A estação de King's Cross estava apinhada de gente, e não foi difícil Severo e Lupin se misturarem a multidão que se distribuía pelas diversas plataformas. Harry tomou sua posição perto do letreiro da plataforma 4. Severo procurava o melhor ângulo para ficar a espreita, sentia-se terrivelmente ridículo vestido com jeans e blusa escuras... pelo menos a capa mantinha seu aspecto normal. Passavam um pouco das sete horas quando Rufo surgiu na plataforma segurando Luna pelos braços. Harry se inquietou um pouco, colocando as mãos nos bolsos de seu jeans e segurou as cartas em suas mãos. Não demorou muito para o Ministro vencer a distância que os separava. Durante alguns minutos se encaram e o olhar do rapaz desviou para Luna, que lhe sorriu timidamente.
― Solte-a, Rufo – exigiu Harry. – Eu só lhe darei as cartas quando a vir em segurança.
― Quero ver as cartas primeiro – rebateu Scrimgeour apertando seus dedos sobre os braços da moça. – Ande, Potter, mostre-as.
― Aqui estão – disse exibindo dois envelopes amarelados entre os dedos. – Agora, deixe-a ir.
― Abra-os – ordenou Rufo. Harry fez o que o Ministro pedia, mostrando-lhe os dois pergaminhos que havia dentro do envelope.
― Satisfeito? – perguntou mordaz.
― Sim – murmurou soltando o braço de Luna.
Luna o olhou, mas Harry apenas meneou a cabeça mandando-a seguir em frente, e a viu atravessar a multidão. Virou-se para encarar Rufo, os olhos dele brilhavam de satisfação, e o rapaz estendeu-lhe as cartas.
Anne atravessou a multidão trôpega, sentia-se mal, o efeito da poção deveria estar passando, enfim voltaria a sua condição habitual. Seus pensamentos giravam em sua mente, quando um braço forte a agarrou puxando para trás de uma pilastra. Seus olhos se arregalaram ao ver o par de olhos pretos a fitando intensamente – Aquele devia ser o tal de Snape, reconheceu pelos cabelos pretos e o ar frio e distante... Sim, lembrava-se de tê-lo visto em alguma foto – pensou, mas não teve tempo de falar, os lábios dele capturaram os dela avidamente.
Não era toda hora que era beijada daquela forma maravilhosa, quente e arrebatadora, deixou-se levar pela doce sensação que lhe percorreu o corpo. Infelizmente o encantamento não demorou, da mesma forma que a tomou, ele a deixou, e encarou-a em pretos cintilantes. A mão dele fechou sobre seu pulso, torcendo-o, e Anne se viu prensada na parede atrás de si.
― Quem é você? – rosnou perto do rosto dela.
― Uma amiga – respondeu baixo, a dor invadindo sua alma.
― Uma amiga? – seu tom era mordaz. – Onde está Luna?
― Em Hampshire – respondeu, as lágrimas começando a brotar-lhe nos olhos. – Por favor, me solte, eu tenho algo que talvez o faça acreditar em mim.
― Não costumo acreditar em ninguém que finge ser o que não é – disse-lhe ameaçador -, muito menos alguém que usa polissuco, senhorita.
― Acha mesmo que foi minha a idéia de me parecer com ela? – encarou-o em azuis desafiadores. – Achei que fosse mais inteligente, Sr. Snape.
― Solte-a, Severo – ordenou a voz masculina ao seu lado. – Por que a está machucando desse jeito?
― Ela não é ela, Remo – respondeu confuso, largando-a abruptamente. – Onde está Harry? – seu olhar se tornou escuro.
― Eu o vi deixando a plataforma e vim para cá – respondeu Lupin.
― Tome conta dela, Remo – ordenou Snape – Parece que o nosso amigo Ministro não é nem um pouco burro.
Severo tomou a direção da plataforma 4, os passos firmes e apressados. Merda! – pensava – Tudo deu errado! Seus olhos vasculhavam a multidão a sua volta, não havia nenhum sinal do rapaz. Percorreu o caminho até a entrada da estação, e nada. Contornou o prédio, a capa enfurnando atrás de si, e num recôncavo da parede vislumbrou um vulto de um corpo caído no chão. Seu coração acelerou junto com seus passos, ao chegar próximo pôde ver o corpo de Harry caído no chão. Abaixou-se, tomando-lhe o pulso, estava vivo, percorreu o corpo do filho com o olhar a procura de alguma escoriação, mas tudo o que achou foi um pedaço de pergaminho sobre o pullover do rapaz, onde se lia: "Você arrisca demais, essa é apenas uma mostra do que pode acontecer à srta. Lovegood se tentar encontrá-la... Espero que o seu filho sobreviva. Atenciosamente, R.S". Amassou o pergaminho, atirando-o longe e tomou o corpo de Harry nos braços. Refez o caminho de volta até a estação. Por Merlin, mato Rufo Scrimgeour nem que essa seja a última coisa que faço!
Os olhos cinzas acompanhavam cada movimento dos dois homens a sua frente, desde que chegaram naquela casa tudo o que vira do sofá onde a fizeram sentar era um corre-corre imenso e uma profusão de cabelos ruivos que passavam por ela a todo instante. Evidentemente, o rapaz que ela havia identificado como Harry Potter, o grande salvador do mundo bruxo, estava bem debilitado, e até onde entendera também, a culpa era do maldito Ministro. Não sabia cuidar de enfermos, não sabia controlar sua magia muito bem, às vezes se achava tão estranha, só usava a varinha para coisas triviais, não se julgava realmente uma grande bruxa. Estava absorta nestes pensamentos, quando um homem de aparência cansada sentou-se ao seu lado e sorriu-lhe bondosamente.― Ele vai ficar bom – disse gentilmente. – Agora, vamos a você... Como se chama?
― Anne – balbuciou. – Anne Darcy.
― Srta. Darcy, parece-me que se envolveu nisso sem querer – continuou com a voz suave -, entretanto, creio que conheceu a srta. Lovegood?
― Sim – disse com cuidado -, eu a conheci e para ajudá-la, aceitei seguir com o plano do Ministro.
― Entendo – o cenho se Lupin tornou-se preocupado. – Tem alguma idéia se onde a srta. Lovegood está?
― Certamente, eu consegui arrancar a localização do homem que me contratou - sorriu sem jeito.
― Rufo pagou para que você tomasse polissuco? – os olhos de Lupin se arregalaram com a idéia.
― Dez galeões – afirmou Anne -, mas eu não sabia que era polissuco o que havia no frasco, senhor... -deixou a frase inacabada esperando que ele a completasse.
― Remo – completou Snape friamente –, o nome dele é Remo Lupin. Posso saber o que tinha para me dar que era tão importante e, supostamente, me faria acreditar na srta.? – continuou, arqueando a sobrancelha.
― Isso – passou às mãos dele o objeto pequeno que Luna havia lhe dado.
Snape segurou o anel entre os dedos, comprimindo-o de encontro a sua carne, enquanto controlava sua raiva e decepção. Sabia que Luna só mandaria aquele anel para ele se fosse para lhe dar um recado, mas intimamente, aquilo o fazia lembrar do quanto a esposa lhe fazia falta, e Merlin sabia como doía a ausência daqueles olhos azuis. Uma vez mais se controlou, evitando olhar para Lupin.
― Você disse Hampshire? – falou seco, guardando o anel nas vestes.
― Na realidade é em Southampton – explicou Anne –, que foi recentemente emancipado.
― Gosta de política, srta, Darcy? – perguntou Snape sarcasticamente.
― Gosto um pouco de tudo – rebateu a moça.
― Bom, o que faremos? – interrompeu Lupin.
― Eu vou atrás de Luna – respondeu Snape calmamente -, aquele homem pode fazer qualquer coisa contra ela. Não vou permitir isso.
― Ela está numa casa chamada Bell's Place – disse Anne -, e foi trancada nas masmorras, ou seja lá como chamam aquilo.
― Eu vou com você, Severo – disse Lupin se levantando.
― Não - os olhos pretos o encararam como escuros e frios –, você fica, e cuida de Harry para mim – e desviando o olhar para Anne –, e dela também, se eu voltar com Luna, e Rufo sobreviver, ele estará muito encrencado.
Lupin assentiu levemente com a cabeça e Snape saiu da Toca, enfurnando atrás de si a capa. Os olhos de Anne se voltaram para Lupin.
― Ele sempre faz saídas dramáticas? – perguntou com um sorriso nos lábios.
― Sempre – respondeu Lupin, encarando-a e vendo a srta. Darcy corar. Ela parecia mais com Luna do que poderia pretender, até mesmo antes de tomar a poção.
O dia começava a amanhecer, os raios alaranjados salpicavam os gramados das casas simetricamente iguais do condado de Southampton. Uma figura escura atravessava as ruas com passos largos, as mãos crispadas sobre o objeto de madeira dentro das vestes, os olhos presos naquilo que não via. Seu rosto vinha riscado de dor e ódio, cada linha de expressão exibia os sentimentos que latejavam em suas veias, tornando-o cada vez mais impassível. Sua mente vagava entre suas memórias. O rosto de Luna lhe sorrindo, os olhos azuis que sempre lhe mostravam a verdade, a boca que lhe roubava toda a sanidade, tudo nela parecia perfeito demais para existir, mas existia, e era seu. Snape parou em frente aos largos portões da propriedade. Que Merlin perdoe meus últimos erros... – pensou antes de apontar a varinha para o portão e explodir a tranca. Atravessou silenciosamente os gramados, era realmente incrível que algum bruxo, principalmente ele sendo um Ministro, se preocupasse tão pouco com sua segurança. Aparentemente, Rufo não se importara em proteger a propriedade com os feitiços de praxe, usado por muitos. Entretanto, Snape ponderava consigo mesmo que essa não era a resposta para a facilidade com que estava entrando na casa. Tinha certeza que cada passo que dava o levava direto para uma armadilha. Já havia atravessado toda a extensão dos jardins e parou em frente à porta dupla de madeira entalhada, não recuaria, não abriria mão de Luna... A porta abriu num convite mudo.
Todas suas dúvidas ficaram do lado de fora, definitivamente era esperado. O salão principal estava vazio, entretanto, aquecido pela lareira acesa de onde vinha um estalido seco da madeira. Um cheiro doce de fumo de cachimbo invadiu-lhe o olfato, e Snape o seguiu. Entrou no corredor ao lado de uma armadura medieval, percorrendo-o até encontrar a porta entreaberta por onde uma réstia de luz saía iluminando aquela parte do corredor. A varinha estava em sua mão direita, empunhada, enquanto erguia a outra para empurrar a porta. A atmosfera lá dentro estava impregnada com aquele cheiro doce e fumaça, e em meio a ela, Snape reconheceu a figura de Scrimgeour.
― Achei que fosse demorar mais um pouco, Sr. Snape – disse-lhe Rufo sem se virar para porta -, entretanto, me enganei.
― Não costumo deixar meus assuntos pendentes, Ministro – rebateu Snape friamente.
― É uma qualidade admirável, devo admitir. – Scrimgeour agora se virara encarando-o mordaz. Eu estou curioso, sabe, acaso não leu meu bilhete?
― Li – respondeu curto Snape.
― E mesmo assim, resolveu arriscar... – uma baforada do cachimbo de Rufo encheu o ar novamente, enquanto seus olhos estreitavam sobre o professor. – Diga-me, ela vale tão pouco? Por que a expõe a esse perigo?
― Temos noções diferentes do que seja expô-la ao perigo, Rufo – respondeu frio, Snape -, e eu duvido que sua preocupação no momento seja essa.
― Não, é certo que não, mas a sua deveria ser – a voz era baixa e perigosa -, já que a ama.
― Não vim aqui discutir minha vida pessoal, Ministro – Snape lançou-lhe um olhar ameaçador. – Você quer a mim, não a ela, então, acabemos logo com isso.
― Está me oferecendo sua vida? – um sorriso aflorou em seus lábios.
― A minha pela dela; quero-a livre, Rufo – exigiu Snape secamente.
Scrimgeour deu outro de seus sorrisos cínicos e levantou-se da cadeira, andando pelo aposento. Os olhos pretos o seguiram, como os de uma águia sobre sua presa, a mão de Snape mantinha firme a varinha apontada para Rufo, mas ele, aparentemente, ignorava esse fato. Parou em frente às vidraças, deitando seu olhar no horizonte, enquanto Snape via sua paciência ser testada ao limite, controlou-se. Rufo estava fazendo sua jogada, ele estava no campo do inimigo, e começara o jogo com sua rainha fora do tabuleiro. Não era uma situação confortável, mas se soubesse conduzi-la bem, colocaria a rainha de volta no jogo. Ouviu passos se aproximando vindo do corredor que acabara de percorrer, e não se surpreendeu ao ver um homem loiro entrar, mantendo seus dedos envoltos ao pulso de Luna, arrastando-a para dentro da sala, e na outra mão, a varinha.
Os olhos de Snape se perderam na figura abatida de Luna, seu coração acelerou, queria tirá-la dali de qualquer forma, mas era arriscado... Se fosse outro momento, outra história, talvez até arriscasse, mas ela... Não, com ela não faria isso, iria jogar com o inimigo. Com um frio na espinha a viu virar o rosto em sua direção, e fitar-lhe atentamente. Azuis estavam em pretos. O calor que eles ainda emanavam era o mesmo que ele lembrava, ainda mantinham o brilho que o fazia perder a cabeça e desejá-la mais do que qualquer coisa no mundo. Não havia poção no mundo capaz de captar a essência de Luna, seu jeito de menina misturado a uma aura de mulher. Sua inocência aliada a uma dose de verdade única. Sim, precisava dela como do ar a sua volta...
Ela podia estar fraca, mas ainda lutaria por eles. Snape tinha certeza disso, conhecia aquele olhar muito bem, sabia que ela também o havia compreendido. Saiu de seus pensamentos ao ver o loiro fazê-la ajoelhar sobre o chão frio, a varinha apontada para o coração de Luna, sobre o olhar atento do Ministro. Snape ia protestar, mas Rufo o fez calar.
― Ela é admiravelmente maravilhosa – disse Rufo passando a mão pelos cabelos de Luna -, não creio que o deixaria morrer para salvá-la.
― O que ela quer não está em questão – rebateu Snape evitando encará-la.
― Diga-me, Snape – sorriu malicioso –, como se sentiria vendo outra mulher perder a vida por sua total incompetência em salvá-la de um fim trágico e anunciado?
― Creia-me Ministro, você não terá tempo de saborear sua vitória – respondeu calmo. – Eu o mato.
― E pretende fazer isso aqui – manteve o sorriso –, imagino.
― Não teria lugar mais apropriado, não acha? – Ambos se mediam.
Luna os fitava com a cabeça baixa, sabia que Snape planejava algo, tinha que estar atenta a qualquer gesto dele, mas tinha medo que Rufo fosse suficientemente esperto para perceber qualquer detalhe. Sabia que o Ministro era cheio de si, e esse tipo de pensamento induz ao erro, mas subestimar o inimigo é última coisa que se faz numa partida de Xadrez.
― Deveria pensar mais nela, Severo – sorriu o Ministro -, afinal, a srta. Lovegood será mãe de um filho seu.
Os olhos de Snape cintilaram enquanto os de Luna demonstravam uma surpresa explícita. Ele sabia – pensou Luna e seu coração acelerou, odiava o Ministro mais do qualquer outra pessoa no mundo.
― Vejo que não lhe surpreendi – continuou cínico -, é uma pena. Entretanto, agora chegamos a um ponto delicado, sua vida por duas? Não acha pouco?
― Seu canalha! – rosnou Snape. - Deixe-os ir, seu problema nunca foi com Luna ou a criança, sempre foi comigo.
― Oh, não – disse Rufo solene –, eu não posso deixar outro filho seu solto por aí, não seria seguro.
― Você não ousaria... – Snape o olhou em pretos fuzilantes.
- Ousaria sim – Rufo encarou-o desafiador. – Eu não terminei o trabalho com o Potter, mas com esse aqui seria simples e rápido.
Os olhos de Luna fitaram Snape, vendo o cenho dele se contrair de ódio. O medo percorreu-lhe o corpo e ela abraçou sua barriga, mesmo que ainda invisível.
― Seria até interessante – retomou sua fala -, acho que sabe que a mãe da srta. Lovegood trabalhou para o Ministério durante anos desenvolvendo feitiços tão, ou mais, perigosos quanto as maldições imperdoáveis. Feitiços esses que não poderiam ser usados fora das sessões de interrogatório dos Comensais. É uma pena que nunca tenha experimentado nenhum, afinal Dumbledore sempre o protegeu – sorriu Rufo antes de continuar: - Há alguns que nunca foram testados, exceto por ela mesma. Creio que qualquer um deles, que fosse usado nesse momento, poderia aliviar o mundo do fardo de ter mais um Snape andando por aí. Sorriu debilmente apontando a varinha para Luna. A mão esquerda de Snape desceu até o bolso de sua veste sem que ninguém o visse fazer esse gesto.
― Você não vai fazer isso... – disse Snape. – Expeliarmus!
Rufo foi arremessado de encontro à parede e a varinha foi atirada para longe de seu corpo. Tanto Rufo quanto o loiro acompanharam com o olhar a trajetória descrita no ar pela varinha do Ministro, evitando qualquer reação imediata de ambos. Aproveitando este momento de distração, Snape jogou a varinha de Luna para perto dela, era o máximo que conseguiria fazer em tão pouco tempo. Rufo, por sua vez, rastejou em direção a sua varinha, enquanto o loiro se virava para Snape, após a breve recuperação de suas faculdades mentais, ordenando:
― Cruc... – ele não completou a frase.
― Petrificus Totalus – proferiu Snape, fazendo com que o corpo dele caísse num baque surdo ao seu lado.
― Expeliarmus – proferiu Scrimgeour. Snape foi arremessado para longe sem ter tempo de se defender. A varinha de Snape saiu-lhe das mãos, deixando-o fora de combate. No mesmo instante, Rufo apontou-a para Luna, que havia acabado de pegar sua varinha, e ordenou: - Crucius – o corpo dela bateu no chão contorcendo-se.
Rufo voltou à posição de ataque, estreitando seus olhos sobre a figura de preto que se erguia, a varinha tremia-lhe na mão, mas seus olhos luziam de contentamento. Desviou o olhar rapidamente para Luna, e constatou que ela ainda sofria os efeitos da maldição. Um sorriso perverso se delineou em seus lábios ao ver o corpo feminino se contorcer. Ouviu Snape dizer: - Accio varinha – e voltando-se para ele com a varinha em punho, moveu os lábios. Snape também empunhava a sua varinha na direção do Ministro, mas nenhum dos dois teve tempo de proferir completamente seus feitiços. Uma maldição imperdoável já ecoava pela sala:
― Avada Kedavra! – Luna tremia enquanto tentava manter firme a varinha entre os dedos finos, fazendo com que um jorro verde saísse em direção à Rufo, atingindo-o em cheio, tirando-lhe a vida. Luna respirava com dificuldade, revirou os olhos ao ver a imagem de Severo se aproximar e desmaiou antes de poder sentir as mãos dele a abraçando. Com o corpo dela nos abraços ele saiu da casa e desaparatou, deitando seus lábios sobre os dela carinhosamente.
I can barely remember my past
Eu mal consigo lembrar meu passado,
Everything seems to disappear so fast
Tudo parece desaparecer tão rápido.
But I recall being jealous and alone
Mas eu recordo de ser invejosa e solitária,
Gazing at the dreams going by
Contemplando os sonhos passando...
I started my life when you knocked on the door
Eu comecei minha vida quando você bateu na porta
Found something inside I didn't dare to ignore
Encontrei algo lá dentro que eu não ousei ignorar.
Now I do believe in flowers on the moon
Agora eu acredito em flores na lua,
I'll swim beside the golden tide
Eu nadarei junto à mare dourada...
You crashed by the gate
Você bateu perto do portão,
Captured my fate
Capturou meu destino,
Salvation
Salvação
My eyes couldn't see
Meus olhos não podiam ver,
I hardly breathed
Eu quase não respirava
I was diving so deep
Eu estava mergulhando tão fundo,
Salvation...
Salvação...
I'm down in the study holding on to my luck
Estou no escritório, me agarrando à minha sorte.
Will you still love me when I call you up?
Você ainda me amará quando eu te telefonar?
I gave you my body, the power over me
Eu te dei meu corpo, o poder sobre mim.
Come on, bring out the best in me
Vamos lá, revele o melhor em mim...
You crashed by the gate
Você bateu perto do portão,
Captured my fate
Capturou meu destino
Salvation
Salvação
My eyes couldn't see
Meus olhos não podiam ver
I hardly breathed
Eu quase não respirava
My heart was asleep
Meu coração estava adormecido
Salvation
Salvação
Some will get broken
Alguns ficarão arrasados
Others will get lucky like me meeting you
Outros serão sortudos como eu, ao encontrar você
Don't pass me by
Não me ignore...
You crashed by the gate
Você bateu perto do portão,
Captured my fate
Capturou meu destino
Salvation
Salvação
My eyes couldn't see
Meus olhos não podiam ver
I hardly breathed
Eu quase não respirava
I was down on my knees salvation
Eu estava de joelhos, salvação.
Some will get broken
Alguns ficarão arrasados
Others will get lucky like me meeting you
Outros serão sortudos como eu, ao encontrar você
Don't pass me by
Não me ignore...
I found salvation, oh yea
Eu encontrei a salvação, oh sim,
You bring me salvation
Você me tráz a salvação,
I found salvation
Eu encontrei a salvação...
( Salvation – Roxette )
