Capítulo XXIX
Ana-Lucia deu um passo atrás e Charlotte ergueu mais a arma na direção dela, ameaçadora.
- Estou avisando, ciganinha, nem mais um passo ou eu vou roubar o vestido de um cadáver.
Assustada, Ana-Lucia ficou parada no mesmo lugar, sentindo os pedregulhos do chão machucarem seus pés descalços.
- Como foi que conseguiu se soltar?- Charlotte perguntou. – Eu pensei que as cordas estivessem bem apertadas.
Ana-Lucia não respondeu e rezou para que a mulher se acalmasse e não atirasse nela. Foi quando Charlotte percebeu que o colar estava de volta ao pescoço dela.
- Vagabunda!- Charlotte gritou. – Tu pegastes o colar de volta! Como foi que fizestes isso?
- O colar é meu!- Ana-Lucia conseguiu dizer.
- Ès uma atrevida!- bradou Charlotte se preparando para atirar em Ana-Lucia.
Mas de repente, algo aconteceu. A arma que Charlotte segurava voltou-se para ela mesma e um tirou ouviu-se na calada da noite. Frank Lapidus e seu bando despertaram assustados.
- Vocês ouviram isso?- ele indagou aos companheiros.
- Veio do local onde deixamos a prisioneira.- afirmou Miles.
- Onde está Charlotte?- Naomi perguntou.
Daniel lançou-lhe um olhar aflito. Ela só poderia ter ido ver a prisioneira, aproveitando que eles estavam dormindo.
O grupo se levantou depressa, deixando o pequeno acampamento e seguiram para a árvore onde Ana-Lucia ficara amarrada. Mas ela já não estava mais lá.
- Onde ela foi?- esbravejou Frank.
Eles começaram a procurar no bosque, não muito longe do acampamento deles até que a encontraram.
- Charlotte!- gritou Daniel se aproximando dela.
A mulher ruiva estava inerte no chão. Uma pistola caída perto dela. Daniel agachou-se ao lado da companheira e viu que o vestido dela estava manchado de sangue. Charlotte estava ferida e nenhum sinal da prisioneira.
- Precisamos ajudá-la!- disse ele, rasgando o tecido do vestido que cobria o ferimento.
- Onde está aquela bruxa maldita que fez com isso com Charlotte?- bradou Lapidus.
- Eu disse a vocês que deveriam tê-la deixado ir!- lembrou Charlotte. – Aquela mulher não era uma simples dama da nobreza.
- Você e suas superstições!- Frank cuspiu as palavras.
- Pelo menos ainda temos o colar.- disse Miles.
Os olhos de Frank se arregalaram de ódio: - Será que ainda o temos mesmo?
Ele e Miles correram de volta ao acampamento a fim de verificar se o colar ainda estava lá.
- Alguém pode ajudar-me com Charlotte?- pediu Daniel, nervoso.
Naomi agachou-se ao lado dele e começou a examinar o ferimento. Estava muito feio.
- Se não fizermos alguma coisa ela irá morrer...
- Tu podes curá-la!- disse Daniel, esperançoso.
- Não sei que tipo de magia foi infringida contra Charlotte. Eu a alertei para que deixasse aquela mulher em paz. Mas ela não me ouviu, estava cega em sua ambição.
- Mas temos que ajudá-la, Naomi!
Naomi assentiu e disse a ele:
- Vou precisar que tu fervas água e traga panos limpos para mim. Depois disso vais ficar estancando o sangue enquanto eu preparo as ervas.
Charlotte gemeu de dor quando sentiu Naomi tocando seu ferimento.
- Vai ficar tudo bem, Charlotte, nós iremos cuidar de ti.
Enquanto isso no acampamento dos bandoleiros, Frank e Miles vasculhavam tudo atrás do colar que roubaram de Ana-Lucia. Mas a jóia preciosa havia desaparecido.
- Aquela vadia!- praguejou Frank. – Ela pegou o colar de volta.
- Pegou o colar de volta, roubou uma arma e atirou na Charlotte. Deveríamos ter sido mais cuidadosos, Frank. Nos enganamos com aquele olhar de anjo!
- Mas isso não vai ficar assim!- disse Frank pegando sua espada. – Nós vamos encontrar aquela cigana vadia e eu vou fazê-la em pedaços!
- E então pegaremos o colar de volta.- concordou Miles pegando sua própria espada.
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Ana-Lucia corria pelo bosque sem parar como se pressentisse o perigo que teria de enfrentar caso os bandoleiros a encontrassem. A essa altura eles já deveriam ter encontrado a companheira ferida. Até aquele momento Ana ainda não tinha compreendido o que acontecera.
A mulher ruiva a quem chamavam Charlotte apontava uma arma para ela num momento e no outro jazia no chão ensangüentada. Teria sido mesmo seu colar quem causara tudo aquilo através da intervenção de sua mãe? Ana ainda não podia acreditar que a tinha visto. Parecia ter sido um sonho.
Ela estava muito cansada, mas não podia parar. Não até que sentisse que estava em segurança. Ana-Lucia gostaria de saber como fazer para encontrar o caminho de volta para o castelo do Cisne. Deveria ser profunda conhecedora das Colinas Errantes se não tivesse passado a maior parte de sua vida vivendo em um convento francês.
Buscando forças para continuar correndo sem rumo, Ana-Lucia seguiu. As pontas afiadas da vegetação que formava parte das colinas arranhavam-lhe os ombros e as costas, e embora a pequena dor a incomodasse ela não podia parar.
De repente, ela ouviu o som claro de cascos de cavalos vindos na direção dela e vozes masculinas falando palavras que ela não podia entender na distância em que se encontrava.
"São os bandoleiros"- Ana pensou. Se a encontrassem a matariam e ela não sabia se dessa vez o colar ancestral iria ajudar.
Ana-Lucia procurou um bom lugar para se esconder na floresta escura, mas pela quantidade de ruído que ouvia, qualquer esconderijo seria inútil, pois eles a encontrariam.
O barulho foi aumentando até se tornar ensurdecedor. Ana-Lucia sentiu o coração acelerar e se escondeu atrás de uma árvore. Ela queria tanto poder ver seu marido naquele momento. Queria tanto não ter fugido dele. Agora seria morta por sua própria estupidez. Os bandoleiros ficaram tão zangados ao encontrar sua companheira ferida que trouxeram o grupo inteiro para encontrá-la. Não havia mais esperança.
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Lorde Sawyer ordenou aos seus soldados que acendessem as tochas para iluminarem o bosque. Ele ainda segurava a fita de cabelo que havia encontrado no prado um pouco antes. Sua esposa estava perto, ele podia sentir.
O Capitão Shephard galopava ao lado dele buscando ver alguma coisa quando os soldados acenderam as tochas.
- Eles não podem ter ido muito longe, Capitão.- disse Sawyer. – Devem estar escondidos no bosque.
Ele desceu de seu cavalo e pediu a Jack com um gesto de sua mãe que ficasse com os soldados enquanto ele vasculhava sozinho o bosque. Poderiam alertá-los se toda a cavalaria se pusesse a transitar pelo bosque ao mesmo tempo.
Lorde Sawyer caminhou por entre as árvores seguindo os próprios instintos quando ouviu um gemido vindo de não muito longe dele. Em estado de alerta, ele seguiu o pequeno e suave som com seu sentido aguçado de águia até que pôde vislumbrar um vulto escondido atrás de uma árvore.
Era um corpo pequeno que soluçava e tremia segurando-se no tronco da árvore com firmeza. Uma pesada capa escura o cobria. Sawyer foi tomado por um sentimento de alívio quando se aproximou bem devagar e disse:
- Meu cordeirinho.
Ana-Lucia sentiu o som de passos se aproximando e já estava se preparando para correr quando ouviu o timbre grave e inconfundível de seu marido a chamando pelo carinhoso apelido.
- Lorde Sawyer? Ès tu?- ela indagou em meio à escuridão.
- Minha querida esposa.- disse ele dando mais alguns passos na direção dela até senti-la vindo em sua direção e atirando-se em seus braços, segurando-se em seus ombros largos.
- Viestes me buscar!- disse ela contendo os soluços que antes não pôde conter. O rosto marcado por pequenos arranhões e os longos cabelos negros cobrindo-lhe parcialmente o rosto.
- Temi tanto que não a encontrasse mais, minha doce Ana.
- Perdoe-me, meu senhor por ter fugido do castelo. Eu não deveria...
- Não.- retrucou ele, apertando-a junto a si, fazendo com que ela recostasse o rosto em seu peito. – Tu é quem deves perdoar-me. Eu não devia tê-la trancado em nosso aposento. Mas estava cego de ciúmes! Eu não agüentava mais ver aquele inglês pondo os olhos em ti.
Eles ouviram o som de um cavalo se aproximando e voltaram-se para olhar. O Capitão Shephard trazia uma tocha em sua mãos e sorriu para eles quando os viu.
- Lady Sawyer. Ele cumprimentou. – Folgo em saber que a senhora está bem.
- Quem a raptou?- Sawyer indagou deixando a emoção de lado e cedendo lugar á vingança.
- Bandoleiros da estrada, meu senhor. – respondeu Ana. – Eu estava tentando chegar à Isenwood, e então eles me pegaram.
- Estavas indo para Isenwood a pé e sem saber em que direção seguir, pequena?- Lorde Sawyer indagou.
- Sim, milorde. – Quisera não ter sido tão estúpida.
- Estes bandoleiros não poderiam ser os mesmos que atacaram a comitiva de meu primo?- perguntou Jack.
- Possivelmente.- respondeu Sawyer. – Os salteadores gostam das colinas. Os bosques oferecem todo o tipo de esconderijo para eles. Mandarei os homens seguirem em frente e continuar a busca pelos bandoleiros. Por hora, iremos voltar para o castelo, aposto que tua irmã está aflita com o teu desaparecimento. Pensei que ela fosse atirar-me a masmorra quando eu contei que tinhas fugido e só disse que me perdoaria se eu a trouxesse de volta. Se não a encontrasse, amada, eu é quem nunca me perdoaria.
- Mas tu me encontrastes, amado.- disse ela beijando a boca do marido sem se importar com a presença de Jack.
Jack sorriu e disse:
- Vou avisar aos homens que Lady Sawyer foi encontrada e trazer seu cavalo, Lorde Sawyer.
- Obrigado, Capitão.- respondeu Sawyer.
Assim que o capitão se afastou, Sawyer tocou o rosto de Ana e sentiu seus pequenos ferimentos.
- Estás ferida.
- Eu estou bem.- ela disse, abraçando-o. – Agora que estou contigo.
- Perdoe-me, meu amor.
- Eu já o perdoei.
- Jamais a tratarei daquela forma de novo.
Ana acariciou o rosto do marido e indagou:
- Confias agora no Capitão Shephard?
- Ele ajudou-me a encontrá-la.- respondeu Sawyer.
- Então vai dar sua benção para que ele se case com minha irmã?
- Sim, meu cordeirinho, sim. Farei isto esta noite mesmo.- Sawyer prometeu e Ana-Lucia o beijou outra vez, exultando com a felicidade da irmã.
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Libby bateu com força as botas nas ancas do cavalo assim que avistou o Castelo do Cisne imponente na escuridão. Ela trazia consigo sua espada presa ao laço do vestido e um punhal amarrado à uma das pernas, ainda assim ela não gostaria de cruzar com nenhum soldado inglês no meio da noite ou as conseqüências poderiam ser desastrosas.
Ao chegar ao castelo, acenou para um dos sentinelas que veio ajudá-la a desmontar e levou o cavalo para o estábulo.
- Boa noite, Srta. Thompson. Muito tarde para cavalgar sozinha pelas colinas não acha?- provocou o soldado somente para irritá-la. Eles eram companheiros de revolução de longa data.
- Acho que não preciso realmente responder essa pergunta não é, Honório?- disse ela sem se importar com ele e segurando as saias ela caminhou pelo imenso em jardim em forma de cisne, adentrando o castelo em seguida.
Libby ficou bastante surpresa ao ver o salão principal tomado por vários soldados que vigiavam quatro homens ingleses.
- Quem são esses aí?- ela perguntou sem cerimônia até que reconheceu Desmond que sorriu quando a viu.
- Creio que já fomos apresentados em outra oportunidade, senhorita.
Kelvin balançou a cabeça negativamente, temendo que Sir Desmond começasse a flertar com outra senhora casada.
- Acredito que sim, Sir Desmond.- ela disse, recordando-se do nome dele.
Desmond fitou os soldados escoceses que os vigiavam de soslaio e se aproximou da dama, reverenciando-a antes de tomar-lhe a mão enluvada e beijá-la rapidamente.
- Fico lisonjeado que se recorde de meu nome, senhorita.
- Por que ficaria?- retrucou Libby. – O senhor lembrou-se do meu.
- Ah, mas nomes de lindas damas não são tão facilmente esquecidos assim.
- Creio que discordo do senhor, Sir Desmond. Agora diga-me, o que o senhor e sua comitiva fazem na Escócia?
- Vim prestar apoio a meu primo, o Capitão Jack Shephard. Ele escreveu-me pedindo ajuda em uma situação sigilosa.
- O Capitão Shephard é seu primo?- questionou Libby, surpresa.
- Por ocasião de nascimento, sim senhorita e dou graças ao bom Deus por isso, meu primo é uma pessoa notável.
- Imagino que sim.
- Pois a senhorita pode perguntar à Lady Katherine Austen.- disse Desmond tentando segurar a língua para não contar o motivo pelo qual estava realmente na Escócia.
- À Lady Katherine Austen?- indagou Libby ainda mais surpresa. Ela sabia que Kate, a endiabrada, estava escondida no castelo do Cisne, mas não imaginou que a moça pudesse ter qualquer tipo de consideração por um capitão inglês.
- Lady Katherine e os criados estão na cozinha, senhorita Thompson.- informou um dos soldados que estava de vigia.
- Oh sim, obrigada. Se me dá licença, Sir Desmond?
- Tem toda, Srta. Thompson.- respondeu ele com uma mesura.
Libby retirou-se para a cozinha e encontrou Kate, Rose, Bernard, Nikki, Nahí e Eko conversando e comendo bolinhos de aveia regados a doses de uísque.
- Boa noite a todos.- disse ela.
- Libby!- exclamou Kate, feliz por ver a amiga e correu para abraçá-la.
- Pequena endiabrada!- disse Libby abraçando-a de volta.
- Por que tanta demora em vir me ver?
- Perdão, Kate, mas tem acontecido tantas coisas que mal tenho tido tempo para dormir.- disse Libby puxando uma cadeira e sentando-se junto ao grupo. – Estás bem?
- Agora estou.- respondeu Kate.
- Menina, fiquei tão preocupada contigo presa em Darkfalls.
- Nós todos ficamos preocupados.- acrescentou Rose.
- Darkfalls é como o inferno na Terra, Libby. Se não fosse por Jack eu ainda estaria presa lá!
- Jack?- Libby retrucou. – Por acaso está falando do Capitão Shephard? O homem que a mandou para a prisão?
- Sim, estou falando dele. Mas ele tinha que mandar-me para a prisão, eu estava espionando o acampamento inglês.
- Kate, que estás dizendo?
- Libby, aconteceram muitas coisas que tu não sabes. Eu hei de explicar-te com calma em outra oportunidade. Agora precisamos tratar de assuntos mais sérios. Venha comigo aos meus aposentos.
As duas pediram licença e se retiraram para os aposentos de Lady Kate. Uma vez lá dentro, Kate procurou em seu baú por uma coisa que vinha guardando desde que estivera em Darkfalls.
- O que é isso?- indagou Libby quando Kate estendeu-lhe um pedaço de papel amarelado.
- È uma mensagem que me foi entregue por um homem que conheci na prisão. Ele disse chamar-se Hugo Reys.
O rosto de Libby ficou lívido.
- Ele disse que precisava que eu entregasse isso a ti.
Libby desdobrou o papel e leu a rápida e curta mensagem silenciosamente. Aflita, Kate perguntou o que dizia.
- Hugo diz que o rei Jacob tem planos de eliminar a maior parte dos escoceses e escravizar o restante. Ele também deseja conquistar a França e a Espanha. A trégua vai acabar em breve e a Escócia será a primeira a ser invadida. Oh, Kate!
- Isso é terrível!- exclamou Kate. – Então esses são os planos de Jacob?
- Sim, ele irá tomar cada clã e destruir tudo. Mas ainda podemos lutar contra isso!- disse Libby. Agora que Lorde Sawyer está casado com Analulu o clã dos Austen está mais fortalecido. Benjamin Linus não pode pôr as mãos no castelo enquanto Sawyer chefiar o Cisne e Isenwood. Se eles tiverem um herdeiro logo ficaremos ainda mais fortalecidos.
- Eu tenho uma coisa para contar.- disse Kate. – Paulo deixou um herdeiro.
- Como?- perguntou Libby, estupefata.
- Nikki está grávida de um filho de meu irmão. Um Austen, Libby. E se for menino...
- Isso não poderia ter vindo em melhor hora. Mas temos que protegê-la, os ingleses não devem saber que Paulo terá um herdeiro.
- Acha que ainda existe esperança de encontrarmos meu irmão com vida?- perguntou Kate.
- Rezo por isso todos os dias, pequena Kate. Mas e quanto a ti? Precisas te casar logo para fortalecer ainda mais o clã. Nenhum de nossos rapazes te agradaria?
- Já tenho um noivo, Libby.
- Tens um noivo?
Nesse momento, alguém bateu a porta. Kate autorizou que entrassem e Rose apareceu dizendo que Lorde Sawyer tinha retornado com Lady Ana-Lucia.
- Graças a Deus!- Kate exclamou.
- E onde eles estavam?- questionou Libby.
- È uma longa história, querida Libby.- disse Kate puxando-a pela mão e deixando o quarto para desceram as escadas.
Encontraram Sawyer, Ana e Jack no salão principal. Kate correu para abraçar a irmã.
- Oh, minha irmã! Estou tão feliz que estejas bem. – O que tinhas na cabeça para fugir do castelo assim?
Kate e Ana conversaram por alguns momentos antes que a endiabrada voltasse sua atenção para Jack. Sem se importar com todos que estavam no salão ela atirou-se nos braços dele e eles se beijaram intensamente.
- Pelo jeito vamos ter que apressar esse casamento.- disse Lorde Sawyer com um sorriso malicioso.
Kate ouviu as palavras do cunhado e mal pôde acreditar.
- Que dizes, cunhado? Vai nos dar sua benção para que nos casemos?
- Vocês já tem minha benção, Kate. Poderão se casar amanhã se assim o desejarem.
Jack e Kate beijaram-se de novo e Libby se aproximo de Sawyer com uma expressão de horror nos olhos verdes.
- Sawyer, tu vais permitir que Kate se case com um inglês? Sabes que sangue inglês trará fraqueza ao clã dos Austen.
- Não coube a mim decidir, Libby. Foi o sábio destino.- respondeu Lorde Sawyer, satisfeito com a futura união.
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França
Eram pouco mais de duas horas e Juliet tomava chá sozinha na varanda quando o mordomo apareceu fazendo uma reverência antes de dizer:
- Perdoe interromper seu chá, Lady Shephard, mas o General John Locke está aqui e deseja ver seu pai. Como Lorde Shephard não está em condições de recebê-lo recorri à senhorita. Ele diz que tem um assunto urgente a tratar sobre o senhor seu irmão.
Juliet sentiu o ar lhe faltar. O que o General Locke teria a dizer sobre seu irmão? Ela não recebia notícias dele há semanas. Aflita, ela limpou os lábios com o guardanapo de linho e disse ao mordomo:
- Diga ao General que irei vê-lo em poucos minutos, Adams.
Continua...
