Como prometido...
Mais um capítulo para vocês. ^^
Beijokas e boa leitura.
Telly Roarke
'·.¸.ღ Lady Mine ღ.¸.·'
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\Capítulo Trinta e Seis\
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"Humanos!" Sesshoumaru pensou com irritação, olhando para o telefone celular em suas mãos. "Faziam uma tempestade sem necessidade."
# Você não apenas o irritou, Sesshoumaru… você deixou o homem a beira da ira.
Por causa da estúpida sensibilidade de um tolo Humano a acreditar ter mais conhecimento que ele, agora ouvia reclamações de seu pai. Ele deveria ter imaginado a possibilidade do tolo ir chorar suas mágoas com Inuyasha ou seu pai.
# Não tenho culpa se ele é sensível e não gosta de ouvir quando está errado.
# Há formas de mostrar um erro sem necessitar enlouquecer a pessoa, Sesshoumaru. – Inu no Taisho suspirou cansado. – Vou ver se consigo corrigir isso. Enquanto isso… aprenda a lidar com pessoas assim. – sem mais uma palavra, interrompeu a ligação.
Irritado, Sesshoumaru desligou o celular. Não podia acreditar que seu pai lhe passara um sermão, especialmente por causa de um Humano. Jogou o aparelho de lado, e olhou para a porta de entrada da Mansão. Nunca estivera tão satisfeito em estar em casa. Ali, poderia tomar um banho, relaxar e ter em sua cama a mulher que o enlouquecia. Mulher com quem, mais uma vez, gastara uma fortuna, comprando-lhe um piano.
Achando-se tolo, especialmente por querer saber se ela gostara, saltou do carro. Iria que o motorista se encarregasse de colocá-lo na garagem.
# Boa noite, Lord Sesshoumaru. – Aishu o saudou ao abrir a porta.
# Boa noite.
Entregando o sobretudo para o Youkai Leopardo, Sesshoumaru olhou para a porta da sala onde ordenara que o piano fosse arrumado. Ele podia sentir o cheiro de Kagome ali, mostrando que ela, em algum momento, estivera perto do piano. Mas, por que não estava ali agora?
# Já jantou, Milord?
# Sim, Aishu. E Kagome?
# Também, Milord. Assim que terminou, Milady se retirou. – Aishu anunciou e ficou sério antes de acrescentar. – Milady não esteve passando bem.
Sesshoumaru o olhou com seriedade. Ele havia deixado Kagome bem antes de sair de casa.
Pressionou a ponte do nariz, nem se preocupando em questionar-se quando adquirira este ridículo hábito. O que lhe interessava era que, mais uma vez sua Companheira não passara bem e ele não havia sido informando no momento do problema.
# Perdoe-me, Milord. – Aishu obviamente lera a ira em seu olhar, e curvou-se levemente para frente. – Mas, Milady obrigou-me a prometer que não lhe tiraria do trabalho. E como Lady Kagome melhorou após alguns minutos de descanso, optei por não desobedecê-la.
# Certo.
Aishu estava ali para, acima de tudo, ser fiel a sua Lady. Por isso, Sesshoumaru permitiu-se acalmar e relevar. O que ele teria de fazer era colocar na cabeça de sua Companheira que ele deveria ser chamado sempre que houvesse problemas.
Sentindo que ainda havia algo errado, principalmente pela babá de Kagome não estar por perto a impedindo de ficar de pé, manteve os olhos fixos em Aishu.
# O que houve?
# Ela e a Humana Kaede se desentenderam. - Aishu começou em tom baixo. – Trocaram palavras perigosas. Uma discussão que terminou com Milady a expulsando do quarto e necessitando tomar algo para se acalmar.
Ele sabia que aquela mulher iria lhe trazer problemas. Assim que tivesse a oportunidade a botaria para fora. Para sempre.
# Onde está a mulher?
# Sugeri que ela ficasse longe da mansão por alguns dias, Milord.
Aishu conhecia seu Lord, e a julgar pelo humor da Humana após a briga, tinha certeza de que a Kaede atacaria o motivo de sua briga com Lady Kagome. E a Humana não teria chances em uma batalha contra Lord Sesshoumaru. Especialmente com todas as leis de um Casamento Youkai, do lado dele.
# Deve ter ido para a casa de algum conhecido ou parente. – acrescentou sob o olhar do InuYoukai.
"Ótimo!" Embora quisesse tê-la a sua frente, Sesshoumaru sentia que não faltariam oportunidades para que pudesse colocar a mulher no lugar que lhe pertencia. Deixaria para tratar o problema que ela representava algum outro dia.
# Pode ir, Aishu. Eu cuido de Kagome agora.
Com uma mesura e uma despedida respeitosa, Aishu se afastou. E Sesshoumaru subiu as escadarias em direção ao seu próprio quarto. Tomaria um banho e relaxaria antes de ir atrás de sua Companheira. Necessitava acalmar a inquietação sem motivos, que era não vê-la junto ao piano que lhe dera de presente. E assim que o conseguiu, maldisse-se por ser tão tolo por se deixar afetar por aquilo.
Subindo as escadarias para o quarto de Kagome, pensou em como era tolo por ser se deixar levar daquela maneira. Ela não deveria ter tanta influência sobre ele. Não poderia permitir-se essa influência. Não quando a única coisa que queria dela era a obediência total, para saírem daquele inferno de Humanos.
Antes de abrir a porta do quarto dela, parou a mão sobre a maçaneta. Sua atenção, sendo atraída pela porta que ficava no final do corredor. Ali, uma pequena placa infantil fora pendurada denunciando o local como o quarto do bebê. Intrigado, afastou-se no objetivo de descobrir como o quarto fora arrumado.
E não se lembrava de Kagome ter comentado nada sobre montar o quarto da criança.
Abriu a porta com calma e olhou o interior. E por um momento, acreditou que estava em outro mundo. Já havia visto decorações de quartos de bebês – afinal havia uma loja para todos os lados que olhava – Mas tê-la em sua casa, no seu castelo e santuário, era algo totalmente diferente. Por que crianças necessitavam de tudo aquilo?
Fechou a porta e obrigou-se a pensar em outra coisa. Como o que Kagome lhe diria sobre o piano, assim que ele entrasse em seu quarto. E esperava que ela tivesse boas palavras para lhe dizer.
Entrou sem bater. Não necessitava de permissão para entrar no quarto de sua mulher. E ao não encontrá-la deitada, estreitou os olhos e logo a encontrou abaixada, de quatro, embaixo da mesa. Descalça e usando um robe violeta de seda, ela suspirou quando alcançou algo que ele não podia ver.
# Kagome? – chamou-a em tom baixo. Mais, ainda assim, sua voz a assustou. Assim, levantando a cabeça com pressa, acabou por acertá-la contra a mesa.
Soltando uma exclamação de dor, Kagome tocou a cabeça com uma das mãos e voltou-se para ele com lágrimas nos olhos.
# Você poderia aprender a anunciar-se de maneira menos sobressaltante, Sesshoumaru. – alisou a cabeça e com dificuldade, sentou-se no chão. – Acabo de ganhar um galo…
Kagome fez uma careta de dor, e ele se aproximou, estudando-a com atenção.
Seus cabelos negros estavam molhados e caiam revoltos, do que ele imaginara ter sido um coque. O robe violeta, um que ele não imaginava que ela pudesse ter, estava completamente fechado, escondendo cada pedaço de sua pele acima dos joelhos, como se estivesse se protegendo de algo. Seus dedos, se escondiam na luva branca, sinal de que sua energia não estava sobre controle. E sua face, estava quase tão pálida quanto àquela manhã, enquanto sofria com dor de cabeça.
# O que estava fazendo embaixo da mesa?
Com desconfiança viu a face pálida corar de forma violenta. Mordendo lábio, ela desviou os olhos dos dele, para fixar a atenção no objeto que ela deixara de lado ao bater com a cabeça. Ali ele pode ver o que parecia ser o aparelho celular dela, em pedaços.
# Ele não parava de tocar… - sussurrou e torceu os lábios antes de voltar a olhá-lo.
Teria a briga com a Humana a afetado mais do que imaginara? Normalmente Kagome não se mostrava tão instável a ponto de destruir objetos.
"Era isso… ou ela estava entrando na última fase da gravidez de um Youkai…" Fase esta que deixava a mulher facilmente irritável.
# Por que não o desligou?
# Eu… - tornou a morder o lábio, ficando ainda mais vermelha. – Pensei em fazê-lo… mas ele explodiu e voou quando o peguei. – inclinou a cabeça para o lado. – Kikyou já ficou sabendo que expulsei Kaede… então as duas estão me ligando a cada segundo. – sua testa se franziu. – Acho que Aishu já lhe contou tudo.
# Sim… Também contou que não passou bem.
Kagome sabia que Aishu estava ali, também, para reportar tudo o que lhe acontecia a ele. Ao menos as partes mais importantes, afinal, Youkai preferiria ouvir a Companheira falar sobre o motivo da briga. Algo que, quando a viu girar os olhos e abaixar a cabeça, sabia que não teria.
# Não vale a pena falar sobre isso. – ela sussurrou.
Embora quisesse saber a razão da briga, achou melhor não forçá-la. Isso poderia fazer o mal estar, que ainda não passara totalmente, voltar pior. E a última coisa que queria era terminar a noite em um Hospital com ela.
# Já jantou? – a pergunta viera, notou, para fazê-lo esquecer da discussão entre ela e a babá. – Certo…
Ela mordeu o lábio quando ele fez um gesto positivo, e virou o rosto, seus olhos vasculhando os arredores, como se procurasse algo. E ao perceber que ela pensava em como iria se levantar, deu um passo a frente para ajuda-la.
# Ainda estou ansiosa. – o alertou, fazendo-o parar. – Acabei de destruir o celular e machuquei Aishu mais cedo. – acrescentou. – Mesmo ele tendo um lençol para evitar contato direto. – alisou o tecido do robe, apenas para mover a mão.
Então a briga com a Humana havia sido séria. E, algo lhe dizia que ele havia sido o motivo da discussão. Só aquilo justificava o fato de ela não querer conversar a respeito. Puxou uma cadeira e sentou-se, para não lhe parecer tão alto e obrigá-la a levantar.
Observando isso, Kagome suspirou em agradecimento e apoiou o braço na cadeira, para poder deitar a cabeça sobre ele. Seus olhos, não deixaram os dele.
# Obrigada pelo piano. - ela sussurrou.
# Não parece muito contente. – rebateu, tentando mostrar que não se importava.
# Estou cansada. – disse em tom de desculpa. – Mas realmente adorei o piano, Sesshoumaru. Adorei mesmo… – sorriu, inclinando a cabeça para o lado. – Eu tocaria para você… Lembro que você comentou algo sobre querer me ouvir. Mas minhas mãos não estão me obedecendo.
# Está tudo bem.
Realmente estava. E ele ficou surpreso em descobrir isso. Mas o que lhe importava era: Sua Companheira gostara do seu presente, e apenas não estava mais contente, por consequência da mulher Humana. De quem ele ainda se livraria definitivamente.
Concentrado no que poderia fazer para se livrar permanentemente da Humana, não notou Kagome levantar e se aproximar. Por isso precisou de muito esforço para não mostrar surpresa ao dar-se conta de que ela estava parada a sua frente.
Sesshoumaru pensou em fazer algum comentário sobre como ela conseguira levantar tão rápido, entretanto, sua mente ficou em branco. Não por choque. Não por curiosidade. Mas pelo brilho no olhar que ela lhe dirigia. Havia entrega neles. Não aquela que acostumara a ver nos olhos dela, antes ou depois de beijá-la. Algo muito mais profundo. Algo desconhecido à ele, e por isso, tal entrega lhe roubou os pensamentos e ação. Especialmente por descobrir que isto o deixava satisfeito; alegre. Tão alegre como nada antes o fizera.
Esta foi a razão que o levou a ficar parado, quando ela estendeu a mão, e tocou seu rosto. O toque tão quente quanto o fogo não o queimou, mas aqueceu seu corpo como uma chama faria no inverno. Primeiro, com a palma de sua pequena mão. E depois, com as costas da mão, deslizando-a em um carinho que ele jamais se permitira receber. Um carinho que julgava causar embaraço e fraqueza, não força e… algo que não podia descrever.
Quando ela havia tirado as luvas?
Kagome deu um passo a frente, enquanto puxava o ar como se buscasse coragem.
Viu-se respirando fundo, numa imitação do gesto dela. Entretanto, era motivado pela expectativa. Por que ela o tocava de tal modo, se nunca se permitira tocá-lo por tanto tempo antes? Por que parecia uma despedida?
Os dedos delicados e quentes tocaram seu queixo, seu pescoço, e pararam em seu peito. Mesmo com o tecido entre eles, pôde sentir o calor.
# Eu… - começou em tom baixo, sem deixar de sustentar seu olhar. – Passei dias imaginando… pensando… qual caminho deveria tomar. – inclinou-se um pouco para frente para poder colocar a mão diretamente sobre o coração dele. – Imaginando se… ou de que outra maneira você ainda poderia me ferir.
Ele deveria se defender. Não apenas daquela ofensa, mas do domínio que ela estava tendo sobre ele. Entretanto, sua mente não conseguia organizar as palavras. Seu toque era como um feitiço.
Seriam todas as Miko capazes disto?
# Mas… algo me diz que isto não vai acontecer. – ela inclinou a cabeça para o lado. – Por isso pensei em mil maneiras de como começar… - sorriu. – Do que fazer ou dizer. – tocou sua face. – Talvez realmente fosse nosso destino terminarmos aqui… unidos.
Kagome abaixou os braços, rompendo o contato físico entre eles. E Sesshoumaru sentiu o abandono de forma inesperada. Como se alguém tomasse uma parte importante de seu corpo. Mas estava entorpecido para agir; Para impedi-la de recuar colocando ainda mais distancia entre eles.
Ele não gostava do que sentia.
Ele a odiava por fazê-lo sentir aquilo.
Queria estender a mão e tocá-la; Levantar e puxá-la para seus braços; Mas não tinha forças. Foi covarde por imaginar o que sua rendição significaria. Foi tolo por querer se ajoelhar diante dela e pedir perdão, verdadeiramente, por feri-la como nenhum pessoa deveria ser ferida. E tornou-se ainda mais covarde ao desviar o olhar.
# Apesar de tudo… - ela se calou e sacudiu a cabeça, como se tivesse pensado em algo que não fosse certo. E ao abrir os olhos, lhe sorriu.
"Por que ela me controla deste modo?" Como ela podia ter tanto poder sobre ele?
# Irei apagar tudo da minha memória… - ela tocou o próprio coração. – Esquecerei que naquela noite não tive escolhas. Irei me lembrar de apenas de como tudo começou algumas semanas atrás. E… irei me entregar completamente a você, Sesshoumaru.
A declaração o surpreendeu, e seu olhar tornou a encontrar o dela. Não esperava por aquilo.
# Darei a você minha alma… meu coração… Se…
Inclinando-se para frente, tocou-lhe o peito.
# Em troca você se entregar a mim… Quero sua alma e seu coração, Sesshoumaru. Quero tudo.
Seus dedos se fecharam como se ela pudesse agarrar seu coração. O mesmo gesto que ela fizera na noite em que a seduzira. E, como daquela vez, ele sentiu-se ser tragado pela terra, em direção a um abismo sem fim. Novamente ela o tinha em suas mãos, lhe roubando a capacidade de pensar.
# Se você me quer… apenas me terá se você também for meu.
O vazio tornou a apossar-se dele. O calor sumiu, abrindo espaço para um frio, quando Kagome se afastou. Por que ele sentia aquela necessidade? Por que temia que ela desaparecesse? Ela não era apenas uma mulher Humana com quem acidentalmente se envolveu? Ela não era importante.
# Sim ou não?
"Ela não é importante!" Repetiu em pensamento.
Então por que a segurou, quando ela recuou?
Kagome soltou o ar e sorriu, como se tivesse conseguido um grande prêmio. Ela soltou-se dele e, lentamente caminhou até a porta para trancá-la. E voltou a ficar diante dele, depois do que lhe pareceu anos, ela voltou a parar diante de si. Ele se levantou para poder tocá-la, mas ela o impediu de fazê-lo.
# Deixe-me… - ela sussurrou. A voz falhando na última letra e lhe deixando claro o que ela pretendia.
Ele, Sesshoumaru Takahashi, jamais deixara mulher alguma o seduzir ou conduzi-lo na cama. Era ele quem controlava tudo. Era o homem quem deveria controlar. Então por que razão fez um movimento com a cabeça e recostou-se a cadeira, dando-lhe pleno poder?
Sentiu os dedos tocarem levemente seu peito e piscou ao ver que ela desabotoava lentamente sua camisa. E surpreendeu-se ao sentir o tecido deslizar por seus braços até o chão.
Como ela se movia tão rápido? Ou era ele quem se encontrava tão distraído a ponto de deixar passar seus gestos?
# Assim como você… quero aprender.
Criando coragem, ela deslizou os dedos por seu peito nu, o descobrindo. E ele sentiu-se ainda mais quente e orgulhoso por saber que sua mulher, sua Companheira, queria descobrir o que lhe agradava ou não.
Fechou os olhos e sentiu-se estremecer quando os lábios dela tocaram sua pele. Travando os dentes controlou o instinto de agarrá-la, rasgar-lhe as roupas e possuí-la como bem o entendesse.
Controlou-se. Controlou-se enquanto sentia os lábios, que ele adorava beijar, deixar rastros de fogo na pele nua.
Mas como era difícil fazê-lo. Durante o que pareceu uma eternidade controlou-se enquanto seu desejo por ela aumentava ainda mais. Aquilo não poderia ser normal, poderia?
Os dedos delicados tocaram sua nuca, e com cuidado ela ficou na ponta dos pés para poder beijá-lo, de um modo como jamais fizera antes. Havia muito mais que paixão naquele gesto. E não querendo que aquilo terminasse, agarrou-a firmemente aproximando mais seus corpos.
Aonde sua tímida e inocente Companheira aprendera a tocar e beijar daquela forma?
Estava hipnotizado por ela. Entretanto toda a névoa se dissipou quando sentiu os dedos dela alcançarem suas calças. Podia permitir que ela lhe dominasse, mas jamais deixaria que ela lhe tirasse toda a roupa e permanecesse vestida. E, antes que sua mente fosse tomada por ela, segurou seus punhos a afastando.
# O que houve? – questionou, olhando-o como um pouco de decepção. – Fiz algo errado?
# Não… - sem resistir tocou a face dela. – Apenas não desejo que ser o único sem roupas.
# Oh…
Foi a única coisa que conseguiu dizer antes de corar. E ela ficou ainda mais corada quando ele agarrou e puxou a faixa do robe, desatando o nó, antes de trazê-la novamente para seus braços. Senti-la estremecer, lhe trazia uma sensação que ele era incapaz de descrever.
Aproximou os lábios da orelha dela e o mordeu com cautela. A pele macia de sua Companheira era excepcionalmente delicada.
# Não concorda, minha adorada, que eu estaria em desvantagem?
Kagome prendeu a respiração, seu corpo ficou mole e, por um momento, Sesshoumaru achou que ela iria perder os sentidos.
# Eu… era eu… quem deveria lhe seduzir. – sussurrou, seus olhos se fechando enquanto ele deslizava as mãos por dentro do robe.
# Você não precisa me seduzir, doce anjo. – mordeu-lhe a orelha. – Você é toda a sedução que necessito.
Ansiando por tê-la imediatamente em seus braços, arrancou-a do robe e admirou a camisola, do mesmo violeta, que ela usava.
"Exótico…" Sorriu com satisfação. Ela vestira aquilo para poder seduzi-lo.
Kagome segurou seu rosto, e mais uma vez, o beijou. Entretanto havia mais urgência em seus toques desta vez.
Sesshoumaru deixou que ela lhe seduzisse. Com os lábios e os dedos. Toques tímidos, para descobrir e memorizar todos os detalhes do corpo dele. Toques que o deixaram incapaz de raciocinar e roubar dela o controle. Toques que não o preparam para a explosão de sensações que o sufocou e o levou para o fundo de um abismo, quando ela o beijou. Não o beijo que se acostumara a tomar dela. Ali não havia timidez.
Quando ela se deitou sobre ele na cama, sem deixar de beijá-lo ele pode ver a paixão que existia nela. Uma paixão do qual ele jamais iria querer se ver livre.
Vou dizer...
Não foi apenas difícil escrever esse capítulo... Foi complicadíssimo. Escrevi e escrevi. Apaguei e apaguei. Escrever as reações de Sesshoumaru a sentimentos é complicado e eu queria que ficasse o mais próximo possível do perfeito. Bem por fim eu consegui. Espero que vocês tenham gostado.
Ele ainda está em negação, mas já é evidente que ele está apaixonado por ela.
Em fim...
Mais uma vez desculpa pela demora. E espero que esse tempo de espera tenha valido a pena com esses dois capítulos. MDP irá retornar assim que eu termine LM. O tempo anda curto para escrever as duas. Próximo capítulo de LM sai no sábado que vem. =) Aproveitando essa semana em casa para escrever e escrever. \o/
Obrigada pelas reviews: Lady Aredhel Anarion / Nai / Aninha / Nami-chan Vampire / Chuva Fina
Beijokas e até o próximo capítulo. \o/
Mandem reviews. .
