N/T: Olá! Muito tempo sem postar aqui e eu não tenho nenhum motivo dramático para isso a não ser a falta de interesse por NWY. Quem acompanha as minhas outras traduções sabe muito bem que quando eu defino um cronograma ele é cumprido. Eu sou, porém, movida a incentivo. Eu sempre traduzo pensando em vocês, o que irão achar do capítulo, e espero ansiosa os e-mails chegarem para saber o que vocês estão pensando. Aqui isso não acontece. Eu estou tentando me animar a postar, mas sinceramente estou bem desmotivada.
Não me chamem de chata, por favor, eu não estou tentando fazer com que vocês gostem dessa história; ninguém é obrigada a ler o que não quer, não gosta, eu só estou tentando deixar claro o meu ponto de vista. Eu, com certeza dedicarei o meu tempo a algo que eu percebo que vocês irão ler e gostar.
Eu vou terminar NWY. Não sou de deixar nada inacabado, mas aqui, por enquanto não haverá cronograma.
Obrigada DeNobrega pela ajuda! 3
Capítulo 28: Passos de bebê
(Tradução: Nai e DeNobrega)
Em nosso recanto recém-alegado cheio de árvores, Masen e eu encontramos Caius e Riley novamente no dia seguinte. Ou mais especificamente, eles nos encontraram. Mais uma vez, sob as perfumadas folhas do nosso Eucalyptus adotado, nós comemos o nosso almoço. Eu, depois de ter lembrado de embalar para mim um sanduíche desta vez, o comi em pequenas mordidas enquanto dava a Masen suas fatias de pêssego. Caius acenou enquanto caminhavam até nós com Riley em seus ombros. Ele manteve a distância, e eu senti uma pontada de culpa por, possivelmente tê-lo insultado no dia anterior.
"Caius", eu chamei e acenei para ele. Quando ele parou acima de mim, eu olhei para ele - lutando contra o brilho do sol - sem saber o que dizer. "Você... você não tem que nos evitar."
"Eu acenei", ele disse com um encolher de ombros.
"O que eu quero dizer é que você não me assustou ontem. Eu só queria ser clara sobre Edward. Já houveram mal-entendidos no passado..." eu pensei em Paul e seu sorriso deliberado, e depois em Kate e seu sofá confortável. "Mas eu estou contente que Masen possa ter um amigo para brincar." Eu sorri.
"Sério?"
Eu concordei e ele sentou-se, erguendo Riley se contorcendo de seus ombros, sobre a cabeça em seu colo. Seu boné de baseball tinha sido derrubado na manobra, e ele o colocou de volta. "Bom, porque eu posso com certeza usufruir de um amigo agora, também."
"O que há de errado?"
"Nada".
Eu ri. "Bem, você me diz quando estiver pronto."
Ele soltou Riley porque era realmente isso ou continuar a ser chutado. Riley correu em círculos em torno de nós, fazendo Masen rir. Quantas vezes eu ouvi Masen rir, nunca foi por tanto tempo nem com tanta vontade como naquele momento. A visão dele me fez beijar sua adorável e sorridente bochecha.
"Então", Caius disse, tirando uma maçã de sua mochila, esfregou em sua camisa, e mordeu. "Você nunca me disse o que está cursando."
"Eu não estou", eu disse. "Edward estuda aqui, não eu."
Foi a vez de Caius a assentir em compreensão, ou o que ele achava que estava entendendo. "Eu entendo. Faculdade não é para todos."
"Não. Quero dizer, é para mim, mas não podemos controlar financeiramente ainda, e com Masen para pensar..."
Ele me olhou por um momento, piscou algumas vezes, deu outra mordida em sua maçã e em seguida, perguntou: "Será que realmente é essa a razão? Porque se é isso que está impedindo você de estudar, há recursos à sua disposição." Ele ajeitou o boné na cabeça, levantando-o, e colocando de volta. Eu viria, a saber, que esta ação ocorria quando ele estava ou perdido em um pensamento profundo, ou inseguro de si mesmo. "Minha esposa - ex-esposa - e eu fizemos isso. Nós não estávamos certos de que conseguiríamos num primeiro momento, mas ela completou a faculdade há dois anos, e eu estou no último ano agora. Você ficaria surpresa com o que... você pode realizar."
"Como?"
"Há subvenções, bolsas, auxílios para estudantes... e creche no campus. Há uma lista de espera longa para a creche, porém, por isso, se você estiver mesmo ligeiramente considerando isso, eu recomendo que você coloque Masen na lista agora. Não há nada a perder em apenas adicionar o nome dele."
Eu pensei sobre o que ele disse. Isso era possível? Que tipo de bolsas ele quis dizer? E Masen na creche? Alguém cuidando dele? Um estranho? Eu balancei minha cabeça.
"O quê?"
"Não importa", eu disse, e dei uma mordida no meu sanduíche.
"O quê?" ele disse novamente. "Será que eu ultrapassei os limites?"
Eu engoli em seco. "Eu acho que estou mais a fim de procurar um trabalho antes de pensar na faculdade. Edward não deveria estar fazendo tudo isso. Ele só não deveria."
Expressar essa observação não me impediu, no entanto, de abrir o laptop de Edward naquela tarde, enquanto Masen dormia, respirando profundamente por trás da tela ao meu lado. Sentada à mesa, eu procurei sites de faculdades na área da baía. San Jose State ficava há apenas trinta minutos, e San Francisco State, que parecia ter o mais amplo programa de literatura das duas faculdades, e era facilmente acessível por transporte público. Seria possível? Ou mais ainda, seria plausível? Esse pensamento trouxe consigo um sentimento vertiginoso para a boca do meu estômago, uma excitação pela faculdade que eu não tinha me permitido desde que eu descobri que estava grávida. Eu ouvi a porta dos fundos ranger e em seguida, bater e imediatamente fechei a minha página e o laptop.
"Há quanto tempo ele está dormindo?" Edward sussurrou, entrando no nosso quarto, e silenciosamente fechando a porta atrás de si.
Eu me levantei. "Cerca de dez minutos."
"Nós temos tempo, então."
Ele largou a mochila no chão e começou a me beijar tão rapidamente e com uma paixão tão instantânea que me fez rir.
"Shh", disse ele. "Não o acorde. Eu preciso de você."
Eu fiz uma careta. "Por quê? Há algo errado?"
Ele balançou a cabeça sem tirar os lábios do meu pescoço. "Porque você é linda...", disse ele, lambendo o meu pescoço até o meu ouvido, "... e eu te amo. Será que tem que haver qualquer outra razão?"
Meus olhos se fecharam, e seus lábios pousaram nos meus. Ele foi rápido tirar a minha roupa e me colocar na cama debaixo dele. Ele foi tão rápido que eu fiquei surpresa, até mesmo chocada, quando seus lábios deixaram o meu corpo e ele congelou onde estava como se alguém tivesse pressionado o freio.
"Por que você parou?" Eu perguntei quase ofegante.
"Olhe para suas costelas." Ele passou as mãos sobre elas, e apesar do fato de a ação proposta ter sido por causa da preocupação, era bom, e eu inalei. "Eu posso ver seus ossos."
"Então beije-os."
Ele olhou para mim. "Você está comendo o suficiente?"
"Sim".
"Quando você ficou tão magra?" Sua mão roçou na lateral do meu corpo e sobre meus quadris. "Por que eu não vi isso antes?"
"Eu não sei." Eu coloquei um braço sobre as minhas costelas e outro sobre o meu estômago.
"Não, não se cubra." Ele se moveu meus braços. "Eu não queria fazer você se sentir autoconsciente. Eu só não sei como eu não tinha notado."
"Eu não estou autoconsciente. Eu estou bem com o meu peso."
"Qual é o seu peso?"
"Você não pode perguntar isso a uma garota". Eu puxei seu ombro, tentando trazê-lo mais perto, tentando distraí-lo, mas não funcionou.
"Bella, isso não é uma brincadeira."
"47 mais ou menos."
Seus lábios tremeram. "Mais ou menos?"
"Menos".
Ele fechou os olhos e sussurrou, "Bella". Então, quando abriu os olhos novamente, ele levou a mão ao meu rosto.
"Você sabe", eu disse, "Eu corro atrás de Masen o dia todo, e eu nunca fui muito de comer".
"Não perca mais peso. Você vai ficar pele e osso."
"Edward?"
"Sim?"
"Você está acabando com o clima. Eu achei que você precisava de mim. Beije o meu corpo magro".
Ele me deu um meio sorriso antes de seguir minha sugestão, beijando sobre as costelas que ele disse que podia ver. Se a sua mente antes estava no meu peso, não estava mais aparentemente. Seus beijos, lambidas, toques e controlados gemidos velaram tudo no mundo fora do nosso amor.
Mais tarde, eu estava deitada de lado voltada para Edward, traçando seu peito. "Edward, você nem sequer disse oi para mim." Eu sorri para ele.
"Oi, Bella", ele disse.
"Mmm", eu disse, descansando a minha bochecha em seu peito enquanto ele rolava para deitar de costas, sua mão acariciando o meu cabelo. "Eu amo o jeito que você diz o meu nome depois do sexo."
"Só depois?"
"E durante. Está tudo bem agora?"
"Não poderia estar melhor", disse ele.
"Você se lembra de nossa primeira vez?"
"Como eu poderia esquecer? Foi uma das melhores noites da minha vida. Do tipo que você revive uma e outra vez em sua mente."
"Eu estou contente por nenhum de nós ter estado com outras pessoas. É tão... único."
Sua risada sacudiu a nós dois. "Eu concordo".
"Você já desejou ter tido outra pessoa?"
"Não, Bella. Porra. Por quê? Você já?" Ele levantou a cabeça.
"Claro que não. Como um cara, eu só pensei que talvez você se sentisse diferente sobre isso."
Ele pegou a minha mão na dele e ligou os nossos dedos, sua cabeça caiu no travesseiro.
"Como um cara", disse ele, "O que eu sinto por você, é muito mais do que luxúria. Eu não posso imaginar estar com mais ninguém assim. Nunca."
Eu olhei para ele, meus olhos nos dele. "Você sabe o quê?"
"O quê?"
"Por que não pode haver mais homens como você no mundo?" Eu empurrei meus dedos pelo cabelo dele.
"Por que não pode haver mais mulheres como você?"
"Eu não sou tão especial." Eu balancei minha cabeça. "Caras bons são mais raros que boas meninas".
"Você amor, é única", disse ele levantando-se para me beijar.
Eu suspirei, descansando o rosto no peito dele de novo, não convencida com o que ele disse. Eu sabia que ele falava sério, mas eu não acreditava em mim mesma. Essa descrença foi mantida ainda na baía por minha auto-admissão de que eu já estava tendo pensamentos particulares disso. Naquele momento, sentindo-me tão perto de Edward - o coração dele batendo contra minha bochecha, seus dedos deslizando pelo meu cabelo e pelas minhas costas - Eu pensei em compartilhar com ele estas últimas assombrações da minha mente. Mas eu não tive coragem de sobrecarregá-lo com as minhas incertezas sobre a faculdade - que eu tinha começado a questionar a minha própria decisão de adiá-la. Certamente isso iria passar. Tinha que passar.
"Eu te amo", eu disse, sentindo a necessidade de assegurar-lhe que, apesar dos meus pensamentos conflitantes, o meu amor era inabalável. Então eu me perguntei: Será que eu apenas disse a ele que o amava por culpa? Eu engoli toda a minha dúvida, como se fosse carne podre. Me obriguei a arrancar esses pensamentos da minha mente, me permitindo apenas pensar em Edward - a sua lealdade para com Masen e comigo, seu desejo de cuidar de nós da melhor maneira que sabia, e na sua capacidade de fazer do nosso futuro juntos uma realidade. Eu o abracei apertado. "Eu te amo", eu disse, desta vez só para ele.
~ NWY ~
Duas semanas antes de Masen completar um ano de vida, eu convidei os meus pais e os pais de Edward para uma visita de aniversário ao rapazinho. Minha mãe foi a primeira a responder que só teria disponibilidade para uma visita na Primavera. Talvez ela viesse para comemorar seu aniversário de um ano e meio. Carlisle foi capaz de conseguir um dia de folga do hospital, para que ele e Esme pudessem pegar um voo na manhã do aniversário de Masen, e voltar na mesma noite. Meu pai perguntou se poderia se impor - palavras dele, não minhas - e trazer Sue, Leah e Seth. Leah, apesar de não considerar seriamente Stanford para a faculdade, queria conferir algumas faculdades estaduais locais. Eu me ofereci para ir com ela, como ainda estava - apesar da minha batalha interna para o oposto - mais do que um pouco curiosa sobre as faculdades locais.
Ao contrário de Washington, o Outono era visto aqui na Califórnia antes de ser sentido. As folhas das árvores se transformaram de verde para marrom e amarelo, algumas nitidamente caíram no chão, enquanto que nós, seres humanos, ainda vestíamos roupar curtas, continuávamos a contar com as árvores pela sua sombra. Edward e eu dormíamos com as cortinas escancaradas e nossa janela ligeiramente aberta, enquanto os pássaros assobiavam lá fora. Em Forks certamente os únicos sons ouvidos através das janelas no início de outubro seriam pingos de chuva.
Eu aprendi algumas semanas atrás que Caius e Riley apenas vinham para o arboreto a cada duas semanas - as semanas que Riley estava com seu pai, em vez de sua mãe.
"Eu não sou divertido de estar ao redor quando Riley não está comigo, de qualquer maneira", Caius tinha me dito. "Eu sou um resmungão durante toda a semana."
Eu não poderia imaginá-lo sendo um resmungão, mas acreditei na palavra dele. Os resmungões seriam a menor das minhas preocupações se eu fosse forçada a ficar longe de Masen, mesmo por alguns dias.
Masen sem Riley para entretê-lo, estava insatisfeito de ter que ficar sentando ao meu lado. Ele queria explorar e caminhar ao redor da área gramada. Ele estava ficando mais e mais estável ao caminhar, agora só segurando uma das minhas mãos enquanto eu o deixava mostrar o caminho até chegar ao final da grama. Eu girei e nós voltamos para o lado oposto.
Na segunda-feira eu esperava o retorno de Caius e Riley, e tive que forçar Masen a se sentar apenas para fazê-lo parar e comer. Ele se contorceu e reclamou em voz alta, atraindo olhares dos transeuntes, até que eu coloquei a primeira colherada de purê de maçã em sua boca. Sua birra diminuiu e finalmente guiado por sua fome, ele comeu arquejando ansiosamente por mais.
Quando eu o alimentava, uma folha de papel voou para baixo e para o meu colo. Peguei-a entre o meu punho e minha perna antes da brisa varrer fora. Caius sorriu para mim, Riley em seus ombros.
"O que é isso?" Eu perguntei, então franzi o cenho. "E o que está em sua camisa?" Eu posso nunca ter usado a droga, mas eu sabia que era uma folha de maconha quando a vi. E tinha um grande desenho dela em sua camisa.
Ele riu. "Não é sobre a maconha", disse ele. "Esta camisa é feita de cânhamo*. É bom para o meio ambiente. É uma mensagem."
*Cânhamo é o nome que recebem as variedades da planta Cannabis e o nome da fibra que se obtém destas, que tem, entre outros, usos têxteis.
"Bem, eu espero que você esteja passando a mensagem certa para as pessoas." Olhei para o rosto pálido do homem que tinha instantaneamente se transformado em parte Emmett outra parte em Jasper. Fiquei imaginando qual surpresa ele me traria.
"Você está sugerindo que eu estou corrompendo as mentes ingênuas e inocentes de Stanford? Enfim, olhe para o que eu te trouxe." Ele apontou para o papel ainda sentado no meu colo.
Eu o peguei. Era algum tipo de formulário, com o logo "Arboretum Child Care" impresso na parte superior.
"Arboretum Child Care?" Eu repeti o que eu tinha lido, em seguida, olhei em volta. "Eu não acho que são permitidas creches aqui".
"Não. Na verdade, é do outro lado do Arboretum Road. Há um ônibus que passa lá. Enfim, basta preenchê-lo. Não há mal nenhum. Vou até entregar para você quando for deixar Riley. Você pode decidir mais tarde se precisa ou não dos seus serviços, mas coloque Masen na lista. Pode levar um ano até que eles tenham uma vaga disponível. " Ele colocou Riley no chão, que imediatamente foi atrás maçã de Masen.
"Aqui, você pode até mesmo usar a minha caneta". Caius me entregou uma caneta que tirou da mochila e se sentou.
"Por que você está fazendo isso por mim?" Eu perguntei ainda indecisa em preencher o formulário.
Ele deu de ombros. "Por causa de seus olhos."
"Os meus olhos?"
"Eles me lembram dos olhos de uma corça. Você olha para o mundo como se nunca tivesse visto antes. Com olhos de fascinação, como se dissessem que você quer mais.".
Eu senti meus olhos de corça se estreitando. Definitivamente hoje ele está sendo Jasper. "Riley vai para essa creche enquanto você está na aula?"
Ele acenou com a cabeça. "E nos dias em que eu trabalho."
"Onde você trabalha?"
"Preencha a papelada enquanto eu respondo."
Olhei para Masen.
"Vou ficar de olho nas crianças, também."
Eu destampei a caneta e em seguida comecei a preencher meu nome. Masen correu atrás Riley.
"Não vá muito longe, amigo" Caius disse a seu filho antes de me enfrentar. "Eu trabalho em uma antiga casa do centro que foi convertido em uma pousada. Eu sou porteiro/mensageiro lá nos finais de semana e em algumas noites. Quando a creche não está disponível eu levo Riley comigo. A proprietária do estabelecimento é uma doce velhinha e ela não se importa. Ela adora Riley como um neto. Ela usa aqueles vestidos que são bem largos, já que ela costumava ser muito maior, mas desde que perdeu peso nunca renovou o guarda-roupa". Ele sorriu e balançou a cabeça, como se ele tivesse acabado descrever carinhosamente a própria avó.
Ela está contratando?"
"Por quê?" Ele riu. "Está interessada?"
"Sim, eu estou."
"Tudo bem. Vou falar com ela."
Eu balancei o papel. "Ei, obrigado por fazer isso. Você não precisava."
"Como eu disse, eu queria." Ele teve que correr atrás de Riley e Masen, que já estavam um pouco distante de nós. Ele levantou os dois ao mesmo tempo e os trouxe de volta.
"Você deve trazer Riley para festa de aniversário de Masen na próxima semana" eu disse pegando Masen de Caius. Masen devia estar cansado, por que veio com muita boa vontade para o meu colo.
"Sim, eu o levo, mas... ele estará com a mãe."
"Você não pode trocar o dia com ela?"
Ele balançou a cabeça. "Se eu trocar com ela, tenho que abrir mão do meu fim de semana e ela fica com ele por duas semanas seguidas. Eu não posso lidar com isso."
"Por que ela faria isso?"
Ele colocou seu filho no chão, e vimos como Riley foi até uma árvore com as raízes expostas para subir e descer sobre elas. "Não faz sentido para ela. Ao mudar o horário eu fico com ele por dois finais de semana, então ela equilibra, entendeu?"
Eu balancei a cabeça.
"Mas... eu posso levá-la para a primeira festa de aniversário em que Riley é convidado..." Ele estava com um olhar distante e pensativo, enquanto torcia os lábios "Ela pode ir. Você se importa se ela for?"
"Nem um pouco."
Masen pegou minha a camisa e se levantou, em seguida bateu no meu ombro.
"O que é isso? Você precisa trocar sua fralda?" Fiz o sinal para a fralda, e ele retribuiu com sua própria versão do sinal.
"Impressionante", Caius disse antes de ir atrás de Riley, que havia desistido das raízes, decidindo que fugir era mais divertido.
Eu peguei uma fralda da mochila e coloquei Masen deitado na grama. "Eca", eu disse quando vi o que Masen tinha para mim em sua fralda.
"Eca", Masen disse enquanto eu o limpava.
"O que você disse?"
"Eca", disse ele novamente.
"Isso é certo", eu disse, sorrindo. "Eca".
~ NWY ~
Caio me fez lembrar tanto de Jasper que durante o trajeto para casa minha mente vagou até Alice. Decidi convidá-los para a festa de Masen também. Eu sabia que não seria fácil para eles, mas eu tinha um pouco de esperança que de alguma forma eles conseguiriam. Esperei dois dias pela resposta de Alice.
Em seu e-mail ela pediu que eu enchesse Masen de beijos por ela, mas não mencionou se eles viriam ou não. Eu supus que ela imaginou que a resposta era tão óbvia que não houve a necessidade dela me dizer. Em vez disso ela me falou de uma casa velha que tinha sido concedida a um casal com necessidade - a filha deles tinha um problema no coração. Alice não pôde ou não quis elaborar sobre a condição. Ela apenas disse que a menina tinha dez anos, era doce e corajosa.
"Pintamos o quarto de lavanda, Bella," Alice escreveu: "E antes que a tinta secasse, nós jogamos brilho nas paredes para que eles brilhassem na luz. Você deveria ter visto a menina. Cabelos castanhos, mais curtos que os meus e todo o seu corpo coberto de purpurina. Ela não conseguia parar de sorrir. Eu queria que você estivesse aqui. Você teria adorado. A menina, Anna, ela pediu a sua mãe para não tomar banho, e ela dormiu repleta de brilho. Ela disse que se sentia como uma fada"
"Quando saímos, uma estranha tristeza caiu sobre mim. Eu não conseguia entender o porquê. Nós tivemos um grande dia. Enfim, é claro que Jasper sentiu. Ele colocou o braço em volta de mim e me contou como genuinamente feliz a família era apesar da doença da Anna, e que não devemos sentir pena deles. Eles não iriam querer isso. Mas Bella, eu só não sei como não posso me sentir mal por eles, quando eles estão tão despreocupados agora, mas logo eles perderão o único pouco de sol que eles têm. Sua filha".
Depois de ter lido algo assim, eu não poderia ter evitado pensar sobre meu próprio filho. Fui até Masen que dormia de lado de forma angelical em seu berço, suas pequenas mãos dobradas descansando sob o queixo. Toquei seu rosto enquanto ele cochilava suavemente, seus lábios carnudos, sobrancelhas finas. Ele se mexeu levando os dedos à boca para chupar. Eu não podia sair dali. Eu fiquei em cima dele, observando por quase uma hora até que ele acordasse. E quando acordou e me viu lá, ele sorriu. Eu sorri de volta, o peguei, abracei e chorei.
~ NWY ~
Na sexta-feira à noite antes da festa de aniversário, Masen, Rosalie, Emmett, Edward, e eu estávamos todos sobre Masen para que ele desse seus primeiros passos. Eu realmente queria que Edward estivesse por perto quando isso acontecesse. Ele já tinha perdido muito.
Emmett segurou a minha câmera de vídeo enquanto eu me sentei no chão na frente do sofá, segurando as mãos de Masen. "Solte as minhas mãos", eu disse a Masen e ele fez com um grande sorriso, sorrindo. "Agora dê um passo." Eu corri para o outro lado da sala "Venha aqui", eu disse. Ele veio para mim, mas se apoiou sobre a superfície de madeira clara da mesa de café. "Precisamos de mais espaço", eu disse e Emmett puxou a mesa para o lado com uma das mãos.
"Vá para o outro lado", Rosalie disse sentando-se na cadeira atrás de mim. "Leve-o até Edward".
Virei Masen e Edward se ajoelhou em frente a nós segurando seus braços para fora. "Vem cá Masen. Vem".
Masen ficou de pé por conta própria, pulou para cima e para baixo, dobrando e esticando as perninhas, gritando, mas não deu nenhum passinho. Todos nós o olhamos ficar lá por alguns minutos, ainda parado no mesmo lugar. Ele ficou tão firme, sem mesmo vacilar, e eu sabia que se tentasse ele conseguiria, mas ele não tentava. Edward estendeu a mão mais próxima a Masen e ele a agarrou caminhando até ele e então soltou a mão. Virou-se para o resto de nós como se esperasse por nossos aplausos, por isso nos o fizemos.
"Ele não está pronto", disse Edward. "Se estivesse pronto, ele o faria".
"Ele pode fazer isso", eu disse. "Eu sei que ele pode."
"Mas por alguma razão ele não quer", Edward disse.
Emmett deixou a câmera de vídeo prata que era tamanho de sua mão em cima da mesa e empurrou para o lado. "Vamos tentar novamente mais tarde, B".
Rosalie foi até Edward e pegou Masen como se quisesse resgatá-lo. "Você fez muito bem", disse ela, e circulou o nariz com o dela.
Eu me arrastei para Edward. "Eu quero que ele faça isso por você", eu disse agarrando sua camisa ao lado.
"Eu não tenho que trabalhar até domingo", disse ele. "Ele vai fazer isso." Ele pegou meu braço e me puxou mais perto para me beijar.
"Vamos lá, Masen," Eu ouvi Rosalie dizer atrás de mim. "Sua mamãe e papai tem muito que fazer agora".
Eu ri contra os lábios de Edward e ele riu também. "Ela está certa, porém", disse ele e em seguida aprofundou o beijo, seus braços me envolvendo e nossos risos sumiram.
Meu pai, Sue, Leah e Seth haviam chegado naquela manhã, e estavam em turnê pelas faculdades. Eles tiveram que sair logo após a sua chegada, cheio de saudações, abraços e beijos em Masen, só tendo este um dia para passar por três faculdades. Eu era incapaz de acompanhá-los, afinal de contas, desde que eu tinha que me preparar para a festa e não tinha uma razão legítima nesse ponto para acompanhá-los. Eu no entanto, tive um momento para levar Leah até meu quarto.
"Leah", eu disse, "Eu sei que eu fiz um trabalho horrível em manter sua tatuagem em segredo, mas em minha defesa, eu não sabia que era um segredo."
"Este é um pedido de desculpas?"
"Não exatamente. Preciso de um favor, e eu preciso dele mantido em segredo."
"O que nós somos agora, algo como irmãs?"
"Se você não está confortável com isso..."
"Não, eu estou. Qual é o segredo?" Ela se inclinou para frente com uma sobrancelha levantada e um sorriso malicioso, como se eu estivesse prestes a dizer-lhe algo realmente suculento.
"Você pode pegar alguns folhetos e as formulários de aplicação de admissão a mais? Você irá pegar alguns de qualquer maneira, certo? Basta pegar um a mais de cada um para mim, por favor."
"Este é o seu segredo? Todo mundo já sabe que você está pensando em ir para a faculdade."
"Eu sei. Mas eu não quero que ninguém saiba que isso está na minha mente agora. Só quando eu decidir algumas coisas e arrumar a minha cabeça."
Eu não sabia que a minha cabeça estava literalmente abaixada, até que ela se aproximou e levantou para mim. "Não se preocupe. Eu vou pegá-los e eu não contarei a ninguém. Mas da próxima vez Bella, quando você disser que irá me contar um segredo, que ele seja bom".
Com a ajuda de Leah eu escondi meus únicos papéis de San Jose State* que pertenciam ao meu interesse, no fundo da minha gaveta de calcinhas. Senti mais do que uma pitada de culpa em meu coração por realmente esconder alguma coisa. Essa culpa me fez pegar os papéis e jogá-los no lixo.
*San Jose State: Universidade Estadual San Jose na Califórnia. É a mais antiga instituição pública de ensino superior na Costa Oeste dos Estados Unidos. Também conhecida como SJSU.
"O que você está fazendo?" Perguntou Leah.
Olhei para a lata de lixo perto da mesa, agora cheio com os papeis da faculdade. Rapidamente me abaixei, os peguei, guardei novamente na gaveta e saí do quarto deixando a lixeira vazia.
"Imagine se acabarmos na mesma faculdade", disse Leah seguindo-me para fora.
Esse era exatamente o tipo de pensamento que eu estava tentando dificilmente evitar. Eu detestava a excitação simultânea e resistência que jogavam comigo como cabo-de-guerra, sempre que eu considerava seriamente faculdade. Eu ainda sabia que em primeiro lugar, eu precisava de um emprego.
Depois que Leah me ajudou a esconder os papéis, ela se atirou ao comprido no sofá. "É muito quente aqui!" Ela disse interrompendo as conversas ao redor da sala. "A Califórnia não sabe que é outubro?"
"Eu gosto" eu disse. "Eu não posso dizer que sinto falta da chuva."
"Eu vou te dizer uma coisa: em Washington nunca temos que desejar a chuva como vocês fazem." Em seguida ela levantou se sentando rapidamente. "Masen?".
Todos nós seguimos seu olhar para Masen que tinha soltado completamente da mesa de café e deu três passos, depois se abaixou para pegar sua bola macia.
"Edward?" Eu disse. "Por favor, me diga que você viu isso!"
Ele colocou um braço em volta da minha cintura e beijou o lado da minha cabeça.
"Eu vi meu amor."
Eu olhei para ele. Nós dois estávamos irradiando nossos sorrisos de pais orgulhosos.
"Todos nós vimos isso, amor", Emmett disse estendendo a mão para a câmera de vídeo, tendo sido considerado em silêncio o nosso cinegrafista.
"Dê mais alguns passinhos", eu sussurrei para Masen agachando em sua direção. Então eu notei a vermelhidão brilhante em torno de seus lábios "O que é isso na sua boca?" Quando olhei mais de perto, notei que ele estava segurando alguma coisa. Abri sua mão se contorcendo para encontrar a metade de um tubete de alcaçuz. "Como ele conseguiu isso?"
Eu me virei para Emmett, o único conhecido por manter um fornecimento constante de Red Vines*. Com seu rosto parcialmente protegido pela câmera de vídeo, pude ver seu único olho arregalar.
*Red Vines: Fabrica de doces na Califórnia que produz tubetes de alcaçuz. Algo semelhante aos nossos tubos vermelhos da marca Fini.
"Você deu doces a ele? Ele poderia engasgar com isso."
Ele baixou o braço, a câmera de vídeo agora ao seu lado. "Ele só estava chupando, eu estava de olho nele."
"Emmett!" Rosalie disse.
"O quê? Ele me viu comendo, fez carinha de quem queria e ainda fez sinal de 'por favor'. Eu não poderia dizer não quando ele fez isso."
"Você" Eu apontei para ele, "Acabou de ganhar seu troféu "Dá o fora, babá". Você não pode dar as coisas a ele só porque ele é bonito e tem boas maneiras".
"Sinto muito amor, eu não vou fazer isso de novo."
"Por que todo mundo a chama de "amor"? Perguntou Leah. "Todos devemos chamá-la assim agora?"
"Não", eu disse, enquanto Emmett ao mesmo tempo disse: "Sim".
"Bella?" Seth disse por trás de mim, de pé entre o meu pai e Sue. Eu me virei em sua direção "Esqueça o alcaçuz. Masen está bem, e ele apenas deu seus primeiros passos na frente de todos."
Deixei escapar uma pequena risada e balancei a cabeça. Fui até ele e o abracei "Nunca mude. Você é sábio", eu disse.
"Espere" Edward disse. "Eu sou o menino inteligente, o menino bobo, o menino louco, mas ele é "sábio"?"
"Admita Edward", eu disse. "Seth é sábio. Não seja ciumento."
Edward riu.
"Ele puxou ao pai" disse Sue com um sorriso orgulhoso nos lábios.
"Eu sou igual a quem?" Perguntou Leah voltando para sua posição esparramada no sofá.
"Você é igual a mim", Rosalie disse caminhando em direção a ela. "Só que você é menos atenciosa." Ela bateu na perna de Leah "Sente-se. Ou vá para o quarto".
Olhei para todos os rostos ao meu redor. Eles estavam todos sorrindo, felizes, e eu pensei que não havia melhor maneira de comemorar o primeiro aniversário de Masen.
"Oh!" Meu pai disse erguendo os braços, revelando dois sacos de papel branco. "Eu trouxe o jantar. Chinês. Vocês gostam de comida chinesa?"
"Eu duvido que alguém aqui possa honestamente responder a essa pergunta", disse Emmett. "É improvável que qualquer um de nós já comeu autênticos pratos chineses, mas o que você trouxe vai ficar bem." Ele pegou os sacos de comida das mãos do meu pai e se dirigiu para a cozinha. "Além do MSG".
"O quê?" Perguntou meu pai.
"Ignora Charlie", Edward disse. "Qualquer dúvida só irá encorajá-lo. Acredite em mim, é para o seu próprio bem."
Beijo,
Nai.
