Título: Muito Bem Acompanhada AJ
Autora: Hana Lis
Adaptado por: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman
Beta Reader: Cíntia-Cullen
Personagens: Alice/Jasper
Rated: M – Cenas de Sexo (NC)
Advertências: Universo Alternativo (Todos Humanos)
Disclaimer: Jasper, Alice e cia são personagens de Stephenie Meyer. E "Muito Bem Acompanhada" pertence a Universal Pictures. Ou seja:
Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!
"REVIEWS, ASSIM COMO JASPER, FAZEM MILAGRES!"
Avisos: Como citado acima, a fanfic Muito Bem Acompanhada AJ é uma adaptação da fic de mesmo nome escrita pela Hana Lis. A adaptação realizada por nós tem a autorização e o conhecimento da autora original, portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.
Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitores!) e beta que revisaram o Capítulo 28 e nos presentearam com suas reviews: lorena, polii F., Bia, Bru Moraes, Anna R Black, Mah Rathbone, Olg'Austen, A. Romanov, Lolokaish-Loca-Louka, Aninhah8, Pen. Ink. Passion, Cíntia-Cullen, Isabella, Gabi Doimo e Lari SL.
Resumo do Capítulo: Agora Alice tem certeza de que o príncipe encantado realmente não existe.
– CAPÍTULO VINTE E NOVE –
O PRÍNCIPE ENCANTADO NÃO EXISTE
– Bem, obrigada, obrigada por ter me trazido – disse Alice assim que chegaram à porta de seu apartamento.
Desde que haviam saído do restaurante não havia trocado uma palavra sequer com o rapaz, mas também pudera: ser justo ele a lhe oferecer ajuda? Aquilo era sem dúvida muito mais que bizarro, era absurdo, porém independente disso, James havia feito a sua parte, havia sido pelo menos uma vez na vida alguém prestativo e não estava cobrando nada por isso – ela pensou. Pelo menos não até agora...
– Bom, agora eu acho que você já pode ir, não é? – ela indagou incerta diante do silêncio do rapaz que apenas a fitava.
– Não acho prudente que você fique sozinha hoje – disse James vendo os olhos negros da jovem se arregalarem surpresos. – Bella pediu pra que alguém cuidasse de você, para que você não cometesse nenhuma bobagem e eu, melhor do que ninguém, sei que...
– Ah não! – Alice o cortou apontando acusadoramente para o rapaz. – Não me venha dizer que pretende bancar o bom samaritano essa noite e cuidar de mim?
– E por que não? – indagou James ignorando o tom de sarcasmo da jovem.
– Hum... deixe me ver – Alice ponderou como se estivesse a pensar e então se voltou indignada para o rapaz. – Talvez porque você não seja alguém confiável? E também porque, não estou interessada numa noite de sexo com um ex-namorado que me botou um belo adorno na cabeça há três anos e que acha que, transar com ele essa noite, vai ser melhor que o "tradicional ombro amigo"?
– Acha mesmo que é por isso que estou aqui? Que eu realmente penso assim? Que tudo se resume, se resolve com sexo? – James franziu o cenho indignado.
– Reveja os seus "antecedentes", meu caro – Alice abriu aspas com os dedos. – Foi de lá que vasculhei informações para chegar a essa conclusão, e claro, claro, que a experiência própria encerra esse assunto, não é mesmo? Enfim, não estou interessada nas suas, como posso dizer? "Boas intenções", é isso, afinal de boas intenções o inferno está cheio...
Alice deu-lhe as costas e levou a chave até a porta. James piscou confuso. Sabia que, obviamente, ela não lhe tinha em bom apreço, mas não sabia que o via de uma forma tão vil como aquela, ele pensou e então a segurou pelo pulso obrigando-a a se voltar para si.
– O que foi? Ainda não entendeu? Bom, se for o caso ainda tenho algo horripilante dentro de casa e que posso usar como arma. Lembra como você costumava dizer: "o cão dos infernos"; "a miniatura letal do Demônio"? – Alice apontou para a porta. – Acredite, não pensarei duas vezes antes de soltar o Ramón em cima de você, se você não me soltar e agora!
James a soltou, mas não por medo, ou então porque a jovem havia pedido e sim porque havia percebido que a porta já estava destrancada. Rápido como se houvesse se movido na velocidade da luz, ele pegou a jovem nos braços e a jogou sobre os ombros para então dar um chute na porta e adentrar. Alice ficou chocada com aquilo e só voltou a si, quando percebeu que o rapaz fechava a porta pelo lado de dentro de forma desastrosa, ainda mantendo-a sobre os ombros.
– ESTÁ MALUCO? ME SOLTA! – Alice pôs-se a gritar e a bater ensandecidamente com ambas as mãos sobre os ombros do rapaz. – O que pretende? Me agarrar a força? Eu vou gritar e...
Com um gesto brusco James a pôs de volta no chão e a jovem se desequilibrou momentaneamente com o ato inesperado.
– Tudo o que eu quero é lhe pedir desculpas – James murmurou e a jovem o fitou confusa. – Sei que é um pouco tarde pra isso, mas saiba que eu me senti muito mal pelo acontecido há três anos e sempre desejei poder me desculpar pela forma como agi com você. Você não merecia aquilo – ele completou.
– Ah, sim, nisso você tem razão, eu não merecia aquele belo par de chifres – Alice respondeu entre dentes apontando para a cabeça. – Mas já faz três anos e como você mesmo disse, é um pouco tarde para pedir desculpas, não acha? – a jovem rolou os olhos, indignada.
– Você – começou James aproximando-se da jovem. – Saiba que você foi a única mulher da qual me arrependi de ter ferido o coração. Me senti muito mal e isso, não foi apenas por causa do Emmett ter me socado e de eu ter voltado com um olho roxo pra França.
– O quê? – Alice indagou surpresa. – O Emmett fez isso?
– Fez sim – respondeu James.
– Bem, mas isso não importa agora – disse Alice desviando o olhar. A verdade era que aquilo a havia deixado meio que sem rumo e o aperto que sentia no peito só aumentou. Não sabia por quanto tempo mais conseguiria segurar. – Entenda, agora tudo o que eu quero é...
– Chorar, eu sei – James completou e então fez o que pretendia fazer desde o momento que havia entrado ali: a abraçou.
Alice não soube explicar como ou o porquê de ter aceitado aquele abraço, e tampouco conseguiu impedir que os braços fortes do rapaz a envolvessem por completo. O nó em sua garganta se desfez e repousou a cabeça sobre o peito largo de James, deixando que finalmente as lágrimas amargas que havia prendido até então, rolassem livremente por sua face. Certamente que, ele seria a última pessoa de quem pediria um abraço amigo, no entanto, não havia pedido, ele o havia oferecido e isso nem sequer importava mais. Tudo o que queria era chorar suas mágoas em silêncio.
– Vamos, sente-se um pouco e enquanto isso eu te preparo um chá –disse James afagando os cabelos negros da jovem enquanto a levava até o sofá. – Os sachês de chá ainda ficam no armário ao lado da geladeira? – ele indagou e a jovem assentiu silenciosamente. – Deite-se e descanse um pouco.
James apontou para o sofá, antes de caminhar até a cozinha. No caminho encontrou com o pequeno yorkshire que havia acabado de despertar, levantando-se do tapete aos pés da cama de onde lhe cerrava os dentes e rosnava. Cerrou os olhos com igual "rancor" pelo bichinho e apontou para o banheiro no canto esquerdo do quarto, no que, estranhamente o cãozinho obedeceu, pôs o rabo entre as pernas e desapareceu na penumbra do banheiro. Só por precaução, caminhou até lá e fechou a porta, antes de caminhar até a cozinha.
###
Lentamente como se fosse um filme rodado em câmera lenta, as pessoas que antes lotavam o salão, foram desaparecendo. Laurent esperou que cada uma delas se fosse, enquanto lhes dirigia pedidos de desculpas pelo acontecido e então se voltou para Jasper, sentado num canto distante e de cabeça baixa.
– Whitlock! – ele disse e o rapaz se voltou para si.
– Laurent, eu, quero dizer, Senhor Scott – Jasper se corrigiu, levantando-se para fitar os olhos negros do patrão. – Eu sei que dizer que eu sinto muito, que me perdoe pelo acontecido essa noite não vai lhe servir de nada, mas saiba que eu estou me sentindo péssimo por conta de tudo o que aconteceu, não exatamente por mim, mas pelo senhor, que depositou sua inteira confiança em mim. Eu quebrei esse elo, a noite acabou se tornando um desastre e isso é única e exclusivamente culpa minha.
Laurent o fitou por longos instantes sem dizer absolutamente nada, suspirou e então por fim disse algo.
– Tem razão Jasper. Me pedir desculpas sobre o acontecido essa noite não vai mudar o que já aconteceu e que certamente vai estar estampado nas primeiras páginas dos jornais de amanhã: "Jane Volturi arruma confusão na inauguração do restaurante de Laurent Borg Scott por conta de seu amante e Riley Demming, seu suposto pretendente, se corrói de ciúmes a ponto de querer esbofeteá-la." No entanto, eu discordo de uma coisa.
– Do quê? – indagou Jasper.
– De que a culpa pelo ocorrido essa noite seja inteiramente sua – respondeu Laurent. – Não acredito que tenha sido tão inconsequente ao ponto de não ter posto um ponto final na sua, não sei, relação com aquela garota e mais, o que ela fez hoje à noite, o circo que armou só demonstra que está desequilibrada e isso, você não poderia impedir, a não ser que a acorrentasse em sua casa.
– Você ouviu o que ela disse – disse Jasper. – É verdade, fomos amantes, mas isso foi antes da Alice. Quando eu percebi que estava verdadeiramente apaixonado pela Alice, fui até a Senhorita Volturi e lhe pedi que não me procurasse mais, mas como você bem viu, ela não me ouviu e vem me perseguindo desde então – completou Jasper.
– Sabe – Laurent cruzou os braços em frente ao corpo –, o que eu não entendo é como alguém com o talento que você tem na cozinha, foi acabar se tornando um escravo sexual daquela jovem. Por acaso isso é verdade também? Que antes de me conhecer era um gigolô barato, como ela mesma disse?
– Sim, eu fui e antes dela, de outras mulheres também – Jasper respondeu com pesar. – Quando cheguei a New York há três anos atrás, eu não tinha nada além de umas poucas moedas no bolso. Fui atraído por uma falsa promessa de "vida melhor", melhor do que aquela que eu tinha no interior do Texas, mas chegando aqui, vi que tudo era diferente.
– Diferente? – indagou Laurent.
– Sim, diferente – respondeu Jasper. – Todas as portas se fecharam para mim, não tinha como voltar para o Texas, onde havia deixado uma irmã caçula com um filho pequeno pra criar. E não foram as privações pelas quais passei que me levaram a ser o que fui, e o desespero de nunca mais poder rever minha irmã Maria e meu sobrinho. Saí do Texas com um sonho, com uma promessa e não podia simplesmente deixar isso morrer junto comigo. Maria precisava de mim, e o mais importante: eu não queria ser como meu pai, alguém que eu sequer conheci direito, que foi embora deixando Maria plantada no ventre de minha mãe.
– E o que pretende me contando tudo isso? – Laurent quis saber.
– Lhe compadecer? Lhe compadecer pelo meu triste destino? Não. Não sou fã de melodrama. Estou lhe contando isso porque acho que alguém que me abriu as portas e confiou em mim como você o fez, deveria saber toda a verdade. No entanto, é absolutamente verdade tudo o que lhe acabo de contar – completou Jasper com sinceridade.
Dito isso o rapaz desatou o avental em sua cintura, o dobrou e então mais uma vez se voltou para o patrão.
– Vou ajudar os demais a arrumarmos tudo e assim que o terminarmos lhe prometo, nunca mais irá me ver novamente.
Laurent viu o rapaz se afastar rumo à cozinha e só então disse algo:
– É dessa forma que se mostra grato a confiança que depositei em você? Me abandonando antes mesmo de termos iniciado o negócio? Ou será que se esqueceu que Alberto voltou para Madri deixando tudo em suas mãos?
– Como? – Jasper se voltou confuso. – Eu pensei que depois do ocorrido essa noite, você...
– ... ia querer que partisse? – Laurent completou a frase e então se aproximou do rapaz. – Não Jasper, eu não desejo isso. Alberto confiava em você, no seu potencial, e essa noite você me provou que ele estava certo. O jantar foi maravilhoso, todos se maravilharam com o que você fez na cozinha e isso é o que verdadeiramente importa pra mim – o rapaz completou.
– Mas e como fica a imagem do seu restaurante? Como você mesmo disse, amanhã tudo o que aconteceu aqui irá parar nas páginas dos jornais e quem não apreciou esse circo vai saber da mesma forma que o seu chefe é um gigolô barato...
– Foi –Laurent o corrigiu. – Você foi, agora é o meu chefe, diria que o "protegido" do velho Alberto, que definitivamente gostou muito de você. E mais, me diga, quem é que vai levar a sério mais uma das crises de insanidade da famosa herdeira Volturi? Você melhor do que ninguém deve saber que a imprensa é a única interessada nos ataques de loucura da jovem Jane Volturi. Ela é famosa por seus barracos, que ultrapassam as fronteiras desse país, acredite, eu sei. As pessoas, principalmente as que vivem na sua roda já não suportam mais tanta insanidade e aquelas que adoram uma boa fofoca, hão de esquecer o ocorrido tão rápido quanto a própria Jane será em arrumar outra confusão.
– Laurent, eu... – começou Jasper, sem saber o que dizer.
– Aceite continuar sendo meu chefe, e logo esquecerei o acontecido essa noite–Laurent sorriu amistoso dando um tapa nos ombros do rapaz.
– Obrigado – murmurou Jasper. Definitivamente, não esperava por aquilo, porém, de certa forma estava "feliz". – Muito obrigado!
– O que é isso, e analisando de um outro ângulo, me perdoe, mas sendo egoísta, de minha parte, eu até que me diverti essa noite – Laurent sorriu num misto de sarcasmo e "maldade". – Ver o pato do Riley ser rebaixado por aquela garota... Ah, isso não tem preço, aliás, terá sim: Um dólar, quando comprar o jornal de amanhã...
###
Alice espreguiçou-se demoradamente. Sentou-se e viu que horas eram, percebendo que ainda era bem cedo. Lavou o rosto e então seguiu para fora do quarto, e Ramón, que dormia tranquilamente sobre o tapete ao lado do box, sequer se mexeu.
A cena que presenciou na sala pareceu fazê-la relembrar-se nitidamente do acontecido à noite passada, não da decepção que havia sofrido e do ocorrido naquele restaurante, mas sim dele, de James, do quanto havia sido gentil consigo a noite passada.
Por alguns instantes fitou o rapaz dormindo desajeitado no sofá, a gravata frouxa, o paletó jogado em cima da mesinha de centro e também os sapatos jogados sobre o tapete. Era tão estranho vê-lo ali, depois de tudo que haviam vivido no passado, de tudo que a havia feito sofrer. A noite passada, era um outro James o que adentrara a sua casa, gentil, cortês, prestativo. Amigo. Alguém que lhe preparara um chá quente e que lhe oferecera um ombro amigo quando isso era tudo o que queria. Chorou contra o peito dele, não sabia dizer nem ao menos por quanto tempo e ele, ele, apenas lhe acalentara, afagara seus cabelos pacientemente. Não dissera nada, não indagara nada e isso a confortou mais que tudo.
Seus sonhos foram confusos e seu peito ainda doía quando finalmente decidiu se trocar e dormir na noite passada, deixando que o rapaz dormisse na sala, porém, assim que pegou no sono dormira feito uma pedra e só despertara agora pela manhã.
Com passos leves, Alice se moveu até a cozinha. Nada melhor que um bom café, ela pensou.
###
James despertou com o aroma forte de café a lhe invadir as narinas. Espreguiçou-se e tão logo sentiu uma pontada na coluna devido à forma desajeitada que havia dormido. Sentou-se esfregando os olhos e quando os abriu um par de conhecidos olhos negros o fitavam.
– Bom dia, Bela Adormecida – Alice sorriu repousando a bandeja que trazia nas mãos com duas xícaras fumegantes de café e alguns biscoitos sobre a mesinha de centro.
– Bom dia – respondeu James aceitando uma das xícaras que a jovem lhe ofereceu antes de se sentar ao seu lado com uma igual. – Está melhor? – ele indagou.
– Estou sim, obrigada – Alice respondeu e então levou a xícara de café até os lábios, vendo o rapaz fazer o mesmo.
Por alguns instantes nada mais fora dito, apenas apreciaram aquela bebida fumegante. Alice repousou a xícara sobre a bandeja assim que terminou de tomar o café e James a acompanhou logo depois. Acomodou-se melhor no sofá, sentando sobre as próprias pernas e então se voltou para o rapaz.
– Por que fez isso, James? Ficou comigo a noite passada?
– Eu já te disse porquê – James lhe respondeu.
– Mas e sua esposa? O que você vai dizer pra Victoria? Acredite, mulher alguma gostaria de saber que o marido passou a noite na casa da ex., mesmo que tenha dormido no sofá – disse Alice e tinha uma ponta de ironia nas palavras.
– Ela é a ultima pessoa no mundo a poder dizer alguma coisa – James respondeu com o semblante fechado. – Duvido muito que não tenha tido os braços de Riley Demming para lhe consolar a noite passada...
– Como é que é? – Alice indagou confusa.
– Riley e Victoria foram antigos namorados, quando a conheci, ele havia acabado de terminar com ela e acho que o que ela sentiu por ele no passado, ainda vive – o rapaz completou amargurado.
– Eu não acredito nisso – Alice balançou a cabeça para ambos os lados. – Se ela não te amasse, acha mesmo que ela teria se casado com você? Eu acho que não.
– Talvez seja castigo – James murmurou fracamente e de cabeça baixa antes de se voltar para a jovem ao seu lado.
– Castigo? – indagou Alice franzindo o cenho.
– Sim, castigo – continuou James. – Talvez essa seja a forma de Deus me castigar pelo que te fiz, e não só a você, como a outras mulheres também. Talvez amar a única mulher que realmente foi importante pra mim, enquanto ela ama outro, tenha sido o meu castigo por ter sido o canalha que fui.
– Que bobagem, James – Alice murmurou. – Em primeiro lugar, Deus é muito ocupado, nem ia perder tempo em lhe castigar. E outra, esse seu estado "melancólico" faz com que se pareça o amargurado Don Juan de Lorde Byron, sabia?
– Patético, não? – James não conteve um meio sorriso com o comentário.
– É um pouco – Alice sorriu divertida.
– Sabia que o seu sorriso é lindo? – ele indagou e a jovem piscou confusa.
Aquele olhar, aquele tom de voz... Um misto de garoto inocente e ao mesmo tempo sedutor a fazia estranhamente se recordar de como ele a havia conquistado no passado. Definitivamente aquela conclusão, mesmo que um tanto precipitada era perigosa. Já sabia no que aquilo daria no fim de tudo.
– James, olha, eu acho que... – murmurou Alice, mas foi cortada.
– Aliás, devia ter percebido isso e mais coisas também, antes de... – James tocou-lhe os lábios sutilmente com a ponta dos dedos a fim de lhe calar, antes que a jovem tentasse argumentar. – Antes de tudo ter terminado como terminou...
Ele completou e com sutileza deslizou as pontas dos dedos pelo rosto da jovem até encontrar a curva delicada do pescoço.
– Hm... O quê? – Alice indagou confusa. É, certamente estava certa em suas deduções, ela pensou. Via-se mais uma vez diante dos olhos castanhos do "tigre" e pior, mais uma vez sentia-se como a presa indefesa...
Sentiu-o se aproximar lentamente, como se seus movimentos fossem calculados e aquele definitivamente era o momento para quebrar aquele contato visual com o seu "predador" e fugir, porém não pode dizer mais nada no instante seguinte, ou então fazer.
– James, o que pensa que está... – suas palavras morreram na boca dele – ... fazendo...!
James segurou-a pela nuca pôs-se a mover sedutoramente os lábios sobre os dela, enquanto a jovem apoiava ambas as mãos sobre o seu peito, tentando o reprimir. No entanto, as palavras desconexas e confusas que a jovem tentava balbuciar entre seus lábios, sua recusa, não foram o suficiente para que refreasse o que estava fazendo. Só se deu por vencido quando a "venceu", quando a sentiu entreabrir os lábios e parar de se debater, dando passagem para que sua língua brincasse com a dela.
Aprofundou a carícia ouvindo-a gemer baixinho e inclinou-se ainda mais sobre a jovem, sentindo as pernas macias da mesma roçarem as suas de forma provocante, fazendo com que a chama que ardia dentro de si se inflamasse. A presa finalmente se rendia ao predador... como nos velhos tempos...
No entanto, aquele lapso de prazer tão logo se tornou em algo oposto, transformou-se numa dor aguda que o fez urrar de dor.
– TÁ MALUCA É? – ele gritou depois de cair do sofá e se curvar no chão, as mãos cobrindo o baixo ventre.
Aquela não fora uma simples joelhada, fora "a" joelhada, ele pensou, indagando-se se depois daquele golpe ainda seria capaz de gerar herdeiros.
– Maluca... Maluca... EU MALUCA? – Alice vociferou passando as costas das mãos freneticamente sobre os lábios, com aparente repulsa. – Que doideira foi essa, hein James? Me beijar à força?
– À força? – James, que ainda se comprimia de dor, se voltou para a jovem com os olhos cerrados e rasos d'água. – Não acha mesmo que irei acreditar nisso, não é?
– Ora, o que insinua? – Alice apontou inquisidora para o rapaz que sorriu diante da fúria em seus olhos. E aquilo foi como um verdadeiro bálsamo que pareceu até mesmo atenuar a joelhada.
– Você me beijou também, não tente negar – respondeu James enquanto por fim se levantava desajeitado. – Eu sei que eu sou bom, que o meu beijo é bom, mas acredite, eu não sou capaz de mover sozinho a língua de outra pessoa, ainda mais se essa pessoa em questão, não deseja de forma alguma ser beijada por mim – o rapaz completou e seu sorriso se alargou ao ver que a jovem explodia de raiva e corara furiosamente, no entanto, sem saber como lhe responder.
– É, bem, eu, eu...
Alice não sabia o que dizer. Porque sim, aceitara, correspondera ao beijo dele, mesmo que não a princípio, e tampouco depois, mas... Por quê? Essa era a pergunta que latejava em sua mente. Por que o correspondera naquele lapso de loucura?
– Bem, eu, e se sim? – ela indagou por fim se levantando do sofá. – A culpa é toda sua! – Alice apontou inquisidora para o rapaz que arqueou a sobrancelha e sorriu. – Sabia que eu estava machucada, carente e... Droga!O que eu podia fazer se você não saía de cima de mim? – a jovem exasperou por fim, gesticulando com ambas as mãos.
– Ter feito o que acabou de fazer agora, destruir algumas gerações de futuros herdeiros meus, mas isso, no momento em que eu tentei te beijar e não quando estava prestes a fazer amor comigo – respondeu James num sorriso triunfante.
"Triunfantemente irritante..." – pensou Alice, sentindo o sangue subir e latejar em sua cabeça.
– RAMÓNNNNN! – ela gritou furiosa franzindo o cenho e sapateando – uma dança provinda de sua ira – no mesmo lugar, enquanto o rapaz se apressava em recolher os sapatos e o casaco e correr para a porta. James sabia e muito bem o que lhe esperava...
O cãozinho, seu leal sentinela, atendeu-a de imediato e veio correndo feito uma bala até a sala, latindo e rosnando como se houvesse adivinhado o desejo da dona. Alice por sua vez atirava as xícaras que havia trazido contra a porta já aberta, por onde James saiu correndo desajeitado sendo seguido pelo yorkshire que parecia correr atrás de um grande e suculento pedaço de carne.
– EU TE ODEIO JAMES STANNARD! Argh! Eu te odeio! Te odeio! Te odeio! – Alice vociferava sapateando no mesmo lugar, completamente possessa.
Minutos depois ainda inflando de raiva, viu o pequeno cãozinho reaparecer em frente à porta e um meio sorriso se formou em seus lábios. O bichinho caminhou até si sentada no sofá e depositou a seus pés o pequeno pedaço de tecido negro que trazia na boca.
– Conseguiu pegar aquele imbecil? – ela indagou num sorriso de aprovação e o cãozinho pareceu sorrir de volta, sentado nas patas traseiras. – Obrigada Ramón, muito obrigada por ser o único e verdadeiro "homem" fiel que conheço – a jovem sorriu e então pegou o cãozinho no colo enchendo-o de beijos enquanto o bichinho a correspondia feliz dando várias lambidas em sua dona.
Toc toc. Alguém bateu à sua porta, mesmo que a porta ainda se encontrasse escancarada. Muito lhe admirava que Demetri ainda não tivesse aparecido ali dando um de seus chiliques. É, devia ser ele, ela pensou, mas quando se voltou para as batidas ficou literalmente boquiaberta ao ver quem estava ali.
– Victoria? – Alice indagou pasma ao se deparar com os olhos azuis da ruiva, sempre tão bela, agora com visíveis olheiras, sinal de uma noite mal dormida.
– Alice, eu vim aqui pra... – começou Victoria aproximando-se da jovem no sofá, mas Alice a interpelou.
– Já sei! Veio buscar o imbecil, o bosta daquele seu marido não foi? – Alice vociferou rolando os olhos. – Mas, saiba, antes de qualquer coisa, que aquele idiota é todo seu e que o expulsei daqui a ponta pés agora a pouco!
A jovem se justificou apontando a porta, afinal, estava de pijama e aquilo poderia dar margem a idéias inimagináveis na cabeça da ruiva. Aliás, de qualquer mulher que estivesse na mesma situação que a de Victoria.
– Eu sei – disse Victoria com um olhar triste. – Acabei de vê-lo fugir do seu cachorro e pular para dentro do carro antes de desaparecer daqui – a jovem completou deixando a outra boquiaberta.
– Mas então... – começou Alice depositando o cãozinho no sofá e se levantando. – O que raios você veio fazer aqui? Me matar por tentar "roubar" o seu marido? Acredite, seu crime será em vão... Eu não suporto nem a idéia de voltar a ver a cara daquele idiota, portanto, como disse, ele é todo seu. Nem mesmo na hipótese de que ele fosse o ultimo homem da face da terra e eu, a ultima mulher, designada a repovoar o mundo, acredite, eu iria pensar na possibilidade de querer alguma coisa com aquele idiota pretensioso e... Enfim, a humanidade entraria em extinção e...
– Espera! Espera... – Victoria gesticulou interrompendo-a. Estava ficando zonza com tudo aquilo. – Não é nada disso, eu vim te avisar sobre a Bella – ela completou.
– O que houve com ela? – Alice quase gritou aflita por saber o que poderia ter acontecido à amiga.
– Ela deu a luz ontem à noite – respondeu Victoria e Alice tombou para trás caindo de volta do sofá. Se Ramón não tivesse sido rápido teria sido esmagado pela dona, que sequer se recordara que estava ali.
– Não é possível! Ainda faltavam alguns dias pra bebê nascer e... Por que raios não me avisaram? – Alice gritou indignada.
– Parece que o parto se adiantou, e nós tentamos lhe avisar, mas o problema é que você parecia ter desligado o telefone, aí não conseguimos entrar em contato – explicou Victoria e Alice percebeu a mágoa que havia por detrás dos olhos azuis da ruiva.
O que era mais do que óbvio afinal, que mulher estaria feliz depois do marido ter passado a noite com uma ex.?
Victoria aparentemente não sabia disso, da sua história com James no passado, mas no mínimo deveria desconfiar e o acontecido à noite passada deveria ter sido um verdadeiro combustível para atiçar fogo em suas desconfianças e incertezas.
Mas independente disso e independente da forma como aquilo havia acontecido à noite passada, ou melhor, "não acontecido" no sentido real da palavra, como fora o seu caso, aquela situação era uma verdadeira sessão de tortura para qualquer mulher. A dúvida, a incerteza, tudo aquilo era um tormento. Sabia e muito bem, como era sentir-se assim. Mas o pior de tudo era que aquele inseto com as suas "boas intenções" havia reforçado aquela infeliz idéia na cabeça da esposa... Não terem tido contato algum "com o meio externo" fora culpa exclusiva de James, que desligara o celular e lhe aconselhara a fazer o mesmo, assim como a desligar o telefone fixo também.
Dissera-lhe que nada melhor para se esquecer as magoas do que: "Se desligar de tudo..."
– Maldito inseto! – Alice vociferou baixinho.
– O que disse? – Victoria indagou confusa.
– Nada – respondeu Alice se voltando para a ruiva. – Mas e a Bella, a Nessie... Como elas estão?
– Estão bem – Victoria sorriu pela primeira vez, o que soou até estranho.
– Sabe em que hospital ela está?
– Sim – assentiu Victoria.
– Então espere eu me trocar e nós iremos pra lá – Alice se levantou do sofá. – Preciso ver a Bella e preciso conversar com você também, antes que aquele inseto invente alguma bobagem sem sentido.
– Como quiser – respondeu Victoria vendo a jovem se afastar até o quarto.
A ruiva sentou-se resignada no sofá e Ramón pulou para o seu colo. Estava na hora de definitivamente colocarem os pingos nos "is".
AJAJAJAJAJAJ
Notas das Adaptadoras
– TATI –
1. Oi pessoal! Ai ai... Momento "hora da verdade" entre Alice e Victoria... RRSRS.
2. Respondendo as reviews sem login do capítulo anterior:
Lorena: Oi! Bem... será que ficou clara a insegurança do James em relação a Victoria? RSSRS. Bjus!
Polii F.: Oi! Sim, eles vão se entender logo, eu prometo! Mas claro, só depois que o Emm e a Rose voltarem! Bjus!
Bia: Ohhh! Não fique assim! RRSRS. Eu garanto que tudo vai acabar bem! Atualizei, viu? Bjus!
Isabella: Oi! Ahhh! Não tenho nem palavras quanto a última música! Realmente, a Alice foi a Fera Ferida do capítulo, adorei! Bjus!
3. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?
4. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos (nesse caso, adaptamos), então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!
– NINA –
Só lembrando:
GENTILEZA GERA GENTILEZA
REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!
O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?
ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)
III
II
I
