"Os enamorados que se vêem e se falam têm a felicidade do amor; os que vivem separados têm duas felicidades: a do amor e a da esperança." Severo Catalina
POV Tom Riddle
Ainda estava incrédulo, nem acreditando que o meu futuro eu tinha vindo falar comigo, eu corria desesperado, corria como se a minha vida dependesse disso, precisa chegar a tempo precisava…
Ia correndo pelos os corredores, precisava chegar nela a tempo. Não podia perdê-la não podia…
POV Astoria (repetindo ligeiramente a cena inicial de Despedidas e reencontros )
Estava já dentro da sala de aula de Transfiguração. Dumbledore me esperava com uma expressão triste, mas compreensiva. Nem diz nada, só me estende o vira tempo prata. Eu seguro, e ele diz umas palavras.
– Ele permite que você visualize o local que quer aterrar no tempo, só mentalizar onde quer ir…e claro, o ano…dai você aterrará no tempo que é o seu…só que uns meses terão avançado…que corresponde aos meses que você esteve aqui…
– Eu…- por algum motivo, meu coração estava apertado, como se fosse errado eu ir, que alguém me deseja desesperadamente ali, como se ficar ali era o correcto. Porque esta confusão agora.
– Sim…?- O Dumbledore me acorda dos meus pensamentos, olho para ele, ele parecia que sabia o que pensava, decido ser sincera.
– Eu nem sei o que sinto neste momento… só me sinto estranha…como se…- me interrompo, por algum motivo, sinto algo. Mas ele me impele a continuar.
– Como se…
– Fosse errado eu ir…- digo de uma vez, o que me estava pesando no coração, porque apesar de eu estar sofrendo pelo o que me havia feito e por não me amar eu queria ele, eu estava grávida dele e ele não saberia. Lágrimas transbordam nos meus olhos mas não caiem.
– Todos nós tomamos decisões , srta. Astoria…, mas há algo que vela por nós…para que corra como deve…- diz ele num tom misterioso, olhava agora para a porta. Suspiro forte.
A porta abre do rompante, era ele. Abro muito os olhos, Dumbledore sorria de leve. Ele vem ate a mim, me abraçando ignorando por completo, Dumbledore ali. Fala no meu ouvido desesperado.
– Não vá por favor, preciso de você aqui Astoria, eu te amo….
Fico em estado de choque, paralisada ali , apertada suavemente por aqueles braços de aquele que eu tanto amava. Ele dizia que me amava, seria verdade…? Ele parecia advinhar meus pensamentos, porque olhava para meus olhos, eu olhava nos dele. Lembro do que minha mãe me disse uma vez:
" – Mãe como você sabe ver a verdade nos olhos do papai? Você o descobre sempre…- tinha cerca de uns onze anos na altura, não entendia como .
– Os olhos são o espelho da alma, minha querida, se você olhar nos olhos de quem ama achara sempre a verdade…"
Olho profundamente nos olhos dele, lágrimas caiem dos meus olhos, ele limpa cada uma delicadamente.
– Fique comigo…- repete mais uma vez.- Nunca que voltarei a faz mal a você, te tratarei como você merece…mas preciso de você comigo para não me perder de novo….por esse caminho escuro…preciso de você e dos nossos filhos…- fico sensibilizada e meio em choque ainda, como ele sabia dos filhos ? como assim filhos ?
Eu me abraço a ele, chorando e chorando. Não se ouvia mais nada naquela sala de aula, somente meu choro, e um toque de algo caindo no chão…era o viratempo que eu havia deixado cair.
– Como é lindo a juventude ….- ouço uma voz, olho para trás, aparece um foco de luz branca, saindo por ela, Merlin.
– Mestre ?
– Astoria…sempre cumpriu tua missão…
– Minha missão…?
– Sim…- dizendo isso, olha para Tom e para mim.- Você trouxa o amor a quem não amava…-olho para Tom, ele sorria para mim, sorriu para ele.- Esse amor salvou muito o futuro e você sabe do que falo…- olho para Merlin, sabia bem do que ele falava, das mortes dos sangues ruins, morte dos trouxas…
– Parece que ele chegou a tempo não foi ?- Diz agora Merlin se dirigindo a Tom que acena com a cabeça afirmativamente.- Que bom…agora posso finalmente partir em paz…e você Astoria saberá agora porque eu sempre te treinei desde pequena…? Simples, eu quero que você assuma Avalon….
– Como assim ?- digo meio assustada.
– Eu te disse que quando chegasse a hora saberia…
– Mas que acontecera com você…?- Um nó estava se formando na minha garganta.
– Eu alterei o destino querida ele era para ser…- diz olhando Tom que parecia que entendia do que ele falava.- bem diferente…Você se lembra de eu sempre te ter dito que eu não podia alterar nada…e alterei algo que não devia ter alterado…mas como uma menina sempre me disse…" Não me deixo dobrar e curvar por algo que é difícil, se você desejar com muita força você pode manobrar qualquer coisa…". Mas há um preço a pagar…
Já estava quase chorando, eu podia prever bem qual era o preço de alterar um destino. Tento me soltar do abraço do Tom, mas ele me segura com força como me dando apoio.
– Não…- as lágrimas toldavam minha visão, Merlin sorria na minha direcção.
– Não chore minha querida…você esta com o amor da tua vida, terá lindos filhos…o meu desejo é que você guie as nossas gerações de feiticeiros nos seus destinos, você foi e sempre será a menina dos meus olhos…e seja feliz Astoria…e assim eu irei em paz…- dizendo isso, ele começa a desaparecer aos poucos, em pequenos flocos de luz. Ele havia morrido por minha causa…
Eu me deixo cair ao chão, Tom se abaixa comigo,me abraçando. Dumbledore também deixa cair lágrimas, limpando-as com o seu lencinho pequeno.
– Não…- me viro para Tom abraçando-o e chorando, ele me abraça com força, me dizendo palavras de consolo no ouvido. Por mim,Merlin havia morrido…
Dumbledore fala, com voz levemente rouca.
– A culpa não foi sua querida…ele planejava isto…
– Como assim..?- Me viro para ele, meio transtornada.
– Merlin viveu muitas eras minha querida, estava cansado, queria descansar, mas não encontrava ninguém que pudesse substitui-lo… então apareceu uma menina em Avalon, coisa que não acontecia a séculos, era nova de cinco anos, brilhante feiticeira pelo o que ele podia prever, de grande coração…essa menina era você…ele disse que você tinha uma missão em especifico…trazer amor a alguém igualmente brilhante, que precisava de alguém que lhe mostrasse a luz…- diz olhando Tom, que arqueja a sobrancelha, bufando, se não tivesse triste, até riria da cena.- Merlin viveu estes dezessete anos muito feliz minha querida…você o fez feliz…mas era a hora dele, ele a determinou..quis que você vivesse que você tivesse direito ao teu destino, não fosse separada de quem ama…- diz olhando a mim e a Tom. Mas uma leve pena presistia no meu coração.
– Minha família…?
Dumbledore sorri.
– Como nova feiticeira-guardiã de Avalon você pode viajar entre os tempos…suponho que não seja um problema…- abro um leve sorriso. Merlin havia me dado um segunda chance para viver, mesmo não sabendo, eu cumpriria seu desejo, me tornaria feiticeira guardiã de Avalon e viveria com Tom neste tempo.
Afinal, o destino podia ser escrito da nossa maneira como nós queríamos…
Olho para Tom sorrindo, ele me olha com um sorriso, mas eu via no fundo dos seus olhos, um leve decepção, afinal ele havia abandonado os seus ideiais por mim. Olho para Dumbledore que sorri para mim, me entendendo.
– Tom…
– Sim professor…
– Visto que vai ser pai não é mesmo…- fico vermelha tal como ele.- precisa de estabilizar…tive vendo sua candidatura a professor em Hogwarts…defesa contra a magia negra…, já que a professora se vai reformar…não vejo porque não aceitá-lo em Hogwarts…mas estará debaixo do meu olho…- Ele abre ligeiramente a boca, sorri arrogante para o professor, mas concorda com a cabeça.
A porta bate, alguém entram por ela, eram Loreine, Lucinda, Melinda, Dorea, Druella…
– Você nem pense ir embora…- dizem quase que em uníssono.
Sorriu ainda com lágrimas nos olhos.
– Não pondero ir , agora estou em casa…- digo apertando a mão de Tom que me aperta também.
É eu finalmente estava em casa…
