Bleach pertence a Tite Kubo-sensei, e não a mim... Infelizmente :(


Hi! Pessoas lindas do meu kokoro! Postando o proximo capítulo para vocês! Agradecimentos às minhas unicas leitoras não-fantasmas, a JJ-Dani e a Laura Beatriz! Doumo arigatou, suas lindas! Ei, leitores fantasmas, venham para o mundo material e deixem review!


- E então eu ofereci a nossa casa para que eles pudessem repousar por esta noite, para que amanhã sigam em segurança para o castelo dos Kurosaki – Rukia concluía o relato dos acontecimentos que levaram ao seu encontro com a princesa e sua comitiva.

- Isso é bem grave. Então já há tropas deles por aqui? – disse Urahara, preocupado.

Fazia aproximadamente uma hora que ele e Yoruichi haviam chegado a casa e se deparado com Rukia, a princesa e sua comitiva. Rukia indicara os aposentos para os visitantes e depois se reunira com seus pais.

- Sim. E são soldados bem treinados. Bem, pelo menos um deles era – disse Rukia, lembrando-se de Stark. – Um deles me deu muito trabalho. Se não fosse Ishida...

- Você foi muito imprudente, Rukia – disse Yoruichi, zangada com a filha. – Poderia ter se machucado seriamente.

- Me desculpe, mãe – disse Rukia, cabisbaixa. – Sei que foi uma imprudência, mas se eu não tivesse feito nada, neste momento a princesa e sua acompanhante estariam em poder do reino Schiffer. O rei Ulquiorra deseja que a princesa dos Inoue seja sua rainha, e planejavam usar Tatsuki como uma espécie de diversão para as tropas. Sinto muito, mas não podia deixá-las à própria sorte! Foi assim que você me criou...

- Bem, suponho que tenha razão – disse Yoruichi. – Agora você está em segurança, isso é o que importa. E a verdade é que estou muito orgulhosa de você.

- Tem mais uma coisa – disse Rukia, hesitante. – Prometi que escoltaria a princesa Orihime ao castelo dos Kurosaki.

- O quê? – gritou Yoruichi.

- É muito perigoso, Rukia. E você tem suas obrigações no esquadrão. Já lhe dei licença por hoje, não posso dispensá-la por mais tempo.

- Mas pai! Eu prometi! Acredito que estaremos seguros amanhã. Estaremos em maior número, e estaremos esperando por um ataque. Não nos pegarão desprevenidos – disse Rukia. – Quanto ao esquadrão, Kaien é perfeitamente capaz de treiná-los em meu lugar. Será apenas um dia.

- Esqueceu que Kaien está afastado até amanhã? A propósito, como ele está?

- Ele está bem – disse Rukia, sentindo o rosto corar. – E... Ele me disse que amanhã já estaria de volta. Por favor, meu pai. Confie em mim. Posso escoltar a princesa em segurança. Eu... Preciso fazer isso. Não me pergunte porque, eu apenas sinto que devo levá-la.

- Deixe-a querido – disse Yoruichi, surpreendendo tanto Rukia quanto Urahara. – Se ela sente que deve ir, deixe-a ir. Em último caso, eu posso treinar as duas classes. Não era assim antes?

- Arre... Está bem, está bem. Mas tenha muito cuidado. Você deu muita sorte ao escapar praticamente ilesa de uma luta com dois soldados do reino Schiffer. Tente evitar qualquer conflito, entendeu?

- Sim, meu pai. Agora, se me derem licença, irei verificar como estão nossos hóspedes e depois irei para meu quarto banhar-me e trocar-me.

- Pode ir – Yoruichi respondeu, e Rukia deixou a sala.

- O que a fez mudar de idéia, Yoruichi? Por que decidiu deixá-la ir ao castelo dos Kurosaki?

- Esse pressentimento que ela tem... Eu também o tenho. Sinto que ela deve ir ao castelo – disse Yoruichi, com um suspiro. – Eu não sei o que a espera lá, mas pressentimentos são muito poderosos. Não devemos ignorá-los.

- Está certo – disse Urahara. – Estou imaginando coisas, ou você também percebeu como ela corou ao falar de Kaien? Será que aconteceu algo?

- Isso é o que pretendo descobrir. E será agora mesmo... – disse Yoruichi, beijando o marido e deixando o aposento.


Após verificar se os hóspedes estavam confortáveis, Rukia se dirigiu para o quarto, perdida em pensamentos. Nunca antes estivera numa batalha de verdade, lutando por sua vida e correndo perigo real. Sentia cada músculo de seu corpo tenso, e a descarga de adrenalina que seu corpo sofrera ainda mostrava seus efeitos, deixando-a extremamente cansada. Sem contar que ainda havia aquela situação com Kaien...

Tentando afastar os acontecimentos do dia de seus pensamentos, Rukia deixou-se afundar na água quente e reconfortante do ofurô, sentindo-se finalmente relaxar. Estava quase dormindo, quando repentinamente a porta do quarto se abriu e sua mãe entrou, fazendo com que a pequena se assustasse.

- Mãe, que susto!

- Desculpe filha. Está tudo bem?

- Sim, só estou cansada. O dia foi tenso...

- Hum... E como foi lá com o Kaien? Ele está bem? – Yoruichi observava a filha atentamente.

- Sim... Ele está bem... – Rukia deu as costas para a mãe enquanto saía do ofurô, tentando ao máximo ocultar a face corada.

- Aconteceu... alguma coisa? – Yoruichi mais afirmou do que perguntou.

Rukia suspirou enquanto vestia uma roupa leve. Algum dia conseguiria esconder algo da sua mãe? Parecia que Yoruichi era capaz de lê-la como a um livro... Aproximou-se da janela, abrindo-a, e observando a noite estrelada.

- Sim... Aconteceu – disse, por fim. - Kaien disse que está apaixonado por mim... E então ele me beijou, ou melhor, nós nos beijamos.

- Hum... – Yoruichi foi até a filha, ficando ao seu lado e também observando o céu estrelado. – Percebi que vocês se tornaram muito próximos... Sinceramente, eu já até estava desconfiada de que algo deste tipo aconteceria... Mas e você? Como se sente sobre Kaien?

- Ah, mãe! – Rukia exclamou, e havia desalento em sua voz. – Eu não sei... Sem dúvida, Kaien é incrível. É tudo o que uma mulher poderia sonhar. Sinto-me muito atraída por ele. Não poderia haver partido melhor, não poderia ter alguém mais perfeito para mim... – Rukia sentiu os olhos marejados.

- Mas...

- Como sabia que tinha um "mas"? – Rukia olhou a mãe, sorrindo tristemente.

- Intuição de mãe... Mas minha intuição realmente não conta muito aqui... Você é muito transparente, filha.

- Talvez... Bem, em todo caso... Kaien seria perfeito para mim... Se Ichigo não existisse.

- Filha...

- Eu sei... – Rukia engoliu em seco, tentando evitar o choro. – Que há uma grande possibilidade de que eu nunca mais encontre o Ichigo. E, ainda que o encontre, descubra que tudo o que houve entre nós não passou de uma ilusão que eu criei. Entretanto... Meu coração me diz que ninguém vai me fazer sentir como Ichigo faz...

- E como Ichigo te faz sentir?

- No momento, miserável – Rukia admitiu. – Mas quando estamos juntos... Ele me faz sentir como se tudo fosse possível. Como se viver realmente valesse a pena – A pequena voltou o olhar para o céu, sonhadora. – Faz-me agradecer por ter olhos, pois assim eu posso vê-lo. Faz-me agradecer por ter ouvidos, pois assim posso ouvir a sua voz. Faz-me agradecer por ter o tato, pois assim posso sentir o seu toque. Faz-me agradecer pelo paladar, pois assim posso sentir o sabor dos seus beijos... Faz-me agradecer pelo som da minha própria voz, pois assim posso dizer que o amo. Faz-me agradecer pela minha vida, pois posso viver a seu lado, e também, dar a minha vida por ele, se preciso for.

- Filha... – Yoruichi abraçou-a. – Eu te entendo... Eu também me sinto assim com o seu pai. Mas eu tive muita sorte... Nem sempre o amor é correspondido... Não valeria a pena dar uma chance a Kaien? Quem sabe, se você deixar que ele a ame, com o tempo, você não passará a amá-lo também?

- Será que devo mãe? Meu coração me manda esperar... Mas minha razão diz que devo seguir em frente, e que Kaien me faria muito feliz. Ele é o melhor amigo que já tive, e quando nos beijamos... Foi muito bom. Gosto muito dele. Mas... Isto é suficiente? Será que, com o tempo, poderei amá-lo? Estou tão confusa...

- Que mal há em lhe dar uma chance? Quem sabe o que o futuro reserva? – disse Yoruichi, saindo do quarto e deixando Rukia entregue aos próprios pensamentos.


No dia seguinte, Urahara tentou convencer a filha a deixar a escolta a cargo dele, sem sucesso. Estava preocupado em deixar a morena responsável pela proteção da princesa, mesmo sabendo que Rukia era perfeitamente capaz de cumprir tal missão. Admitindo finalmente sua derrota, Urahara deu a Rukia uma mensagem para que entregasse ao rei Ishin, e finalmente ele e a esposa foram para o esquadrão.

Como a princesa ainda não havia acordado, Rukia e Ishida foram fazer os preparativos finais para a viagem. Decidiram que os cavalos da princesa puxariam uma carruagem extremamente simples que havia no estábulo, enquanto Rukia montaria o próprio cavalo. Assim, ocultariam a princesa e não chamariam demasiada atenção. Ishida decidiu verificar se Orihime e Tatsuki já estavam se preparando para a viagem, e então os três tomariam o café da manhã juntos. Rukia já havia feito o desjejum com os pais, portanto, ficou no estábulo para arrumar o próprio cavalo.

- Você planejava partir sem se despedir?

- Kaien! O que faz aqui? – a morena perguntou surpresa, virando-se para olhar o rapaz.

- Fui ao esquadrão mais cedo, e sua mãe me contou tudo o que aconteceu... Você está bem?

- Estou sim – Rukia respondeu e então lhe deu as costas. Sentia o coração bater acelerado.

Kaien se aproximou lentamente de Rukia, tocando o seu braço e sentindo-a se arrepiar.

- Por que não me deixa ver o seu rosto?

Rukia inspirou profundamente, e então se virou. Kaien a olhou atentamente, levando em seguida uma das mãos ao rosto da morena, tocando-o e passando o polegar levemente sobre a marca quase imperceptível do golpe que Stark desferira em sua face.

- Você deveria ter permitido que eu a acompanhasse – disse com tristeza na voz, a mão ainda na face da pequena, acariciando-a. – Só de imaginar o perigo que você correu... Só de imaginar aqueles homens tentando machucá-la – puxou-a para um abraço. – Você não pensa, Rukia? O que seria de nós se algo tivesse acontecido com você?

- Seu bobo, eu estou bem. Sei me cuidar sozinha... – Rukia corou, mas correspondeu ao abraço e descansou a testa no peito do moreno. – Tanto é que estamos todos aqui, sãos e salvos, não é mesmo?

- Sua mãe me contou que vai escoltar a princesa até o castelo – Kaien disse, depois perguntou, hesitante. – Posso ir com você?

- Kaien... Não se preocupe, não creio que nos atacarão agora. Quando os dois com quem lutei disserem quem eu sou, vão imaginar que haverá uma grande escolta para a princesa. Não se arriscarão a enfrentar o exercito do reino Kurosaki agora.

- Me deixe ir com você, de qualquer forma. Por favor... Eu sinto que, se você for para o castelo dos Kurosaki, não voltará. E não quero perdê-la...

- Kaien, já lhe disse, não haverá perigo...

- Não é isso... Sinto que não voltará... Para mim – o moreno a abraçou mais forte.

Rukia se afastou do abraço para olhá-lo na face.

- Não seja bobo, o que me prenderia lá? – a morena sorriu, tentando reconfortá-lo. – E se eu prometer que pensarei sobre nós nesta viagem, e, quando voltar, lhe darei uma resposta? – completou, corando.

- Você promete? – o rapaz se animou, tocando novamente na face delicada. – Promete que, assim que voltar, me dará uma resposta?

- Eu... prometo – Rukia sorriu, levantando a mão direita aberta, como quem faz um juramento.

Kaien pegou na mão levantada, entrelaçando seus dedos com os dela e, mantendo a outra mão na face dela, aproximou-se e a beijou levemente nos lábios. Afastou-se apenas um pouco a fim de olhar a face corada da pequena.

- O que está fazendo? – Rukia perguntou, baixinho.

- Você não disse que aproveitaria o tempo em que estiver longe para pensar? – Kaien perguntou, com um sorriso. – Estou tentando juntar pontos a meu favor – completou, tomando os lábios da morena nos seus mais uma vez, num beijo mais intenso.

Rukia hesitou por um momento, e então decidiu retribuir o beijo. Sua mãe estava certa, afinal. Que mal haveria em dar uma chance a ele? Sentiu o moreno soltar sua mão e levar as duas mãos à sua cintura, trazendo-a para mais perto do próprio corpo. Rukia, que até então tinha as duas mãos espalmadas no peito de Kaien, enlaçou-o pelo pescoço, entregando-se por completo ao beijo que compartilhavam. Era diferente do beijo de Ichigo, mas ainda sim, era muito bom... Recriminou-se mentalmente por estar mais uma vez pensando no ruivo enquanto estava nos braços de outro. Decidida a afastar o ruivo de seus pensamentos, entreabriu os lábios, permitindo que o moreno aprofundasse o beijo. Kaien então a levantou, colocando-a sentada sobre a cerca do cocho onde antes estivera o seu cavalo e ajeitando-se entre as pernas da morena, eliminando qualquer distancia entre seus corpos. Beijaram-se por mais algum tempo, entretanto, quando Rukia sentiu as mãos de Kaien tocarem suas coxas, despertou para a situação em que se encontravam, e afastou-se do moreno bruscamente.

- Desculpe, desculpe – Kaien disse, ciente de que ultrapassara, e muito, os limites.

- Tudo bem – Rukia respondeu, aceitando a ajuda do moreno para descer. – Só não estou pronta para isso, Kaien.

Rukia olhava para baixo, sem coragem de encarar o rapaz. Sentia-se confusa e embaraçada... Como deixara as coisas irem tão longe? Jurou para si mesma que não permitiria que as coisas fossem tão longe novamente enquanto não pudesse corresponder plenamente os sentimentos dele.

- Eu sei, eu sei. E prometo, Rukia, que jamais a forçarei a fazer algo que não queira. Quando ficarmos juntos, será porque você quis e porque sente que pode corresponder meus sentimentos. Como disse, vamos descobrir o que está acontecendo conosco juntos.

- Obrigada Kaien. Tenho muito sorte por ter alguém como você comigo! – Rukia abraçou o moreno, depois o beijou levemente nos lábios, e então se afastou.

Antes que Kaien pudesse dizer qualquer coisa, Ishida entrou no estábulo.

- Rukia-san, já está tudo preparado para a viagem... – Ishida notou finalmente a presença de Kaien. – Perdão, interrompo algo?

- Não se preocupe, Ishida! – disse Rukia, sentindo-se aliviada com a interrupção. – Este é meu amigo, Kaien. Ele ficará no meu lugar enquanto estou afastada do esquadrão. Kaien, este é Ishida, um dos companheiros da princesa.

- Companheiro! Que é isso, Rukia-san! Sou apenas um servo... Muito prazer, Kaien-san.

- O prazer é meu, Ishida-san. Bem, já que vou substituir Rukia no esquadrão, é melhor que eu vá logo... – Kaien virou-se para Rukia, abraçando-a mais uma vez. – Tome cuidado. Estarei te esperando – sussurrou no ouvido da morena, em seguida, depositando um beijo no topo de sua cabeça. – Até mais.

- Até mais! – Rukia respondeu, observando, Kaien sair. – Vamos então, Ishida?

Rukia e Ishida pegaram os cavalos e então saíram do estábulo, indo em direção a casa, onde Inoue e Tatsuki já esperavam.

A princesa e sua dama embarcaram, o moreno assumiu seu posto como cocheiro, e Rukia montou em seu cavalo.

- Pronto? – perguntou olhando para Ishida, que assentiu. – Então, vamos! Para o castelo dos Kurosaki!