A/N: Eu AMO esse capítulo!!
Quanto ao erro do capítulo anterior, algumas pessoas acertaram: O James já deu o presente de Natal da Lily, foi a coruja. Alguns acharam que foi que a Lily já havia encontrado com o Sirius. Isso na verdade não aconteceu, pelo menos não desde o primeiro ano dela. Toda vez que eles conversaram foi pelo espelho, ou por carta.
A Cada Outra Meia-Noite
Capítulo 28: O Encontro - Parte 1
Por toda a tarde, a Lily teve pessoas batendo no retrato dela, querendo perguntar para a Lily o que havia acontecido. Depois da primeira hora, a Lily e o James aprenderam a simplesmente ignorá-los, e continuaram a conversar, e logo os loucos por tragédia perderam interesse de satisfazer a curiosidade mórbida deles, e foram embora.
"Você acharia que eles têm algo melhor para fazer..." diz a Lily, depois de um desses encontros.
"Bom, Comensais da Morte na escola é um assunto bem importante..."
"Sim, e se eles tivessem qualquer decência, eles estariam com medo, ou discutindo o assunto de modo sensato, em vez de perder o tempo deles na entrada do meu quarto, querendo saber o que eles imaginam ser os detalhes sórdidos e sangrentos."
"Eles não foram tão sangrentos, foram?"
"Nenhum pouco."
"Eu acho que aquela foi a prisão mais limpa que eu já fiz. Foi muito bem lidado, Evans, muito bem mesmo. Quase perfeitamente sem complicações."
"Obrigada, eu tentei." Para falar a verdade, ela tentou excepcionalmente forte. Tentar resolver o seu próprio assassinato com os seus termos, é bem complicado…
Começam a bater de novo. Como sempre, eles ignoram, mas ao contrário das outras vezes, eles não desistem dessa vez.
"Merlin, algumas pessoas simplesmente não desistem!"
O Potter suspira fortemente. "Você quer ir para o meu escritório, Evans? Isso está indo um pouco longe demais..."
"Lily!" diz a pessoa. Ela reconhece a voz como a do Rupert.
"É o Roo," ela diz com um suspiro aliviado. "De baixo da capa, por favor, Potter."
Ela caminha até o retrato da entrada, enquanto o Potter se oculta.
"Roo, você está sozinho?"
"Não tão sozinho quanto eu gostaria de estar," ele diz, com a voz abafada levemente pelo retrato e a parede. "Ah, desiste, sai!"
A Lily abre o retrato um pouquinho. "Entra, Roo. Rápido."
"Tem sido uma loucura total, tentar entrar aqui. Eu não fiquei sabendo o que aconteceu, até eu voltar, uma hora atrás. Você tem certeza que está bem?" ele diz, no momento que entra.
"Positiva." ela responde. Ele dá um abraço nela, que ela aceita com gratidão.
O Potter nem mesmo se importou em me dar um dos abraços 'eu estou feliz que você não está morta' dele. "Obrigada… Eu precisava de um abraço." ela diz em voz alta, esperando que estivesse provando o ponto de vista dela, sem soar como se ela estivesse tentando fazer um ponto. O Rupert fecha os olhos, e encosta a testa dele na dela, suspirando.
"Você sabia, não é?"
"O quê?"
"Você sabia o que eles iam fazer, e você mesmo assim foi para Hogsmeade, não foi. É por isso que na noite passada..."
"Sim..." ela diz, segurando as bochechas do Rupert na mão dela. "Obrigada."
"Por que você não me disse?"
"Eu não podia. Eu só queria ficar com você..."
O James se sente decididamente estranho, sendo um espectador silencioso dessa cena. Ele está abrindo a porta para sair, quando ele ouve o Ferris dizer algo interessante demais para ele ignorar.
"Eu sabia que tinha algo de estranho sobre você sair com o Michaels… Não é do seu feitio sair com dois homens ao mesmo tempo."
"Eu sei de quem você está se referindo, e nós não estamos saindo..."
"Parece que sim..."
"Bem, nós não estamos."
"De qualquer forma, ele é muito velho para você mesmo."
"Somente 5 anos, mas esse não é o ponto. Nós não estamos saindo..."
'5 anos?' pensa o James. Ele é 5 anos mais velho que a Lily, o Ferris está se referindo a ele?
"Eu vi aquela carta… quem mais iria dizer algo como 'minha querida preciosa amada, nós dois devemos sofrer pelo nosso amor…' Qual é, Lily, você não pode negar que tem algo aí..."
"O estilo que ele escreve é… singularmente infeliz. Ele exagera com romantismo, mas eu posso te garantir que ele não é do tipo romântico..."
"Ele te mandou flores, lírios e petúnias!"
"Sim, eu sei, obrigada. Sim, ele pode se importar comigo no seu próprio jeito demente, mas..."
"Me diga a verdade, Lily. Por favor."
"A verdade é que eu não sei exatamente o que ele é. Ele simplesmente… está… Eu não posso te dizer o que eu não sei."
"Você sabe que ele veio no seu quarto de hospital enquanto você estava dormindo. Para deixar aquelas flores. Ele disse que não queria te acordar… ele acariciou o seu cabelo, e bochecha, beijou a sua testa… Você não faz esse tipo de coisa, a não ser que você se importe com a pessoa." O Rupert pensa que o Professor Potter fez a mesma coisa, até segurou a mão dela, e chorou, mas ele decidiu não contar isso para a Lily (ou para ninguém). Seguir esse caminho, o Rupert sabe, é mais trabalho do que vale a pena. Melhor deixar completamente de lado, porque com certeza algum dia isso vai explodir, e o Rupert prefere não estar por perto quando isso acontecer.
O James fica parado ali, silenciosamente, pensando. Ele mesmo viu as flores. Ela havia dito que não sabia quem havia mandado elas… 'Não,' a mente dele o corrige. 'Ela não disse isso. Ela disse que não tinha cartão...' Merlin, essa garota é ardilosa. Ela obviamente está mantendo esse cara um segredo, mas por quê? Talvez o James consiga um jeito de fazer o Ferris contar.
"Ele é especial para mim..."
"Só não deixe ele te machucar..."
"Ele não vai."
"Eu não tenho muita confiança nele. Eu sei, ele é charmoso e lindo, e tudo que uma bruxa pode querer, mas..."
"Rupert." Ela o interrompe.
"Sim?"
"Não se preocupe com isso. Eu não estou na posição de ser machucada. Ele é somente um… tipo de um… amigo."
"Amizade bem estranha..."
"A maior parte das minhas são..." ela diz, justamente. O Rupert sorri.
"Eu acho que sim. Um unicórnio, um meio-gigante, um professor, um dono de bar suspeito, uma personalidade da WWN, e um comensal da morte pegajoso louco por poções..."
"Ele não é mais meu amigo." Diz a Lily rapidamente, friamente e tristemente. "Eu não posso ser amiga de um Comensal da Morte que..." ela pára a tempo, e então continua em um tom mais leve. "Mesmo assim, sem ele eu não saberia a metade das coisas que eu sei sobre poções. Eu não seria a grande fazedora de poções que eu sou hoje em dia. Mas você está certo, eu realmente tenho umas amizades bem estranhas, incluindo você."
"Incluindo eu..." diz o Rupert, com um sorriso.
Naquele momento, uma grande coruja entra pela janela que ela deixou aberta para a Ebony.
"De quem será?" ela pergunta, mais para si mesma, do que para qualquer outra pessoa. Ela pega a carta da coruja, que vai embora, claramente não esperando uma resposta. O Rupert olha para ela curiosamente. Ela balança os ombros, e se vira para olhar para ele, as costas dela viradas para a parede, para que ela possa ler a carta, sem o Rupert olhar sobre o ombro dela… exceto que ela não tem que se preocupar somente com o Rupert…
Ela sente o James perto dela, esperando que ela abra a carta. Ela hesita, incerta se ela quer ou não que ele veja… Ela mesmo não sabe quem mandou. Pelo menos ela sabe que não é do Sirius. Eles já acertaram os assuntos deles.
Os dedos dela passam pelo carimbo de cera…
… Agora o calor dele está atrás dela...
"Você vai abrir ou não?" pergunta o Roo.
"Eu… não sei." ela responde.
… Ele chega mais perto ainda, de tal forma que a frente dele está pressionando ligeiramente as costas dela, as mãos dele estão apoiadas no ombro dela. Ela pode sentir o calor do corpo dele, e o frio do tecido.
Ele respira quente no ouvido dela, duas vezes, antes de sussurrar bem de leve, "Faça..."
Com o jeito que ele pediu, ela teria feito qualquer coisa que ele quisesse. Por sorte (ou azar) ela somente tem que abrir a carta. As mãos dela estão tremendo levemente, mas dessa vez não é de hesitação...
As mãos envolvidas na seda invisível tocam o topo da mão dela, parecendo abrir a carta para ela.
"Eu posso abrir." ela sussurra.
"Eu sei que você pode..." diz o Rupert, confuso. A Lily ignora ele. Ela desdobra a carta, e começa a ler, e as mãos do James voltam para o ombro dela, e pela sensação do peso, ele apoiou a cabeça dele no ombro direito dela. Ela levanta o pergaminho ligeiramente, para que fique em um ângulo melhor para ele ver.
Ela olha imediatamente para o final da carta, para ver primeiro quem assinou. Quando ela vê que é do Tom, o gerente do Caldeirão Furado, ela começa a ler do início.
Querida Lily,
Como você está? É bom ouvir de você. Para responder a sua pergunta, sim, eu com certeza gostaria da sua ajuda durante as férias. Qualquer fim de semana que você possa utilizar, a partir de hoje até o Natal, você é bem vinda para trabalhar no bar. Durante as férias eu ficaria contente de te ter aqui o tempo todo, para a hospedagem. Embora, eu não possa te dar o seu quarto habitual. Os grandes vão ficar para os hóspedes, mas eu ainda tenho um lugar para você. Fico feliz que você me escreveu, eu estava mesmo pensando em pedir para você. Não sei se você ficou sabendo, mas a Rosy está grávida, e deve nascer em Janeiro, então eu não posso mais pedir para ela trabalhar no bar…
Vários hóspedes têm me perguntado sobre você, querendo saber quando você vai voltar.
O Fred e o Cyrus mandam abraços, e o Basil não manda nada porque ele está zangado com você porque você não tinha escrito. Todos vão ficar felizes em te ver. (Até mesmo o Basil, embora ele vá negar isso.)
Boa sorte,
Tom
"Então?" pergunta o Rupert… O peso da cabeça do James saiu, mas ele começa a fazer uma massagem nos ombros dela. A sensação é maravilhosa.
"Boas notícias, eu posso trabalhar no Caldeirão Furado nas férias."
"Aww, eu ia te convidar para a minha..."
"Não, eu quero fazer isso. Vai ser bom conseguir um pouco de ouro."
"Você vai trabalhar no dia de Natal?"
"Ainda não tenho certeza..."
"Se não trabalhar, você pode ir?"
"Eu não sei, Roo… Afinal, tem uma tradição para ser levada em consideração..."
"Ah, sim… você e as suas tradições..."
"Eu gosto de tradições. Deixa as coisas mais especiais."
"Uau… Você está bem popular..." diz o Roo, de modo inesperado.
"O quê?" ela pergunta, confusa.
"Você tem outra coruja," ele diz, apontando. A Lily se vira. Com certeza, uma grande coruja está apoiada no peitoril. A massagem no ombro, intoxicavelmente delicada, pára de forma lamentável.
A Lily mais uma vez vai até a ave, e remove a carta. Ela fica surpresa em ver que não está endereçada a ela. O nome James Potter está escrito em forma de rabiscos, na frente, com tinta vermelha. A Lily a coloca, virada para baixo, em uma pequena mesa próxima a parede, próxima a entrada.
"Você não vai ler?"
"Eu vou falar com o Dumbledore primeiro, para pedir permissão para trabalhar nos fins de semana."
"Certo. Te vejo no jantar, então?"
"E me submeter a indignidade de ser incomodada por todas aquelas promotoras das fofocas, no Salão Principal? Não, muito obrigada. Eu vou acordar cedo amanhã e ter um grande café da manhã."
"Tem certeza? Eu posso te trazer alguma coisa..."
"Não se preocupe… Eu não estou com fome mesmo..."
Eles seguem caminhos diferentes no retrato, ele seguindo para o Salão Principal, e ela para o escritório do Dumbledore. Enquanto ela sobe escada após escada, ela faz o possível para ordenar os pensamentos dela. Nenhum dos quais (para o horror dela) são relacionados ao trabalho da Ordem, ou algo igualmente importante. Não, o assunto dos pensamentos desordenados dela é claro que são o James 'o imbecil' Potter, a sua estúpida capa da invisibilidade, e as ações que ela esconde.
'Por que ele fez aquilo? Por quê?' Ela está com raiva dele e dela mesma. Ele está confundindo ela. O que ele quis dizer com aquilo? Ele sabe como que aquilo afetou ela? Por que ele sempre fica mais ousado quando ele está embaixo da capa? Primeiro, com a alça do sutiã, e então ele coloca o braço dele em volta dela, e então segura a mão dela, e agora essa massagem pavorosa (e deliciosa)…
Ela não agüenta mais. Ela é humana, não uma gárgula. Ela pode ficar louca com toda a frustração reprimida, como qualquer pessoa ficaria… Ela faz uma nota mental que ela vai esconder aquela maldita capa. Então, ela se lembra de como ela costuma esquecer as notas mentais dela, e faz uma outra nota mental para não esquecer. Maldito seja ele, e aquela maldita capa.
Já no quarto da Monitora Chefe, o James pensa que isso é verdade, ele se sente mais poderoso embaixo da capa. Intocável… até mesmo, invencível. Embaixo da capa ele se sente como se pudesse fazer coisas que ele normalmente não faria. Ficar invisível faz ele se sentir… quase que como um fantasma, inalcançável, e que as ações dele, de alguma forma, não sejam reais… enquanto ele estivesse embaixo da capa, não conta… porque ele não está realmente ali...
Exceto que ele estava realmente ali, e a Lily sabia que ele estava ali. De agora em diante, ele decide, ele não vai fazer nada embaixo da capa, que ele não faria se não a estivesse vestindo.
Agora, isso significa que ele vai parar com essas ações, ou simplesmente vai continuar sem a capa?…
O James remove a dita capa, e abre a carta. É do Moody, mas não é uma carta oficial do ministério. O James olha rapidamente a carta, antes de colocá-la no bolso dele. Ele olha para o relógio dele. Ele vai ter que contar para a Evans depois da alimentação do anoitecer, porque não parece que ele vai ter muito tempo para fazer isso antes.
"Você está quase atrasada," o James finge advertir, quando a Lily entra de volta na sala comunal dela, depois de conversar com o Dumbledore. A conversa durou mais do que ela esperava…
"Quase. Vamos então." Ela diz, estendendo a mão dela, esperando que ele entregue a capa para ela. Tendo vestido a capa do mal (ela se lembra que ela não está satisfeita com essa coisa, e faz uma nota mental para escondê-la do James), eles saem para a cabana do Hagrid.
Como a Lily e o James haviam suspeitado, o Hagrid ouviu sobre os eventos da tarde e não está satisfeito. Por sorte, o Hagrid começa a gritar na mesma hora. Foi sorte, porque a Lily não teve a chance de se sentar para alimentar o Mercúrio antes dos gritos do meio gigante assustarem ele, e que ele pisasse na Lily de novo.
"James Potter, se você sabia que ela estava com Comensais da Morte, você deveria ter dito para ela! Em vez de usá-la assim! Ela não é um peão em um jogo de xadrez, ela é sua aluna! Você deveria protegê-la, e tudo que você aparenta fazer, é colocá-la em perigo!" Rosna o Hagrid.
"Hagrid, eu sabia que eles eram Comensais da Morte. O Potter me disse." A Lily defende o James. O Hagrid se vira para ela e grita mais.
"Você sabia! Você sabia e não me contou!"
"Ela não queria que você se preocupasse, Hagrid..." diz o James, fazendo com que o gigante voltasse para ele.
"Você deveria ter feito algo para impedir ela! Se vocês dois sabiam que eles eram Comensais da Morte..."
Para a surpresa completa da Monitora Chefe, e do meio gigante, o James começa a rir.
"Você acha que eu tive qualquer opinião nisso?" ele diz, depois de se acalmar. "Eu aprendi, do jeito difícil, que é impossível convencer a Evans de fazer algo, quando ela enfia na cabeça dela que tem que fazer outra coisa… Ela fica batendo na minha cabeça, com o som da razão, até eu ficar muito confuso, para aceitar qualquer outra idéia, exceto a dela… Ela não é uma criança que eu possa dizer o que ela pode, ou não fazer, Hagrid." O James rir levemente. "Desculpa te dizer, mas a sua Evanszinha está crescida."
"Ah, James, olha só o que você fez," diz a Lily, tirando um lenço do casaco dela, e aumentando-o cinco vezes do tamanho normal. Ela o entrega para o meio-gigante.
"Ele está certo..." chora o Hagrid. A Lily bate nas costas dele, o confortando, enquanto ela pondera o que o Potter disse. A reação imediata dela é ficar satisfeita, mas quanto mais ela pensa sobre isso, mais confusa ela fica.
Vendo que, provavelmente os gritos acabaram, a Lily volta para o Mercúrio, para alimentá-lo, enquanto ela cantarola e o acaricia. "Você está ficando grande, cariad (a/n). Logo você não vai mais precisar de mim…"
O Mercúrio está muito ocupado comendo para responder apropriadamente, então ele simplesmente faz um tipo de um som amável. A Lily sorri, e continua a cantarolar. Ele termina a comida dele, antes que o James a levante, dizendo que eles precisam voltar para o castelo. A Lily não vê exatamente o porque, mas ela concorda e vai com ele.
"Quer passar na cozinha?"
"Não particularmente. Não estou com muita fome."
"A duas semanas atrás, você estava faminta o tempo todo, e agora… bem, você não comeu nada o dia inteiro, e você não reclamou nenhuma vez. Isso não pode ser saudável."
A Lily pensa sobre isso, e decide que é uma dedução justa, então ela vai com ele para a cozinha.
"Olha, Evans. Eu tinha um motivo para te trazer para longe do Hagrid. Tem algo que eu preciso discutir com você. Eu recebi uma carta do Moody."
"Aqui não, James."
"Por que não?"
"Os elfos domésticos..." ela sussurra no ouvido dele.
"E?"
"A Poppy responde para você, certo?" ela diz, mantendo a voz dela baixa, para que nenhum elfo possa ouví-la.
"Bom, ela é uma elfa doméstica de Hogwarts, mas ela responde à mim, sim." Responde o James, também abaixando o tom de voz.
"E quantos outros elfos domésticos, podem também servir mais do que somente Hogwarts?" ela pergunta sutilmente. O James pigarreia.
"Sim, certo, nós vamos conversar mais tarde então..."
Duas tigelas de sopa, três pãezinhos, e quase que uma galinha inteira depois, a Lily e o James saem da cozinha, para continuar a discussão deles na privacidade da sala comunal dela.
"O Moody quer ter uma reunião em particular," explica o James, entregando a carta para ela. Eles se sentam no sofá da Lily, e o James aumenta a intensidade do fogo na lareira. Ela lê a carta, enquanto o James continua. "Eu acho que ele suspeita que você teve um pouco mais de participação do que você está demonstrando..."
"O que é inteiramente verdade."
"Você não precisa esconder nada do Moody, Evans. É melhor se ele souber a verdade. Ele não é exatamente um legilimente, mas ele pode dizer quando estão mentindo para ele. Nós podemos contar tudo para o Moody, e deixar que ele edite isso como ele quiser, para colocar no registro 'oficial'."
"Você diz registro oficial como se fosse uma piada."
"Realmente é, de algum jeito… Veja só, nós não sabemos quem no ministério está ao lado do Lorde das Trevas. Nós não achamos que o Crouch, o chefe do Moody, o chefe do setor de aplicação das leis Mágicas, é um bruxo das trevas, mas o que quer que seja colocado no registro oficial pode ser lido por quase todos os oficiais do ministério, você entende?"
"É realmente tão ruim assim?"
"Pior. Nós estimamos que 15 porcento dos oficiais do ministério estão sobre o controle de você-sabe-quem. Não necessariamente os Comensais da Morte… mas ou são coagidos, ou estão sobre a maldição Imperius, para fazer as ordens do lorde das trevas."
"Essa é uma estatística bem assustadora."
"O Profeta também… É somente uma questão de tempo, antes que ele se transforme completamente no Diário dos Comensais da Morte..."
"Bom, isso eu poderia ter adivinhado..." diz a Lily, se reclinando no sofá, e fechando os olhos. "Então, você acha que vai piorar, antes de melhorar?"
"Honestamente? Sim. Pelo o que eu ouvi, você-sabe-quem está expandindo a influência dele o tempo todo. Mesmo nos outros países, com criaturas estrangeiras, e bruxos, sendo recrutados. Nós tivemos casos de ataques de gigantes. Gigantes, que nem mesmo vivem na Inglaterra."
"Eu sei," ela diz sonolenta.
"E tem mais e mais ataques. Mais e mais pessoas estão tirando os filhos de Hogwarts. Depois de hoje você pode ter certeza que vão ter mais retiradas. Os curandeiros do St. Mungus estão sobrecarregados com o aumento assustador de pacientes… Sim, eu acho que com certeza vai piorar antes de melhorar… Evans?"
Ela finge cair no sono, e o James obviamente pensa que ela adormeceu.
"Merlin, não é exatamente a melhor história de dormir..." ele sussurra para si mesmo. "Isso vai dar pesadelos em qualquer pessoa..." Ele acaricia a cabeça dela, antes de sair dizendo, "Boa noite, Evans. Você foi brilhante." e sai.
A Lily fingiu dormir de propósito, encima da capa, forçando o James sair sem ela. Isso foi não somente para deprivá-lo da capa, para que ele não possa fazer nada tão irritante (e maravilhoso) como uma massagem invisível, mas também para que ela tenha uma forma de fugir para a torre da astronomia sem ser vista.
Sim, ela é a Monitora Chefe, e ela não tem a hora de recolher, como o resto dos alunos têm, mas ela prefere não ser vista mesmo assim. Ela não está no ânimo de responder qualquer pergunta. Ela somente quer conversar com o Sirius Black, esse homem fantasma que, de alguma forma tem um papel importante da vida dela, sem ao menos ter feito uma aparição.
Quando ele sai, ela pensa que está realmente arriscada a cair no sono. Ela não consegue manter os olhos abertos. Ela não ousa cancelar com o Sirius, então, em 20 minutos para a meia-noite, ela toma três goles da última criação dela. Ela vai ficar bem acordada pelo resto da noite.
O James entra para ter a certeza que ela não vai dormir na alimentação da meia-noite, mas ela já saiu para ir ao Hagrid. Ele decide não esperar por ela. Ela precisa dormir. Ele também, para falar a verdade. Com esse pensamento nobre em mente, ele volta para o quarto dele, e vai para a cama. Ele cai no sono facilmente, sabendo que todas as ameaças imediatas da Lily estão solucionadas…
A 12:45 a Lily entra na torre da astronomia. Ela abre a grande porta de madeira, entra e fecha a porta.
"Lily..."
A Lily se assusta completamente, e vira. Ela sabe que é o Sirius Black, antes mesmo de ela ver ele, mas saber esse fato não a prepara para a visão que encontra os olhos dela, quando ela o vê.
Ela era uma garota de apenas 12 anos quando ela o viu propriamente na última vez. Os olhos dela, mais maduros, podem apreciar a forma impressionante dele. Ela o viu pelo espelho duas vezes, mas só pega o rosto dele, e não dá nenhum crédito, aonde o crédito é necessário. O cabelo dele, o porte dele, a atitude dele, tudo dele… É quase devastador. A respiração da Lily fica presa no peito dela, e ela mal consegue respirar ao vê-lo, o esplendor dele é muito desarmador...
"Sirius Black..." ela finalmente sussurra, recuperando a respiração.
"Desculpa, eu não queria te assustar..." ele diz, se aproximando dela preocupadamente, tomando o susto dela, e o olhar assustado dela, de alarme em vez de fascinação respeitosa.
"Não, está tudo bem..." Ela diz, se acalmando. "Eu só não estava te esperando até 1..."
"Eu estou aqui desde a meia-noite..."
"Desculpa, eu tive que alimentar…"
"O Mercúrio, eu sei. Eu só pensei que seria mais agradável esperar aqui do que… bem, em outro lugar qualquer, eu acho. Eu pude te ver daqui. Se você ficar na beirada você pode ver a cabana do Hagrid… embora por pouco."
"Eu sei..." ela diz. A Lily está surpresa. Ela estava esperando esperteza barata, e talvez algumas frases indiretas, mas criativas. Em vez disso, ele está tranqüilo, como se a chegada dela tivesse interrompido algum tipo de meditação profunda, que ele ainda não saiu por completo.
Tem um momento de silêncio, com ambos incertos do que dizer, mas perfeitamente contentes em não falar nada.
"O James me contou sobre essa tarde..." ele finalmente começa.
"E?"
"E isso é o que acontece quando você namora um Sonserino, em vez de mim..." ele diz, balançando as sobrancelhas, atuando de acordo com as expectativas dela.
"Sirius..."
"Não, eu estou brincando. Foi uma coisa muito corajosa que você fez hoje. Eu aposto que o ministério está agradecido."
"Eles não estão..."
"O quê?"
"Eu não pude contar para eles que eu estava consciente do plano, sem expor o James. Eu não devo saber que ele é um auror, sabia. Então eu tive que bancar a burra, dizendo 'O Professor Potter apareceu estar no lugar certo, na hora certa, graças a Merlin… blah blah blah.'"
"Bom, foi bravo mesmo assim. Pelo menos o Pontas e eu sabemos disso..."
"Isso é o bastante para mim..."
"Somente eu sou o bastante para a maior parte das mulheres."
"Bom, eu não sou a maior parte das mulheres."
"Eu estou mais e mais ciente disso, quanto mais eu conheço você."
"Eu diria que eu sou um pouco demais para a maior parte dos homens."
"Eu também acreditaria nisso… o número de vezes que você aparenta ser colocada em situações de vida ou morte, colocariam cabelos cinzas em qualquer homem."
"E nós não queremos o nosso modelo mais prometedor do Semanário das Bruxas com cabelos brancos agora, não é?"
"Eu não sei, eu acho que uma boa linha cinza me faria bem, me faria parecer mais... Maduro e sofisticado..."
"Sem dúvida. Então, porque modelar? Eu quero dizer, é claro que você é lindo, e você simplesmente grita sex-appeal, mas de alguma forma, você me parece mais um homem que gostaria de estar fazendo algo mais digno." O Sirius sorri loucamente para essa mistura blasé de elogio e criticismo.
"Fazer as bruxas do país ficarem excitadas não é digno?"
"É um objetivo nobre, com certeza, mas eu estava pensando em um tipo diferente de digno..."
O Sirius dá um tipo de risada vazia. "Você sabia, o James e eu, junto com o Remus, éramos os melhores do nosso ano. Todos os três íamos ser aurores… esse era o nosso sonho. O nosso objetivo. É claro que o Aluado sempre disse que eles jamais aceitariam um lobisomem, e ele estava certo. O ministério é tão preconceituoso com essas coisas, e as pessoas deixam de perceber que os lobisomens somente são perigosos em uma noite no mês, mas mesmo assim, o Remus foi rejeitado. E então eu… não sou um lobisomem, mas ainda sou inadequado. Eu sou um Black, sabia."
"Ok, então a Mui Antiga e Nobre Casa dos Blacks são puros-sangue, mas os puro-sangue não são iguais a bruxos das trevas..."
"Não. O ministério contrata vários puro-sangue, ama puros-sangue… em cada setor, exceto para capturar bruxos das trevas..."
"Mas o James é..."
"Ah, sim, mas o velho Pontas não tem um Comensal da Morte como irmão..."
"O quê?"
"Bem, tinha. Ele está morto agora, o Regulus."
"Sirius, meus pêsames."
"Nós nunca fomos muito chegados..."
"Não, eu quero dizer que você foi discriminado por causa da sua família… Isso é muito injusto."
"O Pontas foi o único a ser aceito, no final. Ele tentou que eles me aceitassem, mas não obteve sorte. Naquela época eu já tinha conseguido alguns trabalhos… não que eu precisasse deles. O meu tio me deixou o apartamento dele. Um bom lugar. Com bastante ouro para sobreviver."
"Mas ser forçado a ficar inativo! Com certeza deve ter algo que alguém possa fazer."
"Ser um auror é tudo que eu jamais quis ser. O que resta para mim?" a Lily pensa sobre isso. Ela não pode falar diretamente com o Sirius sobre a Ordem, mas ela pode perguntar o Dumbledore, para deixá-lo participar. E o Remus. Os dois são bruxos muito inteligentes e capazes, a Ordem pode encontrar um objetivo para eles.
"Eu vou pensar em algo, Sirius. Eu prometo. Eu vou conseguir uma oportunidade para você lutar contra os bruxos das trevas..."
"Eu acho que tudo que eu tenho que fazer é seguir você por alguns dias. Você parece atraí-los."
"Eu fico triste em dizer que você não é a primeira pessoa a chegar a essa conclusão. Exceto que você é o único tolo o suficiente a querer ficar por perto. Todo mundo parece querer manter a distância…."
"Desculpa, Lils..."
"Não é culpa sua que eu sou um ímã da Morte."
"Não se chame assim."
"Embora seja a verdade. Sabia… O James me disse que aquele colar possa ter me deixado um pouco mórbida, bem, talvez sim, e talvez seja a maldição falando, mas de alguma forma, eu sinto que o meu propósito na vida é morrer..."
(a/n) cariad - Palavra Welsh, que significa querido, amor.
Já sabem… deixem reviews e eu trabalho rápido. E não se preocupem, a conversa da Lily e do Sirius ainda não acabou, ela vai continuar no próximo capítulo!!
Falando de algo que não é relacionado a história. Foi lançado na semana passada um livro excelente no Brasil. Eu recomendo a todos. Eu já li a história toda em inglês. É a série Twilight, que por enquanto tem três livros: Twilight (traduzido como Crepúsculo no Brasil), New Moon e Eclipse. O quarto vai ser lançado em início de Agosto, e vai se chamar Breaking Dawn. A autora se chama Stephenie Meyer, e é excelente. É a história de uma garota adolescente, chamada Bella Swan, que se apaixona por um vampiro, o Edward Culen. A história é maravilhosa, é ação com romance. Eu primeiro comprei o Twilight e não consegui largar o livro até terminar de ler, em um dia. É excepcional!! Acho que, quando terminar de traduzir essa história, eu vou escrever uma do Twilight… Então quero dar essa dica para vocês… Leiam esse livro maravilhoso, assim que tiverem a oportunidade!! Vocês não vão se arrepender!!
