Meninas... meus amores... minhas dadivas... sorry... me perdoem pela demora... eu tinha muitas coisas para fazer e livros para ler e nenhuma inpiração... ai axcabei demorando, mas olha soh para não desaponta-las eu fiz o final em dois capituls e detalei maids, como uma de vcs me aconselhou... e aqui esta a primeria parte... eu ainda tenho que ler um livro, o amanhecer, mas esse eu termino em tres dias no maximo e continuo a fic para vcs... não demoraraei muito dessa vez eu tb quero saber o final e muitas coisas rolam por minha cabeça....
Muito obrigada pelos comentários meninas, muito mesmo.. amo le-los e me sinto muito feliz por eles...
Bom agradeço a todas a compreenção.. estou sem pc tb então tenho que ser muito rapida aqui na lan...
bjus e abraços... amo-as.
Capitulo 29
Ela falou tanto daquele lugar. Contou-lhe detalhes que somente quem foi saberia onde é e agora a verdade estava em sua cara, jogada de qualquer forma. Ela fora reptada por ele e levada para lá.
Ela dissera várias vezes que sonhara com o homem que a levava embora para uma grande sala bem arrumada, mas escura e sombria.
Snape ficara paralisado assistindo o noticiário.
" Aidan Evan Laine"
Era ele, novamente ele. Aquele inseto que atrapalhara sua vida uma vez, que roubara a mulher que ele amava, que ainda ama. A menina que se transformara, que sofrera, que ele fizera sofrer. Voltara dos mortos como o próprio Voldemort fez tantas vezes antes.
- Laine.
As palavras saíram de sua boca com raiva e repulsa, uma palavra dita sem vontade, sem coragem, com ódio.
Ele olhou para os olhos castanhos de Hermione
Medo.
Era a única coisa presente enquanto escutavam o repórter lhe dizer onde estava a pequena Dayra.
Medo.
Era o que também sentia enquanto se dava conta do que havia feito.
Disse a ela que a protegeria, prometeu que ela não estria em perigo enquanto ele estivesse ao seu lado. Mas ele não estava lá essa noite, foi chamado para o evento e não negara. Foi e a deixou sozinha, naquele quarto. Uma presa fácil para alguém que estava tão perto como Laine, disfarçado de seu médico.
Foi então que tomou a decisão. Decisões sempre fizeram parte de sua vida. Morrer, viver, proteger, fingir, matar, maltratar, torturar, cuidar, procurar, resgatar, mentir.
Tantas coisas que teve que fazer, sendo mandado por todos. Agora ninguém o mandava ir, ele sabia que teria que ir. Proteger o que era seu. O que sentia que pertencia a ele. Pois Dayra era sua. Sua filha, sua menina, sabia disso desde o dia em que a viu entrar em sua botica.
Estava linda, um verdadeiro anjo. Imaginou primeiramente que ela era uma ilusão de sua mente cansada pelo trabalho. Era ela, menor, mas era ela. Hermione. Os cabelos volumosos, a expressão de interesse e curiosidade que somente sua ex-aluna sabia fazer. A pele de pêssego brilhando com as gotículas da chuva rasa da rua. Seus dentes avantajados, as mãos pequenas. Era ela exceto pelos olhos, não eram os olhos de Hermione, eram os olhos dele. Dourados. Sabia que de alguma forma ela mexia com ele. Sua alma era bela, ele podia ver. Sentia que sua voz o chamava, o fazia sentir necessidade de estar ao seu lado, protegê-la.
Sentiu pela primeira vez o que um pai senti ao ver o seu filho.
Era loucura, aquela menina não era sua filha, era dele, era de Laine, mas era tão profundo o que sentiu. Era tão dolorido aquela sensação de perda de uma coisa que não era dele.
Era estranho até. Confuso.
Mas era assim, louco e delirante, mas era o que sentia. Sentiu que ela fora criada sendo sua, e ele iria protegê-la como um pai faz com um filho, como o seu próprio pai não fez com ele.
Seus olhos não desgrudaram dos dela, ela o olhava sabendo o que iria fazer, mas não o impediu. Ela precisava daquilo, mas receava, receava pelos dois.
- Eu prometi – Disse antes de aparatar.
Os seguranças do lado de fora já sentiam-se apreensivos. O senhor Accer deveria estar fazendo seu discurso à 10 minutos atrás e até agora continuava dentro daquela sala com a mulher.
- Onde ele está? – Perguntou o diretor do evento. Anfitrião da festa.
- O senhor Accer pediu que não fosse incomodado, ele está com uma convidada dele.
- Eu não quero saber com quem ele está. Deveria estar naquele palco, a mulher que espere.
- Senhor, tenho ordens de não deixar ninguém entrar.
O diretor olhou para o salão de onde as pessoas, arrumadas com suas melhores roupas, vestidos caros e ternos muito bem alinhados, o olhavam não sabendo o que estava acontecendo. No palco um grupo cantava tentando distrair a todos e os garçons ofereciam seus aperitivos. Havia muita conversa nas mesas, pessoas não se conformavam com essa demora do grande ganhador da noite.
Morgan Whiter era um renomado homem de negócios na industria farmacêutica. Seus ralos cabelos castanhos tentavam esconder seus cinqüenta e nove anos que carregava muito bem no corpo malhado que tinha. Seus olhos verdes escuros sabiam ver uma grande oportunidade quando uma se apresentava. E a grande oportunidade estava sentada a apenas três cadeiras de distancia da sua.
Conheceu Accer em uma conferencia no Alasca, há três anos. Era uma palestra sobre uma rara doença que atingia a população local. Idéias foram apresentadas e a que mais chamou a atenção de Whiter foi a simplicidade da formula medica que aquele novato apresentava. Era simples, mas genial.
A partir desse dia os dois fizeram grandes negócios, mas Whiter percebeu que Accer não era uma pessoa que mirava-se na ganância do mercado financeiro do grande sucesso e dinheiro que ganharia com suas formulas. Ele simplesmente queria trabalhar e fazer aqueles medicamentos cada vez melhor, como se ajudando as pessoas doentes estivesse também ajudando a si próprio.
Accer era reservado, mas qualquer um que o olhasse saberia que o homem havia passado por algumas tragédias e dificuldade em sua vida. Seus olhos azuis eram frios e vazios. Nada o fazia sorrir. Sempre enfiado em seu laboratório particular. Dizia que queria achar um modo de recompensar tudo que fizera.
- Mas o que fizera?
Uma profunda pesquisa sobre o homem foi feita. Nada. Simplesmente nada. Era apenas Leon Accer, renomado cientista e farmacêutico. Primeiro aluno no seu tempo de escola e ganhara todos os prêmios de química e física da escola secundária. Fizera duas faculdades e era um bom homem.
Ele só não imaginava que era tudo mentira.
- Quem dá as ordens aqui sou eu – Disse Whiter – Abram essa porta senhores. O tempo esta correndo.
Os seguranças entreolharam-se como se pensando a quem obedeceriam, mas a resposta era clara.
- Abram!
As chaves fizeram barulho na mão do homem loiro, seu uniforme impecável assim como o restante do lugar e dos funcionários, assim com Whiter queria, mas algo tinha que dar errado e no momento o errado era Leon Accer.
O segurança primeiro bateu três vezes na portam, mas não houve resposta. Sua chave encaixou-se na fechadura e ele a abriu.
- Senhor Accer – Chamou ao entrar, mas não era Accer que estava ali.
A sala reservada para Leon Accer era a mais bonita daquele salão. Ampla e arejada por grandes janelas por onde se via a cidade inteira. Suas paredes eram da cor creme com texturas diferentes em cada uma.
Haviam quadros muito bonitos de oceanos e animais. No alto, o lustres de cristal iluminava todo o ambiente com suas varias lâmpadas. Havia uma lareira de enfeite, apenas um luxo que os mais ricos desejavam ter para lembrar-se de como suas belíssimas e caras casas eram.
O tapete persa estendia-se por toda a sala. Tinha uma mesa de centro, uma belíssima televisão e um conjunto magnífico de sofás de couro branco.
O jovem segurança teria ficado mais um tempo admirando o ambiente se não tivesse que se preocupar com quem estava nele.
A mulher que encontrara a pouco estava sentada no sofá, sua mão tapava sua boca e lágrimas desciam de seus olhos molhando o couro branco. Ela parecia não estar ali. Parecia não ver nada a sua volta, nem ouvir, pois a chamavam e ainda assim ela não respondia.
- Senhora? – Chamou novamente o segurança.
Sem ter mais o que fazer, resolveu seguir o manual de segurança que ganhara em seu curso. Sacou a arma que estava presa no seu cinto e apontou para ela.
- Onde esta o senhor Accer, senhorita?
A pergunta foi em vão, nenhuma resposta saiu da boca dela.
Ele tentou de novo um pouco mais alto.
Nada
Dessa vez sua voz quase gritou naquela sala. La fora muitas cabeças viravam para ver o que acontecia.
A mulher se assustou a principio, mas logo levantou-se e sua expressão mudara.
Era determinação e ódio que encontravam-se naquele momento nos belos olhos da esbelta mulher.
- Sinto muito senhor.
Ele não entendeu o que ela queria dizer. Mas logo não entendeu nada quando sua arma misteriosamente voou da sua mão para a dela.
- O que vai fazer senhora? – Perguntou quase tremendo.
- Vou salvar minha filha
Estava louco, sabia que estava. Era o que pensava depois de vê-la sumindo, do nada, simplesmente sumindo.
- Estava ali, depois não estava.
- Senhor Whiter? Tem um medico por aqui? – Perguntou, mas sabia que o próprio senhor Whiter iria querer ver um depois disso.
Snape desejava ter mais tempo para pensar, para planejar, para ter com o que se apoiar caso tudo desse errado, mas sabia que já se encontrava no local.
Permaneceu um tempo parado, apenas ouvindo a confusão de sons das pessoas ao redor gritando enquanto tentavam correr para fora do prédio.
Tanto medo naquelas vozes que se perguntou onde estava o seu. Não o sentia dentro do peito fazendo o coração bater mais forte, as pernas tremerem e o corpo suar. Não o viu em seus olhos ao olhar seu reflexo no espelho do corredor.
Ali estava apenas uma carcaça velha e negra. Apenas um homem tentando acreditar que iria trazer aquela menina de volta.
- Cadê você Severus?
Perguntou a si mesmo vendo que era apenas um vazio inútil. Que jamais conseguiria trazê-la de volta, jamais, pois ele mesmo não voltaria se continuasse a ser quem se tornara.
Ele era Severus Snape, tinha que ser Severus Snape.
Parecia tão piegas ver o filme de sua vida em sua mente, mas ele via. Cada olhar seu, cada palavra sua, cada injustiça, tristeza, angustia e magoa.
Cada corte em seus braços procurando a libertação da dor, os machucados das infância, o buraco em seu peito.
Os olhares de Lily, o amor de Lily.
As palavras de Voldemort, o erro, o arrependimento, a obrigação e o dever.
A dor que causara nos outros, a raiva e o ódio.
Ele.
Era tudo ele.
Como demorara a entender, sentiu-se uma criança que conseguiu decifrar o enigma dado pela professora no jardim de infância.
Ele era ele. Completo.
Professor, injusto, amável, cuidadoso, triste, amargurado, odioso, lindo, sujo, livre, comensal.
Não podia fugir dessa verdade.
Na verdade nunca pôde.
Respirou fundo sentindo, depois de muito tempo, que estava livre. Livre de suas próprias duvidas.
Abriu os olhos e viu, refletido no espelho, rindo para ele, a única pessoa que poderia realmente salvar Dayra.
Aquele de quem sentia saudades.
Severus Snape.
O vento do saguão de entrada do prédio era gelado e cortava seu rosto como navalhas afiadas. O alarme de incêndio foi ativado e os esguichos de água inundavam o local fechado.
Os passos de Snape eram abafados pelo barulho da água já em seus tornozelos. Sua capa arrastava-se molhada enquanto ele subia as escadas a caminho do andar do salão de eventos.
Ali do canto escuro, uma recém chegada Hermione o observava. Sabia que aquele que ela via andar pela água, aquele ódio negro era Snape, aquele Snape por quem se apaixonou e tão idiotamente negou.
Seus olhos castanhos acompanharam cada passo duro dele, seus músculos rígidos, seus olhos odiosos, sua mascara negra.
O comensal
Seu comensal
Snape
Ela o ama também, pois são um só.
O comensal subia para seu destino, não olhava para o lado nem parava para pensar.
Apenas seguia em frente
Snape parecia um fantasma de tão branco que estava devido ao frio da água e do vento que entrava pelas janelas abertas.
Ele subia rápido como um demônio farejando sua presa, sentindo o seu odor, seu pulsar, sentindo o magnetismo de seus pêlos eriçados.
Era uma caça e ele era o caçador, um animal letal em busca da satisfação plena, do prazer assassino que se libertara de sua alma.
Matar
Matar
Matar
Seus olhos vermelhos de sangue o viam na sala, no final do belo corredor de carpete vermelho.
O corredor de eventos.
Os lustres no alto falhavam, seus cristais em forma de flor balançavam ameaçando cair eletrocutando a água.
Ele não ligava, nem ao menos percebia as fagulhas caindo em sua capa dando um choque leve em seu braço
Ele não sentia
A grande porta dupla no salão estava perto. Era a mais bonita, branca com ornamentos dourados, tipicamente burguês. Típico lugar que jamais teria vontade de ir, mas que no momento era o único lugar que quer estar, que precisa estar.
- Dayra! – sussurrou.
A gota d'agua ameaçou cair da ponte do seu nariz quando colocou sua mão na maçaneta de ouro. Ele a apertou e girou sentindo-a abrir as portas de seu destino. O ar que veio de dentro inflou suas narinas
Sangue
Seus olhos se fecharam enquanto inalava aquele odor de sangue fresco misturado na água que enchia os copos devidamente colocados nas mesas redondas e manchavam o tapete branco
Havia algo mais no ar
Algo que o paralisava
Algo que o fazia tremer
A presença dela o arrepiou e por um momento ele se virou e encontrou o seu olhar assustado, surpreso ao vê-lo depois de tanto tempo
Ele devia estar morto, enterrado nos confins daquele corpo, esquecido por sua mente insana.
O comensal maldito
Mas estava ali, olhando para ela, penetrando em sua alma, fazendo-a queimar por dentro, sentir vergonha e malicia, medo e vontade.
Era ele.
A essência de Severus
O seu Severus
O olhar duro não demorou muito a se desviar.
- Espere! – Gritou Hermione, mas ele já se foi.
As portas se fecharam e o medo tomou conta se seu corpo que tremeu, molhado e frio. Suas mãos seguravam a arma travada como se fosse uma bomba que explodiria a qualquer momento.
Ela pesava cada vez mais
O cano prateado, o canhão com as balas estavam molhados com as gotas que caiam do rosto dela enquanto chorava paralisada no ultimo degrau da escada.
- Dayra, Severus.
As ultimas palavras saíram com dificuldade de sua boca antes de seu corpo cair tremendo no chão
"Respire"
Ela mandava, mas seu corpo não reagia, não obedecia ao seu cérebro. Ela tinha que se levantar, tinha que ir atrás de sua filha, de seu amor.
Mas ainda não respirava
A arma pesava cada vez mais, parecia querer se fundir ao chão.
" Respire"
Ainnn gente... o proximo capitulo eh chocante... a volta de Laine.. a ira de Snape e a coragem de Hermione
