Grande Homem, Pequena Menina

"But I'm a creep, I'm a weirdo.

What the hell am I doing here?

I don't belong here."

RadioHead – Creep.

Era uma ilha. Com certeza uma ilha. Por algum milagre do destino, ele tinha boiado até lá e, literalmente, encalhado. No primeiro dia, ele abriu os olhos e pensou "Nossa, não morri!". No segundo dia em terra, ele procurou por pessoas que o ajudassem, e não encontrou absolutamente ninguém. Depois de meses, já estava enjoado de solidão. Estava cansado de todos os dias observar a mesma coisa. Cansado de procurar objetos para fazer uma embarcação para sair dali... qualquer coisa que o ajudasse a sair de lá era válido. Ele não agüentava mais aquele lugar. Jack Sparrow não agüentava mais a saudade que sentia de todas as pessoas que conhecia...


Jaquie se revirou na cama em que dormia. Fazia apenas um dia que saíra de casa, e já estava se sentindo desconfortável, mesmo estando no mar, no veleiro de Shawn, com Shawn. Abriu os olhos, sentindo algo estranho no peito.

- O que houve, Jaquie? – Ouviu a voz de Shawn da porta da cabine. Se levantou sobre os ombros, os cabelos negros pesando sobre a cabeça de tão grandes.

- Eu não faço idéia, Shawn... – Jaquie tocou o golfinho em seu peito. Parecia tão roxo... tão depressivo, mas com uma tonalidade rosa no centro. Duas cores? O que significava isso?. – Para onde estamos indo? – Perguntou a moça, sentando-se com os pés fora da cama.

- Sabe minha mãe? – Shawn perguntou.

- Sei.

-Sabe a casa dela?

- Sei... – Jaquie tinha um mal pressentimento.

- Pois é. É pra lá que estamos indo.

- Shawn! Dê meia volta, JÁ!


Lunna acordou sobressaltada, de um sonho que teve. Correu, imediatamente para o quarto dos filhos, e olhou se cada um deles estava bem. Sentou numa cadeira ao lado do berço de Ulrich e pensou em seu sonho...

...:: Aurora, sua boba! Você não consegue pensar não? Ele nunca vai vir, nunca! Ele morreu! Ele nunca vai voltar! – Um menino de olhos negros gritava com sua irmã, que chorava sentada no chão de outono, coberto de folhas secas.

Ele vai voltar sim, seu bobão! – ela gritava como se não houvesse amanhã, as lágrimas se juntando à sujeira de suas bochechas, o que indicava que ela rolara no chão. – Jaquie disse que papai sempre volta. Que ele vai voltar!

Jaquie é muito burra! – o menino voltou a gritar.

A Jaquie conheceu papai! – a menina pulou em cima do menino e começou a batê-lo, e Lunna viu a si própria, só que mais velha, separando as duas crianças, que choravam ao mesmo tempo.:::...

- Então... eu tive uma visão deles dois... – Lunna falou consigo própria. Pensava e repensava o porquê de ter tido essa visão, e o porquê dela ser importante. Não havia razão... não havia... a não ser que Jaqueline estivesse certa quando disse que Jack não havia morrido... A morena levantou os olhos para a janela a sua frente, que iluminava seus olhos. Um azul e o outro castanho. Do azul caiu uma límpida lágrima. Lágrima de saudade. – Espero que você tenha razão, Jaqueline... Não agüento mais essa espera...

Continua...


N/A.: Certo, certo, certo... não tem justificativa pra o que eu fiz... mas não conseguia pensar em nada pra colocar nesse cap... agora chegou! Ficou meio sem nexo, mas depois a história se ajeita... como sempre!

Espero que continuem lendo... sei que sou uma autora desnaturada que esquece de seus leitores, podem bater em mim... sei que mereço... vocês terão mais justificativas no futuro... mas... bem, vou indo agora!

Beijos à todos! Com carinho, PollyPolly. ;)