NA: Ok, ok podem me xingar o quanto quiserem, eu mereço! Sumi do mapa eu sei, mas aqui estão os últimos capítulos! Espero que gostem.

Gostraria muito de agradecer todos e todas que aqui estiveram acompanhando esta fic quilométrica. Foi muito difícil terminar a fic, principalmente porque ela é muito longa... Acabei indo pelo mais simples, que foi a única coisa que eu escrevi e gostei.

Quero agradecer pelas reviews e pelo tempo gasto lendo! Espero que tenha contribuído para entreter os fãs de HP que como eu não conseguem deixa-lo de lado, e viram no epílogo não o final, mas sim um começo para novas personagens e novas histórias!

Capítulo XXXV – Potter e Malfoy

Estavam de volta ao Canto dos Marotos. Toda família fora para lá comemorar a inocência de Harry. Porém o clima ainda estava pesado. Aos poucos as pessoas voltavam para suas casas.

Lily ficou o tempo inteiro ao lado de sua mãe. Um sentimento arrebatador de culpa a consumia. Ela via sua mãe rir falsamente para os outros, e sabia que na verdade ela estava muito magoada. Sua filha descobriu um segredo terrível, e ainda lançou aos quatro ventos, para todos saberem.

Quando finalmente ficaram sozinhos Ginny chamou os filhos para reunirem-se na sala. Aquela conversa em família não poderia ser adiada. Lily sentou-se entre James e Albus, Ginny e Harry sentaram-se cada um em poltronas, formando um círculo.

Lily não via a hora de tudo isso acabar, e como o silêncio de todos estava a pressionando, ela começou.

"Mamãe, eu peço desculpas pelo que te fiz passar."

Ginny levantou o braço. "Querida, você fez o que era preciso. Você salvou seu pai. Graças a vocês dois ele está aqui." Disse ela olhando para Lily e Albus.

James que ainda não tinha entendido o que estava acontecendo arqueou uma das sobrancelhas. "O que foi que aconteceu?"

O silêncio pesado voltou ao ambiente. Novamente Lily ia começar a falar, porém Harry levantou o braço pedindo a palavra. Lily podia ver o olhar constrangido e magoado de seu pai. Ginny encostou na poltrona e seus olhos pousaram no teto.

"Há algum tempo, eu e sua mãe brigávamos muito. Nessa mesma época eu retomei amizade com uma antiga namorada de escola. Ela também passava por problemas em seu casamento. Eu não sei porquê mas ela acreditou que deveríamos ficar juntos, que deveríamos fugir... Essa mulher era a esposa do Ministro, Cho Chang."

Agora foi James quem recostou no sofá, tentando entender tudo. "Mas o que é que isso tem a ver?" perguntou ele.

"Seus irmãos encontraram uma carta que ela havia me mandado, dizendo que se nós não fugíssemos, ela se mataria. Bem, ela se matou. Tudo que passamos foi uma maneira que o Ministro encontrou de fazer eu pagar por isso."

Novamente o silêncio assolou a sala. Então Harry levantou-se, com a mão levantou Ginny e pediu que ela sentasse junto aos filhos. Com os quatro sentados a sua frente ele se ajoelhou.

"Queria pedir desculpas a todos vocês, mas principalmente a você Ginny. Eu nunca pensei eu te deixar, nunca pensei em te trair. A partir do momento que Chang começou a me perseguir eu não a visitei mais, não retornei suas corujas. Eu não queria que você visse aquela carta, pois sentia vergonha. Mas depois que ela se matou fiquei ainda mais envergonhado por não ter feito nada a respeito. Porém o que ela queria eu nunca poderia dar. Eu te amo, Ginny. Sempre te amei e sempre irei te amar. Eu amo vocês também, meus filhos. Desculpem-me Lily e Albus por ter feito vocês passarem por todo este constrangimento."

Silêncio. Até que então Ginny com lágrimas nos olhos pulou na direção de seu marido e o abraçou com força. "Eu te amo, Harry." E depois disso Lily, Albus e James fizeram o mesmo. As coisas não voltaram ao normal. Isso demoraria algum tempo. Porém aquele era o começo.

Uma semana depois Harry teve a ideia de convidar os Malfoy para um jantar. Para se desculpar de tudo e tentar encarar a ideia de que sua filha poderia um dia tornar-se uma Malfoy.

Era seis horas da noite, e Lily estava na frente de seu guarda-roupa, sentada de pernas cruzadas, com as mãos no queixo, uma delas segurando sua varinha. Ginny entrou no quarto, porém ela não reparou.

"Querida você ainda não está pronta? Os Malfoy chegam em meia hora."

Lily voltou-se para sua mão com lágrimas nos olhos. "O que foi, querida?" perguntou Ginny preocupada.

"Não tenho o que vestir." disse Lily, e mais lágrimas rolaram de seu rosto. Ginny não agüentou e soltou uma risada. "Não tem graça nenhuma! Os Malfoy são uma família tradicional, eles se vestem bem, eu não tenho nada que preste. Scorpius vai perceber que eu não estou ao seu nível, ele vai me deixar."

Ginny sentou-se ao lado da filha e a abraçou. "Lily, esse rapaz te ama muito. Ele seria um louco de te deixar. E sobre os Malfoy, sim eles são tradicionais, mas você encanta todos que te conhecem, e sabe porquê? Porque você é doce, forte, gentil, e um tanto brigona, eles gostam disso! Mas mesmo assim, se isso é tão importante..."

Ginny levantou-se pegou um vestido branco de cetim, mas antes de fazer qualquer coisa Lily reclamou. "Scorpius conhece esse vestido." Ginny sorriu, tirou a varinha do bolso, sacudiu-a mirando o vestido. "Será mesmo que conhece?"perguntou Ginny, enquanto o vestido mudava para um tom azul acinzentado e pequenos bordados apareciam na barra e no decote.

Lily pulou em cima da sua mãe. "Obrigada, mamãe. É lindo!"

Ginny saiu do quarto deixando sua filha olhando-se no espelho. Lily estava radiantemente linda. E todas as bocas abriram quando ela chegou a sala, com as pernas tremendo e um sorriso constrangido. Astoria Malfoy sorriu para o filho, mas ela Lily sabia que seria a mais fácil de conquistar. O Sr. Malfoy já tinha um sorriso discreto. Já Narcissa Malfoy piscou os olhos, como se não acreditasse no que via, mas rapidamente disfarçou.

Ginny trouxe alguns petiscos enquanto todos estavam acomodados na sala. Astoria conversava com Harry e James sobre o Ministério de Magia. Os outros Malfoy conversavam com Albus e pareciam se divertir com as piadas do menino. Lily estava sentada ao lado de Scorpius. "Amor, sua mão está gelada." comentou ele.

"Você já conhece minha família, essa é a primeira vez que conheço a sua." disse ela com o tom um tanto alterado.

"Lily, não se preocupe, ninguém resiste ao seu charme." disse ele e logo em seguida seu pai estava a sua frente.

"Não vai me apresentar a moça de que tanto fala?" pediu Malfoy.

Lily e Scorpius se levantaram. "Papai essa é Lily, a mulher da minha vida. Lily, este é meu pai." Malfoy levantou a mão de Lily e beijou-a.

"Ainda bem que você puxou sua mãe." comentou ele "Até porque já conhecia Albus, que pobrezinho é a cara de seu pai. Você deu mais sorte que ele." brincou ele, e todos riram.

Todos foram a mesa, Ginny fez os pratos flutuarem até lá. Assim que todos estavam devidamente sentados, Harry levantou-se e ergueu sua taça.

"Um brinde a justiça." disse ele.

Todos brindaram. Harry ainda de pé abaixou sua taça, mas continuou falando. "Quero pedir desculpas a vocês" disse ele olhando para os Malfoy "por ter feito vocês passarem por tudo isso novamente."

Draco Malfoy levantou-se com meio sorriso na boca. "Obrigado, Potter. Mas isso até que teve um lado positivo."começou ele deixando todos curiosos. "Deixamos nossas diferenças de lado, e pudemos ver que nossos filhos se amam. Se tudo isso não tivesse acontecido, não sei se estaria tão encantado com Scorpius namorando Lily. Acredito que você também concorda, Potter".

"Certamente. Seríamos nós que cometeríamos uma injustiça." disse Harry, deixando ambos Lily e Scorpius corados.

Ninguém podia afirmar que os Potter e os Malfoy agora eram amigos, porém o respeito era o sentimento mais forte. O resto do jantar seguiu normalmente. Era cedo quando os Malfoy decidiram ir. Scorpius ficaria mais um pouco.

Todos foram deitar, menos Lily, Scorpius e Albus. Este último parecia não desconfiar que os outros dois queriam ficar um pouco sozinhos. Albus continuava dando risada das próprias besteiras que falava, mostrando as ofertas de emprego que lhe começavam a chegar.

"Quem diria que esse jantar um dia fosse acontecer!" brincou ele.

"Realmente, mas ainda está longe de ser perfeito. Seu pai estava completamente travado!" retrucou Scorpius.

"Ora, verdinho, seu pai é impossível também!" comentou Lily.

Scorpius riu. Lily riu de Scorpius, e enquanto os dois fitavam-se intensamente, como se conversando por pensamento, Albus percebeu que estava sobrando.

"Boa noite então!" zombou ele e correu para a escada.

Assim que Albus sumiu, Lily abriu um sorriso aberto, sua face dizia "finalmente". Scorpius ria dela. Os dois estavam sentados no sofá, um de frente para o outro, de modo que seus joelhos se tocavam. Scorpius fitava Lily, e os dois não trocavam uma palavra. Lily ergueu uma das sobrancelhas.

"O que foi?" perguntou ela constrangida.

"Nada." disse ele fitando-a, mas parecia que sua mente estava longe dali. "Estou tentando imaginar como serão estes próximos dois anos longes de você." disse preocupado. "Eu não consigo nem pensar!"

Lily não sabia o que falar. Ela também sabia o quanto seria difícil ficar longe dele. "O que a gente faz, verdinho?" perguntou ela.

Scorpius balançou a cabeça. "Não sei se somente Hogsmeade será suficiente. Vou sentir muito sua falta."

"Vai ter que ser suficiente, Scorpius. Mas pra que você está pensando nisso agora, verdinho? Ainda temos todo o verão."

Scorpius sorriu. "Temos que aproveitar bem o verão." lembrou-se de seu próprio discurso.

"E por falar nisso... hum... você não quer dormir comigo hoje?" perguntou Lily corando.

Scorpius levantou uma das sobrancelhas. "Isso não é querer abusar da sorte?"

"Pode até ser, mas você já é maior, pode muito bem usar alguns feitiços para não sermos pegos!" disse Lily animadamente, levantando-se e estendendo a mão para Scorpius.

Ela levou-o para seu quarto, os dois na ponta dos pés. Assim que eles entraram Lily trancou a porta com a chave, fazendo Scorpius sorrir de canto de boca. Ele murmurou alguns encantamentos e depois virou para conhecer de verdade o quarto da namorada. Era a primeira vez que ele entrava lá. Ele ria bobamente como era tudo do jeito que ele imaginava.

"Vem pra cá." disse Lily sentando na cama.

"Eu estou imaginando coisas ou iremos só dormir juntos?" perguntou Scorpius com um sorriso malicioso.

"Ainda não me decidi." brincou Lily.

Scorpius deitou na cama, e Lily conseguiu se encaixar junto dele muito facilmente. Ela tinha uma das pernas entre as dele, o rosto em seu peito, assim como uma das mãos. Depois de um segundo os dois suspiraram ao mesmo tempo.

"Isso é melhor que qualquer outra coisa no mundo." disse Scorpius, fazendo Lily sorrir. Ele então puxou o rosto dela pelo queixo até que seus olhos se encontraram. "Eu te amo, ruivinha." disse ele sorrindo.

"Eu te amo, verdinho." disse ela em resposta.

Então seus lábios se uniram. Scorpius partiu seus lábios, fazendo com que Lily fizesse o mesmo. Suas línguas se encontraram, e o coração dela começou a bater mais rápido.

Eles separaram-se do beijo e seus olhos voltaram a se encontrar. Lily estava cada vez mais perdida na imensidão cinza dos olhos de Scorpius, enquanto ele deixava-se embriagar pelos olhos cor de mel de Lily. "Como nós viemos parar aqui?" perguntou Scorpius.

"Simples. Porque eu nunca iria conseguir resistir ao seu charme."

Ele riu. "Eu nunca duvidei disso!"