PORCELANA
Sinopse: Quando ela entrou na clínica psiquiátrica nunca imaginou apaixonar-se por um paciente, que cuida dela como sua boneca de porcelana. Será mais forte o amor, doçura e paciência do que os traumas e problemas?
Disclaimer: A história pertence a Kira, os personagens a Stephenie, e a mim somente a tradução.
Capítulo 29 – Passado, presente, futuro
Pouco a pouco fui soltando-me de seus braços, o silêncio nos envolveu enquanto nossos olhares seguiam tratadas em nós. Em seus olhos podia ver a resignação, que sentia e em sua pequeno sorriso notava que tentava esconder-me o incomodo.
Irônico, não?
Ele querendo me reconfortar-me. Sendo eu quem devia lhe dar carinho, quem fosse seu suporte nos momentos de menos esperança.
Ele tomou meu rosto entre suas mãos de maneira delicada.
- Não fique triste – sussurrou enquanto acariciava minha bochecha esquerda. – Amei esse dia, só pelo fato de estar com você – suspirei de gosto por suas palavras.
- Eu também amei estar com você, Edward. Eu desejaria que este dia nunca terminasse, que não tivesse que voltar. Que pudesse ficar comigo – solucei sem querer, não queria estragar a sua felicidade, mas não podia esconder o que sentia nesse momento.
- Shh, não chore – me acalmou enquanto voltava a enterrar-me entre seus braços.
Sem dar-me conta voltamos ao principio, não podíamos nos afastar, não queríamos ir. Mas a realidade nos chamava e não havia forma de escapar.
- Me perdoe, o menos que queria era começar a chorar como uma menina – sussurrei com tristeza desde seu peito.
- Não se desculpe – disse beijando meu cabelo com doçura. Me deixou entre seus braços por uns minutos a mais, até que uma vez mais nos soltamos.
Em silêncio antes pelo meu pequeno apartamento guardando todas as coisas e pegando o que levaria.
Pegue a minha bolsa estava na mesa de jantar e em seguida, observei o pequeno pacote embrulhado em papel azul. Era o presente que Carlisle tinha lhe dado pela manhã.
Eu não tinha aberto.
Andei até a sala com ele.
- Edward – o chamei enquanto me sentava junto a ele no sofá – Você não abriu – comentei colocando em seu colo.
- Sei o que é – respondeu com tom neutro.
- Sabe? – perguntei confusa.
- Carlisle me disse.
Fiquei em silêncio, esperando que dissesse mais.
Não o fez.
- Por que te disse? O que é? – perguntei curiosa.
- Pois... – hesitou um pouco.
- Esta bem se não quiser me contar – comentei enquanto começava a ficar de pé.
Ele me pegou pelo pulso e me fez sentar.
- É um caderno de desenho – ele disse sem desviar o olhar do pacote.
Não perguntei nada, esperei que ele quisesse dizer-me algo.
- Era da minha mãe. Carlisle pensou que me dizendo o que era eu estaria preparado e minha reação não seria tão desastrosa.
Entendia o ponto de Carlisle. Muito inteligente da sua parte.
- Por que você não abre? – Eu arrisquei a perguntar.
- Não sei. Simplesmente não tive numa chance – comentou enquanto começou a rasgar com suavidade o papel azul enrolado no caderno.
Quando estava livre da embalagem encontramos um caderno um pouco antigo.
Edward o contemplava em silêncio.
Ele abriu a capa e observou com ternura o primeiro esboço. Era uma bela floresta e entre as árvores se podiam ver veados.
Os primeiros esboços foram todas as imagens de florestas.
Eram todos muito bonitos, mas pra mim monótono vê-los. Mas Edward os observava fascinado assim que não me atrevia a comentar nada. Nem positivo nem negativo.
Essa era uma outra maneira de estar perto de sua mãe. Provavelmente, esse tinha sido o objetivo de Carlisle ao lhe dar. Uma parte dela, algo que compartilhava com Edward. O desenho.
Logo a paisagem terminou dando lugar ao desenho de retratos de pessoas. Um jovem Carlisle começava a lista. Era um trabalho muito bom, mas o mais surpreendente era que se sentia certo calor ao observar.
Edward passou para a imagem seguinte e a seguinte e a seguinte. A maioria das pessoas desconhecidas para nós. Pelo menos eram até que vimos um dos últimos retratos.
O pai de Edward.
Foi um belo retrato, não tinha economizado nos detalhes como em alguns dos anteriores. Podia ver claramente seu rosto, seu nariz cinzelado, seu queixo forte e não podia faltar esse olhar sonhador que tínhamos visto em suas fotografias. Um olhar cheio de amor.
Ele sorriu imperceptivelmente e mudou a página, só para encontrar um bocejo. A silhueta de um rosto, um menino, poderia adivinhar.
Notei que os olhos de Edward lacrimejaram um pouco.
Voltei a olhar até o retrato e me dei conta do porque. Tinha uma note no pé da página.
Meu Principezinho.
Era ele.
- Lembro disso – o escutei sussurrar – Ela queria me desenhar, mas eu não ficava suficientemente quieto para fazê-lo. Me repreendia por isso e logo me deixava sair para jogar – riu suavemente diante a lembrança.
Entrelacei sua mão com a minha e beijei o dorso dessa.
Lembranças de sua mãe.
Um bom presente para ele.
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Sentei em um dos bancos do jardim. Esperava que Edward saísse de sua sessão com Carlisle.
Depois do dia do seu aniversario as sessões se tornaram maiores que o habitual. Não me disse nada, mas achava que era algo bom, que falassem mais, já não tinha os medicamentos, pelo menos não os regulares; tudo isso me fazia sentir melhor, ainda mais esperançosa.
- Você escapou.
Me sobressaltei ao ouvir a voz de Demetri atrás de mim.
- Só espero – respondi sem virar-me.
- Eu posso te acompanhar enquanto espera?
Fui para o lado, em um convite silencioso para que se sentasse.
- O que foi?
- Sue está mau humor e tentei fugir por um momento.
- De mau humor? Por quê?
- Dizem que o Dr. Cullen quer fazer com que tome férias e ela se recusa. Ainda que todos sabemos que no final vai tirar suas férias. – riu.
- Mas será bom umas férias, não? Ela merece.
- Isso é o que o Dr. Cullen diz, mas ela acha que o hospital virá abaixo sem ela, o que pode ser verdade, mas tem que correr os riscos.
- Eu não vejo o problema.
- Talvez você não, mas todos os que trabalham em diferentes alas sim. Ela é a coordenadora de todos nós. O hospital não poderia funcionar sem ela e seria difícil achar alguém para substituí-la. – Você poderia ver respeito na voz de Demetri quando falava de Sue - Embora sempre chama a minha atenção como se eu fosse uma criança.
Eu ri do seu comentário.
- É melhor eu ir antes que ela me pegue falando dela.
E com isso ele correu em direção à entrada.
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A noite caiu rapidamente e logo Edward e eu estávamos prontos para dormir.
- Descanse – disse enquanto depositava um beijo na minha testa e me tomou em seus braços.
- Doces sonhos – lhe desejei enquanto me acomodava. Eu fechei meus olhos e me preparei para dormir.
Cinco minutos depois, meu telefone estava tocando. Relutantemente me separei de Edward e o busquei no quarto.
- Al...
- Bella! – não esperou meu cumprimento.
- O que aconteceu? - Perguntei alarmada.
- Está aqui e não quer ir! – o coração desceu para os pés.
- Quem?
- Jasper! Está fora do meu apartamento e disse que não vai embora sem falar comigo.
A minha preocupação caiu instantaneamente.
- E por que não fala com ele? - Pergunte como se fosse o mais simples do mundo.
- Não tenho nada para falar com ele.
- Bem, você pode acha isso. Mas ele não.
- Não me diga que você está do lado dele.
- Eu não estou do lado de ninguém. Só te peço que seja justa. Já passou do tempo para que o pensasse bem, agora pode falar com a cabeça fria.
A escutei bufar.
- Você não sabe...
- Se eu sei, e é por isso que me atrevo a pedir, escute-o e depois decida, mas deixe-o falar.
- Eu vou fazer isso porque ... porque você me pediu.
- E o que é o certo – acrescentei como se tivesse ensinando uma lição a uma criança.
- E porque é certo – repetiu cansada.
- E porque ainda o ama. – voltei a acrescentar.
- E porque... – se cortou antes que terminasse a frase – Não estou certa da última parte.
- Talvez falta falar com ele para ter certeza – aconselhei – Já não o torture tanto e abra a porta.
- Correto.
- Só mais uma coisa. Por favor, não volte a me assustar assim, pensei que estava sendo perseguida por um assassino ou algo assim.
- Sim. mmm, desculpe por isso.
- Ok, mulher agora vai abrir a porta.
- Tchau.
- Boa noite – cantarolei e terminei a chamada.
- O que aconteceu? – Edward perguntou preocupado.
- Probleminhas, não se assuste – sorri enquanto voltava a me acomodar na cama para voltar a dormir.
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- Então é verdade
- Sim, a fizeram tomar féras. – Ângela respondeu. – O doutor a fez aceitar. Foi divertido ouvir a discussão.
Eu ri baixinho.
- Acho que sim.
- Bem, eu vim aqui para dizer que o Dr. Cullen quer falar com você.
- Está bem, vou em um momento.
Angela se despediu de Edward com um aceno e afastou-se da mesa que estávamos ocupando.
- Alguma idéia de por que precisa falar comigo?
- Nenhuma. – respondeu enquanto jogava com os restos de sua comida.
- Bem, voltarei em um momento – disse enquanto me levantava e fui para o escritório de Carlisle.
Entre no escritório timidamente, com a idéia de que ele meesperava.
- Bella entre – Carlisle pediu.
- Angela me disse que tinha que falar comigo.
- Sim. Primeiramente gostaria de dizer o quão gratos estamos, Esme e eu com você, por tudo o que fez por Edward, nós sabemos que tem sido um grande sacrifício de sua parte de muitas maneiras.
- Doutor, não, nunca foi um sacrifício para mim.
- E precisamente isso é pelo o que agradeço. Que não o veja dessa maneira. Agora, passando isso quero falar das suas novas obrigações que terá na ala de mulheres.
- Como? - O que foi que ele quis dizer? – Eu não posso trabalhar na ala das mulheres, eu me encarrego de Edward, só dele. Você me disse no primeiro dia.
- Eu me lembro claramente. Mas creio que já não poderá ser a enfermeira Edward.
- O quê? Por quê? – Perguntei com a voz trêmula – É por que estamos juntos? É por que eu o amo?
- Isabella, se acalme não é por isso...
- Então?
- Tranquila. Deixará de ser enfermeira de Edward, porque ele vai sair deixar este lugar na próxima semana. – Terminou com um sorriso tranquilizador.
Eu não podia acreditar no que me dizia. Eu podia sentir as lágrimas de felicidade derramando por minhas bochechas.
Edward finalmente sairá. Finalmente poderia começar a ter uma vida normal fora desse lugar.
Eu só esperava ter um lugar na sua nova vida.
SPOILER CAPÍTULO 30
Carlisle estacionou em frente ao cemitério da cidade.
- Edward ... – murmurei ao entender o que faríamos.
- Vamos – se limitou a dizer enquanto descíamos do carro.
Carlisle caminhou à nossa frente, enquanto eu tomava a mão de Edward para caminharmos.
Finalmente chegamos a uma pequena colina no final do cemitério.
- Aqui está – o escutei murmurar. Ele soltou minha mão e caminhou em direção as duas sepulturas solitárias sobre a colina. Caminhei alguns passos atrás dele. Perto o suficiente para saber que estava ali, e com a distância suficiente para que ele pudesse se sentir confortável. Carlisle ficou em pé em frente a colina.
- Mamãe, papai. Oi – murmurou com a voz embargada. - Desculpe por não ter vindo antes – ele caiu de joelhos em frente do túmulo, derramando lágrimas. Eu queria chegar perto para consolá-lo, mas senti que devia fazer isso antes de qualquer coisa.
Carlisle observava com tristeza desde o seu lugar. Sabia que para ele também era um momento difícil.
Capítulo fofo, mas e a surpresa no final GEEENTE que amor ele vai saiiiiiiiiiiir x3
AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH! TODS SURTA COMIGO *_*
Enfim, obrigada pelos comentários e até amanhã que termino os capítulos da maratona =)
Bjs
xx
