Nota da Autora:

As sessões sublinhadas representam os prompts que deviam ser incorporados na história.

Capitulo vinte e nove

"O que você quer dizer com apenas um quarto e uma cama?"

Hermione puxou sutilmente na manga da camisa de Malfoy para deixa-lo saber que ele estava sendo escandaloso e desagradável. Ele empurrou a mão dela pra longe. Vários clientes que estavam saindo estavam olhando para eles com interesse. A moça bonita com a sombrinha amarela tinha até os seguido pra dentro do estabelecimento e estava no momento olhando pra Malfoy como se ele fosse um belo par de sapatos em particular que ela não podia comprar, mas gostaria de provar de qualquer jeito.

"Olhe aqui," Malfoy disse, enfiando os dedos no balcão usado. "Eu enviei uma coruja com antecedência para fazer uma reserva."

O recepcionista do Cobblestone era aparentemente um exemplo de pessoa alegremente indiferente. "Você o fez, Sr Merrybones. Nós recebemos sua carta e pagamento esta manhã. O problema é, filho, que nós estávamos completamente lotados desde duas semanas atrás. É essa convenção de produtores de caldeirão, você vê? Todos os quartos na cidade estão ocupados. Eu acho que a única vaga que temos é um-"

Malfoy estreitou os olhos e desafiou o homem a dizer.

"Solteiro," o recepcionista terminou, com um sorriso presunçoso. O jeito atrevido de Malfoy estava obviamente o divertindo.

"Apenas pegue, tudo bem?" Hermione cutucou. "Esqueça os dois quartos de uma vez."

Ela se arrependeu das palavras logo que elas saíram de sua boca. Malfoy transferiu toda a força de seu desgosto pra ela. Era como ser atravessado com um vento do ártico. Ela tomou um passo pra trás para descongelar.

Ele não estava gostando de um dos efeitos colaterais de não ser reconhecido, nomeando o fato de que pessoas não se acovardavam, não jogavam pétalas de rosa a seus pês ou empurravam sua filha mais nova solteira a frente para o 'Sr George Merrybones', como eles fazem para o Sr Draco Malfoy.

"Eu vou acrescentar um dia extra completo de hospedagem, pela metade do que quer que ela está cobrando," disse a bruxa com a sombrinha, inclinando a cabeça em direção a Hermione.

Hermione encarou a garota, se perguntando em que ponto no tempo ela tinha chegado em Malfoy e pressionado seu peito levemente enrugado contra o bíceps dele. Malfoy, enquanto isso, estava olhando pra ela como alguém olha pra um gato carinhoso que você estava muito ocupado para acariciar no momento, mas se pudesse talvez voltar um pouco mais tarde.

"Eu aconteço de ser sua esposa," Hermione disse para a bruxa rudemente. Ela sentiu a sobrancelha interna de Malfoy levantar com sua proclamação.

Bem, que se dane todos eles. Eles eram supostos para fazer o papel de casados não é?

A bruxa sorriu pra ela. "Uhuh. E eu sou a mãe dele." "Sally, você se importa?" o recepcionista pediu, cansado. "Estou tentando comandar um negócio aqui."

"Eu também," Sally a prostituta respondeu, mas ela balançou os quadris para longe sem parecer agravada. Quando ela estava na entrada, ela se virou para assoprar um beijo para Malfoy.

Hermione resistiu a vontade de interceptar o beijo e jogar de volta na cara da garota.

"Nós podemos oferecer alguns feitiços de extensão por um custo mínimo, se isso é do seu gosto?" o recepcionista estava dizendo. Ele obviamente sentiu um potencial encontro lucrativo.

"Isto seria ótimo, obrigado," Hermione se apressou, interrompendo o que quer que Malfoy estava prestes a ameaçar o Homem com. O idiota ainda estava levemente distraído pela Sally dos quadris balançando.

O recepcionista limpou a garganta, feliz de chegar a um acordo. "Eu vou apenas reembolsa-lo pelos dois quartos e escreve-lo uma nova fatura." Ele mexeu embaixo do balcão, mas Draco o parou. Seria melhor se não houvesse nenhum sinal da estadia deles.

Hermione bateu os dedos contra o balcão. Ela estava na verdade bastante ansiosa para ver com o que uma fatura de bordel se parecia.

"Fique com o dinheiro." Adicionando, Malfoy passou um pequeno monte de galeões para o homem. "Pela sua descrição."

Aparentemente, este não era um pedido novo ou surpreendente, já que o recepcionista meramente acenou e pegou o dinheiro. "Descrição é o nosso lema, jovem rapaz. Agora, vocês aproveitem sua estadia no nosso ótimo estabelecimento."

Satisfeito que os planos dele não tinham ido pelos ares, Malfoy removeu o boné de 'Nutrisolo' com um suspiro de prazer e correu uma mão pelos cabelos para desamassa-los. Era uma coisa tão normal para um garoto fazer e Hermione estava surpresa pelo fato de que ela gostava de vê-lo ser ele mesmo. Ele não o fazia muitas vezes.

De fato, quanto mais tempo ela passava na companhia dele, mais ela gostava dele. Embora você realmente precisava descascar todas as muitas camadas isolantes de arrogância e ambivalência...

Ele ainda era essas coisas, mas elas não eram todo ele. Toda a espada e armadura sem sentido fazem bem a ele, aparentemente. Ele tinha um tom bem atrativo em suas bochechas e os olhos dele estavam, por falta de uma palavra melhor, brilhando.

"Eu acho que eu gosto do Beco sem Saída," ele informou, dando a ela um sorriso lascivo.

Hermione não duvidava. Era o tipo de lugar dele.

A última vez que eles tinham compartilhado um quarto, eles tinham estado cegamente bêbados, gargalhando, felizes, recentemente tatuados e completamente fora de suas mentes com luxuria induzida por magia. Desta vez, eles estavam sóbrios, ambos em corpo e mente. Havia uma nuvem negra de responsabilidade pairando sobre eles, porém Hermione não deveria saber que a preocupação de Draco não era apenas sobre sua herança.

O negócio de espião estava pesando bastante.

O quarto deles era a terceira porta vermelha fina, ao longo do corredor curvado no quarto andar. Eles tinham ganhado uma chave e uma toalha do tamanho da mão de Hermione. A pequena toalha, para a diversão de ambos, era na verdade decorada com um monograma. Hermione a reclamou silenciosamente como um suvenir, para rir sobre em tempos melhores.

"Nós colocamos um banheiro, mas é melhor não ficar lá por muito tempo vai que cai em vocês!" cacarejou o zelador. Que também era o homem da campainha barra porteiro barra cozinheiro.

"Amável," Malfoy disse, piscando exatamente duas vezes. Ele subiu a escada, cuidadosa para não tocar o corrimão ou a parede ou as moças trabalhando subindo e descendo pelo estabelecimento, vai que vulgaridade provava ser algo contagioso.

Eles tiveram um momento estranho quando eles chegaram no quarto e pararam no portal. Malfoy brincou com uma alçana sua mochila e a apressou depois que a porta foi aberta.

"Damas primeiro."

Certamente ela não poderia ser culpada por pensar o pior dele antes dela considerar o fato de que ele podia estar apenas tentando ser educado? Um Draco Malfoy educado e cortes era quase como um Harry Potter dançarino de salão.

Se você visse tal coisa você ia querer tirar uma foto.

Hermione espiou o quarto, extremamente suspeita. Não era tão ruim quanto ela tinha antecipado. Era do tamanho de seu quarto em Hogwarts. A cama era pequena, com uma coberta térmica que tinha sido remendada a tal ponto que era mais uma sucata perfeitamente colada, ao invés de um edredom original. Mas a madeira do chão tinha sido esfregada limpa e tinha um cheiro prazeroso de limão de lustra moveis. Ao lado da pequena cama, estava um pequeno guarda roupas com um jarro de cerâmica e base que gritava 'rústico'. Também havia uma janela. Mas era alta de tal modo que apenas faíscas de luz do sol da tarde entravam, no entanto. O teto era levemente côncavo, mas isto era esperado quando você usava feitiços de expansão.

Talvez alguém tinha arranjado um acidente? Talvez os feitiços de expansão eram defeituosos? talvez havia um portal interdimensional no chão que iria engoli-la e depois cuspi-la sobre o Tamisa?

Hermione deu a Draco um olhar sagaz. "Você primeiro."

Ele franziu a testa pra ela e levantou mais sua mochila sobre os ombros. "Entra, Granger."

"Você entra!" ela exclamou, com uma histeria crescendo.

Ele abriu a boca, deu a ela um olhar de desgosto e então sem nenhum aviso, pegou ela no colo. Hermione mal teve tempo de gritar antes de ser carregada sem cerimônia pra dentro do quarto e jogada na cama. Ele surgiu sobre ela, parecendo extremamente insultado.

"Ainda viva? Ainda inteira? Membros ainda presos?"

Corando, ela deu a ele um olhar acanhado. "Desculpa! Eu sou apenas er, naturalmente cautelosa."

"Se eu realmente quisesse machuca-la, eu..." Ele interrompeu.

Hermione suspirou. A cama era bem confortável. "Sim, sim, você já teria feito antes."

Ele não estava a encarando mais. Ele estava encarando a perna dela. Mais precisamente, ele estava encarando sua maldita tatuagem de dragão.

A saia dela tinha subido. Subitamente sentindo-se tremendamente auto consciente, ela ruborizou e abaixou sua saia, mas ele largou sua mochila e segurou a mão dela.

"Não, me deixe olhar." A voz dele estava incrivelmente gentil. Não era uma ordem, era uma sugestão. Ele pegou a perna dela, logo abaixo do joelho. "Mudou."

Ele arrancou as sandálias dela e elas bateram no chão, soando quase mudas para Hermione. Sem dúvida por que sangue parecia estar correndo pelas orelhas dela em alta velocidade, deixando todos os outros sons mudos. Os pés descalços dela estavam pressionados contra o peito dele e ela podia sentir a batida constante e forte do coração dele. O dedão e o indicador dele apertaram seu tendão de Aquiles levemente antes de mover mão devagar pra cima, sob a panturrilhasuave dela.

Ele passou para segurar o joelho dela levemente. E então, sem urgência, ele tirou sua saia do caminho, de modo que o tecido azul fina de sua calcinha ficasse visível no quadril dela. Fora isso ele parecia cuidadoso em preservar a modéstia dela.

"Vê isso," ele começou, lembrando a Hermione um pouco de David Attenborough em seu maior entusiasmo, "Não é apenas cinza mais, está brilhando como se você tivesse pó de diamante em sua pele," ele disse, a voz grossa. Ele correu a ponta de um dedo sobre a cauda. "Não parece que foi pintada, parece como se estivesse realmente gravada na sua pele agora. Ainda se sente o relevo. Impressionante."

Ela tremeu quando o dedo dele acariciou a cauda, sobre o osso do quadril e desceu de volta. E então a palma calorosa dele deslizou pela coxa dela e deu a volta, até que ele estivesse efetivamente segurando a parte de dentro da coxa onde a cauda do dragão terminava. Partes dela que pareciam ultimamente estar desconectadas da sessão de seu cérebro que produzia senso comum, estava viva e necessitada. Inconscientemente, ela estava arqueando pra ele.

Se ele a tocasse, o julgamento dela iria desmoronar e não teria volta. Ainda, ela queria.

Ela queria ser pega naquele mesmo redemoinho que parava o tempo que a fazia esquecer sobre qualquer outra preocupação que ela tinha além de onde ele iria toca-la na próxima vez. Ele tinha essa habilidade, que era o motivo dele ser perigoso.

Hermione se perguntou se ele se sentia da mesma forma sobre ela. Tinha se tornado uma dor dentro dela. Era como se eles fossem dois imãs, chamando pelo outro e ainda tentando o seu melhor para manter uma distância segura. Estava se tornando cansativo.

Ele estava quase a abrangendo sobre a pequena cama. Parecia uma posição precária e ameaçadora para ela estar, mas ela passou a noite anterior acalmando um Draco afetuoso, sem proteção e havia bem pouco medo sobrando nela.

Oh havia um pouco, mas não era mais uma distração avassaladora.

Os dedos dele se apertaram tentativos na pele suave e pálida dela e então soltaram deixando uma marca fraca avermelhada.

"Sua pele é como pétala de rosa," ele respirou. A reverencia sincera na voz dele lhe deu calafrios. "Você marca muito fácil."

Ela olhou pra ele, os olhos lindos dele estavam abaixados e ele estava tão próximo a ela que ela pensou que podia contar cada cílios negro. A franja dele fez cocegas no nariz dela.

"Talvez nos devíamos ter insistido por dois quartos afinal," ela disse.

Abruptamente, Draco balançou a cabeça, como se isso fosse limpar a neblina que tinha caído sobre os dois. Ele limpou a garganta, levantou-se da cama e foi ficar de pé na janela. Ele fez um show de olhar entre as ripas de madeira para o trafego humano abaixo.

A expressão na face dele era ilegível. Eles ficaram em silencio por um longo minuto doloroso.

"Isto não é como eu planejei passar as últimas semanas do meu último ano." Havia uma melancolia na voz dele que Hermione sabia que era mais que o problema do Fida Mia.

As palavras dele também viraram possibilidades no ar entre eles.

"Sinto muito," ela disse. Ela realmente sentia, também. Ela sentia muito por ser fraca na noite da festa, sentia pelo mal julgamento, sentia por não ter cuidado por ambos quando ela podia ter prevenido o desastre. Sentia por ficar longe de Harry e os outros quando eles precisavam dela.

Ela apenas sentia muito.

Os ombros dela caíram. Para o seu horror, ela sentiu lagrimas brotando.

Malfoy estava olhando pra ela estranho. "Vem aqui," ele disse.

Ela foi até ele, tremendo um pouco e com apenas um sapato. Se o que ela pensou estar acontecendo entre eles estava realmente acontecendo, eles tinham um timing terrível.

Era uma coisa estranha, se sentir o mais segura que ela já se sentiu, de pé dentro do abraço caloroso dos braços da pessoa que uma vez tinha sido seu inimigo. Talvez todos os inimigos podiam ser amigos ou amantes se você desse uma chance a pessoa. Talvez nada estava escrito em pedra, não importando o quanto você tivesse certeza.

Como sempre, ele cheirava inacreditável. Sabão em pó. Pele limpa. Draco.

O inchaço na testa dele estava quase completamente curado. Ela não podia evitar e não se preocupou em tentar. Ela cutucou.

"Ainda não somos amigos?" ela o perguntou.

Ele suspirou. Era um dia lindo e quente do lado de fora. E eles tinham algumas horas pra gastar antes da reunião marcada com o expert em Fida Mia.

Um resumo das notas de Hermione sobre Fida Mia (do capitulo seis).

- 1762. O especialista em Feitiços dinamarquês e famoso polígamo, Lars Hendricks, ao ser negado permissão oficial do Ministério para casar-se com suas cinco amantes desenvolveu um ritual de casamento personalizado. O Fida Mia foi escolhida como a base do encantamento inventado. Nota de interesse: Lars foi mais tarde processado e multado pelas autoridades locais por manipulação mágica imprópria de uma cabra. Nota para si mesma: procurar qualquer associação com 'Aberforth Dumbledore'.

- 1800. Fida Mia, o feitiço de casamento foi desenvolvido pela família Hendricks (numerando cerca de trinta e seis membros) e comercializado como uma alternativa de casamento da moda para os votos matrimoniais de bruxos "antiquados". E menos de cem anos mais tarde, o feitiço foi declarado ilegal na Grã-Bretanha, mas ainda era praticado em partes da Europa Oriental.

O jovem rapaz retirou seu paletó, relógio de bolso e abotoaduras, jogando os dois últimos numa mesa de café. Ele rolou as mangas pra cima, tirou os sapatos e desabotoou os dois primeiros botões de uma linda camisa branca. Havia um sofá usado num canto da sala e se jogou sobre ele parecendo pensativo.

Uma mulher idosa de cabelos cinzas inclinada, mas longe de frágil, entrou na sala carregando uma bandeja de limonada.

Eles normalmente comemoravam uma conta de sucesso com uma bebida densa, mas a saúde de sua bisavó não era o que costumava ser. Então, era limonada esses dias, ou as vezes um bom vinho quente se estivesse particularmente frio.

"Pés fora da mesa, por favor," a idosa disse, colocando a bandeja na mesa. "Eu posso estar apenas alugando, mas eu gosto desse lugar."

"O salão cheira como doninha morta."

Ela serviu um copo pra ele. "Bem? Como os nossos jovens pombinhos estão lidando?"

Ele aceitou a bebida e a encarou com preocupação em seus olhos 'trocados'. Eles eram idênticos aos dela – um azul e um verde – uma característica curiosa que os marcava como sendo da mesma família curiosa. Só que os dela eram notavelmente esfumaçados com a idade.

"Eles são crianças Nana" "Pah, eles não são crianças! O garoto já viu mais que você. Quando eu tinha a idade deles eu já tinha três filhos e estava comandando o negócio da família." A mulher estava de pé com a mão em seu largo quadril e ajustou seu monóculo. "Eu acho que você deveria ter escolhido melhores candidatos. Nós poderíamos ser os causadores de um pouco de problemas. Você sabia que o pai do garoto é um Comensal da Morte? A garota acaba por ser uma boa amiga de Harry Potter."

Nana Hendricks moveu uma mão num gesto desconsiderado. "Sim, aquele homem odioso, Borgin, mencionou isso. Eu, é claro, disse que não fazia ideia do que é um Comensal da Morte."

O jovem ficou boquiaberto pra ela. "Você não pode estar falando sério."

"Quando se trata do negócio de família, eu sou sempre seria, meu garoto."

"Depois você vai me dizer que não faz ideia de quem é Voldemort..."

A idosa acenou. "Ah, agora esse nome eu conheço. Tive um certo encontro com ele num beco em Copenhagen quarenta anos atrás. Ele estava mijando numa parede."

"Você é uma graça, Nana."

Ela deu um olhar intenso a seu bisneto. "Você não tem trabalhado comigo por tempo o suficiente pra saber quando eu estou contando piadas."

Ele fez um som frustrado. "Voltando ao assunto anterior, Eu acho que temos um problema."

"Tolice!" ela bateu no joelho dele. "Nos encontramos problemas antes e eu venho fazendo isso por quase um século. Você é muito melhor nisso do que seu querido bisavô. O homem tinha um rosto que era muito honesto."

Seu bisneto estava dando a ela um olhar cético.

"O jogo tem sempre sido igual," ela continuou, com um orgulho familiar. "Eu, velha e misteriosa de higiene oral lamentável, caso o par." Ela bateu as palmas juntas. "Eles acordam, entram em pânico quando os encantamentos começam a fazer efeito. Eles procuram de cima a baixo por uma cura. E apenas acontece de existir um expert na cidade naquela mesma semana! Você entra com uma cura, rápida e cara, que eles anteriormente assumiram que não existia. É uma forma de viver bem organizada,se eu posso dizer."

Ele cruzou os braços. "Exceto não há uma verdadeira cura para um Fida Mia de verdade."

A idosa franziu a testa pra ele. "Sim, eu sei disso, garoto, meu próprio avô criou o feitiço afinal." "O que eu quero dizer é que não vai existir uma cura pra esse par."

A idosa foi bem rápida no entendimento, apesar da maior idade. O monóculo dela caiu de seu poleiro. "Diga de novo?"

"O feitiço pegou! De verdade dessa vez!"

Ela se sentou pesadamente do lado dele no sofá e colocou uma mão enrugada na garganta. "Eu não lancei um Fida Mia de sucesso em mais de oitenta anos." Ela olhou pra ele com a testa franzida. "Você tem certeza? Você tem muita certeza?

"É claro que tenho certeza! Apenas ficar parado perto deles era como caminhar por mel."

Ela engasgou, parecendo surpresa. "Sim! "Sim, é assim que se sente. Pra nós de qualquer forma. Nós sentimos diferente, nós Hendricks...!" "Você deveria pegar pares ruins, Nana. Este é todo o ponto. O casal se frustra porque o feitiço funciona e nós colhemos as vantagens quando nós eliminamos o encantamento. Nós não podemos fazer isso se for permanente."

"Eu nunca disse que eles pareciam ser uma boa combinação!" ela protestou. O jovem se levantou. "Nós deveríamos desaparecer. Londres tem sido boa pra nós. Eu odiaria não ser capaz de trabalhar aqui mais."

"Nós não podemos oferece-los uma cura, você percebe? Pena, o rapaz é rico. Nos poderíamos ter cobrado três vezes mais que o valor normal e ele ainda pagaria."

A idosa deu de ombros. "Isto pode ser, mas nós ainda podemos cobrar por uma consulta, meu rapaz."

Sim, ele podiam, não podiam? Seu bisneto sorriu pra ela. Trabalhar nos negócios da família estava se tornando melhor do que ele podia ter antecipado.

Os Hendricks tinham sempre sido uma família pragmática.


10/01/2017