N/A: Como prometido, cá estou eu com o Epílogo. Realmente o fim, mas sem climas de despedidas, hoje o capítulo é, com Alisper, é claro, mas também temos uma cena fooooofa da Vic com o Stephen, afinal, eu os juntei no final da fic e precisava compensar vocês (principalmente quem gosta do casal). Espero que gostem. E mais uma vez, MUITO obrigada por acompanharem a THNL. Eu os amo. E fiquem de olho (aqui, no Twitter, no Orkut, whathever) que acredito estar com um novo projeto logo.

Obrigada pelas reviews: Cinthia B, MahRathbone, Isabella, Caroline Marques, Maybusnello, Tati C. Hopkins, Kaarol e Joseane Souza.

Muito obrigada Carol por ter betado.

E eu amo vocês. Amo o carinho de vocês. Vocês não imaginam o quanto.

Boa leitura :)

Epílogo.

Quatro meses depois...

- Você vai furar o chão desse jeito! – Stephen chamou a atenção de Jasper, que só sabia andar de um lado para o outro na sala de espera. Victoria estava abraçada ao namorado e achando graça daquilo tudo. Jasper ficou sem graça e sentou-se ao lado do irmão. Iria se comportar.

Em menos de dois minutos, lá estava ele andando de um lado para o outro mais uma vez. Stephen bufou e aquilo fez Victoria segurar mais uma risada.

- Jasper, mas que droga! Fica calmo, ta legal? É sua mulher quem está tendo duas filhas e não você!

- Eu estou calmo! – O rapaz insistiu e passou as mãos pelos cabelos. Não. Ele não estava calmo.

- Deixe ele... – Victoria pediu e Stephen negou.

- Jasper... Olhe... Vai dar tudo certo! – Disse colocando a mão nos ombros do irmão e sorriu. Jasper olhou para ele e sorriu também. – A história não irá se repetir, tenha consciência disso...

- Eu sei... – Jasper disse enquanto estalava os dedos. – Eu sei disso e não é o que me preocupa. Aliás, eu nem ao menos estou preocupado. Estou é ansioso demais, nervoso demais, querendo que esse parto termine logo e que eu possa, finalmente, olhar para as minhas meninas...

Stephen deu dois tapinhas de leve no ombro do irmão e sorriu.

- Está chegando a hora... – Mal Stephen disse e o médico apareceu na sala de espera. Jasper levantou-se imediatamente e segurou-se para não pular no colarinho do doutor e implorar para saber as notícias sobre as meninas de sua vida.

- Como elas estão? – Jasper perguntou, sem se preocupar com o desespero em sua voz. Seria cômico se não fosse um momento tão importante. O médico deu uma risadinha e tocou nos ombros de Jasper.

- Fique calmo rapaz. Elas estão bem. As meninas nasceram com um excelente peso, uma excelente estatura e claro, são lindíssimas! E quanto a Alice, ela está se recuperando...

Jasper parecia uma pessoa em devoção de alguma coisa. Seus olhos brilhavam, sua boca sorria e ele parecia estar nas nuvens. Mas espera. O médico disse que Alice estava se recuperando?

- Se recuperando? – Jasper perguntou e Stephen segurou uma espécie de riso.

- Do parto. Fique calmo, está tudo bem! – O médico garantiu e saiu de lá.

- Ah papai! – Victoria o abraçou por trás e começou a rir. Jasper riu também, sentindo o alívio tomar conta de seu corpo.

xxx

- Elas são tão perfeitas! – Jasper disse enquanto brincava com os dedinhos de uma de suas filhas que estava em seu colo. Alice sorriu e beijou a testa da menina que ela segurava.

- São... – Ela concordou. – Precisamos escolher um nome para elas, não? Dissemos que íamos fazer isso assim que víssemos os rostinhos delas.

- Sim... E que cada um escolheria um nome. – Ele lembrou e observou o rostinho da sua pequena que estava em seus braços. – Não sei...

Passou por sua cabeça chamá-la de Lucy. Fora o primeiro nome que ele pensou. Mas não. Não seria legal colocar o nome da ex-mulher falecida em sua filha com sua nova esposa. Não que Alice se incomodasse com isso, ele apenas não achava uma boa ideia.

- Liz? Ela tem um rostinho de Liz...

- Liz é lindo! E tão delicado... – Alice comentou e Jasper sorriu para ela.

- Certo. O dessa pequenina é Liz. E você? Qual nome será o da outra pequena? – Ele perguntou e fitou a outra filha dormindo no colo da mãe.

Alice sorriu. Ela já sabia exatamente qual nome colocar. Só precisava de um momento para fazê-lo.

- Lucy. – Respondeu simplesmente e Jasper a olhou completamente mudo. – Vou chamá-la de Lucy e ai de você se discordar de mim!

Completamente atônito, ele olhou para esposa e depois para a filha que jazia em um sono tranquilo no colo da mãe. Os poucos fios de cabelos loiros deixaram Jasper arrepiado e ele viu-se sem palavras naquele momento. Alice o observou sorrindo.

- Estou falando sério! – Ela disse tirando-o do transe. – Eu vou batizá-la de Lucy. Não existe nome melhor para ela não? O nome de alguém que foi tão importante pra você, para toda a sua família e principalmente para Angel. O nome de uma pessoa que indiretamente nos uniu.

Jasper sorriu diante das palavras dela.

- Você é a pessoa mais adorável que eu já conheci, sabia? – Ele perguntou e Alice sorriu. Jasper brincou um pouco com a pequena Liz em seus braços e inclinou-se para beijar a testa de Lucy. Sua pequena Lucy. – Eu amo você... – Ele sussurrou e olhou para Alice. – Eu amo vocês...

- Nós também amamos você, Jazz. Muito. – Ela retribuiu e o beijou de leve.

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Meses depois...

- Muito trabalho não é mesmo? – Rose perguntou à Victoria que sorriu. Victor brincava no tapete da sala de trabalho de Victoria.

- Muito. Alice foi levar as crianças no médico, mas desde quando eu comecei a cuidar da carreira da atriz daquela série com vampiros, sabe? Meu trabalho duplicou!

- Isso é bom. As pessoas estão te procurando mais não é? Confiando no que você faz.

- É verdade. – Victoria respondeu com um sorriso singelo nos lábios. – Eu gosto do que eu faço e eu acho que nunca estive tão feliz na minha vida. Nunca.

- Isso é bom. – Rose respondeu e olhou para Victor que estava todo lindo e bochechudo brincando com o que Victoria havia lhe dado.

De repente elas foram surpreendidas por sons de buzina. Franziram o cenho e se olharam confusas. O que era aquela algazarra toda em frente ao prédio? Victoria se levantou e foi até a janela, junto de Rosalie que já havia pegado Victor no colo.

- O que é isso? Palhaços? – Victoria perguntou confusa ao ver o grupo de palhaços que estavam em frente ao seu prédio. Como proprietária do prédio, ela tomou a decisão de descer e pedir para que saíssem dali. Se eles eram um bando de paparazzi disfarçados, poderiam deixá-la em paz não? E também seus assessorados... – Eu vou descer e resolver isso. – Ela comunicou afastando-se da janela.

- Vou com você. – Rosalie disse e as duas foram até o elevador.

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- Mas o que significa isso? – Ela perguntou saindo na rua. Uma multidão de pessoas já observava tudo, completamente curiosas e isso deixou Victoria mais irritada. O que era aquilo afinal? Uma espécie de comemoração?

Mas antes que pudesse resmungar mais uma vez, um palhaço apareceu detrás dos outros sorrindo e segurando um microfone. Aquilo deixou Victoria ainda mais confusa e irritada. Quem ele pensara que era?

- Boa tarde. – O palhaço disse ao microfone e olhou para Victoria. A expressão surpreendida dela o divertia.

- Stephen? O que significa isso? Onde você arrumou essa calça vermelha? Essa camisa amarela e esse suspensório marrom? E essa maquiagem? Esse chapéu cobrindo todo o seu cabelo! Por Deus... – Victoria soltou as palavras e Stephen aproximou-se dela calando-a com o indicador.

- Somente eu falo. E você escuta. – Ele sussurrou arrepiando-a e ela assentiu fazendo-o sorrir. – Certo. – Ele disse se afastando

A fire burns

Um fogo queima

Water comes

A água vem

You cool me down

Você me esfria

When I'm cold inside

Quando estou fria por dentro

- Eu sou um palhaço. – Ele disse sorrindo e olhando para ela. – Eu sou realmente sou um palhaço. Sabe... Eu sou um palhaço em vários sentidos. Eu fui um palhaço quando eu fui orgulhoso o suficiente quando eu te tive comigo e te deixei ir. Talvez na época eu não soubesse direito que um dia você se tornaria tão importante pra mim. E... Eu fui um palhaço quando eu te vi novamente depois de tanto tempo. Eu fiquei pensando "como ela está ainda mais linda". Fiquei bobo. Como um palhaço.

- Ai Deus, que coisa mais linda! – Rosalie murmurou perto de Victoria, que sorriu timidamente.

- Eu fui um palhaço idiota quando eu jurei amar alguém sendo que tudo não passava de... Uma espécie de orgulho. Eu sou muito orgulhoso. Fui um palhaço idiota por ter te magoado com isso tudo. Fui um palhaço idiota por ter magoado tantas pessoas que eu amo. Eu sei que faz tanto tempo, mas isso não muda o fato de que eu fui um palhaço idiota.

You are warm and bright

Você é quente e brilhante

You know you are so good for me

Você sabe que é tão bom para mim

With your child's eyes

Com seus olhos de criança

You are more than you seem

Você é mais do que parece

- E eu volto a ser aquele palhaço bobo quando eu olho para você. Quando eu me dou conta da sorte que eu tenho por ter você ao meu lado. Seus olhos me inebriam. Seu sorriso me deixa louco. Sua voz me arrepia e ter você ao meu lado faz com que eu me sinta a pessoa mais sortuda desse mundo.

Victoria sorriu mais uma vez, tentando seguras lágrimas que queriam cair de seus olhos cor do céu. Stephen pegou um buquê de rosas vermelhas das mãos de algum outro palhaço que havia lá e tirou uma rosa, entregando o buquê para a mesma pessoa.

- Eu não sou lá um cara tão romântico. Eu sou meio desastrado e confuso. Sinto-me perdido quando a missão é agradar uma mulher. Eu não sei fazer o convencional, você sabe disso. – Ele disse aproximando-se dela. – Mas este momento exigia uma coisa especial. E isso foi o mais especial que a minha mente maluca conseguiu criar. – Explicou olhando nos olhos dela e lhe entregou a rosa vermelha a qual Victoria pegou com as mãos tremendo. – Dizer ao mundo todo que eu amo você.

I can feel everything you do

Eu posso sentir tudo o que você faz

Hear everything you say

Tudo o que você diz

Even when you're miles away

Mesmo quando você está a milhas de distância

Coz I am me, the universe and you

Por que sou eu, o universo e você.

- Stephen... – Ela sussurrou e surpreendeu-se quando ele ficou de joelhos a sua frente, os olhos verdes brilhando como duas pedras de Esmeralda. Então ele tirou do bolso daquela calça vermelha tão ridícula, uma caixinha preta que fez seu coração palpitar.

- Você. Victoria Prets. Aceita casar comigo? Com um palhaço bobo e idiota, mas que quer te amar a cada dia da vida dele? Você aceita dividir a sua vida comigo?

Ele levantou-se sem tirar os olhos dela que simplesmente não paravam de chorar.

- Seu idiota... – Ela murmurou. – Eu quero! Meu Deus, eu quero muito! – Ela respondeu fazendo-o sorrir e pulou no colo dele, cobrindo-o de beijos. Imediatamente, todas as pessoas começaram a aplaudi-los. – Eu te amo... – Ela respondeu já olhando para ele.

- Eu também... – Ele respondeu e eles trocaram um beijo apaixonado em frente à multidão. As palavras são capazes de magoar e de alegrar. De matar e de fazer reviver. São capazes de machucar e de curar. Mas elas não são capazes de demonstrar o que é amor. O que é o amor verdadeiro. Nem mesmo a palavra amor é poderosa o suficiente para conseguir demonstrar um sentimento tão bonito e poderoso.

O amor não significa palavras. O amor significa apenas ele mesmo. E isso basta.

Fim

N/A: Tudo tem seu fim, e o nosso ciclo acaba aqui. Tudo o que eu tinha para falar, eu já disse no capítulo anterior, mas não me custa reforçar os agradecimentos por terem estado comigo neste pouco mais de quatro meses. Vai ser difícil ficar sem a The Heart Never Lies, mas se Deus quiser, teremos outro projeto em breve. Torçam para que eu consiga escrevê-lo, por favor. E é isso.

Hoje, eu não responderei review por review... Já que todas foram cheias de muitos elogios e palavras de carinho, eu só tenho a dizer que eu fico sem palavras com cada elogio de vocês e que cada palavrinha está no meu coração. Eu ri e chorei com vocês. De verdade. Vocês são as melhores pessoas que eu poderia conhecer e, poxa vida, só eu sei o quanto os amo e o quanto eu amo todo esse carinho, toda essa magia. Muitas pessoas acham estranho, muitas pessoas riem, até mesmo por serem fanfics de Crepúsculo, mas elas não sabem o que eu sinto, o tamanho da minha felicidade ao ver cada review aqui. Vocês são os melhores leitores que eu poderia ter!

Ainda essa semana, vou colocar aqui um documento com as respostas das reviews do epílogo e com a playlist da fic, desde as músicas tocadas, até as que eu apenas coloquei os trechos, com os seus devidos capítulos.

Enfim, é isso. Fiquem com Deus e até breve, se Deus quiser.

Beijos

Bru.