O Deus Sol:
Através das escadarias, em direção ao segundo mais alto templo do Olimpo, o templo de Apollo. Corria como o vento, o mais rápido que suas pernas lhe permitiam. Depois de provar a Hermes que os Cavaleiros de bronze eram capazes de vencer aquele desafio, não poderia fraquejar nem por um segundo. Uma conhecida voz o chama, poucos metros abaixo dele.
-- Shiryu!
Ele se vira, já com um sorriso no rosto, a voz de um amigo, para ele, era inconfundível.
-- Shun! Que bom ver que está bem.
-- Eu digo o mesmo. Parece que estamos indo para o mesmo lugar, né?
-- Estas escadarias vão para o templo de Apollo. Temos que estar preparados, ele é nosso inimigo mais poderoso.
-- Hei, vocês dois.
Olharam rapidamente para cima, de onde vinha a voz, e de uma encosta salta outro de seus aliados.
-- Espero que não estejam pensando em me deixar de fora do melhor.
-- Ikki! – adiantou-se o caçula, com um alegre sorriso.
-- Shun... O que aconteceu com você?! Parece que te atravessaram com uma lança! Você está bem?
-- Claro que estou. Foi a luta contra Afrodite, mas já estou bem.
-- Tem certeza?
-- Ikki, não sou eu que estou com a cara tostada...
-- Er... Ossos do ofício.
-- A Ave Fênix, tostada? Não acredito...
A quarta voz vinha de degraus acima, o Marina segurava sua flauta e sorria com aquela cena. O detentor da espada sagrada Excalibur parecia retalhado por navalhas, o garoto das correntes de defesa impecável estava todo machucado e o mais intrigante, aquele que tinha o cosmo do fogo eterno aparecia ali todo queimado. Mas ele não poderia dizer muito já que ele mesmo, o mais poderoso Marina de Poseidon (fora Kanon, claro, que voltara ao seu posto de Cavaleiro de ouro), o único capaz de sobreviver às ferrenhas batalhas no mundo submarino, forte o bastante para suportar a "Tempestade Nebulosa" de Shun, estava diante dos Cavaleiros com sua armadura completamente destruída, o rosto marcado de arranhões e manchas de sangue pelo corpo.
Seguiram juntos, então, pelo resto do caminho. "Onde estariam os dois amigos que restavam?" – perguntavam a si mesmos, preocupados, mesmo que confiassem em nós, que soubessem que estaríamos bem. Também pensavam em Shaka, ele certamente estaria a caminho do templo de Apollo também, com certeza teria vencido inimigos poderosos e agora seguia para a última batalha junto deles.
Mas foram eles os primeiros a chegar na morada de seu mais poderoso e temível inimigo, o Deus Sol, um templo brilhante e perfeitamente construído, de detalhes bem trabalhados, perfeitos, belas estátuas de mármore branco com detalhes em ouro cintilante. Mas não chegam a entrar no templo, o Deus já os esperava do lado de fora, com sua longa e luxuosa toga de tecido nobre, com o mesmo olhar sério e superior de quem olha para insetos asquerosos.
Espalharam-se, tomando posição de combate em volta do Deus, a nebulosa se forma aos pés de Andrômeda, uma gigantesca labareda se ergue em volta de Fênix, um turbilhão de água envolve o Dragão, tomando a forma da mitológica entidade oriental e o brilho dourado envolve Sirene, com sua inseparável flauta já na altura de seus lábios, e como se fadas dançassem ao seu redor, seus revoltosos cabelos bailam ao ar.
-- Vermes humanos, eu os parabenizo, vocês seguiram me surpreender. Inúteis Cavaleiros de uma raça inferior, capazes de vencer Deuses é algo que nunca surgiu neste Universo. Mas devo lembrá-los de que a diferença de poder dos outros para comigo é descomunal. Ainda assim ousam enfrentar alguém com um poder equivalente ao de Zeus?
-- Mas que cara metido. – torna Ikki, desafiador como sempre. – Já até esqueceu que os Cavaleiros de ouro venceram os Titãs...
-- E acaso você esqueceu, tolo humano, que eu sou ainda mais poderoso que um titã? O que os fazia tão fortes como eu era a foice de Chronos.
-- Ah, chega de papo furado. Você vai brigar ou ta com medo?
Ele estreitou discretamente os olhos, sem perder a pose superior e confiante, elevou então seu cosmo a um nível absurdo, que nunca ninguém presenciara, fazendo todo o lugar clarear como se, de uma hora para outra, fosse dia, e o sol brilhasse intensamente. O poder inimigo explode, numa onda avermelhada que se espalha por todo o local, uma gigantesca esfera de energia tal qual a que explodira a dimensão formada por Ártemis no Santuário. Nenhum deles, sozinho, seria capaz de deter aquela energia. É quando Shiryu grita para os demais.
-- Vamos unir nossos cosmos!!
Eles o fazem, sem pensar duas vezes, uma barreira de energia de cores mescladas os envolve, eles mantém seus cosmos elevados para deter o poder de Apollo, há uma grande explosão, ninguém está ferido, mas os Cavaleiros e o Marina estão exaustos. O inimigo, porém, parece não ter feito esforço algum.
-- É só isso? Eu me contive, e vocês já estão exaustos? Não passam mesmo de insetos insignificantes.
Os outros não conseguem acreditar, era um poder gigantesco, fora necessário um enorme esforço para evitá-la, e ainda assim, o homem diz que estava se contendo. Os rapazes se comunicam através de seus cosmos, tentando encontrar uma saída.
-- Precisamos atacá-lo, tirar sua atenção. – diz Sorento.
-- Vamos precisar de uma estratégia para isso... – completa Shiryu. – Sorento, tente abalar Apollo com sua música.
-- Certo.
-- Eu avanço no ataque direto. – torna Ikki, que gostava era de bater de frente com o adversário.
-- Eu vou tentar detê-lo com minhas correntes.
-- Muito bem... – completa Shiryu – Não pare de atacar, Shun, eu darei a volta o mais rápido que conseguir para surpreendê-lo.
Eles se espalham um tanto mais, Sorento leva imediatamente a flauta aos lábios e começa a tocar com determinação e com o poderoso cosmo que despertara na batalha anterior. Não parece surtir muito efeito, mas com a energia mais elevada do rapaz, ainda consegue fazê-lo desconcentrar, mesmo que muito pouco. Shun ataca com as correntes, transformando-as em todas as formas que fossem possíveis, enquanto Ikki avança ferino. O Deus barra cada ataque das correntes com seu cosmo, mas nada faz o mais novo dos Cavaleiros parar. Quando o golpe flamejante da Fênix chega a ele, sequer o toca, a energia de Apollo se expande apenas um pouco, e o guerreiro voa longe. Por trás dele avança mais um ataque, muito rápido, o Dragão clama sua sagrada espada.
-- "EXCÁLIBUR!!"
Mas a energia de preciso e poderoso corte de desfaz ao entrar em contato com o cosmo adversário. Ikki girara no ar e pousara no chão, rapidamente dando impulso para mais um ataque, Shun recolhe as correntes, concentrando também sua energia. Um poderoso raio de contra ataque vem na direção dos irmãos. Sorento pára sua música, explode seu cosmo e se atira diante dos dois, girando a flauta no ar e barrando toda a energia com seu campo de força, depois se afasta rapidamente, abrindo o caminho para os dois que defendera.
-- "AVE FÊNIX!!"
-- "TEMPESTADE NEBULOSA!!"
E ainda por trás dele, mais um poderosíssimo cosmo, digno de um Deus como os dos três à sua frente, explode ainda mais do que anteriormente.
-- "COLERA DOS CEM DRAGÕES!!"
Os três ataques atingem a defesa de energia de Apollo, com um poder imenso, ele as segura, seus olhos, pela primeira vez, se estreitam pelo certo esforço que fazia, até que todas as energias explodem, lançando todos longe. Sob a fumaça de energia deixada pelos ataques conjuntos Apollo aparece ainda de pé, mas está agora ofegante, pela sua testa, pela primeira vez, escorre o suor do esforço, em seus olhos, agora, se estampam raiva e incredulidade.
-- Vocês... Como se atrevem a erguer esses punhos imundos contra um Deus?! Eu os farei em pedaços!!
Estão os quatro agora à frente dele, os raios lançados de suas mãos os fazem desviar rapidamente, aqueles que pegam de raspão derretem a superfície de suas armaduras, a de Sorento logo desaparece com o calor dos ataques. Antes que um dos raios de fogo o atinja, porém, Shun se atira na sua frente, defendendo-o com suas correntes. Sua Kamei está danificada, mas se fosse Sorento, agora desprotegido, estaria morto.
-- Shun!
-- Você está bem, Sorento?
-- Sim, obrigado.
Eles já estavam cansados e feridos, os ataques são contínuos e poderosos, os ferindo cada vez mais, e a cada seqüência de golpe era mais difícil, evitá-los. Sorento leva mais uma vez a flauta aos lábios, enquanto os três Cavaleiros explodem seus cosmos o quanto podem, unindo-os agora num novo turbilhão de cores mescladas, não mais para se defenderem, mas para o ataque.
-- "Ária do desencarne!!"
O Deus parece se desestabilizar com a música, mas seu cosmo explode mais uma vez, na direção do Marina, não há tempo de desviar, ele é atingido em cheio e cai desacordado, perdendo muito sangue. Mesmo que preocupados com o aliado caído, os outros não podem mais parar, evocam suas mais poderosas técnicas novamente.
-- "TEMPESTADE NEBULOSA!!"
-- "AVE FÊNIX!!"
-- "COLERA DOS CEM DRAGÕES!!"
Desta vez não são mais três ataques avançando separadamente, mas unidos, tornam-se um só, muito mais poderosos do que antes, muito mais que o triplo do poder de cada um. O impacto contra a defesa é gigantesco, Apollo mais uma vez se esforça para deter o golpe, e quando explode, é com uma intensidade muito maior que antes. Os três também são atingidos, sem poder ao menos tentar diminuir o poder do impacto com uma defesa. Caem como Sorento, inconscientes e feridos, o sangue se espalha pelo nobre mármore do pátio, estão praticamente mortos.
Apollo dá as costas aos três, voltando a ter seu olhar calmo e confiante, superior como se fosse o próprio criador do Universo. É então que uma aguda dor lhe acomete o estômago, ele se curva um pouco para frente, levando a mão à boca. O Deus do Sol e da perfeição cospe o seu próprio sangue, arregalando os olhos com ódio e descrença, volta a olhar seus quatro desafiantes.
-- Como podem...? Mesmo que fossem mil de vocês, humanos não podem sequer ferir um Deus como eu! Malditos Cavaleiros de Atena!!
Mas eles já pareciam mortos, o sangue que escorria era muito, suas peles estavam pálidas, seus cosmos também haviam desaparecido, não havia mais como estarem vivos naqueles estado. Ainda com os dentes a ranger, Apollo volta ao seu templo esperando pelo seu próximo inimigo, que certamente destruiria assim como acabara de fazer àqueles quatro.
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Ikki: Agora q o bicho pega!!
Shun: O mais poderoso dos nossos inimigos... Sim... Essa luta está realmente muuuuuuito diícil.
Ikki: Maldito ruivo invocado... Eu vou torrar ele!!
Sorento: Não acredito q nem nós quetro juntos damos conta dele... Não podemos desistir!
Shiryu: Isso nunca!!
Nala: Q se dane o ruivo... tenho outos assuntos... u.u
Shun: Caramba, q cara é essa...
Nala: ò.ó
Shiryu: Oras... num lembra do outro capítulo... O Hyoga tá numa enrascada por causa da Hera...
Shun: Nhai... Mas a Hera num era akela q o Aquiles tinha pena de quem enfrentasse?
Shaka: Só se estiver louka de pensar em enfrentá-la sozinha...
Nala: ò.ó
Shiryu: Eu tô achando q esse é o caso... -.-
Shun: Q medo...
Sorento: Mas ela está jogando sujo... Torturando o Cisne... Ela precisa ter um fim u.u
Ikki: ÉÉÉÉ. Porrada na mulé!!
Shun: Ikki... -.-
Shiryu: Bom... Er... Parece q estamos em dois impasses agora... Nós quatro caídos diante de Apollo, Nala em direção à Hera... A coisa tá feia de vez...
Sorento: Então vamos acabar logo c/ isso!! Quer dizer... Nas próximas postagens...
