Nikke – Eu escuto a sua musica direto, não sai do meu mp3, ela é muito linda

Nikke – Eu escuto a sua musica direto, não sai do meu mp3, ela é muito linda! O grupo anti-meninas sofreram por causa do orgulho, mas eles vão se redimir em grande estilo, e o sofrimento delas está acabando. Aguarde. (a história ainda guarda muitas surpresas)

Iodes – Uma dica: Fabrizzio não é irmão do MM. Sou má mas nem tanto. O sofrimento está acabando (pelo menos em relação à máfia), arrume mais alguns pacotes de lenço, pois ainda teremos lagrimas. (assistia a todas as novelas do SBT e agora estou vendo as novelas japonesas, é uma choradeira só)

Andarilho das Fic – Ta aparecendo mesmo, como disse a Iodes eu assistir muitas novelas mexicanas, mas eu não tenho culpa, elas se meteram no mundo do crime e das drogas onde só tem sofrimento!

Flor – O Fabrizzio não é irmão do MM. E não duvide que o nosso canceriano mataria quem quer que fosse pela Hikari. O grupo anti-meninas está sofrendo (merecido) principalmente Shaka e Shion. Será que a Camila vai perdoá-lo...? Será que a Farah vai ta viva até lá?

Tenshi – Com esse reforço eu que vou pedir a máfia para me seqüestrar. Saga, Itachi, Kabuto e Sasori? Esse quarteto fantástico! O sofrimento delas estão acabando e a grande maioria terá seu final feliz.

Danda – Gomen...

Saga – (dando um pedala em Krika) – autora daltônica! A Chiara é loira, para que você usa óculos? .

Krika. – ai... foi mal, eu me confundi. Foi mal Danda.

Saga – presta atenção! Daqui a pouco vai me por de cabelo verde!

Krika – já pedi desculpa! Ò.ó olha que eu mato a Chiara e você fica viúvo.

Saga – experimenta fazer isso ò.ó!!

Danda, o sofrimento delas vai acabar, todos os dourados vão se mexer rsrsrsr

Aredhel – Ali está na área para infernizar a Farah, só que o Shaka vai aparecer... e aí... dá ate para imaginar o que vai acontecer.

Margarida – Está certa, não é um conto de fadas e nem vai terminar como um. Aguarde as surpresas.

Dri – Sem problemas com a review! Elas têm que sofrerem mesmo quem mandou se meter com a máfia? Rsrsrs, mas elas terão um final feliz, pelo menos algumas. Realmente a musica ficou perfeita, fora que ela é linda.

Kitana – Depois de tantas ameaças, eles tomaram decisão e vão salva-las. E será em grande estilo.

Capitulo 35: Reencontro

Santuário 9hrs A.M. um dia para o julgamento.

Atena acordou assustada com o telefone que não parava de tocar. Atendeu ainda sonolenta, mas logo despertou. Era Klaus dizendo que estava chegando a Athenas.

Trocou de roupa e pediu a presença de todos os cavaleiros em seu templo o mais rápido possível, mas não os contou qual era o motivo.

- Será que Atena descobriu alguma coisa? – Aioria se juntou ao grupo formado por Mu, Saga, Kanon e MM.

- Podemos esperar qualquer coisa. – disse o canceriano que seguia mais a frente.

Kanon estava mais atrás calado.

- Mask.

- O que foi? – continuou a andar.

- Quero te pedir desculpas.

O canceriano parou.

- Não deveria ter te julgado, me desculpe. Agi como um idiota.

Mask continuou parado, os demais observavam.

- Não é a mim que tem que se desculpar e sim com a Hathor.

- Tenho que pedir desculpa aos dois. Alias, a todos e a todas. Graças a mim a situação está desse jeito.

- Tudo bem. – o olhou. – passou.

- Companheiros? – o geminiano estendeu a mão.

- Companheiros. – MM retribuiu o comprimento.

Os demais sorriram, pareciam que as coisas voltavam ao eixo. Durante o trajeto conversavam, de menos Shaka que seguia atrás silencioso. Passaram por aquário.

Kamus fitava o canceriano que conversava com Aioria e Shura. Queria pedir desculpa, mas o orgulho...

- Me desculpe... – disse baixinho.

Dohko e Miro que estavam próximo pararam, MM também ouvira, mas fez de bobo.

- Me desculpe Giovanni. – disse num tom um pouco mais alto.

- Me chamou? – o guardião da quarta casa virou para ele.

- Desculpa. – disse sem encará-lo.

- O que? Eu não ouvi.

- Desculpa.

- Fala alto.

- É surdo? – gritou. – desculpe. – abaixou o rosto. – agi errado com você. Não deveria tê-lo julgado. Eu sinto muito.

O canceriano o encarou, Kamus pedindo desculpa, não era algo de se ver.

- Não só a você, como a todos. – olhou para os demais. – eu sinto muito.

- Está tudo bem. – Miro tocou no ombro dele. – não se preocupe.

- Faço das palavras do escorpião as minhas. – Giovanni cruzou os braços. – já passou. Apesar de tudo não tenho nada contra você. – frisou, olhando fixamente para um cavaleiro de madeixas loiras.

- Obrigado.

- Que bom que tudo está se resolvendo. – disse Shura. – agora é só encontrá-las.

Não disseram nada. Shaka desviou o olhar, a frase anterior tinha sido dita para ele, e apesar do clima está mais ameno, sabia que muitos ali não o tinham perdoado e nem perdoariam principalmente o canceriano.

Restava a ultima casa, entraram estranhando o silencio e a penumbra. Normalmente a casa de Afrodite sempre estava clara e com o aroma das rosas pelo ar.

- Será que ele saiu?

- Saberíamos. – Mu olhava ao redor. – Afrodite.

- Ontem quando eu sai, o deixei no jardim. – disse Dohko.

- Peixe! – MM gritou, entrando casa a dentro. – quer responder!

Os outros limitaram a segui-lo, adentraram casa a dentro, indo para o jardim. Os que não tinham visto ficaram surpresos ao ver o jardim todo negro.

- Por que as rosas estão negras?- Indagaram Saga e Kanon.

- Longa historia. – disse MM a procura do amigo. – Afrodite!

- A ele ali. – Aiolos apontou para o meio do jardim.

O pisciano estava sentado em profundo silencio.

- "Ele permaneceu aqui?" – Dohko olhava pasmo.

- Afrodite, Atena está chamando, vem logo.

- Não vou... – não virou para eles.

- Como não? – MM arqueou a sobrancelha. – anda logo.

- Para que? Gabrielle está morta. Todas as rosas estão negras.

Olharam entre si, alguns sem entender.

- Ela não está morta. – o canceriano entrou no jardim. – você está precisando de óculos. – sorriu irônico.

- Sem piadas. – vociferou.

- Então por que aquelas rosas estão vermelhas?

Afrodite ergueu o rosto na hora, olhando para MM.

- O que disse?

- Veja. – apontou.

Ao final do jardim, perto das pedras, duas rosas estavam vermelhas. Dite correu as pressas e ajoelhando ao lado sorriu.

- Vermelhas...

Não era só duas, uma terceira estava com a metade das pétalas da mesma cor.

- Isso é sinal que...

- Gabrielle está viva. – o canceriano aproximou tocando no ombro dele. – vamos, Atena nos espera.

Os que sabiam da historia sorriram, se Gabe estava viva, poderia ser sinal que as outras também estavam e com essa esperança em seus corações rumaram para o décimo terceiro templo.

Atena em seu escritório aguardava a chegada deles e de Klaus, que pousara a pouco no aeroporto do santuário. Ouviu batidas na porta.

- Entre.

- Senhorita Kido, o senhor Klaus.

- Faça-o entrar, por favor.

- Saori. – o senhor estendeu a mão.

- Klaus, como está?

- Bem. Desculpe por não mandar noticias por esse tempo, estava ocupadíssimo.

- Têm boas noticias?

- Onde estão os meninos que cuidaram delas?

- A caminho. Sente-se, por favor.

- Obrigado.

Não esperaram nem cinco minutos e os doze estavam na sala.

- Tatsume, e Shion?

- Bati inúmeras vezes, mas ele não responde.

- O que houve com ele? – Mu ficou preocupado.

- Está trancado desde ontem no quarto.

- Remorso. – MM sussurrou.

- Mu vai chamá-lo, por favor, diz que é uma ordem.

- Sim.

Tiveram que esperar por quinze minutos até que os dois arianos chegaram. Shion estava com o aspecto pálido e os olhos ligeiramente vermelhos. Não disse nada parando ao lado de Shaka.

- Já que estão todos aqui. – iniciou Klaus. – primeiro, desculpas por não mandar noticias, com essa confusão...

- Conseguiu informações? – Aioria o cortou.

- Ainda um pouco vagas. – não se importou com a interrupção. – mas a mais importante é que os advogados que trabalham para a máfia russa estão dirigindo para Genebra.

- E o que isso quer dizer? – indagou Miro.

- O julgamento é amanha, às 11 horas, horário local. Por que precisariam de advogados se as testemunhas chave estão mortas? Não teriam o que temer.

- Se estão mandando é porque o julgamento ainda pode acontecer o que significa...

- Que a ameaça ainda existe. – MM completou o raciocínio.

- Isso mesmo. Elas ainda estão vivas.

Sorriram.

- Mas onde elas estão?

- Encontramos pistas que nos leva a Itália. – o celular tocou. – um minuto, por favor.

MM saiu logo atrás.

- Giovanni aonde vai?

- Não demoro Atena.

- Não pode sair agora. – disse Shaka.

- Não amola. – saiu batendo a porta.

Atena sentou em sua mesa, só restava esperar.

- Por que ele saiu desse jeito? – Shura cruzou os braços.

- Você consegue entende-lo? – Kanon imitou o gesto.

- Não.

- Então não me pergunte. Nunca dá para saber o que se passa naquela mente.

- Pois é aquela mente que vai nos ajudar. – disse Dite brincando com uma rosa vermelha.

- Por que diz isso? – indagou Shaka.

- Intuição.

MM desceu as escadarias correndo, entrou em casa as pressas indo para o quarto, se dependesse das informações da Interpol, seria tarde. Parando na frente de uma parede retirou uma pedra, desde os tempos de Ares, fazia ali seu cofre. De dentro pegou uma caixa de madeira, que continha um brasão na tampa.

Colocou a caixa sobre a cama e recolocou a pedra.

- Jamais pensei que fosse usar isso novamente. - disse abrindo a caixa. Dentro dela havia vários papeis, mas o objeto mais precioso era um mapa.

Abriu-o, fitando os paises europeus e asiáticos ali representados e as varias legendas que ele tinha. Enrolou novamente, seguindo para o templo de Atena.

O clima hostil pairava entre alguns dourados e Shaka e Shion. Atena sentada na sua mesa aguardava a volta de Klaus. A porta foi aberta de forma violenta, com cara de poucos amigos, MM entrou.

- Onde estava?

- Agindo. - respondeu seco. - com licença Atena. - abriu o mapa sobre a mesa.

- O que é isso?

- Que mapa é esse?

Afrodite que sabia um pouco de italiano aproximou e leu o titulo.

- Cosa Nostra? - ficou alarmado. - Cosa Nostra, não é máfia italiana?

- Foi fundada pela minha família. - disse indiferente.

- Quer dizer que você...

- Fui membro.

- O QUE?! – exclamaram estarrecidos.

- Um cavaleiro de Atena?

- Sim um cavaleiro de Atena. Parem de se mostrar os santos, temos assuntos mais importantes.

- Do que se trata? - indagou Saga aproximando.

- Esse mapa contem informações sobre as máfias. Estão vendo essas estrelas douradas, sobre esses paises? - mostrou. - a estrela sobre a França, é a máfia francesa. As demais são russa e chinesa. As estrelas menores são organizações subordinadas a elas.

- O que são essas linhas entre os países? – indagou Mu.

- Rotas. Azuis, trafico de drogas. Vermelhas, trafico de armas. Verdes, trafico de humanos. Amarelas, rotas de corrupção e trafico de pedras preciosas e a preta, rota de fugas. Prestem atenção.

Ate Atena o olhava fixamente.

- Klaus disse que um avião partiu para Varsóvia e seguiu para Vilnius. Estão vendo? Não existe linha preta ligando essas duas cidades.

- Quer dizer o que?

- Ou estão em Varsóvia ou em outro lugar de menos Vilnius.

- Como pode ter certeza?

- Nós seguimos regras e elas têm que ser severamente seguidas. Qualquer extravio é punido com a morte. Essas rotas são para a própria segurança das máfias. Cada membro possuiu um mapa como esse, com maior ou menor riqueza de informações. Se vai fazer qualquer coisa, tem que segui-las. Estratégia de logística.

- A Interpol deve ter um desses.

- Pode até ter, mas é falso.

- Falso?

- Assim como o dinheiro esses mapas têm selo de autenticidade. São fabricados de forma peculiar. Cada membro possuiu uma identificação pessoal. Olhem. - apontou para um brasão estampado do lado esquerdo no alto. - é o brasão da minha família. Primeira identificação: a familiar. A segunda é essa. - MM ergueu o mapa, colocando-o contra a luz, puderam ver um caranguejo. - minha identificação pessoal: caranguejo símbolo de câncer. Os mapas falsos podem ate ter um brasão, mas não tem essa identificação. Lançamos no mercado negro alguns mapas falsos, justamente para serem encontrados pela policia, governo, Interpol. É uma maneira de enganá-los.

- E se algum membro vender o verdadeiro?

- Antes que chegue ao destinatário, ele estará a sete palmos. Somos fieis e qualquer traição é condenada a morte. Somos tão leais, quanto somos a Atena.

- Sabia de tudo isso, sabia do nosso risco e não nos contou? – Dohko não sabia se ficava surpreso ou admirado.

- Sou leal a minha família, assim como sou a Atena.

Ouviram uma batida na porta.

- Entre.

Era Klaus, munido de vários papeis e seu notebook.

- Conseguimos encontrá-las.

- E onde elas estão? - indagou Aioria.

- Vou mostrá-los. - ao ver o mapa, Klaus ficou branco. - onde conseguiram?!

- Não interessa. Onde elas estão? - MM cortou-o.

- Aqui.

Abriu um mapa sobre o de Mask.

- Um mapa da máfia?

- Conseguimos através de um homem. É o mapa da família Castelli.

MM começou a rir.

- Isso é falso.

- Falso? – Atena o fitou.

- Explique-se rapaz.

- Há quanto tempo tem esse mapa?

- Dois anos.

- Os Castelli não existem mais, essa família passou a fazer parte dos Benzis, os mapas deles foram substituídos, há mais de cinco anos. Alem do mais - sorriu. - que cópia mais grosseira, o brasão é uma imitação barata, identificação pessoal nem deve ter. Foi enganado senhor Klaus.

- Como sabe disso?

- Sabendo. - respondeu seco. - qual o seu palpite do paradeiro delas?

- Partiram em direção a Varsóvia, em seguida o avião foi para Roma.

- Roma? - MM aproximou.

- Sim. Elas estão aqui.

A rota que ele dissera fazia sentindo, havia conexão entre as duas cidades, mas... o canceriano debruçou sobre o mapa de Klaus, em seguida pegou o seu.

- Até que não fizeram tão mal feita. - pensou alto. – eles pensaram.

- Acha que elas podem está lá? - indagou Kamus.

Ele não respondeu. Precisava pensar, não como o cavaleiro de câncer e sim como um legitimo mafioso. Apontou o dedo para Roma, havia uma pequena estrela. Sabia que ali as garotas trazidas da América latina desembarcavam rumo a Milão.

- Rota perigosa... - murmurou. Percorreu o dedo até Nápoles, ali era fechado os negócios. - pensa Giovanni, pensa.

Os dourados, Atena e Klaus o olhava apreensivos e espantados. Os dourados jamais imaginaram que ele fizera parte da máfia, que surpresas mais ele guardava? Atena estava perplexa por um de seus cavaleiros estarem metidos nesse meio e Klaus o olhava com desconfiança.

- "Esse rapaz sabe de mais coisas do que diz saber."

Os olhos percorriam todas as cidades italianas, sendo Fabrizzio o líder da operação era cem por cento que elas estariam na Itália, mas onde?

- Buscemi - disse parando os olhos numa cidade. – é claro.

- O que foi? Descobriu algo?

- Elas estão em Buscemi.

- Pode ter certeza?

- Sim. Buscemi é um vilarejo, deve ter pouco mais de mil pessoas. É cercado por montanhas e um lago. Ao norte existe um castelo, construído no renascimento. Pertence aos Romanelli desde essa época. É um lugar de difícil acesso. Só pode se chegar por lá pela estrada ou por barco, mas tudo é fortemente vigiado. Eles o usam para guardar armas. Fabrizzio as escondeu lá.

- Quem é você? - indagou Klaus. - pelo que percebi Saori e seus companheiros estão tão surpresos quanto eu. Diz coisas, conhece detalhes dignos de um mafioso, seu sobrenome é igual aos deles. Fabrizzio lhe soa familiar. Quem é você?

Mask ficou calado.

- Você faz parte desse mundo, não faz? É da família Romanelli.

Continuou calado. Klaus abriu seu note e acessando ao programa da Interpol jogou o nome dele, no sistema.

- Giovanni Romanelli, mais conhecido como Mascara da Morte. Bela ficha rapaz, procurado em vários países.

- Fiquei importante. - ironizou.- vai me prender?

- Você vale tanto quanto elas, um simples depoimento seu é capaz de mandar meio mundo para a cadeia.

- Klaus... - Atena iniciou.

- Nem sobre tortura falo alguma coisa e olha que de tortura eu entendo. - MM não podia ter virtudes, mas lealdade ele tinha. Queria que Fabrizzio fosse para o inferno, mas ao revelar o nome dele, seu pai e outros membros estariam perdidos. - a família em primeiro lugar, me mato antes.

- Máscara...? - murmurou Aioria.

Klaus sorriu.

- Não vou te prender, afinal é a única pessoa que sabe onde elas estão. Se me ajudar, quem sabe podemos liberar sua ficha.

- O que me importa é achar a Hikari.

- A mim também. Enviarei agentes.

- Não será preciso. - disse Shura. - nós podemos cuidar disso.

- Estão lutando contra a máfia, nem armas vocês tem! Serão milhares contra vocês.

- Acredite, podemos fazer coisas impossíveis. - disse Aiolos.

- Qual o plano? – Saga olhou para MM.

- De Siracusa ate Buscemi é fortemente vigiado, mas se fomos como turistas, teremos passagem liberada. Vamos alugar uma van seguindo para a cidade. Há uma estradinha de terra, vamos entrar por ali. Não se preocupem conheço bem o lugar. – sorriu sarcasticamente. – Nasci em Siracusa, Buscemi é meu quintal.

- Vou dá toda assessoria.

- Já disse que não precisa, mas se quer tanto ajudar pode fazer algo.

- O que?

- Desloque seus homens para Veneza. Devem imaginar que tem um mapa e como tal agirão em Roma. Se os mandarem para Veneza, vão ficar preocupados, pois pensaram que descobriram que o mapa era falso. Isso irá desviar um pouco a atenção. Destaque também homens para Vilnius, ficaram confusos com essa movimentação.

- Não quer trabalhar para a Interpol? - Klaus estava assustado com a mente estratégica dele.

- Já tenho um emprego. - sorriu para Atena. - muito digno por sinal. Alias.. tinha... – murmurou. - estou livre se quiser me contratar.

Só então todos lembraram do pequeno detalhe: ele tinha sido expulso. Shion sentiu-se mal por isso.

- Só mais uma coisa. O que Fabrizzio é seu?

- Aquele porco é meu tio, irmão do meu pai.

- Fabrizzio é seu tio? – Atena ficou surpresa.

- Infelizmente. Se ele tocar na Kari, eu o mato e sem arrependimento!

Klaus o olhou espantando, a forma como ele dirigia a garota era no mínimo...

- Você está apaixonado pela Tavarez? – perguntou a queima roupa.

- Estou. – disse corando. – está perdendo seu tempo aqui, é melhor voltar para Áustria.

- Vocês parecem determinados, mas não posso arriscar. Vou enviar alguns homens para Buscemi por precaução. Se precisarem de ajuda...

- Tudo bem.

- Vou indo Atena, a manterei informada. – apertou a mão dela.

- Sim. O que precisar conte comigo.

- Claro. Como dizem aqui, que Atena esteja do nosso lado.

- Não poderia ter dito frase melhor senhor Klaus. – disse Dite sorrindo.

Ele não entendeu, mas não ligou.

- Até mais tarde. Boa sorte rapazes.

Assim que ele deu as costas...

- Atena ele não sabe que a senhorita...

- Não Aiolos. Fora do santuário sou Saori Kido.

- Imagine se ele soubesse que é amigo da deusa Atena. – disse Miro.

- Pensaria que usamos drogas. – ironizou MM.

Começaram a rir.

- O que mais esconde? – Dite o fitou. – estou com medo de você.

- Já sabem de tudo. Família de mafiosos por parte de mãe e de pai. Só. Mas por favor, não comentem com ninguém. Se descobrem... os membros são condenados a morte. Nosso código de silencio é forte.

- Como se alguém pudesse te matar. – brincou Aioria.

- Se eu levar um tiro eu morro. Agora sou um homem comum esqueceu?

- Verdade... ficaremos em silencio e lá no lugar vamos te cobrir. – disse Shura.

- Não será preciso. – disse Atena tomando o báculo nas mãos. – Giovanni Romanelli, provou ser um homem digno a usar a armadura sagrada de câncer. – encostou o báculo nele. – está absorvido das acusações e restabeleço seu cosmo cavaleiro de ouro.

O canceriano sentiu seu ser vibrar, seu cosmo voltara na totalidade.

- Obrigado Atena.

- Não vai aceitar a proposta de Klaus. – sorriu. – preciso de você aqui.

- Sim..

- O plano é aquele mesmo?

MM virou o mapa e pegando uma caneta fez um desenho, da aérea onde ficava o castelo.

- Você sabe desenhar? – Dite ficou surpreso pela riqueza de detalhes.

- Todo membro tem que saber desenhar. Temos algumas matérias obrigatórias. Desenho, línguas, estratégia, uso de armas... mas isso é só para altos membros. Se meu tio morrer e meu pai não assumir, é eu que tenho que assumir. Isso não vem ao caso. Observem.

Aproximaram.

- Vamos chegar por aqui – apontou para a estrada principal. - Atrás tem um pequeno porto, mas se formos por água podem desconfiar. Elas podem está em quartos separados, ou nas celas que existem no subterrâneo, bom em qualquer lugar. Há diversos seguranças espalhados pela floresta. As armas que eles usam são inofensivas a nós.

- Está certo.

- Vamos os onze. Pensei em dividi-los, mas não conhecem o local, o que pode prejudicar.

- Eu vou. - disse o mestre, pela primeira vez falara algo desde o dia anterior.

- Vai ficar aqui. – o olhou ferino. - Se elas estão nessa situação, a culpa é sua. Elas não precisam de você.

MM tinha razão, tudo que estava acontecendo era por culpa deles.

- Eu também vou. – disse Shaka.

- Não vai. – MM aproximou com o olhar feroz. – você é o principal culpado.

Os olhos azuis brilharam perigosamente.

- Eu vou.

- Quer ir para quer? Para rir da cara dela? Mostrar-se o quanto é superior? Você não sabe nada da vida de Farah.

- Sei o suficiente.

- É mesmo? – ironizou. – e o que você sabe? Uma menina que vivia feliz no país dela, que teve os pais, os irmãos mais velhos e mais novos, inclusive uma menina de dois anos mortos na frente dela? Sabia disso?

Shaka recuou.

- Como deve ser a sensação de ter a família toda morta na sua frente? Depois ela foi pega por um louco de nome Ali, que abusou dela e a fez experimentar ópio pela primeira vez. Sabia disso? Sabe o que é um adulto abusar de uma menina de 10 anos?

A cada palavra de MM, Shaka se sentia pior.

- Quando ela acha que pode ter uma vida decente, precisa se vender para se manter viva. E mesmo assim agarra-se a vida porque tem esperança de ser feliz. E o que você faz? – disse zombeteiro. - A entrega para a máfia.

- Como sabe disso?

- Hikari me contou. Farah não precisa de você. Fique aí com seus rosários. O mesmo vale para você, mestre. – disse com ironia.

Shion o fitou.

- Uma garota que tinha tudo para ter um futuro brilhante. A mãe era uma pianista famosa e o pai químico. A única preocupação que ela tinha era qual profissão escolher. Contudo o pai morreu e a mãe se casou novamente. Parecia que as coisas entravam no eixo, mas ela também morreu ficando aos cuidados do padrasto. E que cuidados. – sorriu com desdém. – um homem aliciando uma menina de dez anos, que preferiu fugir de casa a ficar mercê dele. O resto você já sabe, ouviu a historia da Farah e de todas as outras. Nenhuma das duas precisa de vocês.

Era por isso que os livros e a musica eram tão importantes. Shion recuou. Havia dito tantas coisas horríveis e atos... tinha sido cruel com uma pessoa que só experimentara sofrimento e se não bastasse na briga do lago... "deve ter rodado muita bolsa por aí" lembrou o que tinha falado.

Shion foi de joelhos ao chão. Segurou o mais que pode, mas as lagrimas logo vieram, o remorso consumia-o.

- Me deixe ir... por favor... – pedia com o rosto baixo, quase num sussurro.

MM e os outros ficaram surpresos pelas lagrimas.

- Fui um monstro e preciso me desculpar. Por favor... – as lagrimas aumentaram. – eu imploro. – abaixou o rosto ate ao chão. – eu imploro, me deixe ir. Eu preciso dizer a ela... eu preciso dizer a ela...

- Dizer o que? – indagou o canceriano um pouco indeciso, jamais imaginou ver o mestre naquele estado.

- Que eu a amo... – o olhou. – por favor, Giovanni, sei que não mereço sua consideração depois de tudo que te fiz, mas eu imploro me leve.

Atena chorava comovida, os demais estavam surpresos pela confissão do mestre. Mask o fitava, para Shion pedi-lo de joelhos...

- Apesar de achar que não merece, quem sou eu para julgá-lo.

- Peço perdão, não apenas a você, como a todos. Fui arrogante e intransigente. – olhou para o libriano. – me perdoe pelas coisas horríveis que falei da Linna. Eu sinto muito. – abaixou o rosto.

Dohko que o olhava caminhou até ele.

- Está tudo bem Shion. Passou. – estendeu a mão para ele. – somos amigos e é isso que importa.

- Me perdoa então? – deu um meio sorriso.

- Não só ele. – disse Afrodite. – vamos voltar a ser os cavaleiros de Atena.

- Vamos.

Os doze saiam, o único que continuava parado era Shaka. Sua mente condenava-o, todos condenavam-no. Tinha sido prepotente, tantas vezes a voz pediu para que ele escutasse a historia dela, no entanto, no seu sublime orgulho, ignorou. Agora tudo que restava era o remorso. Farah jamais o perdoaria, havia perdido a pessoa mais importante por causa de um orgulho idiota.

- Mascara da Morte. – disse num sussurro.

Ele parou.

- Eu vou. Se o mestre vai, eu também vou. – disse de maneira que pareceu insolente, mas apenas pareceu.

O canceriano enfezou e avançado segurou-o pelo colarinho, aquela atitude petulante o dava nos nervos.

- Já disse que ela não precisa de você! Eu e os outros vamos regatá-la, você pode voltar para seu templo! Monge hipócrita!

Atena temeu que Shaka revidasse.

- Não é ela que precisa de mim! – gritou, fazendo todos silenciarem.

- Ora seu... - MM estreitou o olhar. – vou quebrar a sua cara. Eu não suporto mais esse seu jeito arrogante.

- Não é ela que precisa de mim... – murmurou. - Sou eu que preciso dela! – a frase deixou todos perplexos. – eu... – uma lagrima solitária desceu pelo rosto dele, molhando a mão de MM que aos poucos foi abrandando a força, era a primeira vez que o vira derramando uma lagrima. O virginiano foi escorregando ate cair de joelhos.

- Por favor...pode até quebrar meu rosto, mas me deixe ir.

- Não vale a pena bater num covarde como você. Aioria já o fez.

Abaixou o rosto.

- Peço perdão a todos, fui intransigente.

- Então admiti que errou? – Aioria ainda o olhava atravessado.

- Sim, me desculpe.

- Está tudo bem Shaka. – disse Afrodite. – todos somos passiveis de erro e com você não seria diferente afinal é humano.

Shaka derramou uma lagrima, errou nisso, ele era humano.

- Chega de choradeira. – disse MM. - Vamos.

Castel dell Romanelli. Buscemi, Itália. 9hrs e 15min

Lay acordou com o barulho da porta abrindo, quando percebeu viu um homem ao lado de Farah.

- Quem é você?!

- Calma. – sorriu. – meu nome é Ali, sou medico. Fabrizzio me pediu para ver como ela está.

Lay o olhou desconfiada.

- Me disseram que ela não estava bem, vou levá-la para examiná-la. – a pegava no colo.

- Levá-la? Para onde? Eu vou com você.

- Infelizmente não pode, mas fique tranqüila, cuidarei bem dela. – sorriu. – daqui a pouco ela estará de volta. Pode confiar.

Algo dizia a ela para não deixar, mas se realmente fosse um medico... Farah passara muito mal a noite e sem o devido cuidado poderia até morrer. Precisava arriscar.

- Tudo bem. Cuida dela, ta?

- Pode deixar. Fico feliz que ela tenha uma amiga como você. Até mais tarde.

- Ate.

A porta foi fechada, a sensação ruim não esmoreceu.

Espaço aéreo de Athenas, 10hrs e 15min

Os passageiros seguiam silenciosos, Mu fitava o objeto dourado a frente.

- Foi prudente trazer? Atena não sabe...

- Não se preocupe. – MM sorriu. – me acerto com ela depois.

Mu voltou o olhar para as armaduras de Áries e Câncer.

X.x.X.x.X.x.X

Acordou sentindo o rosto aquecido, tentou se mexer, mas seu corpo parecia dormente. Abriu os olhos devagar passando a perceber que não estava mais no cômodo escuro e sim num amplo quarto. Reunindo forças ergueu o corpo usando a cabeceira da cama como encosto. O peito ainda dormia, mas nada comparado ao dia anterior.

- Bom dia Farah.

A afegã sentiu o chão sumir, um frio intenso percorreu o corpo, temia virar o rosto e deparar com o dono da voz. Ao poucos olhou para o lado, os olhos arregalaram.

- Bom dia. – um rapaz sorria de maneira vil.

- Ali... – soltou num sussurro.

- Ainda bem que acordou, estava achando que tinha te dado muito remédio.

- O que... como... socorro!

- Pode gritar a vontade meu amor. Eu sei que sentiu saudades.

Farah tentava se mexer, mas nada lhe obedecia.

- Te dei um tranqüilizante, não tem como escapar de mim.

- O que faz aqui?! Como me achou?!

- Por que fugiu de mim minha jóia? – levantou. – fiquei tão triste, - aproximava. – te procurei tanto!

- Como me achou?

- Destino. – sorriu. – Entrei para um grupo terrorista e esse grupo tinha conexões com a máfia russa, virei agente dos dois e em seguida fui transferido para a Lituânia. Me destaquei, sendo resignado a cuidar de um material para o chefe. Qual foi a minha surpresa ao ler seu nome no dossiê. – os olhos castanhos brilharam. – fui agraciado. – sentou em frente a ela.

- O que quer de mim?

- Nada. Com o dinheiro que juntei, te comprei. Vai poder sair daqui inteira! Vamos para Rússia, morar num chalé de madeira, com um lindo jardim à volta, onde nossos filhos cresceram saudáveis.

- Ficou louco??

- Eu sou louco... – aproximou seu rosto do dela. Farah sentia um pavor crescente. - ...louco por você. – a beijou com volúpia.

- Afaste-se de mim! – o empurrou. – prefiro me matar!

- Vai cometer suicídio? – sorriu. – sabe que não pode.

Ele tinha razão, era contra sua religião. Não poderia se matar, mas se parasse de consumir ópio certamente isso aconteceria.

- Aceite seu destino Farah. – fitou o rosário que ela trazia enrolado no pescoço. - bonita peça. – foi para tocar.

- Não toque nisso! – deu um tapa na mão dele. – tire suas patas daqui.

- Será interessante vê-la apenas usando isso. – sorriu malicioso.

- Não se aproxime, ou eu grito.

- Grite a vontade...ninguém vai ouvi-la e está dopada, não vai conseguir se mexer.

Ali subiu na cama.

Siracusa, Itália 9hrs e 45min. (horário local)

Siracusa era uma linda cidade que ficava as margens do mar mediterrâneo, sua arquitetura era exuberante e convidativa a conhecê-la. Tomaram uma van rumo ao vilarejo e durante o trajeto os dourados olhavam a paisagem admirados. Cerca de quinze minutos depois chegaram a Buscemi, um local onde literalmente o tempo tinha parado. Trocaram a van por outra um pouco menor, seguindo por estrada lateral a principal. Apesar de serem os santos de Atena estavam nervosos, não sabiam o que encontrariam e nem como as meninas estariam, era uma missão arriscada e a vida delas dependiam em manter os ânimos nos eixos. A van, que era propriedade da fundação parou a metros.

- Por que paramos?

- Por que vamos seguir a pé, ou quer que eles nos vejam.

Desembarcaram e puseram a caminhar. Apesar do clima quente, o vento soprava amenamente refrescando-os. À medida que avançavam podia-se ver as torres da construção secular em meio as arvores, o lago, construído artificialmente, também dava sinais, devido a brisa suave que vinha dele.

- Estamos chegando. – disse MM indo na frente.

Ao virarem a esquina...

Depararam com a enorme construção. A paisagem parecia um quadro, tamanha a perfeição, a floresta de um lado, o lago com suas águas tranqüilas do outro e o castelo ao meio. A estrada dava lugar ao calçamento.

- É aqui. – MM parou. – só quero pedir uma coisa.

- O que?

- Procurem não destruir nada, era um dos lugares preferidos da minha mãe.

- Pode deixar.

- E nada de extrapolar. – disse Aiolos. – não podemos usar nossos cosmos contra pessoas comuns.

Mal acabou de falar sentiu o cosmo de Mu inflamado e em seguida alguns homens caírem no lago, provavelmente seguranças. Ele usara a telecinese.

- Mu! – o sagitariano o olhava perplexo.

- Não me peça isso. Não pouparei ninguém. – disse sério.

- É assim que se fala. – Aioria estralava os dedos.

- Escutem, - MM chamou a atenção deles. - cuidado com o que eles falam, pode ser informação errada. Achou sua garota, saiam. Alguém escapando matem.

- Matar? – indagou Shura.

- Quer que amanha aparecemos nos jornais?

- Não...

No mais... – sorriu maldoso. – bom divertimento.

- Vamos entrar calados?

- Só se você quiser. – Aioria elevou o cosmo e concentrando disparou contra a porta principal, que estava a metros de distancia, despedaçando-a.

- Aioria! – exclamou MM. – essa porta tinha séculos!

O barulho da explosão fez com os pássaros próximos voassem assustados, fora a intensidade da explosão que acordara até o mais lerdo.

No castelo...

Fabrizzio fumava um charuto quando ouviu a explosão, os homens que estavam no recinto correram para as janelas. Outro homem entrou correndo.

- Senhor estamos sendo invadidos.

- A Interpol?

- Não, uns homens esquisitos. Estão fortemente armados, pois estouraram a porta da frente.

- Mande alguns homens, deve ser da policia. Ratos.

- Sim senhor.

O italiano voltou a fumar seu charuto cubano.

Vários homens correram para a porta na tentativa de parar os invasores.

- Ao meu sinal atirem. – disse o líder.

O lugar ficou em silencio, os homens de Fabrizzio continuavam com os olhos fixos na porta. A fumaça aos poucos foi cedendo e puderam ver um brilho dourado em meio a ela...

...alguns abaixaram as armas, outros continuaram na mesma posição surpresos e com medo. Não entendia o que era aquilo, mas viram treze homens se aproximando trajando uma vestimenta dourada. Alguns usavam capas, outros algo na cabeça. Eram criaturas esquisitas, mas ao mesmo tempo tinham porte imponente.

- Não fiquem temerosos! – gritou o líder. – estamos armados.

Os treze pararam na porta.

- Atirem!

Uma enxurrada de tiros foi na direção dos treze, armas dos mais diversos calibres eram usadas. Depois de quase cinco minutos de disparos o líder mandou cessar. Fosse quem fosse não teria sobrevivido.

- Eliminados. – sorriu.

Os subordinados abaixaram as armas e até sorriram, contudo...

O sorriso sumiu dando lugar ao medo, mesmo com a quantidade de tiro e os calibres, eles continuavam de pé sem nenhum arranhão. Alguns homens soltaram as armas.

- Como vão? – MM sorriu de maneira cruel.

Todos estavam estáticos principalmente o líder, pois havia reconhecido o rapaz que tomava a frente.

- Mascherina?! (Máscara?, italiano)

- Há quanto tempo Capolla. Ainda lembra de mim?

- Atirem, atirem!! – gritou desesperado.

Nem deu tempo, MM parou na frente dele e de maneira cruel segurou-o pelo pescoço.

- Olá velho amigo.

- O que faz aqui? Pen-sei que estivesse morto.

- Mas eu estou. Vim de buscar. – apertou. – onde elas estão?

- Elas quem?

- Sabe do que estou falando. – estreitou o olhar. - Não me faça torturá-lo.

Os homens subordinados não mostraram reação alguma, tamanho pavor aquele figura dourada transmitia.

- Estão espalhadas, não sei onde, depois da tortura a separaram.

- Tortura? – Kanon estreitou o olhar. – do que está falando?

- Elas foram torturadas. É tudo que sei. Me solta, por favor, prometo que não conto nada.

- Sempre foi um covarde. – o soltou. – e detesto covardes.

MM ergueu o braço.

- Sekishiki Mekai ha!

Uma onda de horror se espalhou pelo local, os homens saíram correndo desesperados pelas almas que os perseguiam, em instantes não havia mais ninguém na sala.

- Eu adoro fazer isso. – sorriu.

- Sem espetáculos. – disse Saga.

- Não derrubei uma parede. – sorriu cinicamente. – elas estão por aí, salvem suas princesas.

X.x.X.x.X.x.X

Novamente o homem entrou correndo no escritório.

- O que foi Carlo? – Fabrizzio depositou o charuto no cinzeiro.

- Todos os nossos homens morreram senhor.

- Quem são?

- Não se identificaram. Mas usam.. – parou, não sabia explicar. – é melhor evacuar. Diga as ordens?

- Deixe cada um responsável por um diamante, tirem elas daqui e leve para Siracusa de barco.

- Por que não as matam logo chefe? – indagou outro. – seria mais fácil.

- Ainda quero meu grande final. Vou matá-las na porta do tribunal. – sorriu vil. – será meu presentinho a Interpol. Agora vão.

- Sim.

- E o senhor?

- Vou pegar a Luna e sigo para o heliporto.

Obs: As cenas ocorrem simultaneamente.

X.x.X.x.X.x.X

Lay apesar do estado de Farah estava preocupada, aquela cara não era de confiança.

Ouviu um barulho ensurdecedor que fez com que Gabrielle e Angelina acordassem.

- O que foi isso? – Lay levantou assustada.

- Cadê a Ariel? – indagou Angelina não vendo a amiga.

- Foi levada por um medico.

A conversa foi interrompida pelo abrir da porta. As três deram um grito assustadas. Três homens entraram.

- Vamos. – o ruivo pegou Gabe pelo braço arrastando-a.

- Para onde está nos levando? – Angelina tentava se soltar.

- Não interessa. Vamos.

Na porta.

- Façam como o combinado. – disse o que segurava Lay.

- Sim.

Separaram.

--Gabrielle--

Com uma arma apontada para o pescoço Gabe era arrastada pelo corredor. Estava tão apavorada que chegou ficar anestesiada. O rosto estava coberto por suor e o corpo não lhe obedecia.

- Anda logo! – o cara a puxava com força fazendo o cano da arma afundar no pescoço. – por que não coopera? Vai morrer mesmo. – soltou uma risada falsa.

Ele a arrastou por mais alguns metros, mas parou ao sentir algo nos pés.

- Mas o que... ?

Olhou para o chão, este estava coberto por rosas.

- Rosas? Como?

O chão do corredor estava tomado por rosas vermelhas. Uma leve brisa que não sabia de onde vinha fazia as pétalas caírem sobre eles. Gabe as olhava estática. Aquelas rosas...

- "Não pode ser que... – sentiu um perfume mais forte. – esse cheiro... Afrodite.."

- Se eu fosse você não daria nem mais um passo.

- Quem? Quem está ai? – o homem apontava a arma para todos os lados. Apareça covarde!

Houve uma pequena risada. Do final do corredor, surgiu uma figura imponente. Tanto o homem quanto Gabe o olhavam perplexos. Um homem trajando uma roupa dourada que resplendia ao contato com a luz, uma longa capa alva e que trazia uma rosa branca na boca.

- Afrodite... – murmurou Gabe.

- Quem é você? – gritou o homem.

O cavaleiro deu um passo, mostrando seu belo rosto.

- Como vai morrer, darei-te a honra de saber quem eu sou. Afrodite de Peixes.

O homem começou a rir.

- Afrodite? Não passa de um maluco vestido de maneira estranha. Ainda mais com essa rosa na boca. É um palhaço de circo?

- Solte-a.

- Hum... parece que a garota interessa ao palhaço. Por acaso ela serviu de prostituta no seu circo?

Afrodite o olhou perigosamente.

- Seja como for, já experimentei. – passou a arma pelos seios dela. – e posso dizer que foi um prazer.

Uma brisa mais forte fez mais pétalas levantarem.

- Belo truque. – disse homem ao pisciano.

- Pensei em apenas te matar com a fragrância, mas vejo que merece uma morte mais cruel. – disse sombrio.

Gabe o fitava. Estava feliz por Afrodite está ali, mas ao mesmo tempo apreensiva. Por mais corajoso que ele fosse, o homem estava armado. Aquela roupa amarela não serviria de nada. Não podia deixá-lo ser morto.

- Vá embora Gustav.

- Ora o palhaço tem nome. – zombou.

- Não sem você.

- Deveria obedecer a moça, estou armado e você... pensa em me atacar com as rosas?

O homem deu um passo, mas sentiu seus membros dormentes. Reparou que enxergava pouco e que estava perdendo a consciência. O pisciano sorriu.

- O que?

- O palhaço aqui sabe fazer muitas coisas. Daqui a pouco vai morrer envenenado. – deu um sorriso sádico.

- O que?! – exclamaram ele e Gabe.

- Não são rosas comuns. Assim que você aspira seu pólen ou toca em seus espinhos sua função física diminui.

- É mentira!

- Será?

- Estou cheio de suas gracinhas! Vou mandar os dois para o inferno. – a puxou para si.

- Ai!

- Já disse para solta-la.

- Calado. – o homem mirou a arma no pisciano, porem... – "minha visão... não estou enxergando direito... o que ele fez comigo?"

- Atire se conseguir.

- Desgraçado. Se eu morrer ela vai comigo!

- Leve engano. Os espinhos e o pólen não estão fazendo efeito nela. Gabrielle é imune a isso.

- "Sou?"

- Cretino.

Afrodite começou a caminhar na direção dele.

- Pare! Se não eu atiro! Pare!

- Mal consegue se mexer.

Para a surpresa deles Afrodite apareceu ao lado. Deu um golpe no homem fazendo-o cair. Gabe o olhava estarrecida.

- Sujeito petulante. Você está bem?

- Sim... – na verdade estava com muito medo. Medo do perigo que passou, medo de que outros chegassem e os matassem, medo do que Afrodite tinha feito e principalmente daquela roupa estranha que usava.

- Vamos embora. – tirou sua capa e a envolveu. – vamos para casa.

Estavam saindo...

O homem ergueu o corpo e mirando neles atirou.

- Morram!

Os dois viraram, tudo que foi visto, foi a rosa branca perfurando seu coração.

- Como...

- Poderia ter morrido sem dor. – disse. – agora essa rosa vai sugar seu sangue até ficar vermelha e quando isso acontecer morrerá.

- O que é você?

- Um simples admirador de rosas.

Gabrielle o fitava estática. Quem ele era realmente?

- "Não importa...- as primeiras lagrimas apareceram. - ... tudo o que importa, é que eu o amo." Afrodite...

Ele a olhou, o rosto estava com alguns ferimentos, mas nada que o deixasse menos belo. Ergueu a mão enxugando as lagrimas.

- Vamos voltar para casa minha linda?

Ela apenas o abraçou chorando em seguida.

--Angelina--

- Me solta! Me solta!

- Cala a boca!

- Se eu fosse você a soltaria. – uma voz se fez presente.

Angelina parou de andar, não era possível, só podia está louca, aquela voz...

- Quem está aí? – o homem apontou a arma para todos os lados.

- Não sabe que o pedido de uma dama é uma ordem?

- Saia! Anda!

- Deveria ter boas maneiras.

- Apareça! Apareça!

Guil continuava estática, estava ouvindo coisas.

- Está bem.

Ambos fitaram uma figura que surgiu a frente. O homem andava de maneira imponente, usava algo brilhante semelhante a ouro em conjunto com uma capa alva. Trazia um objeto nas mãos.

- É uma pena que tenho que ensiná-lo educação. – parou.

- Mi-ro...? – Angelina sentia as pernas bambas, aquilo era uma alucinação, não poderia ser ele.

- Solte-a. – sua voz saiu séria.

- E quem vai me obrigar? Você? Por acaso estamos no carnaval?

- Bem pensado. – disse colocando o elmo. A cauda desceu graciosa por entre os cabelos azuis. – aqui está o mocinho, você é o bandido e Angelina a dama. – a olhou estreitando o olhar ao vê-la com diversos ferimentos. – mas não se faz vilões como antigamente. Não deveria ter tocado nela.

- Cala a boca! – apontou a arma para o escorpião. – vou te matar.

- As armas também mudaram. – ergueu a mão, apontando o indicador.

Os dois piscaram os olhos diversas vezes, queriam ter certeza que a unha dele havia crescido e ficado vermelha.

- Morra, Agulha escarlate.

Tudo que o homem viu foi um ferimento no peito, a dor intensa privou lhe os sentidos e no minuto seguinte caia morto. Angelina fitava estática o corpo, para em seguida voltar o olhar para o escorpião.

- O que... – recuou um passo atordoada. – é uma miragem... devo está drogada.

- Sou bonito demais para ser uma miragem. – sorriu convencido.

- Não pode ser...

Antes que ela pudesse terminar a frase, foi beijada por ele.

- Tive tanto medo de perdê-la. – sussurrou lhe no ouvido.

- Miro... – os olhos marejaram, deixando dois filetes escaparem. – Miro... Miro... – o abraçou com força.

- Vamos voltar para a casa.

- Sim...

- E as outras?

- Fomos separadas. O Shaka veio?!

- Sim, por quê?

- A Farah, ela, ela...

- O que tem ela? – ficou preocupado.

- Ela... a Farah... está...mor...

--Lay--

A garota tentava se soltar.

- Me deixe em paz!

- Cala a boca vadia.

O homem ergueu a mão para lhe dá um tapa, contudo a cena que se seguiu foi a dele sendo arrastado.

Lay olhava estática a figura parada a sua frente. Piscou algumas vezes pensando se tratar de uma alucinação, mas não era. Trajando algo dourado, Dohko estava ali.

- Doh-ko...?

- Você está bem? – a olhou.

A espanhola não conseguiu responder, olhou de cima a baixo, ele usava uma roupa estranha.

- Dohko?

- Afaste-se, por favor.

- O senhor amarelinho vai salva-la? – o homem levantou. – pensa em fazer o que? – apontou a arma.

- Quebrar seus ossos.

- Se eu não te matar antes. – sorriu.

- Não. – Linna passou a frente do libriano abrindo os braços. – me leve, mas não toque nele!

- A mocinha é mais inteligente que você. Venha.

Lay deu um passo, mas foi impedida por Dohko.

- Fique longe. – disse sério.

- Mas...

- Afaste-se.

Ela recuou temerosa, Dohko era corajoso, mas enfrentar um cara armado era loucura.

- Já que quer morrer... – disparou.

Contudo, assustou ao ver o libriano na frente, este estraçalhou o cano da arma. Dohko o pegou pelo braço lançando-o longe. Caminhou ate ele e pegando o colarinho o ergueu.

- Sou contra a violência, mas vai se arrepender por ter tocado nela. – o cavaleiro deu um soco no estomago dele, o homem começou a sangrar. Dohko o atirou novamente contra uma parede. Estava prestes a acertá-lo novamente...

- Chega Dohko.

Ele o soltou na hora.

- Teve sorte. – voltou. – me desculpe. –disse a ela.

- Estou tão feliz por vê-lo. – o abraçou.

- Vamos voltar para casa.

Houve um disparo, Lay tentou-se mexer no intuito de proteger o libriano, mas ele a abraçara. Estreitando o olhar, o acertou, com apenas a força do vento. A parede onde o homem estava ruiu caindo sobre ele.

- Dohko... – havia assustado com o tiro.

- Agora está tudo bem. Vamos.

X.x.X.x.X.x.X

As meninas que estavam no subterrâneo ouviram um estrondo, seguido de um leve tremor de terra.

- Aqui tem terremoto? – Íris levantou assustada.

- Eu não sei. – disse Nik vendo um pouco de terra caindo do teto. – mas não é isso que preocupa.

As duas voltaram o olhar para Hathor nos braços de Chiara. A egípcia tremeu a noite toda e respirava com dificuldade.

- Se não a tirarmos daqui ela vai morrer. – Chiara a fitava temerosa.

Mal acabou de falar e a porta da cela abriu de maneira brusca, dando passagem a quatro homens sendo dois deles conhecidos.

Íris e Chiara encolheram.

- Levem-nas para o local combinado. – a voz de Marlon saiu fria.

- Sim. – concordaram os outros três.

Nik foi pega a força.

- Me solta! Me solta!

- Vamos logo.

- Não! Não! – Íris tentava se esquivar, mas Marlon a segurou com força.

- Anda logo princesa, ou vou perder a paciência. – o olhar brilhou perigosamente.

- O mesmo para você. – Gian arrancou Chiara de perto de Hat.

- Me solta!

- Ei Marlon, essa daqui não vai durar muito.

- Carregue-a, são ordens do chefe.

O quarto homem tomou Hat nos braços.

--Íris--

Marlon tinha dificuldades em segurar Bel, ela lhe dava chutes e socos o que o deixava irritado.

- Me solta!

- Estou farto de você vadia. – deu um tapa nela, fazendo-a cair. – vou te matar agora mesmo. – tirou a arma da cintura apontando.

A finlandesa abaixou o rosto assustada e não viu Marlon sendo arrastado. Apenas sentiu sendo erguida do chão.

- O que... – ergueu o olhar arregalando-o. – Ai-oria...?

O cavaleiro de ouro a segurava nos braços. Íris tocou o peitoral dele, achando esquisito aquela vestimenta dourada. Fitou lhe o rosto e apesar de achar estranho aquele objeto na cabeça ele estava lindo.

- Você está bem? – a olhou sorrindo.

- Estou...

- Então você deve ser o tal Aioria, o namoradinho dela. Tem cara de idiota. – sorriu limpando um filete que descia pela boca. – fique sabendo que ela é maravilhosa, abanava o rabinho enquanto gritava por seu nome.

Íris encolheu, o leonino continuava com os olhos fixos na garota. Ignorando o comentário, deu as costas, andando poucos metros. Agachou colocando-a sentada próxima a uma parede.

- Fique aqui, não demoro.

- Ta...

- Vocês dois são patéticos, vou mandá-los para o inferno. – apontou a arma.

Antes que Marlon apertasse o gatilho, Aioria o acertara com um soco, um único soco. O rapaz foi lançado contra a parede batendo de forma mortal.

Deu as costas voltando para perto dela.

- Sente alguma coisa? – lhe sorriu, tirando a capa cobrindo-a.

- Não... – olhava para o corpo caído à frente, lembrando do dia que o viu socando a parede. Se ele poderia provocar aquele estado... – ele está morto?

- Sim.

Ela o fitou surpresa, como ele poderia ser tão forte? E sua mãos continuarem intactas? Íris a pegou fitando-as, ate nelas tinha aquela coisa amarela.

- Desculpe, mas não agüentei as palavras que ele disse.

Abaixou o rosto.

- Vai me rejeitar depois de saber? Eu não tive culpa... e... – as lagrimas surgiram.

- Está tudo bem, - acariciou o rosto dela. – você está num estado... – sorriu.

- Me bateram.

- Acabou. Tenho certeza que nada que uma boa hidromassagem no Hilton não resolva, minha princesa.

- É...- sorriu, mas logo recomeçou a chorar. – eu tive tanto medo! – o abraçou. – Oria...

- Vamos para casa.

Aioria a tomou nos braços saindo.

--Chiara--

Gian arrastava Chiara sem piedade. A garota mostrava sinais de cansaço.

- Ai. – foi de joelhos ao chão.

- Anda sua molenga.

- Não consigo mais andar.

- Fique aí, não vou morrer por sua culpa. – Gian era conhecido no meio, por sua covardia.

Sem pensar duas vezes, ele a deixou.

Chiara arrastou até encostar numa parede. Tremia e logo os sintomas da privação apareceriam. Fechou os olhos na tentativa de sofrer menos, quando...

- Chiara...

Abriu os olhos imediatamente, a visão estava um pouco turva, mas a imagem que estava a frente era nítida.

- Sa-ga...?

- Graças a Zeus que te encontrei.

- É você mesmo? – pensava que estava sonhando.

- Sim. – ele tocou no rosto dela.

Ela o fitou, ele usava uma roupa estranha e de um amarelo muito intenso, algumas mechas azuis caiam na ombreira.

- Vamos.

- Se mover um centímetro os dois morrem.

Chiara ergueu o rosto. O geminiano desviou o olhar, vendo um homem gordo atrás dele apontando uma arma.

- Afaste-se dela e não sofrerá nada. – disse, diante do medo de ser descoberto resolveu voltar. Fabrizzio era cruel com os traidores.

Saga continuou parado.

- Saia! Preciso levar essa vadia logo.

Estreitou o olhar.

- Ou também quer experimentar? Ela se comportou direitinho comigo.

O cavaleiro fitou suas roupas, estavam rasgadas e ela tinha vários arranhões.

- Abriu as pernas sem reclamar.

Chiara imaginou que fosse um forte vento vindo pela janela, pois o cabelo de Saga tremulou fortemente, mas não havia brisa naquela hora! Assustou ao ver Gian ir de contra a parede e o cavaleiro parado diante dele segurando-o pelo pescoço.

- Desgraçado! – os olhos de Saga brilhavam perigosamente.

- Não me mate! Não me mate. – implorava com os pés balançando a pouco do solo.

- Vai se arrepender por ter encostado nela. – apertou mais forte.

- Não... não... – custava a falar. – não... me mate...

O cavaleiro, ainda segurando-o pelo pescoço, caminhou até a janela próxima, pondo-o para fora.

- Não me solte! Não me mate! – estava desesperado, pois estava no terceiro andar e daquela altura...

Saga não disse nada, apenas o soltou.

A italiana o olhava perplexa, Saga sempre fora tão doce e agora a pouco... alem da roupa esquisita que usava, que não podia negar, deixava-o lindo. Voltou para perto dela.

- Como jogou aquele homem longe?

- Está sentindo alguma coisa?

- Por que não me responde? - não que estivesse com medo, só que...era fantasioso.

- Confia em mim?

Apesar de tudo ser estranho, como havia desejado que ele aparecesse e a salvasse daquele inferno.

- Confio.

- Vamos voltar para casa.

Ele a pegou com todo cuidado.

--Alais--

No quarto do ultimo grupo, os homens entraram de uma vez provocando o terror entre elas. Saíram todas arrastadas.

- Me solta! – Alais tentava se soltar.

- Fique calada! – um dos subordinados a arrastava. – anda logo!

- Me solta cretino!

- Calada!

Pararam de repente. Um vento mais frio começou a soprar.

- Que frio... – murmurou o homem. - Não há janelas aqui.

Alais também estremeceu, só sentia frio assim quando estava na casa de...

O frio intensificou, o chão começou a congelar e pequenos flocos de gelo caiam.

- Neve? – a garota abriu a palma da mão pegando um floco.

- Não temos tempo. - foi arrastada.

- Parado.

Uma voz fria ecoou.

- Quem está ai?

- Vou ser objetivo. Solte-a.

- Quem está aí? – apontava a arma para todos os lados.

- "Essa voz...não pode ser..."

O homem segurou Alais arrastando-a com ele.

- Ai! – gritou indo de joelhos ao chão, ele havia pego no braço quebrado.

O ar ficou mais frio.

- Já mandei solta-la. – uma rajada de gelo partiu para cima dele.

O homem foi atingido sendo lançado longe, contudo levantou.

- Cretino! Apareça covarde!

Ouviram passos, de trás de uma pilastra uma figura surgiu trajando algo feito em ouro.

- Quem é você?

- Ka-mus?! – Alais o fitava atordoada, por que ele estava usando aquilo? O que era aquele objeto na cabeça dele?

O aquariano levantou o braço formando uma bola de gelo, sem qualquer sentimento, atingiu-o em cheio. O homem congelou para em seguida espatifar.

Alais piscou inúmeras vezes, o que fora aquilo? Já tinha o visto congelar o copo, mas pensou que era apenas ilusão, no entanto... voltou o olhar para ele. Viu-o formando uma espécie de bola de gelo...Kamus caminhava calmamente em sua direção. Ajoelhou ao lado dela.

- Você está bem?

Ficou em silencio fitando-o, o que era aquilo que usava na cabeça e que roupas eram aquelas?

- Você está bem?

- Estou... o que é isso...

- É melhor irmos. – tocou no braço dela.

- Ai!

- O que houve?

- Acho que quebrei.

Kamus o tomou nas mãos e liberando um pouco seu cosmo o curava. Alais estava confusa, sentia um calor vindo dele, mas o principal o que ele fazia ali? Depois de tudo?

- Por que veio?

- Vim te resgatar. – olhava para o braço.

- Por quê? Me odeia. Eu destruir sua casa e te provoquei inúmeros problemas, não tem porque está aqui!

- Eu não te odeio... – disse baixinho.

- Não...?

- Não...me perdoe. – não levantou o olhar. – me perdoe por tudo que te fiz passar.

- Kamus...

- Fui frio e egoísta. – a olhou. – se está nessa situação eu sou o culpado. Pode me perdoar?

Ela sorriu.

- Diz que perdoa esse "Eismann".

- Está tudo bem Kamus. Passou. Também lhe devo desculpas pela bibliote...

Foi interrompida. Ele a pegou nos braços, iniciando um tórrido beijo, ao contrario de suas mãos frias, seu lábios eram abrasadores.

- Eu te amo... – sussurrou no ouvido dela. – muito e sempre.

--

Continua...

Algumas meninas já foram salvas, no próximo capitulo o restante. Fic caminhando para o final...

Obs.: Srta Vivian Nadeshiko, fica falando que a fic está um sofrimento só, mas a culpa é sua! Não vou mais na sua casa ver "doramas" tristes e depressivos.