Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
Ok, agora colaboradores. Eu amo vocês; vocês são as melhores pessoas do mundo inteiro. Obrigada por seu apoio até agora e eu espero que você vai manter a apoiar-me no futuro.
Mas... pessoal... for favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...
25 de dezembro de 1971 – Natal na Casa dos Taylor IV
Na casa da Elisa, tudo estava arrumado para o jantar. Ela estava muito feliz porque o Severo e a Audrey poderiam estar com ela. Ela arrumou a casa para receber sua nora, seus netos, assim como seu filho que chegaria com Roger mais tarde.
Às 18:30 horas Victoria chegou com seus filhos. As meninas soltaram as corujas e ajudaram a mãe a levar os quitutes para dentro. Elisa foi recepcioná–los feliz.
– Ah que felicidade meus filhos! – disse Elisa com Jean abraçada a ela.
Severo segurava Ônix que se debatia contente. Elisa falou:
– Sev querido, pode soltar a cadelinha, ela não se perde... aliás, como vocês conseguiram vir?
– A Audrey bateu no papai... – respondeu Severo. – Ela quebrou o nariz dele...
– Bem feito pra ele! Vamos entrar, tá frio aqui fora...
– Vamos pro quarto da vó? – perguntou Audrey.
– Êêêêêêêêêêê! – respondeu Jean.
As meninas correram para o quarto da avó, deixando Severo para trás, olhando para a Ônix, sem graça. Elisa aproximou–se dele e falou:
– Pode ir, filho. No meu quarto tem um baú com umas coisas de quando eu era mais jovem, elas vão lá pra brincar com elas... é só subir a escada que é fácil achar meu quarto, aquelas duas devem estar rindo e conversando...
– Obrigado vovó...
Severo subiu a escada para encontrar as irmãs. Elisa e Victoria foram para a cozinha. Preocupada, a sogra perguntou:
– E o Severo, como tá?
– Péssimo... o pai dele abusava dele! Por isso ele é tão arredio com a gente...
– Mas que filho da puta! O Roger me ligou, ele falou que o que ele tem é gonorreia mesmo, mas eu não perguntei os detalhes... ele vai trazer o remédio pro menino tomar...
– Quando eu descobri o abuso, caiu do pescoço dele esse colar... – a nora mostrou o colar e começou a contar o que Audrey disse a ela.
Elisa sentou–se numa cadeira para não cair. Com lágrimas nos olhos ela disse:
– Essa mulher não existe, que bicho ruim! A gente não pode deixar o Sev voltar pra aqueles monstros!
Enquanto isso Severo entrou no quarto da sua avó. Jean chamou–o e disse:
– Você sabe o que é um trote?
– Não...
– Então vem aqui e aprende com a mestra...
A adolescente pegou o telefone e ligou para um bar*. Seus irmãos se aproximaram dela para ouvir a conversa. O garçom atendeu e ela disse:
– Oi, boa noite, eu queria falar com uma pessoa, de nome Idi, sobrenome Ota...
O garçom perguntou aos clientes:
– Pessoal, tem algum idiota por aqui?
Todos os clientes riram e o garçom perguntou novamente:
– Qual é a graça, eu só quero saber se tem um idiota aqui?
Todos riram novamente. O garçom entendeu que era mais um trote e gritou:
– Escuta aqui menina, eu vou arrancar as suas tripas e beber o seu sangue!
Os três se deitaram na cama da avó deles e choraram de rir. No andar de baixo, Victoria e Elisa ouviam tudo. Victoria disse:
– A Jean passando trote de novo...
– Deixa menina... olha como o menino tá rindo...
– Senhora Taylor, a senhora vai ensinar coisa errada pra agradar o menino?
– Mãe é pra educar, vó é pra estragar...
Victoria foi para o quarto de Elisa e encontrou seus filhos na cama, vermelhos e chorando de rir. Ela colocou as mãos na cintura e gritou:
– Meninos, parem de passar trote nos outros e desçam... Vão procurar alguma coisa saudável pra fazer...
– Ah mamãe... – disse Jean. – A gente quer brincar no baú da vovó...
Severo estava vermelho de tanto rir e Audrey estava um pouco rouca de dar risada. A mãe deles disse:
– Tá bem, mas nada de trotes!
As meninas se aproximaram do baú, um móvel antigo de mogno, a qual Elisa guardava algumas fantasias que ela usou em bailes de carnaval. Jean abriu o baú e disse:
– Olha Sev, um jaleco velho de hospital do meu avô. Eu nunca tinha visto ele aqui...
Na verdade o jaleco foi colocado por Roger. Ele sabia que as meninas iam mexer no baú da sua esposa, então ele colocou um jaleco que ele usou antes de se tornar diretor, um sobretudo, um estetoscópio e um chapéu, para menino ter alguma coisa para vestir.
As meninas vestiram uns roupões de seda; Jean colocou uma antiga peruca chanel preta e colocou uma mini cartola. Ela disse:
– Doutor Severo, estou muito doente, me examine...
– Marca uma consulta com a secretária, espera dois meses e volte...
Jean fez uma careta para o irmão e falou:
– Engraçadinho... Olha Sev... Isso é um estetoscópio...
– Pra que serve isso?
– Os médicos e enfermeiros usam pra escutar qualquer som que o nosso corpo faz... quer ver?
A menina desabotoou a blusa, colocou a peça auricular nos ouvidos do menino e a peça asculatória no peito dela.
– Tá ouvindo Sev?
– Eu tô vendo o seu sutiã...
– Sua anta, você tá ouvindo alguma coisa?
Roger se aproximou de seus netos e com alegria perguntou:
– Vocês tão brincando de médico de hospital público? Por que você tá vermelho Severo?
– Oh... me desculpe senhor... – disse o menino tirando o jaleco.
– Pode ficar com ele... fui eu que coloquei pra você brincar com as meninas... mas por que você tá vermelho?
– Ele tá vermelho de rir... – respondeu Jean.
– Jean! Passando trote de novo!
– Ain, que maldade, vô... eu tenho cara de quem faz isso?
– Nãããããããããão... o Severo tem... ah, e quanto ao estetoscópio, Jean, ele não vai ouvir nada, ele tá quebrado.
– Peraí. – Falou Audrey pegando o aparelho. – Reparo! Pronto Sev, escuta o coração dessa besta...
Severo colocou o estetoscópio de novo, aproximou a peça asculatória do peito da irmã e dessa vez conseguiu ouvir o coração dela. Ele falou:
– Que legal...
– Que bom que você gostou... – disse Roger. – Pode ficar pra você...
– Mas senhor, isso não é justo... – falou Severo. – E as suas netas?
– As minhas netas QUEBRARAM O COITADINHO ANO PASSADO NUMA BRIGA – falou Roger olhando para as duas que começaram a assoviar. – Então elas não o merecem...
– Obrigado senhor...
– Severo, vem aqui...
Os três se aproximaram do avô que comentou:
– Noooossa, quantos Severos nós temos aqui... bem... o resultado do exame deu gonorreia mesmo... você vai ter que tomar Eritromicina, 50mg, 4 vezes ao dia por uma semana... esse remédio é usado pra tratar infecções bacterianas... você vai tomar esse porque a gente não sabe se você é alérgico a penicilina... assim que você começar a tomar a dor ao fazer xixi e o inchaço no testículo vão melhorar, mas tem que tomar por uma semana, senão a doença vai piorar...
– Tudo bem...
– E você tem que falar pra sua mãe se você sentir cólica, náusea, vômito e diarreia... isso pode ser reação ao remédio... se por acaso ALGUÉM QUISE BEBER – ele apontou para as meninas. – Conte para mim e não beba... isso pode sobrecarregar o seu fígado, viu?
– Obrigado senhor...
– Um melhor horário pra você começar a tomar vai ser meia–noite... você vai tomar meia–noite, 6:00 horas, meio–dia e 18:00 horas. O comprimido das 6:00 horas vai ser o teu pai que vai te dar, porque é essa hora que ele acorda pra ir trabalhar, tudo bem?
– Tudo bem...
– Jean, eu posso confiar que você não vai dar vinho pra ele?
– Sim senhor!
– Quero ver... meninos, guardem as roupas e desçam...
Todos desceram e foram para a sala. Na lareira, havia três meias de Natal. Elisa se aproximou de Severo e disse:
– Olha Severo, essa meia é pra você...
– Ah... obrigado...
– Severo, essas meias são uma tradição natalina...segundo a tradição é o Santa Claus que distribui os presentes e desce pela chaminé.a gente vai ganhar presentes com elas... a sua é a terceira, porque você é o caçulinha...
Severo ficou olhando para a meia embevecido para a sua meia. Ele começou a se lembrar do Natal do ano passado na sua casa.
Flashback
Era 25 de dezembro. A casa, como sempre estava imunda e sem graça. Severo lia um livro sobre Defesa Contra as Artes das Trevas enquanto Eillen estava no porão preparando poções.
Quando deu meia–noite, Tobias chegou em casa bêbado e não encontrou a esposa. Severo estava com tanto sono e tão distraído que nem viu o pai chegar. Tobias aproximou–se do filho e sem aviso, atirou o livro longe, jogou o menino no chão, tirou sua roupas e começou a acariciar o seu membro. Assustado, Severo começou a gritar:
– PARE! MAMÃE! SOCORRO! MÃE!
O menino tentou fugir. Tobias segurou–o pelos cabelos, colocou–o agachado, com o rosto no assento da poltrona e penetrou no filho com fúria. Ele estava nervoso aquela noite porque ele havia perdido uma boa quantia de dinheiro no jogo e não havia achado a esposa para brigar. Quando ele terminou, ele agarrou os cabelos do menino e disse:
– OLHA BEM PRA MIM, MENINO! VOCÊ É UM INÚTIL! É SÓ PRA ISSO QUE VOCÊ SERVE, PRA TREPAR!
Tobias subiu para o quarto e dormiu pesadamente. Enquanto isso Severo foi mancando para a cozinha para comer algo e viu que não tinha nada, só havia uma garrafa de firewhiskey na mesa. Triste, ele bebeu bastante água da torneira, foi para o seu quarto e chorou até dormir.
Fim do Flasback
Richard viu o filho olhando para a meia, abraçou–o por trás e perguntou:
– Gostou da...
– AAAAAAAAHHHHHHH! – gritou Severo quase caindo na lareira. Richard o abraçou de frente e disse:
– Oh meu filhinho, me desculpe... eu não devia ter feito isso...
O menino estava pálido, tremia e suava frio. Ele se aconchegou no seu pai e começou a acalmar–se.
– Desculpe senhor Taylor... eu sou uma besta...
– Você não é uma besta... só precisa parar de ter medo de mim...
Depois que o menino ficou mais calmo, seu pai falou:
– Gostou da meinha?
– Sim... muito obrigado...
– Vamos comer...
A família se reuniu na cozinha. Na mesa havia Perú assado acompanhado de stuffing (recheio), gravy (redução de caldo de carne), pigs in blankets (lingüiça assada coberta de bacon); cranberry sauce (uma espécie de geléia de fruta), bread sauce (um molho branco); batatas assadas, cozidas ou purê e vegetais cozidos, particularmente couve de bruxelas, cenouras e repolho. A sobremesa era pudim de ameixa, um doce natalício que levava uvas, frutas secas, manteiga, açúcar e temperos. Os adultos beberam uma grande taça chamada wassail**. As crianças beberam refrigerante.
– Papai! Eu e o Sev tava brincando de médico...
– SEVERO! ISSO SÃO MODOS NA CASA DO SEU AVÔ?
– Richard... ele tava ouvindo o coração da Jean com o estetoscópio... peça desculpas ao menino ou vai apanhar aos 40 anos...
– Desculpa Severo... é que no mundo dos trouxas brincar de médico é outra coisa...
– Brincar de medico é uma desculpa pra um passar a mão no outro... – disse Jean.
– JEAN! – gritou Richard. – Eu não sei a quem você puxou!
– A você! – disse Elisa. – Ou você se esqueceu que era igual a ela quando tinha a sua idade?
– Mamãe... o que o Sev vai pensar de mim...
Todos olharam para o menino que estava até vermelho de tanto dar risada. Ele nunca tinha se divertido tanto numa ceia de Natal.
– A Jean se parece com você, a Audrey lembra a Victoria e o Severo lembra o Roger...
Depois da sobremesa, Audrey perguntou a Roger:
– Vô, a gente pode brincar lá fora?
– Podem, mas toma cuidado... E NADA DE RAQUETES!
Os três saíram para brincar na neve. Audrey tirou uma garrafinha do bolso e disse aos irmãos:
– Olha o que eu dupliqueeei...
– Desse tamanho? Dá um gole pra cada um... – falou Jean.
– Não, sua besta! Eu fiz um feitiço de encolhimento na garrafa... finite incantatem!
A garrafa voltou ao tamanho normal. Severo disse:
– O vovô falou que não era pra gente beber...
– Tá bom... então não bebe... – disse Jean.
– Mas já que ela pegou, vamos beber...
Audrey conjurou três copos e eles beberam um copo e meio de vinho cada um. Audrey executou um feitiço de desaparecimento na garrafa e nos copos. Jean falou para Severo:
– Não conta nada pra ninguém senão a gente tá ferrado, principalmente você que tomou remédio... não é porque você tá doente que você vai se livrar do castigo e das palmadas...
– Tá bom... palmadas?
– O papai e a mamãe nos dá palmadas na bunda quando a gente faz alguma coisa errada. Mas depois ele abraça a gente, diz que nos ama e porque nos puniu...
Eles foram para a beira do lago e encontraram Roger deitado na ponte e olhando para as estrelas. Ele disse:
– Meninos! Venham aqui!
Audrey e Jean se deitaram de um lado de Roger e Severo se deitou de outro. O avô deles disse:
– Tão vendo aquela constelação? – ninguém viu, mas eles fingiram que viram. – É um macaco... Mas se vocês virarem ele de cabeça para baixo, é um cisne.
Roger apontou para outra constelação e falou:
– Olhem... aquela constelação ali é um lindo esquilinho... – ele apontou para outra constelação. – E aquela, com espinhos?
– Ouriço... – disse Severo sonolento.
– OURIÇO! Eu sabia que você ia conseguir ver, Sev!
Roger ia inventando mais constelações para os netos adivinharem, mas quem tinha mais criatividade era o Severo. De longe Richard, Elisa e Victoria assistiam a cena. Richard perguntou à mãe:
– Parece que ele se acostumou rápido ao avô dele. Até se aninhou ao peito dele...
– Tenha paciência filho... – disse Elisa. – Eu acho que ele é arredio com você porque e com a sua mulher porque ele foi maltratado pelos pais, mas parece que ele não teve avô...
– Graças à Jean ele riu quase o dia todo... – falou Victoria...
– Ela tem esse jeitinho meio sem noção, mas é uma boa menina... – falou Elisa pegando na mão da nora. – Aliás, vocês não têm noção do bem que tão fazendo pra esse menino...
– Ele é o filho que eu não pude dar ao Richard...
– Você deu sim... graças à sua ideia ele surgiu nas nossas vidas...
– ROGER! Já é 01:15, passou da hora do Severo tomar o remédio! Traz as crianças pra deeeeeentro! – gritou Elisa.
– Tá bom... tem gente aqui que não tá se aguentando de sono... – falou o marido apontando para o Severo.
– Mas antes... – disse Richard. – Vamos aos presentes...
Os meninos foram às meias. Audrey, Jean e Severo encontraram nas suas meias uma pulseira de outro com o nome deles gravados numa chapa. Richard deu às meninas um vestido novo para cada uma. Ele se aproximou do filho, abraçou–o e disse:
– E para você Severo... ah desculpa filho eu não tenho nada para você... – disse Richard vendo a decepção evidente no rosto do menino. – Mentira! Aqui está! Um relógio de pulso...
Severo abriu o embrulho. Era um relógio Technos à corda.
– Que lindo...
– Ele já está ajustado. Ele é à corda, por isso você tem que girar o pino todos os dias para ele não parar...
– Obrigado Senhor Taylor! – disse Severo abraçando o homem.
– Por nada filho...
– Olha o relógio que eu ganhei e vocês não... – falou Severo todo metido.
– A gente já tem relógio, Sev...
– Mas o meu é mais novo...
– O meu é mais bonito... – falou Jean.
– Mentira, que é o meu! – gritou Audrey.
– Vamos meninos, parem de brigar... – disse Roger. – Vamos dormir que já tá tarde...
Severo acordou de madrugada morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas como ele não conhecia a casa de seus avós, ele decidiu acordar Audrey para ajudá–lo:
– Audrey... Audrey... Audrey caramba, acorda, eu quero fazer xixi...
– Pau no teu cu... – respondeu a irmã meio grogue.
– Audrey, eu estou falando sério, acorda!
– Mmmmmmf... gemeu a menina.
– Ordinária! Bem feito para mim, deixei ela beber escondida dos pais dela e me dei mal!
Severo resolveu acordar a outra menina:
– Jean... Jean, por Merlin, não estou mais aguentando!
– Ah mãe, eu não quero ir para a escola hoooojeee... – disse Jean, também grogue.
– Inferno! Vou procurar o banheiro sozinho.
Ele pegou a varinha, executou o feitiço lumus, saiu do quarto e olhou para o corredor. No final dele havia uma porta.
"Aqui deve ser o banheiro..." – ele pensou.
Severo foi até aquela porta, a abriu e viu com felicidade que era mesmo!
"Ai, graças a Merlin!" – pensou ele abaixando as calças e aliviando–se. Ele começou a sentir dor e pensou:
"Ai que dor, por que eu bebi tanto líquido?"
O menino lavou as mãos, saiu do banheiro, andou pelo corredor, virou à esquerda, abriu a porta, entrou no quarto e... percebeu que aquele era o quarto de Richard e Victoria. Richard acordou grogue e disse:
– Que horas é a cirurgia? Ah, é você Sev... o que aconteceu?
Severo ficou paralisado de medo. Ele lembrou–se que Richard bebeu um pouco de wassail e que Victoria tinha o sono pesado. Por Merlin, e agora? Se o homem quisesse abusar dele como seu pai, com Victoria dormindo e as meninas bêbadas no outro quarto, ele o faria sem hesitação! Se ele não tivesse ido ao banheiro, ele teria feito ali mesmo. Ele tentou gritar, mas a sua garganta estava apertada; ele tentou correr, mas suas pernas não obedeciam.
Richard percebeu que o menino estava tendo um ataque de pânico. Ele levantou–se, foi até o menino, colocou as mãos em seus ombros e perguntou:
– Severo, respira... o que tá acontecendo? Severo...SEVERO!
Severo acordou do devaneio e começou a chorar de medo do homem. Richard abraçou–o e perguntou:
– Shhh, não precisa ter medo... o que foi?
– Desculpe... eu fui ao banheiro... errei de quarto... por favor, não me machuque...
Richard colocou o menino na cama, começou a fazer carinho nele e falou:
– Eu não sei o que aquele animal do Tobias fez com você, mas eu não sou como ele... você vai ficar aqui com a gente, eu vou acordar essa espaçosa pra gente não cair da cama...
– Victoria! Victoria! Acorde! Por favor!
– Ahn? Já é de manhã? – perguntou a mulher sonolenta. – Severo...
– Não é de manhã! Nosso filho errou de quarto, teve um ataque de pânico e vai ficar com a gente...
A mulher levantou–se e viu que Severo estava bem mais pálido e seus lábios estavam arroxeados.
– E VOCÊ SÓ ME ACORDA AGORA, SEU IMBECIL! – gritou Victoria.
– Nossa benzinho, nem tá tão frio assim... – disse Richard decepcionado. – desculpe.
– Então dorme sem coberta! Que luzinha é aquela?
– É a varinha dele, ela não tem um botão de desligar...
– Pegue ela... filho, eu vou deixar a luz do banheiro acesa, pra você não ficar com medo, mas faz essa coisa apagar...
Severo executou o feitiço Nox*** e a varinha se apagou. Victoria levantou–se, foi ao banheiro, acendeu a luz, foi ao guarda–roupa, pegou um travesseiro, deu a Severo e falou
– Deita junto da mamãe... nossa Richard, por você o menino congelava... depois ele não sabe porque a Jean é tão engraçadinha...
O menino sentiu o calou do corpo de Victoria e começou a relaxar. Ela começou a embalar o menino até que ele adormeceu. Ela disse ao marido:
– Você é um pai desnaturado... até o pezinho dele tá gelado, tadinho... Boa noite, filho... – disse Victoria abraçando Severo.
– Boa noite, filho... – disse Richard abraçando–o também.
* Trote baseado nos trotes do Bart Simpson.
** Na idade média, Wassail era uma bebida comumente servida na época do natal para trazer 'boa saúde' aos seus apreciadores. Nos tempos modernos o Wassail continua sendo associado à afetuosidade, reunião de pessoas queridas e brindes de épocas festivas.
*** Do latim, "nox" significa noite ou de Nix a divindade primordial grega da noite.
