de diamante branco. Seus grandes olhos castanhos ganhavam destaque, mas o que Edward estava realmente apreciando naquele momento era a forma como seus lábios vermelhos ficavam ainda mais atrativos. Ela parecia alguma deusa, saída diretamente de algum livro. O vestido e máscara pretos, ambos deixando sua pele ainda mais pálida, lembrando-o de como ela era delicada. Ele queria beijá-la até que ambos estivessem completamente ofegantes e então ele queria tirar aquele vestido do corpo dela, sabendo que seria uma tortura suportar a transparência que ele possuía nas pernas durante toda a noite ou então se lembrar de que Isabella estava apenas usando aquela minúscula calcinha que ele havia escolhido para a noite. O Cullen não duvidava que conseguiria arrancar aquilo do corpo majestoso de sua querida apenas com uma pequena força nas mãos. Ele balançou a cabeça, soltando uma risada abafada e resolveu que pensaria naquilo mais tarde. Ajeitou a máscara de ouro fosco que estava em seu rosto, uma réplica quase que perfeita da máscara de O Fantasma da Ópera, cobrindo apenas metade do rosto e parando pouco antes dos lábios de traço fino que Edward possuía, e Isabella soltou um suspiro admirando seu namorado. O dourado do ouro que cobria a máscara fazia com que os olhos de Edward parecessem ainda mais verdes e mais intensos. Ela sentiu um formigamento entre as pernas quando Edward desviou a atenção do espelho e a encarou diretamente nos olhos e então mordeu os lábios delicadamente. Ela sabia que ele também estava com os mesmo pensamentos em mente. Ela podia ver isso na forma como o verde esmeralda dos olhos dele estavam mais escuros e a forma como ele estava contraindo o maxilar definido.
Deus, nós precisamos sair logo desse quarto ou então ficaremos aqui a noite inteira, Isabella pensou e, parecendo entender perfeitamente o que a morena tinha em mente, Edward abriu um sorriso e estendeu o braço para ela, guiando-a para fora do quarto e então diretamente para o elevador.
Já no luxuoso salão de festas do Plaza Athénée, o baile de máscaras ocorria como já planejado. A grande parte dos convidados já estava ali e uma música suave tocava no ambiente que estava completamente decorado. Tudo muito dourado e elegante, os lustres gigantescos, as mesas e cadeiras com um ar vitoriano, as luzes deixando um clima diferente. As pessoas em sua maioria estavam sentadas em suas devidas mesas, ou ao redor do salão. O grande momento da dança ainda não havia chegado, então todos estavam se ocupando em apreciar dos mais finos aperitivos servidos pelos garçons ou usar o momento para se autopromoverem em meio às conversas que podiam ser ouvidas mesmo com a música. Quando a porta do salão se abriu mais uma vez, foi inevitável que quase todos os rostos ali presentes se virassem em direção a mesma. Isabella Swan estava completamente deslumbrante parada no topo da escada, ela já não era mais a mesma menina inocente de alguns meses atrás que, mesmo tentando ser diferente e se destacar diante de todos daquela sociedade, ainda não passava de uma garota que não sabia nada sobre o que realmente queria. Sua mudança era completamente notável para todos que já a tivessem visto antes. Sua postura agora era mais firme, ela estava sempre de cabeça erguida e a forma como ela andava fazia com que muitos homens ali desejassem estar no lugar do magnífico rapaz que a segurava firmemente pela cintura. A presença de Edward Cullen ao lado de Isabella já havia se tornado algo comum em eventos, todavia isso não impedia o fato de que a atenção sempre durava mais do que necessário em relação aos dois. O choque de que única herdeira dos Swan havia jogado todo o seu noivado ao lado de Michael Newton para então aparecer publicamente não mais do que um mês depois ao lado de um homem completamente misterioso e charmoso ainda não havia morrido, muito embora muitos agora podiam ver como a morena havia sido esperta. Se ela ainda estivesse relacionada com o pobre Newton, provavelmente o nome de sua família também estaria indo para a sarjeta.
- Todos estão nos encarando - Isabella observou, lançando um olhar rápido para Edward, que apenas abriu um sorriso arrogante antes de se inclinar em direção a ela para lhe dar um beijo casto nos lábios, mas que durou alguns segundos a mais do que o necessário.
- Eles estão com inveja por eu ter a mulher mais atraente do baile em meus braços, minha querida. Nada que eu já não soubesse que aconteceria.
Um sorriso nasceu nos lábios da morena e um pequeno rubor tomou conta de suas maçãs do rosto. Não importava quanto tempo passasse, ele sempre conseguiria tal reação. Juntos eles desceram as escadas, e começaram a aproveitar a festa. Eles cumprimentaram alguns convidados, sorriram para fotos, sentaram-se com a sua família onde Edward e Charlie pareciam estar entretidos em uma conversa sobre apostas. Isabella aproveitou o momento e conversou com sua melhor amiga, Rosalie, animada quando ela contou que o casamento aconteceria já no início do próximo ano e então ela e Emmett passariam um tempo na América, onde ele estaria cuidando de alguns negócios. Por mais que Isabella fosse sentir falta de sua amiga ali sempre com ela, ela estava feliz que Rosalie seria capaz de deixar toda aquela hipocrisia para trás e poderia começar uma vida ao lado de Emmett sem que todos os olhares estivessem direcionado a eles, julgando-os. Logo Edward havia retornado para o lado de Isabella e cordialmente ele cumprimentou Rosalie, elogiando o vestido vermelho que ela havia escolhido para a noite e então cumprimentou Emmett. De algum forma estranha os dois agora haviam construído uma espécie de amizade. Eles ficaram ali por mais alguns minutos, antes da Swan dizer que estava com sede e então ela e Edward se retiraram por alguns instantes. Enquanto ela caminhava em direção à mesa, ela pode sentir um olhar diferente queimando nela e não demorou muito a notar que se tratava de ninguém menos do que Charlotte Russeal Newton.
Fazia um bom tempo que Isabella não a via, na verdade fazia um bom tempo desde que ela não via nenhum membro daquela família que ela só queria distância. Porém isso não queria dizer que Isabella ainda não ouvia falar sobre eles. O desaparecimento do Sr. Newton não foi o único escândalo que cercou a vida do Newton nos últimos dois meses. Pouco depois que todos tiveram certeza de que Louis não retornaria, o caso foi verificado mais a fundo e, suspeitas de que Cameron, noivo da filha mais velha dos Newton, Madeline, estava envolvido no caso juntamente com o seu sogro. Cameron estava desesperado e sabia que precisava fugir para o mais longo possível, assim como Louis havia feito, entretanto não seria tão fácil assim. Ele tentou persuadir Madeline a lhe ajudar com o dinheiro para a fuga e quando a mesma se recusou, dizendo que ela não podia gastar o único dinheiro que possuía, a natureza violenta de Cameron apareceu e ele cuidou pessoalmente para que Madeline se arrependesse profundamente de ter lhe negado algo. No dia seguinte ela foi encontrada no quarto de hotel em que eles estavam, completamente inconsciente e cheia de hematomas pelo corpo. Por sorte a equipe do hotel chegou no quarto a tempo e Madeline poder ser hospitalizada. Ela havia ficado no hospital por um longo tempo, se recuperando não só do trauma, mas dos machucados também.
Cameron não havia deixado nenhuma pista sobre onde estava indo, ele simplesmente desapareceu. Michael ficou ao lado de sua irmã no hospital enquanto Charlotte estava em casa se preocupando em diminuir a atenção que aquilo tudo estava trazendo para sua família. Não que ela tivesse conseguido, no entanto. Os boatos correram por toda Paris e logo todos já sabiam que a pobre Madeline era vítima de violência doméstica cometida por aquele que aparentemente era o noivo perfeito. Isabella havia ficado completamente chocada e logo se sentiu culpada pela forma que julgava Madeline quando ainda estava noiva de Michael. Ela sempre imaginou que o segredo que Madeline tinha, era algo sujo e depravado, mas sequer pensou que a pobre garota sofria tanto nas mãos daquele que ela julgava amar mais do que a própria vida. Edward havia a consolado enquanto ela soluçava em seus braços, dizendo que também desejava que Cameron estivesse no galpão ao lado de Louis quando ele colocou fogo ali. A princípio o Cullen ficou chocado com o que sua doce Isabella havia falado, mas quando ela começou a falar sobre como mesmo quando ela estava noiva de Michael, Cameron ainda tentava conseguir algo com ela, lançando olhares carregados de duplos sentidos e tentando tocá-la sempre que tinha a oportunidade, o Cullen logo entendeu e desejou o mesmo. Naquela noite ele havia prometido Isabella que se Cameron sequer chegasse perto de Paris ou qualquer lugar próximo às eles, ele não hesitaria em acabar com sua vida ali mesmo. Ele não precisou de muito tempo para cumprir sua promessa. Cameron havia aparecido na Freakshow dias depois e, parecendo completamente surpreso ao ver Isabella ali, ele havia tentado avançar em sua direção.
- Eu sempre soube que você era uma garota safada, Bella - ele havia dito, seu hálito cheirava a álcool e tabaco. - Mas eu nunca imaginei que a encontraria em um lugar assim.
- Tire suas mãos de mim - ela havia rosnado, dando um passo para trás e gelando quando sentiu que ela estava encostada em uma parede.
- Tsc, tsc… Parece que chegamos a um ponto crucial aqui, meu bem. Quanto você cobra para um showzinho particular? Eu posso mostrar a você como um verdadeiro homem lhe faria sentir.
- Você não saberia ser um verdadeiro homem nem que tentasse. Eu tenho nojo de você, me deixa em paz antes que você se arrependa.
- Oh e o que você pretende fazer? - ele havia rido, se aproximando ainda mais. - Chamar seu namoradinho para me matar assim como ele fez com Louis? Eu nunca imaginei que você tivesse isso em vo-
- Eu acredito que Isabella mandou você soltá-la. - A voz de Edward havia soado dura e fria atrás de Cameron, fazendo com que ele parasse por alguns segundos, sua pele de repente ficando mais pálida.
Aquela havia sido a última noite de Cameron, mas, ao contrário do que ele fez com o Newton, Edward não havia sumido com seu corpo. Fazendo parecer como se tivesse sido um simples assalto a mão armada, Edward jogou o corpo de Cameron em algum beco da cidade e não demorou muito para a polícia chegar no local e o corpo do homem ser identificado. O alívio que Madeline sentiu ao saber que aquele homem nunca mais chegaria perto dela fez com que ela chorasse por pelo menos uma hora, agradecendo silenciosamente que agora ela estava livre, por mais que seu coração doesse ao pensar que ela teria que se despedir de verdade de Cameron. Não importava o quanto ele tinha a machucado durante o tempo em que estavam juntos, de alguma forma o coração de Madeline ainda pertencia a ele e ela se odiava por isso. Com todo esse drama e esses escândalos cercando sua família, Charlotte estava certa de que sua última opção para dar a volta por cima estava em seu querido filho, Michael. Ela sabia que seria difícil arrumar uma mulher rica que aceitasse se envolver com ele depois de que o nome Newton havia ido praticamente para a sarjeta, mas isso não a impediria de tentar.
- Você está tão bela hoje, meu amor - Edward sussurrou casualmente no ouvido de Isabella quando eles estavam caminhando para a pista onde a dança principal aconteceria. - Eu já mencionei isso antes?
- Acho que algumas vezes - a morena respondeu com uma risadinha que se atreveu a se transformar em um gemido baixo quando Edward apertou sua cintura um pouco e a puxou para ele.
- Está ficando extremamente difícil de me controlar.
- Comporte-se - ela o reprimiu, fazendo com que ele risse a virasse de frente para ele.
Na medida em que os outros casais de juntavam na pista de dança, um barulho alto da porta principal se abrindo fez com que todos parassem por um momento e instintivamente Edward puxou Isabella mais para si, imaginando que nada bom poderia acontecer em seguida. Porém antes que ele pudesse falar qualquer coisa, um homem alto, de pele levemente bronzeada e usando um terno elegante juntamente com uma máscara preta apareceu e ele firmemente começou a descer as escadas, como se estivesse com um propósito. Todos o encaravam tentando entender o que diabos estava acontecendo e quem aquele homem seria, todavia as perguntas não demoraram a ser respondidas, quando o mesmo homem desceu o último degrau e andou em linha reta até onde outro homem estava parado, este estava usando um terno cinza, os cabelos loiros penteados para trás e uma máscara preta cobria metade de seu rosto, dificultando saber de quem se tratava. Por um momento os convidados acharam que o homem no terno cinza estaria em perigo, porém, o sorriso estampado em seu rosto dizia outra coisa.
- Oi - o moreno disse quando finalmente se aproximou do loiro -, me desculpe pela demora, foi difícil conseguir chegar até aqui.
- Eu pensei que você não chegaria nunca - o loiro disse pouco antes de puxar o moreno para si e beijá-lo apaixonadamente na frente de todos, arrancando olhares arregalados e fazendo com que quase todos ali ofegassem. Não que isso fosse acontecer de alguma outra forma. Por mais que estivessem no século vinte e um, o fato de existir homossexuais era um tabu tão grande naquela sociedade que levaria coragem para um casal se assumir homossexual, ainda mais perante toda a alta-sociedade.
- Oh, meu Deus, que nojo! Quem permitiu que esses animais entrassem aqui? - Uma voz soou na multidão e não foi preciso de muito para saber que ela pertencia a Charlotte. Não era surpresa ela ser a primeira pessoa a julgar. - Será que alguém pode chamar os seguranças para tirar essas… essas aberrações daqu-
Então a voz de Charlotte morreu no segundo em que as máscaras caíram, revelando o rosto de seu filho querido, Michael Newton, nos braços daquele que seria um empregado em sua casa. Seus olhos claros de arregalaram com a cena pouco antes de a palidez tomar conta do seu rosto e ela desabar no chão sem que sequer uma pessoa a segurasse. Todos olhavam sem saber o que dizer perante aquela cena e Isabella levou a mão até os lábios, não acreditando que ela nunca havia notado aquilo antes. Todas as vezes que Michael tentava ensiná-la a forma correta que uma dama da sociedade parisiense devia agir, todas as vezes que ele parecia chateado quando alguém amigo dele a olhava com a malícia, todas as vezes que ele evitava ter qualquer contato íntimo dizendo que preferia esperar até o casamento, todas às vezes que ele sabia exatamente o tipo de roupa, sapato ou batom que ela usava… Ela nunca havia ligado todos os pontos, mas agora tudo fazia sentido. Era por isso que ela e Michael sempre foram melhores como amigos, pois ele nunca teve que fingir outra coisa como ele precisou ao começar a namorá-la. Era por isso que ele havia mudado tanto uma vez que eles começaram um relacionamento mais íntimo, porque aquele não era Michael, mas, olhando para o Newton parado ao lado daquele outro homem, Isabella pode finalmente ver como os olhos dele estavam diferentes. Ele não parecia o Michael que ela namorava, ele não parecia o idiota que queria controlar tudo ao redor dela. Aquele Michael era o Michael que ela havia conhecido há tantos anos. Aquele era seu amigo que ria das suas piadas bobas e que finalmente havia se libertado de toda aquela prisão que o cercava.
- Eu já volto - ela sussurrou para Edward que relutantemente soltou sua mão. Caminhando entre a multidão, Isabella parou em frente ao casal e sorriu abertamente para Michael, surpreendendo-o quando ela o abraçou apertado e então sussurrou em seu ouvido o quão feliz ela estava por ele.
Os próximos minutos ali foram confusos. Charlotte acordou do seu falso desmaio quando ninguém se aproximou para ajudá-la e começou a gritar profanidades em direção ao filho e seu namorado. Desta vez os seguranças foram chamados, mas não para Michael e Paul, e sim para Charlotte que estava completamente indignada ao ser expulsa do salão. Madeline olhava orgulhosa para o irmão, feliz por ele finalmente ter assumido as coisas. Ela nem sempre soube da orientação sexual do seu irmão, ele havia contado tudo a ela quando ela estava no hospital e mesmo tendo sofrido um pequeno choque inicial, ela sabia que sempre o apoiaria, não importava o que acontecesse. Porém, Charlotte não era a única pessoa que compartilhava uma natureza homofóbica ali e mesmo com a sua saída, Michael e Paul ainda estavam ganhando olhares tortos de algumas pessoas. Não que eles estivessem se importando, eles não ficaram muito ali também. A música retornou alguns minutos depois e, como se nada tivesse acontecido, as pessoas voltaram para a pista. Isabella sabia que aquela sociedade sempre seria assim, não importava quantos choques de realidade ela levasse. Suspirando, ela encostou a cabeça no peito de Edward e lentamente eles começaram a se mover. Ela fechou os olhos por uns segundos, imaginando que eles estavam em outro lugar, um lugar longe daquilo tudo… um lugar só deles e de ninguém mais.
Segurando Isabella em seus braços, a mente de Edward trabalhava nos últimos acontecimentos. Por mais que ele ainda desprezasse o Newton por tudo o que ele havia feito com Isabella quando eles estavam noivos, fazendo-a acreditar que não tinha um corpo desejável e que agia de maneira incorreta, ele não podia negar que estava completamente orgulhoso da atitude de sua querida quando ele foi até o Newton e o abraçou. Ela era perfeita. Ela se preocupava com o próximo, ela era compreensiva, ela era gentil, ela era amável, ela tinha um corpo maravilhoso, ela era a mulher mais sensual que ele já havia conhecido, ela era dele. A querida dele, o amor dele, a vida dele. Dele. E as atitudes dela naquele noite só provocaram o que ele já sabia desde o início: não havia um dia do seu futuro que ele não queria passar ao lado desta mulher incrível que Isabella era. Ele sabia que precisaria acordar ao lado dela para sempre. Ele queria poder fazer amor com ela em todos os momentos possíveis, queria poder se perder naquele corpo maravilhoso dela por horas e horas… Entretanto ele não podia fazer aquilo onde estavam, isso teria que esperar algumas horas. Porém, sabendo que provavelmente aquele seria o momento perfeito para outra coisa que estava se passando em sua mente, ele circulou a cintura dela com mais força, puxando-a para si. Ela ofegou, sentindo a ereção dela tocar seu ventre e mordeu os lábios, olhando ansiosa para cima e encontrando os olhos quase negros de Edward, para então encostar a cabeça em seu peito de novo.
- Vamos embora daqui, minha querida - ele murmurou no ouvido dela, depositando alguns beijos na lateral do pescoço. Ela deixou um gemido baixo escapar e jogou a cabeça para trás.
- Ir embora? - indagou ofegante, pausando os dedos entre os fios perfeitamente penteados do cabelo de Edward. - Mas aind-.
- Não ir embora daqui, bom, eu também quero ir embora deste maldito baile, mas o que eu quis dizer foi para irmos embora de Paris. - esclareceu e Isabella arregalou os olhos, afastando-se um pouco para encará-lo.
- O que você quer dizer?
- Exatamente isso que você entendeu. Vamos embora. Eu e você. Eu sei que não serei capaz de continuar a viver sem ter você ao meu lado todos os dias. Eu quero poder ir dormir com você em meus braços e acordar da mesma forma. Quero poder fazer amor com você quando der vontade. Vamos embora - ele repetiu, olhando-a seriamente. - Vamos deixar esta cidade de lado e toda a sua sociedade nojenta e hipócrita. Vamos dizer adeus a este show de horrores. Vamos começar novamente. Vamos fazer a nossa vida. Apenas você e eu. Juntos.
- Você está falando sério? - perguntou sentindo-se imediatamente animada com a ideia de começarem em um novo lugar. Era como se ele tivesse lido seus pensamentos de outrora...
- Eu nunca falei tão sério em toda a minha vida - respondeu tocando o queixo dela, obrigando-a a olhá-lo. - Vamos comigo, Isabella. Eu te amo e quero começar minha vida com você.
- Sim - respondeu sem hesitar. - Eu vou com você.
Um sorriso nasceu nos lábios de ambos e ele levou um das mãos até a nuca dela, puxando-a a para si e a beijando com toda a paixão e fervor que sentia no momento. quando se separaram, ambos estavam ofegantes e completamente bagunçados, mas eles não se importavam com nada disso. Segurando firmemente a mão de Isabella, eles começaram a correr em direção à saída do salão, ignorando todos os olhares chocados e curiosos. Nada daquilo importava para eles. Eles não precisavam mais de se controlar ou de se preocupar em receber olhares tortos quando faziam algo que era considerado inaceitável para aqueles infelizes dentro do salão. Isabella estava tão feliz por finalmente poder se ver livre daquela sociedade que ela podia gritar até os pulmões doerem, mas, ao invés disso, quando chegaram ao saguão do hotel, ela puxou Edward para si novamente e o beijou com mais força por alguns segundos, antes de se separar e grudar a testa na dele, olhando fundo em seus olhos para dizer aquilo que ela sempre estaria grata:
- Obrigada por me libertar - disse seriamente. - Você nunca vai ser capaz de entender o quanto isso significa para mim.
- Eu te amo, Isabella.
- Eu sei - sorriu. - Eu também amo você.
E, com um último beijo, eles saíram do hotel, dispostos a deixarem Paris o mais rápido possível. Um futuro novo e incerto estava à espera deles, eles não sabiam o que aconteceria ou o que entraria no caminho deles nessa nova vida, mas eles não estavam com medo, pois eles sabiam iriam enfrentar tudo isso da única forma correta: juntos. E isso sim era o que importava. Nada mais.
PS: Queria dizer que eu sou completamente CONTRA homofobia e que o comentário da Charlotte foi a frase mais difícil que eu escrevi na fic toda. O comentário homofóbico foi ELA (Charlotte) quem disse não EU.
N/A: Wow! Então esse é mesmo o último capítulo? Socorro! Nem acredito que já chegamos a este ponto da fanfic. Mas vamos falar dos acontecimentos… Finalmente o segundo casal misterioso foi revelado! Quem esperava por isso? Umas duas ou três pessoas já tinham falado/brincado sobre o Mike ser gay. E agora finalmente a Madeline está livre do Cameron… ugh! Charlotte levou o tapa na cara que mereceu com tudo o que aconteceu com a família dela e agora foi realmente expulsa da sociedade. E por falar nela... Nossos lindos estão deixando Paris para trás. Onde será que eles vão recomeçar? Hmmm... O epílogo já começou a ser escrito e deve ser postado muito em breve. Beijos, beijos e até lá!
N/B: Ai meu Deus que lindos! Esse final tão perfeito. Finalmente descobriram o outro grande mistério da fic! Eu sabia, claro, mas estava ansiosa para vocês descobrirem. Mas focando no casal lindo, nada mais perfeito do que vê-los juntos e felizes. O que começou com um plano inocente de Bella em manter Mike longe, se transformou em sua história de amor. Amo tanto eles, vou morrer de saudade, mas ainda temos mais um pouco deles por vir. Comentem! Beijos xx LeiliPattz
