Enquanto se dirigiam à Mansão Malfoy, Astoria conseguiu rabiscar uma lista de coisas que queria levar da ourivesaria. Ao chegarem, Daphne foi buscar as coisas e Astoria correu até o quarto.
Pegou duas malas grandes que tinha usado na viagem dois meses antes e as atirou na cama. Abriu o armário e começou a pegar roupas e jogar dentro da mala de forma desordenada, sem refletir muito sobre o que estava pegando. A única coisa que fez de forma racional foi retirar da gaveta toda a sua lingerie, além do álbum de fotos do casamento, que também ficava no armário. Foi até sua penteadeira, pegou o máximo de coisas que conseguiu em uma braçada e atirou em uma das malas. Pegou alguns pares de sapato. Tudo com muita pressa, as lágrimas escorrendo por seu rosto e uma urgência de sair daquela casa.
Fechou a primeira mala com dificuldade, e atirou mais algumas coisas na segunda. Vasculhou seus porta-joias em busca de algo que em hipótese alguma ela queria levar: o anel de noivado que pertencera a Nacisa. Quando localizou a peça, colocou-a sobre a penteadeira.
Olhou para a mala, ainda havia algum espaço, então, voltou ao armário para pegar mais algumas peças de roupa. Neste momento, Draco apareceu.
Ele ficou por cerca de dois segundos parado à porta, tempo suficiente para compreender o que ela estava fazendo. Então, foi até as malas e começou a tirar as coisas de dentro e atirá-las em cima da cama. Ao ver o que ele estava fazendo, Astoria exclamou: "Pare com isso, Draco!", correu até a cama e tentou pôr as coisas de volta na mala, mas ele estava alucinado desfazendo a mala e repetindo: "Você não vai embora, eu não vou deixar! Você é minha, seu lugar é aqui!".
"Para!", Astoria gritou, um grito prolongado, angustiado. "Para com isso! Não adianta você tentar me impedir, Draco! Eu vou embora, nem que tenha que sair daqui com uma mão na frente e outra atrás!"
Completamente transtornado, ele foi para a porta do quarto e respondeu: "Você não vai! Eu faço o que você quiser, mas você tem que ficar aqui!".
Astoria resolveu que não discutiria com ele. Simplesmente fechou as malas, enquanto ele a observava, de braços cruzados.
Então, ela pôs as malas no chão e tentou sair do quarto. "Me dê licença".
"VOCÊ NÃO VAI!", ele gritou, gesticulando de modo furioso, mas Astoria não se intimidou: "Saia da minha frente!", ela gritou, enquanto ele insistia que ela não iria embora, e os dois iniciaram uma discussão aos gritos, o que chamou a atenção dos empregados e de Narcisa, que veio correndo.
"Por Merlin! O que está havendo com vocês?", ela disse, momentos antes de ver as malas no chão, e fazendo Draco entrar no quarto. "Astoria? Draco? Alguém pode me explicar o que está havendo aqui?", disse, enquanto se postava ao lado do filho.
"Ela quer me deixar, mãe!", Draco disse, com lágrimas nos olhos.
"Conte a verdade para a sua mãe, cretino!", Astoria replicou. E antes que ele dissesse algo, ela completou, dirigindo-se à sogra: "Flagrei seu precioso filho transando com outra mulher, por isso estou indo embora!"
Narcisa olhou para Draco com ar reprovador: "Meu filho! Por que você foi fazer isso?".
"Porque é um canalha.", Astoria respondeu, pegando as malas novamente. Quando ela começou a caminhar até a porta, Draco perdeu o juízo de uma vez.
Correu até ela e a segurou com toda a força pelo braço, apertando seu pulso para que largasse as malas. "Para com essa merda, você não vai a lugar nenhum, porra!", ele gritava. Astoria deu um grito de dor, ele estava realmente machucando seu braço. Ela gritava pedindo para que Draco a soltasse e a deixasse ir embora, e ele continuava a apertar seu pulso, desesperado para impedir que ela saísse, diante de uma Narcisa incrédula, que tentava debilmente fazer com que o filho parasse com aquilo e tratasse de se acalmar.
Daphne apareceu de repente e entrou no quarto, rápida como um raio e com a varinha na mão.
"Larga ela, cretino.", ela disse, sem meias palavras. "Larga ela, que eu não preciso de mais nenhum motivo para te acertar!"
Draco, furioso, tateou as próprias roupas em busca da varinha. Ao perceber a iminência de um duelo, Narcisa o impediu e disse: "Draco, meu filho, controle-se. Deixe-a ir, depois vocês conversam com calma.".
Ele olhou para a mãe como se ela a estivesse traindo. Enquanto isto, Astoria, massageando o pulso e o olhando com raiva, disse: "Não tenho mais nada para conversar com ele, exceto como trataremos da separação".
Daphne meneou a cabeça, indicando a Astoria que saísse do quarto. Antes disto, lançou um feitiço nas malas, que levitaram e foram andando à frente. Astoria saiu e Daphne foi logo atrás.
Ao ver a esposa cruzando a soleira da porta, Draco tentou correr atrás dela, desesperado, e gritando: "Astoria, meu amor, não me deixe, por favor, eu preciso de você! Eu vou mudar, Astoria, eu juro, mas não me deixe! Eu te amo, Astoria! Volta aqui, por favor, não faz assim, Astoria, eu te amo, eu te amo..."
Narcisa se pôs na frente dele, impedindo-o de seguir, e o abraçou. Ele desabou em prantos no ombro da mãe, ainda repetindo para Astoria não deixá-lo. Narcisa o amparava, angustiada por ver o filho tão infeliz, mas compreendendo que Astoria tinha toda a razão em estar magoada.
Enquanto isso, Astoria passava pela sala em direção à porta, e, para sua infelicidade, encontrava um Lucius Malfoy que não conseguia sequer disfarçar sua alegria diante do acontecimento.
"Boa viagem!", disse ele, com a voz recheada de sarcasmo.
Astoria olhou para ele com ódio: "Está feliz, não é? Era tudo o que você queria, não era?" Ela bateu palmas teatralmente: "Parabéns! Seu desejo acaba de se realizar.".
"E eu estou muito contente. Obrigada pelo presente, querida ex-nora!", ele disse, gargalhando. Daphne incentivou a irmã a sair, e seguiram para o carro, Astoria com ainda mais raiva depois desta última humilhação.
Duas semanas depois…
Daphne entrou no quarto de hóspedes, levando uma bandeja com uma refeição para Astoria.
A irmã caçula estava deitada, como tinha estado pela maior parte do tempo desde que chegara lá. Daphne estava instalada em uma enorme e confortável mansão em Londres. A cidade estava fria e chuvosa, refletindo o estado de espírito de Astoria.
Ela agradeceu pela refeição e sentou-se para comer. Estava abatida, seus cabelos desgrenhados, o quarto demonstrava o tédio e a tristeza que ela sentia. Nenhum livro, nenhuma joia para ser montada, nada. Ela dividia o tempo entre dormir, ficar pensando no acontecido e, de vez em quando, chorar.
Daphne espiou a chuva pela porta de vidro que dava para um belíssimo jardim, e depois observou a irmã por alguns instantes. Então, comentou: "Até quando você vai ficar assim?".
Astoria olhou para a irmã, surpresa com a pergunta. "Assim como?"
"Trancafiada neste quarto, chorando, acendendo um cigarro na ponta do outro, sofrendo por um homem que não te merece.".
Astoria amarrou a cara.
"Se estou incomodando, não se preocupe. Vou tratar de arrumar um lugar onde eu possa ficar."
Daphne fez um muxoxo de impaciência.
"Não seja infantil, Astoria, você sabe que não me incomoda. Pode ficar aqui o tempo que desejar. O problema é que você está entregue ao sofrimento! E você não pode ficar assim! Tem que reagir, irmã!"
Astoria baixou a cabeça, esforçando-se para não voltar a chorar.
"Não consigo parar de lembrar daquela cena. Me dá tanto nojo e tanta raiva... Quando penso no que vi me sinto tão idiota por ter acreditado nele, por ter achado que poderia um dia mudar, por ter me dedicado tanto... Por que demorei tanto a enxergar quem ele é?"
"Você não tem culpa. Não é a primeira nem terá sido a última a ser enganada por um marido canalha. Não se culpe por isto."
"O que me dá mais raiva", continuou Astoria, "é saber que desta vez ele fez isto só por fazer mesmo. Ele já tinha saído com outra mulher na Argentina, mas eu estava longe dele havia vários dias e acabei relevando, mas agora? Eu estava em casa, ao alcance dele, e ele me deixou lá para ir atrás daquela vagabunda.".
"Realmente, é revoltante. Eu compreendo perfeitamente como você se sente. Porém, também não é bom ficar aí alimentando este ódio. Isso vai acabar te deixando doente.".
"Eu já me sinto meio doente, mas não sei, talvez seja só cansaço e aborrecimento. Você tem razão. Não é justo eu ficar aqui, enquanto ele certamente vive a vidinha dele ao lado de alguma vadia. Eu vou reagir. Prometo."
"É assim que se fala, irmã!" Daphne sentou-se ao lado de Astoria, lhe fez um carinho nos cabelos e indagou: "Tem certeza de que não vai voltar atrás e dar uma chance a ele? Separação é um processo bem difícil, não vale a pena se não tiver certeza do que quer."
"Claro que tenho certeza. Não quero mais saber de Draco. A única coisa que poderia me prender àquela casa seria um filho, mas já que não tivemos nenhum, é algo a menos com que me preocupar. Há males que vêm para o bem.".
"Com toda a certeza."
Astoria suspirou profundamente.
"Só que eu queria poder fazer algo para devolver a mágoa que ele me causou."
"Não fique pensando em vingança. Pense em você. E seja forte, porque ele não vai desistir tão fácil e vai tentar a todo custo te convencer a voltar para ele."
"Sem chance. Ele não voltou mais aqui, voltou?".
"Não mais. Acho que consegui colocá-lo para correr por alguns dias."
"Ainda bem. A última coisa que quero é olhar para a cara dele. Quero distância daquele nojento. E espero que ele desista de mim, porque não há chance nenhuma de eu mudar de ideia.
"Tomara, irmã. Tomara."
Daphne deu um beijo no alto da cabeça da irmã e saiu do quarto.
Astoria terminou de comer, pensando em todas aquelas coisas.
A dor e a tristeza, aos poucos, foram dando lugar à raiva e ao sentimento de injustiça. Astoria queria entender, mas a cada tentativa, só conseguia ficar com mais raiva, mais rancor, mais desejo de vingança.
O combustível perfeito para pensar em ações arriscadas.
Alguns dias após a separação, Theodore Nott e Charlotte foram à Mansão Malfoy, acompanhados de Jullie, para atender a um pedido de Astoria. Foram recebidos por Narcisa:
"Astoria pediu que Charlotte pegasse algumas coisas que ela esqueceu", disse Theodore.
"Digam a ela que venha ela mesma pegar", disse Draco, descendo as escadas após ouvir a voz do amigo. Charlotte fuzilou-o com o olhar, mas antes que dissesse algo, Narcisa interveio:
"Não seja intransigente, Draco. Deixe que ela pegue as coisas dela, não custa nada ajudar para que ela esteja bem enquanto não volta para casa.
Charlotte sufocou uma risada, sem muito interesse em disfarçar, e então foi Draco que a fuzilou com o olhar. Ela retribuiu com um olhar desafiador. "Posso ir até o quarto, Malfoy? Ou quer que alguém acompanhe, para ver que não roubei nada?".
"Charlotte...", Nott advertiu, enquanto Draco dizia secamente: "Pode subir".
Charlotte deixou Jullie com Narcisa, que pediu para brincar com ela, e os outros ficaram na sala conversando enquanto ela estava no quarto.
Após alguns minutos, desceu com objetos de Astoria e dirigiu-se ao sofá para colocá-los lá, mas não sem lançar a Draco um olhar extremamente reprovador, que só Nott viu. Ele lhe lançou um olhar de advertência, pedindo que não dissesse nada, e ela se retirou dizendo: "Vou à ourivesaria". Saiu sacudindo as chaves do recinto.
Quando voltou, viu Jullie no colo do padrinho e depois, ouviu Narcisa falando: "Astoria poderia ser menos intransigente. O que aconteceu foi grave, mas ela poderia reconsiderar, um homem trair é algo que se pode relevar uma vez."
"Você está brincando, não é?", disse Charlotte, irritada.
"Charlotte! Por favor!", pediu Nott.
"O que é?", ela respondeu, muito zangada. "Não espere que eu fique parada escutando eles dois falando mal de Astoria como se ela fosse a vilã da história, não depois de tudo o que ela passou!"
"Coloque um freio na língua dessa sua esposa, Nott!", Draco disse um tanto irritado.
"Ah, essa eu quero ver. Vai ser divertido vê-lo tentar.", Charlotte desafiou, lançando um olhar severo ao esposo.
Ele, tentando evitar constrangimentos, disse: "Lottie, estamos na casa deles, não lhes falte com o respeito, por favor.".
"Okay, Theodore, não vou lhes faltar com o respeito, mas só para a informação de quem não sabe", ela disse, e olhou para Narcisa: "esta não é a primeira vez que Draco trai Astoria. Todo mundo sabe que ele vivia saindo com outras mulheres desde que voltou da lua de mel. Se tem um culpado nesta separação é ele, que nunca a respeitou, nem mesmo sabendo que ela era uma mulher muito melhor do que ele merecia.".
"Não se meta no que não é assunto seu.", interveio Draco, raivoso e um pouco constrangido por ter sua vida íntima exposta na frente da mãe.
"Falei alguma mentira, Draco? Quem não te conhece, que te compre. Além de trair a Astoria, ainda arruma uma vaca dessas, que fez da vida dela um inferno. O jeito que ela ficava quando recebia aquelas cartas...".
"Cartas?", indagou Draco, surpreso. "Que cartas?"
"Então você não sabe?", ela indagou, irônica. "Sua piranha ruiva mandava cartas para Astoria dizendo tudo o que acontecia entre vocês. Você não percebeu o quanto ela andava triste e perturbada?
"Ela nunca me disse isso", Draco disse mais para si mesmo do que para Charlotte. Ela, então, revelou: "Se quiser tirar a dúvida, olhe aqui." Ela mostrou a ele uma caixinha, que ele abriu imediatamente, passando a conferir o conteúdo. "Não sei por que diabos ela guardou esse monte de lixo, mas aí está.".
Após ver meia dúzia dos papéis contendo descrições picantes dos encontros sexuais entre os dois, Draco pôs Jullie no sofá, levantou-se com uma expressão raivosa e murmurou "aquela vagabunda me paga!". Pegou um casaco e saiu.
Não levou nem duas horas para descobrir o endereço.
Como ela trabalhava em uma das empresas com as quais ele mantinha negócios, rapidamente soube onde sua amante morava, seu número de telefone e várias outras informações que deveriam ser sigilosas. Dinheiro e posição social serviam para isto, afinal.
Bateu com força na porta. Chamou o nome da amante.
Ninguém atendeu.
Bateu com mais força. Chamou-a novamente.
Nenhuma resposta.
Por fim, bateu com tanta força na porta que parecia mais querer derrubá-la. "Apareça, maldita!", ele gritava, enquanto esmurrava a porta.
Um homem idoso e com cara mal humorada saiu de um apartamento ao lado daquele que Draco procurava. "Ei, o que está fazendo? Tentando destruir minha propriedade?".
Draco informou quem ele estava procurando.
"Ela foi embora, não mora mais aí há uma semana!"
"Como assim? Ela deixou algum telefone, endereço? Para onde ela foi?"
"E como é que eu vou saber? Alugo os quartos, não fico tomando conta da vida dos meus inquilinos."
Draco entregou a ele um cartão contendo seus contatos. Entregou também um bolinho de libras. O homem ficou surpreso, enquanto ele dizia: "Se ela aparecer aqui ou alguém disser onde ela está, tenho muito mais disto para dar.".
Furioso e intrigado com as ações e o sumiço de sua amante, saiu dali em direção ao primeiro rendez-vous de que conseguiu se lembrar.
Dias depois...
A campainha tocou.
O homem saiu do escritório, bastante zangado. Tinha trabalhos a realizar e não fazia ideia de quem estava ali sem convite e sem aviso.
Abriu a porta resmungando, e levou um susto ao ver quem estava lá. Tanto que demorou algum tempo para falar, e ela disse: "Posso entrar?".
"Claro!", ele respondeu, indicando a sala a ela.
Ela entrou ele fechou a porta lentamente. O que ela estava fazendo ali? O que queria?
Foi para a sala, completamente interessado no que quer que aquela bela mulher tivesse a lhe dizer. Pediu licença a ela e deu um telefonema curto, dizendo a alguém que não poderia comparecer a algum compromisso, pois surgira uma questão particular urgente para resolver. Então, sentou-se diante dela.
"Mal posso esperar para saber o motivo de sua visita." Ele disse, sem rodeios. Ela sorriu de um modo encantador.
"Achei que você me receberia com um pouco mais de gentileza. Não me oferece nem uma bebida?"
"Ah, claro! Desculpe, eu estou um tanto surpreso e me esqueci. O que quer? Firewhisky? Suco de abóbora?"
"Não tem algo menos oito ou oitenta? Um drink, talvez?"
"Tudo bem."
Ele foi até o bar e começou a preparar um drink para ela, que sorria de um modo, ao mesmo tempo, misterioso e sedutor. Ele estava desconfiado, porém interessado demais em saber a razão daquela visita incomum.
Após preparar o drink, serviu-a. Serviu para si próprio uma dose de firewhisky. Sentou-se diante dela, que elogiou a bebida e começou a falar sobre a decoração do local, perguntar sobre trabalho e outras amenidades. Ele começou a ficar irritado com aquilo que claramente era um joguinho da parte dela.
"Você não veio até aqui para tomar um drink e conversar sobre decoração. O que está acontecendo? O que realmente a trouxe aqui?"
Ela ergueu as sobrancelhas, demonstrando surpresa. Entretanto, era pura encenação: despertara o interesse dele, e era isso mesmo que ela queria.
"Nossa! Sem rodeios, heim? Bom, então vamos lá. Eu vim aqui para saber sobre uma proposta que você me fez há algum tempo.".
Ele mostrou-se surpreso. "Proposta? Que proposta?"
Ela riu de modo teatral, mas tão arrebatadoramente sedutora que ele teve que se controlar para não pular em cima dela. Então disse, com uma expressão que mostrava que ela estava recordando algo: "Não vou me conformar enquanto não fizer amor com você. Não vou sossegar enquanto não te comer. Te quero nuazinha e de quatro na minha cama. Esqueceu-se disto?"
Blaise Zabini, ao recordar o momento em que disse aquelas coisas, ficou ainda mais desconfiado desde que vira Astoria parada na porta de seu apartamento.
"Okay, está bem, que brincadeira é essa? É alguma armadilha? Draco pediu para você me testar? O que vocês estão armando?"
Astoria continuou sorrindo, um tanto irônica.
"Não é nenhuma brincadeira e Draco não tem nada a ver com isto. Eu é que estou interessada em viver novas emoções. Sabe como é, muito tempo casada, rotina... Chega uma hora em que dá vontade de ousar.".
Ainda desconfiado, Blaise respondeu: "Pode ser, mas não me parece o tipo de coisa que você faria.".
"Você me subestima, Blaise." Ela disse, um tanto desapontada, e levantou-se. "Achei que saberia aproveitar a minha ideia, não é sempre que estou disposta a levar a cabo minhas más intenções. Tudo bem, então. Se você não quer, deve haver outro que possa me dar o que estou procurando."
Dirigiu-se à porta, e quando estendeu a mão para abri-la, ele disse: "Não! Espera.".
Blaise foi até onde Astoria estava, e já foi empurrando-a levemente contra a parede e passando a mão por seu pescoço, a caminho de seus cabelos.
"Se isso for algum tipo de armadilha, Astoria, eu juro que...".
"Eu estou com cara de quem está brincando?", ela o interrompeu. "Tem tanta experiência com mulheres e não reconhece quando uma quer dar para você?"
Ele riu, e aproximando o rosto do dela, encostou seus narizes e roçou os lábios nos dela. "Que boquinha suja, senhora. Isso não é jeito de uma dama falar."
"Se tem uma coisa que não quero hoje é ser uma dama." Ela respondeu, passando as mãos pela cintura dele, puxando-o para si e beijando- o vigorosamente. Ao fazer isto ela pôde sentir que, apesar de desconfiado, ele estava bastante excitado e certamente não falharia em atender a seus anseios.
Zabini estava enlouquecido para possuir Astoria, mas tinha experiência suficiente com mulheres para saber que ter pressa atrapalharia bastante as coisas. Então, empenhou-se em acariciá-la e excitá-la ainda mais, para que aproveitasse com ela o máximo de prazer.
Beijou seu pescoço, mordiscou sua orelha, suas mãos corriam por seu corpo ainda por cima da roupa. Após alguns minutos, pôs a mão por baixo do vestido dela, acariciando suas coxas. Ela respirava rápido e correspondia ao toque dele gemendo baixinho e sussurrando o seu nome.
Quando a mão de Zabini tocou na lingerie de Astoria, ele soltou um longo gemido de prazer. Mal podia acreditar que aquela pequenina peça era tudo o que o impedia de realizar seu desejo guardado há tanto tempo. Ele enfiou os dedos por dentro da peça e tocou a intimidade de Astoria, que gemeu alto e jogou a cabeça para trás. Zabini afundou a outra mão nos cabelos dela, fazendo com que ela o beijasse enlouquecidamente.
Após alguns minutos, Blaise parou de beijar Astoria. Olhou para ela de um modo ao mesmo tempo excitado e encantado, e com as mãos emoldurando o rosto dela, disse: "Não acredito que isto esteja acontecendo de verdade".
Ela sorriu e respondeu: "Você ainda não viu nada".
Ele a agarrou com tanto ímpeto que ela descalçou os sapatos sem querer. Então, ele puxou uma das pernas dela, depois a outra, erguendo-a do chão, e ela enlaçou sua cintura, enquanto ele a beijava. Assim ele a conduziu até o quarto.
Ao chegarem lá, Astoria começou a desabotoar a camisa de Zabini, sempre beijando-o. Ele abriu o zíper do vestido dela e a peça caiu no chão. Astoria tirou o cinto dele e abriu sua calça, e ele despiu a peça e descalçou-se. Depois, beijaram-se fervorosamente, e ele fez com que ela se deitasse. Deitou-se por cima dela, tocando cada milímetro de seu corpo que conseguia alcançar. Seus lábios não desgrudavam, suas intimidades roçavam, ainda protegidas pelas peças íntimas.
Após algum tempo, já sem conseguir esperar mais, Blaise tirou a peça que ainda escondia sua nudez, e fez o mesmo com Astoria. Lançou a ela um olhar de puro desejo, e ela correspondeu com uma risadinha ousada, abrindo-se para receber todo o prazer que ele queria lhe proporcionar.
O corpo de Zabini entrou no dela lentamente, quente, forte, preenchendo-a por completo. Ele soltou um longo gemido, demonstrando todo o prazer que sentia, após anos esperando por aquele momento. Ela correspondeu pronunciando o nome dele de um modo erótico e sensual.
Astoria sentia o vai e vem sedutor de Zabini em seu corpo, um pouco mais impetuoso do que ela estava acostumada com Draco. Apesar de não ter planejado aquilo como uma vingança, ela se sentia traindo, ao transar com outro homem na mesma cama onde fora traída. De um modo ou de outro, sentia-se como se estivesse dando a Draco o que ele merecia, embora provavelmente ele nunca fosse saber daquilo.
Ela indicou a Zabini que queria mudar de posição, e colocou-se da mesma forma em que vira a amante de Draco no momento em que os flagrou. Zabini sorriu, gostando da ideia, e imediatamente a penetrou, quase urrando de prazer. Astoria, então, sussurrou: "Mais forte!". Zabini perguntou: "O que?" Ela, então, gritou: "Mais forte!".
Ao ouvir isto, Zabini investiu contra ela com toda a força, e ela soltou gemidos de prazer e dor. Não que ela gostasse da dor: ela apenas queria que ele fizesse com ela o que vira Draco fazer com a amante.
Após alguns minutos daquele sexo selvagem e viril, ela atingiu o clímax com um grito escandaloso, e logo após, Zabini desabou a seu lado.
"Posso preparar um pouco de café?" Astoria indagou, ainda respirando aceleradamente, deitada ao lado de Zabini e olhando para o teto.
"Pode fazer o que quiser, gostosa.", ele respondeu. Sem forças e completamente feliz.
Astoria pegou a camisa de Blaise e a vestiu. Então, foi até a cozinha, depois de pegar a varinha na bolsa, na sala.
Com alguns feitiços, encontrou tudo o que precisava e pôs a cafeteira para funcionar. Apoiou-se na pia e ficou esperando o café, refletindo.
Havia uma pontinha de culpa, causada, ela sabia, pelos anos de casamento, que tornavam aquele momento uma espécie de pecado. Ela não parava de repetir mentalmente que não havia motivo para culpa, afinal, ela e Draco estavam separados, e além do mais, ele a traíra e mereceria o troco, se fosse o caso.
Observou seu corpo, com alguns pequenos hematomas, causados pelo vigor com que Blaise a possuíra. Eventualmente acontecia o mesmo com Draco, mas Zabini a deixara com bastante manchas. O fato é que ele era bem mais impetuoso que Draco, o que era bem doloroso em alguns momentos, e isso resultara naquelas marcas todas. Sorte que estavam em lugares bem escondidos.
Era uma sensação estranha. Até então, seu único homem tinha sido Draco. A experiência sexual com outro homem a fez perceber que ainda havia muita vida a ser aproveitada, e que Draco não era o único a poder lhe proporcionar o prazer que ela tanto apreciava.
Enquanto pensava, Blaise se aproximou e a abraçou, beijando sua nuca e pescoço.
"Não acredito que isto aconteceu", disse ele. "Cara, como você é gostosa!"
Ela riu e virou-se, ficando de frente para ele. "Então", disse ela, "devo supor que você gostou?".
"Se gostei? Gata, se eu conseguisse, não sairia de cima de você nunca mais." Beijou-a. "Agora entendo por que Draco é tão cuidadoso com você. Se eu tivesse uma mulher assim, também morreria de ciúmes.".
A menção do nome do esposo incomodou Astoria.
"Tem certeza de que quer enfiar Draco aqui no meio?"
"Sou o melhor amigo dele e você é a esposa. Querendo ou não, ele está entre nós."
"Está bem, mas podemos não falar nele?", ela disse, desconfortável.
"Se é assim que você quer, assim será." Beijou-a sensualmente. "Tem café pra mim aí também?"
Os dois dividiram o café em silêncio. Astoria pegou um cigarro. Blaise se surpreendeu: "Ué, você fuma?".
Ela deu uma risada curta.
"Só quando estou tensa".
"E está tensa agora por que?"
Ela lhe lançou um olhar maroto.
"É a minha primeira vez com um segundo homem. Não deixa de ser uma coisa nova".
Blaise sorriu, envaidecido. Ficou esperando ela terminar o cigarro.
Tão logo ela terminou, ele a atacou com beijos ardentes ali mesmo, na cozinha. Encostou-a na mesa e sua mão passou pelo traseiro dela, subindo e levantando a blusa. Ela o olhou nos olhos e perguntou: "Aqui?".
Ele fez que sim com a cabeça.
Transaram ali mesmo, em pé na cozinha, sentindo tanto prazer quanto momentos antes, no quarto.
Exaustos, os dois dormiram por quase duas horas e acordaram famintos. Astoria pensou em ir embora, mas Blaise pediu que ela ficasse para almoçar.
Ele pediu uma refeição em um restaurante próximo, e alguns instantes depois, saboreavam uma deliciosa comida. Astoria estava pensativa.
"O que você tem?", Blaise perguntou, atencioso. Astoria, despertando do devaneio, olhou para ele e disse: "Nada.".
"No que está pensando?"
Sem querer falar, ela desconversou. "Estava pensando em quantas mulheres será que já passaram pela sua cama.".
Ele sorriu como se tivesse sido elogiado.
"Já perdi a conta faz tempo, mas nenhuma delas foi igual a você. Você é incrível", elogiou ele, estendendo a mão por cima da mesa e acariciando a mão dela.
Após almoçarem, deitaram-se e conversaram um pouco sobre questões amenas, sem mencionar Draco ou qualquer coisa relacionada ao casamento de Astoria. Acabaram dormindo mais uma vez.
Astoria acordou com Blaise beijando sua cintura.
Ela abriu os olhos e sorriu ao vê-lo. Pediu licença para ir ao banheiro, e ele a aguardou ansiosamente.
No banheiro, se olhou no espelho, se ajeitou e pensou: "Mais uma? Ele é insaciável?" Sorriu, envaidecida por despertar tanto desejo naquele homem, e voltou para o quarto. Ele não esperou nem um minuto antes de fazê-la deitar e tirar a camisa que voltara a vestir. Ela ria, vendo o desejo estampado no rosto dele. "Safada", ele disse, acariciando a intimidade dela e beijando e lambendo seus seios. Ela correspondia gemendo e sussurrando o nome dele com um olhar sensual.
Em poucos minutos ele estava novamente no corpo dela, os dois transbordando de prazer.
Quando terminaram mais aquela rodada de sexo e desejo, Astoria comentou: "Se continuar assim, você vai acabar me matando!". Os dois riram muito.
Astoria, então, disse: "Está ficando tarde. É melhor eu ir embora.".
Animado, Blaise disse: "Será que posso sonhar com outro dia maravilhoso como este?".
"Quem sabe?". Ela deu uma piscadinha e saiu do quarto.
Astoria estava na sala, quando ouviu uma batida forte na porta. Estranhou, afinal, ali havia uma campainha.
Quando ia em direção à porta espiar pelo olho mágico, ouviu alguém chamar do lado de fora.
Uma voz que ela reconheceria mesmo em uma multidão.
Uma voz lenta e arrastada.
A última voz que ela queria ouvir, ainda menos ali, naquela situação.
Draco Malfoy chamava Blaise Zabini do outro lado da porta.
Blaise apareceu na sala e perguntou, sussurrando: "O que ele está fazendo aqui? Que palhaçada é essa? Era tudo uma armação, não era? Eu não acredito que você se prestou a isso!".
"Não!", exclamou Astoria, em pânico. "Não sei o que ele está fazendo aqui, ele não pode saber que estou com você!"
Draco bateu na porta novamente.
"Já vai!", gritou Blaise. "Vá lá pra dentro e não saia de lá até eu avisar."
"Mas e se ele...".
"Não vou deixá-lo entrar, fique tranquila. E vá logo!"
Astoria entrou pelo corredor que dava para o quarto. Porém, como o corredor tinha uma porta que o ocultava da sala, ela ficou ali, querendo ouvir a conversa.
Draco entrou pela sala parecendo transtornado. Cheirava a firewhisky e tinha os cabelos desgrenhados.
"O que houve, cara?" Indagou Blaise, preocupado com o amigo.
Draco fechou os olhos e começou a soluçar e chorar.
"Ela me deixou."
Blaise levou alguns segundos para entender. "Ela quem? Astoria?"
"Claro que é Astoria! É com ela que sou casado, não?", respondeu Draco, com sua familiar falta de gentileza.
Blaise ficou em silêncio, juntando as peças do quebra-cabeças em sua mente. Então, disse: "O que houve? Brigaram por que?"
Draco suspirou e contou toda a história, de como se envolveu com uma funcionária atraente de uma das empresas onde ele atuava, e do flagrante dado por Astoria. Contou também que a mulher sumira e que ele não sabia o porquê do envio das cartas.
"Bem, não iria adiantar você achar a mulher, afinal, o que ela poderia dizer em seu favor? Agora, estranho é Astoria ir embora. Ela parecia apaixonada por você." Ele disse a última frase com uma grande dose de rancor.
Draco então disse, aos prantos: "Ela cansou. Fiz muita merda para ela, e ela cansou e foi embora. Eu não estou aguentando, Blaise. Sou louco por ela. Eu amo aquela mulher. Não sei o que fazer sem ela, não sei o que fazer para tê-la de volta. Estou tão arrependido! Fui burro, me envolvendo numa aventura sem importância e por isso, perdendo a mulher da minha vida."
"Tenta conversar com ela, cara."
"Ela nem quer me ver, cara. Está na casa daquela megera da Daphne, aquela mulher me odeia, parece um cão de guarda, não me deixa nem chegar perto.".
Blaise ia abrir a boca para responder qualquer coisa, quando os olhos de Draco bateram nos sapatos de Astoria. Ele se aprumou no sofá e perguntou: "Tem mulher aqui?".
Olhando na direção em que Draco olhava, Blaise viu o par de sapatos italianos de Astoria jogados. Ficou receoso de Draco tê-los reconhecido, mas fingiu naturalidade. "Sim, tem uma mulher lá no quarto."
O coração de Astoria disparou.
Draco levantou-se impetuosamente do sofá, indo em direção à porta.
"Porra, Zabini", ele disse, "por que não me avisou que eu estava te empatando? Eu voltava outra hora!".
"Tá tudo bem, cara. A garota está dormindo.".
Draco fez um gesto de impaciência com a mão. "Depois a gente conversa".
Saiu, batendo a porta.
Blaise, então, foi até o quarto. Astoria já tinha ido para lá.
Ela estava sentada bem no canto da cama, de cabeça baixa, parecendo infeliz. Saber que Draco estava daquele jeito, abalado por causa dela, mexeu com suas emoções. Apesar de saber que ele não merecia a menor consideração, ela sentiu-se mal, ainda mais por ter acabado de transar com o melhor amigo dele.
Blaise, então, disse a ela secamente: "Então, vocês estão separados?".
Ela olhou furtivamente para ele: "Sim.".
"E você achou que era uma boa ideia vir aqui me fazer de brinquedinho para se vingar dele?"
Astoria o encarou. "Não usei você para nada. Eu queria transar com outro homem e sabia que você não diria não."
Blaise se aproximou dela, e olhando bem em seus olhos, disse: "Ele é meu melhor amigo e temos negócios juntos. Já pensou no que aconteceria se ele ficasse sabendo? A confiança estaria quebrada, eu teria muitos prejuízos!".
Astoria o encarou indignada: "Estou pouco me lixando para os seus negócios! E ele nem vai ficar sabendo, a não ser que você abra a sua boca para falar!"
"Vai saber, né?", disse Blaise, sarcástico. "Uma mulher que se joga na cama do melhor amigo do marido logo após se separar é capaz de qualquer coisa."
Astoria o olhou com raiva. "Deixa de ser babaca.".
Os dois se encararam com raiva por alguns instantes. Então, Blaise pegou uma toalha no guarda-roupas, atirou na cama e disse: "É melhor você se arrumar e ir embora."
Astoria pegou a toalha e foi para o banheiro, chateada com o desfecho daquele dia.
Pouco depois, já arrumada, ela passou pela sala em direção à porta. Ao chegar ali, chamou Blaise.
"Blaise?"
"O que é?", ele disse, encarando-a.
"Não usei você para me vingar. Eu apenas queria fazer isto. Draco é um detalhe que não tem nada a ver com minha atitude.".
Blaise parou de encará-la e foi se sentar no sofá.
"Está bem, Astoria. Passe bem".
Astoria saiu daquele apartamento, pensando em como aquele local era fadado a lhe deixar infeliz.
Três semanas depois...
Draco desceu as escadas correndo, quase pulando degraus. Mal podia acreditar que ela estava ali.
"Astoria?", ele disse, esperançoso. "Que bom te ver. Como você está?"
"Bem", ela respondeu num murmúrio. Logo depois estendeu a mão, dando para ele um envelope.
Ele olhou para o envelope com tristeza, imaginando que fosse algo relacionado à separação. Abriu-o e pegou o papel que havia dentro. Então, notou que não parecia um documento, mas sim um documento médico.
"O que houve? Você está doente?", ele perguntou, genuinamente preocupado.
"Olhe com atenção", ela disse.
Draco levou alguns minutos observando o papel. De repente arregalou os olhos, ofegou e sorriu:
"Você está grávida?", exclamou.
Astoria, sem nenhum sinal de sorriso no rosto, meneou a cabeça em sinal positivo.
NOTA DA AUTORA: Queridonas, desculpem pelo atraso na entrega do capítulo! Estive às voltas com um seminário meio complicado e não consegui dar conta das duas coisas. Sorry...
Quero dizer que eu VIBREI com as reviews de vocês! E vocês me surpreenderam, eu não esperava tantas reações contra o Draco! Realmente, dessa vez ele passou de qualquer limite tolerável... E agora? Será que esse casamento tem salvação?
E o que acharam da gravidez da Astoria, que vocês tanto queriam?
Estou ansiosa para escrever os próximos capítulos, acho que estou mais ansiosa do que vocês!
LysPotterJackson - Até que enfim chegou a hora de a Astoria acordar,né? Vamos torcer para ela não dormir de novo...
Obrigada por me escrever, escreva mais! :D
Annie, sua linda! Não esqueça que isso aqui é uma fanfic, muahahaha, podemos transformar o Scorpius em cinco meninas, a Astoria numa freira, o Draco numa pedra... hihihihih! Bom, mas a Astoria agora tá grávida...
Sora Black - Amei seu comentário, huauauahua! Filha da putic..., não há melhor definição para o comportamento do Draco.
Obrigada por ler a fic!
Bom, fico por aqui!Beijos enormes, e até logo!
Padma Raven
~Se você gosta de fanfics da nova geração, não deixe de ler~
CORAÇÕES PERFEITOS
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