AO SEU LADO
Hermione sentia seu corpo rígido, e logo a dor apareceu. Abriu os olhos sentindo seu peito dar um solavanco e suspirou alto. E ali estava, aquele rosto, aqueles olhos expressivos a olhando. Ouvira sua voz sair rouca e queria muito poder responder ou até mesmo sorrir. Mas essas ações tão simples pareciam praticamente impossíveis naquele momento. Então, Hermione deixou que as lágrimas falassem por si.
De repente, ela viu quatro pessoas tamparem sua visão e afastar Rony de si. Queria poder levantar o corpo e vê-lo novamente; Queria poder gritar para que o deixassem ficar, mas não era possível. Viu sua silhueta caminhar até a porta e desejou fervorosamente que ele voltasse.
Rony se viu no corredor, a espera. Ele riu de si mesmo. Oi? Tanta coisa para dizer, e ele dissera oi?
Parou de rir e ficou olhando para a porta, tentando acordar para a realidade. Hermione estava ali, a alguns passos de distância, acordada. E foi ai que percebeu que aquilo realmente estava acontecendo.
-Meu Deus! –suspirou, um tanto incrédulo.
Estava paralisado. Suas pernas começaram a tremer e ele não sabia se era de cansaço ou de pura alegria. Sentou-se deitando a cabeça no encosto da poltrona e logo seu Patrono estava sendo enviando novamente.
Dez minutos depois, Gina, Harry e seus filhos, Molly, Arthur, Rose, os irmãos de Rony, Maree e Paul estavam no hospital.
Rony foi logo pegando a filha, que estava adormecida, dos braços de Arthur. Abraçou-a com força, beijando-lhe a testa. Afastou-se para um canto, chorando baixinho. Não queriam que o vissem, mas todos perceberam e respeitaram seu momento com Rose.
Rony podia sentir seu coração bater acelerado. Aquilo tudo era um sonho, um sonho muito bom, o qual ele pensou que nunca poderia vivenciar. Rose estava em seus braços e Hermione acordara. Não tinha palavras para definir o que sentia.
E com a emoção se misturando com o cansaço, ele podia sentir, mais do que qualquer outro dia, a fraqueza o dominar. Suas pernas estavam bambas e seus braços pareciam não aguentar o peso de Rose. Com medo de deixá-la cair, deitou-a numa das poltronas maiores e sentou-se ao seu lado. Encostou a cabeça na parede e fechou os olhos por um momento.
-Tome esse copo d'água, Rony. –falou sua mãe, que já vinha o observando. Rony agradeceu apenas com olhar, sentindo o mal estar cada vez mais forte.
-Acho que ele precisa comer algo. –Harry falou preocupado. Logo, Gui chegou com um lanche reforçado.
Rony comeu apenas para satisfazer os familiares, pois sua garganta parecia totalmente fechada. Mas apesar disso, estava realmente com fome.
-Não consigo comer mais. –deixou o resto de lado. –Eu estou bem, não se preocupem.
-Não insiste, mamãe. –Gina falou aos cochichos com a mãe. –Depois ele vai comer. –Gina sabia que o irmão estava em um estado de puro torpor. O olhar perdido, o choro engasgado que via toda vez que ele suspirava ou olhava para Rose.
Molly entendeu o recado da filha e ficou ao lado do esposo, a espera, assim como todos.
Logo Adela apareceu, dando um breve olá a todos e se encaminhando para o quarto onde estava Hermione.
-Não se preocupem, logo trarei notícias. –falou entrando na sala, agitada.
Meia hora depois, Adela apareceu encarregada de passar as notícias.
-Como está minha filha? –Maree perguntou.
-Hermione está bem. –falou emocionada e com a voz tranquila. –Ainda está um pouco debilitada devido às lesões, mas vai se recuperar. Ela teve consequências maiores com a maldição e com tudo o que aconteceu depois. Terá que ficar por aqui por mais alguns dias. Mas não se preocupem, ela está se recuperando bem e logo poderá ter alta.
Todos suspiraram aliviados e felizes. Uns se abraçaram sentindo o peso sair de suas costas.
-Eu avisei a elas que estão aqui e ela quer muito vê-los. Mas peço que não a cansem e a abordem com questões sobre o ocorrido. Ela me parece um pouco assustada.
-Não se preocupe. Tomaremos cuidado com isso. –Arthur falou sorrindo. Caminhou até Maree e Paul. - O que estão esperando para ver a filha de vocês? –sorriu.
Maree e Paul agradeceram e entraram no quarto. Nenhum dos dois pode conter o choro quando a viu.
-Hermione. –Paul falou com dificuldade.
Hermione sentia seu rosto molhar mais e mais olhando para os pais. Sentiu os lábios de sua mãe pousar em sua testa e engasgou com o próprio choro, sem conseguir dizer uma única palavra.
-Me desculpem. –falou com dificuldade e com tom de voz baixo.
-Você não tem que pedir desculpas, sua boba. –Maree sorriu entre as lágrimas. –Precisa descansar e se recuperar. –alisou seu rosto e ficou por um tempo a mirando. –Sentimos tanto sua falta. –controlou-se para não dizer o quão desesperados ficaram com seu sumiço.
Hermione beijou as mãos dos pais, feliz por poder vê-los novamente.
As visitas não eram muito demoradas e nesse meio tempo, Rose acabara acordando ficando grudada ao pai.
Harry e Gina foram os penúltimos a visitar Hermione.
Hermione não conseguiu dizer nada quando os viu. Um sorriso sincero foi como conseguiu expressar sua felicidade em vê-los.
-Mione. –Gina falou com a voz embargada. Beijou-a na testa emocionada em vê-la e Harry parecia hipnotizado, alisando os cabelos da amiga.
-Você fez uma baita falta, sabia? –Harry falou sorrindo em meio às lágrimas.
-Eu sinto muito por tudo o que aconteceu.
-Você não tem que sentir por nada. Você foi tão corajosa... forte, Hermione... e o importante é que está aqui conosco novamente. –Harry falou orgulhoso.
-Ohh, Mione! –Gina falou se debulhando em lágrimas, sentou-se na poltrona precisando de um tempo.
-Ela não mudou nada. –Hermione brincou olhando para Harry, fazendo-o rir.
Hermione pegou a mão da amiga e sorriu.
-Está tudo bem agora.
-Eu sei. É por isso que estou assim. –Gina respirou fundo, tentando controlar os ânimos. –Tenho muito orgulho de você. –sorriu. –Quero que fique bem logo. –Hermione apenas confirmou com uma aceno de cabeça.
-Senti tanta falta de vocês. Não sei como sobrevivi.
-Sobreviveu porque é forte e inteligente. –Harry falou e ficaram em silêncio por um tempo. -Se não se importa, tem mais uma pessoa que gostaria de vê-la. –falou após alguns minutos.
Hermione respirou fundo. Era ele, só podia ser ele. Confirmou com um aceno e viu os amigos parados a porta.
Na porta, Rony andava de um lado para o outro com Rose nos braços. Estava agitado. Não sabia o que dizer para Hermione, mas ao mesmo tempo ansiava por vê-la.
Harry e Gina pararam com a porta semi-aberta, enquanto Rony os olhava um tanto tenso.
-Acho que é sua vez. –Harry falou. Rony continuou estático no mesmo lugar. Sua tensão era palpável.
Ambos deram espaço para que pudesse passar e então ele se viu dentro do quarto.
Hermione o olhou com o coração aos pulos. Não pode evitar a emoção em ver a filha, após três anos de separação. Queria poder pega-la no colo, beijar seus cabelos ruivos, mas sabia que não podia. E como se fosse um despertador, sua mente a alertou: Eu serei apenas uma estranha para Rose.
Até aquele momento, por incrível que pudesse parecer, não pensara na realidade que seria seu encontro com Rose. E agora, aquela descoberta plantara o medo. Com essa percepção, seus olhos encheram-se de lágrimas.
Rony continuou parado na porta. Parecia amedrontado em dar o próximo passo.
-Acho melhor me passar Rose. –Harry falou. Rony afirmou, automático, e passou a filha para Harry. E assim, Gina fechou a porta deixando-os a sós.
Rony se aproximou lentamente. Sua mente tentava formular frases, mas era uma tarefa tão difícil! Hermione por sua vez, parecia não conseguir desgrudar seus olhos de Rony.
O silêncio era chato, irritante e os deixava cada vez mais tensos.
-Não quero tomar muito o seu tempo. Você precisa descansar... –Rony conseguiu falar depois de três tentativas e sua voz foi morrendo aos poucos.
-Eu... eu estou bem.
Rony apenas confirmou com uma aceno.
–Ela cresceu tanto. –falou com a voz embargada.
Rony a olhou e seus pés começaram a dar passos lentos para mais perto de Hermione. Sem consegui se conter, tocou seu rosto pálido e lembrou-se de dias atrás quando a tivera em seus braços depois dos longos três anos. E como daquela vez, Rony sentiu um arrepio por seu corpo, ao sentir sua pele.
Hermione fechou os olhos e Rony enxugou a lágrima que escorreu dos olhos da morena. Ela queria poder tocar a mão em seu rosto, poder sentir a pele quente e aconchegante de Rony, mas seus braços pareciam não corresponder aos seus comandos.
-Rony... –sua voz parecia um pouco mais fraca. O mínimo esforço era tão cansativo!
-Não diga nada agora. –acariciou-lhe a face lentamente. –Você precisa se recuperar e vamos ter muito tempo para conversar. –Hermione confirmou com um aceno, se ajeitando na cama, fazendo uma cara não muito boa.
-Está sentindo alguma coisa? –perguntou preocupado, ela negou.
Hermione fez o máximo de esforço possível, e alcançou a mão de Rony que estava caída ao lado do corpo. Sua pele era quente, assim como se lembrava. Sorriu fraco com a sensação. Deus!, ainda não conseguia acreditar que conseguira ficar tanto tempo longe daquele toque.
Rony elevou as mãos entrelaçadas e beijou a de Hermione, escutando seu suspiro profundo.
Hermione sentia que a qualquer momento iria explodir de emoção, estava tentando ao máximo se conter, mas ver Rony lhe provocava sensações muito fortes.
Rony continuava a observá-la em silêncio. Queria dizer tantas coisas, fazer tantas coisas, mas aquele não era o momento. Mas precisava dizer algo, precisa mostrar que ele estaria ali, a sua espera. Precisava espantar o medo e a dor daqueles olhos de chocolate.
-Não se preocupe... –sua voz era rouca e baixa. –Eu vou estar aqui, do seu lado.
Hermione sentiu como se uma avalanche a atingisse.
-Eu senti tanto a sua falta. – falou baixo, e suas lágrimas vieram de forma incontrolável, deixando-a sem ar.
Rony sentiu a mão de Hermione se afrouxar cada vez mais e a pousou na cama. Via seu peito subir e descer rapidamente e seu choro sofrido.
Ela estava engasgada. Impregnada com tudo o que lhe acontecera e de alguma forma precisava botar tudo para fora. Precisava descarregar todo aquele sofrimento, o qual ela não conseguia mais suportar.
Ele sentia seu peito se rasgar vendo Hermione daquela forma. Foi ágil e chamou pelos medibruxos que estavam responsáveis por sua melhora. Dois deles entraram e logo Hermione se acalmou e caiu num sono profundo.
-Ela estava agita e isso não é bom pra ela. –falou um deles. –Ela vai dormir por um bom tempo.
-Posso ficar mais um pouco?
-Fique a vontade. –sorriu-lhe solícito.
Rony voltou para o lado de Hermione e secou a lágrimas que marcavam seu rosto. E de alguma forma ele estava feliz. Podia sentir que Hermione ainda o amava, assim como ele a amava. E isso bastava.
Quando saiu do quarto, Rony se surpreendeu ao ver Harry o esperando.
-Achei que já estivesse no décimo sono. –brincou Rony.
-Bem que eu queria. –riu. –Como ela está?
-Ficou um pouco agitada e precisaram fazê-la dormir.
Harry confirmou e caminhou ao lado do amigo.
-Ela... –Rony começou a falar quebrando o silêncio. –Ela disse... que sentiu minha falta. –seu tom era emocionado. Harry sorriu.
-É claro que sentiu! O que mais você esperava? –Rony continuou em silêncio, tentando processar a informação. - Já pensou para onde vai levá-la, quando sair daqui? –Harry perguntou e Rony parou de caminhar e olhou para o amigo.
-Como assim? –perguntou atordoado.
-Ela vai ter que ir para algum lugar quando sair daqui, e pensei que fossem casados. –falou com ar de deboche. Rony manteve-se em silêncio e voltou a caminhar.
-Acho que não sei o que fazer. –falou num sussurro.
-Rony, ela é sua esposa.
-Eu sei, mas existe algo,Harry... Esses três anos fizeram com que voltássemos no tempo. Não sei qual é nossa situação.
-Entendo. –falou compreensivo.
-Seria estranho levá-la pra casa... não sei, não sei. –falou esfregando o rosto. Harry parou de frente ao amigo.
-Só posso te dizer uma coisa: ela precisa de um lugar, e aquela é a casa dela, e você é o marido dela. Não deixe que essa oportunidade de se aproximarem, escapar. É a chance de vocês.
-E se ela não quiser?
-Rony, se quer realmente reatar sua vida com Hermione, vai ter que deixar seus medos de lado, assim como ela. Vocês só precisam quebrar essa barreira que esses três anos impuseram entre vocês. Vocês se conhecem muito mais que qualquer outra pessoa, são os mesmo de três anos atrás, só precisavam se redescobrir.
Rony foi embora com as palavras de Harry na cabeça. E quando chegou à Toca, se surpreendeu, de como o tempo passará rápido, ao ver Rose acordada.
-Como está a minha ruivinha? –perguntou pegando-a nos braços.
-Com fome. –aconchegou-se nos braços do pai. Rony sorriu e bocejou, percebendo que estava morrendo de sono e cansaço.
Rony ficou refletindo sobre as palavras de Harry durante o dia. Rose, às vezes, o distraía com suas risadas e brincadeiras, mas seus pensamentos sempre voltavam para a conversa no hospital.
-Mamãe. –Rose falou apontando para a foto.
Rony parou de enxugar os cabelos da filha e olhou para a foto. Por um momento ficou a imaginar como Rose se comportaria ao ter a mãe de volta em sua vida. Sentiu um embrulho no estômago com as possibilidades. E se ela não gostasse de Hermione? E se... e se... era isso, possibilidades, nada de certezas.
-Você queria ter a mamãe aqui? –Rony perguntou com um nó na garganta. Rose confirmou.
Era um sinal positivo e deu certo alívio para Rony.
-Você me ajudaria em algo muito importante? –perguntou terminando de vesti-la.
-Sim, sim! –falou animada. –O que é?
-Você vai saber mais tarde. Rony precisa dar uma saída, mas logo estou de volta.
-Naum, Rony, naum vai... fica comigo. –falou o abraçando.
-Eu juro que não vou demorar. –falou com um aperto no coração em deixá-la. Agora era sempre assim, sofria em ficar longe de Rose. Queria tê-la grudada a si o dia todo.
Quando retornou ao hospital, Hermione ainda dormia. Mas não demorou para que ela abrisse os olhos, um tanto assustada.
Rony pegou sua mão gelada e a confortou.
-Tudo bem... se acalme.
Hermione respirou fundo, grata pelo pesadelo ter acabado. Quando se deu conta de que Rony estava ao seu lado, sentiu seu corpo mais quente e uma alegria incomparável.
-Como você está? –Rony sentia que estava mais a vontade naquela segunda visita. Chegara a uma conclusão de que o tempo não importava e Harry tinha razão, eles eram os mesmos.
-Acho que melhor. –falou com a voz rouca e baixa. Tentou levantar um pouco o corpo, mas era difícil. Com isso, sentiu as mãos de Rony a ajudar.
-Obrigada. –agradeceu observando sua feição cansada. Esticou os braços e pegou o copo ao seu lado, agradecendo intimamente por poder fazer aquele movimento novamente. Ficou pensativa em meio ao silêncio e um Rony solícito a sua frente, e lembrou-se da conversa durante a madrugada. A vergonha apareceu timidamente fazendo suas bochechas arderem. Não estava tão tranquila quanto ele. Sentia-se inquieta e agora que estava mais lúcida, com os pensamentos a mil.
-Você parece esgotado. –Hermione se pronunciou sentindo-se culpada. Rony sorriu.
- Um pouco. Rose tem energia de sobra! –riu. Hermione engoliu a seco ao ouvir o nome da filha. Era sempre difícil quando o assunto era Ela. Um assunto delicado.
–Mas ficou sem dormir por minha causa, não precisa...- sua fala morreu ao perceber o que estava dizendo, e sentiu-se envergonhada novamente. –Não que você esteja assim por mim... –falou num sussurro. Sentiu Rony largar sua mão e suspirou, aflita.
-A muito que não tenho uma noite de descanso... - puxou a poltrona e sentou-se ao seu lado. E sim... eu estou assim por você. E isso não é uma coisa ruim. –sussurrou.
Hermione não resistiu e tocou o rosto de Rony, o assustando.
- Não sei o que te dizer. – falou sentindo as emoções a dominar.
-Não precisa dizer nada, ter você aqui já basta.
Hermione deixou a mão escorregar e virou o rosto já sabendo que as lágrimas desceriam.
Assim que Hermione adormeceu, Rony deixou-lhe um bilhete e partiu de volta para a Toca. Precisava dormir antes de concretizar seus planos na manhã seguinte.
Rony pensara bem nas palavras de Harry durante aquele tempo e decidira que não poderia deixar a chance de ele e Hermione se aproximarem passar.
-Que casa é essa, Rony? –Rose perguntou, curiosa, quando entrou pela porta da sala.
Rony olhou para a sala visivelmente inabitada. Os móveis cheios de poeira, o chão sujo, a escuridão...marcas da falta de vida naquele local.
-Aqui é onde nós morávamos. Você era recém-nascida quando fomos para a Toca. –sorriu-lhe.
-Ela não é bonita. –falou fazendo cara feia. Rony riu.
-Mas vai ficar. Você vai ver e vai me ajudar. –soltou uma piscadela.
-A casa está muito suja, meu senhor. Está sim. –falou Tayla analisando. Rony não poderia deixar de trazer Tayla consigo. Sabia que precisaria de ajuda e Tayla com certeza não aceitaria ficar fora da arrumação.
-A gente vai "volta" prá ca? –perguntou olhando para o pai.
-Sim,nós vamos, filha. –falou já temendo aquela mudança para Rose.
-Eu "gostu" da Toca. –falou distraída, rodando seu vestido.
-Eu também, Estrela.
Começaram a arrumação pelo andar de baixo. A casa precisava mesmo de uma faxina completa e Tayla entendia muito bem disso. Rose se divertia com os dois, desvendando seu lado arteiro.
Rose também aflorou seu lado de "porquês", fazendo a Rony tantas perguntas que o deixaram zonzo.
Quando Rony entrou em seu antigo quarto, sua primeira ação foi abrir o armário. As roupas de Hermione, em sua maioria estavam todas ali. Seus vestidos, suas camisas, lingeries...Sorriu. Aquilo tudo parecia um sonho!
Vou perdi a Tayla para levar todas as roupas para lavar. –pensou.
O quarto de Rose estava completamente vazio e esperaria mais um tempo para trazer suas coisas.
À tardinha, tudo estava pronto. Rony ficou bastante satisfeito, era como se aqueles três anos não tivessem existido.
-Rony, tô cansada. –Rose falou bocejando.
-Eu vou levar você para a Toca. –pegou-a no colo. –Obrigada pela ajuda, Tayla, sem você eu não teria dado conta. –riu.
-É sempre um prazer, Senhor! –sorriu com os olhos brilhando. –Tayla não vê a hora de voltar para antiga casa, Tayla gosta muito daqui!
-Logo, logo nós vamos voltar. –falou esperançoso.
Após dar banho em Rose e fazê-la dormir, o que não demorou nada, Rony tomou um banho rápido e seguiu para o hospital.
Hermione acabara de acordar. Olhou ao redor e esperava encontrar Rony ao seu lado, mas a poltrona estava vazia. Ergueu-se com cuidado e percebeu que se sentia bem melhor em comparação com os dias anteriores. E agora que estava melhor Hermione não a via à hora de sair daquela cama.
Perguntou-se o que teria causado a falta de Rony ali. Ele sempre estava presente quando acordava. Com os pensamentos antecipados, sentiu uma tristeza a tomar imaginando coisas que não gostaria que fossem verdade.
Mais à tarde, Hermione foi examinada e recebeu boas notícias: daqui três dias, com a melhora que estava tendo, poderia ter alta.
Recostou-se nos travesseiros e quando foi pegar seu corpo d'água, percebeu um pedaço de pergaminho dobrado.
Hermione, talvez eu não esteja quando acordar, mas logo estarei com você.
O bilhete tinha apenas essa frase e era visível que fora Rony quem o escrevera. Sentiu mais falta do ruivo ao ler suas palavras, mas não precisou se martirizar tanto. Escutou uma batida na porta e Rony entrou com a feição mais descansada.
-Desculpe pela demora. –jogou os cabelos para trás e sentou-se ao lado de Hermione. Ela o observou e ficou admirada com a beleza que adquirira nesses três anos.
-Não tem problema. –sorriu envergonhada.
-Como você está?
-Melhor. Os medibruxos disseram que terei alta daqui três dias.
-Isso é ótimo. –pode sentir um frio na barriga com a notícia. Observou-a e percebeu que realmente Hermione estava com um aspecto melhor.
-Acho que a poção está me dando sono. –falou sentindo seus olhos pesarem.
-Não se preocupe. –pegou sua mão e a alisou. –Durma... estarei aqui quando acordar.
Hermione apertou sua mão e sorriu sentindo algumas barreiras se quebrarem.
-Jura? –perguntou sonolenta.
-Juro. –sorriu.
Era sábado à tarde. Hermione já estava pronta para ir embora, rodeada por seus pais, Harry, Gina e Rony.
-Nem acredito que vou sair daqui. –falou aliviada.
-Mas você ainda precisa se cuidar. Comer direito, descansar. Está muito pálida. - falou sua mãe.
Hermione ia dizer algo, mas fechou os lábios e sentou-se novamente na cama, completamente indignada por não ter pensado para onde iria quando tivesse alta.
-Mione? –Gina chamou. –Não me diga que quer continuar aqui?
-Claro que não. –falou pensativa. –É só que...
-Não se preocupe, querida, Rony já arrumou tudo na casa de vocês. –falou Paul.
Hermione olhou rapidamente para Rony, que lhe sorriu.
Voltaria para sua casa, sua antiga casa com Rony. Sentiu coração bater acelerado e suas mãos suarem.
-A não ser que prefira ficar com seus pais... –Rony começou a falar, observando as feições de Hermione.
-Não. –respondeu rápido demais, o que fez Rony sorrir aliviado. Hermione Raspou a garganta, envergonha. –Está ótimo... voltar para casa. –era quase irreal dizer isso.
Enquanto Hermione se despedia de todos, Rony pegou as coisas da morena e a esperou.
-Pronta? –Rony perguntou estendendo-lhe a mão. Hermione se aproximou um tanto tensa e entrelaçou sua mão a dele. Ela confirmou com um aceno e desaparataram.
-Bem vinda. –Rony falou quando aparataram na sala.
N/A: Olá, leitores queridoss!
Espero que tenham tido um ótimo final de ano e desejo a todos um 2012 esplêndido!
Segue mais um capítulo e espero que desfrutem bastante!
Grande beijo a todos! *-*
