Quanto tempo né minhas leitoras amadas! Mas estou de volta! Espero que gostem de mais um pouco de drama... Mas até que esse cap tem um momento legal entre essas duas cabeçudas.
Luzes e Ação
R: "Obrigada por me acompanhar."
F: "É o melhor que eu poderia fazer, além do mais amanhã eu volto para Washington e não sei quando poderemos voltar a nos ver."
R: "Obrigada por me ligar e obrigada por vir... sempre vai ser importante para mim."
F: "Basta Rachel, somos amigos... e vamos continuar sendo, a menos que decida se casar comigo." – brincou.
R: "Faça o pedido." – respondeu com tom de humor.
F: "Deixa eu terminar minha faculdade e me tornar jornalista profissional... serei um bom partido." – sorria.
Finn havia concordado em acompanhar a morena na festa que Kit dava no Hit. Rachel não podia faltar no convite. Tina também havia pedido que fosse, no local teria gente importante da indústria cinematográfica e da música e queria que a morena estivesse ali, dando publicidade e se apresentando como Rachel Berry, a atriz e não o personagem de High Lights.
Em um princípio pensou em Glen para lhe acompanhar, o garoto também estava convidado, mas optou por pedir a Finn. Por ser um lugar de ambiente e após o último escândalo que provocou na produtora quando souberam da demissão de Helen, preferia não provocar nenhum tipo de rumor que pudesse lhe comprometer. Algo que continuava sem compreender nem compartilhar, mas Tina havia pedido expressamente, como algo momentâneo até que as águas se acalmassem e Rachel aceitou.
A noite era perfeita. O calor da primavera, já bastante avançada, permitia que passear pela noite, fosse um dos maiores prazeres que poderia encontrar. Havia compartilhado um agradável jantar no Chateau Marmont, no mesmos West Hollywood, para depois ir caminhando para o Hit. Tinham que percorrer apenas alguns quarteirões.
B: "Quinn, não gosto de dizer isso, mas se não mudar sua cara, minha irmã vai vir e te expulsar." – brincava. "pode me falar o que te passa?"
Quinn aparecia no Hit. Aceitou o convite contrariada. Spencer, Ashley, Glen e Aiden já dançavam no meio da pista. A loira como sempre, preferia se aproximar do balcão e passar a maior parte do tempo observando.
Q: "Não me encontro muito bem." – respondeu sem prestar atenção.
B: "Necessita uma mesa de sinuca?" – continuava brincando.
Q: "Não é uma piada Bette, levo dias com uma dor de cabeça insuportável e quase não dormir essa noite."
B: "Nossa... pois se não se encontra bem deveria ter ficado em casa."
Q: "Não acho que ficarei muito aqui, só pra dar presença mesmo e quando puder me escapo."
B: "Está bem." – sorria. "Kit agradecerá o esforço."
P: "Olá loira." – Papi interrompia a conversa. "Bette." – fez uma leve reverencia.
B: "Olá Papi..." – sorria.
T: "Bette." – apareceu Tina. "necessito que venha, quero te apresentar vários produtores."
B: "Ok meninas... o dever me chama, passem bem..." – piscou um olho para a latina. "Quinn, se te encontrar pior me avisa, ok?"
A loira assentiu, ao mesmo tempo que dirigia seu olhar para a latina.
P: "Está passando mal?"
Q: "Um pouco."
P: "Papi sabe como arrumar isso." – levantou sua mão para que ela segurasse.
Q: "Não... não, te agradeço mas não."
P: "Ninguém recusa Papi, carinho." – segurou a mão da loira. "vamos, me deixa pelo menos tentar, se não consigo te deixo em paz."
Q: "Se não consegue o que?" – brincou aceitando o convite da garota.
P: "Se não consigo que queira ficar nessa festa." – sorria.
Percorreram apenas uns metros entre a multidão que se encontrava no meio da pista de dança. Papi começou a dançar na frente de Quinn, que se sentia um pouco envergonhada.
P: "Céu... esqueça o que for que tem na cabecinha e se deixe levar. Prometo que se sentirá melhor."
Quinn assentia e logo começou a se mover rapidamente para depois continuar de uma forma mais atrevida.
Papi era toda uma esperta dançando. Conseguia com que Quinn esquecesse aquela vergonha e se deixava levar pela música. Sem se dar conta, sentiu como alguém a segurava pela cintura e costas, após um breve giro, descobriu que era Carmen, que dançava sensualmente perto dela e a convidava para que seguisse seus movimentos.
Os olhos de Quinn cravaram em Shane, que permanecia no balcão, com um enorme sorriso e levantando seu copo para brincar por ela. Quinn sorria.
Sem querer, estava no meio daquela pista, dançando sem pensar em nada e com duas impressionantes latinas, dançando com ela. A imagem de Santana rondou por sua mente. Na segunda seguinte ia vê-la e começava a se sentir melhor. Sentia muita falta dela.
F: "Rachel, espero que não tenha problemas por entrar aqui." – disse Finn entrando no local.
R: "Isso é um pouco homofóbico." – lhe recriminou enquanto segurava com força o braço do garoto.
F: "Não digo por isso, digo porque alguém pode se interessar por mim e vai ter que voltar sozinha." – brincou.
R: "Gostaria de ver isso... seria divertido."
F: "Quer que me torne gay?"
R: "Em primeiro lugar, uma pessoa não se torna gay, simplesmente abre sua mente e em segundo lugar, seria divertido ver como reagia diante uma proposta assim."
F: "Bom..." – sorria. "acho que não vai ter o prazer de comprovar isso. Eu gosto demais das mulheres... ou já não se lembra quem era o capitão da equipe de futebol e que tinha namoradas frequentemente?"
R: "Prefiro não lembrar disso... me deixava doente cada vez que te via falar com alguma delas." – brincou.
F: "Bom... veja pelo lado bom, agora mesmo você me tem a sua inteira disposição... já podem vir todas as garotas desse lugar e me pedir um encontro, que eu só tenho olhos para você."
R: "Basta Finn... para de flertar."
A gargalhada do garoto provocou o contágio em Rachel.
F: "Escuta... aonde estão os banheiros?"
R: "Embaixo da escada que dá para a zona VIP." – apontava para a esquerda.
F: "Ok, me espere um segundo, necessito ir urgentemente." – sorria.
R: "Ok... mas tenha cuidado." – disse enquanto o garoto já se afastava. "são unissex."
Sh: "Ei Rachel!" – a voz de Shane a surpreendeu.
R: "Olá Shane." – cumprimentou carinhosamente. "como está?"
Sh: "Bem..." – levantou uma garrafa de cerveja. "tratando de me divertir. E você? Quem é aquele cara?" – perguntou curiosa.
R: "É um companheiro da escola, ele veio de Washington!" – exclamava.
Sh: "Ah... perfeito. Então está tudo bem?"
R: "Sim... bom, já sabe..." – tratou de não fazer referencia a sua situação emocional. "Está sozinha?"
Sh: "Não, eu vim com a Carmen." – respondeu enquanto apontava para a pista.
Rachel seguiu com o olhar a indicação da garota e logo descobriu Carmen no meio da pista, dançando de forma sensual com Quinn.
Se surpreendeu ao descobri-la. Quinn parecia não se preocupar por nada, dançava de forma sugestiva, as vezes com Carmen e outras vezes com Papi.
Ambas garotas mantinham a loira entre as duas, que se movia como um peixe fora d'água.
R: "Essa é a Papi?" – perguntou tratando de ignorar o evidente.
Sh: "Sim..."
R: "Deixa a Carmen dançar com ela? Eu ouvi que não tem muito boa fama."
Sh: "Papi?... Que nada. Ela é leal, jamais se meteria em uma relação e muito menos se são amigas... a que corre perigo aqui é Quinn..."
Rachel olhou rapidamente para a garota, buscando uma explicação para esse comentário.
Sh: "Bom, Quinn estava interessada em aprender como pronunciar Papi corretamente e só tem um truque para que consiga."
R: "Qual?"
Sh: "Isso só Papi mostra, só posso te dizer que... pense mal e acertará."
Rachel voltou o olhar para Quinn. A loira começou a se afastar entre a multidão e dirigia seus passos para a área dos banheiros.
F: "Já voltei!" – interrompeu Finn.
R: "Ah... oi... Finn, veja ela é Shane, uma grande amiga."
Ambos se cumprimentaram e após uma breve conversa, Shane desapareceu.
Rachel não perdia de vista caminhar de Quinn entre as pessoas e quando se assegurou de que a loira ia para o banheiro, reagiu.
R: "Finn... faça um pedido no balcão, agora é minha vez de ir ao banheiro." – disse sem dar opção para reclamações.
Rachel se afastou rapidamente e logo entrou no banheiro. Um par de garotas retocavam a maquiagem enquanto um garoto entrava diretamente para a zona masculina. Rachel foi batendo porta por porta, em uma delas devia estar a loira. Parou na terceira daquelas postas após escutar um 'ocupado' que saia da voz de Quinn.
Esperou uns segundos na frente da porta e quando sentiu que a porta se abria, se jogou sobre ela, entrando e empurrando Quinn novamente para dentro.
A cara de surpresa dela foi maiúscula ao descobrir Rachel, que já fechava a porta atrás dela.
Q: "O que faz?" – perguntou confusa.
R: "Tenho que falar com você."
Q: "Rachel, estamos no banheiro, acha que é normal que faça isso?"
R: "Quinn, pouco me importa aonde estamos, só quero falar um momento com você e não vou ir sem fazer, de acordo?"
Quinn engoliu em seco. Se sentia mal, havia feito muito dano a Rachel, para sua namorada e não tinha forças suficientes para continuar discutindo com ela. Havia passado os piores dias de toda sua vida e se sentia débil.
R: "Veja..." – respirou profundamente. "... sei que não esteve bem, sei que cometi muitas estupidezes e sei que tudo isso começou devido a minha absurda ideia de me afastar." – relatava com a cabeça baixa. "me arrependi em seu momento e estava disposta a tudo para que as coisas voltassem a ser como antes, mas te ver naquela situação com Lee... te juro que entendi que desejava estar com ela, mas creio que fiquei louca, o que mais temia no mundo era que você encontrasse outra pessoa e você o fez..."
Q: "Rachel, não... não siga por aí porque não é isso..."
R: "Para Quinn, me deixa terminar." – levantou o olhar. "não me arrependo por ter te deixado após saber o que aconteceu com ela, não posso me arrepender porque cada vez que fecho os olhos te vejo ali, em pé, naquele quarto e não sei como, porque acho que já não tenho, mas o meu coração volta a se partir. Não posso me arrepender da minha decisão, mas me arrependo das minhas palavras no outro dia. Quinn, não era eu, não sei porque disse aquilo, mas te juro que não era eu. Não penso que seja uma cacho..." – se deteve tratando de conter as lágrimas. "e claro que é o melhor que me aconteceu na vida, não concebo outro conceito de sexo que não é com você." – tratou de soar doce apesar da dureza de suas palavras. "se tem algo que jamais me arrependerei, é de ter esperado para dar esse passo com você."
Quinn tentava assimilar aquelas palavras. Sabia que Rachel falava com o coração e isso a reconfortava. Aquelas palavras que a morena atinou em dizer naquele encontro que tiveram no bar, haviam destroçado ela completamente. Rachel podia lhe dizer que não a amava, que não se sentia atraída por ela, qualquer coisa e não havia acreditado. Seus olhos a delatavam, mas Quinn não esperou jamais aquela afirmação, sobre algo que havia sido tão importante para ambas.
Para Quinn, perder a virgindade havia sido todo um trauma. Sua vida foi completamente desviada no mesmo instante em que decidiu manter relações com Puck e ter conseguido que esse momento da vida de Rachel não fosse tão traumático como o dela a consolava, fazia ela aceitar seu fracasso de uma forma diferente. Havia dado o que ela desejou em seu momento e o fez para o amor de sua vida.
Q: "Não tem que pedir desculpas por isso." – tratou de acalmá-la. "não é tão boa atriz para me enganar em tantos momentos." – brincou provocando um leve sorriso na morena. "sou eu que deve te pedir desculpas, ultrapassei os limites e aceito as consequências, mas necessito que saiba que jamais te faria dano..." – fez uma pausa para recompor o tom. "se chego a fazer, te juro que já não estaria nesse mundo."
R: "Quinn, não diga isso... sei que não ia passar daquele estúpido empurrão, te conheço..."
O silencio inundou o lugar. Rachel buscava o olhar de Quinn, mas ela estava cabisbaixa.
R: "Não sei se temos solução, não acho que poderemos fazer mais nada que nos doa o que já temos feito."
Q: "Temos que ter paciência Rachel, vamos estar unidas irremediavelmente e penso em lutar por isso. Pouco me importa se demoro um dia, uma semana, um mês ou um ano... mas vou conseguir com que tudo volte a ser como antes. Não estou disposta a perder o melhor que tive em minha vida."
R: "Imagino que o tempo nos ajudará, temos que refazer nossas vidas, mas... necessito te pedir algo."
Q: "Diga."
R: "Me promete que se voltarmos a discutir, se tem algo que nos faça mal ou nos confunda, antes de atuar, antes de nos deixar levar pela raiva, vamos conversar... assim, como estamos fazendo agora..."
Q: "Em um banheiro..."
R: "Em um banheiro, em uma discoteca, no jardim ou encima de um letreiro de Hollywood... pouco importa aonde e como for, mas que conversemos... não vamos deixar que tudo vire uma bagunça e cheguemos ao extremo...ok?"
Q: "Ok..."
R: "Bom... e agora... vou te abraçar, tá?" – disse com um pouco de timidez e sem dar tempo de resposta para Quinn, que se viu gratamente surpreendida pelo calor e afeto do abraço da morena.
Era incrível como um simples roce podia parar o mundo. O ruído da música, as vozes das pessoas, o nauseante odor daquele banheiro, tudo ficava completamente esquecido enquanto Rachel estivesse entre seus braços. Era seu melhor remédio, o que necessitava para continuar adiante e não ia perder, por nada no mundo.
R: "Será melhor eu voltar... Finn deve estar chateado."
Q: "Você veio com o Finn?"
R: "Sim... ele vai embora amanhã e bem..."
Q: "Ok..." – respondeu diante o incomodo de Rachel. "me desculpe diante ele."
R: "Pois faça você..." – a convidou para sair do banheiro.
Q: "Não..." – disse enquanto abandonava o lugar. "ainda não estou preparada para isso." – respondeu olhando pela última vez a morena, que aceitava aquela desculpa.
R: "Cuide-se Quinn." – murmurou ao ver ela sair.
P: "Loira... se encontra bem?" – a latina se preocupou ao notar como Quinn voltava com o rosto pálido.
Q: "Não... não me encontro bem Papi, sinto muito, mas acho que vou pra casa."
C: "Quinn, necessita de algo?" – se preocupou.
Q: "Não... tranquila, só é uma dor de cabeça... levo dias com essas estúpidas enxaquecas e já não posso mais, me deito e pronto, amanhã amanheço como nova."
P: "Vamos, te levo para casa."
Q: "O que?... não, não se preocupe Papi."
C: "Quinn faça caso, não vai ir andando..."
Q: "Não passa nada, o ar me virá bem, além do mais... são apenas alguns quarteirões."
P: "Nem pensar, vamos que eu te levo, além do mais tenho que ir buscar várias amigas de Kit, então te deixo no caminho."
C: "Vamos Quinn, faça caso, ou eu falo para a Shane e já sabe como ela pode chegar a ser cabeça dura..."
Quinn suspirava. Não queria incomodar ninguém, mas a ideia de que levassem ela para casa era muito bom.
Q: "É seu caminho mesmo?"
P: "Sim, vamos!" – segurou a mão da garota a levantando sobre sua cabeça e convidou ela para a seguir.
Q: "Tchau Carmen, se despeça de Shane..." – exclamou enquanto se perdia entre as pessoas.
Rachel permanecia perto do balcão, havia começado a dançar enquanto brindava com Finn por aquela decisão que teve ao perseguir Quinn e terminar tratando de arrumar as coisas.
Shane voltava a ocupar seu lugar perto deles e Carmen aparecia junto com sua namorada. Rachel a observou e rapidamente buscou Quinn na pista de dança.
Não havia rastro dela, havia perdido ela a bastante tempo e sua inquietude começou a aumentar, igual que seu estado. Rachel era uma das convidadas pessoais de Kit e ficando no balcão não parava de chegar copos e mais copos, completamente grátis. Finn parecia aceitar melhor a ingestão de álcool, mas Rachel já começava a se desinibir. Num descuido do garoto, se aproximou do casal.
R: "Ei Carmen, como está?"
C: "Oi Rachel, não havia te visto... está muito bonita." – sorria.
R: "Obrigada, você também... te vi dançando na pista, mas não quis te incomodar."
C: "Oh... da próxima vez me cumprimente, teria te convencido a dançar comigo... Não tem quem tire Shane do balcão." – disse zuando de sua namorada.
R: "Bom, vi que estava bem acompanhada... aonde estão?"
C: "Quem?"
R: "Quinn e Papi..."
C: "Ah... se foram. Quinn se encontrava um pouco mal e Papi levou ela para casa."
O mundo parou, a música havia desaparecido igual que o resto das pessoas que havia no lugar. Carmen havia pronunciado o que pensava que não ia acontecer após aquela conversa no banheiro. Quinn voltou a fazer, havia desaparecido com outra garota. Outra após Leisha e Molly.
Tratou de se acalmar, ela mesma havia pedido tempo, fazer suas vidas e tratar de deixar que curassem as feridas, mas não podia suportar. Não ia conseguir jamais assimilar que Quinn podia entrar e sair com quem quisesse e menos ainda quando minutos antes havia lhe dito que ia lutar por elas.
Outra vez essa sensação de descontrole, outra vez seu coração com cicatrizes e sua cabeça girando sem parar.
Não podia mais, não suportava e após permanecer vários minutos em silencio, provocando a preocupação de Shane e Carmen, se afastou delas sem nem sequer se despedir.
Ela também tinha que refazer sua vida. Se Quinn podia, ela também. Poderia jurar que o álcool havia substituído o sangue em suas veias. Multidões de copos voltavam a desaparecer entre suas mãos enquanto Finn tratava de dançar. Era impossível, aquele garoto apesar de ter mudado fisicamente, apesar de estar mais maduro, era um completo caos dançando. Continuava sem ter ritmo e coordenação alguma e Rachel não parava de observar. Lamentando-se de antemão pelo que estava a ponto de fazer.
Segurou Finn pela cintura e se aproximando delicadamente, exigiu que o garoto abaixasse sua cabeça até a altura da sua.
R: "Finn... necessito falar com você a sós... podemos ir para seu hotel?"
Finn se surpreendeu. A atitude da morena havia mudado radicalmente. Seu olhar era intenso, penetrante.
F: "Se encontra bem?"
R: "Melhor do que nunca, por isso necessito falar com você."
F: "E não podemos conversar aqui?... estamos em uma festa."
R: "Finn por favor, me faça caso, me leve para seu hotel... por favor."
O garoto aceitou contrariado. Imaginava que Rachel necessitava desabafar. Não voltou a falar de Quinn desde a briga no Planet e talvez a morena estava angustiada.
P: "Está segura de que quer ficar sozinha?" – perguntava antes de ver como Quinn abandonava a limusine que a latina costumava dirigir.
A garota era chofer de limusines além de ser a proprietária de um restaurante italiano.
Q: "Sim... vou para a cama e dormir, acho que é o necessário."
P: "Está bem... mas se necessitar de algo, me avise, tenho que passar para pegar várias garotas e posso passar por aqui, ok?"
Q: "Ok... obrigada, obrigada por se preocupar."
P: "Carinho, as amigas de Kit são minhas amigas, então conte comigo." – sorria.
Quinn assentiu e após deixar um beijo na bochecha de sua chofer particular naquela noite, entrou em casa.
Nemo estava dormindo. Após acariciá-lo por vários minutos e encher sua vasilhinha com água, entrou no quarto, aonde após colocar o pijama, optou por ir para a cama e tratar de dormir.
Não custou muito, apesar de que não era muito tarde, mas o cansaço acumulado de toda a semana, unida as fortes emoções que havia vivido conseguiram levá-la a um profundo sono.
F: "Rachel, está bem?" – perguntava ao mesmo tempo que a convidava para entrar no quarto." – esteve muito calada durante o trajeto." – demoraram apenas 5 minutos em chegar após pedir um taxi.
A morena entrou no quarto mas continuava em silencio. Não teve tempo nem apenas para pensar.
Após ver como Finn fechava a porta atrás dela e a olhava completamente confuso, se jogou sobre ele.
Deu um pequeno pulo para se acoplar e rodear o pescoço do garoto com SUS braços e se entregou em um intenso e estranho beijo que deixou Finn surpreendido.
F: "Rach..." – sussurrou afastando a morena de seus lábios. "o que faz?"
R: "O que deveria ter feito há anos." – murmurou voltando a beijar o garoto, que dessa vez permitiu que durasse mais.
F: "Mas..." – voltou a parar. "Rachel, isso não pode ser... está apaixonada por Quinn."
R: "Quinn e eu não somos nada." – recriminava introduzindo suas mãos embaixo da camiseta do garoto. "Quinn não está mais aqui." – falava por inércia. "agora quero provar coisas novas."
F: "Mas Rach..." – resistia a crer que aquilo era certo, mas as carícias da morena sobre seu abdômen estava lhe fazendo reagir.
R: "Shhhhh... não fale Finn." – roçou com seu dedo os lábios do garoto. "me demonstre que estava equivocada ao não te eleger... me dê o que eu sempre desejei." – as palavras saiam sem sentido. Rachel não terminava de acreditar em tudo o que saia de seus lábios e nem de como era capaz de falar sem desejar o que estava exigindo.
Finn não aguentou mais e se deixou levar, levantando a morena entre seus braços para lentamente deixá-la cair sobre a cama.
F: "Está segura?" – voltava a perguntar enquanto invadia a garota aos beijos.
R: "Te disse para não falar." – recriminou de forma sensual.
Um... dois... três... quatro... Quantos anos haviam passado? Não conseguia recordar o dia exato em que desejou ter Finn naquela posição e não recordava porque sabia que nunca havia desejado. Toda uma vida, toda uma adolescência se preparando para aquilo.
Conselhos, desencantos, sonhos, medos, amor, desejo, atração... nada, absolutamente nada do que havia escutado falar tinha a ver com o que estava sentindo nesse mesmo instante. Aquilo que sempre havia imaginado sentiu com Quinn, sentia cada vez que a loira sussurrava em seus ouvidos e deixava um leve roce com seus dedos sobre sua pele.
Aquilo que estava sentindo agora não era mais do que uma ação, um gesto. Dois corpos que não sentiam nenhum tipo de atração, nenhum química juntos. Duas pessoas que não nasceram para estarem juntas e que nesse mesmo instante, destroçavam por completo a doçura, o carinho, a sensualidade, a cumplicidade, a suavidade, o amor do que realmente significava entregar a esse ato.
Não sentia nada, além da respiração agitada de um completo desconhecido sobre seus rostos, as carícias de uma pele dura e fria sobre seu corpo, um vai e vem em seu interior que não lhe fazia dano, mas estava quebrando ainda mais, se possível, seu pequeno coração.
O choro se fez presente e o desespero se converteu em dor.
R: "Para!" – exigiu com a voz entrecortada.
F: "O que foi Rach?" – sussurrou a escassos centímetros de seus lábios.
R: "Para Finn... para, por favor." – suplicava com os olhos fechados e as lágrimas caindo por suas bochechas.
O garoto se assustou e com cuidado abandonou o corpo da garota, deixando ela livre sobre aquela fria cama, completamente nua.
F: "Rachel... está me assustando. O que foi?"
A morena abandonou a cama. Se vestindo rapidamente, evitando a todo momento dirigir alguma palavra ao garoto, que desconcertado, a olhava sentado na cama.
F: "Rachel, pode me explicar o que te passa? Te fiz dano?"
O choro da morena era mais barulhento, apenas terminou de colocar a blusa, abandonou o quarto sem dizer uma palavra e diante o assombro de Finn, que confuso, tratava de assimilar o que estava acontecendo.
Mas nem tudo ia terminar naquele instante, com a morena de volta para onde quer que fosse e ele naquele quarto de hotel. Um pequeno contratempo que poderia ter resultados catastróficos para a morena estava a ponto de acontecer. Finn ficou pálido.
5:37am. Nemo começou a emitir uma espécie de latido que saía do pequeno sem força. Várias batidas na porta tiraram Quinn do profundo sono.
Se assustou ao comprovar a hora e o estado de nervosismo em que o pequeno Nemo se encontrava.
Q: "Tranquilo céu!" – disse tratando de acalmar o animal.
As batidas na porta voltavam a soar, dessa vez com mais força. Quinn se aproximou da porta e se dispôs a olhar pelo olho mágico para ficar petrificada ao descobrir seu visitante noturno.
Q: "Finn?" – disse abrindo a porta. "o que faz aqui?"
F: "Quinn, tenho que falar com você." – respondeu entrando na casa.
Q: "Finn, são cinco horas da madrugada. O que diabos faz?"
F: "É sobre Rachel." – disse com o rosto contorcido.
Q: "O que?... o que passa com a Rachel?" – se assutou.
F: "Não sei como dizer..."
Q: "Finn... o que passa com a Rachel?" – levantou a voz completamente nervosa.
F: "Ainda nada... mas pode acontecer."
Q: "Maldito seja Finn, fala de uma vez..." – deixou Nemo no chão.
Finn levava as mãos na cabeça, tratando de arrumar os pensamentos e buscar as palavras adequadas.
F: "Aonde ela mora?" – optou por tentar não dizer nada.
Q: "O que?... não sabe aonde ela mora?... Finn, a que vem tudo isso?" – se desesperava.
F: "Necessito falar com ela, urgentemente e não sei aonde mora... estive ligando para ela, mas não me atende."
Q: "Vem aqui, as cinco da manhã me assustando, para me dizer que não sabe aonde a Rachel mora?" – recriminou. "e como sabe aonde eu moro?"
F: "Averiguei na lista telefônica. Quinn, por favor, me fale aonde ela mora..."
Q: "Basta! Acha que é normal que venha me montar esse número só para saber o endereço dela?... fora... não quero te ver agora." – apontou par a porta.
F: "Quinn, é importante... por favor!"
Q: "O que está acontecendo Finn?" – gritou. "maldito seja, me fale o que está acontecendo de uma vez..."
OBS. 1: História original escrita por CARMEN MARTIN na fanfic 2 NUEVOS CAMINOS ( s/7412103/1/2_Nuevos_Caminos)
