Oláááá! Como estão todos? Ganharam presentes do Papai Noel? Ah! Eu ganhei!^_^ Fui uma boa menina esse ano, mereci, certo? Ok... Eu chantageei o velhote e ainda ameacei ele sequestrando uma das renas, assim ele me deu mais presentes do que realmente merecia Oras...quem não chora não mama! Mas vamos lá. Hoje temos a primeira parte de um cap. Espero que curtam.

JJ


- Tem certeza que é nesse lugar mesmo, Urahara? Já andamos há quase meia hora e não encontramos a Rukia. – Ichigo já não suportava mais a própria ansiedade. Queria abraçar sua namorada e fazê-la sentir-se protegida. Sabia que ela estava com medo e sofrendo.

- Are, are!Será que não pode tentar pelo menos ter um pouco de paciência? Já estaremos no corredor dela. Além do mais, já tivemos que matar uns cinco homens no caminho até aqui. Tenha paciência. Ela logo estará em seus braços. Contenha-se e fique esperto, pois Aizen estará ciente de nossa presença em questão de tempo. Logo teremos que enfrentar muito mais. – Urahara com sua voz amena ajudava a acalmar o ruivo que lutava para não sair gritando pela menina. Todos já estavam espalhados pela mansão. De dois a dois, cada dupla seguiu para uns dos imensos corredores que existia naquele local. A noite escura auxiliava no trabalho surpresa, mas nem por isso estava sendo fácil, já que tinham que eliminar os inimigos sem chamar muita atenção. Até o momento não tiveram nenhum problema, mas não podiam contar com a sorte pra sempre. Ichigo e Kisuke andavam sorrateiramente por um dos corredores nortes da mansão. Sentiam estar perto da menina, pois dos lugares que já haviam entrado, aquele era o que continha mais sentinelas. Não poderiam com todos eles, por isso aguardavam os outros chegarem para invadir o lugar. Seria um golpe muito perigoso a vida da Kuchiki, mas teriam que tentar.

Não demorou muito para que a maioria retornasse, somente Nel e Hisagi não vieram, pois ficariam de guarda em uma das saídas que já não havia mais sentinela.

- Pelo que consegui arrancar do último guarda, a Kuchiki-san esta em um dos quartos da ala norte, ou seja, nesse corredor. O problema é que Aizen também se encontra num quarto contiguo. Tem homens armados até os dentes ali. Teremos que fazer com cuidado se não quiser perder a pequena. – Nanao sussurrava para seus companheiros. Ichigo franziu o cenho ao pensar na possibilidade de algo acontecer com sua pequena. Não permitiria isso de forma alguma. Mas como invadir sem colocá-la em risco?

- Então precisamos que alguém de nós entre no quarto da menina e garanta sua segurança, enquanto os outros invadem o restante. A regra básica é bater e correr! – Soou Urahara atrás de seu estranho chapéu. Madarame sorriu ante esse cenário de guerra. Amava combates e esse não seria diferente. Apesar de carregar na cintura uma pequena pistola que raramente usava, levava nas mãos uma lança que separada formava duas katanas presas em uma corrente. Verdadeiro achado nos dias atuais, e uma loucura se enfrentar com alguém armado. Mas isso é o que ele menos pensava. A morte não era nem de longe sua maior preocupação.

- Eu vou. – Ichigo alçou a voz, mas não o bastante para ser descoberto por seus inimigos que vez ou outra faziam ronda próximo da sala onde estavam escondidos. Logo teriam que confrontá-los não havia mais onde se esconder.


O quarto estava escuro e as vozes das pessoas soavam atrás daquela porta pequenina. Este era um cômodo menor que o anterior, não tendo sequer janela. Uma pequena cama de solteiro e um criado mudo faziam parte do mobiliário. Rukia estava encolhida na esquina do quarto junto à parede branca que eram trevas neste momento. Sentia o corpo todo formigando. Tremores contínuos não deixavam de invadir-lhe e o desejo imenso de sumir do planeta era intenso. Já não se ouviam soluços ou gemidos, somente lágrimas solitárias escorriam pelo rostinho que estava entre as pernas. O kimono colorido que vestia estava aberto e o obi jogado ao lado do corpo trêmulo. As mãos apertavam os joelhos e a posição fetal era máxima, não queria que ninguém encostasse nela. Sentia desespero e dor. Algumas partes de sua pele ardia e com toda certeza deveria estar manchada pela pressão que há poucas horas havia sofrido. Seu pior pesadelo estava acontecendo. Sem prévio aviso sentiu o desejo repulsivo de vomitar e assim o fez. Ao lado de si mesma. Não tinha mais vontade de viver ou preservar-se. Estava com medo. Pavor. Ódio. Não sabia mais o que realmente sentia. Mas algo demarcava seu rosto no meio daquela escuridão, que era o sentimento de dor. Kuchiki Rukia estava destruída. O olhar vago e perdido; as unhas rasgavam a pele próximo ao joelho; os cabelos já não estavam mais alinhados como Halibel havia deixado antes de sair do quarto a pouco mais de meia hora. Quem a visse pensaria que era a mesma imagem de cinco anos atrás, quando perdeu sua jovem irmã.

- I-chi-go... – Somente um nome soava entrecortado em seus lábios mordidos manchados de sangue coagulado. O nome daquele que um dia ousou devolver-lhe seu sorriso. Mas esta lembrança parecia tão longínqua que parecia que fazia séculos que o conheceu. Apenas aquela pequena e efêmera esperança a fazia entoar seu nome. Era algo que não podia deixar de fazer, apesar de não acreditar em momento algum que sairia dali com vida. Em seu âmago sentia repulsa de si mesma por não ter alcançado forças para destruir aquele monstro que lhe tirou tudo. Pouco importava não ter sido violada e saído praticamente ilesa fisicamente, somente com algumas marcas que Grimmjow lhe deixara na pele. O que não conseguia remediar o ódio era sentir aquelas emoções misturadas. Medo, raiva, frustração, fraqueza e ódio de não ter feito nada. Nada para matá-lo. Sim, era isso o que queria. Vê-lo morto. Nunca se imaginou pensando algo assim. Sequer conseguia matar um inseto sem sentir pena da pobre alma. Agora o único desejo que tinha era querer matá-lo com suas próprias mãos. Saber que foi enganada e conviveu, ainda que por pouco tempo, com aquele estuprador sem escrúpulos ou remorsos só aumentava as sensações que estava experimentando. Quanto tempo se passou e sua irmã não pode vivenciar com ela? Enquanto ele estava curtindo sua miserável vida, namorando, estudando, se divertindo à custa de vidas inocentes como a de sua irmã. Não era justo. Ele deveria estar morto, não Hisana. Não era ela quem deveria estar enterrada naquele lúgubre cemitério da família Kuchiki. Queria vingança. Justiça. Só queria ser livre desse passado hostil que a consumia. E quando finalmente pensou que poderia esquecer pelo menos um pouco esse pandemônio, se vê novamente consumida por ele. Novamente lagrimas escorriam pela bochecha ate cair no charco do vomito que lhe fazia companhia. Tocou o rosto molhado e com austeridade passou as unhas sobre a pele alva, rasgando ao seu compasso a maciez que outrora tanto se orgulhava. Seu corpo congelou quando ouviu o rangido suave da porta, entrando uma luz vivida do exterior acompanhado de alguém. Não quis se virar, pois temia ser seu algoz e sabia que não poderia lutar contra ele. Mas usaria todas as suas poucas energias para matá-lo e se matar junto.

- Rukia? – Uma pequena corrente elétrica invadiu seu corpo. Aquela voz almejada estava sussurrando naquela prisão horrível. Sem perceber parou de rasgar o próprio rosto e vagarosamente girou o corpo para que pudesse enxergar aquele se tornara sua luz. Lá estava aquele cabelo rebelde de cor laranja. Aqueles olhos amendoados brilhantes e o sorriso terno. Não era um sonho. Ou talvez estivesse ficando louca? Seu corpo relaxou quando sentiu o calor daqueles braços lhe envolver. O cheiro forte amadeirado invadiu seu olfato. Os orbes pareciam querer escapar de seu rosto. Não era loucura, Ichigo estava ali. Estava abraçando-a com intensidade, enquanto deixava suaves beijos sobre sua bochecha e pescoço. O rapaz estava escondido entre seus cabelos sussurrando palavras entrecortadas. Pequenas gotas cálidas escorriam sobre seu pescoço, e sabia serem as lágrimas do amor de sua vida. Reagiu lentamente e rodeou com seus finos braços as costas do rapaz. Sentiu-se levantada do chão e seu corpo apertado contra o dele. Queria nunca acordar se fosse um de seus sonhos. Queria morrer ali naqueles braços. Nada mais lhe importava, nem mesmo a ânsia de vingança. Somente aquele sorriso cálido lhe bastava.

- Ichi. – Balbuciou tentando encará-lo, mas devido o aperto exagerado que ele lhe fazia não podia. Ichigo ainda escondia seu rosto em seu ombro. Parecia chorar baixinho, mas o corpo entesado do rapaz já estava aliviando aos poucos, e o abraço ficou mais folgado para que pudesse respirar melhor.

- Eu vim te buscar nanica. Nunca, mas nunca mais ninguém vai te machucar. Eu juro... E-u ju-ro, amor! – E mais uma vez pôde ver aqueles olhos brilhantes. Ichigo a estava encarando com um sorriso tristonho. Como desejou ver novamente aquele olhar que lhe enchia de paz e coragem. Os lábios do rapaz tomaram os seus devagar. Nem mesmo a dor de seus machucados fora suficiente para tirá-la daquele torpor que era ser beijada por Ichigo. Que diferença se comparado aos beijos nojentos de Grimmjow. Se pudesse daria todo seu corpo para satisfazer seu herói. Nunca mais permitiria que outro a maculasse. Somente uma pessoa tinha direito em tomá-la da forma que bem desejar, e seu nome é Kurosaki Ichigo.

- Ei Don Ruan, vamos tirar a pequena daqui? A coisa está ficando feia aqui fora. – Hiraku com seu enorme sorriso advertiu o casal que não queria sair de seu próprio encantamento. Ichigo não esperou mais e com estremo cuidado levou Rukia no colo ate a porta. Enquanto a beijava esqueceu-se de onde estavam e a confusão que ocorria no imenso corredor. Gritos e tiros agora eram audíveis e não demorou em reagir. Hiraku e Ichigo correram para o canto esquerdo onde estavam seus companheiros. Uma sala gigantesca era o reduto de seu grupo e foi pra lá que levaram a Kuchiki. Rapidamente Nanao vestiu a pequena com um colete a prova de balas. Todos estavam com um também. Os xingos e gritos de Aizen eram ouvidos por todo o lugar. Como haviam conseguido invadir o lugar e alcançar a vitima era uma incrível incógnita que seria esclarecida assim que saíssem dali. Se saíssem dali com vida. Vários mobiliários de madeira pesada foram arrastados para a porta formando uma barreira que escondia parcialmente os atiradores. Ikaku, Tensei e Kyuraku atiravam com extrema destreza. Hiraku e Urahara faziam cobertura a Nanao e Ichigo. Este não largava a menina que estava amuada em seus braços. Sentia tudo em volta girar, mas o calor que Ichigo emanava a fazia ter esperanças.


- DROGA! DROGA! Tenho que sair daqui logo. Maldito Tousen! – Grimm se esgueirava pela tubulação do ar condicionado. Ao primeiro barulho de tiro, subiu por ela para escapar do lugar. Algo em seu intimo o fazia crer que essa luta era perdida. Não fazia idéia de quantos homens haviam invadido a mansão. Mas não pagaria pra ver. Não que fosse um covarde, em hipótese alguma. Jamais fugiria de uma batalha. Mas com um braço imobilizado pela fissura causada por Tousen e algumas costelas quebradas não seria de muita utilidade. Prezava sua própria existência. Algo que levava da Alemanha era a própria vontade de sobrevivência. E o que o fortalecia? Seu ódio e desejo de vingança. Agora tinha uma forte. Queria terminar o que começou com a deliciosa Kuchiki, alem de matar Tousen.

Não demorou muito para descer o estreito corredor para estar no estacionamento sul da mansão. Ao longe divisou dezenas de carros de policia cercando todo o lugar. Em breve estariam rodeados de policiais. Como aquilo estava acontecendo não sabia, mas sentia que logo o descobriria, e não estava nada feliz por isso. Esgueirou-se ate um dos carros, mas não entrou, não adiantaria de qualquer forma. Correu em direção ao jardim para tentar escapar pela pequena floresta que ficava atrás da mansão. Tinha uma única chance de escapar, e não poderia perdê-la. Aonde iria?Era uma das questões que lhe assaltavam. Pensou na casa do avo, mas descartou o obvio. Seria o primeiro lugar onde o buscariam então se lembrou de Ulquiorra e pensou numa bela possibilidade. Apesar de ainda não estar de todo satisfeito, já que o rapaz praticamente sumiu desde o seqüestro da pequena Kuchiki. Mas se preocuparia com isso depois, agora tinha que sobreviver, e nisso ele tinha experiência de sobra.


- Meu bebê está morto? – Entoou de forma mecânica e vazia. Parecia um robô falando. Não chorou ou derramou lagrimas, era como se não soubesse como solta-las. Tatsuki tomou a mão da amiga e apertou para mostrar-lhe que estava ali com ela. O medico plantonista tentou tudo o que pode para tentar salvar o feto, mas a violência que a garota havia sofrido não lhe deixou outra opção que forçar o aborto. Sem dizer nada mais, o jovem médico saiu do quarto pouco iluminado. Arisawa estava quebrada. Já tinha horas que aguardava os exames da companheira de sala, e quando já passavam das três da manha, tiveram a pior noticia de suas jovens vidas. A morte daquele que já era tão esperado. Inoue afagou o próprio ventre e abaixou a cabeça. Não havia rastro de desespero ou dor, somente vazio. Como se quem tivesse morrido fosse ela e não a criança.

-Hime. Vai ficar tudo bem. Talvez tenha sido melhor assim... Aque-le monstro... Ele... – Não pode continuar quando viu o olhar perdido da amiga se concentrar em seus lábios. O que ela havia dito? Porque uma criança inocente tinha que morrer? Como aquilo era melhor? Puniu-se e sentiu as próprias lagrimas. Choraria pela amiga. Sentiria sua dor. Abraçou-a com desespero e sucumbiu ao choro. Inoue não reagiu e somente deixou-se ser abraçada. Não estava conseguindo assimilar o que acabara de ouvir.

- Me-u be-bê está mor-to? – Repetiu cada palavra. E como se todos os sentimentos que já não sentia mais viessem à tona de uma vez, tombou nos braços da amiga. Seu mundo estava destruído.

- Inoue-san? Arisawa-san? – Ishida abria rápida a porta do quarto de suas companheiras. O que encontrou quebrou seu coração. Tatsuki banhada em lágrimas, com Inoue desmaiada nos braços. Retirou os óculos e se recostou na parede. Suas pernas não lhe obedeciam. A garota que amava estava destruída bem a sua frente e o que fez para ajudar? Nada. Simplesmente nada. Escorregou pela parede e iniciou em coro um choro silencioso, acompanhando Arisawa em seu desespero.


Pequetucho eu sei, mas era Natal, certo? kkkkkk Achei horrível esse cap, mas não tive mais cabeça para melhorá-lo. Odiei ter terminado novamente com a Inoue, mas vou corrigindo isso. Não teve jeito mesmo. Enfim, espero que curtam o Ano Novo e me presenteiem com lindas reviews... ou vou ter que ameaçar vocês também? Aiaiai... mais um ano que terei que forçar o bom velhinho...estou sendo malzinha novamente! kkkkk
Beijasso galera,
Fui...
JJ