Dia 30 - Janota
San Antonio era uma cidade com vida noturna intensa. Não aos moldes de New York na
Costa Leste, ou Los Angeles ali na Costa Oeste. O charme era todo próprio, ainda que elementos
característicos estadunidense fossem perceptíveis: artistas de rua, de cantores iniciantes e talentosos
a mestres do improviso, como o janota de rosto pintado que fazia mímicas e distribuía botões de
rosa.
Naquela algazarra de vida efervescendo, Daiki e Taiga passeavam, gravando cada uma das
sensações. Caminhavam lado a lado, ombros se esbarrando sempre que precisavam desviar de
alguém que vinha em sentido em contrário.
Música alta, o zumzumzum das incontáveis pessoas se divertindo no ar livre do parque em
frente ao estádio. Mãos entrelaçadas.
O momento era mágico. Um ciclo fechado no relacionamento de ambos. Realizavam um
sonho juntos. Cresceram um pouco mais, amadureceram.
Taiga carregava a sensação de dever cumprido, e sentia-se leve. Vira o sorriso de Daiki
tantas e tantas vezes naquela noite. Nunca em número suficiente, claro. Porque não havia limites
para admirar aquele sorriso, muitas vezes zombeteiro.
Não havia limites para lhe proporcionar felicidade, da forma que fosse possível; pois a
felicidade de Daiki era a sua felicidade.
Não havia limites para o amor.
